Este ainda vai estudar para Paris

Ministro espanhol avisa que a “troika” não entra em Madrid.

Marcelo Rebelo de Sousa, o mentiroso mais bem pago de Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa acaba de dizer na TVI que ninguém estava à espera do que aconteceu na Itália e na Espanha, isto no balanço de um governo que, coitado, não podia adivinhar uma coisa imprevisível.

Assim de repente e sem sair de casa, escrevi, à borla e ainda bem, em finais de Abril do ano passado, uma coisa com o título A Espanha é já a seguir, a Grécia é a primeira a não pagar, onde de resto estão os devidos créditos para as fontes em que me baseei para constatar o óbvio.

Como não o tenho em conta de burro ou ignorante nas cousas da política e de alguma economia, resta-me concluir que Marcelo Rebelo de Sousa ganha 10 000 euros/mês para mentir na TVI. Bem podia oferecer uma vichyssoise a todos os que passam fome neste país.

Real Madrid, Mourinho, Cristiano Ronaldo e Companhia: “Cem ESPinhas”

O Real Madrid ganhou o título Espanhol batendo todos os recordes. São 100 os pontos conseguidos e 121 os golos marcados.

Já todos sabiam que Mourinho é o melhor do mundo. E como atleta, Cristiano Ronaldo está também ao nível de Mourinho, ainda que tenha marcado menos golos que Messi. Mas fez uma outra coisa verdadeiramente espantosa: marcou a todas as equipas do campeonato.

Para ser honesto, durante muito tempo defendi a tese que só havia um clube onde eu queria ver o Mourinho para ele me convencer que era o melhor – o Real Madrid.

Ao ganhar assim, estou convencido. Mourinho é o melhor do Mundo.

Real Madrid, MOUrinho, CR7, Coentrão e Carvalho campeões em Espanha

Está feito! Mourinho ganha mais um título apesar do MESSI não parar de marcar golos.

O chapéu que o Messi fez depois de marcar duas penalidades é fabuloso e vale a pena ver. Mas para memória futura fica a vitória do Real com mais um golo do Cristiano Ronaldo.

Dito por Constâncio tem outro valor…

Vítor Constâncio descarta resgate europeu a Espanha

Constâncio, o ex-ministro sem pasta campeão dos acertos.

Pediram-lhe desculpas? Quando?

O Rei de Espanha feriu a sensibilidade dos espanhóis. Partiu de férias quando não devia e em Monarquia, o dever é tudo. Pela primeira vez na história do país vizinho, um titular de um cargo político escusa-se por um erro. O Rei foi o primeiro a fazê-lo. É natural, por isso mesmo é o Rei.

Mas sendo nós portugueses, convém termos a consciência disto: já alguém, alguma vez lhe pediu desculpa? [Read more…]

Um plebiscito diário: a Monarquia

Sem sequer recorrermos às elaboradas teses velhas de séculos que consolidaram ou pelo contrário procuraram minar o poder real, parece-nos certo atalhar e colocar como padrão esta verdade insuspeita e indesmentível: o edifício monárquico do Estado é o mais justo, mais estável e aquele que propicia a melhor harmonia social.

O Rei João Carlos I cometeu um erro crasso, dando o gosto ao dedo no gatilho. Desde sempre a caça me pareceu uma coisa detestável e ainda criança, vivendo no paraíso cinegético que era Moçambique, sempre me recusei a esse tipo de “cretinismo escopeteiro”. No caso em questão, um disparate imperdoável, uma indecência.

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Ir a Espanha por estes dias

Viagem ibérica com a Ana Vidal.

Fenómenos de alavancagem em Espanha

alavanca interfixa

Alavanca Interfixa

A Espanha está submetida a um processo de autoflagelação, segundo as leis da física, pelo sistema da alavancagem: cai o Rei, sobem os juros.

O Rei, diz-se, está a recuperar; mas, no reino dos juros, o ambiente é agitado e suscita enormes apreensões: para empréstimos de dívida pública a 18 meses, os juros subiram de 1,711% para 3,11%, ou seja, um acréscimo de 81,8% no espaço de um mês.

O panorama não é apenas assustador para Espanha. As densas nuvens dos custos da dívida pública já causam temores de forte contágio a Portugal, segundo afirmações de Luís Verenne do IGCP.

Parece, pois, recomendável que os nossos responsáveis políticos, a destempo, não comecem a entoar falsetes acerca da queda dos juros da dívida para compensar desvios desfavoráveis da execução orçamental. Haja honestidade, prudência e sensatez… ao menos nisto.

