Dia da Àrvore e Dia da Poesia

 

 

“As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão (…).
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
(…)
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
(…)
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
Como se nada fosse.
As árvores, não.
(…)
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
(…)
Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.
(António Gedeão) [Read more…]

Chegou a Primavera

Quiver Trees, Namibia (Foto da National Geographic)

Quiver Trees, Namibia (Foto da National Geographic)

A Primavera chegou. Neste dia recordo sempre aquelas pequenas árvores, quase sempre pinheiros, que a cada ano lectivo coloquei na terra. Não me consigo lembrar o que aconteceu a cada uma delas, mas palpita-me que não aconteceu nada de muito extraordinário, uma vez que não há árvore nenhuma no canteiro que todos os anos era usado – já agora, se a gente usava sempre o mesmo, onde estavam as árvores do ano anterior?

Se ainda continua por aqui, permita-me que lhe sugira que continue a ler o post porque não se vai arrepender. Não, não vamos ter mulheres nuas, mas uma fábula: [Read more…]

Muita polícia em Foz Tua para proteger o colonato da EDP

P. Vaz

Durante toda a semana.
Para proteger as obras da barragem de Foz Tua de 100 campistas/manifestantes, o Estado português enviou, por obséquio, pelo menos 34 agentes da autoridade. Ontem juntaram-se dois cães…
Há assim tanto a esconder?

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Pelo Rio Tinto, marchar, marchar

Caminhada pelo Rio Tinto, 25 de março

Não sou novo, nem velho, antes pelo contrário.

A caminho da escola lembro-me de ver o rio de todas as cores – até havia apostas sobre a cor do dia, que ia variando em função das descargas da fábrica. Vi, ali na casa do vizinho, uma mó de um moínho que em tempos esteve ali junto à Ponte, onde hoje temos um restaurante muito frequentado, mas com uma péssima relação preço / qualidade. Ouvi falar dos peixes que por lá existiram.

Andei de bicicleta e caí ao rio. Joguei à bola e ela também caiu ao rio. Fiz, fizemos, jangadas com madeira e garrafões de plástico – era a inspiração do Tom Sawyer.

Vivi sempre a 100 metros do Rio. Até que a modernidade trouxe uma ETAR: estação de tratamento de águas residuais. E tudo piorou. Além da qualidade da água não ter melhorado, ainda trouxe maus cheiros para toda a vizinhança.

Anos mais tarde apareceu o pior Autarca da nossa Democracia – esse mesmo, o Major. O Rio passou a ser um esgoto dentro de tubos que existem envergonhados por baixo de ruas e caminhos.

Por isso, não sei se o Rio Tinto é um Rio. Mas quero MUITO que volte a ser. A nossa história exige um Rio. Ou então mude-se o nome de Rio Tinto para Tubo Tinto, ou Esgoto Tinto…

EDP e a Escravatura Amarela

É tudo um sonho mau.

Conhece o Vale do Tua?

CRISTINA SEIXAS
Conhece Belo Monte? e o Vale do Tua? Não temos pronuncia “adocicada” mas temos, na mesma gente com alma.
Aos poucos, a nossa alma,  vai ficando vazia, devastada por cada terraplanagem, por cada abate, por  cada dia que passa
As fragas aqui “sussurravam” silêncios, agora “gritam” dinamitadas pela mão suja dos interesses podres dos Senhores deste país…Para quem durante toda a vida trocou “olhares ” com esta paisagem, agora dói, uma dor que vem do fundo, de quem nos está a mexer nas entranhas, sim dói como se nos arrancassem a alma. Só não percebe isso quem não conhece, porque quem não conhece não pode gostar, não pode defender. Só assim nos podem chamar de “radicais”, sim, viver cá entre explosivos e com esta dor que devasta virou radical…
Porque é que as figuras públicas portuguesas não nos ajudam? Somos portugueses…dá trabalho? Fica mal? Não é “fixe”? Somos “portuguesinhos” esquecidos? sem coragem? Onde está o orgulho na cultura, no património, no ambiente, nas nossas gentes, na nossa história? O Tua tem tudo isso e muito mais.
Há anos que gritamos para não nos matarem o Vale do Tua, não nos matem!! ACORDEM!!!! Venham ao Tua, falem do Tua, O TUA precisa de AJUDA!!!
Sábado juntem-se aos movimentos de cidadãos e ambientalistas às 15 horas em Foz Tua, VAMOS DAR A CARA PELO VALE DO TUA enquanto é tempo.
O silêncio e a inércia é a maior cumplicidade deste crime.

