Cortes, sim, desde que para os outros.
Foi hoje de manhã, no programa «Querida Júlia»
Olha a vida, ó freguesa! Tão baratinha!
Os alegados socialistas, os putativos sociais-democratas e os democratas-que-se-dizem-cristãos, esses parasitas da Democracia, andam, há mais de trinta anos, a cevarem-se uns aos outros à custa dos nossos melhores pedaços. Como é natural, e para confirmar o adágio, estão, agora, a roer-nos os ossos.
Depois de terem, portanto, desperdiçado todos os recursos que lhes pusemos nas mãos sapudas, dizem-nos, com o descaramento dos criminosos sem consciência, que é preciso fazer cortes, que o Estado tal como o conhecemos já não faz sentido, entre outras agressões. Tem sido assim na Educação e é assim na Saúde.
O parecer pedido pelo Ministério da Saúde ao Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida (CNECV) para se descobrir maneiras de se poupar nos tratamentos do cancro é, só por existir, meio caminho andado para a obscenidade. As declarações do presidente do dito Conselho são tão pornográficas que não deviam passar na televisão sem bolinha vermelha no canto:
“Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo. Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros? Tudo isso tem de ser muito transparente e muito claro, envolvendo todos os interessados”
Vivemos, portanto, numa sociedade tão atrasada que “não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo”? Se não podem ser todos, como escolher os que terão direito a tudo? Se não é legítimo gastar 50 mil euros para se ter mais dois meses de vida, quer isto dizer que dois meses de vida valem menos que 50 mil euros? Para quando a publicação das tabelas com o preço da vida? E quem não puder comprar mais vida? Quanto faltará para que o ministério dito da Saúde peça ao Conselho-Nacional-alegadamente-da-Ética-para-as-Ciências-parece-que-da-Vida um parecer sobre a possibilidade de legalizar o infanticídio das crianças que revelem tendência para adoecer? Isso é que era poupar!
O presidente do CNEVC chama-se Miguel Oliveira da Silva e diz-se que é médico.
O Acordo Ortográfico através do monóculo
Ega entalara vivamente o monóculo para examinar esse lendário tio do Dâmaso…
– Eça, Os Maias
A edição de Outubro da revista internacional Monocle foi amplamente divulgada pela comunicação social portuguesa. Segundo a Fugas, trata-se duma “publicação mensal de culto para muitos e a marcar tendências em todo o mundo desde 2007 “. Confesso que nunca tinha comprado esta revista e só o tema de capa me levaria a adquiri-la. Como esta edição estava à venda no quiosque do Parlamento Europeu, acabou por vir para casa.
Vejamos com atenção aquilo que nesta publicação a marcar tendências em todo o mundo desde 2007 se pensa sobre Portugal, no contexto da língua portuguesa e do Acordo Ortográfico de 1990.
Aguardemos igualmente por uma reacção de Carlos Reis, pois é evidente que o senhor Steve Bloomfield, além de “uma concepção da Língua Portuguesa como património exclusivo dos portugueses”, tem “um complexo”, “traumas por resolver” e “o medo das ‘cedências’”. Obviamente que as leituras de artigos do Dr. Santana Lopes e de entrevistas do Dr. Pinto Ribeiro terão ajudado ao arranque em falso. O Dr. Carlos Reis que explique, quando reagir ao artigo.
Once upon a time, the Portuguese spelt the word “fact” F-A-C-T-O. The Brazilian spelt it F-A-T-O. It was one of many words that had changed in the journey across the Atlantic.
Yet the influence of Brazilian popular culture has become so pervasive from Porto to Lisbon that most young people use some form of Brazilian Portuguese – and now it has become formalized. An orthographic agreement between the two countries has seen Portugal accept a whole raft of Brazilian spellings.
There are many ways to highlight Portugal’s relative decline and the meteoric rise of Brazil and, to a certain extent, Angola. Hundreds of thousands of Portuguese have moved to to other Lusophone countries (see page 037); Angola is now investing billions of oil-fuelled dollars in Portugal. But few factors sum it up as perfectly as the language changes. Imagine the UK agreeing to spell “centre” the American way– Steve Bloomfield, “Something in common”, Monocle, Issue 57 , volume 06 , October 2012, p. 33
Reserva de Recrutamento 3
Aí está a Reserva de Recrutamento, neste caso, a 3ª : retirados, contratados, docentes dos quadros.
