Aplausos para o Benfica

Por ter feito a viagem até Cinfães (ou lá perto) de comboio. Só por isso? Sim, só por isso.

Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013

Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013

Marcha da CGTP

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Fotografia de Egídio Santos

Andam Fascistas a Passear nas Pontes

Infelizmente, é absolutamente vital para o progresso e a liberdade do País que o Orçamento do Estado para 2014 seja aprovado e posto em vigor. Qualquer um, menos o beatífico e parcial Bagão Félix, menos a privilegiadíssima social Ferreira Leite e estafermo mediático, menos o ronhoso Pacheco Pereira, menos o grande emissor de perdigotos Daniel Oliveira, menos a perene indignada Clara Ferreira Alves, menos o alarve castrato Pedro Marques Lopes, qualquer um que não tenha trabalho e não seja funcionário público, percebe o quanto a face do País está na berlinda e suspensa do dinheiro do mundo. Claro que a possibilidade de cortar unilateralmente salários e pensões é uma hecatombe social que deveria ter sido possível evitar lá atrás, no tal passado de que os meus amigos chupcialistas não querem que fale. [Read more…]

Maldito Laxismo!

Domus Iustitiae«Ando arrepiado com duas sentenças de tribunais – de Gaia e Coimbra…»

Para o porto, para tudo?

Claro que não. Felizmente, o AO90 não está em vigor.

manif

A propósito, graças a João Roque Dias, soube desta notícia *eletrizante (trata-se de fenómeno que, infelizmente, já conhecemos).

General Eletric

Na passada terça-feira, como andava por aquelas bandas, ainda fui a tempo de passar pela Lexington, a caminho das Nações Unidas, para verificar se tudo estava como dantes.

Lexington

Sim, estava.

No dia seguinte, apanhei um comboio para o Connecticut (sim, com <nn> e -ct-, claro). A que propósito veio agora à baila o Connecticut? Obviamente, devido à sequência -ct- e, menos obviamente, por causa de um postal que comprei na tabacaria da estação de New Haven e sobre o qual escreverei umas linhas, na próxima oportunidade.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

Sócrates: da Sciences Po à Superior Sul

socrates expresso

 

O que mais me espantou em toda a entrevista foi o espírito “ultra”. O tom de líder de claque. A sério.

José Sócrates foi Primeiro-ministro de Portugal. Com a legitimidade que o voto livre e universal concede. Um voto que, em determinadas circunstâncias lhe foi “dado” tanto por homens e mulheres de esquerda como de direita.  Uns mais que outros. Não sei se foi ou não vítima de enormes calúnias, de processos de intenção vergonhosos.

Recordo-me de dois momentos em especial que escrevi sobre o tema. No caso Freeport sublinhei as minhas dúvidas: custa-me a acreditar que alguém envolvido em semelhante trapalhada e negociata fosse, mais tarde, arriscar uma candidatura a Primeiro-ministro. Mesmo em Portugal. A segunda foi a famosa (e muito lisboeta) boataria sobre as suas preferências sexuais. Uma baixaria de todo o tamanho. De resto, combati com todas as minhas forças as suas políticas e a forma como governou o país. Ou seja, à política o que é da política.

Lendo a revista do Expresso surpreendeu-me, isso sim, a forma como apelidou os seus adversários: pulhas, fanáticos, conspiradores e hipócritas. Se Sócrates fosse um tripeiro e tendo em conta o espírito da entrevista, certamente que os insultos seriam outros e com direito a “piiiiiii”.

Nomeadamente, no caso do Schauble estou convencido que não seria “estupor” mas antes “cabrão” nem tão pouco “filho da mãe”. Quer dizer, a parte do filho seria igual, a “mãe” é que seria apelidada de outra forma… Em suma, linguagem própria de estádio de futebol.

