Ouvi ontem na TSF uma reportagem com Bernardino Soares, o novo Presidente da Câmara de Loures. Numa das suas primeiras acções como autarca, foi visitar as Oficinas do município e almoçar na cantina com os trabalhadores. Um acto pleno de simbolismo.
Nos dias anteriores, soubemos que Bernardino Soares chegou a acordo com o PSD para que a gestão da Câmara não se torne inviável nos próximos 4 anos.
O concelho de Loures vive hoje em dia, à semelhança do país, problemas sociais gravíssimos. O desemprego agravou as dificuldades económicas das famílias e acentuou as desigualdades e a pobreza, nomeadamente a pobreza infantil. A par disso, o betão não parou de crescer nos últimos anos, sustentado na conhecida política socialista de promiscuidade entre o poder político e o poder económico.
O desafio que o PCP tem pela frente é, pois, gigantesco. E a aliança que acaba de fazer com o PSD desmente categoricamente todos aqueles que acusam o Partido de não querer governar, de ser contra os acordos e os pactos, de se preocupar apenas com o «bota-abaixo».
Loures pode ser um exemplo para o país. E é aí, em Loures, com Bernardino Soares, que o PCP pode mostrar do que é capaz.
PCP: De Loures para o país
Progresso e Prosperidade
…portugueses. Numa escola de Samora Correia, racionamento de papel-higiénico. Há dois anos, a Venezuela foi declarada livre de analfabetismo. E todas as consequências têm causas.
Vai-te foder
Duarte Marques, deputado do PSD e ex-líder da JSD: “Perdeu-se o respeito e a culpa é de todos nós”.
Verde Caramunha
Está de regresso o espectáculo choramingueiro do Sporting Institucional. Fazem o mal…
O quê? As cuecas do PPD!
O quê? As cuecas do PPD!
Onde? Em Vila do Conde!
Tens frio? Mete o rabo no rio.
Tens calor? Mete o rabo no tambor.
Tens sede? Bebe uma parede.
Tens fome? Come um home.
Despedimentos
Pois, dois jovens treinadores, Costinha e Xavier, despedidos em tão pouco tempo de Liga 2013-2014 pode até ser normal, mas deixa-me meio amargurado. É a minha geração. Com quarenta e três anos, mais batido e macerado que hoje um surfista radical no mar da Nazaré, a gente espelha-se cada vez mais nos que falham e falhar parece a regra. Morrer de trabalhos. Matar-nos com eles. Perder os sentidos com a violência da onda. [Read more…]
Prosperidade e Progresso
Venezuelanos. «não há farinha, óleo, leite, açúcar, manteiga, sabonete…» Inflação a 50%. ‘Bora, Bloco e força, PC! Vamos por aí.
Caixa de Flops
FLOP BES: Se quiséssemos conceber um esquema em triângulo do Poder Efectivo do Regime Português, socialista na cúpula e na base funcionarista pública, haja ou não haja dinheiro porque o Estado é um Poço sem fundo, um dos vértices seria Dr. Ricardo Salgado, do BES, os outros um compósito de arestas entre a bina Soares-Internacional Socialista e a todo-poderosa Maçonaria. Quando o Dr. Ricardo Salgado fala, os Governos escutam e talvez tremam. Quando o Desalentado Povo, puxado por cordas em manifs flop-BE, fala, os Governos cagam e andam. É assim. Tende a ser assim, na Grã Bretanha, na França, em Espanha, em Itália, e no resto do mundo, embora o resto do mundo com o qual nos devamos comparar, por exemplo o próspero, patriótico e organizado Israel, tenha menos razões de queixa dos seus triângulos de poder. Nada, pois, mais eloquente que o dono-mor do Dinheiro em Portugal, Salgado. Não consigo, aliás, imaginar um Primeiro-Ministro em Portugal que rompa com esta normalidade mundanal e a afronte. Nenhum o fez. Nenhum o fará. [Read more…]
Cursos Vocacionais
Nuno Crato não é tão incompetente como alguns querem fazer crer. Sabe o que quer e está a tratar de desenvolver a política certa para a sua missão: reduzir a Escola Pública ao espaço de formação das classes trabalhadoras, deixando à esfera privada a formação das elites e da classe média que, diga-se, está cada vez mais pequena.
Só assim se entendem os cortes, brutais, na Escola Pública ao mesmo tempo que se investe mais nas Escola Privadas – no orçamento para 2014 aumenta o dinheiro disponível para os colégios.
