Postcards from the U.S. #5 (New York)
Coisas silly da season

encontradas nesse antro de hereges que é a taberna d’Os truques da imprensa portuguesa. Mas desta vez compreende-se, Truques: Paulo Portas é um actor político irrelevante, que não desperta grande interesse mediático e que não exerceu os mais altos cargos de governação. Para quê gastar tempo de antena com ideias soltas que, só por coincidência, se ligam na perfeição e parecem indiciar um caso com contornos pouco transparentes? Ganhem mas é juízo, que estamos em Agosto. São coisas silly da season – e porreiras -, pá! [Read more…]
Postcards from the U.S. #4 (New York)
‘It was like a mountain falling on us’… or… where were you on 9/11?
Desonestidade Intelectual?
Se o Turismo de Lisboa pode mostrar a Serra da Arrábida [distrito de Setúbal] como sendo Lisboa,
[fonte]
podem os bracarenses mostrar o Parque Nacional Peneda-Gerês como sendo Braga?

Afinal, a distância é a mesma!
[foto: etel bande]
Pacheco Pereira sobre a possibilidade de um novo resgate
Existe um colete de forças que torna o decurso económico independente da mudança de governo, facto que direita não quer ver. Esta opta pela justificação que lhe serve para o objectivo eleitoral. A esquerda também opta por uma leitura desligada deste percurso ao pretender que a situação está melhor. E até melhorou para as pessoas, mas sobra a dúvida se a melhoria pontual resistirá ao contexto macro. Uma coisa é certa, não é por o país ficar melhor que a situação individual melhora. Isso seria construir uma floresta sem árvores. O país melhora quando os seus cidadãos ficam melhor.
Aliás tudo o que está a acontecer agora não revela qualquer significativa inversão das tendências negativas dos últimos meses da governação PSD -CDS. Acresce que a verdadeira bomba -relógio do sistema bancário, que o governo Passos-Portas-Maria Luís deixou de herança, tinha-lhes rebentado nas mãos e, se compararmos a inépcia e a negligência criminosa do governo PSD-CDS nesta matéria, é provável que os estragos fossem maiores. Aliás, a causa mais provável para haver um novo resgate em Portugal é a situação da banca, e essa responsabilidade vai inteirinha para Passos, Portas e Maria Luís.
O impasse da política portuguesa é apenas este e este “apenas” é gigantesco: se quem manda hoje na Europa, a aliança da Alemanha com alguns países do Centro e Norte da Europa, continuar a impor as mesmas políticas de “ajustamento”, que hoje são criticadas até pelo FMI…, não aceitar proceder a uma mudança que passe pela restruturação das dívidas, pela baixa dos juros, pela maior flexibilidade na gestão dos défices, por políticas de investimento, e pela solidariedade activa dos países mais ricos com os mais pobres, na tradição dos fundadores da União, nem Portugal, nem a Europa sairão dos impasses actuais. [Pacheco Pereira, Visão, 19/08/2016]
Music is my drug…
Estou a ficar velho! É a conclusão que retiro quando dou conta terem passado 20 anos desde o lançamento de Placebo, álbum de estreia da banda londrina com o mesmo nome, fundada pelo genial Brian Molko & Stefan Olsdal… A 7 de Outubro sairá o álbum A Place For Us To Dream,” que revisitará a carreira desta banda que conta várias passagens por Portugal e uma legião de fãs de Norte a Sul…
Postcards from the U.S. #3 (New York)
The truth and nothing but…
Valores limitados
Foto: AP
“A democracia é um comboio do qual se desce quando se chega ao destino”, Erdogan nunca deixou dúvidas quanto à sua convicção anti-democrática e, desde a fracassada tentativa de golpe, tem carta branca para a “caça às bruxas” que já levou à prisão mais de 40.000 pessoas – entre as quais militares, juízes, jornalistas, professores, polícias – e à suspensão de 80.000 funcionários públicos. As cadeias estão de tal modo sobrelotadas, que o governo anunciou que irá libertar 38.000 prisioneiros detidos antes do golpe, para arranjar lugar para todos os supostos simpatizantes do movimento Gülen, ao qual Erdogan achou por bem atribuir a tentativa de golpe. Segundo Erdogan, o golpe foi “um presente de Alá”, que o legitima a dar largas às ganas de liquidar tudo o que se lhe oponha, falando de expurgação, punição exemplar e de reintrodução da pena de morte. Para tudo isto Erdogan conta com o apoio ilimitado de uma substancial parte da população turca. No regresso a Istambul após a debelação do golpe, Erdogan foi recebido por milhares de pessoas no aeroporto, muitas das quais bradando “ordena-o e mataremos, ordena-o e morreremos”, e, sucessivamente, “Alá é grande!”. À gigantesca manifestação orquestrada pelo presidente três semanas depois do golpe, acorreram mais de um milhão de pessoas. Quem ainda se atreve a ter uma posição crítica, tem o destino marcado. A divisão de poderes foi desmantelada, a Turquia a caminho da ditadura.
[Read more…]
Apenas um dia?

