Pois tá claro!

O Bastonário da Ordem dos Médicos tem toda a razão: corre-se o risco de haver excesso de médicos em Portugal. E é fácil de ver isso em qualquer centro de saúde. Mesmo naqueles que não têm médico de família. Ou nos hospitais em que o médico fala em galego.

O problema em Portugal não é a falta de médicos, mas sim o excesso de doentes.

Há doentes a mais, meus amigos.

Não foi à toa que se introduziu “taxas moderadoras” já no tempo dos governos de Cavaco Silva, porque já então se percebeu que era preciso moderar o povo que tinha a mania de ir para os hospitais fazer exames, cirurgias e afins.

Isto não pode ser!

É como a Justiça: ela funcionaria bem melhor se não fossem tantas pessoas e empresas a recorrer a ela. Por isso se está a desviar os assuntos paras as conservatórias, para os notários, julgados de paz e afins. Para libertar os tribunais dessa gente que vai para lá atafulhar tudo com processos só porque alguém lhes deve dinheiro, ou porque querem partilhar bens comuns, ou porque lhe deram nos olhos, ou seja lá pelo que for.

Há doentes a mais.

Há gente a pedir Justiça a mais.

A continuar assim, vai ser necessário começar a exportar mais gente para o estrangeiro, pois a emigração forçada pelo alto desemprego que vivemos não parece chegar…

A Central de Compras do SNS

Qualquer grupo empresarial tem como prioridade criar uma central de compras. As razões são óbvias, desde a compra de grandes quantidades com os descontos possíveis, até à certificação dos fornecedores, por razões de qualidade e de cumprimento de prazos.

Estas centrais de compras podem ser uma plataforma informática, onde as várias instituições carregam as suas necessidades, por produto, quantidade, prazos e, com muito pouca intervenção humana, prepara os dossiers para decisão.

No que diz respeito ao Serviço Nacional de Saúde, com tantos hospitais e centros de saúde, a poupança ronda, seguramente, milhões de euros. Oitocentos milhões, segundo o economista que estudou a questão. É mesmo incompreensível que esta estrutura nunca tenha sido criada, embora se perceba os muitos interesses agregados, contudo o Estado não tem que os alimentar .

Espera-se agora que não seja um pretexto para encher com mais uns boys e girls, e que não inventem, porque esta solução está há muito implementada nas empresas e basta seguir as boas soluções. Ao nível do fornecedor as vantagens tambem são muitas porque pode programar as suas produções em grandes quantidades, com os respectivos custos bem mais baixos. Acresce as entregas, o embalamento, tudo concorre para que haja um enorme corte nos preços, com vantagens para todos.

Amor ao corpo

Diariamente, e em distintas circunstâncias, sou convidada a desinfectar as mãos com um gel alcoólico que não me atrevo a recusar. Afinal, quem sou eu para colocar em risco a saúde pública? Estendo obedientemente as mãos, recebo o líquido purificador, e espalho-o com escrúpulo, insistindo naqueles cantinhos propícios à acumulação de germes perniciosos.

Há dias, estava eu muito aplicada no exercício, ocorreu-me que havia algo de litúrgico neste gesto, e na verdade não sei explicar como é que logo a mim, anticlerical como sou, me havia de ocorrer semelhante coisa. Mas sim, pareceu-me ver algo de uma liturgia profana, um pouco mais ajustada aos nossos tempos, uma forma de ablução rebuscada, que pede pouco ao espírito porque se excede na limpeza da matéria.

Mas de tanto esfregar as mãos com álcool, e de ler cartazes de prevenção da gripe colocados, para meu bem, em locais onde é difícil não vê-los, dou por mim a pensar que isto da prevenção, do medo à pandemia, do zelo na desinfecção das mãos e das superfícies em que estas tocam, não parece capaz de dar um passo mais e traduzir-se em amor ao corpo. Não, parece-me que se fica tão só pelo horror à contaminação. [Read more…]

homossexualidade e pedofilia

 

É o meu hábito escrever de manhã, cedo diriam outros, pelas 7.30. Como relato no poste da manhã, o texto nasceu de uma conversa com um senhor, considerado por mim da minha intimidade. A conversa, era apenas um cumprimento. No entanto, levou quase uma hora e com muito proveito. Foi dessa conversa que nasceu o texto publicado antes e que pode ler em www.aventar.eu

No entanto, debates começaram a aparecer. A minha necessidade de esclarecer, nasceu, e lá vão ideias.

A primeira é que nunca confundi homossexualidade com pedofilia, Atracção mórbida do adulto pelas crianças, como foi definida por Freud no seu texto de 1922, citado por mim no meu poste de ontem, dia onze de Dezembro de este ano. O texto é de 1922 e tem por título o eu e o isso, ou ego e id, ao ainda, le moi et le ça, que pode ser lido em http://classiques.uqac.ca/classiques/freud_sigmund/essais_de_psychanalyse/Essai_3_moi_et_ca/moi_et_ca.html Cabe ao leitor o trabalho. Apenas um comentário da minha parte: não se deve confundir a homossexualidade nem a paixão de um ser humano por uma pessoa do mesmo sexo, com a pedofilia definida antes.
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Está na moda falar-se sobre homossexualidade

“ESTÁ NA MODA FALAR-SE SOBRE HOMOSSEXUALIDADE”[1]

