O Centro Infantil deValbom vai ser privatizado já, mas as obras continuam ( o Estado paga!)


Já aqui o disse, o Centro Infantil de Valbom vai ser privatizado e todo o seu pessoal mandado embora.

Por mero acaso, foi totalmente remodelado em Agosto de 2011, com obras que incluíram a pintura das paredes e dos tectos das salas e espaços comuns e a totalidade das instalações eléctricas e sanitárias. Obra para custar milhares de euros!

Em Junho de 2012, foi colocada uma rede em todo o espaço exterior – 10 mil metros quadrados – para reforçar a segurança do espaço.

Hoje mesmo, 3 dias depois dos funcionários serem informados de que vão todos embora porque a instituição vai ser privatizada, esteve no infantário uma arquitecta para ultimar o projecto das obras na sala da creche, que vão começar de imediato.

Ou seja, o Centro Infantil de Valbom vai ser privatizado já em Setembro, mas em Junho o Estado continua a fazer obras e a gastar dinheiro num espaço que já decidiu que vai entregar. Como é óbvio, a ideia é poupar a despesa aos privados que vão ficar com a instituição. Nós todos, contribuintes, pagamos. Afinal, Passos Coelho já nos disse que os sacrifícios são para todos.

O “Porto Menu”, o Adobe Illustrator e as Camadas…

Ah, afinal parece que a camada com texto “Rio ÉS UM FDP” foi colada no Adobe Illustrator…
Chama-se a isto …?

Ó Álvaro, já viste isto?

Vitória no Euro valeria 551 milhões à economia portuguesa.

Manifestação pelo direito ao emprego

Porque é um direito, e porque a luta contra o desemprego será obra dos próprios desempregados, ou não o será.

Mentir é feio

Nem o KKE nem a Syriza tem coisa alguma a ver com cocktails molotov em manifes. Mas à burguesia dava jeito.

Números, o resto é paisagem

Como combater o desemprego

França vai encarecer despedimentos para combater o desemprego. Os imbecis vão apontar para o dedo.

Avante Januário, avante

A direita ficou histérica porque Januário Torgal disse umas evidências. A coisa desceu ao nível de um pasquim ter descoberto que os bispos são muito bem pagos, de à falta de melhor se apelar ao facto de o homem ser bispo da tropa para o tentarem calar e já faltou mais para chamarem a inquisição.

Tudo isto porque um discurso de Passos Coelho lhe fez recordar os apelos à resignação de Salazar, olha a novidade, e ter feito algumas comparações entre a União Nacional e o seu herdeiro PSD (fundado precisamente pelo que sobrou da estrutura da ANP). Nada de especial, portanto, mas para a nossa direita a ICAR só faz sentido quando se comporta como o leque que lhes abana os governos.  A mesma ICAR do terrorista cónego Melo quando teve um Bispo do Porto dissonante permitiu que o calassem. Isto de sustentar uma religião para ser ópio do povo e andarem por ali trânsfugas é uma chatice

O que significa a frase “Rio és um fdp”?

A inscrição surgida na capa de um guia de restaurantes do Porto com os dizeres “Rio és um fdp” pode, segundo algumas versões, ter sido manipulada digitalmente e nunca ter existido no local. Nesse caso, a ser verdade, terei de dar razão às medidas que a CMP hoje anuncia.

Curiosa, no entanto, é a interpretação que o editor da revista fornece, o qual

nega ainda que a frase “Rio és um fdp” seja uma ofensa ao autarca. “Que eu saiba, “Rio” é um substantivo próprio que significa um curso de água e o resto são três iniciais, um verbo e um artigo”

Perante tal conclusão, resta-nos adivinhar o significado da frase. Suponhamos que se refere ao rio Douro. No espírito do manipulador poderiam estar ideias tão poéticas como, por exemplo: [Read more…]

Isto promete

Professores contratados podem processar o estado ao abrigo de directiva comunitária.

Estão todos falidos

Bancos espanhóis serão salvos no Sábado – quem vai pagar não vão ser os banqueiros. (Rajoy nega.)

Todos inocentes

O deputado do PS Marcos Perestrello demitiu-se da administração da Finertec – a empresa de consultadoria onde Miguel Relvas esteve até chegar ao governo

As palavras estão gastas

(ilustração de Manel Cruz)

As palavras estão gastas estão gastas as palavras.

Mesmo gastas as palavras são olhos de distância e água as palavras são sopros de horizonte as palavras são bonitas são bonitas as palavras ditas e não ditas.

São boas as palavras por dentro e por fora mesmo as palavras más. [Read more…]

Resistências

Cartoon de Ferran Martin

¡No pasa nada!

Com uma ronda pelos jornais de cá novamente se confirma:  nas Astúrias não existe batalha campal entre os mineiros e a polícia de choque.

Paulo Campos, o anjinho

It Wasn’t me, diz ele.

Pais e educadores, acordem!

