Vida fácil terá tido a senhora sua mãe

Cavaco diz que portugueses sofrem efeitos de “uma vida fácil”

Portas e o estado da nação

Ontem Portas começou o seu discurso afirmando que “a culpa da crise é do estado”. Que o estado gastou o que não tinha. Ora, que eu saiba, o BPN era privado e toda a restante banca aflita ainda o é também.

Atendendo a que a banca contribui para mais de metade da dívida pública, é patente que Paulo Portas partiu de um dado errado para elaborar a sua tese. Todo o restante discurso está inquinado deste erro. Portas pregou uma falácia. Não importa que, pelo meio, tenha eventualmente dito algo certo. Aquele longo discurso valeu zero.

Naturalmente que alguns representantes do estado provocaram esta situação e, consequentemente, o estado é culpado, seja porque permitiu que isto acontecesse, seja porque nada fez para corrigir. Mas não era a este estado que Portas se referia. Pelo seu discurso se percebe que ele tinha em mente um estado composto por aqueles a quem se estão a cortar subsídios e por aqueles que viram os seus impostos aumentados. Porque o estado culpado tem o nome dos governantes do PS que arruinaram o país e dos actuais governantes do PSD/CDS que continuam sem corrigir a situação.

Canalha em Auto-Felação Falhada

Esta narrativa da vida foda-se real, ilustra os perigos puta que os pariu de certas famílias de classe média-alta que não orientam devidamente os seus rebentos no sentido do amor ao próximo, assim-tipo como se o coiro do próximo fosse o deles.

É extraordinário que um feixe de rapazolas, após consumo de bebidas alcoólicas, tenha decidido sacudir o tédio a atear fogo a uma casa-pardieiro para ver os sem-abrigo que lá estavam a fugir, assustados, saltar pelas janelas de um segundo andar, partir os ossos do pânico, no processo. Mais extraordinário ainda é que tais montes de merda não mostrem arrependimento pelo acto cometido.

É caso para pensar se não lhes passou pela cabeça ser governantes. Talvez um dia pudessem atear fogos mais vistosos, sacudir as piças, atirando a vida feita de professores, médicos e enfermeiros, pelas janelas insustentáveis do sistema. Nada mais divertido que milhares desprevenidos e sem chão a meditar sobre o significado de emigrar.

A classe média-alta pode ser fodida e, por vezes, acaba mesmo por parir as decisões mais sádicas sobre gente lamurienta cujos contratos com o Estado nunca estão afinal tão blindados como os deles-classe média-alta. E sem vestígios de arrependimento.

era o que faltava!

Tendo em conta como por cá se conduz

o que se devia fazer era a repetição de exames teóricos e práticos todos os anos para revalidar a carta

Relvas está para Pinho


Como o PSD está para o PS

A Maldição do Postigo do Sol

O edifício na imagem (palmada aqui) foi, em tempos, o Recolhimento de Nossa Senhora das Dores e S. José – segundo o historiador Germano Silva: a fundação do Recolhimento de Nossa Senhora das Dores e São José, também conhecido por Recolhimento do Postigo do Sol (…) anda ligada a uma das maiores tragédias que alguma vez atingiram o Porto – o desastre da Ponte das Barcas, em 29 de Março de 1809″ (…) O recolhimento foi fundado por D. Francisca de Paula da Conceição Grelho de Sousa “para nele recolher as muitas raparigas que, em consequência daquela tragédia, haviam perdido os pais e vagueavam pelas ruas da cidade, esfomeadas, descalças e com as vestes esfarrapadas.

Mais tarde, já no final do século XX, recebeu a defunta Universidade Moderna do Porto e, recentemente, nela se instalou a Universidade Lusófona (quando esta adquiriu a Universidade Moderna do Porto). Volta a ser notícia, tantos anos depois, devido à demissão do Reitor da Universidade Lusófona do Porto. É impressionante como a história se repete. Este edifício albergou milhares de estudantes universitários. Lembro-me, quando estudei na UMP, das suas instalações, de alguns pormenores curiosos, do seu pátio interior e cheguei a visitar, pelo menos uma vez, a sua capela. Ao longo dos anos, nele foram feitas várias obras de adaptação.

Contudo, o que ninguém conseguiu afastar foi a verdadeira maldição do “Recolhimento”. Está provado que este espaço não quer receber estudantes universitários. Eles, os estudantes, e na maioria dos casos os seus encarregados de educação, investiram muito do seu tempo e dinheiro na procura de cumprir um sonho, a obtenção de uma licenciatura. Por vezes, demasiadas vezes, nunca se percebe se esse é um sonho dos jovens se, na verdade, dos seus pais. Seja. O que não se admite é verem assim, e uma vez mais, defraudadas as suas expectativas. Primeiro foi a Universidade Moderna do Porto e agora a Universidade Lusófona do Porto. Duas instituições diferentes com um triste destino comum.

Revoltante…

(igualmente publicado AQUI)

Punchline, domínios *.pt liberalizados =

Oportunidades de negócio para vigarinhos, perdão, Punchline. Ainda chegam a Relvas, os meninos.

