Coincidências

coincidencias

No Porto.

O antigo dono disto tudo?

Eu sei que o mundo não é a preto e branco, embora, por estes dias, tudo pareça flutuar entre o laranja e o vermelho. E, até por isso, vou entrar no desafio e questionar o Carlos Garcez Osório: Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, entre a “nova dona disto tudo” e este tipo de pessoas que agora apresento em vídeo (ao minuto 7.50), será que a escolha a fazer, resulta em alguma divergência entre nós?

Obviamente, não estou a fazer trocadilhos foleiros. Estou a falar da substância do conteúdo do que vai na mente deste tipo.

Sublinho algumas palavras que até poderiam passar em branco, coisas deste género”as meninas do bloco de esquerda”, “esganiçadas…”

Mas, daquele orifício do sistema digestivo do senhor saiu algo verdadeiramente inacreditável: “não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada.”

Será que o personagem costuma pagar? É isso.

“Contra o marido, lá em casa (…) Com o tempo iriam colocar o personagem fora de casa e a coisa até poderia continuar…

E o aborto, e o casamento e a adopção…

Ainda há dúvidas sobre a evolução social que os acontecimentos de ontem reflectem?

Nunca como agora está clara a divisão em Portugal, entre o poder de alguns, suportado no passado e nas tradições e o poder, partilhado e construído por todos, suportado na evolução permanente da sociedade.

Pode e deve haver divergência económica, cultural e claro, social. Mas, não podemos querer voltar à idade média, ou podemos? Portugal não é o que este senhor defende e, também por isso, a votação no Parlamento mostra de forma clara o que Portugal pensa sobre algumas das coisas que este personagem defende.

E, para terminar, finalmente descobri que para ele a tradição é um elemento estrutural da vida em sociedade. Não deve, estou certo, questionar as mulheres que são mortas, todos os anos, às mãos destes medíocres. É da tradição!

Está feito

Até nunca.

A casinha ou a porta do cavalo?

Na SIC já se procurava um facto político. Passos Coelho saiu pela porta do cavalo. É um protesto. Afinal, se calhar, foi à casinha. Nada de mais simbólico. #diadadespedida

Nem os mercados

Então temos a bolsa de Lisboa a subir, com as acções do BPI e do BCP em alta? Ao que isto chegou. Bandalhos de esquerda a manipularem os mercados.

Uma coligação exigente

É disto que eu gosto no Aventar – nunca temos o presente como o futuro que queremos ter.

Somos exigentes e queremos sempre muito mais.

Muitos, no Aventar (no país?), há anos que sonhavam ou antes, desejavam, um governo de esquerda. Os escritos da ala esquerda aqui do corner, sempre sublinharam o que nos unia, muito mais do que aquilo que nos separava. Sistema Nacional de Saúde? Escola Pública? Segurança Social? Podemos ou não encontrar pontes entre nós?

Era para mim tão óbvio o sim, que só pensava no dia em que toda a gente conseguisse ver o que me parecia evidente. Claro que também para mim, especialmente com José Sócrates, o PS se encostou, em algumas áreas, excessivamente à direita. Mas, faço minhas as palavras de Ana Benavente:

“Por mim, celebro o diálogo à esquerda. Rompeu-se um tabu. Viva a liberdade. Sempre estive muito mais perto do PCP e do BE do que do PSD ou do PP. Na acção, na vida, nas propostas e nas lutas.”

E, podemos e devemos, continuar a ser exigentes. Não imagino sequer, por exemplo, que a CGTP se transforme na UGT, estando para o Governo de Esquerda como a UGT esteve para os radicais de direita. Na educação, não tenho dúvidas que nunca o militante comunista Mário Nogueira se vergará a um Ministro da Educação como o militante laranja João Dias da Silva se vergava perante Nuno Crato. Aí, estamos todos de acordo.

