O original de “Y Viva España” é belga

O país que serve de refúgio a Puigdemont é também aquele que criou o tema que serve quase de hino à Espanha (o verdadeiro hino é uma marcha militar sem letra) e que tem sido cantado durante as manifestações pró-espanholas na Catalunha.

O original intitulado “Eviva España” de 1971 era uma cançoneta para animar programas de televisão e festas para a terceira idade cuja ideia de Espanha remetia para o exotismo das férias de Verão, de letra simples e carregada de estereótipos sobre os povos ibéricos. Os autores são ironicamente flamengos, Leo Caerts e Leo Rozenstraten, e a cantora Samantha interpretava a música em flamengo. Tornou-se num sucesso quase global quando Manolo Escobar interpretou o tema em espanhol em 1973, sob o título “Y Viva España”.

Marques Mendes sai em defesa da ditadura

Já aqui contei o episódio em que vivi o meu primeiro contacto directo com o regime totalitário da Geringonça. Já tinha ouvido falar nele, achei que fosse truque da imprensa portuguesa, até que finalmente me cruzei com eles no supermercado. Ainda não recuperei.

Os tentáculos esquerdalho-feminista-venezuelanos continuam a expandir-se a uma velocidade impressionante, comendo tudo, perante a apatia e a indiferença generalizadas. Já poucos são aqueles que resistem, e hoje é um dia muito triste para todos eles. Perderam (oficialmente) um dos seus.  [Read more…]

Paradise Papers

Foto: Bene Rohlmann

Depois dos “Panama Papers”, eis um novo leak que vai mostrar esconderijos fiscais de gente “idónea”. Os dados provêm da sociedade de advogados Appleby nas Bermudas. A ver…

Para além do blá blá blá

A Conferência do Clima da ONU começa amanhã, 6 de Novembro, em Bona.

  • Ontem, pelo menos 10 milhares de pessoas (25.000 segundo os organizadores, o outro número é da polícia, no meio estará a virtude) saíram à rua, para exigir uma mudança das políticas energéticas, acusando o governo alemão de não tomar medidas contra as mudanças climáticas, em especial, a redução do uso do carvão na produção de electricidade.
  • Hoje, cerca de 3.000 activistas manifestaram-se junto de uma mina de carvão a céu aberto, situada a 50km de Bona, tentando bloqueá-la e encerrá-la temporariamente. Várias centenas de pessoas conseguiram entrar na mina e pretendiam ocupar as escavadoras. A polícia pôs fim à acção de protesto, usando gás lacrimogéneo.

A Alemanha gosta de se arvorar em pioneira de melhores políticas climáticas, quando, na realidade, a sua indústria está dominada pelo carvão: em 2016, 40% da energia foi produzida a partir de lenhite e carvão. E não vai cumprir as metas climáticas que prometeu para 2020. A União Europeia, por seu lado, continua a subsidiar o carvão e a promover o transporte massivo de produtos por meio mundo, com os seus “acordos de comércio livre”.

Há que dar cabo do planeta e ir aldrabando a sorrir. Os nossos filhos podem vir a ser o que quiserem, só têm é que se despachar, o planeta ameaça dar o berro.

Presos políticos em Espanha


Carles Puidgemont mostrou que não é um verdadeiro líder, não está à altura dos que nele votaram e acreditaram. Mas concorde-se ou não com a independência da Catalunha, há que reconhecer que estão pessoas presas pelo Estado espanhol, mesmo que preventivamente, sem terem sequer sido condenadas. Isto apesar de não terem resistido à aplicação do famigerado artigo 155, nem promovido qualquer violência. Não são políticos presos, são presos políticos o que diz bem da natureza da Espanha. Felizmente que nos livrámos em 1640.

Primeiro o indivíduo…

Sexismo selectivo

Durante 2 semanas o país não falou noutra coisa, indignado e bem, com as considerações proferidas por um Juíz do Tribunal da Relação do Porto durante a leitura de sentença. Um operário que vive com o salário mínimo é obrigado a pagar uma pensão de alimentos a uma filha, apesar dos testes de ADN confirmarem que não é progenitor, não suscita qualquer notícia nas televisões portuguesas, excepção feita ao Correio da Manhã. É assim Portugal, quando um homem é vítima, já não interessa aos talibãs do politicamente correcto…

Portugal ainda é um Estado de Direito?