Demonstração do teorema das elites

A nossa elite não faz a mais pálida ideia do país onde vive, escreveu o Daniel  Oliveira. O José Meireles Graça, em nome das elites, confirma.

Os filhos

Zita é mais rápida no regresso a casa. O trabalho fica para trás a cada quilómetro das dezenas que faz, seis dias na semana. À frente, já só vê os filhos: a «coisa» mais maravilhosa que tem na vida. À noite, mete-se no meio deles, na cama, uma mão sobre as pernas pequeninas dos dois filhos. E eles adormecem com a cara encostada à mãe.

Zita tenta compensar o tempo perdido, longe de quem mais ama. Se ela soubesse como, escreveria um hino aos seus filhos… Como não sabe, diz-lhe que os adora, todas as noites, e aborrece-os com tantos beijos.

A paz que a envolve ali sentada entre os filhos dormindo, é uma paz que reanima, que reabilita, que lhe dá forças para o dia seguinte.

estado da nação (estranhas coincidências)

Ai as minhas ricas exportações…

Cartoon de Santy GutiérrezLa Opinión de A Coruña

1943 explicado a quem queira perceber

O “milagre” do superavit comercial, em 1943

Pelo DIREITO dos Portugueses à Escola Pública

Às 15h no Rossio!

Quem quer casar com a Educação?

Esta semana, vários cidadãos, em Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha, manifestaram-se em defesa dos serviços hospitalares que lhes estão a ser retirados, devido a um governo que olha para qualquer serviço público do mesmo modo que um pirómano olha para uma floresta.

O que me impressiona positivamente neste movimento é o facto de ser constituído por cidadãos que consideram que a Saúde é uma questão que não se restringe a uma corporação profissional, é um assunto que diz respeito a todos e dirá sempre. Calculo que, no mínimo, todos estes cidadãos desejem ser suficientemente saudáveis para nunca ir a um hospital, mas imagino-os suficientemente previdentes para saberem que poderão precisar de ir e, sobretudo, suficientemente solidários para terem a certeza de que haverá sempre um concidadão que precisará de recorrer a serviços hospitalares e que não deverá ficar afastado deles por pouco dinheiro ou por muitos quilómetros. [Read more…]

Império Romano – A floresta da morte


Documentário de excelente qualidade, com locução portuguesa, que se centra nos povos bárbaros como causa próxima do fim do Império Romano.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

Quim Barreiros

Quim Barreiros, o maior artista português vivo, em actuação junto à Linha do Minho.

Saldos de Verão e Trocas

Atlântico Norte

North Atlantic é um filme (curta metragem) de Bernardo Nascimento que está nos 50 finalistas do Youtube’s YourFilmFestival. Veja e se gostar vote (eu votei, é sem dúvida uma coisinha boa).

Sem nacionalismos, o filme é uma produção luso-britânica (o Bernardo já emigrou), e ao contrário do “consta que não precisou de apoios do Estado” do Rodrigo Moita de Deus, foi baratinho mas subsidiado (“Foi o primeiro sítio onde tive um subsídio e o filme acabou por ser filmado aqui, com muito poucas verbas“). Pelos ingleses.

Se ficar entre os 10 primeiros vai a Veneza. Nós já ganhámos em Veneza, por exemplo com as Recordações da Casa Amarela, do grande e muito bem subsidiado João César Monteiro.

(para votar clique no logotipo do Youtube. Se não tiver pachorra para as legendas em inglês clique em CC e livre-se delas)

Guerra civil?

Já faltou mais. Em Ciñera a Guarda Civil entra casas dentro dispara a torto e a direito.

Ridículo, o único possível herbicida

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Universidade Lusófona, hoje, foto gentilmente emprestada

Há uns anos, e para lá de Vilar Formoso ainda há países onde tal acontece, as pessoas tinham vergonha e demitiam-se perante o escândalo. Talvez os cidadãos se escandalizassem mais, face à ainda estranha coabitação com o pântano. E talvez, também, as pessoas tivessem profissão sem ser viver da política.

Hoje em dia não se demitem. Agarram-se aos cargos, se preciso com recurso aos tribunais, recorrendo ao recurso da legalidade como se houvesse uma lei para a decência.

Mas se a vergonha não faz cair estrelas ascendentes, já o mesmo não se passa com o ridículo. Este mata. A enchente de anedotas  que tenho recebido sobre a última escandaleira indicam uma de duas coisas. Ou alguém morrerá de ridículo ou estaremos a entrar numa nova fase pós-pântano. A fase de nem o herbicida do ridículo pôr termo ao alcarnache.

As balanças têm dois pratos

Quando a importação desce exportar, por si, de pouco vale.

O estado que não é desta nação

É dos livros: quando os médicos (ou os camionistas) saem à rua qualquer governo está acabado. Esse é o estado da nação, e um debate em que ministro da privatização da saúde tem direito a destaque confirma-o.

As arengas, que fui ouvindo ao longe, tiveram momentos com piada, embora no domínio de uma outra nação, a parlamentar, esse mundo maravilhoso onde se semeia o que será uma viçosa relva de ministro.

