FUTaventar S.L.Benfica #14

Limpinho!
E afinal parece que o Natal não vai ser tão bom como se previa aqui no Aventar!
Parece que temos BENFICA pelo menos até ao ano novo!
O mais e o menos… a raça do Benfica, a táctica, a vontade e Ramirez… Saviola
O menos… quase tudo no Porto – que me recorde… nem uma única oportunidade de golo!
Para memória futura, um penalty limpinho ficou por marcar.

Em 14 de Agosto, a algumas horas de começar o campeonato, escrevi ” Jesus e Bento, deixo-vos aqui a receita para conseguirem destronar o Jesualdo: façam 70 pontos, marquem mais de 60 golos e sofram menos de 20.”

Pois bem, o Benfica tem 33 pontos, 38 golos marcados e 9 sofridos. Contando que ainda não estamos a meio do campeonato, diria que o objectivo golos marcados está claramente a ser cumprido (seria 35 nesta altura), 9 golos… é o limite. Os 33 pontos, é pouco… dariam 66… O que é perto do objectivo…
Estamos no bom caminho – espero que passem um bom natal aí em baixo!

Um desejo

Um desejo

FutAventar…

…nada a declarar. As grandes dores são mudas…

Poesia – Inverno – Bocage

Bocage

Já o Inverno, expremendo as cãs nevosas,
Geme, de horrendas nuvens carregado;
Luz o aéreo fuzil, e o mar inchado
Investe ao pólo em serras escumosas;

Ó benignas manhãs!, tardes saudosas,
Em que folga o pastor, medrando o gado,
Em que brincam no ervoso e fértil prado
Ninfas e Amores, Zéfiros e Rosas!

Voltai, retrocedei, formosos dias:
Ou antes vem, vem tu, doce beleza
Que noutros campos mil prazeres crias;

E ao ver-te sentirá minha alma acesa
Os perfumes, o encanto, as alegrias,
Da estação que remoça a natureza.

Inverno: Jorge de Sena

Glosa À Chegada do Inverno

Ao frio suave, obscuro e sossegado,
e com que a noite, agora, se anuncia
depois de posto, ao longe, um sol dourado
que a uma rosada fímbria arrasta e esfia…

Da solidão dos homens apartado,
e entregue a tal silêncio, que devia
mais entender as sombras a meu lado
que a terra nua onde se atrasa o dia…

Recordo o amor distante que em mim vive,
sem tempo ou espaço, e apenas amarrado
à liberdade imensa que não tive,

e que não há. Como o recordo agora
que a luz do dia já se não demora,
se apenas de si próprio é recordado?

(Líricas Portuguesas, Portugália Editora)

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – Dez/09 – #3: Phoenix

Continuando na selecção dos melhores de 2009 (ver AQUI) aqui está mais um: os Phoenix e o seu Wolfgang Amadeus Phoenix lançado em Maio de 2009 e que muitas vezes utilizei como música de fundo nalguns trabalhos de vídeo.

Copenhaga – uma benção

Quem falhar a primeira casa de botão

atrapalha-se com o resto do abotoamento”

Johann Wolfgang von Goethe

Se em Copenhaga tivesse havido um acordo concreto, com muitas centenas de milhares de milhões de euros de investimentos no meio, então ter-se-ia falhado a “primeira casa de botão” – e, com isso, perdido muito tempo e dinheiro.

Tendo havido um desfecho inconclusivo – flop –, existe esperança que com o avançar implacável da crise mundial de sentido e de economia se identifique rapidamente a verdadeira “primeira casa de botão”, ou seja, o actual estrangulamento central que impede o nosso desenvolvimento e que tem que ser resolvido em primeiro lugar. E então o tema central serão as causas imateriais-psiquicas subjacentes à crise mundial e respectivas soluções e não uma das suas muitas consequências.

Assim, os mais novos entre nós dos quais muitos hoje estão totalmente convencidos da alegada cadeia causal tão dúbia como mecanicista – emissão de CO2 = fim do mundo –, verificarão dentro de 20, 30 ou 40 anos que o fracasso da cimeira de Copenhaga foi um benção porque nos obrigou a prestar atenção sobre os perigos muito mais graves e mais imediatos.

