O que move Mota Amaral?

As famosas transcrições de escutas foram autorizadas por um Juiz e feitas no âmbito de um processo a correr no Ministério Público. Foram remetidas, a pedido da Comissão de Deputados, para serem parte integrante das audições que estão a ser efectuadas ao caso PT/TVI.

Não se trata de um qualquer imbecil que se lembrou de tomar estas decisões. Trata-se de um magistrado que , inclusivé, pergunta ao PGR se pode ou não enviar o material pedido e o PGR responde que essa decisão é da sua competência, do Juiz de Aveiro. E, mais, está junto ao processo um extenso parecer jurídico a confirmar que não há qualquer impedimento constitucional para que o material não seja tido em conta.

Dois deputados ficam a conhecer o material em segredo de Justiça e um deles classifica-o de “avassalador” para o conhecimento da verdade! No mesmo dia Passos Coelho afirma, publicamente, que se a Comissão chegar à conclusão que o Governo andou metido em trapalhadas para “controlo” da comunicação social, então deixará de ter condições para governar.

Todos sabemos que o governo não tem saída digna. Não pode fechar o país, não pode demitir-se e as notícias serão cada vez piores. Tambem ninguem quer governar nestas condições!

Há, pois, que tentar perceber o que se passa com Passos Coelho. Não pode ajudar o  país na economia e, ao mesmo tempo, derrubar o governo. A apresentação da Moção de Censura pode ler-se à mesma luz. O PCP e o BE sabem que não derrubam o governo e o PSD vai abster-se .

Mota Amaral, pode fazer da matéria em segredo de justiça uma interpretação conforme as necessidades da estratégia seguida. Sócrates vai continuar a estar sob fogo!

Não se contava (eu não contava) era que Zapatero desse o golpe de misericórdia  na credibilidade do primeiro ministro, adiando o TGV!

É rápido demais para Passos Coelho chegar ao governo?

Vuvuzela, vai chatear outro, pa!

vuvuzela_2105

Peço desculpa pela interrupção. Apetece-me dizer que ainda o Mundial não chegou ao adro e já estou com a merda da Vuvuzela pelos cabelos! Sou um tinhoso, eu sei, mas aquela coisa dá-me cabo dos nervos. E dos ouvidos. E não se pode extremina-la?

Museu Ferroviário – Lousado 2

Lousado

Rock in Douro!

O Rock in Rio entra-me pela janela, é a música, o fogo de artificio, a barulheira de milhares de gargantas que gritam e cantam. Dormir nem pensar, e mesmo que adormeça o fogo de artificio uma e outra vez a arrebentar, acorda qualquer consciência em paz. Que fazer? Não posso mudar de casa, fechar as janelas não chega…

Na última vez fui para a Costa da Caparica, silêncio no pinhal, jantar na praia e passear à beira-mar, mas ao fim de um dia já sofria de saudades da Guerra Junqueira, silêncio a mais e amigos a menos. Que fazer?

Este ano alguem teve a magnifica ideia de arranjar um programa no Douro, suficientemente longe para não ouvir o fogo de artificio e com amigos suficientes para não ter saudades.

O Aventar (parte dele) vai refugiar-se no magnifico Douro, na paisagem sem igual, no tinto de ressuscitar um morto e na comida única (levo  Chalitron para a digestão.). E vou de comboio para apreciar a paisagem.

Quando voltar o Rock in Rio já não está em Lisboa, mas se estiver vou para a Costa. Só para dormir mas vou!

