Crato cumpriu, Crato implodiu

Por Santana Castilho

Em 17 anos de exames nacionais, dos 39 que já leva a democracia, o país nunca tinha assistido a tamanho desastre. A segunda-feira passada marca o dia em que um ministro teimoso, incompetente e irresponsável, implodiu a cave infecta em que transformou o ministério da Educação. A credibilidade foi pulverizada. O rigor substituído pela batota. A seriedade submersa por sujidade humana. Viu-se de tudo. Efectivação de provas na ausência de professores do secretariado de exames, com o correlato incumprimento dos procedimentos obrigatórios, que lhes competiriam. Vigilantes desconhecedores dos normativos processuais para exercerem a função. Vigilantes do 1º ciclo do ensino básico atarantados, sem saber que fazer. Examinandos que indicaram a professores, calcule-se, que nunca tinham vigiado exames, procedimentos de rotina. Exames realizados sem professores suplentes e sem professores coadjuvantes. Exames vigiados por professores que leccionaram a disciplina em exame. Ausência de controlo sobre a existência de parentesco entre examinandos e vigilantes. Critérios díspares e arbitrários para escolher os que entraram e os que ficaram de fora. Salas invadidas pelos “excluídos” e interrupção das provas que os “admitidos” prestavam. Tumultos que obrigaram à intervenção da polícia. Desacatos ruidosos em lugar do silêncio prescrito. Sigilo grosseiramente quebrado, com o uso descontrolado de telefones e outros meios de comunicação eletrónica. Alunos aglomerados em refeitórios. Provas iniciadas depois do tempo regulamentar.
O que acabo de sumariar não é exaustivo. Aconteceu em escolas com nome e foi-me testemunhado por professores devidamente identificados. [Read more…]

A bandalheira do exame de Português

Quem dá aulas numa escola secundária sabe como são aquelas reuniões intermináveis – dezenas de professores numa sala abafada – em que nos dão a conhecer, pela enésima vez, a Norma enviada pelo Júri Nacional de Exames.
Uma Norma que começa por dizer que «A função de vigilante de provas de exame é uma das mais importantes e de maior responsabilidade de todo o processo das provas finais de ciclo e os exames finais nacionais, já que o não cumprimento rigoroso por parte dos professores vigilantes numa única sala poderá pôr em causa toda uma prova a nível nacional. A normalidade e a qualidade do serviço de vigilância das provas nas salas de exame são fundamentais para a sua validade e para a garantia de tratamento equitativo dos alunos.»
Essas reuniões consistem basicamente na leitura da Norma, sendo que os professores vão sendo alertados para todos os imprevistos que podem acontecer e para exemplos de aspectos que em anos anteriores correram mal. Tudo é analisado ao pormenor e até os sapatos que os vigilantes usarão no dia do exame são debatidos. Sobretudo os tacões das professoras, que são proibidos porque podem perturbar o trabalho dos alunos. [Read more…]

Postalinho de Barcelos (8)

barcelos-bicicleta

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“Não serei exaustivo…”,

diz ele.
Às tantas, após o que pareceram horas do seu mais chato e pernóstico discurso da época – o que não é dizer pouco – Paulo Portas afirmou: …”não serei exaustivo, mas…” e continuou.

Continuou. Interminável, irrelevante, demagógico, beato. Os canais noticiosos, abjectamente servis, transmitiram, integralmente e em directo – da sede do CDS, com direito a sigla no canto superior direito, onde costuma estar sinalizado o carácter violento ou pornográfico de um conteúdo – esta imensa homilia. E, no momento em que vos escrevo, continuam a transmitir. E o homem vai-nos garantindo que o CDS é a porção de paraíso do governo. Vem-me à memória aquela frase de Russel: “Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso de tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso”.

Acerca dos *fatos, só mais uma ou outra coisa

Relativamente ao comentário do senhor embaixador Francisco Seixas da Costa, deixo aqui algumas nótulas.

É inadmissível que responsáveis políticos pela criação, promoção e execução do AO90 veiculem inexactidões em relação ao âmbito da supressão consonântica preceituada na base IV e nada me leva a pensar noutro motivo para tal, a não ser ignorância. Acerca disto, creio, estamos de acordo.

Apesar de, em meu entender, os responsáveis políticos não serem obrigados a conhecer, de forma aprofundada, os aspectos técnicos dos diplomas que criam, promovem e executam, não é aceitável o fomento de fugas para a frente, depois quer da emissão de pareceres extremamente críticos, quer do reconhecimento por responsáveis pelo dossier em apreço das imprecisões, dos erros e das ambiguidades («Só num ponto concordamos, em parte, com os termos do Manifesto-Petição quando declara que o Acordo não tem condições para servir de base a uma proposta normativa, contendo imprecisões, erros e ambigüidades»).