ACTUA

A EDP já comprou todos os deputados lá em Lisboa?

Lembrar Fukushima um ano depois

fukushima

Fonte: Jornal “Folha de São Paulo”

Completou-se hoje um ano de uma das mais horrendas tragédias humanitárias. Tudo se passou, no nordeste do Japão, com devastadora celeridade: um terramoto, um tsunami e o desastre na ‘central nuclear’ da Tepco – Tokyo Electric Power Company, em Fukushima.

Os mortos e desaparecidos imediatos, estimados em cerca de 19.000, foram hoje lembrados e lamentados por familiares e amigos. Com a solenidade e o estoicismo próprios da cultura japonesa.

Há anos, um cidadão japonês afiançava-me, em Paris, que o conceito ocidental do bem e do mal era estranho à filosofia de vida do seu povo. O lema, para as gentes do seu país, consistia em reagir perante os factos da vida, adversos ou favoráveis, com determinação, coragem e espírito de conquista. Hoje lembrei-me do seu discurso, justamente pelo tipo de resposta das populações atingidas perante a tragédia de Fukushima e outras cidades da região – Rikuzentakata foi a cidade com maior número de vítimas.

Mas atenção!, as contas de mortos e vitimados pelo trágico acontecimento ainda estão longe do fecho. Na opinião de alguns cientistas, a maior radiação recebida por centenas de milhares de cidadãos, a partir de Fukushima, irá causar um aumento na  taxa de cancros, durante as próximas décadas. Serão muitos os atingidos, sendo impossível prever números.

Nuclear? Não obrigado, Srs. Patrick de Barros e Mira Amaral!

O arquitecto da Robbialac e uma Barragem toda catita


«Assim, fica mais catita!», terá confidenciado Souto de Moura, entusiasmado, a António Mexia. «É para disfarçar. No meio da paisagem, ninguém vai perceber que são postes de electricidade. Uma espécie de pantomina dos elementos visuais».
Isso e o paredão. Com a nova cor escolhida por Souto de Moura, a própria paisagem vai ganhar um novo significado. Eu cá, por motivos óbvios, escolho o azul.

Souto de Moura Disfarçado de Ignorante

O prémio Pritkzer 2011, arquitecto Souto de Moura, está sem trabalho em Portugal, e decidiu agora enveredar pelo caminho da idiotia.
Em entrevista à Visão desta semana, afirma o distinto arquitecto que “gostava e perceber os movimentos ecologistas“. E continua: “faz-me impressão o maniquismo: a barragem é má , o betão é mau, o verde é bom. E a energia eólica custa seis vezes mais que a hídrica.”
Pretende assim justificar-se e justificar a excelsa beleza do projecto de maquillage de um escarro chamado Barragem do Tua; inteligente como é, Souto de Moura tem feito, não obstante, muito poucas leituras sobre os argumentos a favor e contra a barragem do Tua. Se não saberia que os “ambientalistas” não falam contra “o betão” ou contra as barragens. Falam claramente contra este mono de betão desnecessário, colocado na foz daquele rio que corre naquele vale único, e justificado pela Eléctrica chinesa como sendo necessária para produzir electricidade. Ora, já todas as pessoas de fé sabem há muito que uma modernização da barragens já existentes supera largamente o alegado acréscimo de potência a debitar pelas barragens do famigerado “Plano Nacional de Barragens“.
Como se vivesse num mundo só seu, o arquitecto finge ignorar o meio que o rodeia, a ele e à roupagem que desenhou para a barragem. Junta-se assim a uma ministra da CULTURA (Canavilhas), a vários ministros inábeis do Ambiente – e há que relembrar a indisfarçavel cumplicidade de Assunção Cristas (criminosamente ignorante ou apenas ignorante?). E junta-se também a um intelectual de craveira para quem as palavras vertidas preto no branco, em 1988, em homenagem ao avô, valem nada, são letra morta. Francisco José Viegas, “escritor“…

