Deixem-se de merdas e contem a verdade aos portugueses: a direita esteve em todas as intervenções do FMI

Soares Mota Pinto

Acabemos de uma vez por todas com o mito de ter sido SEMPRE o PS o responsável pelas intervenções do FMI em Portugal. Isso é pura e simplesmente falso e não se percebe como o próprio PS, talvez enterrado na vergonha absoluta de estar sempre ligado ao problema, não se preocupa em desmistificar este conto para crianças.

Quando acontece o primeiro resgate, em 1977, o governo português é efectivamente liderado por um socialista, Mário Soares. Mas o PSD também está neste governo. Carlos Mota Pinto estava lá. Até o oráculo dos moralistas, Henrique Medina Carreira lá estava. Era ministro das Finanças. Não teve também ele responsabilidades? Para além do mais, Portugal ainda recuperava de 40 anos de ditadura e a transição, conturbada e instável ainda se fazia sentir. Para além da crise petrolífera que atingiu a Europa com violência na década de 70. Não tenho qualquer interesse em fazer a defesa de Mário Soares, desprezo-o absolutamente. Tanto quanto desprezo este tipo de propaganda barata de alguma direita velha velha velha dos tempos da União Nacional. [Read more…]

FMI exige perdão da dívida grega

IMF Greece

Apesar da recusa de Passos Coelho, o aluno lambe-botas que por acaso até tem ideias que na verdade não são dele, a extrema-esquerda do FMI voltou à carga: sem o alívio da dívida grega, as tropas de Lagarde estão fora do terceiro resgate grego.

É comovente. Outrora irrevogavelmente contra qualquer tipo de reestruturação da dívida daquele país, os senhores do dinheiro recusam agora alternativas que não envolvam essa solução. Uma irrevogabilidade ao melhor estilo de Paulo Portas perante a estupefacção dos miúdos marrões que não compreendem outras lições que não aquelas que os obrigaram a decorar. Depois queixem-se que levam tanga no recreio.

A crise: abstracção de fronteiras semânticas turvas

“O PS é que trouxe a crise para Portugal” – o argumento desonesto que serve duas carapuças principais: a dos apoiantes da coligação PSD/CDS e a dos apoiantes da coligação PCP/PEV. A que se juntam algumas outras classes anti-PS, como por exemplo os que jamais perdoaram a Mário Soares e a Almeida Santos os improvisos da descolonização e os que não esqueceram quem lhes estragou a rave do PREC (que gerou uma partezinha da crise, já agora). E no entanto, basta ver quantos foram os Governos do PSD para perceber a verdadeira natureza da crise – a que também o PS não é alheio, nem o CDS, claro está. E era isto.

Milícias de extrema-esquerda tomam BCE e FMI de assalto

extrema

As sedes do BCE e do FMI foram hoje tomadas de assalto por milícias de extrema-esquerda que reclamam a adopção de medidas de reacção ao caminho único da austeridade. Lideradas pela famosa rebelde Christine Lagarde, a quem se juntou o anarco-sindicalista Mário Draghi, os insurgentes pretendem forçar uma reestruturação da dívida grega, que poderá inclusive passar por um perdão parcial, à revelia da linha dominante numa Europa de pensamento de influência passista-rajoyzista. Os bravos jornalistas que se infiltraram neste autêntico cenário pós-apocalíptico que se vive nas instalações das duas instituições conseguiram captar declarações de Draghi:

“É necessário um alívio da dívida grega. Nunca ninguém disputou essa questão, a dúvida é saber qual é a melhor forma de fazê-lo, tendo em conta o nosso enquadramento legal”

A violência das palavras de Draghi, outrora um respeitável neoliberal, estão a chocar a Europa civilizada, que se questiona sobre quando esta loucura terá fim. Mas esse fim não parece próximo. Contrariando a resistência alemã, a líder da insurreição foi mais longe e afirmou mesmo que a organização que lidera não tem dúvidas de que a dívida grega é insustentável e sublinha que a Grécia necessita de um alívio da dívida “muito além” dos planos da União Europeia:

“A dramática deterioração da sustentabilidade da dívida aponta para a necessidade de um alívio da mesma numa escala muito maior do que aquela que esteve sob consideração até ao momento – e que foi proposta pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade”

O fim está perto. Tenham medo, tenham muito medo…

 

O relatório do FMI que a corte de Merkel tentou ocultar

Debt

Enquanto se acabam de contar os votos na Grécia, sendo quase certa a vitória do “não” no referendo, importa dar eco a um acontecimento da semana que agora termina e que, saiba-se lá porquê, foi praticamente ignorado pela comunicação social e pelos unicórnios fanáticos que disseminam a propaganda do regime, que preferem filmar as filas nos multibancos ou dar eco a manipulações absolutamente repugnantes como as aqui referidas pelo J Manuel Cordeiro.

