Meu caro amigo, a coisa aqui está preta

Não vale a pena esconder. Estes são tempos difíceis e de trevas, na economia e na sociedade. Portugal passa, provavelmente, pelo mais complicado período da história do pós-25 de Abril. Por falar nisso, façamos um pequeno regresso ao passado. Vamos até 1976.

O artista brasileiro Augusto Boal (1931 – 2009) mora em Lisboa, exilado, em fuga de uma ditadura repressora. Por Lisboa há-de ficar dois anos, antes de rumar a Paris, num percurso que começou em 1971, depois da prisão e tortura, forçando-o a fugir para a Argentina, e que só terminará em 1986.

Na capital portuguesa recebe um dia uma carta em forma de disco. No vinil negro, Chico Buarque tinha ‘escrito’ o momento que o Brasil estava a viver. Dias em que em é preciso “pirueta pra cavar o ganha-pão”, num povo que “vai cavando só de birra, só de sarro”.

Regressemos a 2011. Por estes dias, o  inverso. Um qualquer Chico português pode enviar uma carta, um email, um disco, um ficheiro MP3 a um qualquer Augusto no Brasil.

Com muito ligeiras alterações (tanto mais que a Marieta já não é a mulher do Chico), a letra adequa-se na perfeição a estes nossos dias de portugueses às escuras.

Não existe energia nuclear segura

Retomo  o tema do desastre de Fukushima e a discussão da segurança da energia nuclear.

Sempre estive convencido de que era uma questão de tempo até se tornar evidente que não existe energia nuclear segura. Aliás, continuo convencido de que há, ainda, muitos desastres (e infelizmente mais graves) que vão forçosamente ocorrer, seja com as centrais em si, com reactores, com lixo radioactivo ou por causas “não programadas”.

Tenho visto disseminada a opinião, a propósito deste caso, de que ocorreu uma conjugação de factores que “não era suposto” ter acontecido. Pois penso exactamente ao contrário: tudo o que aconteceu “era suposto” ter ocorrido e, pior, ainda não aconteceu tudo o que é suposto vir a ocorrer.

Vejamos: alguém pensa [Read more…]

Chamem a polícia, que eu não pago

Começou então o ataque às dívidas soberanas. Aproveitando os absurdos institucionais europeus e a certeza de que na Europa cada um trataria apenas de si, as economias mais frágeis do euro foram a vítima preferencial. O que não foi sacado através das ajudas públicas foi-se buscar através de juros usurários. Basicamente, as economias mais frágeis passaram a trabalhar para pagar uma mesada à banca, pedindo emprestado para pagar os juros. E quanto mais pedem mais os juros aumentam, numa espiral que só acabará quando todo o sangue for sugado.

Excelente texto do Daniel Oliveira. A Associação do Amigos dos Banqueiros Desvalidos e seus Mercados vai comentando, já sem um único argumento, desde que a Irlanda começou timidamente a dizer não. Da mesma forma que muitos deles meses atrás apenas pediam cortes na despesa, e hoje já descobrem que sem crescimento económico não há solução, mais uns tempos e veremos a direita a descobrir em si um João IV que lhe restaure o lusitanismo. Tal como em 1638/40, basta aos donos de Portugal sentirem-se acossados pelas ruas, e espero que pelos votos, e o milagre da transmutação dos que agora querem vender a pátria em ferozes patriotas voltará a ocorrer.

Neste caso a História não se repete só duas vezes, está sempre a repetir-se.

O meu Benfica não apaga a Luz

O meu Benfica não apaga a Luz, rega o relvado a horas próprias, não se sente menorizado quando um campeão faz aquilo que faz o Benfica ao ganhar títulos: festeja-os com a legitimidade do vencedor.

O meu Benfica demarca-se do Benfica igual aos outros, do Benfica que copia e imita o pior dos rivais. O meu Benfica não perde tudo numa centena de minutos, o jogo, a postura, a dignidade. O meu Benfica não é uma massa de seguidores acéfalos, questiona os dirigentes, exige explicações e chama os bois pelos nomes.

Consola-me que exista um Benfica dentro do benfiquinha. Porque eu, do benfiquinha, não sou.

O Sócrates insistirá em não avaliar o trabalho dos professores

 

Ponto prévio: Fui ensinado a não usar o artigo definido como manifestação de respeito pelas pessoas sobre as quais se escreve. Já que não posso ou não devo transcrever todos os nomes feios que profiro diante da repetida desonestidade do Sócrates e dos seus apaniguados amestrados, e enquanto esta gente sinistra que não me merece respeito não for expulsa da política, não deixarei de lhes antepor o artigo definido.