Museu Ferroviário – Lousado

Lousado

Mais um 2010

(adao cruz)

(Dedico este quadro aos netos do amigo Raul Iturra)

A simplicidade pode estar fora dos nossos padrões habituais de reflexão, o que torna muito mais difícil a compreensão da maravilhosa complexidade dos seres e do mundo. (adao cruz)

O olho da rua

(Texto do meu filho do meio, Marcos Cruz, que me parece com interesse para qualquer um de nós)
O OLHO DA RUA
Tenho uma loja na Baixa do Porto, uma loja de mobiliário intervencionado. Chama-se Meioconto. Abri-a no fim do passado Verão, pouco depois de ter sido despedido de um jornal em que trabalhei quase vinte anos. Durante esse tempo, confesso, não me preocupei significativamente com o comércio: queria era informar as pessoas, contar-lhes coisas que não soubessem, intervir de forma construtiva na sociedade, contribuir à minha maneira e na escala que me estivesse destinada para democratizar os conhecimentos e os instrumentos individuais e colectivos de análise e de participação cívica, ajudar a cimentar os pilares em que quase todos, no discurso, concordamos que uma sociedade desenvolvida se sustenta. Não me foi possível. Admito que me tenha faltado inteligência, sensibilidade, empenho, capacidade, talento e paciência para contornar os obstáculos com que diariamente deparava na procura de tais propósitos, mas sei bem que, mesmo “viagrando” todas essas qualidades e mais algumas, jamais estaria ao meu alcance perturbar o normal funcionamento da máquina, cada vez mais exclusivamente virada para o comércio. [Read more…]

Real ou virtual?

Pois bem, Fernando, vamos desfazer confusões e pôr as cartas na mesa:

1-Pedro Passos Coelho pensa que “A Constituição tem implícito um programa de governo, ao dizer que a Educação e a Saúde têm de ser tendencialmente gratuitas”. Eu penso que não se trata de um programa de governo, mas sim de um modelo de sociedade cuja formulação a própria social democracia não renega. Acho mesmo que, se há que cortar despesas, se há que limitar benesses, estes direitos devem ser os últimos onde tocar, dada a sua natureza social e simbólica.

2-Mais estado, ou menos estado, não deve ser apenas um slogan que se atire da boca para fora, é necessário dizer-se onde e como. O que anda na boca de muita gente e está à vista de todos, é propor menos estado em sectores que são negócios apetecíveis para certos grupos privados  e intervenção do estado quando se trata de salvar negócios especulativos e ruinosos como o BPN, por exemplo.

Na educação e na saúde, caro Fernando, eu sou por mais e melhor estado, naturalmente que mantendo a existência e a presença dos privados nessas áreas.

3-O registo neo-liberal de Passos Coelho é antigo e conhecido. [Read more…]

A escola do meu insucesso

o que acontece na escola no dia de hoje

Sempre foi a nossa ideia que o insucesso na escola, era não estudar. No entanto, o insucesso é o vício da droga, além da dificuldade de aprender e a dificuldade de estudar. Vejamos as provas arrecadas por nós e uma equipa de antropólogos e sociólogos da infância.

Para a minha antiga discípula

Darlinda Moreira, Doutorada em Etnomatemática.