Sim, trata-se de mais uma lista de colocações de professores – a primeira e a segunda foram expressões máximas de angústia e de sofrimento – todos queriam ver o nome nas listas de colocação, mas nada…
Não se espera que as listas de hoje possam trazer qualquer tipo de novidade – serão mais do mesmo.
Até ao momento o MEC contratou 9581 docentes, havendo mais uns milhares em ofertas de escola – mas, sempre, muito menos gente a trabalhar do que nos anos anteriores.
Ah! Quase me esquecia – não se esqueçam de aceitar na aplicação.
De todos! Mesmo de TODOS!
Claro que a Manif de sábado é de TODOS os portugueses, pelo menos dos que trabalham ou dos que querem e não conseguem trabalho.
O 15.S foi o primeiro de muitos dias – será um marco na história Portuguesa – e descansem os mais sossegados boys de serviço – ninguém se vai calar com a TSU porque quem esteve na rua está tão interessado na TSU como noutra forma de roubo qualquer! O ponto é este amiguinhos laranjinhas: não queremos continuar a ser roubados! Basta! Há outro caminho e já muita gente o diz. Por isso, Sábado, voltamos à rua. E tu? Queres transporte para Lisboa no Sábado? Anda daí!
Armado em Filho-da-Puta
Este governo está armado em filho-da-puta, só pode.
Não se admirem, pois, quando começarem a aparecer cadáveres na berma da estrada, abandonados. Ou são doentes tombados por um governo masoquista ou são políticos a quem terá sido feita alguma justiça. Neste último caso, aplaudirei de pé. E eu até sou mui católico.
Está quase, já se diz o óbvio na TV
…E há uma coisa que é muito interessante, que é: o PS nunca propôs, com o PSD e com o CDS, um corte nestas rendas, e nós vimos as reuniões na presidência da república e só se fala de solução com aumento dos impostos. Eu não me admiro nada que as pessoas se manifestem depois, à frente da presidência da república, com a desilusão que têm. É que nunca corta na despesa, nunca corta em todos este privilégios que são milhares de milhões de euros e que, se cortados, por exemplo nas PPPs, nos institutos a mais, nessas coisas, até daria para descer os impostos sobre os portugueses e anular o défice.
Podem sempre pedir um parecer à Sérvulo & associados
Ética cristã-liberal
Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida clarifica posição sobre a eutanásia: são contra quando é a pedido do doente, mas são a favor quando é a pedido da troika.
Roubado no Facebook ao Luís Branco
Um cafezinho, por favor!
«Um cafezinho, por favor!» – disse o homem que entrou apressado no estabelecimento onde costumo beber o meu, antes de começar o meu dia de trabalho. Uma rotina imprescindível!
Não nos limitem, nem inventem um imposto sobre este vício que, afinal, está provado, faz bem à saúde.
“Não se acanhe – beba mais café“, aconselha um especialista na prevenção de cancro. “Bem, acorde e cheire o café: «É extraordinário»”, assevera um especialista hepático. «O café é de facto um medicamento milagroso que salva vidas.» Apesar de se considerar ser ainda um «mistério cientifico» o efeito no organismo de uma simples chávena de café, estudos epidemiológicos alargados demonstram repetidamente os seus espantosos benefícios.
O cafezinho é ainda pretexto para o encontro, para «pôr a conversa em dia», para um encontro com alguém que ainda não se conhece pessoalmente, para fazer um intervalo no trabalho que não rende, é um acompanhador óptimo quando se lê um livro ou o jornal, ou se escreve aqui para o Aventar! Etc., etc.
Um cafezinho é um pequeno prazer que ainda nos podemos dar ao luxo de ter! É um mimo!
O «etc.» é para si, leitor. Continue a lista!
