Para que serve Cavaco Silva?
O Miguel Quer Matar Passos Coelho
É oficial. A semente merdosa do excesso foi lançada. Palavra puxa palavra e o Miguel, que só sabe assinar o próprio nome, quer matar Passos Coelho. Pediu-me, quando me viu passar esta manhã, que lhe preenchesse um formulário para receber dinheiro de um irmão, que está na Áustria. Fi-lo com gosto. O Miguel é um bom vizinho de décadas. Trabalhava na recolha dos lixos nas praias do Concelho. 47 anos. Está desempregado. Findo o preenchimento da papelada e algumas recomendações burocráticas, abracei o Miguel. Desejei-lhe sorte e mostrei-lhe que o seu barco é o meu barco. E ele, com a lágrima no canto do olho rebrilhando ao sol das onze horas, disse-me que, por vezes, se sentia meio perdido, tirando a bebedeira e a directa à conta da vitória sobre o 5LB, no último sábado. Era capaz de dar um tiro no filho da puta do Passos. [Read more…]
Derrotem-no em Eleições. Ou não.
O cão conveniente de todas as culpas, o alvo privilegiado de todas as setas é Passos Coelho. Tão justo quanto a raiva gratuita que esta tarde uma ou outra hoste futebolística tenha ou não razões para vazar razias e desculpas. As medidas que o directório da ingerência troykista visa implementar em Portugal são de tal modo contorcionistas quando comparadas aos cenários pré-eleitorais de 2011 que não há como fugir de um certo nível de escândalo: ontem, na SICN, José Adelino Maltez, se tivesse uma arma, disparava contra os delegados nacionais de Berlim, à conta do que se prepara ou é possível nos cortes das pensões actuais em pagamento. Todavia, nada se faz ou manda fazer sem a efectiva e fática-phátis pressão e aval da Troyka, pelo que, como não a elegemos, pois só o PS votou nela e fez por ela, devemos derrotar Passos nas próximas eleições. Até lá, deixem-no trabalhar, isto é, obedecer à Troyka. [Read more…]
São estes os reformados que preocupam Portas?
«O Governo de Passos Coelho pôs na gaveta a proposta do FMI para limitar as pensões elevadas»
Estou caladinha. Se comentar, vai sair palavrão.
Aos Filhos de Fouquier-Tinville
Chega. É chegada a hora de olhar para Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e mesmo para o obediente frankfürter Gaspar como o último reduto para o êxodo-êxito da Intervenção Externa. Perante a incoerência e cinismo do FMI/BCE/CE, são eles, e não outros, a nossa única e exclusiva esperança, última oportunidade para nos salvarmos colectivamente de desgraças maiores, da desordem política, do caos fútil, do descrédito internacional.
Em geral, os partidos políticos na Oposição, certos comentadores e especialistas afectos a determinados partidos momentânea ou permanentemente fora do exercício do Poder, como o intelectualmente desonesto e autodeslumbrado Daniel Oliveira ou o visceral zarolho Miguel Sousa Tavares anti-docentes, só nos garantem o Fim do Mundo e nada mais que a desgraça geral e colectiva. O registo de Daniel Oliveira, especialmente depois do abandono espectaculoso do BE, passou a ser explicitamente desonesto quando, colocando em perspectiva José Sócrates [a devastação que pôs em movimento] e Pedro Passos Coelho [nada mais que um bombeiro atrevido com óbvio desinteresse na demagogia e no eleitoralismo, debatendo-se com a paralisia do Centro Decisor Europeu] escamoteia a evolução favorável dos números entre 2010 e 2013. No défice e na dívida. [Read more…]
Filho da puta
«De político fajuto me escuta seu puto
Aprovando leis só para vocês e sua cambada
Arranjando obras superfaturadas
Eles te exploram te chupam o sangue
Só pensam no lucro da sua gangue
Então escuta, pensa e responda a pergunta:
– Todo político é um filha da puta?»