Será sempre assim enquanto não houver lei para a liberdade de amar

Será sempre assim enquanto não houver lei para a liberdade de amar

Falava ontem prolongadamente ao telefone, com um senhor, estimado por mim como pessoa íntima, e falamos das opções das formas de amar, desde a denominada normal relação erótica heterossexual, até a pedofilia, muito praticada na Ilha da Madeira e em Lisboa. Falamos do que era ritual, como os Sambia, estudado por David Herdt, em 1987 e publicado por Holt, Rinehart and Winstos, Chicago, ou os Baruya, por Maurice Godelier, Fayard, 1981, na Papua Nove Guiné, os dois casos. Ou meu livro do ano 2000, O saber sexual das crianças. Desjote, porque te amo, Afrontamento, Porto. Como a pedofilia era um ritual entre estes grupos e um comércio de prostituição, na Madeira e em Lisboa. Como Herdt e Maurice tiveram que ser submeter ao ritual das etnias que estudavam, para passar a ser homens, e eu delicadamente desisti entre os Picunche, clã do Chile Central, da Etnia Mapuche. Referi como entrei na casa dos homens, onde o cuni liguis acontece para ser membro do grupo e pelo prazer que produz, ou a felatio. Concordamos que são formas heterogéneas de amar, que existem e todas as sociedades, especialmente as Europeias que compram crianças na Madeira aos seus pais, que com orgulho vendem aos seus catraios. Orgulho que o catraio tem, porque, como investiguei na Madeira, se não são vendidos, as formas homossexuais de amar acontecem na Ilha, entre eles. É o motivo pelo qual são vendidos, por ser a homossexualidade de menores de idade, um crime em Portugal, punido pela lei, assim como é um ritual entre os grupos referidos antes. Ritual que dá prazer, pelo que, ainda que crime, é praticado em segredo no nosso país. Foi a minha maior surpresa ao entrar, nos anos 80, em Portugal. Curioso científico, percorri uma série de ruas de Lisboa e casas fechadas onde a homossexualidade e a pedofilia eram praticadas em silêncio. Concluímos a conversa com um comentário: deve ser criada a lei que permita o amor aberto em Portugal, o único País da Europa em que as relações [Read more…]

Saúde – Americanos fogem para o México

Afinal, o muro que os americanos construiram para impedir que os Mexicanos entrem ilegalmente nos USA, está a resultar em pleno, mas para impedir que os idosos e os pobres americanos, entrem no México à procura de cuidados médicos!

O México está a braços com um grave problema porque são muitos milhares de americanos que sobrecarregam o Sistema de Saúde Mexicano, procurando dessa forma, os cuidados médicos que lhe são negados na sua própria terra!

O país mais rico suga o país mais pobre e a sua generosidade social, que as empresas seguradoras americanas, na ganância dos lucros desmedidos, deixam na valeta sem cuidados médicos. Os republicanos assobiam para o ar, não têm vergonha de ostricizar os seus concidadãos mais pobres.

Entretanto, a guerra pela saúde de quem não é rico continua, com Obama a obter uma importante vitória mas não definitiva!

Coulrofobia é um estado ausente do aventar

Vejamos: o que pode ser melhor tema para uma noite na blogosfera do que o debate em torno de “A Zézinha no parlamento a vociferar contra alguém“?
Sendo que esse alguém pode muito bem ser ninguém, mas alguém o saberá, porque eu, um zé ninguém, nada sei de ninguém.
Agora imagine, caro leitor, agora que tirou o indicador esquerdo da narina direita, que chegava a casa, começava a tratar da sopinha e da caldeirada de raia (se me permitem, um intervalo, para dizer o quanto gostei de saborear este Bathoidea), ligam o canal x e: pasme-se, uma tia de direita óscula o provinciano (a definição é auto-biográfica) com um impropério digno de qualquer casa de chá da linha.
E eu, qual peixinho de aquário em gabinete de dentista, abro a boca de espanto: ai!
Olha… eu a pensar que a miúda que hoje vi à porta da escola a chamar peixeira à mãe de outra (sim, é verdade! A mãe da hostilizada é mesmo peixeira, isto é, vende peixe) era mal -educada.
Exemplos… Pois claro, também não me parece bem. Ou antes, seria muito pior se eu chegasse a casa e no noticiário das 20h visse a zézinha a óscular na face o ricardinho (não o nosso, claro, porque nós aqui no Aventar não sofremos de coulrofobia).
Sim. Pior do que isso só a raia cair mal, mas não há nada que um bom copo de coca-cola não resolva.

Às vezes SABE BEM ser mauzinho

 

 /></a><br /> …existe beleza e utilidade — dizem que o macerado de urtigas é bom contra os pulgões.<br /> Colocar 500g de urtigas frescas ou 100g de urtigas secas em 10 litros de água durante dois dias ou então deixar curtir quinze dias.<br /> Aplica-se a primeira forma imediatamente sobre as plantas atacadas. A segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução para 10 partes de água.<br /> Se alguém experimentar, gostava de saber o que aconteceu.</p> 		     	      </div> 		<br clear=

 

Aproveitando o facto de elas estarem a crescer desalmadamente e me inundarem o quintal, fiz hoje a primeira Sopa de Urtigas da minha vida. Ainda por cima, parece que as ditas fazem bem e são afrodisíacas.

É claro que não disse nada à família. Deixei-os comer a sopinha toda até ao fim e perguntei-lhes se tinham gostado. Hum, estava boa, disseram todos.

Era a minha deixa para desvendar o segredo. Já era tarde para protestos.

É natural sermos desiguais…e é bom!

O nosso ADN é 99% igual ao dos nossos “primos” chimpanzés. É espantoso como o 1% que falta faz toda a diferença. Agora se pensarmos que este 1% é diferente nos milhões de seres humanos, tornando-os seres únicos, ninguem é igual a ninguem, percebemos que na verdade “é nos pormenores que está Deus” ! Nos pormenores que fazem a diferença.

Uma sociedade, que observe um certo número de condições, ter pessoas diferentes no que diz respeito à inteligência, à capacidade de trabalho, à propriedade, à riqueza, é uma sociedade vigorosa!

Primeiro, se uma sociedade cresce no seu todo, cria riqueza, é possível que todos vivam melhor, embora não igualmente.