Por exemplo, uma das ilações que um leigo atento — ou um especialista distraído — terá tirado de determinadas declarações de Pinto Ribeiro poderá ter sido a de que o ex-ministro da Cultura conhecia tão bem e de forma tão profunda o tema que até se dava ao desplante de rebater a Petição N.º 495/X/3.ª com considerações vagas e com piadas de algibeira (Jornal de Letras, n.º 1010, 17 a 30 de Junho de 2009, p. 15):

Compreendo que as pessoas que lideraram a petição tenham essa posição e que estejam grudadas no purismo. É como se não quisessem que as respectivas mulheres mudem de cortes de cabelo ou os maridos deixem crescer ou cortem a barba.

Aquilo de que se desconfiava acabou por vir à tona, na resposta [Read more…]

Mil milhões de euros

Sorriam, fomos todos roubados.

O povo acordou no Brasil

Dia nacional da fraude nos exames

http://www.dailymotion.com/video/x10yw2g_as-10-12h-estas-alunas-fora-da-escola-ja-sabiam-o-conteudo-do-exame-de-portugues_news#.UcCIxOekpAp

Às 10h 12m estas alunas já conheciam o conteúdo do exame. Em qualquer parte do mundo a quebra de confidencialidade de uma prova chega e sobra para a anular. O rigor e a exigência de Nuno Crato acabam aqui.

via Educar a Educação.

As greves do nosso umbigo

Pari numa maternidade lisboeta em plena greve nacional de médicos. Era primeiro ministro Cavaco Silva de cognome O Palhaço, é da tradição portuguesa eles terem cognomes e se o Afonso II não se queixa e já lá vão uns anos desde que lhe chamam Gordo se este agora não gosta que se faça ainda mais de morto porque com o outro isso parece que resulta.

Naqueles tempos, nos do Palhaço e não nos do Gordo, apesar de estes também serem tempos do Palhaço o que diz muito dele mas muito mais de nós, pari eu e pariram muitas outras, pariram tantas, era primavera, deve ser isso, que não havia mãos a medir e os poucos médicos de serviço ou ao serviço não chegavam para tantas parideiras. E eu pari e ali fiquei, parida, e fiquei, e fiquei, e fiquei tanto que ia ficando para sempre e só não fiquei de vez porque a sepsis que entretanto foi ficando comigo levou duas traulitadas numa sala de operações para onde fui levada dois dias depois assim num rés vés campo de ourique.
Aquela greve prejudicou-me? Pois se calhar sim, se calhar a minha filha mais velha esteve em riscos de nunca ter sabido o que era palmada de mãe e o mundo quase perdeu a enorme vantagem de poder conhecer a minha filha mais nova e se de quando em vez penso neste zig que não foi zag só hoje me voltei a lembrar da puta da greve dos médicos que me ia dando cabo da vida no sentido, sim, nesse, mais literal de todos.
As minhas filhas já não têm aulas e a greve dos professores não afecta grandemente as nossas vidas e deve ser por isso, só pode ser, que concordo com ela e a aceito, tal como aceito todas as outras greves, sejam elas de quem forem e quando forem, mesmo que não concorde com as razões delas ou mesmo que esteja parida no meio delas. Não me prejudicam, nunca fui prejudicada por nenhuma, deve ser isso.

Entretanto no Brasil

Há povo, há esquerda, há luta de classes versão combates de rua. E quem vai à guerra dá e leva.

Sondagens: a queda de um demónio

Voting intentions June 2013

Via Margens de Erro

A última esperança

A luta que os Professores têm vindo a desenvolver no último mês tem sido exemplar em muitos aspectos, nomeadamente ao nível da mobilização da classe que atingiu, em GREVE, dimensões nunca antes atingidas.

Mas, se os professores estão a lutar de forma singular, os boys de serviço continuam a não entender o que está em cima da mesa e que Pacheco Pereira tão bem descreveu esta semana:

O que está em causa para o governo na greve dos professores   é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos sem direitos nem justificações, a aplicar ao sector. É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias.

No DN, Pedro Tadeu, coloca a questão no ponto certo

O direito à greve foi assim transformado numa inalienável hipocrisia constitucional: um grevista é sempre, a priori, acusado por esta gente de estar a fazer mal ao País. E em qualquer empresa privada quase ninguém faz greve pois arrisca, logo, o desemprego.

Este jogo que parece ter de um lado os Professores e do outro Nuno Crato é bem mais complexo do que a espuma dos dias parece mostrar e todos começam a ter essa percepção. Obviamente, todos (ou quase!) defendem o direito à GREVE, mas nunca aquela em concreto: ou porque é cedo e não é tarde, porque é nos comboios e deveria ser nos aviões, porque é com alunos e deveria ser com os doentes, ou o diabo a quatro[Read more…]

Isenção para quê?

