E o urso sou eu?!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Se não foi vender dívida foi fugir da campanha eleitoral. Ou as duas, pela ordem que se preferir.
José Sócrates foi vender carros eléctricos a um dos maiores produtores de petróleo. Imparável, soube de fonte segura, de seguida vai vender frigoríficos no Pólo Norte. Isto depois de vender as dívidas, que os anéis já se foram.
política do PS sobre educação
Senhor Primeiro Ministro. Com respeito mas com firmeza
A frase que intitula este texto acabou por ser famosa quando escrevi uma carta aberta à anterior Ministra da Educação. Era minha para ela. Mas, desta vez, a frase continua a ser minha para ser usada por si.
É sabido que governa em minoria e de todo não tem tido nenhuma ideia sábia na nomeação dos ministros do Ministério da Educação. O que aconteceu que a anterior ministra, já é parte da História, nem vale a pena lembrar mais, está em todos os blogues, sítios da Internet, da nossa curta cadeia de comunicação. Era mais fácil e rápido telefonar e dizer-lhe as minhas palavras. No entanto, a palavra escrita perdura, enquanto as faladas as leva o vento, ou são manipuladas ou esquecidas. O respeito e a firmeza não são palavras minhas para si. É uma frase para o Senhor Primeiro-Ministro nunca esquecer: respeito pelos seus eleitores e firmeza nas suas decisões. [Read more…]
O Banco de Portugal iniciou a semana com a publicação do Boletim de Inverno, com as projecções para a ‘Economia Portuguesa: 2010-2012’. As notícias são naturalmente insatisfatórias. No que respeita ao PIB para 2011, por exemplo, prevê um decréscimo de – 1,3%. Também, na área do emprego, estima a eliminação de postos de trabalho: 49.000 em 2011, 9.800 em 2012; ou seja, mais 58.800 desempregados até ao final de 2012, sem compensação do lado do emprego.
Ao negro cenário esperado, o BdP adianta ainda a recomendação de “reformas no mercado trabalho”, cujo desfecho social facilmente se deduz: acelerar o desemprego e a precariedade das relações de trabalho.
Deixo, por ora, o teor do boletim citado e a mais do que possível hipótese de, em algumas áreas, as previsões macroeconómicas se revestirem de credibilidade e legitimidade. Ocorre-me apenas questionar se este era o momento mais apropriado para o Banco de Portugal divulgar as projecções em causa. Não poderia adiar para o fim-de-semana a publicação do Boletim de Inverno? Lanço esta pergunta, tendo em consideração o interesse nacional autêntico; não do governo ou de qualquer partido da oposição. E a questão ainda mais pertinente se torna, caso se tenha em consideração que os juros do financiamento externo são suportados, como se sabe e de que maneira, pelos cidadãos em geral. [Read more…]
Cerca de 700 residentes nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã estão hoje em Lisboa. Vão cantar as janeiras a José Sócrates, protestando contra o abandono das obras da Linha da Lousã.
Em poucas palavras: encerraram-nos o comboio, e agora não querem construir nem um milímetro do metro de superfície que o deveria substituir.
Nada de novo, portanto.
O governo “socialista” de José Sócrates acaba de consumar mais um acto de injustiça social, como é reconhecido por António Arnaut, co-fundador do Partido Socialista, em 1973, a quem é atribuída a criação do SNS – Serviço Nacional de Saúde.
Através de portaria do Ministério da Saúde, a partir de 1 de Janeiro de 2011, os desempregados e pensionistas com rendimentos superiores a 485 euros, incluindo os rendimentos de juros de poupanças, elevadas ou limitadas, depositadas a prazo, perdem o direito ao benefício de taxas moderadoras. Portanto, terão aumentados os gastos em medicamentos e serviços médicos prestados no âmbito do SNS.
Segundo o jornal Público, cerca de 60 mil desempregados beneficiam de subsídio superior a 685 euros. Todos estes serão, portanto, alvo da injusta medida. Todavia, o número de vítimas é significativamente ampliado por outros desempregados e, em especial, pela população de pensionistas. É conveniente lembrar que, entre estes últimos, existem inúmeros doentes crónicos com dificuldades financeiras que, a despeito das taxas moderadoras de que beneficiavam, já se confrontavam com avultadas despesas regulares em medicamentos. Segundo testemunho, ao alcance de qualquer cidadão, é comum assistir em farmácias ao lamento de quem não dispõe de dinheiro para a totalidade da receita: “Uma vez que só tenho 20 euros, quais os medicamentos da receita que acha indispensáveis comprar?”. Enfim, histórias tristes de uma pobreza que, em vez de ser combatida, se expande.