Luís Souta denominou-a A escola da minha saudade, em 1995; Stephen Stoer e Helena Costa: A capacidade de nos surpreender, 1993, Luiza Cortesão: Escola, Sociedade, que relação? 1998, Luiza Cortesão e Stephen Stoer: Levantando a pedra 1999; Ricardo Vieira: Entre a Escola e o Lar 1996, Telmo Caria: A cultura profissional dos professores, 1999, Ana Benavente: Do outro lado da escola, 1987, todos publicados na minha colecção «Aprendizagem para além da escola», da editora Escher (hoje Fim de Século). Os títulos das várias obras, que o desejo de escrever este texto me faz omitir, obriga-me a omitir, manda-me não lembrar, porque Darlinda Moreira e eu debatemos durante anos, qual a utilidade da escola para as crianças, especialmente para as descendentes de pais, avôs, ou famílias oriundas, de acordo com Paulo Freire, de meios ou classes oprimidas, sem alfabetização, sem literacia, como actualmente se designa. Referem sem literacia, entre outros, Filipe Reis, 1997: «Da antropologia da escrita à literacia», em Educação, Sociedade e Culturas; António Firmino da Costa e Ana Benavente, 1996: A literacia em Portugal. Resultado de uma pesquisa intensiva e extensiva; Augusto Santos Silva em 1994: Tempos cruzados. Um estudo interpretativo da cultura popular; Fernando Madureira Pinto, 1994: Propostas para o ensino das Ciências Sociais e João Ferreira de Almeida e equipa, «socialmente excluídos», no estudo de 1992: Exclusão social. Excluídos do quê e de quê? Eu diria, simplesmente, do saber social, da capacidade de entender, o que Darlinda Moreira chegou a considerar, a mais básica das relações, a da interacção social. Explicada e definida, em 1893, por Émile Durkheim em La division du travail social e no ano de 1924 em Le socialisme, conceito revisto por Marcel Mauss em 1923 no estudo Essai sur le don. Forme et raison  de l’echange dans les sociétés archaïques, Pierre Bourdieu, vai escarafunchá-lo em 1993, na obra colectiva «La Misére du monde» e na sua autónoma, de 2000, Les structures sociales de l’economie. Uma escola para o insucesso, uma pedagogia do oprimido, como dizia o nosso Mestre comum, Paulo Freire, uma escola que controla a força de trabalho de forma erudita. A escola tem utilidade pública quando ensina os meandros da cultura portuguesa e universal a todos os seres humanos em geral. A escola é homogénea, se nela todos são iguais e usufruem do mesmo saber. Parafraseando Stephen Stoer e António Magalhães, somos, orgulhosamente, filhos de Rousseau. Mas de qual Rousseau? Do republicano, do das Luzes, do «Emílio», do entusiasta Jean-Jacques que queria as crianças nascidas, criadas e limpas, antes de as ensinar? E de qual igualdade? A das Luzes? A dos direitos do cidadão de 1791, que, até hoje, não se materializaram? [Read more…]

Obrigado Ricardo Costa:

O Vídeo, ver AQUI

Poceirão – Caia

SLB: Tudo bons rapazes…

Nove adeptos do Benfica arguidos por ameaçar árbitros

"Homossexuais no Estado Novo" resgatar a memória dos tempos

Foi ontem publicado com muita visibilidade e presença do Ministro da Justiça e Secretaria de Estado da Igualdade,e dezenas de pessoas , um livro que resgata a memória,a luta e  o sofrimento  dos homossexuais durante
o Estado Novo,um pouco como se tem vindo a fazer em Espanha.

Da autoria da jornalista S.José Almeida , 230 paginas “Homossexuais no Estado Novo” ,Sextante Editora ,prefácio da professora universitária Teresa Pizarro Beleza
Muitos testemunhos de personalidades como Dacosta, Ruben de Carvalho, a propósito da prisão de Júlio Fogaça,secretario geral do PCP, homossexual ,afastado por Cunhal,referência à homossexualidade do  músico comunista , Lopes Graça  e duas senhoras membros do comité central do PCP ,presas muitos anos, e que tiveram uma relação amorosa na prisão ,e que durou até ao fim da vida delas , prof. Fernando Cascais, artista plástico e actor  Oscar Alves
psiquiatra Afonso de Albuquerque,a propósito dos electro choques dados nos hospitais aos homossexuais como tratamento , Eduardo Pitta ,Guilherme de Melo  etc. , historiadores e muitos outros testemunhos , e
até , meus , até a propósito do Manifesto “Pelas Minorias Sexuais” ,de 13 de Maio de 1974, o 1º manifesto  destas minorias  em Portugal,  de que fui um dos autores,e co -escrito na minha casa em Lisboa  .
Ficamos a saber  coisas interessantes:
Que a canção “Ave Maria” cantada no santuário mariano e repetida à exaustão por todo o Portugal em louvor de N Senhora de Fátima é da autoria de António Botto que a ofereceu ao cardeal
Cerejeira,do Brasil.
Por outro lado, a 1ª lei repressiva contra a homossexualidade em Portugal, foi de 1912 ,depois reforçada em tempos do fascismo. Enfim, um dos grandes perseguidos do fascismo por razões de orientação sexual foi Mário Cesariny de Vasconcellos.

