
Luís Pavão [Sugira outros nos comentários]
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
“FMI livrou-se de António Borges porque não estava à altura do trabalho” (RR)
Faz-me lembrar um padre a dar conselhos de intimidade a um casal. Quem empresa já ele geriu?
Portugal está num momento delicado onde o futuro parece pior que o do Sá Pinto à frente do Sporting.
A receita do PSD e do CDS para resolver a crise falhou! Já todos o perceberam, até o próprio governo. E não se trata de saber se houve ou não erros. As medidas são o que são e, independentemente do aplicador, teriam este efeito desastroso na economia. Com Sócrates teria sido diferente? Não me parece.
E agora? Qual é a saída para isto?
Continuamos em frente e até fazemos regressar a TSU – uma blasfémia! – como se fosse a TSU um problema de quem esteve no 15S ou no 29S. Palpita-me que um inquérito de rua mal amanhado mostraria facilmente que a maioria das pessoas pensa que a TSU é o nome de um medicamento.
Ou então vamos procurar alternativas, democráticas, claro!
Há essencialmente duas possibilidades em cima da mesa:
– continuar no Euro;
– sair do Euro. [Read more…]
e não são todos iguais. A minha pergunta é: como é que há gente que entrega o dinheiro a esses sploc’s.
Realiza-se esta noite na RTP1 um programa “Prós e Contras” sobre o aparecimento de grandes manifestações em vários países da Europa e os desafios que elas colocam à ordem estabelecida. Alguns subscritores e subscritoras do apelo da manifestação de 15 de Setembro “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” foram abordados pela produção do programa para estarem na plateia esta noite, juntamente com “a jovem Adriana que abraçou um polícia”. No palco, a escalpelizarem longamente as manifestações e as suas características, foram convidados a estar o director nacional da PSP, um responsável da GNR e dois antigos ministros da Administração Interna.
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“Somos mesmo uns tipos com azar. No meio de 6 milhões não conseguimos ter uma liderança competente.” – esta é uma reflexão muitas vezes feita nos corredores vermelhos da Catedral.
E hoje dei por mim a pensar que esta angústia reflexiva se estendeu ao país e ao (des)governo.
São comportamentos e comentários que se sucedem uns atrás dos outros e que são exemplo de uma grande desorientação:
– o curso do Relvas,
– a cigarra do Miguel,
– as pieguices do Pedro,
– os ignorantes do Borges.
Quase apetecia perguntar, quem é o cromo que se segue?
Li no Facebook de um amigo e partilho por concordar com parte significativa do texto:
Defender, como fazem o BE e o PCP, que a plataforma comum para uma convergência de esquerda é rasgar o memorando com a Troika é risível: antes de haver memorando a divergência era total, a ponto de fazerem cair um governo sabendo que o que se seguia foi o que se seguiu.
Sócrates disse que se recusava a governar com o FMI. Quando o PSD, CDS, BE e PCP o obrigaram a isso, demitiu-se. Pediu ao Presidente da República para ser ele e mediar as negociações com a Troika, e este recusou-se a isso: obrigou o governo a continuar, embora em regime de gestão, e a fazer isso. O governo de Sócrates fez isso obrigado, em regime de gestão e por isso o memorando teve que ser assinado por uma maioria. O PSD e o CDS assinaram. [Read more…]
Hoje celebra-se não só o Dia Mundial da Música, como também o Dia Mundial da Arquitectura (este celebrado anualmente a cada primeira segunda-feira de Outubro). (A Norte, Outubro é novamente o mês da arquitectura.)
Música e Arquitectura juntas. Uma coincidência?
Goëthe, Santo Agostinho e outros não as viam unidas por acaso. É do primeiro a célebre frase “a arquitectura é música congelada” e, quanto ao Bispo de Hipona, considerava-as artes irmãs, porque ambas são «filhas» dos números.
