Portugal deixou de estar na ‘bancarrota’ .
Isto é que é
uma Universidade de Verão.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Vi na SIC que hoje, 30 de agosto, é o Dia Internacional dos Desaparecidos!
A ler: A Miséria Moral.
“Não há comparação entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar”
Francis Bacon (1561-1626), filósofo, ensaísta e político inglês
No Público de hoje,
O debate de ideias não é fácil. E menos ainda quando se o procura evitar arrastando-o para um terreno que se pretende descrever como moral, quase judicial. Rui Ramos (RR), coordenador da História de Portugal que o Expresso que o decidiu oferecer aos seus leitores e que eu critiquei, na parte que lhe cabe, nas minhas duas últimas crónicas no PÚBLICO (2 e 16 de agosto), queixava-se há dois anos de que “vivemos num mundo muito diferente do que eu vivi em Inglaterra ou em Espanha, onde nos mesmos seminários, congressos e departamentos convivem pessoas com ideias muito diferentes, discutindo acalorada ou friamente, mas debatendo ou divergindo” (PÚBLICO, 31.5.2010). Ramos reagira assim quando, no PÚBLICO, São José Almeida o confrontou com as opiniões de vários historiadores (F. Rosas, A. Costa Pinto, M. de Lucena, I. Pimentel, eu próprio, com quem ele, mal ou bem, tem convivido em congressos, júris, comités), entre as quais se formularam críticas mais duras do que aquelas que eu agora dirigi ao seu trabalho. [Read more…]
António Borges, o privatizador-mor, quer
um novo modelo económico, com menos Estado e maior concorrência entre as empresas
“O Facebook já gerou 230 mil empregos na UE e contribui com cerca de 15 300 milhões para o PIB comunitário”.
Nos nossos dias, já é possível procurar emprego nas redes sociais. E quem faz o recrutamento não resiste a espreitar as pessoas ao facebook. Os especialistas em networking, como Filipe Carrera, aconselham a partilhar, a partilhar, a partilhar primeiro, ajudar os outros depois. “(…) a pessoa deixa conteúdo, deixa conhecimento, ajuda outras pessoas e de repente as coisas acontecem. (…) o perfil no LinkedIn, no Facebook ou no Twitter faz parte da nossa extensão profissional, devemos cuidar dele”.
E outro conselho ainda: “Nunca coloques na web algo que não queiras que o teu chefe ou a tua mãe vejam” !!
A entrevista a Filipe Carrera está disponível na revista Notícias Magazine do passado domingo, dia 26 e aqui!!
Quase uma semana depois de soltar na TVI Mr. Hyde, Dr. Jekyll decidiu falar, de modo a exorcizar inquietações e a reorientar o assunto. Com incomodidade mal disfarçada (e o Joker fora do baralho), veio dizer que “não há razão para nenhuma histeria, nem para nenhuma mobilização excepcional” pois nada está decidido quanto ao modelo a seguir na privatização do serviço público de rádio e de televisão. Um ano e meio após anunciar a intenção de prosseguir essa via, Dr. Jekyll adianta agora um dado novo: antes de se escolher o modelo devem ser respondidas outras perguntas, nomeadamente o que se entende por serviço público de rádio e de televisão. “Não é a ideia vaga de que deve existir um serviço público, é qual é esse serviço público em concreto”. É absolutamente notável que, um ano e meio após se ter comprometido a decepá-lo, Dr. Jekyll ainda não saiba o que é, ou deve ser, o serviço público!
Pois bem, tentemos situá-lo. O senhor está em Londres. É convidado, enquanto Primeiro-Ministro deste país, para assistir à cerimónia de abertura dos jogos paraolímpicos de 2012. A sua presença denota a importância do evento que agora se inicia, que pretende constituir-se como o expoente de valores tão inalienáveis como a inclusão social e a não discriminação. Os jogos paraolímpicos são transmitidos pelas televisões de todo o mundo. Em Portugal, apenas pela RTP2. A televisão que o senhor quer liquidar está a prestar serviço público. E por sua decisão, os jogos paraolímpicos deixarão de ser transmitidos na nossa televisão. [Read more…]
E já não me sinto lá muito bem hoje.