Segundo, se uma sociedade é capaz de criar oportunidades iguais para todos, embora saibamos à partida, que nem todos as vão aproveitar da mesma maneira.

Terceiro, que todos tenham direito a uma vida digna, direito à saúde, à habitação, à cultura, embora alguns vivam em palacetes.

Se uma sociedade conseguir as condições descritas, não é ilegítimo, nem imoral que as pessoas possam fazer diferentes opções de vida, que as levarão a diferentes patamares de bem estar, de conhecimento, de cultura.

É esta diversidade que dá vigor à sociedade e que a torna competitiva, que a leva a procurar novos caminhos, novas formas de bem estar que, mais tarde ou mais cedo, todos usufruirão.

O problema está na ambição desmedida, na necessidade doentia de poder, na incapacidade de olhar os outros como seres diferentes, mas com a mesma dignidade.

E não há um nenhum sistema de organização da sociedade que, só por si, mude o Homem !

É por estas razões que a sociedade liberal é a que melhor responde àquela diferença, melhorada pelos apoios do Estado providência, da prestação de saúde universal, do acesso à Educação…

Imperfeita, injusta, mas a melhor de todas…

O John vai morrer, sem assistência médica, no país mais rico do mundo!

Tive violentas discussões na blogoesfera por causa do Sistema de Saúde nos USA.  Que deixa de fora, sem assistência médica, 40 milhões de pessoas. É uma luta que está a ser travada pelo presidente americano contra os interesses das seguradoras e dos Republicanos.

 

No (i) vem a história de John Brodniak, contada por Nicolas Kristof.

 

O John é um jovem de vinte e três anos, que começou há dois anos a ter violentas dores de cabeça. TACs e outros exames revelaram a existência de um tumor que pode ser operado. Isto é, o John pode ser salvo. Mas o Jonh, que trabalhava numa carpintaria na cidade natal, teve que ir para casa por causa da sua doença. Quando tem as violentas dores de cabeça, o John dirige-se ao hospital onde lhe ministram uns medicamentos contra as dores e mandam-no para casa.

 

Ninguem está disposto a operá-lo porque o John perdeu o seguro de saúde quando saiu da empresa, e não há, nem cirurgião nem hospital que o opere sem seguro, ou melhor, sem dinheiro. O John vai morrer. Candidatou-se a um programa Medicaid do Oregon mas não encontra um médico que aceite operá-lo por um preço tão baixo. O Medicaid é um programa de saúde governamental.

 

Se um senador, que se opõe à reforma do sistema de saúde, passasse na rua quando o Jonh desmaia com as dores lacinantes, nós acharíamos que se tratava de um monstro se nada fizesse.

 

Não será igualmente um criminoso alguem que  recusa a cobertura de saúde a milhares de cidadãos como o John?

Anatomia vegetariana

 

Cartaz da International Vegetarian Union, campanha "Vegetais é tudo o que o teu corpo precisa".

Não acho, somos omnívoros por natureza e assim nos fizemos homo sapiens sapiens. Mas gosto da imagem, ressalvando que o gengibre nem por isso dá a volta à tripa.

Um anúncio contra a estupidez

 

 

Este anúncio foi considerado o "melhor anúncio governamental europeu de prevenção da sida".

A minha dúvida é se será o mais eficaz. Leiam a caixa de comentários no youtube e vejam como aparece gente que leu a mensagem ao contrário.

É um velho problema na comunicação humana, o raio da ironia. Podem dizer que a culpa é do ensino mas não é: nenhum sistema educativo pode resolver o facto de existir gente muito pouco inteligente. Tapada. Bloqueada. E momentos infelizes todos nós temos.

Por essa mesma razão ainda gosto mais do vídeo: pelo menos um dos comentadores teve de exercitar o cerebrozinho, e abrir os olhos para a evidência de a vida ter mais cores para lá do preto, do branco e do óbvio.

A herança socialista

No Expresso:

 

Um buraco negro de cinco anos em que Portugal andou a marcar passo e a engordar o estado, que vai sair da crise mais pesado que nunca. Desde a década de noventa, Estado empresas e famílias andam a gastar acima das possibilidades e o fim da linha está cada vez mais próximo. A economia nacional, que já teve quase dez anos de fraco crescimento, pode continuar a marcar passo mais uns anos.

 

Como é que se resolve esta complicada equação que mistura ingredientes esplosivos como fraco crescimento económico, desemprego elevado e contas públicas desequilibradas?

 

Não há espaço para aumento de impostos e o caminho tem que ser emagrecer o Estado. Temos que ir à raiz do problema, temos despesa pública a mais. Devíamos congelar a dívida pública ao nível de 2008 durante dois ou três anos.

 

Mas onde há flexibilidade para congelar despesa? Nas pensões e nas despesas de saúde mas aí quem aguenta a factura são os mais pobres! A irresponsabilidade pode levar a isso.

 

A dívida externa está nos 100%, se não fosse estarmos no Euro a festa já tinha acabado.

A crise internacional está quase a acabar fica a nacional que dura há vários anos, e esta só se resolve com a criação de riqueza, com a produção de bens transaccionáveis de exportação e que substituem importações.

 

Mas para isso é preciso muito trabalho, determinação e competir em mercados muito exigentes. É dificil e meritório, é mais fácil fazer obras públicas !

Obama ganha batalha do sistema de saúde

Por 220 votos contra 215 Obama consegue uma vitória extraordinária que terá repercussão em todo o mundo.

 

Desde Roosevelt que nenhum presidente americano tinha conseguido fazer passar uma reforma na saúde, incluindo Clinton que teve que recuar.

 

Do que se trata é trazer para dentro do sistema 40 milhões de americanos que não têm qualquer cobertura de cuidados de saúde. Isto que parece ser, e é, um acto de humanismo e de bom senso, tem contra as seguradoras americanas que defendem o negócio com unhas e dentes.