Helena Ferro de Gouveia
Correm as horas. Vorazes. Dizemos que não temos tempo, quando nunca fomos tão livres para escolher o que fazer com ele. Vivemos num palco de extraordinárias expectativas, inatingíveis. Quantas vidas vivemos por procuração? Ou quanto medo temos de ser sentimentais, num mundo asséptico de sentimentos?
Mas há, na era do individualismo e da indiferença quem nos devolva candura, quem nos encha o firmamento de pontos de luz, quem se recusa a ver no sofrimento uma abstracção e age.
Estes anjos, e felizmente ainda há tantos, não precisam do meu agradecimento, mas faço-o “em nome dos que dormem ao relento/Numa cama de chuva com lençóis de vento/O sono da miséria, terrível e profundo”. O Natal? São eles. O eu pelo outro.
Hoje é dia mundial do Trabalhador Humanitário.
Bom dia
Shiny happy women laughing
Catarina Veiga Miranda
Acabo de ler um artigo giríssimo sobre Chaunte Lowe, a atleta norte-americana, favorita em High Jump.
É a modalidade que Gosto de ver embora me tenha escapado olimpicamente desta vez. Nunca me interessou reparar na competição em altura. Estou a ver mulheres a voar e do sofá (ou da cama) parecem plena e finalmente felizes. Vê-las é uma Pedra.
Também sinto essa satisfação quando as vejo em desportos de equipa sobretudo futebol onde me emociono como no futebol (uma modalidade que passo o ano a detestar, literalmente, por estar em todo o lado sem qualquer alternativa)
Mas vejo-as libertas e a voarem.
A superarem-se a cada centímetro a mais que voam e sentem Prazer. Não me interessa o esforço, o sacrifício, o doping, ou as chatices…vejo-as só.
Haverá outras modalidades intelectuais que dão prazer (uma doce teima que tinha com d.)
Mas no Desporto nota-se muito. É físico.
Não há nada mais Giro e Compensador e Esperançoso do que ver mulheres felizes mesmo que sejam do Olimpo. Uma verdadeira inspiração para o comum de nós…de mim.
Elas dizem: “é Possível”
A lei? Olha quem fala…..
“As leis são boas consoante quem as aproveita”. E cumpri-las? Pois é, lembrei-me logo da Barragem do Tua!
Postcards from the U.S. #2 (Washington D. C.)
‘Life is like a short movie and your smile is like a million dollars’, the ethiopian taxi driver told me
Pois é delas o Reino dos Céus

“Art. 31
1 – Os Estados Partes reconhecem o direito da criança ao descanso e ao lazer, ao divertimento e às atividades recreativas próprias da idade, bem como à livre participação na vida cultural e artística.” – Declaração Universal dos Direitos da Criança, 1989.
Postcards from the U.S. #1 (Washington D. C)
‘Freedom is not free’ and a ‘stone of hope’
Diga ‘expectativa’!
Prometi, ontem, que voltaria à expectativa, porque posso.
Vamos por partes, que é Agosto.
Os autores do chamado acordo ortográfico (AO90) valorizam aquilo a que chamam “critério fonético”. De modo simplista, isso quer dizer que devemos escrever conforme pronunciamos, o que, por sua vez, significa que não devemos escrever aquilo que não pronunciamos.
António Emiliano, entre outros, já explicou a impropriedade da expressão “critério fonético” e o disparate em que consiste. Mas deixemos isso, por instantes, porque a expectativa é grande.
Preocupados com o tal “critério fonético”, os autores do AO90 declaram basear-se numa certa e determinada norma culta. Confrontado com a dupla grafia da palavra “expectativa”, revisitei, mais uma vez, o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, em busca da transcrição fonética da palavra. Como puderam ver mais acima, embora se admitam duas realizações possíveis para a primeira sílaba, o C pronuncia-se. [Read more…]
Defender a Constituição…
Juro que não é embirranço…
… mas precisei de parar a leitura para discernir o que é que ali estava escrito.
O QUESS também é referido pelo programa espacial chinês como “Micio”, em homenagem ao cientista e ótico da China Antiga, que há 2.500 anos inventou a primeira câmara escura. (DN)

