a soberania e os seus descontamentos. À nossa República!

a república portuguesa que nunca mais acaba de se organizar, velha como é!

….para o povo português obrigado ao empobrecimento pela cultura doutural…

O subtítulo tem dois significados. O primeiro, é simples: escrevo este texto no dia 2 de Outubro e o debate do orçamento será a 15 de Outubro deste ano de 2010.

Não sou bruxo, tenho palpites. Palpite que me diz que deve ganhar o debate quem melhor se entenda com a crise financeira que se vive na Europa, essa praga de Portugal. Como no Chile. Faz pouco tempo, começara a corrida para a Presidência da República. No tempo da ditadura, todos os partidos democratas juntaram forças para derrubarem um ditador que faleceu réu de crimes de sangue, mas faleceu réu. Nas mãos da justiça. Com a democracia restabelecida, os partidos deram aos seus candidatos poderes muito pessoais e a Concertação Social começa a diluir-ser, após o mandato de quatro excelentes Presidentes da República. Será que esta arrogância precipitada vai abrir as portas a quem sempre ficou em segundo nas presidenciais e que une todo o fascismo que governou o país durante 20 anos? Precipitações pouco esclarecidas. E a diferença entre facções é imensa. A concertação, une; o fascismo desune e mata.

Em Portugal, em carta enviada por mim ao actual Primeiro-ministro, admoesto denuncio e na parte final do texto digo que o PSD e o PS não me parecem andar de mãos

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Perguntas ao Centenário


A “república” não é para todos. Acaba de ser adquirida, mais uma viatura para os “traseiros de luxo”. Desta vez, trata-se de um Mercedes S450 CDI, ao módico preço de 134 mil Euros. Será inaugurado na próxima cimeira da OTAN e destina-se ao transporte de Durão Barroso.

O que tem isto a ver com a contenção da despesa?

Leiam mais aqui.

Não te preocupes, eu pago!


Mas se não te importares, terá de ser apenas uns 5% por mês.

O Sócrates que vai e que volta

O primeiro-ministro é, de facto, uma figura desconcertante. Sem rumo e ideias coerentes, degrada, a cada dia e aceleradamente, a imagem de político. Um dia diz isto, e no imediatamente seguinte, proclama o contrário. Brinca com a vida económica e social do país, com o mesmo à-vontade utilizado para penalizar os cidadãos mais fragilizados.

Ao contrário do afirmado à saída da AR: “Nunca me passou pela cabeça ir embora”; hoje, segundo declarações do gabinete do PM à TVI, Sócrates diz-se disposto a demitir-se se o OGE para 2011 não for aprovado.

As referidas declarações são, já por si, negativas para a imagem do País. Mas as contradições de Sócrates não se ficam pelo que dizer que vai e que volta. Hoje, segundo entrevistas ao ‘The New York Times’ e ‘The Wall Street Journal’, o Eng.º Sócrates garante que as ‘medidas de austeridade’ foram tomadas para acabar com “dúvidas dos mercados”.

E eu pergunto: “O que é que os tais mercados pensarão de todo este desconcerto de declarações?” Que Portugal é governado pela irresponsabilidade – é uma certeza, não uma dúvida.

Sócrates: “Nunca me passou pela cabeça ir embora”

 À saída do debate da Assembleia da República, Sócrates afirmou: “nunca me passou pela cabeça ir embora”. Ouvi a afirmação, assim como havia registado dias antes as palavras do PM, em Nova Iorque, a garantir a demissão do seu governo, caso o OGE não fosse aprovado; e ainda idêntico aviso reiterado pelo Ministro da Presidência, Silva Pereira, em entrevista na RTP1.

Na altura, congeminei para mim próprio: “desta vez o g. deve estar a falar verdade e, se não houver orçamento aprovado, demite-se mesmo”. Hoje, com esta tirada de ‘nunca lhe ter passado pela cabeça ir embora’, fiquei ligeiramente confuso. Sim, porque Sócrates já nem sequer surpreende, neste tipo de coisas. Confirmou-se, uma vez mais, o hábito: ainda que pareça dizer a verdade, de Sócrates deve esperar-se sempre o contrário do que profere; a não ser quando fala de impostos e mesmo assim… cuidado, muito cuidado.