Grande Presidente que agora sai do seu posto , deixando uma grande obra feita no Brasil!
É admirável tirar 30 milhões de pessoas da pobreza, fazer entrar outros tantos na classe média, sem revolução,nem massificação,nem radicalismos, e conseguir tantos objectivos sociais em 8 anos! Ele conseguiu na América do Sul impôr valores da social democracia, que aqui na Europa parecem estar moribundos.
Os nossos líderes têm muito a aprender com este Homem, que não é Dr. nem Eng., um ex operário e sindicalista ,mas soube encarnar as esperanças de um Povo, e falar -lhe directo e verdade,sempre que foi preciso.Esta é a fibra dos grandes lideres,com ética, e que quando acreditam que é necessário atingir um objectivo social ,sem pôr em causa a estabilidade social , sabem transmitir esse objectivo ao Povo que o escuta .
Espero e desejo que Sócrates, que agora vai ao Brasil para assistir à tomada de posse da Presidente Dilma,uma mulher à frente de um grande estado possa aprofundar as nossa relação com este país, em beneficio de ambos, e da CPLP que deve ser um grande desígnio nacional. Só temos todos a ganhar com isso.
Sócrates que é um resiliente, se quiser voltar a vencer- e de que não se vê alternativa no partido,sendo Antonio Costa uma reserva que não pretende avançar- tem de fazer grandes mudanças no discurso , e ouvir muito bem Lula ,e quiçá também Dilma. Esperemos que traga novidades em termos de compra da dívida soberana,e de importações-exportações .
Entretanto, Portugal tem de ultrapssar as barreiras dos nacionalismos estéreis, entender- se bem a nível Ibérico,ultrapassar os indidualismos pessoais, de classe ,ou corporativos,que não se justificam neste tempo de crises. [Read more…]
A hipocrisia é um lugar geométrico – ou geográfico, Ricardo? – de convergência dos políticos, ornamentado de demagogia e de cínicos sentimentos. Recado para lá, recado para cá, a controvérsia, ao longo do ano, é mero instrumento ficcional da chamada política activa, ou da “realpolitik”. A despeito de quererem mostrar-se diferentes, a verdade é que pensam e agem com iguais propósitos de fustigar a malta: manter o poder e exercer influência sobre as nossas vidas – passo a passo, mais dificultadas.
O Natal, uma efeméride gradualmente diminuída de sentido estritamente religioso, é o tempo de ‘votos e presentes a terceiros, companheiros ou adversários’; para os políticos, é ainda a época certa para erodir polémicas. Deixando no ar, todavia, o móbil do interesse comum que os move: manter e desfrutar os benefícios do poder. [Read more…]
Há anos que o acordo para aumentar o salário mínimo para 500 euros, em 2011, estava assinado. Não havia qualquer motivo para pô-lo em causa, mas o militante do PS João Proença decidiu dar uma mãozinha ao seu camarada José Sócrates. E de forma vergonhosa, aliou-se aos patrões na miserável subida de 10 euros por mês a partir de Janeiro. Estava decidido que seriam 25, mas João Proença, José Sócrates e patrões foram descaradamente, mais uma vez, ao bolso dos trabalhadores. Os mesmos de sempre.
Será um aumento de 33 cêntimos por dia. Bem, sempre dará para 2 pães. Só apetece perguntar o que anda a fazer no mercado uma empresa que não consegue pagar mais 25 euros por mês aos seus funcionários.
Ainda em 2011 chega aos 500 euros? Não acreditem nisso. A verdadeira máquina de mentir que se chama José Sócrates arranjará um Proença qualquer para inventar mais uma patranha e adiar o inadiável.
Já agora, que mal pergunte: os milhares de funcionários públicos que recebem o salário mínimo vão voltar a ganhar, como acontecia até há bem pouco tempo, menos do que os trabalhadores privados?