Na mesma linha de desinvestimento na Escola Pública segue a opção de Nuno Crato pelos cursos Vocacionais. Começaram por ser uma experiência piloto (pdf) que, sem qualquer tipo de avaliação, se generalizaram. [Read more…]
Jardim vs. Bruno e a Arte de Bem-Foder
Entre o actual presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, e o actual treinador do Sporting, Leonardo Jardim, vai a enorme distância entre a ejaculação precoce crónica e a arte de bem foder habitual. [Read more…]
157 Anos
De caminho de ferro em Portugal.
Na foto, um comboio internacional Medina del Campo-Porto via Linha do Douro [188?-189?].
Foto Guedes, Arquivo Municipal do Porto.
Oração Para as Minhas Horas de Êxtase
Senhor, meu Deus,
Criador de Todas as Coisas, Visíveis e Invisíveis,
todos os dias vou, com esta minha carne, este meu suor,
estes meus olhos, à procura da Tua Face a fim de entrar em Êxtase.
À brisa do fim da tarde, após ter morto todas as agitações estéreis,
e todas as queixas pelo desconcerto do Mundo e o meu,
sei que Te encontrarei com toda a certeza
no silêncio da grande luz crepuscular
sob o rumor marinho. Só. A sós. [Read more…]
E a Aldeia explicou
A rapaziada da capital do império sempre veio à Aldeia.
Como sempre, o entusiasmo levou-os a cometer alguns excessos. É natural. São rapazes novos, pouco dados a visitar a província e claro, nada habituados a estes momentos. Vieram em estado de euforia. Como sempre acontece. Beberam do fino, comeram comida caseira feita por mãos experimentadas e, sobretudo, levaram que contar. [Read more…]
Tinha de ser num Domingo de manhã

Podia escrever a minha vida com canções do Lou Reed. Toda? não, mas quase.
Lamentamos a morte dos que nos deixaram a sua obra, choro quem esteve sempre aqui, quando foi preciso. A minha elegia, em forma de legendas:
Ponto final

© Jorge Colombo (desenhado com um iPhone)
Eu gostava do Aventar, de que era uma leitora assídua antes de começar a colaborar. Gostava deste pluralismo, desta gente toda a escrever em bom Português nesta espécie de jornal onde podia ir seguindo a actualidade, gostava de uma dinâmica pouco habitual nos blogues, das iniciativas cívicas, das traduções feitas da noite para o dia por dezenas de mãos, dos textos do Francisco Miguel Valada, patriota da Língua no exílio, dos do António Fernando Nabais, um professor que podia ser um jornalista, dos da Carla Romualdo, escritora a fazer-se aqui, dos do Carlos Fonseca, e de alguns outros mais.
Gostava mesmo disto, apesar do excesso de opinião levando os estandartes dos interesses próprios (fenómeno que também assola a generalidade das publicações profissionais) e da falta de outras coisas, as que diferenciam um passatempo para solitários com queda para a escrita de um projecto profissional com gente capaz de narrar o Mundo, de pensá-lo e documentá-lo na sua diversidade, e não apenas de se chegar ao computador regularmente para alinhar palavras umas atrás das outras e mandar postas de pescada nr 2 (que são aquelas mais baratas e pequenas) com base naquilo que andou a ler noutros sites e jornais.
Gostava, também, dos tantos leitores que por aqui passam, das audiências estupendas do blogue, um jornalista sem um jornal gosta sempre de saber que é lido. Mesmo que por vezes discordasse de muito do que por aqui se escreve e faz, sentia-me parte disto, e menos sozinha por poder escrever num lugar que me parecia distinguir-se do chamado “jornalismo do cidadão”, designação que pretende fazer de todos jornalistas e/ou cronistas, como se isso fosse possível ou sequer desejável, num mundo em que a liberdade de expressão de cada um para seu lado serve essencialmente para ser uma ilusão mais no vasto leque de actividades de entretenimento e passatempo que a Internet favoreceu.
O que mudam numa sociedade todas essas palavras, muitas vezes nem tanto assim diferentes (na intenção) do que pode ser lido nas caixas de comentários odiosos de toda a parte? Os textos de Joaquim Carlos Santos, o Joshua Palavroso, espelham o pior de tudo isso e têm vindo a fazer do Aventar um lugar impossível de frequentar.
Um caso de socrateslalia, ou síndrome de Sócrates-Tourette, e seus sintomas
Catão, o Velho tinha o hábito de terminar todos os seus discursos com a frase Delenda est Carthago. É um exemplo clássico de uma obsessão, aplicada à oratória latina. Fez escola.