Dia Internacional da Blasfémia – 30 de Setembro
(por Amadeu)
«A religião de uma época é o entretenimento literário da época seguinte.»
Ralph Waldo Emerson
No dia 30 de Setembro todos somos encorajados a exprimir abertamente o criticismo ou mesmo o desdém para com qualquer religião. Assinala-se assim o dia em que foram publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em 2005, as caricaturas sobre Maomé de que resultaram uma enorme polémica, distúrbios e tumultos em que morreram 137 pessoas. Pode-se pensar que cá na Europa há tolerância para estas coisas, mas analise-se em maior detalhe o que se passa. Existem ainda leis anti blasfémia na Áustria, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Itália, Holanda e Islândia. Existem também leis contra os “insultos religiosos” 21 países Europeus.
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Será que o Iberismo resolvia a nossa crise comum?
Igreja Portuguesa eleita melhor recanto de Espanha?
Ou será uma estratégia para trocar a Catalunha por Portugal?
Senhor Primeiro Ministro, até quando?

Esta questão não é apenas minha! É a do povo de Portugal! Parte de esse povo confiou em si e votou em si e na sua coligação. O PSD e o CDS-PP, têm a fama de ser pessoas cristãs, católicas romanas. Em contrário, tenho a fama de ser cientista, sem provas, em nada acredito. Nunca me conheceu, nunca nos temos visto, graças a sua Divindade. Se o Senhor o um dos seus secretários, e tem muitos, todos pagos pela fazenda pública, como deve ser para quem governa, for ao motor de pesquisa Google, e escreve-se Raúl Iturra, grandes surpresas ia encontrar. O povo confiou em si e nas suas dádivas de homem cristão, católico e romano, como o seu colega na coligação que nos governa. [Read more…]
Portugal: Da União Ibérica à Restauração
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII
Unidade 6.1. – O Império Português e a concorrência internacional
O estranho caso da rainha de inglaterra
Num toque de finados, Pinto Monteiro foi à RTP lançar mais umas larachas. O homem que há-de ficar conhecido por ter andado de tesoura na mão a recortar partes das transcrições de escutas onde José Sócrates era citado vem dizer que a polícia efectua escutas ilegais. Depois acrescentou que tem essa convicção. Há ou não há? Tem provas ou não tem? Fez alguma coisa quanto a isso ou não?
Esta inenarrável personagem aproveitou ainda para descartar água do capote quanto às incoerências que marcaram o seu mandato. Não deixa saudades este “último beirão honesto“.
Só posso achar bem
RTP1 reduz Telejornal para 45 minutos. O formato que tem sido emitido pelas televisões já há muito que deixou de ser noticiário para ser telenovela noticiosa.
As fundações e a cobardia do governo
A escola mortuária
A transformação de uma antiga escola primária em capela mortuária é o retrato de Portugal, pintado pela própria realidade, com o contributo inestimável de todos os artistas que têm passado pela política portuguesa.
Nuno Crato, na sua qualidade de coveiro, deverá rejubilar com esta confirmação de que, nas escolas, há professores a mais e agentes funerários a menos. Para além disso, com tantos mortos nas salas de aulas, será possível aumentar ainda mais o número de alunos por turma, porque é da natureza do cadáver ser sossegado. Esperemos, ainda assim, que não se caia no facilitismo humorístico de chamar ignorantes aos defuntos, por não terem levantado o braço no afã de responder a uma pergunta simples. [Read more…]
ocupam o passeio
O passeio é estreito. A mulher desce a rua com as crianças, três meninas. As crianças chalreiam, riem alto. A mulher não diz nada, tem os olhos postos nalgum ponto distante, no fim da rua. A mulher vai cansada. As crianças e a mulher ocupam o passeio todo. A rua é antiga, o passeio é estreito. A mulher e as três crianças são negras e ocupam o passeio.
O homem está parado à porta da mercearia. Tem à mão apoiada na parede e fala lá para dentro, para um merceeiro oculto nas sombras da mercearia antiga. Na outra mão leva um saco de plástico com uma lata de salsichas. O homem vira-se no pior momento e embate na mulher. A mulher espanta-se porque vai a pensar noutra coisa. O homem enfurece-se.
