No Dia Europeu Dos Vizinhos – Água: Direito fundamental?

A ÁGUA É UM DIREITO HUMANO.
 
O fornecimento de água jamais deveria ser suspenso fosse qual fosse a circunstância.
O problema do incumprimento das obrigações contratuais por parte do sumidor, designadamente do preço, situa-sea outro nível. E é susceptível de demandar múltiplas soluções.
O importante, poré, é não confundir inadimplência (incumprimento) com indigência: a inadimplência pune-se; a indigência supre-se através de procedimentos assistenciais – subsidiam-se aspessoas, não as empresas concessionáriasde serviços públicos.
Empresas há a operar no sector que agem despudoradamente, sem um mínimo respeito pela dignidade da pessoa humana.
Em Fafe, contra-razão, a Indáqua suspendeu o fornecimento a um escritório em que um munícipe exercia a sua actividade profissional.
Requerida providência cautelar, o tribunal levou 90 dias (leu bem: noventa dias) a decretar a medida cautelar.
90 dias. Ouve-se, lê-se e não se crê na solução provisória, embora!
Em Azeitão, porque o consumidor reclamara da forma ínvia como a Águas do Sado se eximia ao cumprimento de uma ordem do tribunal arbitral, a empresa “cortou” a água à casa da família, em que se incluem dois menores de 10 e 13 anos, obviamente em idade escolar.
O consumidor recorre ao tribunal. Vai para um mês que está sem água em casa. Porque a providência não foi ainda decretada.
Ouve-se, lê-se e…pasma-se!
Portugal, tanto “progresso”, “modernices” nos planos da moral sexual, violência e arrojadas cenas de sexo nas televisões em horário vespertino ao alcance das crianças q. b. e… quanto à garantia de fornecimento de água, mesmo pelo recurso aos tribunais, “sopa”!
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Santíssima Trindade!

Eficiência económica, repartição social e liberdade! Esta é a Santíssima Trindade para que um país seja equilibrado , justo e próspero!

Quando não há criação de riqueza, o que há é a simples transferência da riqueza dos bolsos dos mais fracos para os bolsos dos mais fortes. É o que acontece em Portugal há pelo menos dez anos. Como se podem juntar fortunas se não há criação de riqueza? Como se pode suportar um Estado social se não há produção de riqueza? Isto, também explica porque há cada vez mais ricos por um lado e mais pobres, por outro. Sem criação de riqueza e sem um sistema eficaz de produção, não há um país justo.

Quando um país enriquece no seu todo, não há mal nenhum no enriquecimento de certa parte da população, desde que haja uma repartição da riqueza produzida capaz de melhorar o nível de vida de toda a gente. É inevitável a desigualdade da propriedade, e nada tem de mal, desde que o país enriqueça no seu todo e propicie as mesmas oportunidades a todos. A questão não é a igualdade na riqueza, é a igualdade de oportunidades e a existência do “elevador social”.

Por último, mas sendo a primeira e sem a qual as outras condições de pouco servem, a liberdade de viver numa democracia e num Estado de Direito, onde haja a primazia da Lei, em que as relações entre as pessoas, as empresas e o Estado estejam sujeitas a leis e a regulamentos a que todos, sem excepção, estão obrigados.

Mata a Fome, Consome, Consome

Nao sei se alguém se lembra. Lista de virtudes do idos anos 90. Repórter Estrábico.

Douro Sul – Fotografia

Encontro Aventar no Douro.

Esta foi a primeira imagem que tirei logo após o nosso encontro no Pinhão.

Paisagem soberba!

As que se seguem, são uma pequena amostra das paisagens que se podem encontrar por aquelas bandas. [Read more…]

Os alunos da Secundária de Ermesinde: Uma educação esmerada

Publiquei há uns meses o relato de uma série de agressões a professores na Escola Secundária de Ermesinde. Tudo rigorosamente verdade, transmitido por professores da Escola e com pormenores que por decência me escusei a transcrever.