Portugal é, ou deveria ser um Estado de Direito. Não cabe ao governo ou câmara municipal encerrar um estabelecimento comercial, que paga impostos, tem contratos de trabalho a cumprir, compromissos de crédito ou fornecimentos para honrar. No entanto sabemos que o governo e principalmente os partidos que o suportam na A.R. desprezam a iniciativa privada. As provas surgem quase diariamente, seja na proposta do O.E. que afectará os trabalhadores independentes, vulgo recibos verdes, seja agora neste bizarro encerramento da discoteca Urban, com base num vídeo publicado no youtube. O país tem autoridades competentes para investigar, acusar se for o caso, no final os Tribunais são o órgão de soberania a quem compete julgar e punir se existirem provas que sustentem os factos da acusação. Mas esta gente governa ao sabor dos ventos da indignação, desta vez foi um vídeo que incendiou discussão nas redes sociais… [Read more…]

Corram para os supermercados: a democracia portuguesa foi suspensa por despacho ministerial

Quando esta tarde fui ao supermercado, abastecer-me dos essenciais para a próxima semana, notei que algo estava errado. Prateleiras vazias, semblantes fechados e aterrorizados, milicias comunistas paramilitares à porta e eu a pensar com os meus botões: “querem ver que se instaurou uma ditadura, e eu, que hoje dormi até tarde e ainda não consumi a minha dose diária de informação, não sabia?”.

Apressei-me com as compras, deixando para trás tudo o que fosse aburguesado demais, não fossem os comunas levar-me para o pequeno-almoço, que eu até aparento ser mais jovem do que na verdade sou, dirigi-me imediatamente para casa, evitando, com alguma sorte, os checkpoints entretanto montados na via pública, e, lá chegado, percebi que a internet ainda não tinha sido cortada e fui à procura de informação que me esclarecesse o que se estaria a passar. [Read more…]

Ai Raul Vaz, Raul Vaz.

No programa Contraditório de ontem, na Antena 1, Raul Vaz faz o seu spin sobre a entrevista de Rui Rio que saiu hoje nesta estação de rádio. Mas, sobretudo, aproveita para valorizar Passos Coelho.

Rui Rio, se fosse eu [sic] ou se fosse Pedro Passos Coelho, não governaremos [sic] para o presente. Ou seja, governaríamos para o futuro. Isto é o que Rui Rio diz. E usa, de facto, aqui Pedro Passos Coelho de uma forma que, acho, inteligente, séria e verdadeira. Ou seja, Passos Coelho não governará [sic] para o presente. Teria em consideração, penso, também o futuro.

Há uma proposta do Bloco de Esquerda que o governo vai provavelmente comprar, que é as reformas antecipadas entre 2011 a 2015 terem um bónus. Repare-se neste anacronismo. É quase esquizofrénico. As pessoas que se reformaram entre 2011 e 2015, antecipadamente, é um acto voluntário [sic]. Sabiam as condições. (…) Isto não faz sentido nenhum. Esta retroactividade. Governar para o futuro é ter presente as dificuldades do presente e criar condições melhores para o futuro. (…) [Raul Vaz, 3/11/2017]

No entanto, Raul Vaz omite um pequeno detalhe. As regras foram mudadas a meio do jogo.

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O CETA é TABU

Foto: Paula Moreno

Suponho que quem lê o Aventar também se informará através dos meios de comunicação social mais lidos, vistos ou ouvidos em Portugal. Pois pergunto-lhe: quantas vezes, nos últimos anos ou meses, ouviu falar ou leu algo sobre o CETA, o Acordo de “livre comércio” entre a União Europeia e o Canadá?

SE viu ou leu, terá sido uma excepção, e quiçá estará a confundir com algum dos numerosos posts que escrevi aqui no blogue, por exemplo este.

Tendo em mente que o CETA vai expressamente enviesar ainda mais o centro de gravitação dos países em volta do grande capital global por meio da passagem de soberania dos mesmos para o dito, aquilo que ouviu ou leu sobre o CETA nos mídia portugueses é uma gota de água, e as mais das vezes, turva.

Pouquíssimos portugueses terão noção do grau de bloqueamento a que o CETA foi e continua a ser sujeito na comunicação social em Portugal. [Read more…]

Polícia da Okupação

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Filinto Pereira Melo

Há quinze dias, houve uma okupação pacífica de uma casa abandonada no Porto, com vista à criação de uma escola e um centro cultural auto-gestionado. A polícia, certamente atenta às redes sociais de pessoas e organizações ‘sinalizadas’ apareceu um par de horas depois da abertura e acabou com aquilo. Nos últimos meses, a polícia terá recebido 38 queixas contra um bar em Lisboa, muitas delas de agressões, mas as autoridades só fecham o bar depois de um vídeo da violência começar a circular nas redes sociais.
Não sei o que impressiona mais, se o poder das redes sociais se as prioridades da polícia.