É evidente que não se podem tomar decisões executivas sem se ter em conta os gastos, as despesas, sem se fazer contas, enfim, como acontece com qualquer um de nós, todos os dias. Este governo, no entanto, aproveitando, aparentemente contrariado, o desastre socrático, transformou a despesa no único critério das decisões. O resto é Carnaval, com máscaras de má qualidade. [Read more…]

O Folk Fest do vale do Neiva começa hoje! E pode ir de comboio!
Nunca o dia 30 de agosto foi tão amargo. E se calhar até foi, mas a memória de professor é mesmo assim – esquece
facilmente, tal a quantidade de incompetentes que nos têm transformado a vida num inferno, um ano atrás do outro.
Falta um dia para que meia dúzia de milhares de professores dos quadros saibam uma de duas coisas: em que escola vão trabalhar ou, caso continuem sem horário, que na próxima segunda-feira terão que se apresentar na escola onde estiveram este ano para fazer não se sabe muito bem o quê.
Para os candidatos a um contrato o problema é bem maior e muito pior. Incomparavelmente pior. Uma parte muito significativa vai ficar sem colocação – e quanto a isso, não me parece que escrever por antecipação seja um problema. Como gostaria de amanhã ser desmentido pela realidade.
Os outros, os poucos que conseguirem um lugar, vão vacilar entre o que têm em mãos e outras ofertas a que se candidataram. Ao contrário do que se diz por aí, é possível rescindir e optar por algo melhor.
Tudo isto em cima do acontecimento – o arranque do ano letivo.
De 6ª para 2ª, milhares de portugueses vão ter que fazer as malas, deixar a família e partir. Ainda não sabem se para o Norte ou para o Sul, para mais perto do mar ou de Espanha. Não sabem se vão conseguir alugar casa ou um simples quarto, nem tão pouco o que vão fazer, que turmas ou anos vão leccionar. Nada.
Falta um fim-de-semana para começar o ano lectivo e há mais de 100 mil almas que neste país não sabem o que vão, profissionalmente, fazer na 2ª feira. A Escola Pública merece mais e o país precisa de mais e melhor Escola Pública.
Faz todo o sentido não aceitar este tratamento em silêncio e por isso, na 6ªfeira, às 18h vou estar no Porto, na Praça da Liberdade.
Chego a Cluj e ao hotel. O incómodo continua. Sei lá. Nem mesmo a circunstância de, pela primeira vez, nesta viagem, o hotel ser digno desse nome, me conforta. Nem mesmo o telefonema da Eniko a saber quais os meus planos, me anima. Planos, já se vê, não tenho. Tirando os dias guardados para esta ou aquela cidade, não faço nunca planos de visitas a sítios, monumentos, coisas. Vou andando. [Read more…]
A escravatura como um dos negócios mais lucrativos dos grandes impérios coloniais europeus, neste caso o Império Português. Uma das obras-primas de Spielberg. Não se devendo passar o filme todo, por não ser interessante para os alunos, a cena da infernal viagem dos escravos no barco é imperdível.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo
A “questão” RTP é comigo! Eu sou RTP!
E por isso partilho um texto que Roma de Oliveira publicou no seu Facebook:
“Faz esta semana 13 anos que trabalho na RTP. Já tive uma boa dose de lutas, e mais terei. Mas a que travamos agora, todos juntos, faz-me vir aqui partilhar o que penso. Leio e ouço muitas opiniões acerca do nosso grupo audiovisual. Grande parte delas em resultado da tremenda ignorância da nossa sociedade relativamente às inúmeras funções da RTP, enquanto serviço público.
Assim, e porque sou pragmática, vou elencar apenas algumas dessas funções. Para que se perceba porque é que a RTP é muitíssimo mais do que um canal de televisão:
Digo que o dia não começa bem. Tomo um pequeno-almoço sem jeito e, não sei porquê, aliás sei, mas para o caso não interessa, há qualquer coisa, que me diz que este dia será esquisito.