 

O sistema americano, que deixa de fora 40 milhões de cidadãos pobres é, mesmo assim ,mais caro que o europeu e com prestações de saúde de menos qualidade. As próprias empresas, que pagam estes seguros aos seus trabalhadores, têm dificuldade em os suportar e constituem uma pesada factura na competitividade externa dessas empresas.

 

Contra o capitalismo sem rosto e ganancioso que leva ao desespero milhões de pessoas em todo o mundo, esta medida do governo americano aproveita a actual fraqueza para fazer vingar um objectivo de grande alcance politico e social.

 

Não esqueçamos que este mesmo governo, que tem contra si  o grande capital, é o mesmo que injectou milhões de dólares para salvar as grandes empresas em falência, após a ganância sem freio dos últimos dez anos.

 

Mas não havia dinheiro para a saúde dos cidadãos !

 

 

Coração e desporto

(Pequenas notas que podem ser úteis, especialmente nestas alturas em que algumas mortes súbitas têm ocorrido e deixam as pessoas preocupadas).

 

Se um atleta ou candidato à prática desportiva tem história suspeita ou demonstrada de cardiopatia, deve ser observado por cardiologia.

Se não tem história de cardiopatia deve ser submetido a um primeiro exame de entrada.

 

                                         Tipo de exame

 

-Exame médico individual, conduzido pelo médico assistente.

 

Vantagens:

Melhor conhecimento, por parte do médico pessoal, da história do atleta.

Boa relação médico-atleta, melhor comunicabilidade acerca de assuntos sensíveis como existência de patologias, problemas de desenvolvimento, uso de drogas etc.

Presença dos pais ou encarregados de educação na colheita da história familiar.

Melhor continuidade no seguimento.

 

Desvantagens:

Falta de interesse e de conhecimento, por parte de alguns prestadores de saúde.

Custo aumentado para o atleta.

Falta de interacção entre o médico e a escola.

 

-Exame médico em grupo, realizado na instituição e conduzido de maneira sistemática por pessoal de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc.), actuando em unidade.

 

Vantagens:

Mais baixo custo para o atleta.

Potencialmente mais alta taxa de detecção de problemas.

Maior consistência e eficiência do exame.

 

Desvantagens:

Perda de continuidade das observações e cuidados.

Falta de relação com o médico pessoal do atleta.

Menor conhecimento da história do atleta e da eventual doença.

Maior dificuldade na orientação dos cuidados e na profilaxia.

                             

         

Exame cardiovascular

 

-Deve ser feito numa zona sossegada.

-Para além da inspecção, não só do tórax mas global, deve registar-se o peso, a estatura, a tensão arterial e o pulso.

-A auscultação cardíaca deve ser muito cuidada, no sentido de distinguir, dentro das capacidades do observador, sopros funcionais de sopros orgânicos.

No primeiro caso, na ausência de sintomatologia e de história pessoal ou familiar de doença, considera-se uma situação normal. Com história pessoal ou familiar de cardiopatia, deve ser observado por cardiologia.

No segundo caso, mesmo sem sintomatologia e sem história pessoal ou familiar de cardiopatia deve ser enviado a cardiologia. (Observação, Radiografia do tórax., Electrocardiograma, Eco-Doppler cardíaco, Ecg. de Holter, Prova de esforço etc., conforme o entendimento do especialista.).

 

 Exemplo de questionário de rotina:

(com idade inferior a 35 anos)

 

1-Já passaram pelo menos dois anos desde a última observação médica, nomeadamente auscultação cardíaca e avaliação da tensão arterial?

                                                              Sim (  )      Não (  )      

 

2-Alguma vez foi informado de que tinha "sopro no coração"?

                                                              Sim (  )      Não (  )

 

3-Desmaiou ou teve alguma dor torácica nos últimos dois anos?

                                                              Sim (  )      Não (  )

 

4-Algum dos seus familiares directos com idade inferior a 35 anos teve morte súbita?

                                                              Sim (  )      Não (  )

 

5-Algum médico detectou em familiares, doença de Marfan, ou "coração dilatado"?

                                                              Sim (  )      Não (  )

 

6-Já alguma vez usou anabolizantes ou cocaína?

                                                              Sim (  )      Não (  )

 

7-Alguma vez foi considerado inapto para a prática desportiva?

                                                              Sim (  )      Não (  )

 

(Com idade superior a 35 anos)

 

8-Fuma, tem antecedentes de hipertensão arterial, alterações das gorduras do sangue ou diabetes?

                                                               Sim (  )      Não (  )

 

9-Algum familiar (pais, avós, irmãos) padece de doença das coronárias (angina de peito, enfarte do miocárdio…) ou foi operado ao coração antes dos 65 anos?

                                                               Sim (  )      Não (  )

 

NOTA: Se alguma destas questões for afirmativa, o médico deve requerer a opinião de um cardiologista.

 

 

 

Preciso de dois Secretários de Estado

Pode tocar o telefone e não estar preparado, fora das jotas não se consegue ninguem. O problema é que nas Jotas encontram-se jovens que sempre foram velhos, nunca trabalharam e tiram cursos ao domingo e, ainda por cima, é como meter o cavalo de Tróia no Ministério, com a estrutura toda do partido lá dentro.

 

Mas onde se encontram dois jovens capazes e que queiram ser secretários de Estado? Alguns deles não vão abandonar Londres ou Amesterdão, onde trabalham, para virem para um governo que o Primeiro Ministro quer que caia o mais depressa possível.

 

Outros estão a meio dos seus cursos das Novas Oportunidades, não vão hipotecar o seu futuro, só para dizerem ao pai que estão no governo. Os que restam têm a sua vida, não querem nada com o governo nem com a política.