PSP detém mais dois seguranças do K Urban Beach

E vão três. Que a justiça seja tão dura e implacável como estes marginais o foram com aqueles jovens.

A praça pública está a ser branda demais com os seguranças da K Urban Beach

O Ministério da Administração Interna ordenou, esta madrugada, o fecho da discoteca K Urban Beach. A sociedade estava indignada, era preciso mostrar serviço e o ministério mas desgastado de Costa lá se chegou à frente e mandou encerrar o estabelecimento. Não me parece uma má decisão, até porque há ali muito que esclarecer e convém garantir que os potenciais clientes daquele espaço não são submetidos à fúria desmiolada dos segurilas.

O proprietário da discoteca, Paulo Dâmaso, afirma tratar-se de “uma decisão unilateral depois de um julgamento em praça pública“, o que assim de repente me remete para a justiça grunha dos seus seguranças, que unilateralmente decidiram espancar dois jovens em praça pública. Porém, a decisão não terá sido tomada com o mesmo ânimo leve com que se extorquem e agridem pessoas à porta e no interior da K Urban Beach: as 38 queixas efectuadas à PSP durante o ano de 2017 terão pesado na decisão[Read more…]

Dois dias depois das agressões

o MAI ordenou o encerramento da K Urban Beach.

Conta de Trump no Twitter apagada durante 11 minutos

Empregado apagou-a no seu último dia de trabalho. Twitter restaurou-a 11 minutos depois.

É tempo de dizer basta à impunidade e à selvajaria dos “segurilas”

Num universo cinematográfico, um dos agredidos na madrugada de 1 de Novembro, na discoteca K Urban Beach, regressa ao local, ferido, e com algum sofrimento adicional, aplica uma coça monumental nos malvados e cobardes seguranças, com cambalhotas e pontapés rotativos à mistura. No mundo real, porém, a cena repete-se, over and over again, e os criminosos saem quase sempre incólumes, imunes que são à lei e à justiça.

O que diferencia este caso de centenas de outros casos, que eu e a maioria dos leitores já presenciamos, em mais do que uma ocasião, é que, desta vez, alguém conseguiu filmar as cenas de uma brutalidade atroz e sem justificação possível, sem que nenhum dos delinquentes se apercebesse. Caso contrário, o corajoso ou corajosa que filmou o triste episódio teria certamente experimentado da mesma violência gratuita que esta espécie de marginais serve, em doses cavalares, todos os fins de semana, numa discoteca perto de si. [Read more…]

Cada vez mais

Há coisas que, embora escritas há muitos anos, são mais actuais do que nunca. Por exemplo esta:

Hoje em dia, no hemisfério Norte, o ar anda gelado. Chegou a nova barbárie, com a sua imbecil exaltação do sucesso individual, da competição brutal, saudando como uma vitória do espírito o esmagamento do fraco pelo forte, a recusa triunfante de todas as formas de solidariedade. Sejam calculistas e pragmáticos. O rico tem razão, o pobre está errado. Um vício secreto explica, certamente, a sua pobreza. O pensamento da totalidade? Uma velha mania. Que apenas serve para ocupar os ócios de alguns esquerdistas atrasados. Um pensamento crítico? Nem pensem nisso. O pensamento deve atingir o melhor resultado, por conseguinte, ser funcional.

Para o homem instrumentalizado pela racionalidade mercantil existe unicamente um só pensamento “justo”: o que é, justamente, produzido pela razão instrumental. E, de resto, a “instrumentalidade” é o verdadeiro objecto da história.”

ZIEGLER, Jean; COSTA, Uriel da (1992) Até amanhã, Marx!, Lisboa: Puma Editora.

