From Russia, with love #10 (Saint-Petersburg)

… a battle field that only needs a name*

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Encontrei Anselm Kiefer hoje no Hermitage, no Palácio de Inverno e foi um encontro inesperado, já que não havia lido nada sobre as exposições. Mal subi as escadas de Jordan, cheias de dourados a reluzir e de pessoas, fui ter à sala 197 e dou com a exposição de Kiefer ‘For Velimir Khlebnikov’. Fiquei tão contente que me pus quase a dançar no meio das salas, 3, cheias de quadros enormes, lindos. De quadros em que apetece mergulhar, como sempre digo. Kiefer criou estes 30 quadros em homenagem ao poeta futurista Khlebnikov. Não costumo colocar fotografias de quadros nos postais ou onde quer que seja. Os quadros são para serem vistos ao vivo e não assim, mas hoje abro uma exceção. Afinal, este encontro inesperado merece ser registado.

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Oh Firmino Marques, e vergonha na cara?

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É ano de eleições autárquicas e Firmino Marques, o vice-presidente da CM Braga, não resiste – aliás, insiste – em fazer-se fotografar junto de um grupo de “crianças e jovens sinalizados na Comissão de Crianças e Jovens em risco de Braga (CPCJ) e instituições de acolhimento do Concelho de Braga, nomeadamente das Oficinas de S. José, Instituto Monsenhor Airosa e Colégio de S. Caetano“.

Ora, Firmino Marques, a expressão “crianças sinalizadas” não o faz pensar que, se calhar, não pode valer tudo?
A estupidez não é nem crime nem pecado: arranje lá outra desculpa e retracte-se!

Prevêem-se para breve mais notícias sobre a intervenção dos EUA na Coreia do Norte e na Venezuela

Coitado, só agora é que encontrou um furo na agenda para falar do assunto. Como seria mais fácil se pudesse comunicar directamente pelas redes sociais, como o Twitter, por exemplo.

Enfim.

Detesto tudo o que Isaltino Morais representa

Mas não é com golpadas baixas que deve ser vencido. Que a culpa não morra solteira.

Eleições autárquicas

Também servem para mostrar que o PCP é um partido como os demais…

Quando Portugal Ardeu ou Uma Comédia Portuguesa – Crónicas do Rochedo XX

miguel carvalho livro

O automóvel que explodiu foi armadilhado aqui em casa. A minha sogra pedia-nos sempre para não matarmos ninguém, “Por favor, não entrem nesse campo, eu não quero cá ninguém assim”. Eles levavam o carro já armadilhado, com o material todo, só faltava colocar os detonadores. Mas iam estragando tudo. À ida pararam na Mealhada, nos leitões. O Ramiro pediu a conta e o homem demorou a trazê-la. E ele disse: “Bem, se não vem já a conta vou-me já embora e depois, olhe, meta na conta deste senhor”. O Ramiro tinha um porta-chaves com a imagem do Salazar num porta-chaves” – Silva Santos em entrevista a Miguel Carvalho no livro “Quando Portugal Ardeu” do jornalista e escritor Miguel Carvalho.

Este episódio, como outros do género que se podem ler na obra do Miguel Carvalho dizem muito sobre Portugal. Vamos ali a Lisboa colocar uma bomba mas antes, claro, toca a aviar um leitão na Mealhada… Eu, por exemplo, se me pedirem para ir ali a Vigo colocar uma bomba tinha de desviar a Viana para comer uma bola de berlim no Natário, obviamente.

Quando terminei de ler o livro fiquei na dúvida se toda esta história é cómica ou trágica. Depois de uma noite de sono a minha conclusão é outra: nem tragédia nem comédia, apenas Portugal. Uns bombistas com bons sentimentos, arrependidos por terem assassinado uma inocente em S. Martinho do Campo, que para todas as missões não dispensavam uma refeição opípara (seja leitão ou marisco) nem o conforto de um hotel de luxo, uns financiadores pretensamente ricaços que se esqueciam de pagar os serviços e, tão português, uns espertalhaços que desviavam os fundos para a causa directamente para o seu bolso e, cereja no topo do bolo, nem falta o empresário bronco que aproveita a onda terrorista para um ajuste de contas pessoal com um seu antigo funcionário. Sem esquecer uma dúzia de gabarolas, a santa igreja católica, autarcas, polícias e juízes corruptos, militares sinistros, prostitutas e uma boa dúzia de tontos. Se isto não é Portugal no seu melhor…

No final de tudo isto ficou uma conclusão que me arrepia, escrita pelo autor da obra: “Oradores exaltados, habituados a atear almas e comícios, recolhiam-se agora em poltronas e gabinetes alcatifados. Conspiradores de outras safras tinham sido reciclados para o conforto dos cargos, das instituições e do poder político. Militares, vetustos juízes, certos polícias e uns quantos ladrões disputavam negócios e sinecuras, à luz do dia e com cobertura legal, mas tão na sombra como no passado. Todos queriam sossego, iniciativa privada, brandos costumes e democracia de estufa. E silêncio, por favor”.