Entre nós temos hoje uma derivação: a culpa foi do Sócrates, tem sido uma das armas da propaganda governamental, e compreende-se: dá um certo jeito mandar para cima do homem a responsabilidade de uma crise do capitalismo, não vá precisamente a malta pensar que é o capitalismo que está em crise. Lehman Brothers, bolhas imobiliárias, produtos financeiros tóxicos, nunca existiram, ou se existiram foi lá longe, e como toda a gente sabe esta crise é nacional, foi o Sócrates.
Um dos problemas da propaganda é que em mentes mais fracas pode virar doença, e compulsiva. O síndrome de Tourette anda por aí, e para lá da clássica coprolalia observam-se agora casos de socrateslalia. [Read more…]
O novo livro de Pedro Passos Coelho
Na sequência do seu livro “Mudar”, publicado em 2010, um sucesso editorial pois vendeu 50 exemplares, Pedro Passos Coelho dá agora à estampa o título “Tribunal Constitucional: o tribunal da Inquisição das democracias modernas”, no qual defende a tese de que o nosso Constitucional é uma reminiscência e “continuatio de facto” do Tribunal do Santo Ofício, extinto em Portugal, teoricamente, em 1821. O livro é prefaciado pelo ilustre Professor Doutor Miguel Relvas, Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa. Escreve o olímpico professor no seu prefácio: “Não é preciso ir para Paris para escrever teses sobre a tortura, Passos Coelho tem experimentado “ad nauseam” a tortura que é governar um país com a canga contínua do Constitucional, esse “ersatz” moderno do tribunal da Inquisição. No Portugal quinhentista não se podia dar um traque sem que a Inquisição não metesse o bedelho, agora é a mesma coisa, o primeiro-ministro tem tentado deixar às antigas e às novas gerações uma herança mais sólida e consistente do que a flatulência, e é tenebrosamente contrariado nos seus propósitos pelos inquisidores do Constitucional. Assim é impossível mudar”. O posfácio é do Prof. Eduardo Catroga, que tece interessantes considerações sobre a relação entre a queda capilar e o torturante exercício da governação.
Este é o problema, tudo o resto é conversa sem valor
Cambalhotas, Conspurcações, Branqueamentos
Portugal volta a estar em perigo por causa da reincidência interventiva de Sócrates na vida pública, tal como a usurpa Soares, outro perturbador pedante, outro arrogante inveterado. O Nojo, afinal, não suportou o período de nojo natural que lhe incumbiria enquanto ex-Primeiro-Ministro. Não nos deu tempo, afinal, para nos livrarmos da pátina de toxicidade petulante da sua desgovernação, dos efeitos de uma gestão com os pés da Coisa e Endividamento Públicos 2005-2011.
Temos, pois, que o que há de mais odioso em Sócrates reincide. Sou dos que escrevem e insistem no perigo que a sua majestática deriva narcísica coloca ao País, desde sempre. Se antes foi pela retórica obscena, hostilizadora, pela acção ou inacção dolosas e manhosas, hoje é basicamente pela palavra-atrito com que alveja a um tempo o rival que o apeou do Partido, Seguro, e o rival que o apeou do Governo e que o sucedeu no País, Passos Coelho. Mas também todos os inimigos que fez zelosamente. O odioso em Sócrates não pode ser ignorado, embora nem ele nem o seu entorno imaginem o cansaço, o esgotamento da paciência de milhões de portugueses só com a contemplação fortuita da sua fronha ou a audição casual da sua voz.
Muito me surpreende que alguns venham lançar um borrifo de água benta sobre tal reformado da vida pública e pouco mais falte para santificar, sacralizar e inocentar esse narrador e a sua narrativa de saltimbaco político. «A coisa» não deixou de ser a coisa: o vazio ideológico e programático continuam lá disfarçados de abrangência naquela volatilidade à espreita de antena no oportunismo injusto de envenenar e perseguir, segundo o mesmo espírito oco e baixo com que se atafulha de testosterona e ambição mediática uma Casa dos Segredos. O odioso em Sócrates fez-se do cabotinismo ideológico no poder e da desideologização ainda mais perfeita lá. Se hoje se comporta com extremo indecoro e procura armadilhar e perturbar Passos Coelho, um Primeiro-Ministro em exercício, isso compagina-se com a velha malícia, velho estupor e degenerescência dos filhos espirituais e netos de Soares, a quem tudo se tolera e nada, nenhuma intervenção gagá, lhe é negado. Pelo que se vê, se há quem patrocine o regresso de Sócrates à retórica abrasiva e à mentira compulsiva na vida pública é Soares, o que, enquanto alto patrocínio, lhe deve sair caro. [Read more…]
Aumento do Salário Mínimo
Diz o dinheiro vivo que é de 586 € em Portugal. A crise foi-se embora!












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