Em resposta ao Daniel Oliveira, ainda sobre o Wikileaks, a Isabel Moreira disse que o Primeiro-Ministro e o Ministro dos Negócios Estrangeiros não são mentirosos.
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A sério, disse mesmo. Mas ainda não consegui parar de rir.
O El País confirma via Wikileaks: o governo português autorizou em 2007 a passagem por Portugal dos voos da morte, de “repatriamento” de prisioneiros de Guantanamo para os seus países de origem, onde na altura foram torturados e em seguida desapareceram.
Além de cúmplices destes assassinatos são mentirosos, o que não sendo novidade neste caso passa todos os limites. Ouça:
Para quem não percebe espanhol: os Estados Unidos agradecem a José Sócrates por ter permitido utilizar a Base das Lajes para repatriar os presos de Guantanamo. Algo que até hoje nunca tinha sido tornado público.
Ainda não é desta que se demite?
Nos tempos de Guterres em S. Bento, numa altura em que Ana Benavente andava pelo Ministério, o Governo introduziu mudanças no currículo, tornando as escolas espaços menos disciplinares, mas mais curriculares.
Acabou, entre outras coisas, com as aulas de 50 minutos e introduziu as aulas de 90 ou de 45 minutos. Introduziu também três novas áreas curriculares não disciplinares: a Formação Cívica, o Estudo Acompanhado e a Área de Projecto.
Sobre estas duas últimas, importa agora reflectir um pouco na medida em que o Governo, no âmbito da cultura do défice, se prepara para as extinguir.
A Área de Projecto visa, de acordo com a Lei, ” a concepção, realização e avaliação de projectos, através da articulação de saberes de diversas áreas curriculares, em torno de problemas ou temas de pesquisa ou de intervenção, de acordo com as necessidades e os interesses dos alunos.”
Era trabalhada no primeiro ciclo pelo professor titular da turma, no 2º por um par pedagógico de professores da turma e no terceiro apenas por um professor da turma.
Muito se poderá escrever sobre as suas possibilidades, sobre os seus méritos ou até sobre a sua dispensabilidade… Uma coisa é mais ou menos aceite por todos: a área de projecto nunca o chegou a ser, de facto. Começou por ser uma espécie de área escola, nos últimos tempos foi tomada de assalto por todo o tipo de trapalhadas (planos de leitura, educação sexual, educação x ou projecto y…) Área de Projecto? Nem vê-la.
Nas salas de professores era comum dizer-se que não servia para nada e que poderia ser extinta.
Bem, ao que parece, o Governo está de acordo.
Pela minha parte, enquanto professor com experiência na área diria: a generalidade do trabalho em área de projecto é mal feita e por isso o seu fim mereceria o meu acordo.
Mas, acho que a Escola Pública necessita de um espaço deste tipo desenvolvido com qualidade. Sou pela continuação da Área de Projecto.
E porquê? Porque em contexto de área de projecto tem sido possível fugir da dimensão curricular e académica da escola. É onde conseguimos implementar um processo pedagógico com base nos projectos, é onde podemos articular (de facto) aprendizagens diversas, é onde podemos mobilizar competências em torno de uma ideia, de um conceito, de uma dificuldade. É, sem margem para dúvidas, a área escolar que mais aproximava a escola do mundo exterior.
É central e essencial numa escola de qualidade.

O sr. Primeiro veio, acompanhado do sr. Rodrigues e da Sra. Ministra, ontem a público apresentar os resultados obtidos pelos alunos Portugueses nos testes de PISA 2009 (OCDE).
Tirando a demagogia já notada por Mário Nogueira à comunicação social, ficam duas ou três notas interessantes:
– Sócrates quer ter como suas e da Senhora Ex-Ministra da Educação, as glórias dos resultados. Apetecia perguntar se não seriam eles também responsáveis pelos de 2006?
– Em função da resposta óbvia à pergunta anterior, poderíamos argumentar, mas a “sua” entrada no poder (2005) consegui ser tão eficaz que já produziu resultados em 2009? Mas… na Educação, os resultados não acontecem a médio, longo prazo?
– Se a única parte do Estatuto que entrou em vigor, foi a parte que corta a carreira dos professores; Se, da Avaliação, a única parte que entrou, foi a da confusão e a da burocracia, que diabo fizeram os seus governos para melhorar os resultados?