Raul Lino (1879-1974), tido um dos arquitectos portugueses mais musicais, foi buscar inspiração aos autores que referi. Em 1947 escreveu um pequeno estudo que intitulou de Quatro Palavras Sobre Arquitectura e Música e onde é evidente o seu amor pela arte dos sons. Foi a partir deste parentesco ou das relações e analogias entre Arquitectura e Música na História da Arte (tema interessantíssimo) que me nasceu a ideia de fazer um trabalho de investigação no âmbito do curso de mestrado.
A tese está editada pela FAUP e pode ser adquirida na Fnac: Arquitectura, Música e Acústica no Portugal Contemporâneo (2011).

A propósito do dia de hoje, relembro abaixo alguns dos argumentos de Vegetarianismo Ético, o post de Maria Pinto Teixeira, Presidente da Associação Animais de Rua, que se dedica à esterilização de cães e gatos vadios e abandonados. É uma das vertentes mais importantes da luta pelos direitos dos animais, se pensarmos que um casal de gatos pode dar origem a mais de 80 milhões de gatos em 10 anos.
Quanto ao vegetarianismo, o dia que se comemora hoje, há-de chegar o dia em que parecerá estranho que algum dia tenhamos comido animais. Por agora, os matadouros não têm janelas…
. Mais de metade da água consumida nos Estados Unidos é gasta na criação de gado.
. Meio quilo de carne exige 50 vezes mais água do que a quantidade equivalente de trigo, concluindo a revista Newsweek que “a água necessária a um boi de 500 kg faria flutuar um contratorpedeiro.
. A criação intensiva de animais é a indústria responsável por uma parte substancial da poluição dos nossos recursos hídricos.
. Nos últimos 25 anos foram destruídas quase metade das florestas tropicais da América do Norte para plantações de cereal para alimentação de gado.
. A comida desperdiçada na produção de animais nas nações ricas seria suficiente, se fosse adequadamente distribuída, para pôr fim tanto à fome como à subnutrição em todo o mundo. [Read more…]
Esperamos a estimativa oficial do sempre atento Miguel Castelo Branco.
Sou suspeita…
A Música é minha companheira desde os seis ou sete anos. Não me lembro de a ter antes. Num piano de cauda de brincar feito de plástico e pernas de madeira que a minha mãe tinha à venda na mercearia, eu tocava os primeiros sons. De tanto uso, conquistei o Piano: a minha mãe não o vendeu. Hoje, procuro que a música seja também a companheira para a vida dos meninos e meninas que aprendem Piano comigo.
A Música é uma excelente companhia, seja ouvindo, seja fazendo-a.
Mas está demonstrado que, para além do prazer que se tira, a Música contribui para o nosso bem-estar físico: “mexe com a totalidade do ser humano”. Um determinado trecho musical pode, ao nível físico, “alterar o ritmo cardíaco e respiratório, a pressão sanguínea, a produção hormonal, as ondas cerebrais, tendo até resultados sobre o sistema cognitivo”. [Read more…]
October and the trees are stripped bare
Of all they wear.
What do I care?
October and kingdoms rise
And kingdoms fall
But you go on
And on.