Nada mudou. Só o trotil é que já não está na moda.

Aproveitem para ler esta obra do Miguel Carvalho. Retrata uma época de Portugal que é um espelho de todas as outras, até da nossa. E pode ser que compreendam o verdadeiro papel do General Ramalho Eanes em tudo isto. Pode ser. Eu fiquei com mais dúvidas que certezas. E reparem bem nalgumas das personalidades do Norte que surgem neste livro. Algumas ainda andam por cá. Outras foram, hoje, substituídas pelos filhos. E genros. E afilhados. E sobrinhos. Sem esquecer os primos. É que se Portugal é uma aldeia, o Norte é uma ruela…

Comunhão de bens

Ágata e Cristas

Recorte: Público

Podes ficar com as jóias, o carro e a casa. Mas não fiques com os votos.

Perpetuum Jazzile – ABBA Greatest Hits

Na linha do tema que os tornou conhecidos, “Africa” (original do grupo Toto; vídeo oficial)

Rosa-da-china

hibisco
Foto: jmc

Outro a cavalgar a onda do populismo

O Passos Coelho de 2017 insurge-se contra a possibilidade  de “qualquer um viver em Portugal”, só precisando de ter um contrato de trabalho à espera. Já o Passos Coelho de 2014 não via problema algum em qualquer estrangeiro vir viver para Portugal desde que cá comprasse uma casa de 500 mil euros.

Os Vistos Gold foram a mercantilização da cidadania portuguesa, sem perguntar de onde vinha esse dinheiro e tendo como bonus o acesso ao espaço Schengen a preços de saldo. Mas agora que está na oposição, Passos Coelho tem pruridos por alguém vir trabalhar em Portugal e ter, por isso, uma autorização de residência.

O caminho parece traçado. Primeiro, não se demarcou do xenófobo de Loures, como até manteve o apoio ao candidato André Ventura. Agora, o próprio fez o discurso anti-emigrante, apesar de ter convidado os portugueses a emigrarem, perdão, a saírem da sua zona de conforto. A seguir só falta falar dos empregos roubados pelos estrangeiros para estarmos perante um filme já visto.

From Russia, with love #9 (Saint-Petersburg)

São Petersburgo é o lugar menos turístico do mundo,

se apanharmos, na Admiralteyskiy, o autocarro número 10 para Troitskiy pr. É aqui que fica, no cruzamento com o Izmailovskiy pr. a catedral da Trindade. A mesma que vi ontem do alto da ‘colonnade’ da Catedral de Santo Isaac, com as enormes cúpulas azuis, com estrelas douradas a destacarem-se belíssimas no horizonte. Quando saí quase em fren

 

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te da igreja, despertou-me a atenção a enorme coluna com um anjo em cima, rodeada de canhões. Parece que é uma homenagem aos soldados russos. Atrás dela a Catedral da Trindade, linda e branca, com as suas enormes cúpulas azuis e douradas. Fotografo as cúpulas de vários ângulos. Depois entro. Há senhoras a pedir à entrada da igreja. Não se vê um turista nas redondezas. A não ser eu.

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Inês Henriques


Grande Inês Henriques! Finalmente temos a campeã e recordista mundial do único desporto mencionado no Hino Nacional!

Resumidamente…

O acidente genético humanóide que governa a Coreia do Norte está a tornar-se no maior aliado do alienado que governa os EUA. Kim versus Donald, alimentando-se mutuamente de delírio: milhões de anos de evolução para chegarmos a isto!

Trump e a extrema-direita

Recorte: The Guardian

O presidente disse que condenou o “ódio, fanatismo e violência em muitos lados” no sábado. E repetiu a frase “em muitos lados” para enfatizar. Um porta-voz da Casa Branca amplificou mais tarde as declarações do presidente, dizendo ao The Guardian: “O presidente estava condenando o ódio, fanatismo e violência de todas as fontes e de todos os lados. Houve violência entre manifestantes e contra-manifestantes hoje “.

Mas houve uma forte reacção à recusa de Trump em denunciar os radicais de extrema-direita que atravessaram as ruas carregando tochas flamejantes, gritando epítetos raciais e atacando os seus oponentes.