A verdade factual é esta: no auge da luta e da acção de rua dos Professores, foi possível obter os melhores resultados nestes testes. A prova que faltava para mostrar que a luta foi pela Escola Pública!
«Sócrates diz que situação económica é ‘obsessão’ dos jornalistas» (Sol). Interrogava-me quem eram afinal esses “mercados”. Agora já sei. Trabalham nas redacções e emprestam dinheiro. Devem ser os da RTP. Ouvi dizer que ganham bem.
Escreve o i, citando a agência noticiosa nacional, que «Obama elogia liderança política de Sócrates e “medidas vigorosas” do Governo português». Vigorosas. Note-se que não foi dito correctas.
Houve um primeiro-ministro, a que já chamaram o Menino de Oiro do PS, que em tempos se gabava de reduzir o défice e de o fazer sem desorçamentação e sem receitas extraordinárias. Recordando uma conhecida frase de Lincoln, se é possível enganar todos durante pouco tempo, também é possível enganar poucos durante muito tempo. Mas não é possível enganar todos durante todo o tempo. E a verdade veio à superfície.
O facto de sermos governados por obtusos e asininos políticos, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária, agora com o arquivamento do processo de classificação.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os engenheirozecos que hoje mandam no país, os mesmos que fazem licencias manhosas e que fazem projectos de sarjeta! [Read more…]
Quem nos disse que já sabia o que nos ia acontecer? Todos e mais os outros!
Há muitos meses, anos até, que se ouve nas ruas, nas mesas de café, com vozes baixas e medrosas mas também em frases inflamadas e ditas bem alto, a revolta surda das gentes anónimas. E no entanto… !
Em nenhum momento o povo Português teve qualquer tipo de dúvida (excepto os mandantes deste pobre País e também os que querem vir a sê-lo, mas esses não pertencem ao povo) de que a Justiça em Portugal não funciona nem funcionará tão cedo, de que ninguém irá para a cadeia no famoso caso Casa Pia, da mesma forma que as dúvidas não existem sobre o mesmo desfecho em qualquer dos grandes casos de Justiça que ainda hoje correm nas barras dos tribunais. [Read more…]
As notícias para Portugal não poderiam ser mais negativas e preocupantes. O ‘Económico’, por exemplo, apresenta o seguinte título:
FMI aponta falência “quase certa” de Portugal
Económico
05/11/10 09:21
Reconhece o FMI que Portugal está ser empurrado para o abismo pelos mercados – sempre os tais mercados – onde operam investidores e especuladores. No caso concreto, não consigo descortinar o que distingue os primeiros dos segundos. Os resultados para o país, vindo de uns ou de outros, não são exactamente os mesmos? Ou seja: os juros da dívida pública a subir em flecha, atingindo 6,715% ao princípio desta manhã.
O FMI até reconhece que as medidas introduzidas no orçamento são significativas, dando a ideia de ser incoerente a reacção dos mercados. Eu tenho opinião diferente: a incoerência é da União Europeia e do BCE, sob a batuta da Sra. Merkel e do Sr. Sarkozi, que impedem a intervenção directa do banco central do ‘euro’ no auxílio à dívida pública de países em dificuldade. Mas também há responsabilidades do FMI que, não agindo, é cúmplice da espúria intervenção dos tais investidores. Ao invés, encoraja. Sim encoraja, porque sabendo da inevitabilidade de Portugal ter de recorrer ao ‘Fundo de Emergência Europeu’ e ao FMI, os tais investidores e especuladores estão certos de ser reembolsados com o benefício de juros elevados. É a conhecida prática da agiotagem.
Por tudo isto e toda a série de desgraças que por aí vêm, aproveito para expressar cínicos, sinceramente cínicos, agradecimentos, em particular, ao Prof. Cavaco Silva, ao Eng.º António Guterres, ao Dr. Durão Barroso e ao Engenheiro Técnico José Sócrates. O processo da degradação da situação económica e financeira de Portugal desenvolveu-se ao longo de quase 4 décadas. Obrigado, pois, pelas obras de fachada: CCB, Expo98, Mercados Abastecedores, 10 Estádios de Futebol, cerca de 3.000 km de auto-estradas e por aí fora. Obrigado por tudo isto e ainda pelo enriquecimento de ex-governantes: Armando Vara, Jorge Coelho, Dias Loureiro, Arlindo de Carvalho, Oliveira e Costa, Mira Amaral e não sei quantos mais. Obrigado por toda esta trampa. O povo, o bom povo por vós amestrado, já começou a pagar a conta da vossa irresponsabilidade e incompetência. Que se vai agravar. Mas esse bom povo também tem que vos repudiar, em vez de eleger.
