O nosso maior medo

«Betinho», não me parece, pelo menos nesta fase. MEC não era o meu género. Mas, ultimamente,  tenho apreciado os textos de Miguel Esteves Cardoso, sentimentais, amorosos, falando de outras realidades, no meio, no fim ou no princípio daquela que faz os jornais. Hoje, no Público, em «O meu maior medo», revela o medo de perder Maria João, no momento em que celebram 12 anos de casamento. É uma carta de amor.

O amor em todo o coração e em toda a parte se procura. Já anima a possibilidade de ser encontrado e a incerteza de não passar o resto da vida sem poder amar e sem poder ser amado. O que custa é acreditar naquilo que se tem, quando todos os dias, ao longo de longos anos, se consegue encontrar esse amor que se procura, na pessoa que se ama e no lugar e no tempo — aqui, agora, daqui a bocadinho — em que mais gostamos de encontrá-lo. [Read more…]

Da utilidade de António Borges

João Miranda para justificar o mentecapto já admite que o default vem aí. Dentro de 2 ou 3 anos, o sonho de arrasar com tudo antes ainda não lhe passou.

A ascensão de Luís XIV

Uma longa-metragem de Roberto Rossellini onde fica bem evidente a ostentação e o luxo de que se rodeava o rei francês Luís XIV, exemplo máximo de monarca absolutista na Europa. A cena do banquete, quase no fim, é especialmente interessante.
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Da série Filmes para o 8.º ano de História

Tema 6 — PORTUGAL NO CONTEXTO EUROPEU DOS SÉCULOS XVII E XVIII
Unidade 6.2. – Absolutismo e Mercantilismo numa Sociedade de Ordens

Fotógrafos portugueses

 

Gastão de Brito e Silva [Sugira outros nos comentários]

Antão Ramos – Voto de pesar da Assembleia da República

Já cá falei acerca do meu Patrono, Fernando Antão de Oliveira Ramos.

Entretanto, aqui fica o mais do que merecido voto de pesar da A.R., para memória futura:

António Borges completamente bêbado

Muita coisa poderia ser dita sobre este discurso de António Borges, o mentecapto. Mas como mentecapto é o registo mais educado que arranjo, fiquemos por aqui.

Não deixem de observar a pose, a geometria dos braços, os trejeitos do focinho, a coreografia das patas superiores. Este animal quando se levantou não fazia o 4. Espero que seja apanhado a conduzir assim e levado a tribunal. Por muito menos já vi gente (ok, humanos, é outra espécie animal) a entrar em coma alcoólico.

A recepção da recessão

Rui Miguel Ventura Duarte*

(Texto publicado no Público de hoje e republicado no Aventar, com permissão do autor)

São duas as ordens de razões com que os defensores Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) sustentam a sua causa: (1) o critério fonético — escrever como se pronuncia, sendo que a escrita deverá ser o testemunho, tão fiel quanto possível, da pronúncia (“Nota explicativa” [NE] n.º 3 apensa ao AO90). (2) a unificação da grafia numa língua que se pretende de comunicação internacional, pelo facto de ter dois padrões escritos (cf. os dois parágrafos finais da NE n.º 2). Concomitantemente, é costume porem em questão o argumento da etimologia, alcunhando-a de “falácia”. E citarem a autoridade de um linguista como António Emiliano, da Universidade Nova de Lisboa, conhecido opositor ao AO90, e as suas reservas no tocante a tal argumentação. No meu artigo “As razões das raízes”, publicado nas páginas deste jornal no passado 17 de Agosto, reconheci, sem reservas, “que a etimologia sofreu desde a reforma de 1911 diversos ataques que a fizeram recuar, com privilégio da aproximação à fonética, afinal o argumento mais utilizado pelos paladinos do AO90”. Com efeito, muitas e complementares podem ser as razões contra o AO, embora possam umas na actual conjuntura ter mais peso do que outras. Considero a actual norma, de 1945, uma base de trabalho suficientemente aceitável; e, como classicista, assumo a causa da memória etimológica ainda restante como uma reserva… “ecológica”. Devemos até lembrar-nos de que antes de a representação se reportar ao significante fónico, os sistemas gráficos primevos constituíam a tentativa de representar ideias. Defendi que a palavra escrita, mais do que um meio, é também objecto de pensamento e reflexão, ela é o mistério a perscrutar. [Read more…]

PPP = seis submarinos anuais

Convinha que os manifestantes que hoje acorrerão ao Terreiro do Paço, tenham bem presentes as artes de ilusionismo partidário que rodeiam todos os assuntos públicos. O “caso dos submarinos” tem servido para entradas diárias nos telejornais e é pasto para uma imprensa a soldo. Membro da NATO, Portugal possui hoje um potencial Mapa Cor de Rosa atlântico, reivindicando uma gigantesca superfície marítima,  até agora denominada de Zona Económica Exclusiva. No momento em que já correm sérios rumores acerca de uma “mutualização de recursos” dos países membros da UE – ou por outras palavras, o esbulho deste nosso património -, a classe política entretem-se com os seus excelsos problemas de protagonismo arredonda-contas.