E isso surpreendeu-me. A sério. Não me chocou ou não fosse eu da Areosa. A forma como generaliza no tocante à “direita” é de quem não conseguiu absorver todos os ensinamentos da filosofia política e dos professores da Science Po. Na direita existe gente boa e gente medíocre. Tal e qual como na esquerda. É verdade que não se espera, de um antigo Primeiro-ministro, uma linguagem de taverneiro. Porém, bem mais grave, é ver alguém que ganhou eleições com os votos de uns e outros, enveredar por um estilo “claque de futebol”.

O pior da mistura entre futebol e política não é o relacionamento entre dirigentes desportivos e dirigentes políticos (isso é normal aqui como em qualquer outro país). O que deve merecer, isso sim, total repúdio é esta visão do mundo a preto e branco. Nós somos os bons e os outros são os maus…

Estou certo que na Science Po existem disciplinas onde se ensina o oposto destas teorias. O problema é que, naturalmente, nem sempre estamos atentos a todas as aulas e nem todos os professores cativam. Deve ter sido esse o problema.

Quanto ao resto, foi uma entrevista de quem “anda por aí”. Apenas e só.

 

Custos

O telejornal da RTP1 interessou-se muito pelos custos da manifestação de hoje da CGTP. Com elaborados gráficos fez cálculos e mais cálculos. Comovente preocupação!

Não precisam de tanto trabalho, cambada de sabujos. Eu resumo: custou metade da conta de maquilhagem que a RTP pagou este ano à empresa que tem a ingente tarefa de vos embelezar o focinho. E deixem que vos lembre: os trabalhadores pagaram a sua manifestação. Como deve ser. Mas o mais extraordinário é que pagaram também a vossa conta de beleza.

Porque não fazem também estes cálculos, corja?

Status quo

Centenas de milhar de assalariados da Portugal S.A. funcionários públicos e reformados exigiram hoje nas ruas em diversas cidades do país, em plenário protesto promovido pela CGTP a demissão do patrão governo. Pretendem a manutenção das regalias dos serviços públicos, o fim das restruturações da redução do número de funcionários e corte das remunerações. Os accionistas contribuintes na sua maioria ficaram em casa a usufruir do merecido repouso após a semana laboral, alguns até a trabalhar, porque a vida não está para facilitismos. António José Seguro aspirante a CEO da Portugal S.A. líder da oposição disse compreender os protestos. Ficamos todos a saber, só os tolos é que desconheciam, que ao PS, importa conseguir os votos que permitem colocar os boys nos jobs, pouco indiferente aos custos, haja quem pague. Em tempos recordo ter existido em Portugal quem até defendesse que o crédito era um direito, não me recordo foi ver alguém a colocar identico ênfase quanto a deveres. Por mim, se os portugueses quiserem manter um Estado asfixiante, sintam-se à vontade. Não se admirem é de ver partir profissionais qualificados e empresários empreendedores, rumo a paragens onde não sejam esbulhados do fruto do seu esforço e capacidade, para manter e já que gostam de citar Abril, “o estado a que isto chegou”…

Má-Consciência, Zé-Maria?

Tarde a piar, José Maria Ricciardi tem, finalmente, uma sugestão.

Da Mais Abjecta Absolvição de Si

Admito-o, com a máxima franqueza: Passos e as suas circunstâncias trouxeram-me um curral de desemprego, trouxeram-me cortes selváticos e perversões no que realmente recebo de subsídio de desemprego e é abaixo de miserável, indigno, tornando impossível ser pai, marido, gente. Mas não tenho ódio com que odeie este Governo já sobejamente odiado por ter cão e por não ter, porque sim e porque sim, para além das grilhetas herdadas. Sócrates, com a sua máquina mediática furiosa que debitava treta de entreter vinte e quatro por vinte e quatro horas, sete dias na semana, varria os pobres e a paisagem do real feio para debaixo do tapete nas inaugurações-croquete, nos anúncios repetidos, no optimismo vácuo, na mensagem charlatã e no luxo com que se rodeava e a que se não poupava. Passos atira-nos com o real para cima das costas, em bruto. Sócrates fingia que não havia pobreza nem cada vez mais desempregados. Passos quer evacuar de Portugal o máximo de activos humanos através de uma massiva emigração de corações, braços e cérebros, e porventura matar de inanição desempregados, doentes e pobres com mais doses de abaixo de penúria. Um luxava e fingia. Outro perde cabelo e procede segundo a mais estrita crueza em consonância com a situação das Contas Públicas e o que delas puder salvar. [Read more…]