Desde que tomou posse pela primeira vez, em 12 de Março de 2005, José Sócrates terá mentido perto de 15 milhões de vezes.
As contas são fáceis de fazer. À razão de 5 mentiras por minuto (mesmo quando está a dormir), temos 300 mentiras por hora e 7200 mentiras por dia. Ao fim de um ano, são 2 680 000 as mentiras contas. Ao fim de 5 anos e meio, bom, é fazer as contas.
Estes números não contabilizam a entrevista de hoje à TVI (a primeira desde que conseguiu livrar-se de Moniz e Manuela), porque o sistema de contagem de mentiras do Aventar simplesmente não aguentou.
A notícia: «José Sócrates reiterou que o OE para 2011, em negociações hoje na AR, "defende" e "abriga" o país da "turbulência" e das "tempestades financeiras"», no Expresso

Álvaro Maia Seco foi candidato do PS a presidente do município de Coimbra nas últimas eleições. Demite-se agora da presidência da Sociedade Metro Mondego, após perceber pelo orçamento-geral do estado que esta vai ser extinta e entregue à REFER (accionista com 2,5%).
O Metro Mondego (MM) é uma obra estruturante para Coimbra, nisso estão de acordo de resto todos os partidos. Sucessivamente adiado, o Milímetro coimbrinhas viu as suas obras arrancarem no início do ano com o levantamento dos carris do antigo Ramal da Lousã, um comboio suburbano por enquanto substituído pela boa e velha camionagem, com todos os atrasos, complicações e custos inerentes.
Além dos carris levantados a Baixa de Coimbra foi esventrada com demolições, preparando a passagem de um metropolitano de superfície que não chegará.
Álvaro Maia Seco acaba de perceber o óbvio: enquanto Sócrates for chefe do governo em Coimbra não haverá uma única obra pública, um investimento fraco que seja (ironia das ironias, a delegação do Ministério da Economia que Manuel Pinho enviou para Aveiro, prejudicando sobretudo Leiria, volta agora onde estava já que vai ser integrada na Comissão de Coordenação do Centro e esta ainda não foi deslocalizada para a serra da Estrela). Para Coimbra não virá nada, nada, nada, mesmo que a desculpa seja a poupança e a realidade deste caso seja um largo aumento da despesa.
Amaldiçoarás o lugar onde foste infeliz, é o mandamento de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Ora nós não temos culpa das suas infelicidades pessoais ocorridas entre 1975 e 1979 enquanto estudante do ISEC.
Imaginem que tinha ido estudar para Lisboa e toda a gente reparava nisso.
Passo a passo, a proposta de OGE do governo de Sócrates vai-se perfilando no horizonte dos portugueses. Trata-se, efectivamente, de perspectiva medonha para centenas de milhares de famílias. A ser viabilizada, grande parte dos cidadãos viverão 2011 como o “annus horribilis” do pós-25 de Abril – e vá lá saber-se quantos anos mais se seguirão. Ou então, o FMI o ditará. Estamos encurralados, sem cápsula que nos retire do aterro.
Sócrates e as suas equipas conduziram o País a situação muito complexa, em resultado de lemas de incompetência e de falta de honestidade política – fiquemos por aqui. Hoje, a credibilidade internacional de Portugal está, de facto, deteriorada, como alegam os nossos banqueiros. Todavia, estes omitem terem sido dos principais impulsionadores da crise financeira com que nos debatemos. Convém lembrar-lhes o fortíssimo protagonismo na estruturação dos chamados ‘consórcios’ para obras faraónicas, em simultâneo com a destruição do tecido económico; ou seja, as políticas seguidas desde Cavaco Silva. Sócrates acabou por desferir o golpe fatal e diria inevitável, mesmo que o PSD renuncie.