Um dos alunos  da Secundária de Ermesinde, sem dúvida um modelo de civismo, brindou o Aventar com um comentário de fino recorte literário. Não poderia privar os nossos leitores de um naco de escrita de tanta elevação intelectual por parte de um aluno que assina com o nome de Unnamed.

OH RICARDO TU DEVES DE TER O FEIJÃO ATRACADO NO CU!!!!

ÉS UM GRANDE PANELEIRO TU E OS JORNALISTA DEVIAM DE IR TODOS PARA A PUTA QUE VOS PARIU.

ÉS UM FILHO DA PUTA DE UM AZEITEIRO!!!

E TRATA LÁ DO TEU BLOGUE DE CHACHA QUE EU NÃO PONHO MAIS AQUI OS PÉS JÁ BOI DO CARALHO.

Este aluno, pelo que sei, deve estar no 11.º Ano. Mais uns anitos e, vão ver, vai ser doutor.

P. S. – Tenho pena que o cobardolas não seja meu aluno. É que, se fosse, teria todo o prazer em ensinar-lhe uma série de regras básicas de civismo e de boa educação. Entre outras coisas, ensinar-lhe-ia que devemos assumir o que escrevemos, ou seja, assinar em nome próprio quando estamos a insultar alguém. E depois sofrer as consequências.
Só não poderia dar-lhe umas palmadas no rabo. É que o menino era capaz de ficar traumatizado.

Serviços de valor acrescentado- sms, mms – com suporte em serviços de comunicações electrónicas

Os nossos receios confirmaram-se. Avolumam-se as reclamações.
O DL 63/2009, de 10 de Março, acrescentou ao diploma dos serviços de audiotexto a norma que segue:
“São serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagem os serviços da sociedade de informação prestados através de mensagem suportada em serviços de comunicações electrónicas que impliquem o pagamento pelo consumidor, de forma imediata ou diferida, de um valor adicional sobre o preço do serviço de comunicações electrónicas, como retribuição pela prestação do conteúdo transmitido, designadamente pelo serviço de informação, entretenimento ou outro.”
E estoutra:
“Qualquer comunicação que, directa ou indirectamente, vise promover a prestação de serviços abrangidos pelo presente decreto-lei deve identificar de forma expressa e destacada o seu carácter de comunicação comercial, abstendo-se de, designadamente, assumir teores, formas e conteúdos que possam induzir o destinatário a concluir tratar-se de uma mensagem de natureza pessoal.”
 
E ao diploma que regula o regime de acesso e de exercício da actividade de prestador de serviços de audiotexto e de serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagem foram aditadas outras regras, de que cumpre destacar:
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Aventar no Douro

Foi bonita a festa, pá!

Uma parte do Aventar rumou ao Douro no passado fim-de-semana. O Luís foi de comboio e os restantes de automóvel. Todos foram recebidos pelo Douro em beleza. Esta terra de espantos que a labuta secular do homem e da  mulher transformou xisto em riqueza recebeu o Aventar de braços abertos. Agora só faltam as fotografias do nosso José Magalhães, a provar estas mal amanhadas palavras que escrevo.

A partida foi dada na Estação do Pinhão e estrada fora se passou por Valença do Douro, Castanheiro do Sul, Trevões, Paredes da Beira e se chegou a Vale de Penela, local de repasto. O Porco verdadeiro de lavrador criado livremente entre pomares e casas de lavoura foi servido aos comensais, regado por um Douro da Pesqueira e acompanhado por requeijão caseiro. Felizmente a ASAE não apareceu. A noite foi como a conversa, longa.

A verdade é uma, todos ficaram a saber que por estas terras durienses abunda a beleza e escasseia a rede de telemóvel, em especial a da Optimus (que antes era das melhores e hoje está abaixo de cão!).

Espero que o VW do nosso Ricardo tenha recuperado a genica e que o Pai do nosso Zé Mário esteja melhor. Obrigado a todos, foi um prazer receber o Aventar em Vale Penela e na nossa casa. Agora venham as fotos do JM!!!

Norte é N.

O Norte bem precisa!

