Preguiça jornalística

Na última edição, a revista SÁBADO cometeu um enorme erro. Partilhou esta notícia sobre Catarina Martins. IMG_20200522_201318Veio a ser desmentido que se trata de Catarina Martins. O jornalismo português cada vez é menos levado a sério por culpa própria.

O problema n.º 4 só aparece daqui a uns meses

Tende paciência. Entretanto, ide-vos entretendo com o problema n.º 1, o problema n.º 2 e o problema n.º 3.

Problema n.º 3: COVID-19

Resolvidos os problemas n.º 1 e n.º 2, descubra agora, no seguinte parágrafo, as cinco palavras escritas com os pés pela redacção da Rádio Renascença:

“Sempre que uma pessoa é validade como infetada há um trabalho do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de procurar os contatos recentes dessa pessoa, por serem potenciais infetados”. Este trabalho de detetive pode ser facilitado com o recurso à aplicação agora desenvolvida pelos investigadores do INESC Tec, e assim poupar-se tempo ao SNS.

SOLUÇÃO: [Read more…]

UE sem palavras com o coronavírus a limitar o trabalho dos intérpretes

[tradução: Nuno Bon de Sousa]

Versão portuguesa de artigo publicado no POLITICO de 30 de Abril de 2020 e actualizado hoje, 25 de Maio de 2020.

A tradução é de Nuno Bon de Sousa.

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Linguistas definham enquanto Bruxelas adopta o distanciamento social e reuniões virtuais.

Por Maïa de la Baume 30/4/2020
(actualizada em 25/5/2020)

O coronavirus turvou a clareza e aumentou o ruído na bolha de Bruxelas.

A pandemia reduziu de forma drástica o volume de interpretação oferecido pelas instituições europeias, o que levou ao cancelamento de contratos de intérpretes freelance e deixou os representantes europeus com dificuldades de expressão.

Há duas semanas, Sandra Pereira, uma eurodeputada portuguesa da extrema esquerda, comunicou numa reunião da Comissão da Indústria do Parlamento Europeu que “lamentava” não poder falar na sua língua materna “num momento em que os tradutores e intérpretes estão a ser afastados.”

Numa reunião da Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu, o Presidente, David McAllister, pediu aos eurodeputados que falassem “na sua língua materna se for uma daquelas para as quais há interpretação.” Posteriormente pediu a um eurodeputado “que falasse inglês, porque os intérpretes já cá não estão.”

Apesar do distanciamento social e da proibição de viagens, o Parlamento afirma conseguir agora fornecer interpretação em todas as 24 línguas da UE para as sessões plenárias. Inicialmente não houve interpretação de gaélico e maltês, porque os intérpretes freelance dessas línguas não se podiam deslocar a Bruxelas.

“Os intérpretes garantem o multilinguismo da UE e são essenciais para a manutenção dos trabalhos e funcionamento das instituições” – Terry Reintke, eurodeputada alemã. [Read more…]

O sonho molhado dos liberais portugueses


Despedir 400 pessoas (maioritariamente pretos e mulheres) de uma só vez, em videochamada sem direito a perguntas, com recurso a uma gravação robotizada e a um botão que desligue de imediato o trabalhador.
Digam lá que não é o sonho molhado de qualquer liberal português…

O Acordo Ortográfico de 1990 e a consagração da falta de respeito

A thing of beauty is a joy for ever.
Keats

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José Cutileiro (1934-2020) escreveu o livro Inventário. Desabafos e divagações de um céptico. Além de o título permitir uma identificação imediata do código ortográfico adoptado pelo Autor — aliás, a melhor ortografia disponivel —, no próprio livro se declara: “Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990“. Convém lembrar que “a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990” não é a prescrita pelo Acordo Ortográfico de 1990. É a outra, a anterior, a óptima.

No obituário dedicado a Cutileiro, António Araújo, como qualquer pessoa minimamente correcta, decente e educada, grafa céptico, ao referir-se ao título do livro. Todavia, numa entrevista postumamente publicada pela plataforma SAPO 24, escreve-se três vezes o título do livro e nessas três vezes surge a grafia *cético. *Cético? José Cutileiro não merece tamanha afronta. Além de atrevidamente apagarem um pê que Cutileiro manteve de forma intencional na palavra que encerra o título do livro, os redactores da plataforma SAPO 24 desrespeitam uma vontade explícita do Autor. Esta prática, corrente noutras publicações, como Diário de Notícias, Observador ou TSF, ou seja, entre gente sem o mínimo de respeito pelos outros, é completamente inadmissível.

Por exemplo, na Visão — outra publicação de empresa privada ortograficamente obediente ao que o Governo determina para o próprio Governo, para quem dele depende, para o sistema educativo e para o Diário da República—, apesar de adoptarem produtos cientificamente deficientes, pelo menos, há respeito pelos outros.