Durão e os moralistas de Bruxelas

Um dos problemas de termos abdicado parcialmente da nossa soberania em favor desta espécie de projecto europeu em que nos metemos, reside no facto de termos que levar com lições de moral destes supostos representantes que ninguém elegeu para nos representar, nomeados pelos amigos e pelos amigos dos amigos.

Um desses moralistas é Durão Barroso, um homem que gosta de falar de responsabilidades mas que não hesitou em fugir às suas quando teve a primeira oportunidade. É que este senhor até foi escolhido democraticamente para Primeiro-Ministro de Portugal, mas, quando lhe deram a oportunidade de ser a terceira ou quarta escolha para servir os “führers” europeus, o homem lá foi, todo contente, servir a corte do eixo franco-alemão, como “bom aluno” português que é. Mas hey, até o Obama tem um cão português na Casa Branca!

Para além de nos ser completamente inútil enquanto presidente da Comissão Europeia, este antigo maoísta ainda gosta de mandar a sua boca. No outro dia, em Vilamoura e sem o punho erguido de outros tempos, falava no “caldo entornado” que seria se Portugal deixasse de seguir à risca o plano de destruição social a que está sujeito (e para além do qual o governo tanto gosta de ir), fazendo uso da habitual chantagem dos mercados e do aumento dos juros. Agora é o organismo a que preside que se vem juntar ao coro anti-Tribunal Constitucional. Há uns dias atrás surgiu um relatório e o cerco foi-se apertando. A ideia que tentam passar é a de que, caso haja um segundo resgate, a culpa será do TC e desses juízes anarquistas que se julgam no direito de interpretar a Constituição em benefício dos portugueses.

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Está na hora!

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Anda!

Mexe-te!

A Ponte espera por ti!

Como um Burro no Meio da Ponte

Era a altura de o frango, o Partido Chupcialista, voltar-se para trás e enfrentar com coragem o inevitável, em vez de ficar como um burro no meio da ponte.

Nas diatribes estéreis entre PS e PSD, é o PS que neste momento joga a cartada de maior risco e a mais decisiva. Se quiser continuar a fazer cenas impostoras para consumo interno, mostrando-se sensível, bonzinho, nunca falando dos compromissos da nossa dívida pública e o seu peso, dando esperanças vãs a um conjunto de crédulos de que, com o PS no Governo, tudo seria diferente, vai assassinando a credibilidade externa do Estado Português, no sentido de se consolidar um padrão de fidúcia junto dos Mercados. Não é possível que em questões de vida ou de morte, como os sinais de boa-fé e sincera disposição em pagar, o PS ande aos ziguezagues, fazendo o jogo do chantagista. Onde é que pára o sentido de Estado?! Onde se encafuou a defesa dos interesses nacionais?!

Os Chupcialistas choram, queixam-se do facto de se estarem a confrontar com uma maioria absoluta, um Presidente da República e um presidente da Comissão Europeia, mas há que perguntar: não está o Estado Português organizado no sentido de dar tacho aos meninos dos partidos? Não está o Aparelho de Estado atochado com pessoal partidário sedimentado ao longo das décadas para respaldo dos Governos, não é isso ter poder?! Não está a sociedade atochada de comentadores e gente de Esquerda que diz o mesmo e do mesmo se queixa, menos que os compromissos de défice sejam para cumprir, pelo menos tentar cumprir?! [Read more…]

Livro do dia

Pontes Para o Infinito

Parece-me apropriado num dia de pontes e de previsível contagem de cabeças.