A Educação é um edifício em mau estado. O proprietário, o país, tem-se alheado completamente da gestão do condomínio, entregue a pessoas cujas decisões têm como consequência a fragilização de alicerces corroídos pela incúria.

Este texto de José Calçada é de leitura obrigatória. Limito-me a realçar duas teses, entre outras: não se deve exigir apenas à Escola o que se devia exigir também à sociedade e “é absolutamente falso que existam professores a mais”.

Dias de Verão em Carcavelos

Temos ao longo das praias da linha de Cascais esplanadas maravilhosas onde a uma tarde basta a companhia certa.

O asteróide Portugal

Morreu, ao início desta semana, o autor de Fahrenheit 451, Ray Bradbury.

O número 451 é a temperatura a que o papel arde (em graus Fahrenheit). Interessante. O que a gente aprende.

Bradbury declarou que Fahrenheit 451 não trata de censura, mas de como a televisão destrói o interesse pela leitura. Sendo uma obra de ficção científica, apresenta um mundo onde os livros são banidos.  

Mas, no nosso mundo, no Irão, Garcia Marquez ou Platão são livros censurados – isto não é ficção científica. As autoridades iranianas consideram-nos como drogas.  

Bradbury conta que “todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, na Universidade da Califórnia, numa máquina de escrever alugada”. B. quis, com este romance, mostrar o seu grande amor pelos livros e bibliotecas.

Há 20 anos, a comunidade científica prestou uma homenagem ao escritor,  “baptizando um asteróide com o nome 9766 Bradbury“, algo que o sensibilizou ainda mais que todos os prémios literários recebidos ao longo da sua vida.

Parece que já foram catalogados mais de 500 mil asteróides, mas existem ainda milhares deles por descobrir… Quem sabe um deles terá um nome português. Ou será que já existe??

Vou ver: Eureka! Existe  o asteróide 3933 Portugal!

P.s: inicialmente batizei este post como «o asteróide Bradbury» mas, depois desta descoberta, não resisti a chamar-lhe «o asteróide Portugal». Há muito que anseio que Portugal seja comparado a uma estrela… E não digo mais nada.

Egipto: O caminho da eternidade

Documentário legendado em português que aborda de forma genérica quase todos os pontos da unidade – a importância do rio Nilo, a construção das pirâmides e, associado a elas, o poder do Faraó, a religião, a economia ou a escrita hieroglífica. Um documentário de cerca de 50 minutos que, devidamente editado e cortado, proporcionará uns 10/15 minutos de excelente resumo sobre a matéria a iniciar – a civilização do Antigo Egipto.


Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.3 – Contributos das primeiras civilizações

Viva a Democracia da Extrema Direita

Ele é de um partido de extrema direita (com o poético nome de Aurora Dourada), a deputada de cor de rosa é do Syriza e a de branco é do partido comunista. Desenho? Para quê?

Mineiros das Astúrias em luta

As Astúrias estão praticamente isolados do mundo após os cortes de estradas e do caminho de ferro. A polícia de choque soma derrotas consecutivas nas verdadeiras batalhas que se estão a travar. Em causa os cortes nos apoios estatais à actividade mineira.

Tudo isto sob o cúmplice silêncio da comunicação social, lá e cá.

Despacho de organização do ano lectivo 2012/2013 – segunda análise

Os leitores do Aventar, menos interessados nas coisas dos Professores, merecem uma palavra de atenção da minha parte. Neste momento, a catástrofe que Nuno Crato tem montada sob a Escola é de tal ordem monstruosa (tantos adjetivos!) que não há como escapar ao tema. E é um assunto tão técnico, que nem sempre é fácil desmontar os argumentos para quem está “de fora”. Mas, vou tentar – vamos lá então.

Mesmo correndo o risco de ser epidérmico ou adjetivante, penso que valerá a pena olhar para o Despacho mais famoso dos últimos dias, ainda que através do olhar de um professor. E vou voltar à questão dos minutos e dos tempos, uma vez que a alteração de 45 para 50 minutos, segundo a minha leitura, vai fomentar o desemprego entre os professores.

Vejamos esta matéria, observando dois pontos:

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Até me apetece ir a correr comprar uma…


… e decerto a isso me atreveria se a dita camiseta não ostentasse as duas cores do alegado “cameleiro-profeta”. Os clérigos malaios proibiram a venda de t-shirts da Selecção Portuguesa de Futebol, pois pelo que parece, são ofensivas à seita. Uma pena, os santinhos homens bem poderiam curar-se com isto.

Fatwa à Poesia. Um Certo Gato Zarolho

Isto é um peso. Descobrir-se um homem Poeta a meio da vida, demasiado sensível às palavras e ao puzzle brutal delas sublime, esmaga-me. Tanto acalmar-me, respirar fundo sob o imperativo de escrever: «Vá lá, Joaquim, menos paixão racional! Vai lá para fora ver o azul.» Saio. Contemplo efectivamente o passar de nuvens e aviões, o irisar do disco solar sob o vapor que alveja celestial [visto do chão, o Sol está sob a nuvem, por detrás do Sol há outro chão], eventualmente bebo um copo de vinho tinto com a minha fêmea amada e acendo o meu ocasionalíssimo cachimbo de festejar futebol ou o transcurso de etapas pessoais. Regresso. E tudo me sai poema.