Estaremos na rua sempre que se justifique e não deixaremos de apresentar sempre aquilo que são as nossas exigências. [Read more…]

Isto vai

e é bonito de ver gente que procura o que nos une. O povo!

Pan consegue a primeira vitória

Ninguém me tira da cabeça que foi a pressão do PAN que salvou o leitão.

Não há nim possível para o PC

No nosso parlamento são estes números:

  • PaF: 107
  • PS: 86
  • BE: 19
  • CDU: 17
  • PAN: 1.

Logo, a alternativa a uma “minoria” da PaF só poderá acontecer envolvendo, pelo menos, três partidos: PS, BE e PCP para um total de 122. Uma colaboração entre o PS e o BE só teria 105 deputados. E, se estas contas, parecem dar importância ao PC, mostram também que um acordo entre o PC e o PS também não seria suficiente. Ou seja, para este efeito, ou estão os três, ou nada feito, o que, mais vírgula menos vírgula, tem vindo a ser dito por António Costa.

Ora, a espuma noticiosa tem vindo a colocar as negociações à esquerda num impasse: PS e BE estão de acordo, enquanto o PC continua no nim. Para comentar esta possibilidade podemos recorrer à expressão “não há fumo sem fogo” ou então ao clássico “isso é a direita a tentar condicionar o PC”.

As greves nos transportes ou a manifestação em frente ao Parlamento podem ser uma forma do PC continuar a condicionar o rumo das negociações, mas, prefiro continuar a pensar que a Manifestação da próxima semana é uma manifestação de apoio a um governo de esquerda e, se assim for, até simpatizo com a ideia, mas para isso, mais do que exigir o deita abaixo, devem dizer queremos a Esquerda a governar.

Verdade ou não, creio que em Democracia é a primeira vez que o sonho de muitos se poderá concretizar. E, o Partido Comunista Português não pode desta vez deixar de estar na parte da solução. Seria mais confortável dizer que não, que continua apenas na luta e a liderar a classe operária, mas neste momento há uma forma muito mais simples de colocar a coisa:

  • ou o PC está ao lado do PS e do BE e permite um governo liderado por António Costa, ou, então, junta-se ao Assis e permite um governo liderado pelo Marco António.

 

Perpendiculares e não coincidentes

Fazer o óbvio, em política, nem sempre tem sido a distância mais curta entre as práticas dos governantes e a vida de cada um de nós.linhas

E, para a direita, tal opção geométrica resultou numa equação simples – juntar duas linhas bem distintas: o PSD e o PP – e criar uma nova realidade matemática em que duas linhas se transformaram numa só. No entanto, tal fusão, deixou de fora a social democracia e por isso, há tanto PSD com os pés de fora.

À esquerda, em 41 anos, tivemos duas linhas paralelas que, apesar dos pontos de contacto, teimaram em fazer um caminho paralelo, sem nunca se encontrarem.

Para surpresa da direita conservadora, descobriu-se, há uns dias, que é possível juntar duas ou mais linhas, sem que, obrigatoriamente, se tornem imediatamente coincidentes.

E esta é a chave da questão – manter três linhas em movimento, com contactos nos pontos em que o povo fique a ganhar. Ora, tal objectivo está mais do que alcançado, até porque foi essa a opção eleitoral dos portugueses.

PS, BE e PCP já se entenderam e agora só falta o mais complicado: fazer o óbvio.

Nota: para os Proenças e Assis, a quem a direita dá palco fica uma questão geométrica: a quadratura do círculo. Liguem ao Pacheco Pereira, que ele explica.

 

Um governo do PS

com o apoio da esquerda é SEMPRE melhor que um da direita com o apoio do PS. Subscrevo, as palavras de Carlos César.

Mundo civilizado?

O Público chama a atenção para um “cantinho” da agenda noticiosa.

Vamos continuar a fazer de conta?