Regressemos, entretanto, à proposta governamental do OGE. Por ora, detenhamo-nos, apenas, na redução das deduções de despesas de educação no IRS . Esta “simples” medida constitui outra mácula do ataque disparatado ao sistema educativo, já vitimizado pelas ‘Novas Oportunidades’. O jornal ‘Público’, em título, ainda chegou a anunciar o aumento do IVA dos livros de 6% para 23%. Se assim sucedesse, seria mais um atentado ao papel da literatura na formação cultural dos portugueses, em acréscimo ao que já se verifica nos programas escolares e é denunciado por Maria do Carmo Vieira em “O Ensino do Português”.

o nosso futuro se as meddidas de austeridade avançam....
Bairro da Grande Lisboa, com prédios novos no fundo e bairros de lata ao pé para se sustentar dos trabalhos que resultam das construções dos prédios.
Queiram desculpar, mas sinto-me perdido. Por acaso moro num sítio de Portugal com imensas e evidentes desigualdades. Por acaso. Não encontrei outra casa no dia em que apareci em Portugal, tantos anos já, que até fui feito português, o que agradeço.
O que não agradeço nada, são as diferenças sociais, esses desencontros entre as pessoas: diferente classe social, diferentes saberes, hábitos de bisbilhotice, outros de solidariedade.
Pobreza e riqueza vivem juntas. Trabalho e falta de postos de trabalhos. Elegância e pobreza impossível de disfarçar. A arquitectura tem uma linguagem que explica que Portugal é um país classista. Há os que podem ter folga monetária, e há os que nada têm; há os que têm a esperança de um dia ter e os que sabem que esse dia nunca pode aparecer.
Há também os que moram em bairros de lata e os que possuem tantas casas, que têm que inventar sítios para se entreter além das contabilidades a que estão obrigados para calcular entradas e gastos, para um melhor gerir da sua riqueza, saber onde ir cobrar rendas e melhorar as suas posses.

a república começou perturbada e hoje continua conturbada
…com a colaboração de Graça Pimentel e Eduarda Fernandes…
Não consigo esquecer duas frases, talhadas na minha memória desde o dia que troquei a minha Universidade Britânica pela Universidade de Lisboa, o ISCTE, hoje Instituto Universitário de Lisboa. Essas ideais talhadas eram, primeiro, que o 5 de Outubro era uma festa Nacional, mesmo em dias de tormenta como hoje, em que o povo se regozijava por sermos um país livre e soberano, garantida dada pela Constituição do Estado, cada vez mais avançada para proteger a soberania que o povo depositava nos seus governantes eleitos por sufrágio universal. Havia tanta coisa a fazer dentro da República para a eelevar à estatura de outras nações da Europa, republicanas ou monarquias. O 5 de Outubro era sempre o 5 de Outubro, com festas e alegrias.
Mas uma segunda ideia talhou o meu pensamento: Portugal não era apenas esse sol quente do verão e o frio do inverno, com neve, às vezes, até em Lisboa. Essa proeza de construir uma nação, passava por construir o que a monarquia de Bragança, em mais de trezentos anos de reinado, nunca fez: construir indústrias transformadoras da imensa riqueza que o Universo tinha oferecido à República. Bem sabemos que o marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo (Lisboa, 13 de Maio de 1699 — Pombal, 8 de Maio de 1782) casado com uma alemã, tentou enquanto era secretário de Estado do Reino durante o reinado de D. José I (1750–1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa. As suas visitas ao estrangeiro, a sua observação da construção de indústrias manufactureiras e transformadoras de matérias-primas na Grã-Bretanha, na Alemanha e na Suécia, resultantes da Revolução Industrial, levaram-no a pensar que Portugal podia construir uma riqueza semelhante. Começou por construir Escolas Politécnicas, para os operários executarem com saber o seu ofício e acumular riqueza investidas em indústrias. Para nossa infelicidade, prevaleceu a preguiça de Reis, Marqueses, Barões, enfim, dos proprietários das terras, aliada ao pensamento que seria sujo e desalmado desfazerem as suas lindas terras, o acusaram-no de espoliador, sendo assim que de Ministro do Rei foi para a cadeia e, a seguir, confinado às suas terras de Pombal.
A falta de Indústrias transformadoras causaram um recuo de centos de anos no desenvolvimento da, hoje, nossa República Portugueza (não é gralha, é como se escrevia nesses tempos o nome da Nação, habitada por portuguezes).

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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