Perceber a greve de ontem pelas capas dos jornais de hoje, é como ler sobre o FCP na Bola ou no Record.

Especialistas e ignorantes

Se por eu mexer em moedas não faz de mim um economista, se por dar uns pontapés na bola não faz de mim um Mourinho e se por jogar o Singstar não faz de mim um cantor porque é que há gente que pensa saber falar de Educação só porque um dia passou pela Escola?

E a greve continua

Visibilidade actual das pautas finais do ano lectivo de 2012-13:

pautaQuantos conselhos de turma por realizar?

Mais normal do que isto não há

A normalidade dos exames.

A greve de hoje e a “reforma” do Estado

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Mais do que uma vez escrevi no Aventar sobre o subdesenvolvimento português, cuja verdadeira dimensão talvez só agora comece a ser plenamente visível. A greve que os professores fizeram hoje demonstrou a que ponto o debate está inquinado pelas retóricas que colhem sempre entre os ignorantes sensíveis aos bons sentimentos, e a que a maioria acaba por aderir: a ideia de que o futuro dos estudantes ficou ameaçado por esta greve é uma delas. [Read more…]

Investigue-se

Sousa Tavares: “Houve um abuso do direito à greve”

País governado por filhos de conúbios ilegais

Parti em muitas, muitas ocasiões. Corri Ceca e Meca. Voltei sempre. Nos tempos da ‘outra senhora’, com frequência repeli a tentação de não regressar.

Era jovem. Visitava cidades africanas, Londres e Paris com regularidade, na aurora da actividade profissional. Poderia ter escolhido a cidade-luz e casado com determinada Brigitte. No universo dos nomes, também existem modas – moda é a tradição do instantâneo, na sublime definição de Augustina Bessa Luís. A avalancha de ‘Brigittes’ em terras francesas, ao tempo, era fenómeno de mimetismo materno-paternal. Inúmeras mamãs e papás, no baptismo das meninas, inspiravam-se no nome do símbolo sexual da época, Brigitte Bardot.

No fundo, por cobardia, patriotismo ou alguma causa abscôndita, jamais reneguei o solo pátrio, onde nasci e sempre vivi. Um país típico, de percurso histórico multifacetado no último século – como outros, certamente. Mas, esta terra, nas últimas quatro décadas e meia, serviu de cenário a profundas e múltiplas transformações políticas, territoriais, de relações externas, económicas e sociais.

Entretanto, ao correr dos tempos, foram-se fabricando núcleos de políticos impreparados, tecnocratas, incultos e refractários em relação a sérios ideais éticos, morais, políticos, de solidariedade e de sensibilidade social.

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Manual de iniciação à propaganda

No Abrupto.

Esc(r)atologia

Que o goveno actual é um monte de esterco, todos sabemos. Que sobrevive à custa de um parasita putrefacto do sistema democrático também sabemos. Que, de acordo com as sondagens, há pelo menos 70 por cento do povo português que continuaria a votar nos partidos da Troika. Mas. [Read more…]

Uma estátua de Estaline em Bruxelas

Krugman Foto AFP SCANPIX

Foto: Paul J Richards AFP/Getty.

Krugman, hoje, no Le Monde:

Pensez-vous, comme Mario Monti, que la crise pousse à l’union politique de l’Europe ?

P. K. J’espère qu’il a raison, mais j’en doute. C’est un peu comme penser qu’il faudrait ériger une statue de Staline à Bruxelles, en considérant qu’il a aidé à construire l’Europe. Qui sait, peut-être aurons-nous un jour une plaque en l’honneur de Lehman Brothers, pour avoir rendu possible une union politique en Europe.

Nota pessoal: Felizmente, por cá temos o meu vizinho: o nosso Fernando António, na Place Flagey. Confesso a minha aversão ao Manneken Pis, mesmo em versão “homenagem“.

Crato coloca Almeida no mapa dia 2

Ou será que vai mudar o feriado?

Reacção à *reação

Diz Vítor Cunha que “O Aventar é a reacção à reacção“. Discordo. Naquilo que me diz respeito, pretendo ser tão-somente uma “reacção à *reação“. Contudo, como João José Cardoso, “não sou o Aventar” e, confirmo, aturam-me cá por casa e, de facto, não sou muito de ler blogues.

Como dizia o Brad ‘Aquiles’ Pitt, “let no man forget how menacing we are, we are lions!”. Quanto a ‘verão‘, admito, só conheço a terceira pessoa do plural do futuro do indicativo do verbo ‘ver’.