Ao pequeno-almoço reencontro os romenos da noite anterior, os mesmos que me convidaram para um copo de vinho branco que não aceitei, mas com quem acabei por conversar durante um bocado, antes do jantar. São 9h30 da manhã e estão já a beber cerveja. Aliás, verifico que isso acontece em quase toda a parte, aqui. São simpáticos, especialmente um deles, que fala melhor inglês e tem opiniões sobre tudo. De qualquer maneira tenho de ir apanhar o comboio.
Este comboio é um inter-regional, bastante aceitável, se comparado com o regional que tomei entre Brasov e Sighisoara. Viajo agora entre esta última vila e Cluj-Napoca, a terceira maior cidade da Roménia. Avanço para norte, um pouco na diagonal, quase até à fronteira com a Hungria. E à medida que o comboio avança ‘entre a floresta’ (tradução literal de Transilvânia), apercebo-me que a paisagem se torna diversa. As aldeias não são tão arcaicas, não há tantas carroças de ciganos, as vacas substituem, nos campos, as ovelhas, e tudo tem um ar, como direi, mais asseado. [Read more…]
Foi plantada na comunicação social uma notícia a dizer que a RTP deu lucro em 2010. Acontece que o relatado por essa notícia é falso.
Segundo o JN, «a estação pública registou um resultado líquido de 15,1 milhões de euros em 2010». E ainda segundo o JN, em 2010:
O primeiro erro na tese do lucro da RTP está no facto desta ter recebido uma indemnização compensatória pelo serviço público que prestou. Não se sabe ao certo o que é esse serviço público (se alguém quiser elucidar-me, use por favor a caixa de comentários) mas o valor dado à RTP correspondeu a 29% do total das indemnizações compensatórias atribuídas às empresas que prestam serviço público. Para comparação, o sector público dos transportes rodoviários, ferroviários e marítimos e fluviais receberam, respectivamente, 14,89%, 23,88% e 2,37% do total dessas indemnizações compensatórias. A acreditar que maior valor dessas indemnizações corresponde a mais serviço público, então a RTP prestou mais serviço público do que a CP. Mas é caso para perguntar onde é que ele está.
O segundo erro está em não se listar o valor recebido à conta da taxa da RTP. É uma receita, não é?
Por fim, o terceiro erro está em o valor da indemnização compensatória estar ele mesmo errado. O valor correcto é de 145 866 455 euros, como se pode constatar no Diário da República. Ou seja, a RTP recebeu mais 24.7 milhões de euros do que os 121.1 milhões que foram badalados para a comunicação social. Coincidência ou não, estes 24.7 milhões são mais do que o lucro declarado. Ó senhores da RTP, importam-se de refazer as contas, sff?
A seguir: cópia do Diário da República aqui citado
CDS e PSD descolaram via RTP. A dúvida é saber se o velho e sabido rato Portas não está a aproveitar para abandonar o navio.
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Todas as críticas que diariamente fazemos ao que vimos, lemos, ouvimos e vivemos em consequência das erradas decisões políticas dos nossos governantes, só se explicam porque nos importamos com o nosso país.
Queremos vê-lo bem tratado, respeitado, governado por gente portuguesa de coração e não só por ter nascido em território português…
Queremos políticos que não procurem boicotar o que de melhor se faz e se tem em Portugal (às vezes parece que assim é)…
Chega de mudar, quando mudar é para pior.
Este país seria um paraíso, a “ideia acabada de uma lua-de-mel” como se lê no Guia Turístico da Europa editado pelo Touring Service da BP de 1960, se os nossos sucessivos governos não nos deixassem deprimidos como já são conhecidos os portugueses…
Esse tal Guia continua a dizer verdade sobre este “país ensolarado, com uma vegetação luxuriante, um clima único, e um charme tão poderoso que até os postais ficam aquém da verdade. (…) estradas excelentes, palácios magníficos, pessoas sempre prontas a desfrutar da vida, refeições que fazem salivar por antecipação, praias lendárias”.