Viva o Rei

O Rei vai nu!

Há progressos na família Bourbon mas a tradição continua

O actual rei do estado espanhol, Juan Carlos de Bourbon, matou o irmão numa brincadeira com uma arma de fogo, caso ocorrido no Estoril e muito convenientemente abafado por Salazar.

Seguindo a tradição familiar, mas sem consequências para terceiros, agora o neto deu um tiro no pé. Vamos ver se o acidente é comunicado ao Ministério Público e o pai leva a multa “entre 300 e 600 euros” que a lei por aqueles lados prevê para quem mete os rebentos a brincar com armas de fogo. Por muito menos do que isto já se viram pais perderem a tutela dos filhos.

Mas provavelmente uns serão mais iguais do que outros, é claro.

Cerveira (II)

56 heróis nacionais

Uma equipa de investigadores de Santiago de Compostela elaborou uma lista com 56 republicanos portugueses assassinados pelo franquismo espanhol na região da Galiza

A ler no DN, e acrescento: se estão em valas comuns a homenagem não pode ficar por uma placa.

O preço da verdade na Alemanha

é diferente do preço da verdade em Espanha!

Qual o dia em que a União Europeia não aguentará?

euroSugestionado pelo título de uma série televisiva americana, ‘O Dia em que a Terra não Aguentou’, ocorreu-me formular a pergunta: “Qual o dia em que a União Europeia não aguentará?” E, de seguida, coloco outra questão: “Esse dia está próximo ou nem sequer se deve imaginar como provável?”

Por muito e esmerado esforço mental, sou incapaz de responder convictamente às duas questões. Valho-me da informação avulsa, e tanto quanto possível credível, publicada em diversas fontes de comunicação social e não só, e mais atabalhoado fico. Vejamos então:

A) O “The Guardian” informa:

O FMI adverte a possibilidade de catástrofe, pelo facto da Comissão Europeia contestar a Standard & Poor’s sobre a descida dos “ratings”.

A notícia do jornal inglês é, de resto, bastante extensa e não deixa de fora outros focos da crise: “Alemanha não vê razão para reforçar o fundo de resgate da Zona Euro, apesar da descida da notação da França”; “O incumprimento da Grécia não é impossível”; “Sarkozy pede a Espanha que mantenha o lugar no BCE, apesar da Finlândia e a Holanda o ambicionarem”;”O BCE reforçou o seu programa de compras de dívida na semana passada, mesmo antes da S&P cortar o “rating” a nove países”…

B) Leio o “The Irish Independent” e fico a saber:

Joan Burton está simplesmente a dizer uma verdade óbvia sobre um segundo resgate…porquê silenciá-la?

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Fraga Iribarne

Vai na blogosfera pró-soviética um tremendo banzé a propósito da morte do fascista Fraga Iribarne. Sem sequer procurarem proceder à oportuna materialista contabilização dos anos de vida do político galaico-espanhol, parece bastante fácil colar o apetecível labéu naquele que foi ministro de Franco. Precisamente o homem que marcarva o regresso da bibliografia marxista aos escaparates das livrarias espanholas, quando em Portugal tais coisas eram clandestinas, trazidas de Paris – lá tinha de ser… – e olhadas como se Bíblias ou Mein Kamp’s se tratassem, em suma, coisas de e para deuses. Pois bem, Fraga disse ao surpreendido Caudilho, …”deixe-os ler à vontade, se conseguirem!”. Tinha razão. Em 1975 quis presidir ao primeiro governo pós-franquista, já na Nova Monarquia de João Carlos I. Não conseguiu, pois sendo uma figura cimeira do anterior regime e uma das mais contundentes línguas políticas do país, não era do agrado do monarca interessado numa transição ordeira e em contraposição com aquilo que se passara em Portugal. Tinha razão o Rei.
Morreu Fraga Iribarne, trinta e seis anos após o fim do regime instaurado no rescaldo da Guerra Civil de 1936-39. Há poucos meses, no programa matinal “Desayunos de TVE”, tive o prazer de o ouvir em amena conversa com outro homem dos anos trinta, o antigo secretário-geral do PCE, Santiago Carrillo. Que diferença abissal entre aqueles dois dirigentes políticos que se defrontaram na mais cruenta das guerras e os homenzinhos sem pingo de interesse que quotidianamente povoam os nossos luso-painéis do politiquês jornaleiro. Feitas as reparações, entregues as mútuas desculpas, Fraga e Santiago falaram de uma Espanha muito diferente daquela que existira na juventude de ambos. Uma Espanha já sem ódios de morte, uma Espanha de liberdades e de um progresso que lhes deixava o indisfarçável orgulho que é próprio dos nacionais do país vizinho.
Fraga nasceu em 1922 e viveu trinta e oito anos em regime franquista, no qual desempenhou um papel relevante. Fraga acatou a Nova Monarquia e com ela conviveu no meio de antigos adversários e declarados inimigos, percorrendo estes trinta e seis anos, como figura incontornável no jogo partidário. Jamais foi chefe do governo, Presidente como lá se usa dizer. Dele poderemos dizer que é mesmo a cara da Galiza da Zara, da Pescanova, do turismo florescente e das infra-estruturas de fazer inveja. É o que dele mais fica.