La cucaracha

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O favor popular

Uma narrativa demonstrativa da consideração que o animal político tem pelo voto.

Gente sem classe

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Esta gaja, esta cara-de-pau, esta sujeita sem qualificação possível, esta aldrabona, este monstro que não se coíbe de usar os filhos para mostrar como também é tããããõooo prejudicada pelos cortes, digo pelos roubos, que este governo de ladrões, de pançudos nojentos, de escroques da pior espécie anda a fazer, esta gaja não tem um pingo de vergonha naquelas trombas?

Esta gente defeca verbalmente toda a merda que aqueles cérebros que acumulam lixo atrás de lixo, produzem? Arre Diabo, que o que é de mais é moléstia!

Não se medem as palavras, diz-se o que bem se entende, ofende-se assim os desgraçados que já não podem pagar comida ou casa, quanto mais sonhar sequer em ter poupanças? [Read more…]

Pode uma Nação ser mais Humilhada?

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Depois de saber disto, pode, podem fazer-nos tudo, que aquele conas tudo aceita.

O SAPO pede desculpas pelo fato

Lamentável, é verdade, mas previsível.

Colonos do Comentário Singular

Muitos dos que exercitam o comentês político-económico encartado e colonizam TV, Rádios e jornais por estes dias, e que são sempre os mesmos, estarão a dizer exactamente o mesmo que disseram nas vascas do Orçamento de Estado em decurso. Provavelmente com mais razão e mais razões. O que disseram do OE2013? Disseram o que disseram e era tenebroso. Quem os ouvisse, ouviria da sua inexequibilidade completa. Assim falou Ferreira Leite. Assim falou Pacheco Pereira. Assim rouquejou Constança Cunha e Sá e outros, muitos outros, que dizem sempre a mesma coisa e sobretudo o que muitos e muitas querem ouvir, não ouvindo mais nada senão o mesmo prato opinativo de bacalhau de cada dia. Para o comentês, os Orçamentos sob a Troyka, apesar das circunstâncias e das condicionantes, nunca têm atenuantes. E são negros. Assim os declarou e declara de fio a pavio, negros, a ala socratista: dessa gente e dos seus sofismas nunca saiu nem sairá uma só nota positiva, uma só nota de esperança. Por que não fazem terapia?! [Read more…]

O Orçamento do Estado para 2014 é um embuste

OE2014

© Rodrigo Gatinho (http://bit.ly/H7yURH)

Depois do descalabro dos dois Orçamentos do Estado (OE) anteriores (2012 e 2013), só uma generosa dose de repugnância impedirá qualquer cidadão português alfabetizado de conter uma sonora gargalhada, perante o aviso “texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico”, inscrito num documento oficial do Governo português, neste caso, no Relatório do OE2014 — a propósito, valerá a pena repetir que “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é o nome da coisa”?

Em Portugal, não nos esqueçamos, quem determina a ortografia a aplicar “no sistema educativo”, “ao Governo” e “a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo” não somos nós, aqui muito sossegados e entretidos a ler este texto: quem determina a ortografia é o Governo — confesso que cada vez mais me parece judicioso deixar de se confiar ao Governo a determinação de uma ortografia a aplicar seja onde e a quem for, tendo em conta a crónica inaptidão, reiteradamente demonstrada pela autoridade, para aplicar aquilo que tão assertiva e sobranceiramente se dispõe a determinar.

Só quem andar profundamente distraído poderá aceitar que um texto como o deste Relatório – com “medidas de carácter fiscal” e “medidas transversais de caráter fiscal“, “medidas sectoriais” e “medidas setoriais” ou “expectativa de manutenção das taxas de juro” e “expetativa do valor futuro” – foi redigido “ao abrigo” de um instrumento que regula uma ortografia.

Apesar de tudo aquilo que tenho visto por aí, confesso a minha perplexidade perante fenómenos como o do “fato de ser intenção da tutela” (sim, na página 163 do Relatório).