Senhor arquitecto Souto de Moura, quando a UNESCO despromover o Douro, vai dizer que não conhecia a região? Vamos rir…

O Poço Escondido

Adoro poços velhos, de pedra bonita da idade, rodeados de flores e ervas, transformados em suporte para vasos, tornados lugares belos e deliciosos.
Um dia descobri aquele da foto na minha terra com vista para o famoso castelo medieval que remonta já ao século XI e resolvi fotografá-lo. Passados poucos dias, ao passar por lá outra vez, já não o vi. Fiquei revoltada: tinham construído um muro alto, feio, uma fortaleza, sem graça, egoísta. 
Ainda bem que o fotografei! Agora também é meu e posso tê-lo e vê-lo quando eu quiser.
Lembrei-me agora de O Principezinho de Saint-Exupéry (1900-1944) que diz a certa altura:
 
– Vamos à procura de um poço…
– Então tu também tens sede? – perguntei eu. Mas ele não respondeu à minha pergunta. Disse simplesmente:
– A àgua também pode ser boa para o coração…
(…)
O que torna o deserto bonito – disse o principezinho – é haver um poço escondido em qualquer parte…
 
Aproveite-se, guarde-se, registe-se a beleza que existe ao nosso lado.
Nunca se sabe até quando nos deixam ver de graça as coisas bonitas…
 

EDP Adquiriu o Passe de José Silvano

José Silvano, ex-autarca de Mirandela fora, até ontem, o único autarca do Vale do Tua a manifestar-se contra a construção daquela barragem inútil.
Fico triste ao vê-lo ingressar no pântano de traidores-da-consciência e da palavra onde militam fervorosamente Assunção Cristas (apresentada como ministra do Ambiente), Francisco José Viegas, o impoluto José Carcarejo, a Unesco Portugal.
A Unesco, que não os portugueses, coroarão todo este vergonhoso processo desclassificando o Douro Vinhateiro ; espero que traidores como José Silvano e o luminoso laureado arquitecto Souto de Moura tenham já uma parede (de betão) para pendurar o diploma.

Esta gente que agora governais pode ser estúpida. A próxima far-vos-á justiça.

Nós, os piegas de Portugal

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Já nem sei como nem porque escrevo. Custa-me tanto mexer os braços! Estou muito bem sentado no meu sofá, cheio de sono e de preguiça. Está-se tão bem sem nada fazer! É evidente que as minhas entradas deixam de existir, acaba o dinheiro e passo fome. Mas, só pensar  que tenho que sair para comprar e me alimentar e assim sobreviver, eleva a pinha preguiça à raiz cúbica. [Read more…]

Hoje dá na net: Ouro Azul

“Ouro Azul” / “Blue Gold – World Water Wars” é um documentário sobre a água e os negócios que se foram construindo à sua volta nomeadamente a privatização da sua exploração.
Baseado no livro “Blue Gold: The fight to Stop the Corporate Theft of the World’s Water” foca um tema absolutamente atual quando falamos na privatização das Águas de Portugal e que apresenta alguns casos práticos como o dos EUA e alguns países sul americanos.

A ministra do humor

A preocupação com o Ambiente tem a ver com a forma como consegue fecundar todas as outras áreas da governação.

A afirmação não é do Bruno Nogueira, é de Assunção Cristas e consta de uma longa entrevista que o Público dá hoje à luz. Confesso que fiquei pasmo. Imaginei o Ambiente, qual abelinha esvoaçando pelo Conselho de Ministros largando pólen no receptáculo do Gaspar e na gravata do Álvaro, ambos inebriados de comoção ambiental. Vislumbrei o Mexia e o Catroga gesticulando furibundos enquanto gritavam: Não me fecundem as barragens que nós chamamos os chineses. Pareceu-me ouvir Passos Coelho explicando serena mas firmemente a Paulo Portas que há limites numa coligação, e que se pode ir para lá da troika mas convém não exagerar.