Rolf Dahmer

Heterogeneidade de sentimentos

Dois problemas agitam a nossa sociedade, ou a nossa cultura. Nós Antropólogos denominamos cultura as formas de pensar, fazer e sentir, ai onde os sociólogos denominam sociedade a um conjunto de pessoas que partilham a mesma língua, ideias constitucionais e tradição histórica. Sociedade é partilhar a mesma memória e configurar um mesmo futuro. Cultura é conhecer essa memória, respeitar a sua normatividade ou manipula-la.

mãe a falar com filho

mãe a falar com filho

Afirmo no título que nas várias sociedades do mundo e dentro dos seus segmentos, palavra criada como conceito por Durkheim em 1894, Les règles de la méthode sociologique , que pode ser lido em http://classiques.uqac.ca/classiques/Durkheim_emile/regles_methode/regles_methode.html existe uma variedade de sentimentos.

Nós, ocidentais, estamos habituados as formas de relação social, onde é a pessoa masculina a que manda, orienta, e perfilha aos filhos do casal. Esses descendentes, levam o seu nome, como está definido no Código Civil que nos governa, Livro IV, Direito de Família, artigo 1576 e seguintes, especialmente Título III, Da Filiação, artigos 1798 e seguintes, texto que permite a adopção e a comunhão de bens. Ideias todas retiradas da cultura à qual estamos habituados, desde que a nossa República nasceu como Monarquia, em 1806. Monarquia cristã, que submete aos filhos aos seus pais – antigamente apenas ao denominado cabeça de casal, o homem de casa, hoje em dia aos dois por igual, pai e mãe. Tão habituados estamos, que a lei não é respeitada e mulher e filhos são subordinados ao adulto masculino denominado pai. É a nossa cultura… [Read more…]

O solestício de inverno a chegar: Piazzolla

Piazzolla: Invierno Porteño

Portugal 2009

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E NEM SEQUER FOI ANO BISSEXTO.

. 2009
.

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Mas que raio de ano foi este de 2009.

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Em Portugal,

Arderam mais hectares de floresta do que é costume.

Houve mais crimes violentos do que é costume.

Há mais fome do que é costume.

Há mais doenças novas do que é costume.

Há mais tráfico de droga do que é costume.

Há pior educação do que é costume.

Há pior economia do que é costume.

Há pior política do que é costume.

A crise é pior do que é costume.

A vida é muito pior do que é costume.

Anda meio País a ser enganado pelo outro meio, como de costume.

Há mais corrupção do que se imaginava e era costume.

E como de costume os mandantes não se entendem para nos salvar.

E eu não costumo estar acostumado a estes costumes.

QUE RAIO DE PAÍS ESTE EM QUE VIVEMOS.

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E no mundo em geral,

Morreu mais gente importante do que é costume.

Cairam mais aviões do que é costume.

Há mais guerra do que é costume.

Há tanta ou mais fome do que é costume.

Está tudo mais quente do que é costume.

E como de costume os mandantes também não se entendem para o salvar.
E eu não quero estar acostumado a estes costumes.

Que raio de ano este, que nunca mais acaba!

QUE RAIO DE MUNDO ESTE EM QUE VIVEMOS.

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Há para aí um novo mundo, a quarenta e dois anos luz de distância.

Podemos ir para lá?

-Ainda não?, e uma ilhotazita perdida no meio de Atlântico ou do Pacífico, pode ser? Por favor? Hum?

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F.C. Porto vs benfica:

Eu vou ver no meio de mouros ferrenhos no Abacaxi (Maia). Na blogosfera podem acompanhar:

AQUI
AQUI
AQUI
AQUI
AQUI
AQUI

Poemas com história: Memória descritiva

Com «Memória descritiva» encerro esta série dos «Poemas com história» Durante alguns meses, à razão de um por semana, aqui fui fazendo desfilar textos poéticos que escrevi, sobretudo durante o período da ditadura – alguns pertenciam a livros que foram apreendidos pela polícia, tais como «A Voz e o Sangue» (1ª edição em1967) e «A Poesia Deve Ser Feita Por Todos» (1970). O primeiro destes títulos foi a causa próxima da minha prisão em princípio de 1968. Outros pertenciam à única colectânea de poemas que publiquei depois de 1974 – «O Cárcere e o Prado Luminoso» (1990). Alguns, muito poucos, eram inéditos. [Read more…]

Ricardo Rodrigues e o gang internacional

Os invulgares talentos do vice-presidente da bancada socratista já tinham sido referidos algumas vezes no Aventar.