Deve-se desconfiar, em especial, nos momentos em que o nosso primeiro exibe aquele ar circunspecto de um estadista dos autênticos. Para já, é uma espécie em vias de extinção e Sócrates não integra essa categoria superior de políticos.  

Revolta Total

Portugal está à beira do caos. O país pode paralisar com greves e outras formas de protesto. Os portugueses estão revoltados e exigem mudanças.

Sócrates Crabtree

Sócrates Crabtree

The “bost” of Crabtree

Lá diz o Medina: “Esta garotada…”

O repisado discurso do caos e da catástrofe de Medina Carreira cansou-me. Há muito, acrescente-se. Para cúmulo, na maioria das vezes, transmitido diante daquele olhar meio gazeado e esbugalhado do Mário Crespo, uma espécie de esfinge elegíaca da desarmonia nacional.

Todavia, do discurso, remanescem fragmentos e frases inesquecíveis. Uma das tiradas de Medina é a referência depreciativa à nova geração de políticos, em especial aos líderes José Sócrates e Passos Coelho. Descrente nas capacidades de ambos, lá vai dizendo: “Esta garotada…”.

Com efeito, até por culpa dos criticados, o homem parece estar com a razão. Estamos perante uma garotada. Um, em Nova Iorque e ao arrepio do sentido de Estado, ameaça fazer demitir o seu governo, se o OGE não for aprovado, e invectiva o rival ‘laranja’ por sua vez, este último, nos Açores, afirma que não voltará a reunir-se a sós com o líder ‘rosa’.  

Vivi conjunturas e contextos muito conturbados na vida política portuguesa – PREC, por exemplo – mas nunca sob o alto patrocínio de líderes políticos, moldados por leviandades infantis do género. No momento de crise económica e social com que o País se debate, impunha-se a Sócrates e Passos de Coelho ter comportamentos responsáveis. Mas o que pode esperar-se de gente deste tipo? Muito pouco, para não dizer…nada!

O Pesadelo de Fim-de-semana

Eu gostava de ser mosca para ouvir o Prof. Cavaco Silva a falar com a sua Maria este fim-de-semana. O Primeiro-ministro ameaça com eleições antecipadas e o Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho acaba de afirmar nas televisões que e passo a citar: “Nunca mais falo com o Sr. Primeiro-ministro sem a presença de testemunhas”.

O Primeiro-ministro estica a corda acenando com antecipadas sabendo que isso enerva o Presidente da República que nem quer ouvir falar em semelhante – seria o verdadeiro eclipse das eleições presidenciais – e Pedro Passos Coelho bate com a porta farto das aldrabices de Sócrates. Afinal a corda esticou em demasia e partiu.

Só falta saber, ironia do destino, se será Portas a salvar o Governo e por tabela Cavaco Silva. Já viram o cenário? Portas a salvar Cavaco? Nos melhores dias do Independente nem Zandinga se atreveria a prever semelhante!!!

Foi de metro, o Satanás

Vá de metro, Satanás, proposta publicitária do grande O´Neill, recusada como o entranhar pessoano da Coca Cola, virou realidade.

Num país que se pode orgulhar de ter tido um Presidente que ia de eléctrico para o despacho fica bem a um governante utilizar o metropolitano, nem que seja simbólicamente. Desconhecer o preço do bilhete, e sair pela porta reservada a “lactentes, grávidas e pessoas com mobilidade reduzida” fica bem a José Sócrates, sempre à espreita de uma oportunidade para se afirmar como chico-experto, um pequeno diabrete brincalhão.

As melhores frases de José Sócrates (VIII)

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/2vb9nG9NZq1V7AMZgvNk/mov/1
José Sócrates, o TGV e a 3.ª ponte sobre o Tejo

São políticos e analistas à portuguesa, com certeza

Olho as notícias do dia. Começo perturbado, mas acabo sereno. O ‘bloco central’ anda a circular sobre socalcos. Compreende-se. O tempo é de vindimas. Até ao terreiro da adega o caminho é sinuoso e acidentado. Uma vala funda aqui, um segmento plano acolá, e lá vai a trôpega marcha.

Aos solavancos, conseguimos, porém, chegar à Madeira e ficamos mais descansados. Vimos Sócrates e Jardim muito, muito sorridentes e cordatos. Uf! – Suspiramos e aliviados concluímos: – Se calhar vamos ter acordo orçamental. Porreiro pá!  