A corrupção no país vizinho e nós, não temos?

Esta imagem foi retirada de NoLesVotes, uma página muito simples, onde de forma dinâmica se vão marcando num mapa casos de corrupção e afins. Excelente iniciativa, denunciando um sistema de alternância perpétua dos mesmos no poder. Escolhi este bocadinho porque tem um imenso espaço vazio, o nosso, e talvez não fosse má ideia fazer o mesmo trabalho aplicado a Portugal. Casos não nos faltam, era só uma dúzia de amigos aparecerem na caixa de comentários deste artigo com vontade de colaborar, referindo casos por localidade se possível com link para uma notícia de jornal e já agora evitando que Lisboa ficasse com as bandeiras todas, o que nem é justo nem é verdade. Vamos a isso?

Quanto custa uma monarquia?

Nunca acreditei na muitas vezes vendida teoria de que os Bourbons castelhanos ficam mais baratos aos nossos vizinho que o Palácio de Belém. E um dia o azeite viria à tona de água. No orçamento de 2010 tivemos “como despesas orçamentadas da Presidência da República: 17.464.000,00 €”, cito um blogue de propaganda monárquica.

Hoje o Público apresenta-nos os custos no ano transacto da família real:  8.434.280 euros,

Pero los 8,43 millones son sólo una parte mínima del coste real de la Corona. Hay que sumar las partidas que el Gobierno reserva para Juan Carlos y su familia –viajes oficiales, recepciones, salarios del personal de la Zarzuela…– y para la conservación de los palacios y jardines, y que figuran en otras partidas de los Presupuestos. Escondidas, pero ahí están. Ello haría un total de 59,28 millones. Aún habría que añadir los gastos de seguridad, de coches y chóferes, o de la Guardia Real. Estos costes los asumen los ministerios del Interior, de Defensa y de Hacienda, pero el importe se mantiene en secreto.

A mentira, as monarquias e os seus gastos ocultos sempre andaram de mãos dadas. Esta semana teremos números mais exactos.

O Problema da Europa

Valores dos titulos a atingir a maturidade

O gráfico anterior ilustra as necessidades de crédito imediatas de três bombas relógio. As cimeiras europeias não fazem nada para resolver este problema. Tanto a Itália como a Espanha estão a atingir valores de financiamento que fazem com que o roll over destes bonds seja impossível de fazer. Como vai ser?

Das lágrimas de Itália ao exemplo da Irlanda

Merkel e Sarkozy, na reunião de Paris, apostaram em novo ‘tratado’ da UE, ainda que não inclua todos os países. Pode limitar-se aos 17 Estados-membros do Euro – ou a menos, acrescento eu. O objectivo central é colocar na ordem os países endividados, como nós e os gregos, através de políticas que se esgotam em programas de austeridade.

No actual jogo europeu de orçamentistas e monetaristas, falta que a Espanha de Rajoy explicite a obediência. A Itália já o fez ontem, de forma comovente e nas lágrimas incontidas da ministra Elsa Fornero:

‘Uma lágrima no rosto’, de Bobby Solo

Nós, portugueses, além da submissão à Sra. Merkel assegurada por Passos Coelho, segundo os inúmeros sábios e especialistas, nas TV’s e artigos de opinião, temos de tomar o exemplo da endividadíssima Irlanda como padrão; sim essa bem comportada Irlanda há 4 anos em austeridade e cujo governo acaba de publicitar um novo ‘pacote de austeridade’ para 2012, com 2,2 mil milhões de euros de corte nas despesas e 1,6 mil milhões de aumentos de impostos. [Read more…]

Como Portugal podia ter conquistado a Península

Contém um documentário muito sério, um exercício de história alternativa  que em rigoroso exclusivo aqui apresentamos antes de ser incluído na próxima obra de Rui Ramos.