Agora é o Tribunal da Relação de Lisboa que confere:

A Relação, pronunciando-se sobre a utilização da expressão gang, considerou que a palavra era “insultuosa e indelicada”, mas estava “justificada em factos”.

O juiz de instrução concluiu que a acusação de que Rodrigues se envolvera “com um gang internacional” tinha sustentação.(…)

A sua sustentação como porta-voz do PS para questões ligada à corrupção, nomeadamente em relação aos offshores que tão bem conhece, leva-me a desconfiar que se trata de uma escolha tecnocrática: o  homem é sem dúvida um especialista, e estava fora de causa ter-lhe atribuído o ministério da Agricultura, como chegou a ser boatado. Aguarda serenamente por uma vaga na Justiça, ou mesmo nas Finanças.

Pai natal do prego

Na minha rua há uma casa de penhores. O prego, como lhe chamam. Vem muita gente pôr os bens que lhe sobram no prego, mas nunca aparecem com sacos ou maletas, e por isso suponho que só trazem coisas pequenas: um relógio, o cordão de ouro da avó, a aliança de casamento.

Á porta do prego está um polícia que se aborrece a ver o entra e sai desta gente, e se entretém a seguir com os olhos as mamas da filha da dona do café, que passeia saltitante pela rua acima e abaixo. [Read more…]

Os interludios do presidente

Cavaco Silva diz que o casamento não passa de uma questão lateral. O foco deve estar nas questões económicas, de resolução da crise.

Todos concordamos que o combate da crise e’ prioritário. Mas não vejo porque todo o pais só trate, durante meses, uma única matéria. Como se não houvesse mais vida alem do orçamento.

Portanto só há duas formas de ver a coisa: o presidente acha que o casamento gay e’ uma questão de direitos e promulga a lei em dois tempos; ou o presidente tem asco só a esta ideia e nem sequer a admite. Neste caso, a resposta que deu foi de desprezo pelo tema e pela lei aprovada pelo Conselho de Ministros.

Eu desconfio de qual seja a razão. Não sei o que vocês pensam disso?

O encenador e o coro

Cavaco Silva, perante as perguntas dos jornalistas, acerca do casamento gay, respondeu que estava mais preocupado com outras questões, como sejam as económicas, o déficite, a dívida externa, o crescimento do PIB.

Naturalmente que as prioridades no momento são aquelas e não outras. A crise está aí para durar, o desemprego a crescer continuamente, todas as energias são poucas para atacar tão dificeis problemas.

Hoje, já veio a público o coro socialista habitual, amestrados, aí estão a fazer o “número” preparado, o presidente está a meter-se na governação.

A seguir vamos ter a regionalização, enquanto o Orçamento Geral do Estado, vai sendo preparado no maior dos segredos, sem colaboração da oposição nem da sociedade civil.

A encenação, rotineira e sempre vista, está a tomar forma, ou o orçamento passa sem discussões “inuteis” ou então, o coro afinado entra em cena.

Deixem-nos governar!

A máquina do tempo: nota sobre Federico García Lorca

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Depois de dois dias em que fui relatando o que ia acontecendo nas procura dos restos mortais de Lorca, vou hoje, finalmente, falar sobre a vida e a obra do grande poeta, embora os elementos essenciais da sua biografia estejam contidos nos dois vídeos que encabeçam este texto e que devem ser visionados de seguida, pois, no seu conjunto, constituem uma narrativa muito interessante.

Mario Hernández, catedrático de literatura espanhola da Universidade Autónoma de Madrid, grande estudioso da obra de Lorca, o jornalista Antonio Ramos, a empregada dos pais do poeta, María Matas e Alfonso Alcalá, da Casa Museu Fuente Vaqueros, traçam-nos um retrato impressivo, emocionado, mas veraz, da sua biografia. Dispenso-me de repetir esses dados. [Read more…]

inverno: vivaldi leva com as guitarras, estremece no túmulo, mas até acha piada

Alexi Laiho & Roope Latvala,  Le quattro stagioni de Vivaldi, inverno, Allegro non molto

Têm montes de pinta no fim, quando acabam e abanam os cabelos.