Mostrar Serviço
Daniel Oliveira já exibe garbosa uma enorme capacidade de mostrar serviço, elogiando o irrespirável Sócrates, comparando o incomparável. Nem os valupis ou os corporativos fariam melhor.
Passos Coelho a Nobel da Economia?
Muito se tem dito, e escrito, acerca das opções de política financeira e económica do 1º ministro Passos Coelho, alguns elogiando outros denegrindo. A meu ver, todos estão errados.
É comum, entre as mentes menos esclarecidas, aceitar de forma acrítica ou rejeitar sem fundamento, as teorias verdadeiramente revolucionárias e que representam um vigoroso salto em frente no pensamento e conhecimento humanos. E Passos está a ser vítima desse tipo de inércia característico das pessoas vulgares. Vejamos mais detalhadamente as razões que me assistem na formulação de tão categórica asserção.
Começo por esclarecer os mais cépticos sobre as razões que me têm tolhido o verbo na análise dos aspectos macro-económicos da crise que afecta a zona Euro, em particular, e a União Europeia, em geral. Tal facto deriva apenas do “encolhimento”dos meus rendimentos – assoberbado pelas necessidades do dia a dia, as minhas atenções têm recaído sobre questões cada vez mais pequenas, isto é, micro económicas, como a renda da casa, a alimentação, a conta da farmácia, etc.. [Read more…]
O autodemocídio de Pedro Passos Coelho
A palavra não deixa de ser a que melhor caracteriza Pedro Passos Coelho: um autodemocida. Aquele que mata o seu próprio povo.
O povo que se suicida como há muito não se via. A mortalidade infantil que voltou a aumentar. O desemprego que não para de subir.
O chumbo do Tribunal Constitucional representa praticamente nada se compararmos com os buracos orçamentais e com os erros das previsões do Ministro das Finanças. E ainda falta ver qual foi o deslize da execução orçamental do primeiro trimestre de 2013. Aí é que vai ser…
Interessa, claro que interessa, deitar culpas aos outros. Como no futebol, a culpa não é do nosso jogador que é expulso por dar um empurrão ao adversário no último minuto do jogo quando o resultado já está feito. Não, a culpa é do árbitro porque foi só um encontrão e não uma agressão. A culpa é sempre do árbitro.
E porque as culpas estão imputadas ao árbitro, Pedro Passos Coelho, o autodemocida, voltou a reafirmar que não vai mexer nos grandes interesses. Nem nas PPP’s, nem nas rendas excessivas da EDP, nem nos privilégios dos Bancos. Nem na Dívida. Na Dívida nunca. Porque não tem tomates para isso. Porque é um fraco. Porque só sabe cortar nos mesmos de sempre: na Segurança Social, na Saúde, na Educação. Ou seja, no seu próprio povo. Que mata, com o tesão de um verdadeiro democida, a cada dia que passa.
Diversidades em concordância
Uma das notícias de hoje é titulada da seguinte forma:
“Ministros pedem a Passos para saírem do governo”.
É apenas uma meia solução!
A solução inteira passaria, simplesmente, por reescreverem a frase, assim:
“Ministros pedem a Passos para sair do governo”.
Esta é dedicada ao amigo Fernando Nabais, que, entre outras ideologias diversas, se bate, como eu, desalmadamente, pela língua portuguesa.
Passos Deve Demitir-se. E já!