A ciência da austeridade

Sempre bom recordar:

Com bateria II

Este fez o que fez na STCP e na Metro e agora, como prémio, o Novo Banco! Viva a Direita!

stcp

Seria bom que alguns

Seguissem o seu caminho… É que, um artigo atrás do outro e o paleio é sempre o mesmo, direita, direita, direita… Volver…assis

Sem vergonha

Para Ministra da Igualdade uma lady que disse o que disse? E, para Ministro das Finanças, não poderiam ter escolhido o Marco António,  ou o Salgado para a Economia, por exemplo. Seriam, ambos, um sinal de coerência do PSD.

Sem bateria

Estes devem ter sido aqueles que tinham bateria no telemóvel:

Primeiro-Ministro: Pedro Passos Coelho; Vice-Primeiro-Ministro: Paulo Portas; Ministra de Estado e das Finanças: Maria Luís Albuquerque;Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Rui Machete;Ministro da Defesa Nacional: José Pedro Aguiar-Branco. Ministro da Presidência e do Desenvolvimento Regional: Marques Guedes;Ministro da Administração Interna: João Calvão da Silva; Ministro da Justiça: Fernando Negrão;Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia: Jorge Moreira da Silva; Ministra da Agricultura e do Mar: Assunção Cristas; Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social: Pedro Mota Soares; Ministro da Economia: Morais Leitão; Ministro da Saúde: Leal da Costa; Ministra da Educação e Ciência: Margarida Isabel Mano Tavares Simões Lopes Marques de Almeida; Ministro da Modernização Administrativa: – Rui Pedro Costa Melo Medeiros; Ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania: Teresa Morais; Ministro dos Assuntos Parlamentares: Costa Neves.

Cavacout por justa causa

Perante a possibilidade do Presidente cometer um erro histórico e constitucional, como é que se pode colocar o senhor out, ainda antes das eleições? Na Constituição não encontro.

Números: 2085465<2744576

Estão inscritos para votar 9684922 portugueses. Só 5408092 decidiram expressar a sua opinião. Houve 4276830 que poderia ter ido apoiar a maioria e ficou em casa.

Dos que saíram de casa, 578051 escolheram os partidos “mais pequenos”, ou ficaram pelos votos nulos e em branco. Mais de meio milhão que foi votar e não apoiou a maioria.

Assim, já vamos em quase cinco milhões de portugueses que podiam ter apoiado a maioria e não o fizeram.

Os partidos PaF tiveram 2085465 (um pouco mais de dois milhões, para simplificar a linguagem) e os partidos de esquerda tiveram 2744576 – são 659111 de diferença.

Feitas as contas, houve 7599457 portugueses (mais de sete milhões e meio) que poderiam ter escolhido a Paf mas não o fizeram.

Cavaco Silva até pode ser Presidente. Pode até ter um governo. Mas, para completar a coisa, ao tentar criar uma imensa maioria, acabou por ficar com uma pequena minoria nas mãos – só 21,5% dos portugueses decidiu escolher a PaF o que, para um Presidente eleito com mais de metade dos votos, significa perder mais de metade da sua base de apoio. Ao contrário do mito da direita, a maioria do povo não escolheu a PaF e, como se viu hoje no parlamento, Portugal tem uma nova maioria.

Agora sim. Não temos Presidente. Não temos Governo. Mas, temos uma maioria – a do povo que votou e escolheu recusar a PaF: 7599457! É esta a maioria que tem de nos Governar.

 

 

Ai, é assim que queres brincar?

Então, vamos a isso: à Esquerda, entendam-se e escolham um só candidato a Belém! Começaremos a mudança por aí.

Pedido de ajuda

E, caro leitor, é mesmo um pedido sério porque me parece que o mais alto cargo da nação merece a nossa atenção. Repare, por um lado, diz:

A última palavra cabe à Assembleia da República ou, mais precisamente, aos Deputados à Assembleia da República.