Um livro a ler

António Serzedelo

A Gratidão do SLB

Retirada AQUI

Eucalipto "globulus"

O “globulus”, é para dar uma certa ideia de ciência, mas o que é certo é que é a espécie de eucalipto que nós temos cá e a que é mais utilizada na indústria do papel.Tem uma particularidade tramada, é que “bebe” tudo o que encontra ali à volta, seca tudo, não há lugar para mais vida.

Nos anos 70 plantou-se esta árvore em tudo o que era terreno para fazer face à indústria que então crescia no país. É uma actividade económica muito importante em conjunto com o Pinho que também é matéria prima para a mesma indústria. Dizem os entendidos que esta indústria foi “empurrada” dos países mais ricos por causa da tremenda poluição que causa, não só destruindo os terrenos , ao nível do plantio, mas tambem ao nível do ar e dos rios com a poluição produzida pelas fábricas.

Conhecidos os perigos, o plantio foi-se “circundando” aos terrenos onde mais nada se produz não se evitando, contudo, que algumas manchas persistam em terrenos férteis.

O Acesso dos Consumidores à Justiça: 25 de Maio em Leiria

Meter rolhas é mesmo com Portugal

Afinal nós somos bons é na cortiça…

  rolhas

Ver mais aqui

Bruna Real, a Republicana (2)

Do virtual para o real:

Pois eu, Pedro Correia, tenho que discordar de ti.

Discordando por entender que existe uma grande confusão na tua argumentação. A primeira no tocante a um pretenso neo-liberalismo de Passos Coelho. Será que defender tratar diferente o que é diferente é ser-se neo-liberal? Será que compreender a necessidade de uma presença diminuta do Estado na nossa vida é ser-se neo-liberal? Será que acreditar na iniciativa privada é ser-se neo-liberal? Quem pensa assim só pode ter uma resposta da minha parte: então eu sou neo-liberal mesmo sabendo que não o sou. Sou apenas Liberal, ponto.

O que PPC defende é algo simples de sintetizar: tratar diferente o que é diferente. Entende que a Saúde como a Educação, etc, devem ser assegurados pelo Estado mas não necessariamente de forma gratuita. Ou seja, sendo simplista que isto é um blogue e não uma tese, garantir o acesso de todos mas sabendo que aqueles que podem pagar, o fazem de molde a que aqueles que não podem não tenham de o fazer. Por outro lado, permitindo que os privados o possam fazer por vez do Estado desde que o façam melhor e com menos custos. Isto é ser neo-liberal?

Depois vamos a algo mais grave: carácter.

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José Sócrates e Pedro Passos Coelho, irmãos siameses

Eu, de Pedro Passos Coelho, não espero o que o país espera, a julgar pelas sondagens. Quando o Sr. ascendeu à liderança do PSD fez um bom discurso e eu, tal como outros, com a actualidade ainda quente, elogiei o regresso da política – que não a politiquice usual e corriqueira, mas a política, temas colocados em cima da mesa, escolhas perante as quais o país se defronta.

Num país civilizado, tal facto não mereceria o mínimo encómio. No paízinho rasteiro e trauliteiro em que nos transformámos, havia ali uma nuance a registar, um facto positivo a despontar. Não sendo crédulo, saudei a nuance e permaneci atento.

Foi sol de pouca dura e, em poucas semanas, Pedro Passos Coelho dissipou o meu reticente benefício da dúvida. Se no congresso laranja meteu o neo-liberalismo no saco, apressou-se a retirá-lo agora, regressando a ele, se estendeu a mão a Sócrates e se prestou a apoiá-lo em nome do “superior” interesse nacional, apunhalou-o assim que virou as costas pedindo desculpa aos portugueses (por se ter movido em nome do dito superior interesse nacional? Por afirmar solidariedade a Sócrates e puxar-lhe o tapete com a demarcação? Diga-se, em abono da verdade, que o PS não se portou melhor anunciando a seguir a continuação da febre de betão que, aparentemente, ocultara na reunião entre os dois líderes, a tal da contenção e “salvação” do país). [Read more…]

Campo Grande 190: Lisboa Arruinada


Dois prédios para demolir, no Campo Grande. Disseram-me que serão substituídos por um monstro de betão semelhante à unidade hoteleira construída na Fontes Pereira de Melo e que ostenta a placa Sana. Mais um pavor.