byU2
Diz a sabedoria popular que é preciso saber dançar consoante a música. Todavia, o que é popular causa enorme engulho à Extrema-Direita que está no poder. Sim, digo Extrema-Direita porque esta Direita não aceita a crítica nem a contestação, e mesmo quando recua, como na TSU, faz em amuo e com insulto, mimando os empresários de medrosos e de ignorantes. Numa exercitada arrogância, este Governo insiste em fazer o que não resulta, porque entende que não é ele quem está mal, é todo o resto do país. Para este Governo não há opiniões, pontos de vista ou alternativas: há aliados ou inimigos. E se o povo não se alia ao Governo, então é inimigo. Quem não está com o Governo está contra ele. E quem está contra o Governo não merece mais do que ser tratado de medroso ou ignorante, ou da sua condição de desempregado ser considerada como zona de conforto, ou de lhe ser apontada a emigração como futuro. Porque o Governo teima em querer dançar contra a banda, em ignorar a música da orquestra e insiste numa desconcertante coreografia de má execução orçamental, de falhanço retumbante de combate ao défice, de ausência de modelo económico adequado à realidade do país, de total ausência de medidas criadoras de emprego, de empobrecimento da classe média, etc. E faz tudo isto com passos de quem quer crescimento económico, com uma população com cada vez menos dinheiro para gastar; de quem quer a reconversão das empresas para a exportação sem apresentar caminhos, como se, por exemplo, a construção civil – grande base de emprego em Portugal – passasse, por magia, a produzir caravanas, rulotes, atrelados ou tendas de campismo ao invés de apartamentos ou moradias; de quem quer que as empresas sejam financiadas, mas sem obrigar a banca retirá-las da asfixia de falta de liquidez em que a esmagadora maioria se encontra, antes pondo os trabalhadores a financiar os patrões. Esta Direita de passos trocados, insiste na sua dança porque acha que a orquestra toda é que está errada e que os demais que dançam no baile e com quem colide, também. Todos estão errados, menos ela. E o pior é que não pensa nem age assim por mero capricho, é mesmo por convicção. E é isso que a torna verdadeiramente perigosa.
Um dos símbolos do Absolutismo francês, aqui num breve apontamento legendado e muito elucidativo.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no Contexto Europeu dos Séculos XVII e XVIII
Unidade 6.2. – Absolutismo e Mercantilismo numa Sociedade de Ordens

@ Braga, Capital do Automóvel.
Agrada-me a ideia.
Portugal vive um momento histórico singular e por isso as respostas de todos têm que ser originais. Não dá mais para continuar a fazer o que sempre se fez.
Confesso que me irrita ver o Borges na TV.
Confesso que já me mete nojo a ausência do Relvas da TV.
Confesso que estou farto de ver o país a caminhar para o fundo e perceber que há gente a empurrar para a frente.
Este é o momento de pegar no M da imagem, que roubei no face e que acompanha este post: recortar, rodar 180º e avançar em frente!
Esta é a hora de transformar o eu em nós para que eles tenham medo!
Não sou o Toni! E acho que não é só uma questão de bigode.
Mas confesso que há um outro momento em que a costela tripeira aparece com toda a sua energia.
Fui à procura de um dicionário de palavrões para ver, do menu existente o que melhor se aplicaria ao Borges, mas nenhum me satisfez.
Depois de uma reflexão profunda consegui recordar os tempos em que ia ver os jogos do campeonato de amadores do Porto. E aí, na minha memória associei o Borges aos árbitros e encontrei.
Borges: “Já fiz trapézio nos cornos do teu velhote”
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Lisboa, 29.Set.2012
© Sandra Bernardo
A empresa Estrela Sustentável criou um programa para os telemóveis iPhone que indica como fugir aos pórticos de portagem na autoestrada da Beira Interior. (in Expresso)
Segundo Eugénio Rosa, António Borges mentiu quando afirmou que as despesas com pessoal na Administração Pública representam 80% das despesas totais.
Finalmente: PCP e Bloco de Esquerda unem-se contra a austeridade.
Dezenas de soldadinhos de chumbo estão a ser colados no chão e em pequenos rádios ouvem-se crianças a falar de sonhos, em frente à Assembleia da República. Obra do Colectivo Negativo, a Arte também na Rua.
O “politicozinho” dizia-se liberal, porém o monstro não pára de engordar…
Tenham medo, muito medo… e quando a forma mata o conteúdo.

A manifestação de ontem no Terreiro do Paço, essas mais de cem mil pessoas que se juntaram para manifestar o seu desagrado pelo governo que pretende representar a nossa soberania, prestes a servir a soberania dos poucos ricos do país, entre eles o PM, perdeu o medo e até os guardas da ordem se manifestaram. Todos anunciaram essa revolta civil para outubro, que faz cair ao pretendido governo. Não vi ninguém que não fizer mofa dos soberanos aldrabões. Ou o penduramos e corremos com eles, ou lentamente vamos morrendo de fome e de injustiça.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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