Só quem sofrer de distracção crónica poderá acreditar que um texto com, apesar de tudo, excelentes exemplos de palavras em ortografia portuguesa europeia, como direcção, acçãoprotecção, reflectem, activo, subfacturação, Janeiroelectrónica, colecta, respectiva, Junhocolectivos, afectas, Julhodirectos, indirectos ou efectiva, se encontra “escrito ao abrigo do…”. Esperem, perdi-me. Ao abrigo de quê?

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

1.ª Variação Positiva

Ao crescer 0,1% face ao mesmo período do ano passado, o indicador da actividade económica interrompeu um ciclo de 29 meses de queda.

Atravessar a ponte

Pode chover, mas quero acreditar que o S. Pedro vai estar do lado certo da história.ponte_infante

Pode acontecer também, que algum medricas como eu, tenha medo das alturas.

Pode também haver uma ou outra pessoa que concorde com o roubo que o governo está a fazer a quem trabalha e até a quem já deixou de trabalhar.

Pode até existir uma ou outra pessoa que não consiga observar grande eficácia neste tipo de lutas.

Pode tudo!

Mas, amanhã de tarde, como por vezes acontece nas nossas vidas, há dois lados. O lado de lá e o lado de cá. A pé, pela Ponte do Infante vamos procurar unir dois lados com uma Marcha de energia positiva que aponta caminhos diferentes – não estamos, claro, todos a dizer as mesmas coisas. Para alguns a solução está num pinheiro, para outros teria que ser a floresta toda.

Para mim é simples: nasci depois do 25 de Abril e tenho consciências plena que o povo conseguiu construir um país melhor para mim e para os meus. Da luta, muitas vezes na rua, nasceu um país com um fantástico sistema nacional de saúde, com uma Escola Pública, cheia de defeitos, mas das mais eficazes da Europa, uma Segurança Social de todos e para todos.

A direita no poder e quem a apoia não suportam que os pobres possam ser gente. Não admitem que os pobres possam ser tratados nos mesmos hospitais, tenham acesso à mesma escola pública, tenham a mesma dignidade na reforma.

Não admitem que os pobres possam atravessar a ponte da ascensão social. E, caros amigos, é APENAS isto que está em cima da mesa: um ajuste com as conquistas dos meus pais!

Por eles, mas fundamentalmente pelos meus filhos, vou atravessar a ponte.

Luísa, a Maternal, e a Sevícia Nacional

Maria Luís Albuquerque XperiaOntem, já era tarde, o sono pesava, pude ver a brevíssima entrevista de José Gomes Ferreira à Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. O entrevistador esteve bem, como sempre, simpático, directo, capaz da pergunta incómoda. A Ministra mostrou-se leve, simpática, natural, directa, assertiva. Maternal. Gostei da pessoa e a pessoa passou bem, tanto mais que aquela mulher, trucidada e combatida ao longo do Verão pela culpa desculpista e UltraSwapista do PS, não é uma máquina de propaganda do PSD nem faz um discurso redondo. É só uma técnica, uma mãe, uma de nós. Como qualquer mãe, faz o que tem a fazer e fá-lo no máximo das suas capacidades. [Read more…]

José Saramago e o pato do dia

1379421_10152012433262474_1087805151_nDepois do pato com laranja, a nouvelle cuisine ortográfica inventou uma receita: o “pato com o diabo”. Não me espantaria que tivesse origem na criação de patos de silêncio, esses simpáticos palmípedes anunciados ao mundo graças aos bons ofícios do chamado acordo ortográfico. [Read more…]

Uma deputada “da Escola”

A Paula é uma camarada aqui de Gaia, no melhor sentido que a palavra pode ter. É uma mulher de muitas lutas, das lutas todas. Faz falta na sua escola e faz falta aos seus alunos. Ainda bem que continua on fire, desta vez como deputada no Parlamento.