Quando a 31 de Agosto de 1974 cheguei a Portugal com a minha família, vivemos um ano no Parque de Campismo* de Monsanto. Com muita dificuldade, os meus pais conseguiram alugar um apartamento num prédio recém restaurado, no Campo Grande 190. Uma casa grande, com seis assoalhadas, impecável e a cheirar a tinta fresca. A renda de dois contos mensais, era cara, dado o salário do meu pai que por essa altura dava aulas no Liceu de Alcochete. No entanto, vivíamos num tempo em que a renda a pagar, correspondia a 25% do ordenado que o “chefe de família” trazia para casa. A democracia impõe-nos agora um salário médio para uma renda. Se arrendarmos uma casa, esta encontra-se invariavelmente num estado de degradação total, sendo os inquilinos obrigados a proceder a obras. Rendas mais caras do que aquelas que se pagam em muitas capitais europeias, nomeadamente a capital do nosso Reich, Berlim.

Vivi no Campo Grande 190 até 1988, quando arrendei um pequeno T0 no Príncipe Real, uma zona onde fiquei – em três casas – até 2006.

O prédio à direita é imponente e até há pouco ostentava lindos azulejos Arte Nova, hoje desaparecidos. Nem a fachada será conservada, como seria de esperar. Lá vai Lisboa…

*Nunca mais fiz campismo, sabe-se lá porquê?

André Villas Boas no FC Porto?

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Pelos vistos, dizem alguns órgãos de comunicação social, André Villas Boas é o novo treinador do FC Porto. Não espanta. Apesar de muitos nomes falados nas últimas semanas, incluindo o de Paulo Bento, deve acabar por ser o técnico que esteve, por duas vezes, com um pé em Alvalade, a assentar os dois no Dragão.

À Lusa, o técnico já disse que está a ser alvo de especulação. Do FC Porto dizem que Jesualdo é o treinador, até ao próximo domingo, quando estará no encontro de Treinadores de Elite da UEFA.

Mas já sabem aquela de que no futebol o que hoje é verdade, amanhã é mentira. O mundo do futebol gira a uma velocidade impressionante. E até têm razão, pois se não há contrato assinado… É porque não é.

Com Mourinho partilhou algum tempo no FC Porto, no Chelsea e no Inter, até decidir avançar com uma carreira a solo. Partilha ainda uma enorme ambição. Não sei o que verdadeiramente vale como treinador. O período em que treinou a Académica não deu ainda para ver o que vale nos treinos e no banco.

Mas já deu para perceber que, nas declarações, tem algo do mestre Mourinho. Faltam os títulos.

Espanha adia TGV

Para a humilhação ser total só faltava que fosse a Espanha a tirar o tapete aos nossos “estadistas” e, com isso, negarem-lhes o derradeiro argumento. Temos um compromisso com Espanha!

Só que os governantes do outro lado da fronteira já perceberam o problema que têm em mãos e como gente séria que são, embora incompetente, já fizeram o que o interesse nacional lhes exige. Ouvir! Ouvir o que políticos e gestores, associações e sindicatos lhes explicam, uma e outra vez. Não há dinheiro, não há palhaço!

Mas o nosso governo, diz hoje uma coisa e amanhã outra, se está a falar na TV diz uma coisa , se for em Bruxelas diz outra.

E, como se percebe, Sócrates vai dar outra lição ao mundo! Vamos ter uma linha de TGV entre o Poceirão e Caia, que recomeça em Madrid!

Um diz "mata!", outro diz "esfola!"

Pedro Passos Coelho, ajudante número 1 de José Sócrates, disse hoje:

“A Constituição tem implícito um programa de governo, ao dizer que a Educação e a Saúde têm de ser tendencialmente gratuitas. O problema é o irrealismo destas propostas. Sabemos que a educação e a saúde não são tendencialmente gratuitas”.