A minha história de violência doméstica

Venho pela primeira vez partilhar a minha história de violência doméstica.

Namorei durante 5 anos com a pessoa mais querida e doce do Mundo. Era atencioso, querido e carinhoso, conheci-o no emprego e estava a atravessar uma época muito má da minha vida. Estava carente e só e ele aproveitou-se disso. Após 5 anos, decidimos casar. Na noite de núpcias, houve uma coisa que me disse, tu és minha para sempre’. Na altura, não liguei, até que ao fim de 2 anos de casamento tudo mudou.
Começou com uma bofetada, só porque não tinha as mesma ideias dele. Pediu desculpa e durante alguns meses não aconteceu nada, até que passou para as agressões psicológicas. Começou a controlar com quem falava, se saia, fez-me despedir do meu emprego para ficar em casa. Sempre que chegava a casa bêbado, bastava ver-me para as agressões psicológicas começarem. Era ‘puta’, ‘cabra’, que ele me iria educar, porque estava mal educada. Quando uma vez fiz-lhe frente deu-me um murro que fiquei KO, ai ele obrigou-me a fazer sexo com ele, sempre a bater-me, fiquei grávida da minha filha nessa noite, mas, mesmo assim continuou a bater-me em toda a gravidez, por isso tive sempre em risco de aborto. Quando ela nasceu, as coisas pioraram, tirou-me o meu carro, cartões bancários, BI, tudo o que pudesse, proibiu-me de falar ou ir a algum lado, tinha que estar em casa isolada do Mundo, telefonava várias vezes por dia para me controlar. Emagreci 22 Kilos, estava esqueléctica, não dormia e não comia, partiu-me 3 costelas, e a cana do nariz, fui parar 3 vezes ao Hospital, a ultima vez estava com 15 equimoses no meu corpo, fora as vezes que eu me curava em casa. O ano passado disse para mim ‘BASTA’, sai de casa a meio da noite, sem dinheiro, com a minha filha de 15 meses atrás, e meia dúzia de tarecos. Não se importa com a filha e continua a querer ‘mandar’ em mim, mas, prometi a mim própria que nunca mais, teria medo dele, nunca mais ele teria as rédeas da minha vida, nunca mais me humilhava, nem me batia. Por isso vivo actualmente um dia de cada vez, com os meus fantasmas, e os meus medos, mas com a esperança que um dia acordo sem eles em mim.

Boa Tarde,
Venho pela 1º vez partilhar a minha história de violência doméstica. Namorei durante 5 anos com a pessoa mais querida e doce do Mundo, era atencioso, querido e carinhoso, conheci-o no emprego, e estava a atravessar uma época muito má da minha vida, estava carente e só, e aproveitou-se disso. Após 5 anos decidimos casar, na noite de núpcias, houve uma coisa que me disse, ‘tu és minha, para sempre’, na altura não liguei, até que ao fim de 2 anos de casamento, tudo mudou, começou com uma bofetada, porque não tinha as mesma ideias dele, pediu desculpa a durante alhuns meses não aconteceu nada, até que passou para as agressões psicológicas, começou a controlar com quem falava, se saia, fez-me despedir do meu emprego para ficar em casa, e sempre que chegava a casa bebado, bastava ver-me para as agressões psicológicas começarem, era ‘puta’, ‘cabra’, que ele me iria educar, porque estava mal educada. Quando uma vez fiz-lhe frente deu-me um murro que fiquei KO, ai ele obrigou-me a fazer sexo com ele, sempre a bater-me, fiquei grávida da minha filha nessa noite, mas, mesmo assim continuou a bater-me em toda a gravidez, por isso tive sempre em risco de aborto. Quando ela nasceu, as coisas pioraram, tirou-me o meu carro, cartões bancários, BI, tudo o que pudesse, proibiu-me de falar ou ir a algum lado, tinha que estar em casa isolada do Mundo, telefonava várias vezes por dia para me controlar. Emagreci 22 Kilos, estava esqueléctica, não dormia e não comia, partiu-me 3 costelas, e a cana do nariz, fui parar 3 vezes ao Hospital, a ultima vez estava com 15 equimoses no meu corpo, fora as vezes que eu me curava em casa. O ano passado disse para mim ‘BASTA’. Saí de casa a meio da noite, sem dinheiro, com a minha filha de 15 meses atrás e meia dúzia de tarecos. Não se importa com a filha e continua a querer ‘mandar’ em mim, mas, prometi a mim própria que nunca mais, teria medo dele, nunca mais ele teria as rédeas da minha vida, nunca mais me humilhava, nem me batia. Por isso vivo actualmente um dia de cada vez, com os meus fantasmas, e os meus medos, mas com a esperança que um dia acordo sem eles em mim.