Chegados ao “Contenente”, o optimismo desmorona-se. Passos Coelho, a propósito da revisão constitucional, afirma querer acabar com o fim da intoxicação pelo PS. Ora esta! – exclamamos. Há momentos, na “iilha”, os outros dois estavam tão enlevados e eufóricos, e agora o Coelho está fulo com os socialistas? Apreensivos, deduzimos: – Se calhar a tensão nas relações inviabiliza o acordo orçamental. Porra pá!

Desiludidos e abatidos, resolvemos esquecer o problema. Que se lixem os gajos, o orçamento e o resto que congeminamos, mas recusamos escrever!

Com a questão posta de lado, azar o nosso, viemos parar a esta recomendação de leitura. Outra vez o maldito orçamento! – lamentámos – mas não resistimos e seguimos a recomendação. Prosseguimos na aventura e, com espanto, lemos que o economista Vítor Bento assevera: a não aprovação do orçamento não é drama nacional.

Tivemos de gritar, em simultâneo: – Porra pá, porreiro pá! Andámos a ouvir de gentes de grande sabedoria – o Prof. Cavaco Silva, o Eng.º Sócrates, o Prof. Marcelo e outros – o sério aviso de ser imprescindível o acordo parlamentar sobre o OGE para 2011. De súbito, o Bento – nunca um apelido foi tão merecido – numa penada desfaz preocupações e sofrimentos. Que se tramem a Fitch, a Moddy’s, a UE, o BCE e o agravamento das contas do Estado! Se necessário, com elevado sentido patriótico, cá estaremos para pagar mais impostos.

Temos de acreditar nas nossas elites. Somos um povo com fé e eles são políticos e analistas à portuguesa, com certeza. Não é porreiro pá?    

Eu é mais pequenos-almoços


Eu até vinha, mas tinham de me pagar, sei lá, uns 750 mil euros por cada pequeno-almoço.

Rentrée: à terceira é (possivelmente) de vez

rentrée

A rentrée, depois dos anteriores ensaios-resposta às rentrées dos outros. Com bolinhos e bolinhós para enfatizar o habitual enredo.

Dizem que o PSD deu um tiro nos pés com o voluntarismo da revisão constitucional. Terá facilitado a argumentação mas creio que não tenha sido assim tão decisivo para os discursos proferidos. Quanto a mim, se não tivesse sido esta  tagline, outro assunto acabaria por servir de suporte à tese "nós bons, eles maus". Porque no mundo dos sound bites não importa a relação com o real. Tal como nos romances históricos, basta uma ficção com pontes para algo que tenha ocorrido.

Para este ano temos a história do "João Sem-Medo", que vai apresentar um orçamento salvador do SNS, da educação e do Estado social. Um filme onde as cenas cortadas são as escolas fechadas, os centros de saúde fechados, a redução dos apoios sociais e a guerra sem quartel com os professores para conseguir cortes salariais.

Sócrates não esquece quem o serve

 

Governo reafirma confiança em Pinto Monteiro.

Claro que não estás surpreendido, és Deus, estás em todo o lado e sabes de tudo antes de nós

«Sócrates é como Deus nosso Senhor, está em toda a parte»

“Compreendo que Sócrates fale de ‘campanha negra’”

José Sócrates começou por dizer que recebeu sem surpresa o fim da investigação do caso Freeport.

Deus ex machina

film strip - Deus ex machina

A notícia: «Sócrates é como Deus nosso Senhor, está em toda a parte», no Diário Económico.

Imagem de fundo: Deus ex machina.

Adereços

Esta imagem vinha na home page do Público on line de ontem. Não estariam a pensar em Sócrates e, inadvertidamente, trocaram os adereços?

Também tu, Sócrates?

Sim, tal como Sócrates: “Sócrates destacou a importância da flexibilidade laboral na Auto Europa, destacando que é com flexibilidade que se defende as empresas e o trabalho“, subscrevo a tese e sim, sou favorável a que na Saúde tal como na Educação os serviços sejam pagos por quem pode para que possam ser totalmente gratuitos para os que não podem. Isso é justiça social, o resto é oportunismo eleitoral e cegueira sindical.

Meu caro José Freitas, não se pode avançar com a mudança necessária na sociedade portuguesa sem escorraçar da CRP as teias de aranha e todos os articulados que são um óbice ao desenvolvimento justo do país. Como o dinheiro não nasce nas árvores e com as finanças falidas só lá vamos com medidas drásticas onde aqueles que podem pagam para que os restantes possam usufruir sem custos.