Copenhaga fracassou

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2007: Pólo Norte, “Um dia tudo isto será teu, filho!”

2057: Pólo Norte, “Fixe, obrigado pai!”

Copenhaga fracassou. Que surpresa…

Poemas do ser e não ser

A saudade vai de barco

leva na frente a luz vermelha

que fende as águas verdes.

Atrás uma palmeira

menina do deserto

aprisionada no sonho.

Balançam copos de vinho

à flor do mar incerto

e a música desce ao fundo do mar.

O peito estremece

e entrelaça os remos

nas mãos da água

que já não abraça

o ventre do casco verde.

                (adao cruz)

(adao cruz)

Aventar invade Coimbra:

Do bacalhau passando pelo arroz de cabidela e terminando numa majestosa Mousse de Chocolate, assim se passou um dia fantástico em Coimbra neste que foi o segundo almoço do Aventar. Aqui ficam as provas (fotográficas) do crime e as nossas desculpas pelas garrafas de água – foi disfarce da malta do fundo da mesa, na verdade era vodka do dono do restaurante 007.

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(o casal simpatia)

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(o JJC – Anfitrião a olhar para o fundo)

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(A Água)

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(Aparição)

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(O Grupo)

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(Cimbalino)

E que tal mandá-los para o fundo?

O Comandante da Marinha, prestes a receber o primeiro submarino, diz que não sabe o que fazer com ele. Óptimo! Já perdemos os milhões do custo, os milhões das contrapartidas, agora temos uma boa hipótese de poupar no combustível. Fundo com ele!

O segundo, deve ser tambem afundado mas cuidado com as marés, é melhor ser afastado do primeiro, não vá haver a tentação de investigar o que deve morrer, singelamente, no seu ambiente natural.

Outro cenário, é usá-los para preparar uma estrutura no fundo do mar para os peixinhos procriarem, que as sardinhas estão a desaparecer a um ritmo superior às contrapartidas.

Outra hipótese, embora possa haver alguma promiscuidade, é juntá-los aos aviões F16 que nunca saíram dos caixotes.

E cá vamos cantando e rindo!

Almoço do Aventar

DSC07797 500x almoço Aventar

O Aventar foi almoçar.

Estiveram presentes vários aventadores, desde o fundador ao elemento mais recente e tivemos uma excelente recepção do aventador JJC.

outra canção com inverno, no leblon: adriana calcanhotto

Inverno,  Adriana Calcanhotto

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

claude lévi-strauss em trabalho de campo

Claude Lévi Strauss, trabalho de campo no Brasil, 1933
Claude Lévi Strauss, trabalho de campo no Brasil, 1933

Foi o único trabalho de campo  que realizou durante a sua vida, em Goiás, Matto Grossoe Paraná, Brasil Central, resultando no  famoso  livro: Tristes Tropiques, Plon, 1955, no qual define a melhor ideia da sua vida: apesar da diversidade, todas as culturas apresentam pontos comuns e semelhantes,   nomeadamente quanto ao etnocentrismo.

Este poste é tão só uma nota de louvor para o grande sábio que, pela primeira vez em 102 anos, não passa o Natal connosco. [Read more…]

Poemas com história: Trago uma voz encarcerada

O poeta Marcos Ana na Feira do Livro de Madrid, em Junho de 2009.

O escritor Marcos Ana, pseudónimo de Fernando Macarro Castillo, nasceu perto de Salamanca em 1920. Durante a Guerra Civil, integrado no Exército da República, participou na Batalha de Madrid. Preso, foi torturado e condenado à morte, embora a pena nunca tenha sido cumprida. Em meados dos anos 50 começou, na prisão, a escrever os seus poemas. A sua obra chegou a diversos intelectuais e gerou-se um movimento para a sua libertação. A Amnistia Internacional pressionou o governo de Franco e, em Novembro de 1961, foi exilado em França. [Read more…]

Sugestão de prenda de Natal

sangue_chuveiro

Uma bela cortina de chuveiro. No cartão, além do tradicional Feliz Natal, opte por uma assinatura diferente: Norman Bates.