 

Para os comentadores modernaços, a maior manifestação da qualidade de um político é, simplesmente, atacar as corporações. É desses ataques que se faz a hagiografia do governante, esse ser tão corajoso quanto o era o rei cristão que, na historiografia fascista, afrontava, sozinho, milhares de mouros enraivecidos que se babavam com a antecipação de destruir a cidade, o país, o universo. É, portanto, com os olhos em alvo, que o comentador modernaço se ajoelha diante da coragem com que o Sócrates e a Maria de Lurdes Rodrigues atacaram, finalmente, os professores, a nova mourama cujo único objectivo é parasitar o Estado. [Read more…]

Islândia: O país da caixinha para a moeda

Agosto de 2009: duas semanas de férias na Islândia! Foi assim que conheci o país. Ou melhor, que o visitei pois, como todos sabemos, não é em duas semanas que se fica a conhecer um país, por mais pequeno que seja, e muito menos em “contexto férias”.

Ainda assim, esse período bastou para dar uma volta completa à ilha, com o vagar que as pequenas distâncias permitem e a facilidade de orientação geográfica assegurada pelo facto de ter optado por percorrer a única estrada integralmente asfaltada do país. Uma enorme vantagem para quem, como eu, não nasceu com GPS incorporado.

Os sacos estão à disposição do freguês, que coloca as moedas na caixa

Apesar de tranquilas ou, se calhar, precisamente por isso, foram duas semanas intensas, ricas em sensações fortes.

Desde deslumbramento perante paisagens belíssimas: fiordes, glaciares, quedas de água, montanhas imponentes, enormes extensões de verde, intercaladas por rebanhos de ovelhas, cavalos islandeses, casas de madeira com telhados cobertos de turfa.

O que se poderá presumir de uma nação que não tem exército…?
De uma nação cujas forças policiais não andam armadas…?

Até um enorme respeito pela terra que pisamos, conscientes da poderosa actividade vulcânica e geotérmica que se desenrola debaixo dos nossos pés – em alguns locais, a menos de 100 metros de profundidade! – e cujas manifestações se vêem, sentem e cheiram (aprendi que o enxofre cheira a ovos podres!) por todo o lado, em crateras de vulcões extintos e activos, campos de lava, fontes termais, geisers e fumarolas, que nos recordam constantemente o nosso verdadeiro lugar no planeta.
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a religião é a lógica da cultura


Für Elisen    Beethoven

A religião é a lógica da cultura*
Para a nossa filha Camila Iturra- González de Isley, no dia do seu Aniversário.

Retirada do livro Em nome de Deus. A religião na Sociedade contemporânea, livro escrito a partir do Seminário sobre Sociologia da Religião, coordenado pelo docente de UBI, Donizetti Rodrigues, Afrontamento, 2004- O texto tem sido reescrito com a data de hoje.

1. Introdução.

Falar da religião como lógica da cultura, é uma hipótese ou proposição que nem sempre é entendida com facilidade. Por vários motivos. O mais evidente, penso eu, é o processo

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quem é o pai da criança?

Tu queres ver que foi o Vasco Santana que levou a luz?

A propósito disto…

afinal, como é?

O povo unido ficava menos f*

Malevich, Suprematismo em 8 rectângulos

Malevich, Suprematismo em 8 rectângulos

Percebemos que o país bateu no fundo quando assistimos a uma aproximação entre BE e PCP. Não porque essa aproximação seja uma má notícia, muito pelo contrário, mas porque o simples diálogo entre os únicos partidos parlamentares que não têm qualquer responsabilidade governativa, distin-guindo-se por todos os seus deputados não ganharem nem mais um euro do que ganhavam antes de irem para a AR, demonstra que aqueles que fazem política por causas, e não por causa dos seus interesses pessoais, se entenderam na necessidade de se mostrarem como alternativa, aliás a única alternativa possível à dupla José Dupont & Pedro Dupond que se pretendem candidatos ao poder com estatuto de exclusividade.

Por maior que seja a pressão dos seus próprios eleitores não acredito numa coligação eleitoral (cujos benefícios Ricardo Alves demonstrou). Já um programa comum de governo, por muito minimal que fosse, era um progresso assinalável, e que poderia ter benefícios concretos. Em muitos distritos (pelo menos Aveiro, Beja, Coimbra, Faro, Portalegre, Porto, Viseu, Setúbal e Viana do Castelo) uma deslocação de votos para o partido mais bem colocado traduzir-se-ia em mais deputados de esquerda. Não falo em desistências formais, mas há muitas formas de em campanha essa deslocação se proporcionar.

