
Chegar ao Porto dez minutos mais cedo, eis em resumo o que significa o mega-projecto do TGV. No exacto momento em que as cidades do país proporcionam um ridículo espectáculo de ruas esburacadas, prédios e casas a ameaçar derrocada, jardins ao abandono, transportes públicos deficientes e monumentos a carecer de intervenção urgente, as autoridades parecem querer insistir num erro vetusto de décadas. Se talvez se possa compreender a insistência na construção de uma linha de alta velocidade que nos ligue ao resto da Europa, as suas ramificações dentro do território nacional são por todos consideradas como teimoso desvario.
Sempre que uma autoridade concede uma entrevista, confirma os piores receios, mostrando sempre inamovíveis nas muito discutíveis opções de investimento. Continuamos então na senda das obras de fachada ao estilo aldeia de Potemkin, em vez de recuperarmos o imenso e quase fatalmente perdido património. As obras de pequena e média dimensão, proporcionam o trabalho de que as empresas tanto necessitam, dinamizando vendas, produção de materiais e consequentemente, ajudando a mitigar o problema do desemprego. Simultaneamente, prestar-se-ia um inestimável serviço a um país que pretende apresentar-se ao mundo como um destino turístico de primeira categoria. Para assim ser, não basta desfiar-se um caricato rol de campos de golfe e hotéis de charme, ao mesmo tempo que se esquecem as praias poluídas e sem infraestruturas de acolhimento, ou as muito danificadas estradas secundárias que conduzem os visitantes ao apregoado turismo num interior praticamente desertificado. Investe-se em grandes projectos turísticos no Alqueva, mas esquece-se todo o espaço circundante. É a opção pelos condomínios fechados levada ao extremo.






Não temos um mercado de 


Reconstituição de uma das alas da Praça do Rossio, que se insere numa importante colecção europeia de gravuras sobre o terramoto e os projectos pombalinos de reconstrução da cidade.


Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças, diz que a tragédia da Madeira é uma oportunidade para salvar a ilha e para mudar o modelo de desenvolvimento.

A oliveira que se vê à direita da foto é o meu encanto. Veio da Palestina no âmbito de um intercâmbio e sendo árvore de terreno aberto ,terreno seco e ambiente mediterâneo, dá-se aqui no meio da multidão. Milagre?
Passo aqui belas tardes a ler, depois de um almoço nos pequenos restaurantes instalados nas belíssimas casas do SEC XVll, outrora beijadas pelas águas do Tejo. Lugar histórico de onde saíram as caravelas que descobriram o Mundo moderno. Foi tambem aqui que se construiu o Mosteiro dos Jerónimos das jóias mas belas que o homem concebeu, agora acompanhado pelo Centro Cultural de Belém onde se podem apreciar belos espectáculos e exposições. Aqui tambem se passaram coisas menos bonitas como foi a execução dos Távoras. Árvores centenárias oferecem-nos a sua sombra, flores enchem o espírito de cheiros e cores, a Fonte Monumental jorra água que ameniza o calor dos dias. Uma multidão “…de muitas e desvairadas gentes…” vindas dos quatro cantos do mundo enchem este lugar iluminado pela luz reflectida no Tejo azul, espelhando o céu sem núvens. Pode-se morrer de amor…e o “Youtube” pode contribuir e muito com imagens destas, tão estraordinárias! PS: Para o João JC. Este é o meu primeiro texto com imagens. É chato mas conseguiu!















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