Os confrontos começaram depois dos nacionalistas brancos terem organizado uma reunião em torno de uma estátua do general confederado Robert E Lee, a ser futuramente removida, e culminou com um carro sendo deliberadamente conduzido contra um grupo de pessoas que protestavam pacificamente contra a manifestação da extrema-direita, matando uma pessoa e ferindo pelo menos 19. [The Guardian]

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Fom Russia, with love #8 (Saint-Petersburg)

‘What’s left when everything’s gone?’

 

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Suponho que as memórias. O registo dos momentos que inexoravelmente se transformam em passado. O que é que temos a não ser esses momentos? O que é que fica quando tudo acaba, ou se vai embora, ou deixa de ser?
Hoje visitei um museu extraordinário e tive uma experiência fora do comum. O museu chama-se Erarta*, descobri-o quando pesquisei ‘museus de arte contemporânea em São Petersburgo’. Fica na ‘ilha’ Vasileostrovsky, do lado de lá do Neva, a 5,3 quilómetros do sítio onde me encontro. Apanhei o trolley nº 10 (mas também podia ser o 11 ou o 7) e lá fui eu. Em cerca de 20 minutos e por 40 rublos parei quase à porta deste belíssimo museu, o maior de arte contemporânea da Rússia.

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Mapa de incêndios – Protecção Civil

Página da Protecção Civil: www.prociv.pt/pt-pt/SITUACAOOPERACIONAL

É um panorama desolador. À hora de escrita deste post, existem 90 incêndios, envolvendo 3999 operacionais, 1164 meios terrestres e 23 meios aéreos. É o calor? A ausência de prevenção? Operacionais pouco preparados? Os eucaliptos e os pinheiros? Crime? De tudo um pouco será, certamente. Mas algo de muito errado se passa no país. Basta um ar quente para tudo arder. Um dia sobrarão as cinzas e, então, teremos um Verão calmo.

From Russia, with love #7 (Saint-Petersburg)

É outono em São Petersburgo e um gato apanha uma réstia de sol numa janela do Museu Russo

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Em muitas cidades tenho encontrado gatos nos museus. Gatos vivos, quero dizer, embora também alguns pintados. Estava um gato no beiral de uma janela do Museu Russo, a apanhar restos de sol, que chegaram depois da chuva torrencial. O gato estava seco, no entanto. Bati no vidro para lhe chamar a atenção, mas ignorou-me absolutamente, como se não houvesse mais nada entre ele e os raiozinhos tímidos de sol. E talvez não haja.

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O trigo e o joio…

O cidadão Isaltino de Morais foi acusado, julgado e condenado. Cumpriu pena. Não está limitado nos direitos políticos ou outros, pelo que tem todo o direito a concorrer à presidência da Câmara Municipal de Oeiras, ou qualquer outro cargo a que entenda candidatar-se. Terá obviamente que cumprir as formalidades prévias, às quais todos estão sujeitos, que poderão passar pelo processo de escolha e indigitação partidário ou recolha de assinaturas caso opte por uma candidatura de cidadãos independentes. [Read more…]

Pode um deputado eleito, não intervir no Plenário, durante duas sessões legislativas consecutivas?

[Rui Naldinho]

Claro que pode!

Quando um destes dias abri um jornal de referência na comunicação social e li: “dez deputados não tiveram nenhuma intervenção no plenário da AR durante toda esta sessão legislativa”, eu fiquei curioso. Não é a primeira vez que isto acontece, mas há casos e casos! E alguns são de difícil compreensão.

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Ponderação versus aventureirismo

Santana Castilho*

As intervenções do PS em Educação permitem identificar um padrão de tendências notórias: para o facilitismo “eduquês”, para o experimentalismo pedagógico irresponsável e para falíveis modernismos tecnológicos. Se acrescentarmos o ódio aos professores do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues, fica feita a ecografia às partes moles dos governos do PS dos últimos tempos.

O vazio de ideias do ministro Tiago Rodrigues foi preenchido pela torrente de iniciativas desastradas do secretário de Estado João Costa: o espectáculo degradante em matéria de avaliação, com três modelos vigentes num mesmo ano, com a recuperação de provas outrora abandonadas por inúteis, com o ministro a desmentir o primeiro-ministro e vice-versa e os deputados do PS a votarem contra o programa do seu próprio governo; um perfil de alunos para o século XXI, repositório de conceitos banais copiados de publicações não citadas, que endeusou as “aprendizagens essenciais” ao mesmo tempo que o ministro decretou o fim dos “saberes essenciais”; um pomposo Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, rapidamente afirmado como desilusão maior que a ilusão que o promoveu, e uma miserável flexibilidade curricular, instrumento de desconstrução curricular e imposição de transdisciplinaridade boba.