Escrito isto, voltemos ao Homero (agora, ao autêntico) e às palavras de Ájax (‘Ἕκτορ νῦν μὲν δὴ σάφα εἴσεαι οἰόθεν οἶος οἷοι καὶ Δαναοῖσιν ἀριστῆες μετέασι καὶ μετ᾽ Ἀχιλλῆα ῥηξήνορα θυμολέοντα) — sirvamo-nos da tradução de Butler («Hector, you shall now learn, man to man, what kind of champions the Danaans have among them even besides lion-hearted Achilles cleaver of the ranks of men» ou da pièce de résistance (não, não é a Bombe Surprise), a excelente tradução de Frederico Lourenço (VII, 226-8):

Heitor, agora ficarás a saber em combate corpo a corpo

como são os guerreiros que existem entre os Dânaos,

além de Aquiles, desbaratador de varões, com ânimo de leão.

Post scriptum: Até para se perceber “O Homem que Matou Liberty Valance” (aqui, no Aventar, gostamos muito dele: pelo menos, eu e a Carla Romualdo) convém ter tudo isto bem presente. Quanto ao Dutton Peabody, aposto, por mera intuição, no Bardo.

Hoje não fiz greve

abandonado

Hoje não fiz greve porque não me deixaram.

Hoje não fiz greve porque, para este governo, eu sou desnecessária. Sou uma «não-professora». Sou um número. Sou gordura. Sou dispensável. Sou lixo.

Ao longo deste ano lectivo fui-me sentindo cada vez mais triste, inútil e desesperançada. [Read more…]

Declaração de derrota

Apreciem a mímica das duas personagens que compõem o cenário. Em Portugal para se chegar a ajudante de ministro basta uma vida sexual passiva nos meandros do poder.

Quanto à argumentação de Nuno Crato, no seu tempo, tinha-lhe garantido uma viagem a Tirana. Sim, a capital da sua Albânia do coração. Os que se piram da esquerda para a direita cultivam, é curioso, os tiques da juventude.

A maior derrota laboral deste governo. Qualquer resto de dignidade que restasse a Nuno Crato e teria aproveitado para se demitir.

Um vergonhoso comunicado do meu clube

«Ou as fontes do jornal fumam substâncias proibidas ou, então, é o jornalista que assina a peça». Se querem utilizar este tipo de linguagem, têm bom remédio, vão para a taberna.

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A declaração do fura-greves

O texto tem alguma idade, mas é sempre actual e circula assinado por Alice Vieira (da escritora não se trata). Terão sido uns 15000 que hoje furaram a greve. É favor preencherem:

judas traidor

Eu,_________________________,

DECLARO:

QUE estou absolutamente contra qualquer coação que limite a minha liberdade de trabalhar.
QUE, por isso, estou contra as greves, piquetes sindicais e qualquer tipo de  violência que me impeça a livre deslocação e acesso ao meu posto de trabalho.
QUE por um exercício de coerência com esta postura, e como mostra da minha total rejeição às violações dessas liberdades,

EXIJO:

1 º. QUE me seja retirado o benefício das 8 horas de trabalho diário, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a jornada de 15 horas diárias em vigor antes da injusta obtenção deste benefício.

2 º. QUE me seja retirado o benefício dos dias de descanso semanal, dado que este beneficio foi obtido, por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso de domingo a domingo. [Read more…]

“Eleito com 50% dos votos”,

diz o Primeiro-ministro turco Erdogan, para usar o argumento da legitimidade democrática. Resta saber quantos votaram, isto é, o que representa 50% desses cidadãos eleitores. Não há volta a dar-lhe: a democracia representativa não funciona em lado nenhum.

O dia nacional do copianço

papagaio

Parece que agora se estuda para os exames. Eu pensava que o estudo visava aprender. E que demonstrar o que se sabe se faz hoje, amanhã ou noutro dia qualquer, em qualquer exame.

É verdade que o sistema de ensino-avaliação que foi sendo construído estimula esse vício: o de estudar/memorizar para despejar numa prova e esquecer no dia seguinte. É verdade que para Nuno Crato a memorização é uma tarefa fundamental, mesmo que não sirva para mais nada: é o sistema de ensino mais adequado para a formação de imbecis, incapazes de entenderem o que declamam, mais próximos do papagaio do que do humano. Mas era escusado fazer prova disso no dia em que por terem o seu exame adiado os alunos viraram coitadinhos.

Ficamos conversados sobre o conceito de rigor e exigência de Nuno Crato, onde se permitem exames à porta fechada ou em refeitórios, vigiados por quem não faz a mínima ideia de como se copia nos dias de hoje.  O dia nacional do copianço, um presente deste governo que aumentará a sua popularidade entre os cábulas e batoteiros de costume.