Os resultados da política deste Governo são para esquecer no estrito âmbito da economia. Talvez nenhum outro fizesse melhor no plano financeiro, mas isso só sublinha a completa e execrável actuação no plano mais importante de todos numa governação vinculada a um Povo e honesta para com ele, que a possibilitou: proteger e salvaguardar as pessoas, evitar, com o máximo de empenho possível, um empobrecimento aviltador e indigno dos mais vulneráveis. Creio que Passos foi dando mostras de um vazio e uma insensibilidade que, no fundo, repetem tudo quanto passámos e suportámos com José Sócrates. Num, a corrupção de Estado, intrincada, enraizada, tentacular, sufocante, ambiciosa, insaciável, grotesca. Noutro, a frieza, a traição à palavra dada, a mentira banalizada, a lentidão na velha reforma do Estado, e um tipo de desprezo pelas pessoas concretas, que Sócrates nunca disfarçou, traduzido em boa parte das medidas e das políticas covardes e consecutivas do que vinha de trás, do Acordo Porcográfico à plácida não hostilização do que de pior e mais negro corrompeu e passou impune no socratismo. Passos é, por assim dizer, um continuador e um conservador do Sistema Político-Partidário Putrescente que José Sócrates levou à perfeição, sistema que enclavinha e estrangula o Regime, sistema que resume e rasura o Regime. Passos veio para não mudar coisa nenhuma. Passos é Sócrates. Downgrade dele. [Read more…]
Pedro Passos Caralho Não Acorda
Ontem, pela milésima vez diante da TV para assistir a mais um debate parlamentar, percebi como somos patetas nas francas expectativas colocadas em cada megamanifestação pacífica, repleta de insultos e pedidos de demissão que não mordem, cartazes-desabafos a vermelho contra a traição dos políticos e o terror pela miséria semeada já sentida ou iminente.
Para mudar algo, prioridades, acentos, sensibilidades governativas internas e globais externas, nem que fosse o discurso seco de um Primeiro-Ministro, remetido ao seu etéreo assento de estrelas cristalino, para qualquer coisa de mais afinado com o que sofremos, teríamos de ocupar a rua dias consecutivos, pacificamente, se conseguíssemos, ou suicidar-nos em massa, ou organizar-nos meticulosamente, descobrindo uma unidade semelhante à dos dedos de uma mão. Mas percebi sobretudo como é completamente tonto quer o que um Passos Caralho desta vida tenha a dizer quanto a isso quer o que um verdadeiro paneleiro político como Sócrates disse alguma vez em circunstâncias muito semelhantes. É que nisso são iguais. Lidam connosco, apesar de nós, e tal é imperdoável. Os mundos da rua e da decisão política, sobretudo no pico desta crise cega, mostram-se irredutíveis e não deveria ser assim. Ouvir não quer dizer ceder. Sentir com empatia a dor e a impaciência das massas não leva necessariamente à kryptonite de converter em hesitante e fraca a decisão resoluta do decisor. [Read more…]
Perceber os sinais
Ontem Portugal gritou.
Desta vez não foi um silêncio ensurdecedor.
Ontem, no Porto, em Braga, em Vila Real, em Coimbra, em Faro, Portimão, Castelo Branco, Évora, Lisboa e outras mais, os portugueses e as portuguesas desceram ruas e juntaram-se nas suas praças.
Para muitos comentadores e outros tantos desconhecedores da realidade em que Portugal e os portugueses mergulharam, foi uma manifestação contra a troika, o Governo e o Presidente da República. Não foi tão redutor.
Os portugueses foram para a rua pelo desespero em que estão mergulhados. Vidas interrompidas. Os mais velhos por se verem espoliados de parte substancial da sua reforma a que tinham e continuam a ter direito. Os mais jovens por se terem apercebido de que não passou de uma miragem a oportunidade que lhes foi vendida pelo canudo obtido. A geração da minha irmã pela angústia de não saberem que futuro dar aos filhos e como sustentar o dia a dia. As crianças pelo desespero que sentem nos olhares dos seus progenitores. Os pequenos e médios empresários por estarem em pânico perante o esbulho fiscal que lhes retira qualquer esperança de recuperação. A minha geração por não saber, na realidade, se fica ou parte.