– Então, é assim?!
A mulher não diz nada, sustém-lhe o olhar. Ele repete, agora mais alto:
– É assim?! [Read more…]
A OCDE põe a nu afirmações falsas do ministro
Santana Castilho *
A OCDE publicou o seu habitual relatório “Education at a Glance”, com o qual pretende influenciar as políticas seguidas pelos países membros, em obediência aos dogmas da economia de livre mercado. Se é certo que a educação não pode ignorar as realidades económicas, não menos certo é que a sua missão primeira é desenvolver pessoas, que não mercados. Eis a razão por que olho com reserva o que a OCDE conclui sobre os sistemas educativos. Porém, é de estudos da OCDE, adulterados ou parcialmente lidos, que os detractores dos professores e da escola pública se socorrem muitas vezes para envenenar a opinião pública. Por isso, faz sentido trazer a público alguns dados que desmentem as últimas atoardas propaladas. [Read more…]
Liga mundial sob o signo da chuva
Armindo de Vasconcelos
A Liga Mundial começou sob o signo da chuva, mas a qualidade do piso sintético, que faz do complexo desportivo de Lousada um dos mais apetecíveis a nível internacional, permitiu que se disputasse ainda o primeiro jogo da primeira jornada, no qual Gibraltar venceu Marrocos por 1-0, num desafio sem grandes motivos de interesse e em que os gibraltinos dominaram quase sempre. Ficou, aliás, patente a diferença de ritmo entre ambas as selecções: Gibraltar, com mais contacto internacional, ao ataque desde o início; Marrocos, acantonado no seu meio-campo e lançando tímidos contra-ataques.
Já o sentimos na pele, Sr. PM
Um português ou uma portuguesa dorme agora menos horas, mas estraga mais o colchão de tantas voltas que dá na cama. O sono não chega, não obstante o cansaço de mais horas de trabalho (para ganhar menos). É a ansiedade, a pressão, o stress, a insegurança, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos.
Ontem tive mais três motivos que me tiraram o sono: o restaurante onde costumo almoçar (cada vez menos) está a trespassar (depois de reduzir o preço da diária há cerca de um ano); o testemunho na primeira pessoa de uma mulher com dois filhos que se vê desempregada; e o pedido de uma aluna na casa dos vinte («Professora, se souber de algum trabalho…»).
É a crise e o desemprego a tocar-nos na pele. Sentimos os seus cheiros.
Recordo, a este propósito, as palavras do jurista Paulo Marcelo (Económico, 29/5): “O desemprego está a tornar-se um lugar-comum; que o digam as mais de 819 mil pessoas que não encontram trabalho. O desemprego espalha-se como um cancro, atingindo 14,9% da população activa). Este valor foi ultrapassado no espaço de apenas 4 meses, estando a passos largos dos 16%, sendo Portugal o terceiro país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde o desemprego mais cresceu desde julho de 2011.
Como prevenir esta doença? Não há ninguém imune.
Mas temos que seguir em frente. Levar com a nossa vida adiante!
Batalha de Alcácer-Quibir
A presente unidade inicia-se com as dificuldades do Império Português do Oriente. Para além da concorrência internacional, diversas causas internas contribuem para essa crise. Uma delas é a crise política em que o país se vê mergulhado após o desaparecimento de D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir. Dois anos depois, em 1580, Portugal perdia a independência. Este excerto de Non ou a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira, retrata essa batalha.
Quanto ao filme completo, pode ser visto em post anterior desta rubrica.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII
Unidade 6.1. – O Império Português e a concorrência internacional
A fantochada
As fundações católicas nem sequer foram recenseadas. Deus é grande e o governo o seu profeta.
474 mortes civis desde 2004
Agora, passado este tempo todo?
PJ efectua buscas nas casas de Mário Lino, Paulo Campos e António Mendonça
Devem encontrar grande coisa! Novamente se comprova que meter a Justiça a funcionar deve ser o maior desígnio nacional.








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