Seria bem mais simples o silêncio de Passos Coelho nesta matéria; seria bem mais oportuno e oportunista ficar quieto e calado à espera que o poder lhe caia no colo. É essa a tradição na política pátria. Eu prefiro desta forma, falando verdade, com risco e com rasgo. Assim todos sabemos ao que vamos e para onde vamos. É só escolher: quem preferir as coisas como estão, vota Sócrates. Quem acredita que o Estado tudo deve suportar sem contributo de quem pode e a economia nacionalizada sempre pode escolher entre Louçã e Jerónimo.

Para os que acreditam que não há almoços grátis, a escolha é óbvia.

Zangam-se os compadres…

As relações entre o Primeiro Ministro e o Dr. Mexia já tiveram melhores dias. Uma compra de tecnologia de muitos milhões a uma empresa estrangeira, sem contrapartidas para o cluster nacional, azedou o Engº Sócrates. E desta vez com razão. O Dr. Mexia anda em roda livre, investe milhões nos US e no Mar do Norte, nada lhe importando que o cluster que nasce em Viana do castelo, seja um pilar essencial da estratégia de modernização do país.

Acresce que esse dinheiro investido lá fora, faz falta cá dentro, e uma empresa pública monopolista que pratica preços superiores à média europeia, não pode utilizar o “cash flow” assim obtido fazendo de conta que não tem nada a ver com as políticas do governo. Até porque deve grande parte desse dinheiro ao facto de estar encostado ao governo e operar num mercado que não encontra em mais lado nenhum. Monopolista com preços ao consumidor mais caros e gozando da cobertura do Estado.

Eu gostava era de ver estes gestores armados em gestores internacionais, investir com o dinheiro deles, dos próprios, isso sim, seria caso para admirar. Aposto que telefonava primeiro ao primeiro ministro, não fosse o seu (dele) dinheiro desaparecer com o vento dos aerogeradores que compra lá fora sem cuidar do interesse nacional.

O fantasma neoliberal

film strip - fantasma neoliberal

A notícia: «PS disposto a bater o pé na revisão constitucional», no Público

Razões para ocupar o poder!

Cavaco Silva não toma medida nenhuma, deixa andar para não desagradar a ninguem. Tem uma razão para ocupar o poder. A reeleição!

José Sócrates, vê a novela do processo “Freeport” chegar ao fim, já não tem razões para ocupar o poder, pode ir embora, mas não há quem queira substituí-lo. Uma chatice de todo o tamanho!

Paulo Portas, vê os processos dos Submarinos e do Portucale aproximarem-se a grande velocidade, está  na altura de ocupar o poder, já mostrou a ansiedade, a proposta está aí. CDS para o poder com o PS , mas sem Sócrates! Vai ter que esperar ou convencer Passos que, como ainda não passou pelo poder, não tem razões para ter pressa, e a crise não acabou, para quê a pressa?

E o país? Haverá alguem com razões para ir para o governo para tratar do país?

O oásis, novamente

film strip - oásis

A notícia: «Sócrates confiante nas reformas e medidas de austeridade», pela Lusa, publicada no DN.

E se lá tivesse ido falar portunhol?

film strip - tango

«Sócrates: críticas de Passos Coelho em Madrid não honram “boas tradições da política portuguesa”», no Público

Uma carta que devia ser a última

Novamente, a 2ª derivada

"Temos sinais claros que o crescimento do desemprego abrandou", Sócrates citado pelo i.

Não foi o desemprego que abrandou, mas sim o crescimento do desemprego, segundo Sócrates. Isto é, o desemprego continua a crescer, mas a um ritmo menor. Devem ser boas notícias, mas não se vê onde.

O problema de quem pretende mistificar a realidade é que acaba por perder credibilidade. A atitude correcta seria focar o discurso nas soluções para os problemas, em vez de os procurar disfarçar.

E hoje não se fala noutra coisa na bloga…

…a não ser no já famoso baralho de cartas (Abrantes Playing Cards) do ANL!

O duque de espadas e o de paus já são conhecidos.