Lara Lino, publicado originalmente como comentário ao «post» Que nunca vos faltem as balas

Da nova governança europeia, crise do euro e da Europa, ao Vidas Alternativas

A  última quinzena que vivemos foi um período dramático  para Portugal, e para a Europa.
Houve graves riscos de rupturas económico-financeiras, por via dos ataques  que centrais de especuladores lançaram contra as dívidas soberanas de alguns Estados do Sul, designadamente Portugal, Espanha,e e até  Itália.
O Banco Central Europeu  teve de intervir, injectar dinheiro no sistema, e assim, evitar algumas possíveis bancarrotas.
Ficou agora claro  que a agenda europeia,em nome da solidariedade e do Euro- que a Alemanha tem evitado – é que comanda as agendas nacionais,e os diferentes e dolorosos PEC´s que estao a ser aplicados , para os trabalhadores dos diferentes países pagarem, como se os erros fossem deles. Há  um ataque ao Estado Social, ao Estado Previdência, tal como o concebemos na Europa desde o pós guerra.
Já é nitido que vai ser necessária uma governança europeia,centralizada,   que coordene sobretudo as políticas fiscais dos diferentes países, evite os nacionalismos e os gastos excessivos que os políticos gostam de fazer ,para deixar nome, ou obra, sem cuidar do futuro.
Sócrates ou os seus ministros andam  num vai e vem,para nos trazer os recados ou ordens de Bruxelas, e o que ontem nos anunciavam como  verdade, hoje já não é face à nova conjuntura  económico -financeira, global.
 
Temos de poupar, temos de produzir mais,  temos de criar mais riqueza, moderar os hábitos de consumo justamente num momento em que tudo isto parece muito difícil e as pessoas  desmobilizadas, não acreditam no futuro.
È possível  que venham outros impostos, outros cortes,   ou haja inflação, mas o que nos fica como  amargo na boca, desde  já ,  é que nem nos EUA, nem na Europa, nem em Portugal, até ao momento,  foram encontrados culpados.
 
Desde a falência dos dois grandes bancos americanos , há cerca de dois anos que eram prevísiveis  algumas destas consequências.
Ninguem viu, ninguém se importou, ninguém avisou,ninguém tomou medidas… [Read more…]

Um abraço

(adao cruz)

 Este quadro é um abraço a todos os aventares. Eu não me importo de ser o cãozinho!

As lágrimas de Mourinho


O Aventar ainda não lhe tinha feito a homenagem devida. José Mourinho foi odiado em Portugal, em Inglaterra, em Itália. E por todo o lado foram inventando razões para o seu sucesso. Não há, não há mais razões que não se prendam com uma única: ele próprio.
Soube bem mais esta vitória de um portugês. Mais uma vitória de quem faz mais pelo país do que mil políticos juntos. Mais uma vitória de quem remete os portugueses ditos importantes, de Sócrates a Passos Coelho, para a sua verdadeira insignificância.

O Aventar na alta finança!

A agiotagem espreita, eles sabem que no Aventar “pilim” é a única coisa que falta, o resto temos para dar e vender. E reparem no fino recorte técnico da proposta. Claro que para nós só  interessa a “faixa” dos 100 milhões…

Caro senhor / senhora,
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Os feriados em Portugal, na UE, e as deputadas fracturantes

Ouve-se muitas vezes que temos mais feriados que os outros países europeus, mas pela primeira vez alguém tem a coragem de propor no parlamento a sua redução.