Continuação de um óptimo resto de fim-de-semana e votos de óptima saúde.

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Nótula: Estive com José Cutileiro uma única vez (há dez anos, na Orfeu), quando apresentou o livro Retrovisor, da minha querida colega Vera Futscher Pereira (1953-2019). Houve vários momentos que me impressionaram durante a intervenção de Cutileiro. Um deles, logo a abrir, foi o Keats da epígrafe. Eis a resenha.

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Fim de semana de calor

But there is no [i]skin.
Kiko Loureiro

Music has its written language, but it’s audio.
Steve Vai

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Durante toda a semana, esteve calor em Portugal. Foi semana de calor. E essa semana de calor terminou. Acabou-se o calor. Doravante, durante os próximos dias, provavelmente, estará frio em Portugal. Por isso, temos o título deste texto e, mais importante, deste oráculo:

Obviamente, dir-me-ão, trata-se do fim-de-semana. Não é uma semana de calor que termina, é um fim-de-semana com calor que começa ou se prevê. Então, se tão obviamente se trata de um fim-de-semana com hífenes, por que motivo lhos tiraram? Como já explicou António Emiliano, fim-de-semana não é o fim da semana e um bicho-de-sete-cabeças não é um bicho com sete cabeças.

É escusado perguntarmos o motivo de tal supressão a quem assinou de cruz o Acordo Ortográfico de 1990. Ainda nos respondiam com algo de semelhante a:

Fim-de-semana passa a fim de semana, porque agora facto é igual a fato (de roupa).

Continuação de um fim-de-semana com hífenes e votos de óptima saúde.

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André Ventura ARRASA André Ventura

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Com este tweet, André Ventura admitiu duas coisas. Que foi feita uma investigação profunda aos seus segredos político-partidários, admitindo a sua existência, e que está ligado a manobras pouco respeitáveis, por oposição às do irmão de Marcelo Rebelo de Sousa. O método Trump tem esta desvantagem: perante factos que o colocam em xeque, a reacção imediata e intempestiva, para consumo instantâneo nas redes, corre quase sempre mal. Só que Ventura não é Trump, e nós não somos tão assim tão ignorantes. [Read more…]

Este Governo é o ópio do Povo

Desde o 25 de Novembro de 1975 que, em Portugal, a Democracia nunca esteve tão comprometida. Não estamos a falar de indícios ou de teorias da conspiração. Já passámos essa fase. Estamos a falar de factos públicos e notórios. O que já era muito bem perceptivel antes da pandemia, teve uma evolução exponencial e, neste momento, estamos quase num regime de partido único.

Relembrei algumas coisas que escrevi há uns anos e duas delas pareceram ganhar uma gritante actualidade. Numa afirmava que Costa, em termos políticos, era bem mais desonesto que Sócrates. E noutra, sobre a eleição de Rio para Presidente do PSD, constatava que estava criada a “tempestade perfeita”.

E não venham com a história que se não houvesse democracia, eu não podia escrever isto. O despotismo nestes tempos não precisa de cercear liberdades como a de expressão. Não precisa de impedir algumas pessoas de falar. Basta-lhe conseguir que as pessoas não liguem ao que lêem e ao que ouvem.

O truque não está no autoritarismo desenfreado, mas no fomentar do torpor generalizado. E temos um Governo e um PR (o putativo líder da oposição além de alinhado, é quase insignificante) que compreendem como ninguém o poder da comunicação e do entretenimento. E fazem disso a sua principal actividade.

Ora num País de “brandos costumes”, pois, ou seja, num País de indolentes e de fracos em que o marasmo é um objectivo de vida, basta algum ilusionismo com a informação para que este Povo fique completamente sedado. É quase como dar “valium” a quem está a morrer de sono.

A isto junte-se o sequestro do Estado de Direito e “voilà”. E se por acaso alguma dúvida subsistir sobre o definhar do primado da lei, lembrem-se da PGR que foi nomeada para acabar com as investigações a políticos, o número (zero) de condenados por corrupção, a passividade perante transgressões que passam a ser entendidas como privilégios aceitáveis ou excepções naturais, a descarada impunidade do benf… dos coisos (fazem lembrar aqueles cartéis colombianos que cometiam os mais hediondos crimes à frente de toda a gente, mas que ninguém tinha a coragem de afrontar), etc.

O que mais me espanta, o que mais me choca, não é um governo socialista comportar-se desta forma. Nunca tive grandes dúvidas acerca da ética democrática da esquerda. Pior que muita parra e pouca uva, é muitíssima parra e esquecer a pouca uva. Para o que não estava, definitivamente, preparado era para esta indiferença. Para esta indolência.

“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.”