Definição de “ótico” no Dicionário da Priberam da Língua Portuguesa
Sim, é uma palavra alterada pelo AO90, esse mesmo que, dizem, aproximou a escrita do português nos diversos países onde este é a língua oficial. Seria, então, de esperar que no Brasil se escreva “óptico” sem “p”, certo? [Read more…]
Postcard from between Niagara Falls and Washington D.C.
‘You are all set to go’ or ‘welcome to the land of the free and the home of the brave’
As expectativas do acordo ortográfico
Ser professor dá-me, graças ao contacto com os jovens, a possibilidade de aprender, com bastante frequência, novas expressões e novas piadas, porque as modas, como é da sua natureza, vão variando entre o tempo e o espaço. Sendo um curioso da língua e da linguagem, fico sempre fascinado com a descoberta do desconhecido e é sempre com prazer que junto mais uma palavra ou mais uma frase à minha colecção de cromos linguísticos.
Recentemente, adquiri uma mutação humorística da célebre resposta “porque sim”, muito utilizada por pais cansados de explicar ordens. Trata-se da resposta “porque+forma do verbo poder”. Há pouco tempo, um jovem lançou como que uma adivinha: “Porque é que os romanos invadiram a Grã-Bretanha?”. Diante do desconhecimento revelado pelos ouvintes, respondeu “Porque podiam.” Simples e barato.
Na semana passada, li na revista dominical do JN uma entrevista a Rui Unas. A palavra “expectativa” surgiu grafada das duas maneiras aparentemente permitidas pelo chamado acordo ortográfico (AO90), como poderão verificar nas imagens publicadas mais abaixo. Por que razão é que o jornalista fez isso? Porque podia, claro, autorizado pelo Priberam, pela Infopédia e pelo Vocabulário Ortográfico Português. [Read more…]
A Protecção Civil e a prevenção dos fogos
João Faria Martins
No que toca a tudo o que se relacione com fogos florestais, do que apreendo das notícias dos últimos dias, a Protecção Civil em Portugal funciona mais ou menos assim:
Imaginem um serviço nacional de saúde de um certo país no qual não existe qualquer tipo de medicina preventiva: não se fazem exames de rotina, não há consultas regulares com médicos de clínica geral nem tão-pouco com especialistas, ou um aconselhamento sobre modos de vida saudável. Quaisquer remédios ou tratamentos preventivos foram há muito abolidos; não se receitam comprimidos para a tensão alta, comprimidos para o colesterol, e afins. Jamais se trata em ambulatório, ou com medicação leve, só se opera. Não se encoraja o exercício físico, ou a alimentação saudável. Não se desencoraja o excesso de peso ou o tabagismo. [Read more…]
Um dia diferente
E a razão é simples: Évora não conseguiu a medalha.
Contudo, quanto ao resto, tudo exactamente na mesma:
Na falta de oposição, presumem-se verdadeiros os fatos?
Efectivamente, presumem-se verdadeiros os fatos.

E o contacto é directo? Não, o contato é direto. Direto? Aliás, contato? Contato? Exactamente: contato.

Como perguntou Barnardo, «who’s there?».
Melhor e actualizado, «is there anybody out there?»
Aparentemente, não.
A Força Aérea Portuguesa e os incêndios
Tiago Cardoso Pinto
Não, a FAP não tem meios de combate a incêndios. Parem lá com a parvoíce. Já chateia tanta mentira e demagogia.
E não, não fica mais caro ao Estado alugar meios aéreos todos os anos. Ficaria muito mais caro comprar um elevado número de aeronaves para estarem paradas durante 9 meses. Os que falam dos restantes países europeus desconhecem que eles também alugam meios aéreos todos os anos. Com algumas excepções, é a protecção civil desses países que opera e gere os meios aéreos.
Deve o Governo investir em mais meios aéreos? Claro que sim, desde que fiquem na esfera da Protecção Civil e não dos militares, por diversas razões de ordem técnica e organizacional das forças de combate a incêndios no terreno. Um par de Berievs e mais dois Kamov dão conta do recado, quando aliados no Verão a meios aéreos alugados segundo concursos públicos transparentes e justos.
[Read more…]
Postcards from Canada #7
‘A raging torrent of emotion, that even nature can’t control – Niagara’*
Censura no Facebook de Marco António Costa

Comentário apagado da página de Marco António Costa
Por duas vezes deixei um comentário num post de Marco António Costa e por duas vezes ele o apagou. A imagem acima é uma cópia desse comentário, quando colocado pela segunda vez. O post em causa é este: [Read more…]
«16,99 m Qualificação directa para a final!»
Efectivamente: directa. Parabéns, Nelson Évora.
Postcards from Canada #6
Incêndios: o que tu podes fazer?
Aqui há anos – tantos que nem os sete dias da box me valem – havia uma piada entre os estudantes da Academia. A ideia era simples. Num primeiro momento, quando a malta se cruzava com Engenheiros, dizia:
– Os engenheiros são nossos amigos.
Ao que se seguia uma música:
– Vamos fazer amigos entre os animais, que amigos destes não são demais na vida … lá … lá…
Desculpem lá a franqueza, mas é sempre disto que me lembro quando vejo a paixão sazonal que os tugas e as tugas sentem pelos nossos bombeiros e pela floresta do nosso país. E, apetece-me gritar bem alto, vão todos para …, mas acho que o momento é o que é e já que aqui estamos, vamos ao debate.
Perante um problema desta dimensão, a frase feita do Presidente faz todo o sentido: o que podemos, cada um de Nós, fazer para ajudar a resolver isto?
Do ponto de vista da Escola, creio que a questão se pode colocar a dois níveis:
- na formação dos mais novos,
- na dinamização de projectos de intervenção local.









Recent Comments