É preciso coragem para afrontar o descanso e as tradições, e até era capaz de discutir a validade de alguns feriados religiosos referentes a práticas hoje ultra-minoritárias, mas antes achei melhor ir verificar os feriados dos outros.

Ora conforme a tabela que publico no final deste texto temos12 feriados por ano, sendo a média comunitária de 11,92. Sendo as médias o que são, mas os arredondamentos o que sempre foram, estamos na média, diria eu.

Faltam, aqui as tolerâncias de ponto, exclamarão os intolerantes. Pois faltam. Mas não só elas são supostamente excepcionais, como por regra só afectam a função pública, e convinha saber se outros países não as usam, para continuarmos a comparar como deve ser.

O tal excesso de feriados que não temos seria uma causa da nossa baixa produtividade, acrescido da tendência para gerarem pontes. Ora as pontes consistem muito simplesmente na utilização de um dia de férias, numa sexta ou numa segunda-feira. Diz o bom senso que férias repartidas têm efeitos bem mais positivos no descanso dos trabalhadores que o tradicional mês de férias por inteiro. Diria mesmo que fechar o país no mês de Agosto (o que é bem visível nas grandes cidades) é uma tolice, e ainda por cima num país que pretende atrair turistas. [Read more…]

10 minutos de viagem, 60 minutos de atraso!

Somos um país moderno, pensamos em grande, grandes autoestradas, as pontes maiores da Europa, o TGV, o aeroporto “HUB” à volta do qual vão cirandar os aviões de todas as companhias…

Eu, no sábado, comprei um bilhete no Pendular para ir ao Porto, paguei o que me pediram, aliás não há concorrência, se quiseres escolhe, podes ir de carro ou de avião, mas de comboio é mesmo aquele, aí vou eu todo contente, adoro andar de comboio, já dei uma volta à Europa de comboio, e nos países escandinavos acordei no mar alto dentro de um comboio que por sua vez estava dentro de um barco, e o horário é cumprido ao minuto.

Pois, no sábado, ao fim de 10 minutos de viagem o comboio parou, trabalhos na linha, quando me venderam o bilhete (trata-se, para todos os efeitos, de um contrato) já sabiam que não podiam cumprir a parte deles que era colocarem-me em Campanhã em 2 horas e 45 minutos depois. Estivemos parados 60 minutos ou perto disso, cheguei ao destino com duas horas de atraso, diz-me o revisor do comboio que apanhei de ligação para Pinhão, não é este o comboio era o anterior, pois era, digo eu…

A apDC propõe ao Parlamento

A apDC propõe ao Parlamento que os procedimentos cautelares – em matéria de serviços públicos essenciais – se defiram em 48 horas.
Ante precedentes perigosíssimos – a que se vem dando destaque e se traduzem em procedimentos relativos à religação da água cuja duração se protraiu por 90 dias ou, em caso recente, três semanas volvidas sobre um intempestivo “corte” uma família com duas crianças está sem água, num sufoco incompaginável com os pergaminhos de um qualquer Estado de Direito -, a apDC entende propor ao Parlamento que neste particular se encurtem substancialmente os prazos gerais, absolutamente descabidos, e em 48 horas os juízes sejam obrigados a decidir, sob pena de responsabilidade.
Com efeito, os prazos em geral cominados na lei são absolutamente indefensáveis neste peculiar segmento das relações de consumo.
Repare-se no que o artigo 382 do Código de Processo Civil estabelece:
“ARTIGO 382.º
(Urgência do procedimento cautelar)
1. Os procedimentos cautelares revestem sempre carácter urgente, precedendo os respectivos actos qualquer outro serviço judicial não urgente.
2. Os procedimentos instaurados perante o tribunal competente devem ser decididos, em 1ª instância, no prazo máximo de dois meses ou, se o requerido não tiver sido citado, de 15 dias.”