 

É esta a minha agonia, o indigitado só convida se avançar a equipa toda, sem secretários de Estado nem pensar, não está para levar mais negas, já reduziu o governo o máximo possível mas se continua, só fica ele, e o Pereira, que agora tambem lhe deu querer ir para a Administração Interna, diz ele que todos os que passaram naquela pasta são todos grandes empresários, cheios de dinheiro.

 

Para as obras Públicas ninguem quer ir, já lá está um que se chama Jorge Coelho, não se pode dizer não e para dizer sim, ele não precisa de Ministro. Para a Justiça vai o Júdice que está a ponderar levar o Marinho, mas o que ele queria era a Empresa Frente Tejo, anda obcecado que este convite se trata de uma compensação. Menor!

 

Nas Finanças, nos Negócios Estrangeiros, nas Forças Armadas, e na Cultura nunca teve ninguem, não é agora que quer lá alguem. Na Saúde teve lá um e deu-se muito mal, colocou lá uma que tambem não está lá e na Segurança Social, o homem portou-se bem quando anunciou a sustentabilidade do que não é sustentável.

 

Vou para onde, ainda por cima sem secretários de Estado?

A gripe A, a freira, a ministra que nunca o foi, e a teoria da conspiração gripal em geral

João Vasconcelos Costa continua a oferecer-nos um inestimável serviço público no que toca à Gripe A:

 

Tenho muito que fazer e vou deixando para trás coisas até importantes, como, nesta situação de gripe, desmontar a incrível campanha de desinformação que por aí anda. Uma das peças a que se tem dado mais credibilidade é a entrevista com a freira Teresa Forcades (TF), depois da fácil denúncia de fraude de um tal "Dr" Horowitz, da óbvia paranoia da jornalista Jane Bürgermeister que invoca uma pretensa qualidade de jornalista da Nature, do caso triste de sequelas mentais de um acidente sofrido por uma "ministra da saúde" finlandesa que nunca o foi e que sabe de gripe o que lhe dizem os seus contactos extra-terrestres.

A freira é mais perigosa. Invocando um doutoramento em saúde pública, falando calmamente num cenário religioso, descrevendo casos aparentemente convincentes, elaborando um longo discurso articulado, pode parecer credível.

 

Leia o resto da desmontagem de mais uma vigarice que circula pela net, como um vírus.

Ética e Educação – 2ªParte (12)

Educação no tratamento dos problemas éticos ligados à esfera da saúde. Considerações sobre a necessidade de integração de conhecimentos ligados à saúde no âmbito da educação escolar e social

 

Muitos médicos, por incompetência, rotina, falta de senso, exigência ignorante por parte dos próprios doentes e por brutal pressão e persuasão da indústria, não passam de meros prescritores de remédios. Por outro lado transformam-se em inventores de falsas doenças e executores de controversas intervenções impostas de forma irreflectida pelos resultados dos abusivos exames subsidiários que se requisitam sem qualquer critério. Falsas doenças muitas vezes criadas pela má execução e interpretação desses exames, desnecessários e duvidosos, ou pela incapacidade de distinguir o essencial do secundário, valorizando achados que, no contexto global, não têm grande significado patológico, e menosprezando situações graves. Todos nós, médicos, agentes de saúde e doentes, de uma forma ou de outra, somos fautores e vítimas deste comportamento inglório, criadores de um desenvolvimento mal definido, mal identificado, mal planificado, mal conduzido pelo pseudo-progresso que o dinheiro e o poder impõem como dogmático.

 

Em todas as áreas a fasquia do homem pode ser muito baixa. Quem ensina e educa, seja o que for, tem de ter dentro de si o mundo, a solidária sensação da paisagem humana, o valor do Homem e da Terra. Não pode limitar os seus horizontes a pequenos mundos de frágil cosmética. Todos sabemos que há pessoas incompetentes, sem escrúpulos e sem carácter que proliferam em todas as esferas educativas. Há profissionais que não passam de aprendizes, há professores a precisarem de ser alunos, há directores do que quer que seja a ocupar lugares ditos de competência, há os pregadores de disparates que, pelo facto de terem conseguido algum aval, lograram um púlpito do cimo do qual obrigam as pessoas a ouvi-los. Por isso, não há verdadeira educação se as coisas não forem ditas, não há verdadeira educação se as denúncias não forem feitas.

 

A visão universal da finalidade do Homem aponta para o núcleo activo das interacções multifactoriais da existência, o qual exige a presença de uma sã política humana, base indispensável da Ética e da Educação no caminho do verdadeiro progresso.

 

(Fim)

 

 

Ética e Educação – 2ª Parte (11)

Educação no tratamento dos problemas éticos ligados à esfera da saúde. Considerações sobre a necessidade de integração de conhecimentos ligados à saúde no âmbito da educação escolar e social

 

A nossa sociedade vive triturada por uma poderosíssima máquina de mentir a verdade. A esta máquina não é poupada a assistência médica e a medicina, que sofre também as consequências deste “soro universal da mentira” que, cada vez mais, induz as pessoas a precisarem da medicina, dentro de um movimento de mercado que não olha a meios para criar a riqueza de alguns à custa da pobreza da muitos. Na ânsia desmedida do lucro, há uma imposição de falsas necessidades de saúde, saúde vendida na especulação de duvidosos benefícios, na escamoteação das consequências e no escuro das consciências, fortemente sustentada no privilégio que o beneplácito público oferece à coligação de interesses que funde medicina, indústria e comércio. A assistência média actual apresenta uma coreografia difícil de captar, mesmo pelas pessoas mais cultas. Hoje em dia, a saúde da humanidade não é um fim em si mesma ou uma meta, mas apenas um pretexto para atingir muitos outros fins.