Ultrapassados estes devaneios, desci à terra e lá entendi. Numa  entrevista em que se afirma disposta a mexer na lei dos solos acabando com as mais-valias urbanísticas, dar a terra a quem a quer trabalhar e resolver o cadastro rural, a ministra, inteligente, deixou esta chave que nos permite a descodificação do discurso: vai mudar de ramo, dedicar-se ao humor, o Bruno tá tramado e os Gatos Fedorentos que se cuidem ou ela papa-lhes o contrato com a Meo. Estamos fecundados.

Dinheiro zero? – nem 8 nem 80.

Li a reportagem sobre Mark Boyle na revista do Expresso (18 Fevereiro). Boyle é um homem de 30 anos que viveu os últimos três sem um tostão.

“Um dia largou tudo para provar que a maioria das nossas necessidades são apenas vontades” e que era possível viver sem dinheiro. Foi feliz. Aprendeu que é possível viver com menos, com muito pouco.

Antes de Boyle, a alemã Heidemarie Schwermer (1942) viveu 15 anos “without money” e o americano Suelo (1961) fez o mesmo. Este ainda vive “quase como homem das cavernas dos tempos modernos”.

Não me vejo a lavar os dentes com osso de choco e sementes de funcho, ou deixar de usar desodorizante e sabonete… ou a tomar banho de àgua fria no inverno… [Read more…]

Orquídeas XII: Phalaenopsis

Parecidas com mariposas.

É este o significado do nome desta Orquídea que nos chega da Ásia.

Orquídea, Phalaenopsis

Phalaenopsis (Manuel Lourenço, V. N. Gaia, Portugal)

É uma planta com uma enorme diversidade, quer de tamanho, quer de cores.

Orquídeas XI: Catasetum

Brasil. Em dia de Carnaval, o destino não podia ser outro. Senhoras e senhores, a Catasetum:

catasetum

Catasetum (Manuel Lourenço, V.N. Gaia, Portugal)

 

Orquídeas IX: Portuguesas

O Aventar fica por cá!

Orquídeas Silvestres Portuguesas

Orquídeas Silvestres Portuguesas (Manuel Lourenço, V. N. Gaia, Portugal)

Orquídeas VII: dendrobium

Hoje vamos viajar até à Ásia.

dendrobium, orquídea

Dendrobium (Manuel Lourenço, V.N. Gaia, Portugal)

Esta Orquídea é epífita, isto é, vive sobre outra planta, mas não a parasitando. Daí o nome dendrobium: dendro (árvore) e bium (vida).

E, agora o serviço público Aventar lembra que amanhã é dia 14 de fevereiro. Aproveite o dia dos namorados e ofereça uma orquídea.

 

 

Orquídeas VI: zygopetalum de novo

Não resisto. Temos que voltar às Zygopetalum.

Zygopetalum

Zygopetalum (Manuel Lourenço, V.N.Gaia, Portugal)

Os chineses tomam conta disto tudo

Por cá, entram com dinheiro.

Por lá, seguem a via terrestre.

Amásia resultará da junção da América e da Ásia junto ao oceano árctico

“Cabo de São Vicente”

©Pedro Noel da Luz

Hoje dá na Net: Libertação Animal


Libertação Animal, livro do filósofo e professor australiano Peter Singer. O seguimento natural dos filmes apresentados anteriormente nesta rubrica, Earthlings: Terráqueos e Food, inc..
«Libertação Animal» é considerada a Bíblia dos Vegetarianos. Neste livro, a que se seguiram muitos outros, Peter Singer desenvolve o conceito do Especismo, equivalente ao Racismo mas direccionado para as Espécies. Ou seja, a discriminação contra determinados seres por causa da sua espécie é intolerável. Assim, considera, a dieta vegetariana é a única aceitável e a única que não implica sofrimento para os animais.
Para os interessados, aconselho a leitura de dois textos, «Vegeterianismo Ético», publicados no Aventar por Maria Pinto Teixeira.
O livro completo de Peter Singer, Libertação Animal, Edição Portuguesa, pode ser lido aqui.

Hoje dá na Net: Food, inc.

Food, Inc. é um documentário que chegou a ser nomeado para os oscares em 2010 e que retrata a realidade americana da indústria da alimentação.