Se a prenda for oferecida a uma mulher, ainda melhor.

ele vem aí, música para o solstício de inverno: the dodos

The Dodos – Winter

Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador.

Goodnight my love, you seemed so nice 'til I knew you better
Now I can tell you're always thinking twice about what might be better
On the outside, there's no conscience, you're a victim of your cautiousness
You don't try, you just lie there hoping that someone will come to make it right

A máquina do tempo: Ponto final nas buscas dos restos mortais de Federico García Lorca – o poeta não foi sepultado no lugar de Alfacar (Granada)

Aspecto que apresentava ontem a zona onde se julgava estar sepultado Federico García Lorca, no lugar de Alfacar.

Ontem, chegou ao fim a busca dos restos mortais de Federico García Lorca. Utilizando meios sofisticados de detecção, durante cinquenta e um dias, foram procurados no local onde, desde há 73 anos, se julgava estarem enterrados. Fontes ligadas à busca, concluíram «Não se encontraram restos humanos. A partir de agora ter-se-á que escrever a história com dados científicos. Acabaram-se as especulações» (…) «escavou-se a terra até ao limite do possível». Na última vala onde se procuravam os restos do poeta, foi encontrada uma rocha com o que parecia ser impactos de bala. E isso deu alguma esperança.

Porém, o veredicto final foi ontem emitido: «Não se encontraram restos humanos. Há evidências científicas de que nunca houve enterramentos nesta zona» (…)«Não apareceu nem um só osso, nem roupa, nem cápsulas de balas. O terreno foi visto palmo a palmo». Francisco Carrión, arqueólogo-chefe das escavações, sentenciou a questão: «A possibilidade de ali haver alguma coisa não é nenhuma. Nem um grama de informação», [Read more…]

O próximo e todos nós

O palhaço

Jornal de Notícias – 2009-12-14

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo

“O louco tem-se por sábio, mas o sábio sabe que ele é um louco.” (William Shakespeare)

O que Mário Crespo descreve aqui tão magistralmente não só diz respeito a Portugal mas a toda a União Europeia e meio mundo, sobretudo aos EUA. Vale a pena ler, é profundo e divertido ao mesmo tempo.

Todavia, quando Mário Crespo, concluindo, escreve

“(…) Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.”

falta diferenciar o seguinte: os nossos sociosistemas, devido a causas conhecidas, viraram às avessas. Isto é um facto. Tendo a sociedade esquecido como vencer a unidade polar (dualidade) entre os antagonistas inseparáveis e indispensáveis, o “sério” e o “palhaço”, ela ficou de índole “palhaça” no seu todo. É daí que resultou o grave desequilibrio da sociedade do qual todos nos ressentimos cada vez mais.

Quanto à forma de nos livrarmos do “palhaço”, porém, é preciso muito cuidado. Como ele faz parte do sistema, qualquer tentativa de irradiá-lo é inútil e levar-nos-ia pelos caminhos de George W. Bush de má memória. Portanto, não adianta tentar identificar, prender ou eliminar os “palhaços”, pois isto levaria a uma sociedade cada vez mais dividida que entrará em confrontação violente aberta. Basta retirar-lhes o “pio”, o poder. (Que alguns cidadãos que, sob o reinado do “palhaço”, cometeram crimes puníveis pela lei, tenham que ser julgados é natural mas não prioritário. Fica para depois porque as penas impostas em tempos de “palhaço” são…”palhaças). [Read more…]

É fartar, vilanagem!

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Definitivamente, a localidade de Paredes – e o pateta PSD lá do sítio– parece estar a tornar-se num local mal frequentado. Diz-se por aí que o edil perdeu a cabeça e resolveu comemorar não se sabe bem o quê e quem, erguendo um pau de bandeira com perto de cem metros de altura. Logo a correr, veio o senhor da tutela manifestar o seu apoio a tal iniciativa, exactamente no momento em que o governo pede sacrifícios e contenção nos gastos. [Read more…]