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Vêm aí mais cortes em salários e pensões

FMI insiste numa “reforma mais abrangente de salários e pensões“. Governo poderá adiar implementação de novas medidas até às Legislativas. Se ganharem, a sua agenda mantêm-se intacta, se perderem, quem vier a seguir que se desenrasque.

Contos para crianças VII: a retoma

FMI diz que aceleração actual do crescimento se deve a factores temporários e que Portugal arrisca abrandamento do investimento e exportações já a partir do próximo ano.” (Público)

Contos para crianças II: o crescimento económico

Segundo o Expresso, que cita dados do “professor” FMI, Portugal será a sétima economia mais lenta do mundo no período 2011-20. O Fundo prevê que Portugal seja ultrapassado pela Grécia em termos de PIB per capita até 2020.

Um Rato encarcerado

Branqueamento de capitais, fraude e apropriação indevida de bens são as acusações que pendem sobre Rodrigo Rato, nº2 do governo de José Maria Aznar (1996-2004), ex-director do FMI e ex-presidente do Bankia, o banco espanhol que foi nacionalizado em 2012 por Rajoy, o mesmo Rajoy que promoveu uma amnistia fiscal que beneficiou este destacado barão do Partido Popular espanhol que foi detido durante a tarde de ontem. Qualquer semelhança com casos de políticos portugueses da mesma área ideológica envolvidos em esquemas similares é pura coincidência. Até porque ainda que a criminalidade seja idêntica, por cá estão todos em liberdade. Nós temos esse péssimo hábito de tratar muito bem a escumalha criminosa do regime.

Para que serviram os resgates à Grécia: o FMI explica

«O dinheiro serviu para salvar os bancos franceses e alemães, não a Grécia», declarou Paulo Nogueira Batista, membro do Conselho de Administração do FMI, em representação do Brasil, que defende a reestruturação da dívida grega, e que as instituições da troika devem respeitar a soberania da Grécia. [vídeo em inglês].

Os crimes da troika

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«Há centenas de pessoas que morrem todos os meses porque não têm acesso a cuidados de saúde, mas essas mortes não aparecem em lado nenhum. Mas nós, os médicos, nós sabemos.» – Um médico grego entrevistado pelo jornalista alemão Harald Schumann (doc estreado há horas aqui).

Foram precisos dois anos

Para a entidade auditora do FMI perceber que a entidade auditada tinha razão. Mas vale tarde do que nunca!

Passos Coelho diz-nos que o plano está a resultar

A Comissão Europeia tem dúvidas. O FMI está pessimista. A Standard & Poor’s mantêm-nos no caixote. Está portanto tudo bem. Abençoada austeridade!

FMI baralha e torna a dar

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O relatório de Outono do FMI, essa samaritana instituição que nos salvou das maleitas do socratismo destrutivo e que nos emprestou umas coroas a troco de uns “ajustamentos” temperados com austeridade em doses industriais, vem agora dizer-nos que o caminho para tirar a economia da crise passa por investimento estatal em infraestruturas públicas. Ou se preferirem, em português neoliberal, despesismo.

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FMI apoia combate ao Ébola

com 102,5 milhões de euros. Isto em termos de austeridade fica por quanto?

A infame Lagarde

Lagarde

Só a Espanha??? Então e Portugal Lagarde? Já viste bem a competitividade que para aqui vai? Andas feita com os com os gajos da esquerda, só pode. Vê lá se queres que chame o Poiares Maduro para ele te dizer das boas

Reestruturar? nunca

O FMI já admite que a dívida é de alto risco e poderá ser reestruturada.