60 dias? 15 dias? Para a água, a energia eléctrica, outras fontes energéticas, as comunicações electrónicas, para não dizer o mais?
De nenhum modo…
Urge que os poderes, revelando particular sensibilidade na esfera do social, ajam sem detença por forma a adequar a lei à instante necessidade de se resolverem, ao menos provisoriamente, os litígios neste domínio.
Quarenta e oito horas até é demais! Mas, conceda-se: quarenta e oito horas e não mais.

Proposta

(Sem querer abusar, mais um texto do meu filho Marcos Cruz, na sequência do anterior).
PROPOSTA
Desculpem lá fazer render mais um bocadinho o peixe de ontem, mas o retorno que tive foi tanto e tão bom que não resisto a partilhar convosco uma ideia que se alojou em mim há já algum tempo e desde então vem fervendo no meu espírito com a brandura aconselhada às ideias mais atrevidas. Tenho conhecido, ao longo da vida e, sobretudo, nos últimos tempos, muita gente com valor (claro que isto é sempre um juízo subjectivo), com ideias e propostas novas para uma sociedade que não está bem nem se recomenda, a maioria das quais radicando naquilo que deveria, pensam elas, ser o mais decisivo factor de emprego dos tempos actuais, já para não dizer de todos os tempos: o altruísmo.

Bangkok: as provas esmagadoras


Video dedicado aos politicamente correctos do costume.Ainda têm dúvidas, então vejam com atenção e leiam a tradução para inglês. Imaginem discursos destes no Rossio, na Trafalgar Square, Praça Vermelha, Tiergarten ou La Concorde… Thaksin, Nattawut Saikua e o pérfido “Dr.Weng” estão em muito maus lençóis.
Nos EUA, Rússia, China, Irão, a pena seria capital. Na maioria dos países da cretina e inconsciente “União Europeia”, a prisão perpétua seria implacavelmente aplicada. Sem hesitações.

Eles dançam, nós andamos à roda

A culpa é do Sócrates


Estou a escrever este post nos Moinhos da Tia Antoninha, espaço de turismo rural de grande aprazibilidade em Leomil – Moimenta da Beira, em pleno retiro espiritual dos autores do Aventar.
A noite ontem correu mal, apesar do excelente jantarno palacete do passista da casa. O carro avariou e não saiu mais do sítio às 2 da manhã. As placas de sinalização para Moimenta simplesmente não existiam. A rede de telemóvel era fraca, fraquinha…
Conferenciámos, os bloguistas presentes, e chegámos a uma conclusão. Como é óbvio, como tudo o que acontece neste país, a culpa é do Sócrates.

Pézinhos na terra – saídas políticas?

Não há em mais país nenhum da Europa uma esquerda, à esquerda do PS, que tenha o score eleitoral que ronde os 20%. E porquê? Porque quer o PCP quer o BE nunca estiveram no governo e sabem, que quando forem governo, desaparecem como desapareceram nos outros países europeus os partidos irmãos!

O PCP e o BE apresentam o discurso  da “esquerda” solidária e anti-capitalista porque sabem que nunca terão oportunidade de a implementar. Sendo mais explícito: O PCP e o BE não querem ir para o governo! Isto é tão evidente, que na actual situação, o PS está em minoria e não conseguiu, nem sequer tentou “arrumar-se” à esquerda e, com isso, governar em maioria. Não é uma suposição, é uma evidência!

Mas em democracia podemos continuar a fazer de conta e a oferecer a Lua ao povo que, por enquanto, não paga imposto!

Uma maioria absoluta é “contra natura”. A democracia é por excelência discussão de ideias, ouvir, negociar, encontrar caminhos. Após a maioria absoluta de Sócrates e enquanto não nos esquecermos, mais ninguem terá maioria absoluta em eleições legais e democráticas. No resto dos países da Europa, onde as coisas funcionam e as pessoas são respeitadas, é assim. Na Espanha, em Portugal e na Grécia é que são precisas maiorias absolutas para o governo andar à rédea solta, com os resultados conhecidos. É bastante curioso!