Berthold Brecht (Intertexto, versão de um original de Martin Niemöller)

A Liberdade não está à venda

A recusa da injeção na Comunicação Social por parte do ECO e do Observador é a rejeição à submissão ao Estado.

Em inglês, a diferença entre 19 e 90 é mínima

Mas isso é em inglês. Em português, a diferença entre 19 e 90, como diria o outro, é huge!

E se…

É parca a esperança de que a crise tenha o necessário efeito duradouro rumo a uma mudança substancial, mais sustentável e socialmente mais justa. Ainda assim, as notícias de redução do consumo dão azo a uma résteazinha de luz, um alento fugidio e irreverente…

E se as pessoas, sob o choque, se apercebessem persistentemente do embuste do consumismo e se negassem a comprar as vigésimas calças, o último modelo de iphone, o todo-o-terreno topo de gama, o…

Diz assim a notícia:

Desde o início do ano, a procura de veículos de passageiros na UE diminuiu quase 40%, para 2,75 milhões de veículos. Em Março, o número de novas matrículas já tinha diminuído para mais de metade, porque durante a crise quase não foram vendidos automóveis. Em Abril, apenas cerca de 271 000 automóveis novos começaram a circular, menos 76% do que no ano anterior. 

Podia ser uma boa notícia.

Árvores do Algarve II

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Óptimas notícias:

Alemanha pede tecto salarial no futebol europeu.

Vírus para uns, amigo para outros

Neste fim-de-semana, apesar das regras mais rígidas, os portugueses começaram a ir à praia e fazer outras atividades. No entanto, as medidas continuam a ser pouco claras e das duas uma: ou não há coerência ou o vírus é muito seletivo. Este vírus, segundo a DGS, parece que escolheu horas para atacar e tem sítios preferidos. Por exemplo, este vírus detesta Fátima, mas tem um apreço especial por manifestações da CGTP. O vírus detesta pessoas na praia que não façam desporto, mas adora quem faz surf. O vírus detesta o português médio que quer ir ao centro comercial, mas adora membros do governo que se juntam em tascas. O vírus detesta música pop e festivais, menos se houver t-shirts do Che Guevara a cada tenda. O vírus, até há umas semanas, não via as máscaras como obstáculo. Agora, é das maiores barreiras que tem. O vírus detestava médicos, hipertensos e diabéticos. De repente, devem ter feito todos um jantar e já ficaram amigos outra vez.

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Lei vs Ética

Nestes tempos de pandemia, há muita coisa que nos passa completamente ao lado. A comunicação social que deveria ser a nossa principal fonte de informação, não ajuda muito. Primeiro, porque grande parte está arregimentada pelos interesses dominantes; segundo, porque não está a funcionar em pleno com muitos jornalistas em layoff; terceiro, porque estão quase 100% focados no tema “pandemia”.

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Todes

Joacine disse iste com um palite nos dentes entre um fine e um tremoce, certe?EYP3MIyXQAIlVfu

Árvores do Algarve I

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Dia contra a homofobia

Hoje é o dia contra a homofobia. Um dia importante para refletirmos sobre a importância das liberdades individuais. Sem fanatismos, sem ressentimentos. Sem identitarismos bacocos, sem tribalismos.

O dia de hoje não deve ser dedicado só aos LGBT, mas sim a todos aqueles que acreditam que todos temos o direito de amar quem queremos sem ser sujeito a qualquer tipo de repressão.

A pandemia neofascista

JB

Cartoon: Carlos Latuff

Nelson Teich, apesar do apelido que rima com Reich, não sobreviveu um mês no Ministério da Saúde de Bolsonaro. Entrou a 17 de Abril, para substituir Luiz Henrique Mandetta, demitiu-se a 15 de Maio, para ser substituído por (mais) um militar. O anterior foi corrido por insistir na importância do distanciamento social. Este demitiu-se por se recusar a recomendar a cloroquina, e por discordar da equiparação de salões de beleza e ginásios a serviços essenciais. Pobre Ministério da Saúde brasileiro, onde o conhecimento científico é enxovalhado e espezinhado, e o autoritarismo ignorante de Bolsonaro é quem mais ordena.

O senhor que se segue é o general Eduardo Pazuello, um militar de carreira sem qualquer tipo de formação na área da saúde. Contudo, Pazuello é detentor da melhor das qualidade para integrar o actual governo brasileiro: é amigo pessoal de Bolsonaro. Tão amigo que afirmou mesmo estar disponível para acatar qualquer medida imposta directamente pela presidente para a área da saúde. Com obediência cega e sem levantar questões. [Read more…]

A Batota

Há muitas expressões que podem caracterizar o Povo Português. Umas melhores, outras piores e, ainda, outras “assim-assim”. Mas há uma que particularmente nos assenta que nem uma luva: batoteiros. Somos um povo de batoteiros. Desde a base da pirâmide até à cúpula. Batoteiros.