Não destruam este país que amamos.
(Foto: David Gamanho, que considera aquela praia da Berlenga a mais bonita que conhece. Eu também acho…)
A igreja na colina (de cujo interior não se podem tirar fotografias) tem vários frescos. Um deles, do século XV, retrata a santíssima trindade. Uma só figura, com três cabeças. A da esquerda é o espírito santo e este santo espírito é – pasme-se – uma mulher! Whatever that means, ganhei o dia.
No coro há outra inscrição e o papelinho que me deram à entrada explica-me que está escrito: «todo aquele que se quiser sentar aqui, mas que não souber falar latim deverá afastar-se ou, mesmo, ser afastado à paulada». Pelo sim, pelo não, afasto-me.
Cá fora, um cemitério enorme, onde não entro. Além, uma casinha na colina com um pátio delicioso, acho eu. Não sei o que acharão os senhores da UNESCO. Percebo a importância dos rótulos, mas ao mesmo tempo parece-me que não seriam precisos. Que são, até, perversos.
Falemos, outra vez, de folclore, se quiserem. [Read more…]
O ingresso ao Ensino Superior deve ser conquistado por mérito. Não podemos permitir que haja duas formas de avaliação no concurso para as MESMAS vagas. Mais um ano veremos alunos que, já tendo concluído o secundário, aproveitam-se do Ensino Recorrente – criado para aqueles que não conseguiram terminar o Ensino Secundário Regular – para aumentar exponencialmente as suas classificações internas, que não são afectadas pelos Exames Nacionais.
Esta situação afecta todo o Ensino Superior português porque os alunos não colocados em suas primeiras opções, como Medicina, vão para outros cursos, aumentando as suas médias mínimas de ingresso, passando por Medicina Dentária, Ciências Farmacêuticas, Fisioterapia, Enfermagem e assim sucessivamente. Reacção que também acontece em todas as áreas do Ensino Superior, tendo em consideração cursos como Engenharia Aeroespacial e Arquitectura.
É uma recção em cadeia.
O Ministério da Educação tentou impedir que isso acontecesse, mas cerca de 300 estudantes ganharam um processo no Tribunal e, assim, foram autorizados a utilizar médias internas próximas ou iguais a 200 nas suas candidaturas. [Read more…]
Ou o neo-futurismo russo explicado aos portugueses.
Subo, com dificuldades, os 176 degraus das escadas cobertas. São de madeira e pedra, escuras e irregulares. Mas chego ao cimo do monte. Ainda tenho folego. E subo mais ainda até à Biserica din Deal que é como quem diz, em romeno, a ‘igreja na colina’.
«Esta obra foi concluída, com a ajuda de Deus, no ano de 1488 quando, no dia de S. Gerardo (23 de setembro) um forte nevão destruiu as árvores de fruto», leio no papel que me dão com a tradução da inscrição em latim por cima da porta principal. No dia em que um forte nevão destruiu as árvores de fruto? Que descrição tão rara.
Onde estaria Deus? A ajudar nas obras, provavelmente, penso. E sorrio sozinha, diante da ideia de um deus servente de pedreiro que, no afã de concluir a obra dos homens, deixa que um forte nevão destrua as árvores de fruto.
(Sighisoara, 11 de Agosto de 2012)
Quem o diz é o perigoso comunista capitalista Nick Hanauer. Deixando de lado a polémica sobre os critérios TED para publicação e/ou censura, fica o vídeo agora devidamente legendado. O texto já tinha sido em grande parte traduzido pelo Público.
É uma delícia…
Os filhos bem juntinho à mãe que trabalha. Muitas vezes eles dormem ao «som» do trabalho que ela faz e do ambiente que a ambos cerca, no sobe e desce do corpo de sua mãe.
Isto não é pensável no nosso continente. Mas se eu pudesse tê-los, senão às costas deste jeito enquanto são pequeninos, pelos menos debaixo do mesmo tecto para puder dar uma espreitadela e um beijo ao longo do dia!