A reacção da direita a estas aproximações, como sempre primária e assustada, demonstra que o objectivo de garantir 25% dos deputados, única forma de salvar a constituição, não é impossível. Precisa é de ser muito bem explicado aos abstencionistas, e de que estas aproximações sigam no sentido da unidade dos partidos que não são iguais aos outros.

*odido

Sócrates sucede José

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Esta imagem faz parte da promoção que a RTP está a fazer à entrevista que hoje à noite Sócrates dará ao canal público. De quem será o grafismo? Da RTP ou preparado pelos profissionais de “comunicação” do PM? Deve-se a pergunta a constatar que o “S” vem antes do “J”. Sócrates sucede José.

Aproveito para deixar o que antevejo para esta entrevista. Veremos um político queixar-se do que a oposição lhe fez (e ao país, talvez), perfeitamente na linha da linha de discurso já definida, sem que os jornalistas confrontem o PM com o crescimento linear dos problemas. Veremos um candidato acusar a oposição de ter criado problemas ao país por não lhe aprovar o PEC IV mas surja as perguntas “Se o caos vinha aí, porque não engoliu o sapo e não se demitiu? Porque é que não colocou à frente o interesse de Portugal?”.

Benfica: o tamanho é importante

O Futebol Clube do Porto, tal como tem acontecido nos últimos trinta anos, foi a melhor equipa e, consequentemente, alcançou mais um título de campeão nacional. Parabéns ao campeão!

É em momentos como este que todos – vencedores e derrotados – têm uma oportunidade de ouro para demonstrar grandeza, respeitando quem perde e elogiando quem ganha.

Como cidadão desejoso de viver num país civilizado, gostaria que o desporto, de uma maneira geral, fosse uma exibição de virtudes, mesmo sabendo que isso não é fácil, devido à mistura de elementos tão voláteis como a paixão ou a adrenalina. Em vez disso, o desporto é mais uma área em que impera o chico-espertismo, a estupidez tribal e a pequenez.

O que se passou no Estádio da Luz, ontem, no final do jogo, foi uma demonstração de pequenez e qualquer instituição, como qualquer pessoa, será sempre do tamanho das suas atitudes. O Benfica, clube de que sou adepto, encolheu mais um bocado e confirmou o desejo de se manter entre os piores. Já se sabe que aparecerão muitos benfiquistas a defender o indefensável, fazendo referências a comportamentos similares por parte do adversário de ontem e poderemos ouvir os nossos adversários a contrapor com outras histórias parecidas passadas anteontem, numa actualização vertiginosa da fábula do lobo e do cordeiro.

É certo que, se o futebol fosse uma ilha – ou, pelo menos, uma península – rodeada de grandeza, a preocupação seria menor. O problema é outro: o futebol é, ao mesmo tempo, causa e consequência de muito do que temos de pior. O país é do tamanho do futebol e o Benfica é do tamanho do país.

Emissões da Dívida Directa do Estado – Dívida Fundada

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Fonte

Ora bem, vamos lá ver, qual foi o governo que entrou em funções em 2005? E que dizia que em 2008 ainda não havíamos sido atingidos pela crise?

Corrida às eleições: nós e Tencha de Allende

Horténsia Bussi de Allende

Horténsia Bussi de Allende

CORRIDA ÀS LEGISLATIVAS. UM EXEMPLO DE CALMA.

OIÇAM, PEDRO PASSOS COELHO E JOSÉ MANUEL SÓCRATES

Uma Breve e Querida Homenagem de exemplo de calma. Estamos em eleições, todo o mundo corre, agita-se, fala mal dos contrários, louvam os seus candidatos e nem se lembram da lei, lo que nunca foi o caso com a Tencha, que entrego como exemplo de paz e confiança!

Hortensia Bussi Soto de Allende nasceu a 22 de Julho de 1914 e faleceu em Junho, 18, 2009) Formou-se na Universidade do Chile, em Santiago do Chile em História e Geografia. Para pagar os seus estudos, trabalhou como Bibliotecária do Gabinete Nacional de Estadísticas.

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Aleluia!

 

Dúvida? Não. Mas, luz, realidade
e sonho que, na luta, amadurece.
– O de tornar maior esta cidade.
Eis o desejo que traduz a prece.

Só quem não sente o ardor da juventude
poderá vê-la, de olhos descuidados.
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.
Renasce, nela, a ala dos namorados!