 

 

 

O consumo exagerado e indiscriminado de medicamentos, como já aqui disse por mais de uma vez, constitui um grave problema não só nacional como internacional. Interesses de toda a ordem convenceram as pessoas de que a saúde está metida em caixinhas e frasquinhos, originando uma autêntica obsessão pelos remédios, não só por parte dos doentes mas também dos médicos. Todos sabemos que há medicamentos úteis, indispensáveis, alguns quase milagrosos. Mas há muitos que são inúteis, por vezes prejudiciais e perigosos. Mas, potencialmente mais perigosos do que os remédios inúteis são, tantas vezes, os bons remédios, os remédios eficazes, quando prescritos por rotina, sem critério nem critérios, sem precisão diagnóstica ou terapêutica, com desconhecimento das verdadeiras indicações e dos efeitos adversos, das contra-indicações, das interacções medicamentosas e da co-morbilidade presente. Presume-se que a terceira causa de morte no mundo industrializado de hoje esteja no uso dos medicamentos. Em particular, o consumo de remédios pelo doente idoso é um problema actual e de importância crescente. Intencionalmente foi-se criando a ideia de que a terceira idade é uma doença, o que não é totalmente verdade. A terceira idade é uma fase da vida carecendo de atenção específica e de cuidados sociais, humanos e diferenciados. Não pode, de forma alguma ser uma mina, a explorar pelos vendedores de falsa saúde, como está a acontecer. Raro será o idoso que não deixa na farmácia quase toda a sua magra reforma, a troco de pouco ou de nada ou, pior ainda, a troco de graves prejuízos. Pensa-se que cerca de 25% dos internamentos da terceira idade, nos países industrializados, se devem ao uso de remédios, e destes, 8% morrem.

 

(Continua)

 

O PSD precisa de um programa

Mais do que um presidente, o PSD precisa de dizer claramente, o que faria de diferente, nas diversas áreas de governo.

 

Na Educação avança com a autonomia nas escolas públicas, com uma avaliação dos professores assente no mérito e com uma carreira decorrente dessa avaliação? E quanto à liberdade de escolha, vulgo cheque ensino?

 

Na Saúde aprofunda a complementaridade entre o SNS e o privado numa óptica da melhor exploração do parque de equipamentos instalado e racionalização dos Recursos Humanos? E quanto à liberdade de escolha?

 

Avança com a Regionalização que tanto engulho causa ao PS centralizador e estatista?

 

O que tenciona fazer aos investimentos públicos anunciados, face à monstruosa dívida pública? Tem prioridades?

 

E na Justiça, o que tenciona fazer? Os actores na Justiça vão continuar a responder perante si próprios, perante o governo ou perante a Assembleia da República? Vamos continuar a ter juízes com 26 anos, titulares de um orgão de soberania? A Justiça para os ricos e poderosos  vai manter-se? O garantismo que só serve quem tem dinheiro e que atrasa todo o processo vai continuar? E as pequenas questínculas administrativas vão continuar a ter honras de tribunal?

 

Na Economia, as PMEs vão, enfim, ter a atenção que a sua importância exige, ou vamos continuar a cirandar à volta de empresas monopolistas com mercados sem risco? As exportações vão ter os apoios fiscais que merecem?

 

E sobre o ordenamento do território, o ambiente, a energia, a cultura,  o mar, a agricultura,

a eutanásia e o casamento gay?

 

Quem vota não sabe o que é que o PSD pensa sobre estas questões nacionais. Os dirigentes sabem?

 

E se o PSD começar por um programa?

 

   

 

 

 

O cheque ensino / O cheque saúde

A criação de um “Mercado da Educação” é o verdadeiro problema que alimenta quem discorre sobre o cheque ensino. Quem quer que o ensino privado seja suportado pelo Estado, bate-se pelo cheque, quem não quer que o Estado suporte o ensino privado, está contra o cheque ensino.

No fim, quem acha que a escola pública deve ser a coluna vertebral do ensino, fecha o sistema a sete chaves e nem acredita que o cheque possa trazer uma mobilidade às famílias muito importante.

Outros há, que consideram que o cheque ensino pode circular entre as escolas públicas, permitindo uma mobilidade de que resultariam francas vantagens para as famílias e para os alunos. Ficariam de fora as famílias que colocam os seus filhos na escola privada. Como se percebe, a nível do IRS o Estado já suporta parte das despesas da educação do aluno na Escola privada.

Esta questão, tambem se estenderá à Saúde,(Mercado da Saúde) mais tarde ou mais cedo, os “players” privados exigirão que o Estado favoreça a acessibilidade dos cidadãos aos hospitais privados, suportando os custos.

Eu, pessoalmente, tenho dificuldade em perceber como é que o cheque num caso e noutro favorece o comum dos cidadãos. As famílias de rendimento elevado, que já escolheram o privado, esses, sem dúvida que ficarão favorecidos, mas tenho muitas dúvidas quanto ao funcionamento do cheque entra as famílias de rendimento mais baixo.

O que me parece verdadeiramente importante, é o direito de escolha. Posso aceder ao hospital A ou B e à escola A ou B porque acho que é melhor para a minha família, introduzindo uma competição bem saudável no sistema.

Haverá outras formas de apoiar as famílias, se estiverem verificadas razões razoáveis e saudáveis para isso. Preocupa-me uma liberalização no sistema que ainda é frágil e que padece de doenças bem mais preocupantes.

Não podemos é fechar a porta a estas propostas por puro comodismo ou por medo do desconhecido. Ter medo do “Mercado da Educação” ou do “Mercado da Saúde” não é a melhor forma de os combater. A melhor forma é ter uma escola pública capaz e ter um SNS competente.

A reforma da saúde nos USA

Um avanço muito importante embora ainda não definitivo. O Comité de Finanças do Senado aprovou ontem a proposta de reforma do sistema de saúde, apresentado pelo Presidente.