Mário Soares entre o PS e Fernando Nobre

Mário Soares não é de perdoar, longe disso, há muito que se sabe, um a um foi afastando quem se intrometia no seu caminho, incluindo “compagnons de route” de há muito tempo.

Agora a questão já não é entre Alegre e Nobre, é entre o PS e Nobre, Alegre já não conta para Soares o que não quer dizer que não dê a volta, mas vai manter-se nesta posição ambigua desgastando Alegre. Hoje apareceu com Nobre elogiando o discurso e o homem mas não dando apoio explícito, fica há espera do PS, sabe que há gente no PS que não está com Alegre, por isso só joga as cartas quando perceber o que vai acontecer no PS!

A sua candidatura de há quatro anos contra Alegre e com o apoio do PS redundou num fiasco e numa humilhação que Soares não esquece, vai contar os apoios e depois vai jogá-los quando se colocar a questão da substituição de Sócrates.

As SCUTS do SCROTES

Afinal o PSD não negociou nada com o PS quanto às SCUTS. O PS do Sócrates sempre que pode mente com os “chips” todos! Perante uma trapalhada das antigas, com o Norte em peso a “levantar-se”, o PS já está a sacudir a água do capote e a atirar as culpas para o parceiro que, estúpido, se vai deixando enredar na governação que não lhe pertence.

O Relvas, porta-voz, já veio dizer que o vice-presidente, Marco António (que raio de nome) não negociou nada quanto às SCUTS, pelo que se trata de uma estratégia do PS esta de meter o PSD ao barulho. Mas o PSD não sabe que o Sócrates sempre assim fez e sempre assim fará?

E, então, vamos ter SCUTS no país todo ou pura e simplesmente vamos continuar a pagar fazendo de conta que ninguem paga e é tudo à borla? Utilizador/pagador ou utilizador/contribuinte?

E quanto aos “chips? Vamos ter alternativa ou vamos todos ser perseguidos pelo “grande irmão”? Ainda por cima temos que o comprar o que não deixa de ser irónico, é o que se chama juntar lenha para nos queimarmos.

O pior é se o PS recua e já não temos uma manifestação grandiosa com o Norte na rua. Sócrates , valente, aguenta-te, que não seja por isto que fiques conhecido pelo “Sócrates das scuts”!

Café Central – O Tango ‘Mano a Mano’

José Sócrates é um político cercado por desventuras, uma das quais confessada, mas falsa: a solidão, por falta de parceiro da oposição com quem dançar o tango. Passos de Coelho, lembre-se, reagiu e afirmou publicamente estar indisponível para tal dança.

Desde a reabertura do ‘Café Central’, quem quis percebeu que o discurso de ambos é melífluo e simulado. Até porque, eles e respectivas tribos são impotentes para contrariar as ordens de Bruxelas, sob a poderosa batuta do par Merkel – Karkozy; com notória ascendência da alemã.

Ontem, conforme testemunho do Diário de Notícias, e da imprensa em geral, rosas e laranjas aprovaram na Assembleia da República o chamado PEC II; não, sem que antes essa pesada figura do ‘Cavaquistão’, Fernando Ruas, tivesse forçado o Ministério das Finanças a prescindir de controlar a admissão de trabalhadores por parte das autarquias.

Todavia, outras perversidades resultaram do acordo parlamentar entre PS e PSD: (i) efeitos da retroactividade do IRS aplicado aos rendimentos dos cidadãos; (ii) a isenção da redução das retribuições de assessores e todo um punhado de contratados políticos.

Os contributos para a crise assentam, em grande parte, no esforço do cidadão comum – assalariados do Estado e de entidades privadas, pensionistas vulgares (há os invulgares!) e desempregados. Os políticos, certamente a contragosto e por vergonha, lá contribuirão com 5% das respectivas retribuições, ao contrário dos tais assessores e contratados.

Com reclamações das minorias de direita e de esquerda, as tribos do ‘Café Central’ brindaram a aprovação do PEC II com ‘espumante da Bairrada’ – os tempos vão maus para ‘Moët et Chandon’ ou outros champanhes de renome. E, assim, no átrio do ‘Central’ os cabeças de cartaz, José e Pedro, dançaram mesmo o ‘Mano a Mano’, cujo último verso reproduzo:

“p’ayudarte en lo que pueda cuando llegue la ocasión’.

E ao José e ao Pedro não faltarão ocasiões para nos tanguear. O resto é conversa fiada.