Juntar os dois partidos dos “interesses” a governar é “pior a emenda que o soneto”, deixa de haver na oposição alternativas crediveis e a democracia não vive sem alternativas .Resta, pois, a maioria à direita!

É mau? Ao ponto a que chegou o Estado socialista que o PS, o BE e o PCP defendem, não é mau, temo mesmo que não haja outra solução. Mas a verdade é que não há alternativas credíveis. Pode ser bom perante o Estado gordo e ladrão que é o nosso, emagrecendo-o.

A culpa é  da esquerda que em 30 anos nunca conseguiu entender-se, porque o PCP e o BE oferecem o que os portugueses rejeitam nas urnas, e não cedem no seu discurso em relação ao PS, inviabilizando uma solução sólida à esquerda! Uma solução liberal e social-democrata é uma solução na linha dos países europeus com melhor nível de vida.

Não vale a pena, pois, atirar as culpas próprias para cima dos outros. As coisas são como são!

Ontem à noite…quem diria!

(pormenor - adao cruz)

Ontem à noite…quem diria!

 A poesia era o espaço entre a inocência e o dia, uma espécie de alforria e resgate da cidade, redimindo às portas da sorte o silêncio de mil noites. Vago sentimento de uma consciência acordada pelo gemido do vento, poesia real fundida e refundida, sensual e nua.

 A vítima que há dentro de nós procura sempre o amor na oculta complexidade dos processos, na constante empatia do sofrimento. Nada mais relativo do que o sofrimento, movimento de tudo, senhor do silêncio vivo que arde dentro do poeta.

 A poesia distorce a relação com a vida, abraça o sonho parasita do amor verdadeiro e cada um tem dos restos de si próprio a elegante ideia de uma identidade interior.

 A poesia é assim!

 Ontem à noite…quem diria!

From Bangkok…


SAR Sirivannavari Narirataná

el combate naval de Iquique

Monumento a los héroes navales de la Guerra Del Pacífico,1879-1886, Perú y Bol+ivia contra Chile

Me es casi imposible, como se dice en el Castellano de Chile, no escribir algunas palabras de honra a los que supieron defender la honra de la República de Chile que durante los finales del Siglo XIX, vivía en paz y harmonía. Excepto, como tengo relatado en otros textos, los desacuerdos entre partidos políticos, desde el día de la Independencia de Chile, que se conmemora el 18 de Septiembre, desde el año 1810. Ese fue el día en que la independencia de la corona de España comenzó, cuan el Rey Borbón Fernando VII fue substituido por el hermano de Napoleón Bonaparte, José, que no sabía gobernar. Como sabemos ya por otros ensayos míos, el representante de la Corona convocó a una reunión de notables, dijo: en España no hay Rey, no tengo a quién representar: os entrego el bastón y el mando. Los notables eligieron al ya muy anciano Conde de la Conquista, Mateo de Toro y Zambrano, como Gobernador de un Chile libre. Las escaramuzas por el poder comenzaron, la familia Carrera organizó el primer golpe de estado, derrocaron al Conde, que se fue a su casa a morir. [Read more…]

José Garcia Domingues

Realizou-se hoje em Silves uma sessão de homenagem ao Dr. José Domingos Garcia Domingues, considerado o maior arabista português do século XX,  na altura em que se comemora o centésimo aniversário do seu nascimento.

A sessão, organizada pelo Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves (CELAS), contou com a presença de três palestrantes, o Prof. Dr. António Rei, o Prof. Dr. António Dias Farinha e o Dr. Adalberto Alves, que evocaram a grande figura que foi Garcia Domingues e o contributo que deu para o conhecimento da história Luso-Árabe.

Durante a sessão foi lançada a segunda edição da sua obra “História Luso-Árabe”, em cuja introdução escreve o Dr. Adalberto Alves:

“Se não vivêssemos, actualmente, num tempo de total abastardamento ético, político, cultural e social, certamente que Garcia Domingues teria homenagens a nível nacional, como era seu direito e nosso dever.”