Pois é, a Constituição Portuguesa, esse manual de práticas despesistas, consagra que compete ao Estado assegurar o acesso a cuidados de saúde e a uma escolarização tendencialmente gratuitas.

Mas esta geração de pragmaticíssimos gestores transformados em políticos, e que não são mais do que marionetas trôpegas, com os cordelinhos demasiado à vista, de um poder económico cada vez mais exigente com os seus títeres,  acha que a Constituição já não se serve os supremos interesses do país. [Read more…]

Humilhação – A esquerda do sul da Europa…

É assim que nos tratam na UE! Com o socialismo e a social-democracia definitivamente no fundo da gaveta, sem estratégia, sem planos e sem programas, os três países – Portugal, Espanha e Grécia – envergonham os seus povos.

Governados por socialistas, deixaram campear o mais desbragado liberalismo, sem regras, sem ética, sem solidariedade! São os países mais pobres e mais injustos, onde os gestores públicos ganham três vezes mais que os seus pares nos países decentes e os trabalhadores um terço . Mesmo trabalhando não saem da miséria, é o perfil do novo trabalhador oferecido ao mundo por esta esquerda, que enche o Estado de tudo e todos e tudo faz mal.

Uma esquerda que enche a boca de social, de segurança e de Justiça, mas que mais não faz que criar novas elites cheias de dinheiro, de gente dos partidos, da alta administração pública.
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Aeroporto da Portela: A TAP e a gestão da crise – A inabilidade e a incompetência

Uma mensagem de um magistrado brasileiro, vítima dos estrangulamentos e dos cancelamentos de voos em Lisboa em consequência das cinzas provenientes da Islândia.

“Que sufoco! Foram mesmo dias de suplício. Fome, sono, falta de higiene… Tudo contribui, porém, para o nosso crescimento.
Tomara Deus que todos os Juízes tivessem oportunidade de passar por aquilo por que passámos, para poderem compreender o sentimento das vítimas, quando se propusessem julgar causas semelhantes… Todos se conformaram com o fato da natureza (as cinzas que pairavam nos ares e dificultavam a navegação aérea), mas estamos por demais indignados com a falta de gestão e os procedimentos da TAP.
Que descaso!… Sem alimentação, sem hospedagem… Certo que o Papa estava em Lisboa e não havia tantos hotéis assim disponíveis.
Mas a falta de informação – a que a TAP nos forçou – é que mais irrita e causa indignação! Nos conduziam como bois para filas intermináveis, para recebermos informação nenhuma, ou, por outra, falsas e mentirosas. Para completar, nos “despacharam” para São Paulo, e deixaram nossas malas em Lisboa, sabe Deus onde e como.
A TAP tem de entender que não pode tratar assim a sua razão de ser: os consumidores.
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Bruna Real, a Republicana (1)

Destruição na Luciano Cordeiro: Lisboa Arruinada


Lembram-se desta casa que outrora foi a sede da editora D. Quixote? Estava há anos abandonada e a pedir que a restaurassem. Tal não aconteceu. A Câmara Municipal de Lisboa autorizou outro tipo de destino. Eis as provas.


Em quatro dias, o fim de uma casa bonita e que durante gerações albergou famílias e negócios. É a Lisboa democrática…

Corrigir para evitar enganos:

Caro P. Guinote, o que Passos Coelho disse foi:

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/passos-coelho-acusa-socrates-de-fazer-leitura-irrealista-da-situacao-do-pais_1437950

Nesta sua intervenção, que os jornalistas puderam ouvir, mas não registar, Pedro Passos Coelho considerou que, “não havendo confluência de pontos de vista dos dois maiores partidos”, o país está perante um problema que só se resolve com eleições, que “Portugal não está em condições de enfrentar” neste momento de crise económica e financeira.

Estou esclarecido!

Agora sim, fiquei esclarecido: evitar a bancarrota.