Para além da maioria Democrata votou a favor uma Senadora Republicana. As outras comissões do Senado que têm a ver com a Saúde, já tinham aprovado a proposta. O diploma em discussão é o único que cumpre todos os objectivos a que Obama laçou mãos, e que estende a cobertura aos 47 milhões de americanos que não têm seguro médico, proíbe a discriminação dos doentes crónicos e prevê reduzir os custos.

Desde Roosevelt que não se tinha chegado tão longe, o próprio Clinton não conseguiu vencer em 1994.

Os seguros passam a ser obrigatórios mas as pessoas que não têm capacidade económica terão subsídios do Estado. A grande questão é saber quem é que paga a reforma. A Câmara dos Representantes quer maiores impostos sobre as grandes fortunas, enquanto o Senado propõe novas taxas para os planos de saúde.

Entretanto, o lobby das seguradoras declarou guerra às reformas, declarando que a proposta aumentará em muitos milhões de dólares o custo do sistema. A Casa Branca declarou o documento distorcido e defeituoso!

É uma reforma que trará boas consequências a nível mundial !

ETICA E EDUCAÇÃO – 2ª PARTE (8)

ETICA E DUCAÇÃO – 2ªPARTE (8)

 c) Educação no tratamento dos problemas éticos ligados à esfera da saúde. Considerações sobre a necessidade de integração de conhecimentos ligados à saúde no âmbito da educação escolar e social

 Desde a civilização grega clássica aos nossos dias, a medicina e a ética sempre se cruzaram, mas só 2500 anos depois é que as questões do esclarecimento e da informação se colocaram no debate sobre ética médica. Em nenhum texto, desde a Antiguidade Clássica, até ao século XVIII, se ouviu falar em informar o doente. Foi nessa altura que tais questões começaram a surgir. No entanto, até meados dos anos setenta, o médico permaneceu sempre como um virtuoso, um homem que sabe e que está ao serviço do doente, pessoa fragilizada a quem a doença reduz a razão, e que se entrega de alma e coração nas suas mãos, não procurando saber, não questionando, acreditando piamente na sua capacidade de o curar.

 A medicina viveu séculos segundo o mandamento de que a saúde do doente era a lei suprema para os médicos. Hoje, a vontade do doente é a lei suprema do exercício médico. O chamado consentimento esclarecido, o consentimento após informação do diagnóstico, índole, alcance, envergadura e consequências da intervenção ou tratamento, é um direito dos doentes de hoje quando querem saber o que se passa. Mas a medicina triunfalista actual, empolgada por um admirável e quase inacreditável desenvolvimento da ciência e da técnica, mas também de um cientismo desertificante, rapidamente foi perdendo o “cuidar do doente” como objectivo central do seu interesse, começando a pôr de lado uma boa parte das imortais virtudes hipocráticas, sem as quais a medicina perde toda a sua humanidade.

 Por outro lado, a sociedade, ao invés de humanizar as leis, vai-as subvertendo no dia a dia, ao tecer a corda cada vez mais forte com que enforca cada vez melhor os mais fracos. Por isso, na educação para a cidadania, a informação do cidadão e os conhecimentos que deve possuir em relação à medicina e à saúde não podem limitar-se à sua situação individual. (Continua)

 

                           (manel cruz)

(manel cruz)

A Gripe A explicada às criancinhas

Serpente português suave

Quando o meu filho já notava o que se passava na TV, eu tirava a côr à imagem quando aparecia o “cavaleiro malboro”, em cima de um cavalo, belo, a olhar para o horizonte numa planície verde e pujante. Queria eu, com esta rude batota, dizer ao puto que quem fuma fica amarelo, não fica bonito e a cavalo.

E, sempre o que vi nos fumadores são pessoas dependentes do tabaco, com tosse, expectoração e numa fase mais adiantada amarelos e com os dentes e os lábios escuros. Por isso, e por ter esta ideia do fumo, foi-me muito fácil deixar o tabaquinho. O puto nasceu e quando veio para casa eu nunca mais fumei dentro de casa, ía para a rua, o que nem sempre me apetecia, larguei facilmente porque tive sempre associada a ideia que fumar não tinha nada de poético nem de bonito. Era um vício, ponto!

Há gajos que fazem umas poses com o cigarro mas de poético nada têm e mesmo as longas cigarrilhas das divas nunca me encantaram. Estava nesta, assunto arrumado, nunca mais fumei um cigarro, nem nunca mais tive vontade, pese embora ter uns amigos com quem janto de vez em quando e que me atiram com toneladas de fumo para cima. Mas não serve de nada, eu não gosto do fumo!

Até hoje! A Carla, com aquela escrita cheia de imagens belas, desperta-me para a poesia do cigarro, companheiro de desdita, de momentos solitários, com o fumo a ser graduado em ténue barreira que mais aproxima que afasta em momentos de pura convivência, qual nevoeiro que nos vai deixando descobrir a beleza da montanha ao sabor do capricho que ninguem comanda…

E eu vacilo nas minhas convicções, afinal há beleza, há gente bonita à luz do luar a tomar decisões dificeis e, da mesma forma que se declaram segredos eternos a um livro, tambem há quem partilhe emoções dificeis com um cigarro.

Se não fosse não gostar mesmo a serpente hoje tinha-me apanhado no seu doce silvar…

BENEFÍCIOS DECORRENTES DA CESSAÇÃO TABÁGICA

BENEFÍCIOS DECORRENTES DA CESSÇÃO TABÁGICA:

(Para Além do grande benefício da prevenção das doenças muito graves e incapacitantes descritas no post anterior, há benefícios que, ainda que menos importantes, não são de desprezar).

– O cabelo e a roupa deixam de cheirar mal.

– O hálito melhora.

– Os dentes deixam de ser amarelos.

– A pele fica melhor, com menos borbulhas.

– O olfacto e o paladar melhoram.

