O PS e a moção de censura

Não é surpresa o posicionamento do PS e António José Seguro até terá explicitado de forma clara os seus argumentos:

há três “questões inegociáveis”: Portugal deve continuar na União Europeia e na zona euro, deve honrar as metas do memorando e deve pagar a dívida. “Quem não concordar com isto não pode contar com qualquer convergência do PS”, afirmou.

Como já por aqui escrevi, creio que a melhor solução é a continuação de Portugal na Europa e no Euro. Defendo também que Portugal deve pagar o que deve. Estou por isso mais próximo do PS do que das posições do BE e do PCP. Sinto-me tentado a concordar com o voto não à moção de censura, que aliás, parece a repetição de um filme já visto e que, sabemos hoje, correu muito mal.

Tenho uma divergência de fundo com José Seguro – as metas do memorando não podem ser honradas sob pena de perder totalmente qualquer possibilidade de cumprir as outras duas. Temos que nos unir a Espanha, Itália e Grécia. Juntos deveremos INFORMAR os credores que o pagamento será feito, mas com as condições definidas por nós!

O processo dos Távoras

A série completa não está disponível na net, mas é possível passar, devidamente contextualizado pelo professor, um resumo de 6 minutos, que culmina com a execução dos Távoras. Como terão reparado, iniciámos o estudo do Marquês de Pombal.
Ainda sobre este assunto, está disponível um excerto do óptimo documentário Lisboa debaixo de terra: O Padrão do Chão Salgado.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no Contexto Europeu dos Séculos XVII e XVIII
Unidade 6.2. – Absolutismo e Mercantilismo numa Sociedade de Ordens

Fotógrafos portugueses

Joshua Benoliel [Sugira outros nos comentários]

Mais vale tarde do que nunca

O Grupo Liikanen anuncia que vai recomendar à Comissão Europeia a divisão dos bancos entre banca de investimento e comercial. É muito normal que a Comissão faça ouvidos de mercador…

Este homem daria um grande parlamentar

Há dúvidas?

Eu não tenho.

Quer dizer, até tenho – não consigo decidir em que bancada faria mais sentido…

Um quinto dos portugueses

ainda pensa em votar naquelas bestas?

Estreia nacional, depois de exibido em várias cidades estrangeiras


cartaz da Gui no Ministério da Contrapropaganda

Fundações 1 – Funcionários do estado 0

Cortes na função pública explicam dois terços da redução da despesa em 2012 (JNegócios)

Estado, pessoa de mal

Há meses que o PÚBLICO tenta aceder ao relatório da IGF, mas o gabinete do secretário de Estado impede esse acesso.(Público)

Que é como quem diz

Passos foge para Bratislava do que se vai dizer no 5 de Outubro.

É só fazer as contas

O offshore da Madeira perdeu 360 milhões de euros em 3 anos, diz ele. A Madeira perdeu 500 milhões de euros de fundos comunitários, diz a realidade.

Um país a papas

Ainda não estamos totalmente a «pão e água», mas para lá caminhamos…

Lê-se hoje no Público: ” Uma refeição que custa 23 cêntimos ganha outro significado quando o orçamento familiar está em derrapagem. Por isso, a Nestlé já sabia que as vendas da sua histórica marca Nestum iriam crescer com a crise. Contudo, o gigante alimentar não contava com uma subida tão expressiva (…) mais 7% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. (…)Não são só as crianças entre os três e os 10 anos que estão a comer mais Nestum. Também os mais velhos, acima dos 60, substituem o jantar ou o almoço por um prato de papa que “custa menos do que um café e é nutricionalmente equilibrado.”

Nestum ao pequeno-almoço, Nestum ao almoço e Nestum ao jantar.

«- O que nos diz a isto sr. PM?»

«- Há sempre as variantes Nestum Figos, Nestum Mel, Nestum Flocos de Cereais, Nestum Maça Canela…».

Alterações nos exames nacionais: incompetência ou má-fé?

De repente, o Ministério da Educação (MEC) resolveu alterar aquilo que estava estabelecido há vários anos, apanhando, mais uma vez, de surpresa, alunos, professores e encarregados de educação. Ao contrário do que acontecia até agora, os exames nacionais de 12º passarão a incidir sobre matéria dos três anos do Ensino Secundário, o que acontecerá já no final do presente ano lectivo.

Quando entravam para o Ensino Secundário, os alunos sabiam com o que contavam. No caso do Português, por exemplo, os alunos, ao iniciar o 10º ano, eram informados de que a matéria que constaria do exame nacional de 12º se referia apenas àquilo que era leccionado neste último ano. Como é evidente, todas as partes intervenientes tinham isso em conta, desde o início do percurso. [Read more…]

Ricardo Reis, por Miguel Relvas

Depois de Camões por Passos Coelho, temos agora Ricardo Reis, por Miguel Relvas.

***

Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.

por Ricardo Reis

Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.

Não florescem no Inverno os arvoredos,

Nem pela Primavera

Têm branco frio os campos.

À noite, que entra, não pertence, Lídia,

O mesmo ardor que o dia nos pedia.

Com mais sossego amemos

A nossa incerta vida.