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O bicho já não mexe

Por esta hora, em dia de semana, começaria mais um direto do Bruno Nogueira no Instagram. Não poderemos ver mais, pois acabou. Foram dois meses de momentos únicos. Com isto, o Bruno conseguiu a proeza de fazer as pessoas esquecerem o mau momento que atravessamos e, durante aquelas duas horinhas, fazer dezenas de milhares de pessoas rir. Ali, num pequeno ecrã e, na maioria das vezes, dividido com outras personalidades, o Bruno Nogueira fez com que as pessoas celebrassem o Natal em Maio. A magia disto tudo está na simplicidade. Desde as embirrações com o Markl até aos momentos de loucura com o louco Quadros. Desde Cristiano Ronaldo em direto à briga entre Ljubomir e Manzarra. Desde o piano de Maria João Pires à obra de Vhils ao som da Grândola Vila Morena. Eu não acompanhei religiosamente toda esta aventura, mas sempre que lá estive, senti-me em casa.
Obrigado por isto, Bruno.

Isto não é futebol

Num jogo que deveria ser de grande animação nas bancadas, tivemos isto. Bonita homenagem dos jogadores, que não esqueceram a alma do clube. Não matem o futebol.

Portugal no seu melhor…

O Juíz irá aplicar o termo de identidade e residência, na próxima semana estará de regresso ao trabalho. Business as usual…

Repensar, defender e reforçar o SNS

SNS

Umas das lições que (já) podemos tirar desta pandemia, e que para muitos não é novidade nenhuma, tem a ver com o carácter imprescindível e vital do Serviço Nacional de Saúde no nosso modelo de sociedade. Como dizia Ricardo Araújo Pereira, numa recente intervenção no Governo Sombra, “não há ateus na cova do lobo e também não há grandes críticos do SNS em tempos de pandemia”.

O SNS, na minha opinião, e na de muitos portugueses, é o maior avanço civilizacional do pós-25 de Abril, a par da Educação e das liberdades a garantias fundamentais conquistadas. E, por muito que o critiquem, ele está entre os melhores. O Euro Health Consumer Index 2018 (não encontrei o de 2019, presumo que ainda não tenha sido publicado), o ranking de SNSs europeus elaborado pelo think tank sueco Health Consumer Powerhouse, coloca Portugal no 13° posto, entre 35 serviços nacionais de saúde analisados no continente europeu, atrás dos óbvios mas à frente de países como o Reino Unido, Espanha, Itália ou Irlanda. [Read more…]

Mário Centeno permanece no Governo

Efectivamente. Apesar de o OE2020 ser uma mentira e uma vergonha.

Diálogo em Bruxelas (13 de Maio de 2020)

An alternative to the nativist theory of language learning, this theory [Newport, 1990] states that immature language learners grasp only small fragments of language at a time, which helps them to break up a complex language structure into smaller parts.
— Nelson Cowan (2001)

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ACTO ÚNICO

F. Faz hoje três anos que:

S. Quatro anos? Já?

FIM

Observação: a segunda referência numérica (tetra), mesmo sob forma prefixada grega, prevalece sobre a primeira, aliás, cardinal e portuguesíssima (três).

Jackson Pollock, NUMBER 4, 1951 (https://bit.ly/2zEGqVm)

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D. Sebastião

Mais um anunciado regresso d’O Desejado.

John Peel Sessions

Lista actualizada pelo blogue Formally Known As The Bollocks. Ainda falta, por exemplo, a sessão dos SDC, com Fatman, Today, False Faces e All Glory.

Por favor, não matem os velhinhos (a menos que a “economia” exija o seu sacrifício)

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Rodrigo Constantino é um dos opinion makers mais influentes e seguidos do Brasil. Apresenta-se como “Economista, jornalista, liberal com viés conservador contra extremistas de todos os lados“, e é um dos mais fervorosos apoiantes de Jair Bolsonaro nas redes sociais. O debate político no Brasil atingiu um patamar de surrealidade tal, que um tipo que se assume “contra extremistas de todos os lados”, pode apoiar um extremista como Bolsonaro, sem se transformar numa anedota nacional.

Segundo este jornalista, em suma e sem perder muito tempo, os idosos devem estar preparados para se oferecer em sacrifício pela economia, tal como os jovens de 20 anos que vão para a guerra, como se a esses jovens fosse dada a possibilidade de escolher. No fundo, é aquilo que defendem inúmeros políticos conservadores e liberais, no Brasil, nos EUA e noutros pontos do globo, apesar da hipocrisia compulsiva que não lhes permite verbalizar que o modelo de sociedade que realmente defendem é o que melhor serve os interesses da elite económica e financeira, com a qual, regra geral, andam de mão dada. Morra quem tiver que morrer. [Read more…]