A culpa de tudo é do governo anterior, repete em loop a claque do governo, coisa que ando a ouvir desde 1974 (sendo que em 1974 era verdade). Vamos salvar a coisa, perdão, a pátria, fustigam. Estamos a exportar imenso, garantem (esquecendo que também estamos a importar menos). Em 2012 vale tudo, inclusive invocar 1943 (um país neutral em plena guerra).

Nada disto é neutro. A subserviência perante quem supostamente nos ajuda não é um acaso, é uma determinação. Afirmar que o BCE não empresta aos bancos a 1% não é mentir, é tentar uma habilidade. Insistir que não há dinheiro e temos de agradecer aos carrascos que emprestam com juros de usurário é apenas um tique de quem sempre se coloca do lado daqueles que têm o dinheiro, fogem com o dinheiro e com o bloco central se protegem.  Já fingir que estamos melhor, que os dados económicos são positivos, é apenas um reflexo neurológico, repetindo precisamente os últimos dias do outro governo. São esses os dias que ora repassam.

Mulheres e crianças recolhem carvão junto a uma via férrea no Porto. C. 1943.

Foto: in Joaquim Vieira, Portugal Século XX 1940-1950

Filhos da puta

Governo paga subsídio de férias a assessores de gabinetes

Os assessores dos gabinetes dos ministros que entraram ao serviço a 21 de Junho de 2011 receberam subsídio de férias no mês de Junho. Este caso de excepção é revelado no “Correio da Manhã”.

A justificação dada para conceder esta prestação complementar deve-se, segundo o jornal, ao facto de, ao fim de seis meses, estes funcionários já terem adquirido o direito ao subsídio e a suspensão decretada pelo Orçamento do Estado, que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2012, “não tem efeitos retroactivos”.

Fontes do Governo referem que, “sendo devidos estes subsídios no próprio ano de 2011, devem os mesmos ser processados e pagos, ainda que o pagamento possa só ocorrer em 2012”.

Não me consigo expressar de forma politicamente mais correcta.

Hóquei em Campo: Atitude competitiva, determinação, motivação, concentração e comunicação, paradigma para uma selecção no feminino

Armindo de Vasconcelos

José Martins é o responsável pela selecção feminina que na próxima semana vai disputar o Eurohockey Junior Championship III que, tal como o campeonato masculino, se disputa no Jamor. Antigo Director Técnico regional da Associação de Hóquei do Nordeste Transmontano (com sede em Alfândega da Fé), José Martins praticou ainda futsal em Mirandela. Nesta cidade, foi treinador desta modalidade, e também de atletismo.

Prestes a iniciar o arranque final em direcção à competição, José Martins elege “a tenra idade de grande parte da equipa e o pouco tempo de treino” como as dificuldades maiores a vencer.

Sobre as expectativas, não se demarca de um certo pragmatismo: “A experiência que fui adquirindo ao longo dos anos nestas andanças diz-me que devo falar de forma aberta, sem receios mas com os pés bem assentes no chão. Sonhamos sempre em conseguir a subida ao Championship II, mas sabemos que é quase impossível… Desejo fazer um campeonato equilibrado, isto é, ter uma equipa com atitude competitiva exemplar, uma equipa concentrada, comunicativa entre ela, uma equipa determinada e sempre motivada. Parece-me que, se entrarmos bem no primeiro jogo, apesar de ser contra a equipa que desceu do Championship II (Azerbaijão), poderemos no dia 22 estar a lutar pelo acesso à subida de divisão”. [Read more…]

Rajoy contrai mixomatose

Espanha sobe o IVA, suspende subsídio de Natal na função pública e baixa subsídio de desemprego

Nação sem estado

“Portugal está no bom caminho”, diz líder parlamentar alemã

Basta que sejam constitucionais

Governo procura alternativas ao corte dos subsídios que gerem “consenso”

Estado da nação

Greve dos médicos com adesão muito perto dos 100%.

Partir as pernas à Lusa

José Manuel Diogo

A agência Lusa tem mais de 600 clientes espalhados por todo o país e por quatro continentes. É uma empresa exportadora. Tem ao seu serviço 300 jornalistas em Portugal e no mundo inteiro. Produz quase 500 notícias diárias, das quais muitas são complementadas em áudio e vídeo. É a única agência de notícias global, mundial, universal, em língua portuguesa (o Brasil não tem). É também a maior produtora de conteúdos em língua portuguesa. A nossa Hollywood, jornalisticamente falando.
Custou aos portugueses em 2012 menos de 15 milhões de euros, o que é, mais ou menos, o preço de três quilómetros de auto-estrada sem pontes ou viadutos. Esta verba que o Estado, o acionista principal da Lusa, injeta na empresa destina-se, não a pagar prejuízos (a empresa dá lucro há cinco anos consecutivos), mas sim a fazer com que as notícias produzidas estejam disponíveis a preços acessíveis aos seus clientes. A esmagadora maioria são pequenos órgãos de comunicação social portugueses, espalhados pelo interior e pelas ilhas, pelas comunidades portuguesas no estrangeiro (há outros 10 milhões que vivem fora de Portugal) e pelos países de língua oficial portuguesa. Ao todo, cerca de 260 milhões de falantes. [Read more…]