(Tradução de José Carlos Gonzalez)

O criação administrativa do estado artificial de Israel faz hoje 100 anos

A missiva tinha a assinatura do então secretário britânico dos Negócios Estrangeiros, Arthur James Balfour, e o destinatário era o patriarca da família Rothschild, posição hoje ocupada por um tipo de ar sinistro, uma mistura entre Mr. Burns e Freddy Krueger, que corrompe meio mundo, financia ambos os lados de várias guerras e controla políticos e decisores de todo o mundo. Já naquele tempo, o poder desta família de terroristas era imenso, a ponto de terem este nível de influência junto da superpotência mundial da altura, o Reino Unido. Tivesse a Catalunha um gajo destes e já era independente há várias décadas. [Read more…]

Santa Chuva

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© Fernando Lucas

Porque é que a repórter da TVI mentiu escandalosamente em directo?

Fotomontagem via Os truques da imprensa portuguesa

O caso já tem alguns dias e remonta à tomada de posse dos novos ministros e secretários de Estado do executivo Costa. Em tempos não muito longínquos, teria passado por entre os pingos da chuva, pelo menos para significativa parte da opinião pública. Felizmente, existem hoje uns tipos perigosíssimos, que dão vida a um projecto chamado Os truques da imprensa portuguesa, que teimam em não dar descanso ao embuste jornalístico, o que é refrescante no seio de uma sociedade que se depara diariamente com factos alternativos, criados com objectivos tão distintos como gerar receitas ou manipular a opinião pública para benefício de certos e determinados indivíduos e sectores.  [Read more…]

Ao cuidado da revista Sábado

Porquê usar a fotografia de um centro de emprego português numa peça sobre o aumento de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA? Isso é um bocado desonesto da vossa parte, não é?

E se a bolha rebenta?

Mais um excelente artigo de Marco Capitão Ferreira, de leitura altamente recomendada.

Rocket Man

Mais uma grande produção da Bandex TV.

Tenha vergonha!

Santana Castilho*

“A lucidez é um sorriso triste.”
Mário Pinto de Andrade

Toca-me a pouca sorte de ter que estar atento ao breviário de cordel que Tiago Brandão Rodrigues vai escrevendo. Na Gulbenkian, durante uma conferência internacional, referiu-se ao plano que teve o computador Magalhães por estrela, classificando como errada a decisão que lhe pôs fim e criou, assim o disse, “um défice oculto nas competências de muitos dos nossos alunos”. Longe do país na altura dos factos e arredado dos problemas da Educação como sempre esteve e continua, o ministro debitou vacuidades sobre o que desconhece. [Read more…]

A Repsol e as bicicletas

repsol_bicicletas

Será que a Repsol se esquece que a grande maioria dos ciclistas têm também automóvel, onde muitas vezes fazem centenas de quilómetros com a bicicleta no seu interior para participar em eventos desportivos, tendo de o abastecer? 

 Rui Sousa

Durante muitos anos, quer em Portugal quer na Europa, a prioridade foi o automóvel.
Para ligar as principais cidades, construíram-se auto-estradas e vias rápidas que permitem agora viajar em segurança e com maior rapidez. Dentro das cidades, ao maior aumento do uso do automóvel, as autoridades locais responderam com vias rápidas, auto-estradas urbanas, parques de estacionamento em altura ou subterrâneos, grandes rotundas e uma complexa rede de semáforos geridos centralmente.
Os rendimentos das famílias aumentaram e o automóvel felizmente deixou de ser um bem acessível apenas a uma minoria abastada. [Read more…]

O Cartel do Fogo

Mais uma grande reportagem investigativa bem fundamentada e certeira de Ana Leal. Cartel, ajustes directos, contratos mal feitos, negócios ruinosos…

Finalmente aparecem as caixas de robalos de Vara

Passado este tempo, o peixe será, certamente, material altamente explosivo.

Hugo Soares acautela o futuro

Fotografia: Lusa@Sapo24

Foi há coisa de ano e meio que o António Fernando Nabais trouxe a este espaço o epidémico flagelo dos resíduos de botas na língua dos jotas, sobre o qual não me alongarei em face do diagnóstico cabal apresentado pelo meu amigo e colega blogosférico. Sugiro a todos os frequentadores do Aventar a sua leitura, a meu ver essencial para compreender a evolução do homo politicus neste início de século, não só pela minúcia do relato, mas porque nos permite compreender, de forma mais objectiva, uma ocorrência que teve ontem lugar no encerramento das jornadas parlamentares do PSD.  [Read more…]

Será que se safava se o juíz fosse Neto de Moura?

Manuel Maria Carrilho condenado a 4 anos e meio de prisão por crimes de violência doméstica, injúrias, difamação, agressão e denúncia caluniosa. Pena suspensa, claro.