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From Russia, with love #6 (Moscow – Saint-Petersburg)

Cheguei a Leninegrado,

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ou Petrogrado ou São Petersburgo, como lhe queiram chamar. Eram cinco e meia da tarde quando o Sapsan, ou ‘falcão peregrino’ parou na estação Moscovo. Mal saio da estação, onde contei com a boa vontade de estranhos, como sempre, para descer as escadas com as malas, vejo um reclame no alto de um prédio: город горой Ленинрадюю. Qualquer coisa como ‘cidade heroica Leninegrado’. Pareceu-me um bom prenúncio.
 

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Melhor investir longe…

Se isto acontecesse em Portugal, o mais certo era ter o Arménio à porta…

Carta aberta à deputada do PSD, Maria Germana Rocha

Senhora deputada,

Acabo de visualizar o vídeo em que a senhora deputada apela ao voto no seu colega de partido e presidente da autarquia onde que resido, a Trofa, onde afirma conhecer bem o edil há mais de 20 anos, bem como o seu percurso político. Pois bem, uma vez que conhece e que acompanha o percurso deste indivíduo, aproveito a oportunidade para lhe dar a conhecer alguns aspectos da sua governação, que com certeza não serão do seu conhecimento, ou não fosse a senhora membro suplente da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e da Comissão Eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas. Caso fossem, estou certo que já teria agido.

Começando pela questão do reforço da transparência no exercício de funções públicas, saiba a senhora deputada que, na antecâmara das Autárquicas de 2013, a campanha eleitoral do seu amigo Sérgio Humberto decidiu criar um jornal de propaganda, de seu nome Correio da Trofa, dedicado a promover a sua campanha e a atacar os seus opositores, com recurso a um editorial não assinado, dedicado, não raras vezes, a explorar a vida pessoal da sua opositora. Um detalhe: o seu amigo, tal como a sua entourage, nunca assumiu a paternidade de um jornal que, dias depois da vitória eleitoral, se mudou de armas e bagagens para a até então sede de campanha do PSD/CDS-PP.  [Read more…]

From Russia, with love #5 (Moscow)

‘Yo soy comunista’…

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disse-me um senhor basco que encontrei junto à estátua de Marx, esta tarde, pondo-me a mão sobre o ombro, erguendo o punho esquerdo e começando a cantar, em castelhano, a Internacional. Tive de lhe dizer que se erguia o punho direito, ‘mas em Espanha, erguemos o esquerdo’, e fez-me a vontade. Ergui eu também o punho, e fui cantando em português. A filha, uma miúda anarquista, segundo o pai, tirava fotografias e ria-se. Eu também me ri, como é evidente. Coisa mais inusitada, cantar em ‘portunhol’ a Internacional, diante da estátua de Karl Marx, ali ao lado da Praça Revolução, em Moscovo, às 5 da tarde.

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8,8%

Foto: Lusa@Dinheiro Vivo

é o valor em que se fixou a taxa de desemprego no 2º trimestre de 2017. Falamos de um recuo na casa dos 19% face a período homólogo (10,8%), 13% quando comparado com o primeiro trimestre do ano (10,1%). A catástrofe é tal que, para atenuar a carga negativa desta posta, citarei esse jornal esquerdalho que é o Expresso:

Estes números significam que o crescimento do emprego líquido ultrapassou a redução do desemprego, indicando que se está a ir buscar pessoas à emigração (regresso de emigrantes portugueses ao país) ou à inatividade.

E pronto, agora é esperar pela chegada do Diabo, que segundo informações avançadas pelos papagaios do líder da oposição deve estar mesmo mesmo para chegar. E ter medo, que isto não vai lá com gente de tomates.

Excelência cívica

Na disciplina de corrupção passiva, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e abuso de poder os alunos só podem ter razão para obterem as melhores as notas…

Esta desfaçatez é apenas suplantada pela falta de exigência cívica dos seus eleitores. Cada autarquia tem os mestres que merece.

From Russia, with love #4 (Moscow)

 Visitei hoje o Camarada Lenine…

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… e encontrei-o com bom aspeto e boas cores, sobretudo para quem está morto há 93 longos anos. O Camarada Lenine repousa num feíssimo, escuro e frio mausoléu no centro da Praça Vermelha. Quero dizer, aquilo que resta do Camarada Lenine, praticamente pele e ossos, repousa no mausoléu bem no centro da Praça Vermelha. Não tem sangue, nem cérebro, nem vísceras, mas suponho que não lhe façam falta nenhuma, assim como assim. De 18 em 18 meses o corpo é retirado do mausoléu e submetido a diversas operações de conservação*. Li algures que lhe limpam e passam o fato também nessa altura e que de três em três anos lhe compram um novo. Parece que custa muito dinheiro à Federação Russa manter o corpo de Lenine.