Faltou ao PSOE a ajuda do grande comunicador

Sem uma ajuda em espanhol técnico, viu-se no que deu.  E Paris tão perto…

Já agora, uma nota sobre as eleições espanholas. Ao passar os olhos nos comentários da esquerda, noto que o tom incide com frequência na suposta má escolha que os espanhóis fizeram. Se é boa ou má, não sei, já que nem sou espanhol nem tenho acompanhado a política espanhola. Mas eles lá devem saber e, mesmo que não saibam, o povo ainda é soberano. Ou só o será quando o resultado é o desejado?

Alterne espanhol

Hoje houve alterne no estado vizinho, procedendo-se à rotineira troca de moscas (pese que a mosca que estava teve alguma decência na reabilitação da memória histórica).

Além de registar os bons resultados da esquerda basca, a despeito da repressão do estado central e do facto de por vontade dos neo-falangistas nem concorrerem, e das esquerdas em geral, hoje é um bom dia para anotar a euforia da direita neo-salazarista, entretida como anda na culpabilização dos governos que estavam por uma crise que é internacional (esquecem-se sempre da Grécia, da Irlanda e da Itália, mas a verdade é uma meia que eles lá calçam à sua maneira). Deixem-nos ficar felizes com a vitória de um partido de narcotraficantes, passa-lhes num instante. Com o último dos PIIGS à beira do abismo bem depressa teremos a vizinhança ainda pior do que está e a Goldman Sachs já deve ter um substituto na forja.

Assim vai a direita em terras de Espanha

Uma montagem em que a ainda ministra da Defesa aparece neste despropósito foi publicada por esta senhora, Francisca Pol Cabrer, vereadora do PP.  Desconhece-se a propriedade do peito utilizado. A senhora do PP já se demitiu e pediu desculpa. No meu  tempo as franquistas eram mais estilo opus dei. Volta Franco, fazes falta à moral e aos costumes das tuas devotas.

Rating da burrice: Moody’s, number one!

O gabinete de parasitas que dá pelo auspicioso nome de Moody’s, decidiu baixar o rating da… “República Espanhola”! Esta defunta já está enterrada há quase oitenta anos e agora chegam estes profissionais da desgraça e vai daí, “cavaquizam” o país vizinho. USA no seu já costumeiro “the bigger the better” (foul).

Falha Felipe? (ou o Rei que sabia que não o queria ser)

No âmbito de uma apresentação oral (que está marcada para o final do semestre) para história moderna fui obrigada a acelerar os meus estudos em relação a Felipe II de Espanha e deixei para trás o Thomas More, com grande pena minha porque o tempo não dá para tudo.

Descobri então que a pergunta “política” mais óbvia que se faz em relação a Felipe, e que a mim sinceramente não me tinha passado pela cabeça, é: “Felipe é um falhanço? Falha nos seus objectivos? Falha para com o Império Espanhol?” Para responder a isto é necessário ter em conta certos factores.

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Falta de olho

A visita do Papa Bento XVI a Espanha, ficou desde logo marcada pela conversa da despesa de 25 milhões de Euros.

Esquecem os preocupados da despesa que a visita papal trouxe a Espanha milhares de fiéis de todo o mundo que lá vão gastar dinheiro em restaurantes, museus e hotéis – como os chineses do Futre. Além da projecção mediática usufruída por Espanha que ainda ganhou em tomar de perto as palavras de um Papa universitário e com um pensamento sobre a actualidade digno de ser estudado.

Dos revoltados espanhóis sobre os custos da visita papal, gostaria de saber quantos já não se importam de comprar bilhetes de futebol e sustentar clubes com salários megalómanos para os tempos em que vivemos?

Nestas coisas é preciso ter um pouco mais de visão. Ou de olho, mas com cuidado não vá Mourinho meter o dedo…

Moody’s Europe Tour

moody's europe tour

 

Moody’s cortou rating da Irlanda para “lixo”

  • Grécia
  • Portugal
  • Irlanda
  • Itália
  • Espanha
  • Talvez ainda dê para mais um país se não faltar o gasóleo

Eduardo Galeano en la #acampadaBCN

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Agora para coisas realmente importantes


Disseram-me que saiu uma nova biografia do Felipe II escrita pelo Geoffrey Parker. É verdade? É? É que me disseram que tem 1000 páginas.

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