Há depois um gato zarolho, uma aparição clandestina aqui por casa. Amarrotado, sujo, torcido, cinza-castanho, o pobre bicho sem um olho marginaliza-se e, no entanto, implora. Implora à distância sem miar um miado. Parece em perpétuo passo de camaleão, bicho que, como se sabe, hesita fisiologicamente para trás e para a frente cada passada camuflada. Assim o nosso felino zarolho ao visar partilhar a comida do Tareco, o castrado, coiso oficial da família e que nos adoptou por sua livre e interesseira vontade.

Desculpem. Era de facto para fazer uma fatwa à Poesia. Fica para outra vez. Tudo me sai poema.

Só não se privatizam a si próprios porque ninguém os quer (a propósito da privatização do Centro Infantil de Valbom)

O Centro Infantil de Valbom, propriedade da Segurança Social até hoje, vai ser privatizado. A partir de 1 de Setembro de 2012, nada restará de uma história de mais de 30 anos a não ser as paredes.
Directora, equipa pedagógica, educadoras de infância, auxiliares, restantes funcionários – vão todos embora. Para onde, não se sabe muito bem, porque a Segurança Social vai privatizar todos os infantários que ainda estão nas suas mãos.
Não se pense que o Centro Infantil de Valbom é um infantário qualquer. Não, não é um daqueles Centros Escolares que o Daniel Oliveira tanto venera. Não é um depósito de crianças. Não é um monte de betão.
Tem vida, tem alma, tem ar livre, muito ar livre. São 10 mil metros quadrados de jardins e de parque infantil para as nossas crianças brincarem. Só a caixa de areia do Centro Infantil de Valbom é maior do que o espaço livre desses Centros Escolares horrendos com que Sócrates infestou o país.
Tem hortas. 3 hortas. Uma por cada sala do pré-escolar em funcionamento. Alfaces, repolhos, couves roxas – tudo plantado, tratado e colhido pelas nossas crianças. [Read more…]

Eu preferia que fosse competente

Passos Coelho é um sedutor (lê-se no Público)

Em Venosa

António Gil Cucu

Vencedor do Certamen Horatianum, aluno da Escola Rodrigues de Freitas, Porto

(Texto a ser publicado no Boletim de Estudos Clássicos)

Em Venosa, um mundo diferente. Já estou acostumado, em Portugal, aos olhares de dúvida e gozo, quando digo que estudo latim. “Isso não serve para nada”, e eu vou encolhendo os ombros. Em Venosa, tornou-se a coisa mais comum do mundo: italianos, búlgaros, austríacos e outros, todos estudam latim, como se de francês ou alemão se tratasse. Se, por um lado, fiquei contente, ao ver este diferente tratamento das clássicas, a banalização profunda do estudo do latim e do grego desapontou-me, pelo que, esperando uma certa atitude entusiástica, apenas tive um contacto mais intelectual com um dos alunos austríacos, o único com quem pude falar, de facto, em latim. [Read more…]

Problemas de percepção

If the doors of perception were cleansed every thing would appear to man as it is, infinite.

William Blake, The Marriage of Heaven and Hell, plate 14

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, o resgate financeiro era a causa de uma maleita de que Portugal sofria. A maleita tinha um nome: “problema de percepção internacional”. Há um ano, a resolução desse “problema de percepção” tornou-se a “prioridade”. Ao Público, Paulo Portas admitiu que, entretanto, “ a percepção sobre Portugal melhorou consideravelmente”. Felizmente. A percepção manteve-se e melhorou. Consideravelmente. Óptimo.

Infelizmente, Paulo Portas esqueceu-se de resolver um problema de “percepção” mais premente, sobre o qual foi avisado, cuja resolução está ao seu alcance e que não se limita aos “efeitos na percepção sobre Portugal” causados pelo que “a imprensa americana diz”.

A percepção em português europeu está em perigo, devido a uma maleita mais grave do que um mero “problema de percepção internacional”. Quando pensamos em “percepção internacional”, lembramo-nos imediatamente da volatilidade. Há um ano, havia um “problema de percepção”. Entretanto, a percepção “melhorou consideravelmente”. Amanhã? Não sabemos. [Read more…]

Ele há coisas!…

   (adão cruz)

Quem se tenha dado ao trabalho de ir lendo as historietas que por aqui se escrevem, lembrar-se-á, porventura, da Giraldina, a moça roliça que morreu de amores pelo Isabelino.

Pouco tempo depois da sua morte, a mãe apareceu no café, como foi relatado, chorando amargamente a perda da filha. Mas depois levou sumiço, nunca mais apareceu. [Read more…]