Deram tudo por nós estes atletas.
Seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas…
Ó fé de que andam nossas almas cheias!

Não há derrotas quando é firme o passo.
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…
E a mocidade invicta em cada abraço
a si mais nos estreita. A pátria é sua.

E, de hora a hora, cresce o baluarte!
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…
Um anjo dá sinal quando ele parte…
São sempre heróis! São sempre portugueses!

E, azul e branca, essa bandeira avança…
Azul, branca, indomável, imortal.
Como não pôr no Porto uma esperança
se “daqui houve nome Portugal”?

Pedro Homem de Mello

Como suportar a vitória

às velas

FC Porto campeão festeja às escuras na Luz

Dedicado aos electricistas…

Que jogadores são aqueles que fazem sombra na Luz?

Na época transacta o Benfica podia ter feito a festa do campeonato no Estádio do Dragão. Não conseguiu. Esta época o FC Porto teve oportunidade de confirmar o título de campeão no Estádio da Luz. Conseguiu.

Segundos depois do fim do jogo, as luzes da Luz deram ‘kaput’. Os holofotes deram o berro, a escuridão tomou conta do relvado e das bancadas, qual Ptolomeu dos tempos modernos que roubou o fogo da celebração dos ‘deuses’ do relvado. O sistema de rega foi accionado. Muitos espectadores devem ter entrado em pânico. A polícia também.

E, assim, dos palermas ainda vai rezar esta história.

É que, para o futuro, fica o resultado, o título de campeão do FC Porto e a atitude patética e infantil da direcção do Benfica. O que vale é que o clube em causa é maior que alguns imbecis que o dizem representar.

*Título adaptado de um romance de António Lobo Antunes

Vamos todos ajudar o Benfica

Um clube de bairro que já não consegue pagar a conta da luz à EDP, embora ainda tenha crédito camarário para gastar em água, merece a nossa solidariedade.

Clique na imagem para ajudar.

Rotinas

CAMPEÕES

Também votam

Levam porrada fiscal e são uns cordeiros obedientes. Há um pico de adrenalina nos jogos e voam pedras. Os romanos sabiam o que estavam a fazer.

Dicionário do futebolês – o árbitro não quis ver

Diante de uma falta que se torna evidente na décima repetição em câmara lenta, são muitos os comentadores, de filiação clubística assumida ou não, que sentenciam: “O árbitro não quis ver.” Não é a única frase que corresponde a um processo de intenções no universo do comentário futebolístico. Os comentadores são, muitas vezes, autênticas cassandras que adivinham os mais secretos pensamentos de tudo quanto é participante no mundo da bola pontapeada, pelo que também não é menos frequente assistirmos à tradução quase simultânea dos gestos de um treinador, cujo significado pode ser desconhecido para o comum dos telespectadores, mas não é segredo para os adivinhos que tudo sabem e tudo vêem.

Já se sabe que o futebol português reflecte a mentalidade imaturamente lusa que atribui sempre as culpas aos outros, sendo o árbitro o bode expiatório preferido. Num contexto como este, uma frase destas é de uma irresponsabilidade absoluta, porque reforça a ideia de que o árbitro é, sempre, alguém mal-intencionado que escolhe as faltas que apita, a não ser que se engane a nosso favor: nesse caso, o árbitro é apenas humano e, por uma única vez, fomos beneficiados.

O fundamentalismo cristão e a queima do Corão

A “nova inquisição” fundamentalista cristã, após uma farsa sem pés nem cabeça que decorreu de um simulacro de “julgamento“, queimou um exemplar do Corão por ter sido culpado de “crimes contra a humanidade”. Dando de barato que estes senhores pretendem ignorar os crimes cometidos em nome da Bíblia, ou de outras religiões, não posso ficar indiferente ao facto de, este mesmo pastor e seus seguidores, já terem sido alertados para as consequências possíveis de atitudes como esta.

E também não fico indiferente às “razões” e “conclusões” do dito “julgamento” (o texto vai cheio de aspas porque esta é uma “realidade” absolutamente ficcionada, em que a estupidez recorre e faz uso de palavras que pressupõem um mínimo de inteligência e entendimento) em que o “pastor”, a dado momento, conclui: se você for culpado de assassínio, não vai em liberdade para casa… e acrescenta … porque matou alguém e, por causa disso, tem de ser punido.

Pois bem, já morreram 23 pessoas como resultado deste acto premeditado cujas consequências eram previsíveis. Para quando a punição destes manipuladores disfarçados de santinhos?