– Os dedos e unhas perdem o amarelecido.

– Há aumento da tolerância ao exercício, ficando com mais capacidade para o desporto, em qualquer idade.

– Poupa-se muito dinheiro:

            – Se deixar de fumar 20 cigarros por dia, ao fim de uma semana tem dinheiro para 3 ou 4 bilhetes de cinema.

– Ao fim de 1 ano pode comprar.

            – 2 cigarros por dia, uma aparelhagem de música.

            – 5 cigarros por dia, uma máquina fotográfica ou uma bicicleta.

            – 10 cigarros por dia, um leitor DVD.

            – 15 cigarros por dia, uma câmara de vídeo.

            – 20 cigarros por dia, um computador ou uma vespa.

– Além disso

            – A família vai-se sentir mais feliz.

            – O ambiente vai ser poupado, dado que é abatida uma

árvore por cada 300 cigarros, uma fábrica de cigarros usa cerca de 6,4 Km de papel por hora, e acumulam-se com o tabagismo toneladas de lixo.

Gripe, é sempre bom ler quem sabe

Um bastonário não é qualquer pessoa, representa toda uma profissão essencial em relação a este assunto (embora com membros seus a dizerem muitos dislates) e vem legitimar uma corrente de opinião muito forte que está a menorizar a pandemia de gripe. Já não se trata de pessoas com comportamentos primários, como se viu ao princípio, agora são frequentemente pessoas educadas. Até Vital Moreira, no seu blogue, veio hoje apoiar o bastonário, com a sua autoridade jurídica (ou política?).

O Dr. Pedro Nunes é oftalmologista, deve ser pouco versado em virologia ou infecciologia. Por isto, presumo que tenha pedido conselho a colegas especialistas, nos órgãos da Ordem. Se não o fez, foi imprudente. Se o fez, foi mal aconselhado.

João Vasconcelos Costa

Até às eleições podem morrer todos que não fecha nada!

Já são 43 os casos de Gripe A numa escola dos Açores, mas o Governo Regional recusa-se a fechar a escola. Quantos casos mais serão necessários?
«Avaliará diariamente» a situação, diz o Delegado de Saúde da Ribeira Grande. Ou seja, na segunda-feira, depois das eleições, voltará a avaliar a situação e aí já será, certamente, da opinião de que a escola deve fechar.
Isto é aquilo a que se chama coerência à prova da Gripe A!

A pívia prolonga a vida

Querida e perene companheira de uma vida, a pívia devia merecer um respeito que nem o PPV, nem o João e o Ricardo, lhe concedem.

Quantos problemas me evitou a dita ? Quantas doenças ? Quantos problemas “grávidos” que são os mais graves? Um gajo está em África, na flor da idade, não pode dormir porque está de faxina, com o medo incrustado nos ossos, a ouvir barulhos e segredos que só a floresta tem, e o que faz para sobreviver? Pensa em todas as amigas que deixou no liceu, mesmo as que nunca lhe deram a mais pequena excitação. E isso é pecado ? É contra a vida ?

Dizia eu, para um dos poucos gajos casados e que tinha a mulher lá com ele, porra, pá, bem sei que é preciso coragem mas agora chegas a casa encostas-te no quentinho, fazes amor, amanhã é outro dia. E o gajo é, pá, olha agora chego a casa e a mulher está a dormir, julgas que a acordo, tem ela culpa desta vida lixada? Não a acordo, fico a contar as tábuas do tecto, solitário…

E eu a perceber muito bem que o gajo tinha saudades do prazer solitário, podia pensar na mulher do capitão, ou nas catorzinhas que tinha visto essa tarde em Luanda…

Isto é matéria para conhecedores, gajos que não podiam pôr a mão no joelho da colega porque tinha que casar com ela, ou então era chamado ao director e levava uma sova do irmão mais velho . Agora vão directamente ao assunto, coitados dos rapazes ainda não se divirtiram nada e já estão cheios de problemas, têm que pensar no prazer da parceira, e se ela não se divertiu, e se ela não tomou a pílula, e esqueci-me do preservativo, e se ela não colocou o aparelho…

Com a pívia é só saúde, não há compromissos, é gente boa . Essas meninas do PPV deviam ser as mais furibundas defensoras dessa actividade intemporal porque evita muitos dos problemas que elas próprias tanto renegam.

E oferecer maços de lenços de papel, é assim tão caro? Com o logotipo do PPV !

A avaliação e o mérito nos hospitais ingleses

Os hospitais ingleses vão começar a ser financiados pelo Estado conforme o nível de satisfação de quem os procura. Espera horas para ser atendido ? É recebido com maus modos? Os médicos não lhe prestam atenção? A limpeza das casas de banho é má e a comida intragável? Sai do hospital mais doente do que quando para lá entrou?

Estes aspectos de boas maneiras dos recepcionistas, a limpeza, a qualidade dos espaços, a comida, podem render mais 4% no orçamento anual. A experiência piloto vai arrancar brevemente.

Cá no burgo, foram publicadas as novas regras de acompanhamento de doentes nos hospitais, com o objectivo de melhorar a satisfação dos utentes, o que parece ter o acordo de médicos,utentes e administradores hospitalares.

É preciso implementar uma cultura de qualidade, mas a medida do Ministério da Saúde Britânica ainda está a nos-luz da realidade portuguesa. Não temos condições imediatas para implementar estas medidas, cá isso está fora de questão, desde logo pela falta de condições das instalações.

Entretanto, há já alguns indicadores da qualidade que começam a ser coligidos e trabalhados, com vista a o financiamento vir a ser feito na base da qualidade, e aqui e ali há contratos programa na base de incentivos financeiros.

Este caminho dos objectivos, dos resultados e do mérito é imparável, não só nos hospitais mas tambem nas escolas, nos tribunais…