Mas, no mesmo discurso, diz:

Considero serem muito mais graves as consequências financeiras, económicas e sociais de uma alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas.

Aliás, é significativo que não tenham sido apresentadas, por essas forças políticas, garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível.

O maior defensor da Constituição sublinha que há uns deputados com cotação diversa, em função do  seu lugar no Paralento. Trata-se de uma interpretação absolutamente insólita do documento fundador. Por um lado, os Deputados têm a responsabilidade de decidir, mas se for para escolher como ele quer. Se a Democracia parlamentar escolher um Governo de Esquerda, então, ai Jesus! Nem pensar. O senhor não quer. Os mercados não deixam.

Só uma atenção da área clínica poderá ajudar a resolver tantas contradições, já que, ao nível político não há nada mais para dizer, ou se calhar até há: nunca mais chega o dia de Portugal se ver livre de Cavaco Silva.

 

Um Presidente, um Governo, uma minoria

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Falou o líder dos PaFentos

Alguém sabe a que horas fala o Presidente da República?

Direita e Esquerda

É da natureza das coisas. Um dia ia acontecer. À direita, estão de acordo em tudo.

“Como registo inicial de interesses, deixem-me dizer que não acredito na dicotomia entre esquerda e direita”, CGO, no Aventar

“A representação binária do Parlamento configurada na oposição direita/esquerda é destituída de qualquer tipo de solidez doutrinária ou política.” Assis, no Público.

Aliás, a defesa de trabalho com direitos, a defesa da escola pública em oposição à aposta no cheque ensino, a valorização do sistema nacional de saúde em oposição às seguradoras e aos bancos na medicina privada, são meros detalhes. Nada disso existe. Esquerda e direita é tudo a mesma coisa. Só é pena que os eleitores não pensem assim. Tirando isso, é motivo de sorriso aberto esta convergência entre as direitas. [Read more…]

Cavaco vai falar às 20h

Confirma-se que estava à espera que Jesus ganhasse um jogo na Europa para falar. Tem a palavra o Skenderbeu.

Conversas em família ou sugestão à direita lusa

Sobre o cenário partidário pouco tem sido dito, em especial, à direita. Os erros estratégicos de Pedro Passos Coelho e, em especial, de Paulo Portas sucedem-se. Confesso, perante tal inoperância estratégica, a minha surpresa. Se, nunca  esperei nada de muito especial do homem com interesses privados, sempre pensei em Paulo Portas como o mais astuto dirigente partidário da nossa praça, apesar de irrevogável.

Mas, a minha surpresa é ainda maior com o silêncio que grassa na nossa Comunicação Social, onde os erros da direita são um tabu. E, porque o Aventar é uma casa de serviço público, resolvi trazer algumas sugestões à direita, onde as conversas em família do familiar do candidato comentador poderiam ser uma boa terapia inicial.

É este o momento. Juntem-se, discutam o que vos tem acontecido este mês e até podem fazer um vídeo ao país com o Professor Marcelo, até porque o domingo à noite está livre em termos de comentadores com mais de um metro e meio. Entendam esta primeira sugestão como uma dica  ao nível da forma. [Read more…]

A saída de Belém III

Cavaco terá que ser, finalmente, Presidente, nem que seja por um só dia. O mercado das destruidoras de papel está em alta no Terreiro do Paço.

À saída de Belém II

António Costa:esquerda

À saída de Belém

António Costa marca um momento histórico da Democracia Portuguesa: “Dissemos ao PR que, em face dos contactos com o PCP e BE, estamos em condições para formar governo com suporte maioritário no parlamento e estável.”

Sim. É mesmo isso, se Carlos Abreu Amorim e Luís Menezes estão contra, é porque deve ser bom para o povo.

Marco António: 25 euros por dia

Podemos debitar por crédito bancário? Ou será com o ex-Presidente? Sim, agora percebemos porque não ficou por Gaia – não teria casa da Presidência.