Seis submarinos por ano, é este o preço que as PPP implicam durante mais de duas gerações. Ao actual governo, decididamente falta uma voz política que explique o que em Portugal tem sido feito desde há décadas.

Grandes exploradores – Francis Drake

O fim da supremacia ibérica nos mares coincidiu, em finais do séc. XVI, com a ascenção económica dos países do norte da Europa, Holanda e Inglaterra. A acção dos corsários, entre outras razões, desempenhou um papel muito importante. É neste contexto que se insere a figura de Francis Drake.

Relvices

Estava o Relvas na TV a ler um discurso cheio de floreados e valores como aqueles que ele tem demonstrado não ter. Era como assistir a uma dessas novelas dobradas onde os lábios dizem uma coisa e a voz diz outra. Parecia pensativo. Alguma amarelice o preocuparia?

Hoje, às 3!

No Terreiro do Paço!

A vida num Mini

Hoje, no caminho para o trabalho, seguia à minha frente um Mini branco, modelo antigo. Ri sozinha ao imaginar-me dentro daquele carro pequenino, baixinho, gracioso em seus movimentos e deliciosamente lento.

Mais adiante, reparo que meia dúzia deles aguardavam na berma da estrada antes de chegar a Albergaria (Curval). Uma concentração de Mini’s novos e velhos? O Mini branco não encostou: seguiu a sua vida. Teria conhecimento do evento?

Fiquei com estes pensamentos: «A vida ao ritmo do Mini Austin (do antigo), ao ritmo humorístico de Mr. Bean, ao ritmo do caracol, numa escolha pelo modo slow food, num slow life…».

«Difícil». O meu ritmo é mais o alucinante. É mais o querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo para nada perder. Mas aspiro ao slow life… O meu sonho é viver devagar, vagarosamente.

Talvez um destes sábados encontre por aí um daqueles Mini com mais de trinta anos, estimado, invejado.

É que ao sábado os Mini’s saiem à rua em paz!!

Nuno Crato, o travesti

Nuno Crato tem sobre Maria de Lurdes Rodrigues a vantagem de ser uma mulher mais bonita, apesar da barba mal feita, sendo, ainda dotado de uma doçura toda feminina, mesmo com voz grave. No fundo, Nuno Crato é um travesti, o que se confirma, em primeiro lugar, pelo facto de ser um secretário de estado das finanças disfarçado de ministro da Educação.

É nessa qualidade que impõe a austeridade e pratica o empobrecimento, e não me estou a referir a cortes salariais ou a despedimentos de facto, mesmo que não de direito.

O empobrecimento atinge, desde logo, o currículo, reduzindo o contacto dos alunos com áreas do conhecimento que vão da Filosofia às Artes. O aumento do número de alunos por turma e a criação de mega-agrupamentos constituem outra face desse mesmo empobrecimento, tornando mais desumana a escola e, portanto, mais ineficaz o ensino. A austeridade exerce-se sobre os vários apoios a que os alunos deveriam ter direito e afasta da escola professores, técnicos e funcionários. Como qualquer travesti que se preze, Nuno Crato abusa da cosmética. [Read more…]

Convites

Não foi convidado?

Mas quem é que ia cometer esse erro?

Ainda aparecia com os amigos!

E já agora, alguma malta do PS que anda tão preocupada com o Mário Nogueira podiam começar por olhar para dentro…

 

Fotógrafos portugueses

José Magalhães, que lança hoje o seu livro de poesia

Quantos cabem?

Um país inteiro!

Galego do Sul ou Português do Norte?

Hoje, na Universidade de Vigo, explicava a um dos meus professores que um dos meus amigos e parceiro me denominava, enquanto perigoso regionalista nortenho, habitante da Galiza Sul. Ao que ripostou, com sonora gargalhada tão típica de galego, que ele se sentia um português do Norte.

 

Nem todos percebem esta relação verdadeiramente especial entre nós, as gentes do Norte de Portugal e as gentes da Galiza, sobretudo do Sul da Galiza – Tui, Vigo, Ourense, Pontevedra e mesmo, independentemente das rivalidades com Braga, Santiago de Compostela.

 

O Minho sempre foi uma ponte entre estes dois territórios, nunca uma fronteira ou um separador. As margens do Minho ou os montes que unem as duas regiões sempre foram pontos de passagem. Mais recentemente, no século XX, serviram de refúgio da Guerra Civil de Espanha ou de fuga/regresso, conforme as perspectivas políticas, nos primeiros tempos da nossa democracia.

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Quando me lembre….