Há uma velha a vender flores nas escadas cobertas
Subo uma rua empedrada. Irregular. Há passeios direitos mas em cima deles estão, que surpresa, os automóveis. Chego à escada coberta. 176 degraus até ao Monte da Escola. Avanço. Ao avançar, reparo nela. Um pequeníssimo ramo de flores numa das mãos. Milhares de rugas na cara, como estradas num mapa para que ninguém olha. Com a outra mão mostra um dedo: 1 leu pelas flores.
Estou para lhe comprar o ramo, mas depois, que farei dele? Fico ali, à entrada das escadas a olhar para ela. E penso, outra vez, que o património da humanidade é isto, não as pedras. Estas ruas que atravessam a cara dela, para lugar nenhum. Ou para o mundo inteiro.
Não há, em nenhuma torre do mundo, uma placa que diga a que distância estou eu desta mulher.
É recorrente considerar que a falta de preparação profissional responde por boa parte da falta de competitividade da economia portuguesa, embora seja astronómica a dimensão do dinheiro consumido por programas de formação, em 38 anos de democracia. Compreende-se o paradoxo quando se analisam os critérios (ou a sua ausência) que têm presidido às respectivas decisões políticas. Nuno Crato acaba de persistir na via da leviandade. Não é ele que conhece as necessidades de formação dos activos das empresas. São os próprios e as suas empresas. Não é ele que deve decidir sobre o futuro dos jovens. São os próprios e os seus pais. Mas proclamando irrelevâncias e desconhecendo realidades, acaba de desviar 600 milhões de euros, reservados à formação de activos, para financiar o sistema formal de ensino e serenar os reitores (para as universidades e uma tal “formação avançada” irão 200 milhões). A isso e a um esboço de resposta atabalhoada ao prolongamento da escolaridade obrigatória se resume o que acabou de fazer, em nome do mal tratado ensino profissional. [Read more…]
Já tínhamos reparado: a construção está parada em Portugal.
“Crise levou quase 900 construtoras à falência”, faz capa do Público de hoje..
Não há dinheiro para comprar casa nova “e o Estado não tem dinheiro para fazer obra. O sector da construção aprofunda a crise e em sete meses acumula a perda de 868 empresas”.
E este sector não pode apostar agora na recuperação, restauro e reabilitação de casas habitadas e outras tantas e tão bonitas pela sua antiguidade que se encontram por toda a parte?
Foram muitos anos a pensar no «novo» e em construir de raíz a uma velocidade exagerada…
É só um reparo de uma leiga…
Desço da torre sem dificuldades. Haverei de ter algumas um pouco mais tarde. Atravesso a rua que vai dar à praça principal de Sighisoara, passo a casa onde supostamente nasceu e viveu Vlad Dracul, no século XV e dou de caras – estamos no século XXI, portanto – com um homem vestido de Drácula.
Falemos de folclore, então, se vos apetecer.
Tiro uma fotografia ao homem. Há no olhar dele qualquer coisa de profundamente triste, talvez não triste afinal, mas há nestes olhos qualquer coisa difícil de compreender, enquanto encara a máquina que lhe aponto. Chego a envergonhar-me. Hei-de cruzar-me com ele, mais três ou quatro vezes neste dia e reparar sempre na dificuldade daqueles olhos.
Se eu tivesse que me vestir de Drácula, todos os dias, como seria o meu olhar? Ainda bem que, assim como assim, prefiro o Rato Mickey.
Parabéns ao queijo da Beira Interior que acaba de ganhar medalha de ouro em Inglaterra. Entre cerca de 9000 sabores, o queijo de Castelo Branco conquistou os 300 elementos do júri do Concurso Internacional Great Taste Awards 2012 que os avaliaram em provas cegas.
Vai o queijinho da Beira Baixa acompanhado com um copo de vinho tinto alentejano e um pedacinho de pão de Ul (Oliveira de Azeméis)?

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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