Já não há duros

Já todos lhe conheciam a língua mordaz, o comentário implacável, a resposta avinagrada. À sua mesa ninguém se sentaria; respeitosos acenos de cabeça e até mais logo.

Ágil no raciocínio, lúcido na análise, desapiedado das fraquezas alheias, um duro à moda antiga.

Sentei-me a medo à sua frente, sabendo que corria o risco de ser tida por adversária e desencadear um combate que eu não queria travar.

Que diabo, tinha de me tocar aturar este gajo, um tipo insuportável.

Puxei a cadeira para a frente, endireitei as costas e olhei-o de frente.

E vi-lhe a camisola de lã, pontuada de borboto, a barriga bojuda que a camisola não escondia, o gesto tenso do pescoço, uma incomodidade mal disfarçada que o fazia baixar o olhar. E as mãos, essas mãos gordas e brancas, mãos sapudas, de avozinha, mãos de um homem por quem as mulheres sentem ternura mas não desejo.

As mãos de um homem que ama em silêncio a mesma mulher há muitos anos e nunca lhe dirá nada.  E passa as noites em claro, a censurar-se pelo que disse e pelo que não disse.  E se levanta, já a manhã vai alta, para diluir em sarcasmo o nó de angústia das madrugadas.

Às vezes é assim que se faz um amigo.

Mirandela – Matcho Transmontano – a Bruna que se acautele!

Em Mirandela existem alguns blogues interessantes, como A RESSACA, e A MOCA de SANTO HILÁRIO, mas o que verdadeiramente me admira é o MATCHO TRANSMONTANO. Como é que este blogue convive com a Mirandela que afasta e despede a professora?

Não deveria o Matcho estar já a liderar uma contestação generalizada contra o Presidente da Câmara e a sua vereadora? Exigir a integração da Bruna junto dos alunos?

O que até aqui se viu em alguns blogues locais foi uma triste imagem do matcho transmontano! Será o verdadeiro Matcho Transmontano capaz de de dar a volta por cima?

De Bangkok

Bem ao contrário daquilo que se quis fazer crer, o golpe de Estado que anteontem chegou ao fim, tinha contornos muito mais escusos do que a eterna luta entre “ricos e pobres”. Financiado por um conglomerado capitaneado pelo bilionário Thaksin, o chamado movimento “red” constituiu uma frente de descontentes. Se existiam grupos que realmente pugnavam por mais reformas democráticas – aliás em acelerado curso pelo moderado governo de Abhisit -, outros tinham como principal móbil, a garantia dos seus direitos de cacicagem local. De facto, durante o consulado de Thaksin, procedeu-se a um extensivo plano de consolidação de um poder pessoal que encontrava ramificações nas elites empresariais provinciais. Paradoxalmente, contaram com a colaboração do ultra-minoritário e há muito amodorrado PC Tailandês, um braço maoísta local. Precisamente seria este reduzido grupo de uma grande solidez ideológica e capaz de organizar as milícias bem armadas e treinadas à maneira dos Vietcong, quem acabaria por ditar a evolução dos acontecimentos. O fim da ocupação da capital tailandesa, era nada mais, senão a queda do regime e a nepalização do país, na senda daquilo que a China e os seus aliados de Wall Street têm promovido por toda a região. É uma luta de interesses geoestratégicos, precisamente no momento em que tomado o Nepal, controlando o Laos, influenciando fortemente o Camboja e a Birmânia, falta à China o controlo da passagem entre o Índico e o Pacífico. Neste momento, está aberta a passagem para a Índia, controlando o exército chinês as alturas dos Himalaias as nascentes dos grandes rios que nascendo nessa cordilheira, desaguam no Golfo do Sião, no Pacífico ocidental e no Índico. Pequim pode utilizar a água como garrote imposto aos países seus vizinhos.

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Hoje há cinema

Johnny Guitar, às 23h, na RTP2.  Um quarto de hora antes João Bénard da Costa explica porque foi este o filme da sua vida. Da minha não é o, mas faz parte. E se não faz parte da sua experimente. Não dói nada.

O Blogue mais português de Portugal é????

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