É isso
Pedro Passos Coelho chamou hoje à indignação de um país inteiro “ansiedade e impaciência de alguma gente que vai em modas passageiras”. Diz-se nada preocupado com “o que vai na alma dos portugueses” (ao contrário de muitos outros, “que estão em casa” (a fazer nenhum) “preocupados em sintonizar com as espumas dos dias” – Boris Vian odiaria esta imagem e este plural desqualificador. Mais disse, sempre muito aprumado e aparentemente convicto: que quem está em casa vai ser informado sobre o futuro que o Governo está a preparar para os portugueses. Ouvido assim lembra um conciliábulo de malfeitores, reunidos numa cimeira de mágicos-maus empenhados em lixar a vida às pessoas – e a malta a vê-los naquilo pela televisão, os truques à vista de todos. Reformar o Estado sem levá-lo a escrutínio popular é isso. [Read more…]
Sono
Está visto que o problema é mesmo o sono: a um, tira-lhe o sono e o outro, dorme pouco, mas bem! Será que dá para aguentar ou vão mudar de almofada? Ou será que é mesmo peso na consciência?
Silenciar a tua tia!
Será que ouvi bem? Esta gentinha laranja é mesmo arrogante
Nota: o ar de ABRIL que passou pelo Parlamento foi da responsabilidade do Movimento “Que se lixe a TROIKA” e foi uma forma de apelar à participação nas manifestações previstas para amanhã, 16 de fevereiro e para o dia 2 de março.
Ulrich aguenta com os Bandex
Neste vídeo dos Bandex, pode confirmar-se que Fernando Ulrich tem dentro de si um cantor pimba, o que levou vários especialistas em pimbologia a descobrir relações entre esta actuação e o célebre “Aguenta-te com esta” de Toy.
Na realidade, cada vez se tornam mais nítidas as afinidades entre o universo pimba e o mundo da banca, nomeadamente no que se refere ao desbragamento e ao gosto pela repetição obsessiva de refrões.
Não faltará muito para que Ulrich e a sua banda cheguem ao Pavilhão Atlântico, com Passos Coelho na plateia histérica a gritar “Ai aguenta, aguenta”.
Um round com Heloísa em seu jardim
Heloísa – Em nome das pessoas que está a massacrar, exijo: seja homem e censure o banqueiro!
Passos – Eu nem conta lá tenho!
Heloísa – Tás aqui tás a levar senhor primeiro-ministro!
Passos – A senhora deputada veja lá como fala.
Heloísa – Prefere portanto defraudar uma vez mais o povo senhor primeiro-ministro!
Seguro – É só o que sabe fazer. Mas comigo, isso muda. Comigo e com o PS!, unidos num só punho cerrado!
Coelho com dificuldades em ejacular
Agora é que vai ser, isto é, já é, ou seja, está quase, quer dizer, será com certeza, talvez.
Homem português chega por engano a primeiro-ministro
Um governo de cobardes deslumbrados
Como já aconteceu com o Memorando da Troika e volta a acontecer com o Relatório-parece-que-do-FMI, os governos portugueses não estão para perder tempo a mandar traduzir os documentos em que vão basear as políticas com que mimosearão os portugueses. Com o Memorando, foi preciso a sociedade civil, sob a forma deste vosso blogue, fazer o trabalho que cabia ao governo de então. Nada de novo, que isto da política só serve para que uns mandem e outros obedeçam, ficando os primeiros com o exclusivo do duro trabalho intelectual, produzindo ideias que os segundos, devidamente providos de ferraduras, não poderiam alcançar. E sempre se evitam uns coices.
Quando soube que havia um relatório do FMI em que se repetia tudo aquilo que os membros do governo defendem, concluí, facilmente, que se tratava de uma encomenda típica dos cobardes deslumbrados que nos governam há anos, que precisam de pagar a estrangeiros para que escrevam em língua estrangeira a preconização das medidas que os ditos cobardes deslumbrados querem aplicar ao País. Assim, os cobardes deslumbrados podem exercitar a cobardia, alijando as responsabilidades das medidas que irão aplicar, e podem estourar de deslumbramento, porque qualquer parolo que se preze adora ver a sua actividade caucionada por documentos escritos em inglês. [Read more…]









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