Era no noticiário de ontem. Os jornalistas, sempre curiosos dos vaivéns do PM, perguntaram: quando vai anunciar ao povo de alça dos impostos?
O PM, sempre a correr, tem agalhas para isso e muita juventude, ripostou: quando me lembre
Quando se lembre do que Senhor PM? De anunciar as alças ou de que já decidiu amortalhar ao povo com mais vendas de múmia para nós matar de fome? Ou quando se lembre de que houve uma alça nos impostos?

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Os espelhos da Nação

Por A. Coelho de Carvalho

Futebol, corrosão da Democracia

Recordando um escrito meu, que ninguém quis publicar desde há uns 6 anos, volto a perguntar:

Não será já tempo de reflectirmos a sério sobre o impacto corrosivo do futebol, não só no Desporto como na nossa vida de cidadãos de um país por nossa culpa adiado?

Desde há milhares de anos, em todo o mundo, brincar com objectos que saltem é das primeiras brincadeiras das crianças. Esta naturalidade está na base da popularidade do futebol. Como também há uma latente semelhança entre o futebol e os desafios de amor (as jogadas entendidas como carícias e os golos como orgasmos…) todos passámos a adorar o jogo, a jogar ou a ver jogar…
Foi então que houve quem se aproveitasse da nossa paixão. Primeiro directores dos clubes, depois comerciantes, políticos e, por osmose, donos dos jornais, das rádios e das televisões, construtores civis e negociantes mafiosos.

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Ensino vocacional: pôr portaria na ventoinha

O ministério da Educação criou o projecto-piloto do agora chamado ensino vocacional. Como poderão ler no portal do governo ou na portaria, se tiverem paciência, o projecto é dirigido, segundo parece, a alunos que “queiram optar por uma vertente de ensino mais prática.” Para isso, os referidos alunos – que já queriam optar pela referida vertente de ensino – serão sujeitos a “um processo de avaliação vocacional que demonstre ser nesse momento a via mais adequada às necessidades de formação dos alunos.” Faz-me um bocado de confusão que os alunos queiram optar por uma via e que, para poderem optar por essa via, tenham de ser sujeitos a um processo que poderá permitir-lhes enveredar pela via que… tinham escolhido. [Read more…]

A censura na Net

Não é apenas a versão soft apresentada pelo Público: Estados europeus sugerem botão para denunciar conteúdos terroristas na Internet.

Vai muito para além disso. O Público, em vez de citar o El País, podia ter lido o documento (PDF)…

Li mal

«Governo estuda corte na duração do desemprego».

Eu li mal.

Vão morrer e vão, por isso que se fodam

Governo estuda cortes em tratamentos para o cancro e a SIDA

Não há dinheiro! Não há dinheiro.

O Estado português concedeu em 2011 benefícios fiscais de quase mil milhões de euros a 40 empresas

Profissão mai´linda

O blasfemo e o herege

Vamos lá ver se eu percebo isto…

No próximo dia 30, pelos vistos, alguns ou muitos irão reclamar o direito à blasfémia.

Um deles é, seguramente, Salman Rushdie, “homem sem fé, blasfemo aos olhos do Islão, reclama para si o «direito à blasfémia»”. Volta a entrar em cena com o lançamento do seu novo livro, autobiográfico, Joseph Anton.

O blasfemo diz blasfémias. A blasfémia, por seu turno, é “toda a palavra ou atitude injuriosa contra Deus, a Santíssima Trindade ou os Santos; atribuição de defeitos a Deus ou negação de qualquer dos Seus atributos”.

Algumas blasfémias para o Islão: representar o profeta, associar o profeta ao demónio, tornando-o seu emissário, “como acontece em Os Versículos Satânicos“, entre outras.

Ora o herege é “o cristão baptizado que, de modo pertinaz, nega ou põe em dúvida algumas das verdades da fé católica”.

Ora o meu dicionário de Sinónimos diz que blasfemo e herege são sinónimos… Estou a ficar confusa.

Na minha humilde opinião, o herege – teimoso, obstinado, tenaz – parece-me (parece-me) mais confiável. Digo isto pensando em Nicolau Copérnico, por exemplo. [Read more…]

É amanhã

Sábado, 29 Setembro 2012, às 15H na Rua do Ferraz 22 – Porto, pelo José Magalhães

Grande lata

Colocado perante a possibilidade de os portugueses terem de pagar mais impostos, Mário Soares considerou que “agora é que o país está de tanga” e não quando Durão Barroso o afirmou “há alguns anos”. “As pessoas não ganham dinheiro nenhum e estão em grande dificuldade”, considerou.

(Público)

É preciso ter muita lata para chapar isso na cara dos portugueses. O homem que disse ter convencido Sócrates a ceder à troika, o patrono do partido que governou o país desde que o cherne do discurso da tanga fugiu até nos ter conduzido à bancarrota deve achar que somos de memória curta. Que tenha vergonha na cara.

D. Filipe I

O primeiro rei da dinastia filipina. O documentário pode ser visto aqui.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII
Unidade 6.1. – O Império Português e a concorrência internacional

Fotógrafos portugueses

Mário Príncipe  [Sugira outros nos comentários]