À lareira, cansados não da obra

Mas porque a hora é a hora dos cansaços,

Não puxemos a voz

Acima de um segredo,

E casuais, interrompidas sejam

Nossas palavras de reminiscência

(Não para mais nos serve

A negra ida do sol).

Pouco a pouco o passado recordemos

E as histórias contadas no passado

Agora duas vezes

Histórias, que nos falem

Das flores que na nossa infância ida

Com outra consciência nós colhíamos

E sob uma outra espécie

De olhar lançado ao mundo.

E assim, Lídia, à lareira, como estando,

Deuses lares, ali na eternidade

Como quem compõe roupas

O outrora compúnhamos

Nesse desassossego que o descanso

Nos traz às vidas quando só pensamos

Naquilo que já fomos,

E há só noite lá fora.

30-7-1914

Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994). – 38.

Menos 250 cérebros

 O presidente da Associação Portuguesa de Indústrias do Espaço avisa:

“«Portugal pode perder 250 cérebros, porque não investe o valor equivalente a três quilómetros de autoestrada.»

«Cada euro investido na subscrição destes programas retornam dois euros a Portugal. Não é uma coisa que se deitou fora, investe-se um euro e recebem-se dois», salienta.

O sector representa 17 milhões de euros de faturação anual. Tudo para exportação proveniente de um cluster de tecnologia altamente sofisticada. ”

Com consequências depois na vida de todos nós.»”

Não se fazem os investimentos certos. E continuamos nisto. A massa cinzenta do país vai-se perdendo por falta de inteligência dos nossos políticos incompetentes.

3 km de autoestrada…

1 euro investido = 2 euros para Portugal…

Não entendo. Façam-me um desenho!

O Ministro da Economia não quis fazer comentários à TSF. Pois não, não há comentários!!

 

Um país sem língua

O texto de Inês Pedrosa já tem uns dias, mas o Latim tem mais tempo e não perde importância por causa disso.

Tal como os programas de Português estão gizados, é possível à maioria dos alunos percorrer doze anos de escolaridade e ficar sem conhecer marcos fundamentais da cultura ocidental (com tudo o que contém de oriental, é preciso não esquecê-lo). Assim, não é aceitável que os jovens portugueses desconheçam a existência de Cícero, de Marcial ou de Santo Agostinho. [Read more…]

Diz-se por aqui

Que o corno é sempre o último a saber.

ZEE, submarinos e fragatas

O Nuno trouxe à baila a questão “submarinos” sob os pontos de vista do dinheiro neles gasto comparativamente a outros buracos da nação e daquilo a que ele chama, e bem, o mapa cor-de-rosa do Atlântico.

Para que passemos de imediato ao cerne da questão, desde já adianto que partilho das suspeitas que envolveram todo este negócio. E que não percebo, ou se calhar percebo bem, como é que quase já passaram dez anos depois da compra sem que nada tenha sido decentemente investigado. Houve presos por corrupção na Alemanha e cá nada se passa. Há os depósitos em numerário nas contas do CDS e nada acontece. Anda o Jacinto Leite Capelo Rego em manobras financeiras e a justiça está convenientemente cega. O negócio submarinos tresanda, disso não sobram dúvidas.

Como forma de maximizar a indignação, algumas linhas argumentativas acrescentam a este rol de podridão a tese de, ainda por cima, a compra ter sido feita sem necessidade. E é aqui que discordo. Tenham paciência mas a análise deve ser mais profunda. E, sobretudo, não era preciso misturar a podridão do negócio, argumento por si suficiente, com a pseudo-discussão (pseudo porque inexistente) da necessidade de termos submarinos.

Comecemos por reflectir no que está em causa. [Read more…]

A sociedade portuguesa no tempo de D. João V

Um dos símbolos do Absolutismo em Portugal.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no Contexto Europeu dos Séculos XVII e XVIII
Unidade 6.2. – Absolutismo e Mercantilismo numa Sociedade de Ordens

Fotógrafos portugueses

 

Luís Pavão [Sugira outros nos comentários]

Querem ver que o homem não tem espelhos em casa

“FMI livrou-se de António Borges porque não estava à altura do trabalho” (RR)

Borges, o economista

Faz-me lembrar um padre a dar conselhos de intimidade a um casal. Quem empresa já ele geriu?

Mau ou péssimo?

Portugal está num momento delicado onde o futuro parece pior que o do Sá Pinto à frente do Sporting.

A receita do PSD e do CDS para resolver a crise falhou! Já todos o perceberam, até o próprio governo. E não se trata de saber se houve ou não erros. As medidas são o que são e, independentemente do aplicador, teriam este efeito desastroso na economia. Com Sócrates teria sido diferente? Não me parece.

E agora? Qual é a saída para isto?

Continuamos em frente e até fazemos regressar a TSU – uma blasfémia! – como se fosse a TSU um problema de quem esteve no 15S ou no 29S. Palpita-me que um inquérito de rua mal amanhado mostraria facilmente que a maioria das pessoas pensa que a TSU é o nome de um medicamento.

Ou então vamos procurar alternativas, democráticas, claro!