Portugal é um grande caso BPN

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“Portugal é um grande caso BPN”, Medina Carreira no Negócios da Semana, da SIC Notícias, 13.08.2009. Um programa emitido antes das legislativas de 2009. A ouvir de novo, especialmente agora que se preparam os programas eleitorais. Apenas três destaques:

  1. Ao minuto 25:00 – Em 2007 endividamos-nos 22 mil milhões, mais do que em quaisquer dos anteriores 12 anos, milhões esses que  insuflaram a procura interna. Este brutal endividamento trouxe um crescimento de 1.9% mas não nos podemos endividar nesta ordem de grandeza todos os anos.
  2. Ao minuto 42:00 – Em 15 anos, a dívida de português ao exterior subiu 10 vezes, de mil e tal para quarenta e tal mil euros. Temos um português a trabalhar para outro português, que o Estado mantém.
  3. Ao minuto 46:15 – O keynesianismo não é possível em Portugal. O keynesianismo surgiu em economias fechadas e protegidas. Dantes, o dinheiro que o Estado gastava na economia servia para comprar um produto português. Agora, com o mercado aberto e como estamos a comprar sobretudo produtos estrangeiros, quando o Estado injecta dinheiro na economia, está a financiar a economia estrangeira.

Na Luz ganha o Benfica,

de acordo com as estatísticas

Benfica em casa Jogos PortugalFC Porto Empates PortugalBenfica
Total 103 17 (17%) 27 (26%) 59 (57%)
Liga Portuguesa 76 12 (16%) 23 (30%) 41 (54%)
Taça de Portugal 12 0 (0%) 2 (17%) 10 (83%)
Supertaça 11 4 (36%) 2 (18%) 5 (45%)
Campeonato de Portugal 4 1 (25%) 0 (0%) 3 (75%)

Se a tradição ainda for o que era, o FCP festeja sim, mas no Dragão. Mas não celebra invicto na Invicta, ou seja, hoje, para os azuis e para aquele rapaz que os treina e sonha sempre com o Benfica, está um belo dia para perder.

(Há coisas em que sou conservador e gosto da tradição. Esta é uma delas. O pior, em certos assuntos, são as modernices.)

Até mais logo…

…que hoje é dia de Festa!

 

Opções de campanha

Depois de o Presidente da República, Cavaco Silva, ter apelado a uma campanha “sóbria nos meios”, o PSD e o CDS garantem que não vão utilizar cartazes, I

Para os meus netos, em tempo de crise

Netos.jpg

Meus meninos,

Quem me dera ser capaz de vós explicar com palavras simples e calmas, esta época pela que estamos a passar. Explicação entregue nas vossas línguas britânica e neerlandesa, ou holandesa, como também a denominam. Mas, como tenho sido privado de escrever em outra língua que não seja a luso portuguesa, vamos a essa. De certeza, os vós pais podem traduzir línguas que os meus pequenos não conhecem… ainda: os Isley, à língua britânica, os van Emden, ao Neerdanlends. Assim May ouvirá mas nada será capaz de entender por ser muita nova, apenas um ano e três meses… Os van Emden, é diferente: esta Tomas com quase onze anos e que é um sábio e pode explicar a Maira Rose, sua irmã dois anos mais nova que ele.

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Portugal: Prozac ou Viagra?

O País, na lógica de ciclos e contra-ciclos da vida colectiva, está a sofrer de uma patologia grave. Grave e difusa. Os especialistas da cura, principais líderes políticos do regime, discordam, entre si, dos métodos e meios terapêuticos a aplicar. Andam em quente disputa pelo mérito de quem tem a milagrosa receita.

Sócrates, o terapeuta dotado da capacidade de tranquilizar um País vergastado pela crise nacional de que é um dos protagonistas, acusa de leviandade a concorrência. Se o povo o acompanhar – quer ele que se acredite – os portugueses, a sua economia, os mercados e os investidores, no conjunto, todos se quedarão calmos e entregues a noites de profundo descanso. Sem a preocupação de intervenção financeira externa, acentue-se. Sócrates, representa, deste modo, o papel do ‘Prozac’, uma vez que estamos todos perturbados e a necessitar de recuperar a saúde mental. Com tranquilidade…

Do outro lado, Pedro Passos Coelho teme que não existam terapias eficazes em território nacional, promovendo, se necessário, a ajuda do FMI para reerguer a nação. E, de facto, porque de um problema de erigir se trata, temos o Coelho a desempenhar o papel do Viagra.

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