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O Sam Shepard era o maior

-— Ecco l’America — disse il signor Melfa.
— Leonardo Sciascia, “Il lungo viaggio

… down to Tucumcari, picking up 40 West, paralleling the fabled and long-abandoned Route 66—the highway he grew up on. The highway that shaped his youth.
— Sam Shepard, “Williams, Arizona (Highway 40 West)

On the sixth take, I burst in the door; discover the corpse; pause for a second; cross to the radio; pause again; then I smash the radio to the floor with my fist. I just cold-cock the sonofabitch.
— Sam Shepard, “Winging It” (*1)

There is a little handmade cardboard sign hanging over the steaming chicken wings that reads: LIFE IS WHAT’S HAPPENING TO YOU WHILE YOU’RE MAKING PLANS FOR SOMETHING ELSE.
— Sam Shepard, “Living the Sign” (*2)

***

A decisão sobre o aspecto deste texto começou a ganhar forma durante a semana passada, algures na strada provinziale 66, ao volante de um Fiat Panda, na direcção de Putzu Idu, a caminho dos arredores de Sa Rocca Tunda.

Dois dias antes, ao chegar ao hotel, ligara o telemóvel e respondera ao Dario: estava sem condições técnicas para escrever e publicar sobre Passchendaele, ele que tratasse disso. De repente, algures nas notificações, a notícia do Público. Dois dias antes, ligado ao Feicebuque, precipitara-me e prometera um texto para o fim-de-semana. Dois dias antes de este texto começar a ganhar forma, algures na strada provinziale 66, ao volante de um Fiat Panda, na direcção de Putzu Idu, a caminho dos arredores de Sa Rocca Tunda. Acabou por ser adiado para terça-feira. Exactamente: para hoje. There were more urgent emergencies than mine (*3), citando o Shepard.

© Bruce Weber (http://bit.ly/2wyXcia) Sam Shepard with his Hermes typewriter, in New York City

Para o Shepard, tudo começou aos 19 anos em NYC. Para mim, começou também mais ou menos por essa idade, na mesma latitude, mais coisa menos coisa, mas num consultório médico, no Porto, mais concretamente, na rua Arquitecto Marques da Silva.

— Boa tarde, consultório médico. Com certeza, dê-me só um minutinho — disse a Fernanda, que conhece a minha familia desde que o Dr. Mena Matos tratou a minha bisavó — Sim, sim, só um bocadinho, não desligue — virando-se para mim — Miguel, hoje, o senhor doutor tem muitos doentes e isto é capaz de demorar. Se calhar, em vez de ficar aqui a apanhar seca, ia ali abaixo, tomava um cafezinho… [Read more…]

Sobre imigração

Estarei sempre de acordo com a eliminação das restrições à entrada de quem pretende viver ou trabalhar em Portugal, desde que cumpra as Leis do país e tenha meios para assegurar a subsistência. Por isso considero positivo não ser necessário um contrato de trabalho para conseguir uma autorização de residência. Mas não seria aceitável ou sequer tolerável, ver pessoas que nunca contribuíram a usufruir daquilo a que chamam Estado social, ou seja, na prática aumentar a despesa à custa dos que contribuem. Sabemos que há quem procure a Europa em busca de trabalho, mas também infelizmente quem apenas procure viver do assistencialismo, seguindo o triste e lamentável exemplo de alguns nativos, graças à permissividade dos políticos, sempre interessados nos votos… [Read more…]

Confusão no Paralelo

O Kim anda para lá maluco, a disparar mísseis para o mar, atreveu-se mesmo a disparar um que atingiu águas japonesas, e a malta fica toda extasiada, a ver se é desta. Mas ainda não foi. Provavelmente nunca será e, a ser, será muito provavelmente interceptado pelo sistema de defesa norte-americano. O Kim é uma besta, todos sabemos, mas não quererá perder a sua casa dos horrores, para poder continuar a brincar aos ditadores lá dentro, uma vez que cá fora não é ninguém. Atacar o vizinho do sul, o Japão ou os EUA colocará um ponto final na brincadeira, e o Kim não quer apodrecer numa prisão ou ter o mesmo destino de Saddam ou Khadafi. São tiros de pólvora seca, para incendiar as multidões em comícios do partido do Kim e dos amigos dele. [Read more…]