Há essencialmente duas possibilidades em cima da mesa:

– continuar no Euro;

– sair do Euro. [Read more…]

Há sindicatos e sindicatos

e não são todos iguais. A minha pergunta é: como é que há gente que entrega o dinheiro a esses sploc’s.

Prós e Contras: a televisão pública no seu pior

Realiza-se esta noite na RTP1 um programa “Prós e Contras” sobre o aparecimento de grandes manifestações em vários países da Europa e os desafios que elas colocam à ordem estabelecida. Alguns subscritores e subscritoras do apelo da manifestação de 15 de SetembroQue se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” foram abordados pela produção do programa para estarem na plateia esta noite, juntamente com “a jovem Adriana que abraçou um polícia”. No palco, a escalpelizarem longamente as manifestações e as suas características, foram convidados a estar o director nacional da PSP, um responsável da GNR e dois antigos ministros da Administração Interna.
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Cromos deprimentes

Somos mesmo uns tipos com azar. No meio de 6 milhões não conseguimos ter uma liderança competente.” – esta é uma reflexão muitas vezes feita nos corredores vermelhos da Catedral.

E hoje dei por mim a pensar que esta angústia reflexiva se estendeu ao país e ao (des)governo.

São comportamentos e comentários que se sucedem uns atrás dos outros e que são exemplo de uma grande desorientação:

– o curso do Relvas,

– a cigarra do Miguel,

– as pieguices do Pedro,

– os ignorantes do Borges.

Quase apetecia perguntar, quem é o cromo que se segue?

Único sinal de esperança: a manifestação de 15 de Setembro

Li no Facebook de um amigo e partilho por concordar com parte significativa do texto:

Defender, como fazem o BE e o PCP, que a plataforma comum para uma convergência de esquerda é rasgar o memorando com a Troika é risível: antes de haver memorando a divergência era total, a ponto de fazerem cair um governo sabendo que o que se seguia foi o que se seguiu.

Sócrates disse que se recusava a governar com o FMI. Quando o PSD, CDS, BE e PCP o obrigaram a isso, demitiu-se. Pediu ao Presidente da República para ser ele e mediar as negociações com a Troika, e este recusou-se a isso: obrigou o governo a continuar, embora em regime de gestão, e a fazer isso. O governo de Sócrates fez isso obrigado, em regime de gestão e por isso o memorando teve que ser assinado por uma maioria. O PSD e o CDS assinaram. [Read more…]

Passos Coelho está cada vez mais próximo do PS

Seguro diz que Passos não aprende com erros

Arquitectura e Música

Hoje celebra-se não só o Dia Mundial da Música, como também o Dia Mundial da Arquitectura (este celebrado anualmente a cada primeira segunda-feira de Outubro). (A Norte, Outubro é novamente o mês da arquitectura.)

Música e Arquitectura juntas. Uma coincidência?

Goëthe, Santo Agostinho e outros não as viam unidas por acaso. É do primeiro a célebre frase “a arquitectura é música congelada” e, quanto ao Bispo de Hipona, considerava-as artes irmãs, porque ambas são «filhas» dos números.

Raul Lino (1879-1974), tido um dos arquitectos portugueses mais musicais, foi buscar inspiração aos autores que referi. Em 1947 escreveu um pequeno estudo que intitulou de Quatro Palavras Sobre Arquitectura e Música e onde é evidente o seu amor pela arte dos sons. Foi a partir deste parentesco ou das relações e analogias entre Arquitectura e Música na História da Arte (tema interessantíssimo) que me nasceu a ideia de fazer um trabalho de investigação no âmbito do curso de mestrado.

A tese está editada pela FAUP e pode ser adquirida na Fnac: Arquitectura, Música e Acústica no Portugal Contemporâneo (2011).

Dia Mundial do Vegetarianismo


A propósito do dia de hoje, relembro abaixo alguns dos argumentos de Vegetarianismo Ético, o post de Maria Pinto Teixeira, Presidente da Associação Animais de Rua, que se dedica à esterilização de cães e gatos vadios e abandonados. É uma das vertentes mais importantes da luta pelos direitos dos animais, se pensarmos que um casal de gatos pode dar origem a mais de 80 milhões de gatos em 10 anos.
Quanto ao vegetarianismo, o dia que se comemora hoje, há-de chegar o dia em que parecerá estranho que algum dia tenhamos comido animais. Por agora, os matadouros não têm janelas…

. Mais de metade da água consumida nos Estados Unidos é gasta na criação de gado.
. Meio quilo de carne exige 50 vezes mais água do que a quantidade equivalente de trigo, concluindo a revista Newsweek que “a água necessária a um boi de 500 kg faria flutuar um contratorpedeiro.
. A criação intensiva de animais é a indústria responsável por uma parte substancial da poluição dos nossos recursos hídricos.
. Nos últimos 25 anos foram destruídas quase metade das florestas tropicais da América do Norte para plantações de cereal para alimentação de gado.
. A comida desperdiçada na produção de animais nas nações ricas seria suficiente, se fosse adequadamente distribuída, para pôr fim tanto à fome como à subnutrição em todo o mundo. [Read more…]