Desde a concentração num pequeno número de empresas da quase totalidade da produção alimentar, ao impacto das cadeias de fast-food, passando pela produção verdadeiramente industrializada do que comemos (seja animal ou vegetal) e não esquecendo os lobbies e as relações perigosas entre regulamentadores e empresas regulamentadas este documentário deixa-nos um cenário bastante sombrio dessa indústria.

“A indústria (da alimentação) não quer que saiba o que está a comer, porque se soubesse talvez não a quisesse comer.”

O que vale é que na europa é tudo diferente…. ou não?

Página do IMDB.Legendado em português


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Orquídeas I: Cattleya

Há tempos tive oportunidade de ver um filme que não sendo fabuloso, é um bom filme: Colombiana, de Olivier Megaton.

Colombiana

E, entre outras coisas, neste filme marcou-me a presença de uma Orquídea, a Cattleya.

Orquídeas

Orquídeas

As Orquídeas são plantas hoje muito presentes nas nossas casas, mas continuam a gerar surpresa e admiração, quer junto dos mais conhecedores, quer junto do público em geral.

A Cattleya é uma orquídea originária da América do Sul e o seu nome pretende homenagear um orquidófilo inglês, William Cattley. São orquídeas, como se podem ver nestas imagens, com dimensões significativas e com uma diversidade espantosa – são sedutoras.

O Vómito Compensa

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José Carcarejo, ilustre adepto do afogamento do vale do Tua e democraticamente-eleito edil de Alijó,  vai presidir à Agência de Desenvolvimento Regional, “criada na sequência da construção da Barragem de Foz Tua. A agência é constituída pelos cinco municípios da área de influência da barragem, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor, e a EDP, que fica com a presidência da Assembleia Geral.”

Parabéns, senhor presidente! Assim já pode levar os velhinhos a passear!

Só tenho é pena que este país não tenha os meios para lhe fazer a justiça e a homenagem que merece.

Desperdício

 Buenos Aires gera muito desperdício Buenos Aires gera muito desperdício

 O desperdício.

Ele é a faixa mais larga de todo o acontecer no universo.

E na vida.

Que mundo incrível se perdeu com as pessoas que se não cumpriram, que fração enorme do cérebro ficou sem aplicação.

E numa simples vida, que gasto enorme no comer e no dormir.

(…) nessa desproporção alucinante entre o que se desperdiça e o que se aproveita, o homem cria o espaço para ser maior que o universo.

                                                      (Vergílio Ferreira, Pensar)

A opinião de Francisco José Viegas sobre a linha do Tua

O Aventar tem falado sobre a Linha do Tua, o Douro, as barragens e a forma como tem sido tratado o dito património da humanidade e o seu VEU (Valor Excepcional Universal). Eu também podia recordar aqui a única viagem de comboio que fiz por esse paraíso ameaçado, mas não o faço – e logo por duas razões. A primeira, acabei de a dizer: fiz apenas uma viagem. A segunda, muito mais importante, porque não o faria tão bem como Francisco José Viegas – que tanto e tão comovidamente por lá viajou – o fez em Maio de 2010, na revista LER, quando ainda não era Secretário de Estado da Cultura.

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Barragem do Tua: O relatório do ICOMOS / UNESCO que o Governo tentou esconder

No seguimento da luta que tem vindo a desenvolver a favor do Vale e da Linha do Tua, o Aventar teve acesso ao Relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua e os seus efeitos na classificação do Douro como Património Mundial.

É um relatório arrasador, no qual a autora afirma peremptoriamente que «a área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial»; ou que «a construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade»; ou ainda que «Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo».
É com grande prazer, mas com enorme pesar, que publicamos hoje o Relatório da Missão Consultiva do ICOMOS / UNESCO para o Alto Douro Vinhateiro e impactos da construção da Barragem de Foz Tua. A tradução portuguesa é o nosso contributo para a defesa do Tua e do Douro.

Download do Relatório original (em inglês):
REPORT Advisory Mission Alto Douro ICOMOS_20110805

TRADUÇÃO PORTUGUESA a cargo de Ricardo Santos Pinto, Helder Guerreiro e Carlos Fonseca [Read more…]