Obrigado por levares a realidade das nossas escolas, a realidade da nossa terra até Nuno Crato. E até o teu nervosismo tão natural mostra que não és profissional da coisa, és uma de nós!

Políticos sem vergonha

Sublinhando que o buraco do BPN estimado naquela altura era de 600 milhões de euros, muito longe dos milhares de milhões que hoje já são conhecidos, Sócrates considerou “mais prudente fazer a nacionalização”. [Expresso]

Posto assim, a mensagem implícita é “o buraco era pequeno”. Se era pequeno, não poderia haver risco sistémico nem seria necessário “assegurar a estabilidade do sistema bancário português“, tal como defendeu Constâncio numa comissão de inquérito parlamentar. Por outro lado, se não era possível estimar a dimensão do buraco do BPN, não se devia ter nacionalizado o banco num tempo recorde de apenas alguns dias. Com garantias do BPN não afectar contas do défice até 2013 e com afirmações como  o “Estado não gastou nem envolveu dinheiro dos contribuintes” no BPN e no BPP.

Concordo com Soares sobre os cachopos que nos governam merecerem serem julgados. Idem quanto ao repto sobre Cavaco. Mas quem o faz acusando os outros, sem olhar para a sua casa, não merece o meu respeito. O governo que tornou em público o que era um problema privado, possivelmente o maior desfalque do pós-25 de Abril, merece igual julgamento. Não é coisa de somenos. Estamos a falar de uma decisão que empurrou o país decididamente para o lodo onde estamos. Foi o prenúncio da operação salvar a banca.

É precisa muita lata um andar a pintar narrativas em entrevistas e outro vir com o síndrome de Frei Tomás. Uns e outros não passam de políticos sem vergonha na cara.

Mário Soares, o homem político

mario soares por julio pomar

É das maiores ironias da minha vida: tantos anos a combatê-lo e  acabo a defendê-lo, porque acima de tudo não suporto a mentira e a canalha, em particular a miúda.

Há vários tipos de ódios a Mário Soares, que foi, quer gostemos quer não, um dos dois políticos profissionais de grande gabarito na sua geração (alargada, Álvaro Cunhal sempre lhe deu explicações), incomparável aos criminosos que ambos combateram e deixando num rodapé da História os seus outros adversários.

O de esquerda, fundamentado na tese de que foi o responsável pela contra-revolução. Não houve revolução, o que houve suicidou-se mais do que foi assassinado, mesmo sem qualquer ódio ando por esses lados, é sabido.

Já na  direita podemos encontrar várias espécies.

A primeira votou PS em 1975, chamam-lhe voto útil, custou a engolir, ainda não digeriu, dispara desde as eleições seguintes onde já votou CDS ou PPD sempre que tem oportunidade. É o homo tuga fascitus, no seu pior, com prisão de ventre irreversível. Antes os que nunca votam, sempre são coerentes com o seu Salazar.

Depois temos o retornado típico, vulgo ex-colonialista. O homo tuga colianalos vive na falácia de que Mário Soares entregou as colónias, como se as colónias fossem portuguesas, como se tivesse havido descolonização, como se o então ministro dos Negócios Estrangeiros não tivesse tentado minimizar os estragos de uma guerra perdida definitivamente no dia 25 de Abril de 1974. É gente que vive entra a irracionalidade pura e a falta de vergonha pelo que andou por lá a fazer, garantindo de mãos no ar e em louvor da sua senhora racista, eu? que tratava tão bem os pretos, tanto lhes apertavam o pescoço como a mão a um branco. Estão cada vez mais senis, espalhados por caixas de comentários de quem ainda atura anónimos nas ditas,  juntamente com a espécie anterior nem estas linhas merecem. [Read more…]

Amnésias

Parece que Oliveira Costa não se lembra de ter emprestado 50 milhões de euros a Duarte Lima. Compreende-se, que diabo. Um homem não se pode lembrar de tudo.