O perigoso pensamento económico da esquerdalhada

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Há pouco mais de 3 meses surgia o Manifesto dos 70, uma iniciativa levada a cabo por um grupo de personalidades de diferentes áreas da sociedade, que conseguiu a proeza de afinar pelo mesmo diapasão gente tão diferente como Francisco Louça ou Bagão Félix. Os subscritores deste manifesto defendiam que a solução para a crise que o pais atravessa passaria forçosamente pela reestruturação da dívida e, como seria de esperar, a tropa de choque do governo e das entidades que compõem a Troika veio rapidamente a terreiro diabolizar a iniciativa.

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Esta esquerdalhada irresponsável!

FMI diz que afinal teria sido melhor reestruturar a dívida de Portugal

algo me diz…

que o fio vai romper por uma das pontas. Lagarde afirmou hoje que Portugal é o país do mundo que mais deve à instituição. 27 mil milhões de euros.
Assertivo também será dizer a Christine Lagarde que a instituição que dirige perdoou imensos mil milhões de dólares a estados onde interveio, principalmente aos africanos, por serem, à semelhança do caso português, de difícil (senão impossível) reembolso. Assim como também perdoou determinados empréstimos concedidos ao abrigo dos famosos programas de ajustamento a estados da América Central para estancar qualquer pavio que pudesse resultar numa acção revolucionária que pudesse colocar em perigo a hegemonia pretendida pelos norte-americanos para a região. Lembram-se do programa de El Salvador por exemplo? [Read more…]

Sem novidades. A intenção é mentir.

Passos diz que carta de
intenções a enviar ao FMI
não terá novidades

Contas à moda do FMI

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Confrontado com a concorrência do FMI o próprio Ricardo Araújo Pereira admitiu que a sua carreira está em perigo, Herman José anunciou a retirada do mundo do espectáculo, enquanto João Miguel Tavares, Gomes Ferreira e outros humoristas dos jornais económicos confessavam o sonho de uma contratação para o departamento criativo da instituição internacional.

Tudo isto porque, num verdadeiro tratado de humor económico, o FMI acabou de demonstrar como a austeridade contribuiu para a redução da desigualdade em Portugal. As contas estão certinhas, embora contem apenas com quem vive do seu salário ou reforma e descontem os desempregados.

Nada como meter no mesmo saco os beneficiários do subsídio de desemprego e o Belmiro Amorim dos Santos, ou seja, a população inactiva portuguesa. Uns porque foram troikados, outros porque troikam. Todos iguais, uns ligeiramente mais que os outros.

Coerências de um resgate

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Já não é a primeira vez que acontece. Andamos todos para aqui a protestar com os excessos da austeridade, chamam-nos radicais, somos confrontados com um governo que afirma com convicção e suposta legitimidade que não existem alternativas e depois aparece a senhora Lagarde a dizer que ai e tal isto afinal não está bem calibrado.

Fico sempre perplexo com falta de sintonia entre o governo de Portas/JSD e os “representantes dos nossos credores”. Eles querem “ir além da Troika”, falam de recuperação mas não conseguem ver o país a despedaçar-se pela janela do gabinete. Bons velhos tempos em que até o Moedas da Goldman dizia que a reestruturação da dívida era o único caminho que nos restava. Pena ter vendido a sua opinião à pandilha do grande aldrabão.

Oh Lagarde…

Outra vez???

A troika

mata.

Comentário – Comunicado do FMI de 25 de Julho de 2013

O comunicado é extenso, contraditório e impudente. Define-se como análise da Zona Euro, como esta compreendesse um espaço monetário e social coeso, consistente e formado por Estados-membros a funcionar em condições homogéneas ou, pelo menos, semelhantes.

O Tratado de Maastricht, ingénua ou deliberadamente, criou a União Europeia e os fundamentos da União Monetária, de iniquidades e problemas económico-financeiros que submetem ao sofrimento os povos da agora designada ‘periferia desqualificada e empobrecida’.

Acima das controvérsias a nível nacional, reduzidas à visão de interesses partidários e de lobbies substancialmente alimentados por negócios de fundos comunitários e afins, prevalece a verdade de que, do grave impulso às PPP e obras públicas de tonitruante propaganda, iniciadas por Cavaco diga-se, Portugal e outros chegaram à funesta condição de perda do tecido económico tradicional – agricultura, pesca e indústria – e a um crescendo de endividamento insustentável (Grécia com 160,5% do PIB, Portugal 127,2%, Irlanda 125,1%, países assistidos, e Itália 130,3% são o paradigma, no 1.º T de 2013, que a mais indecorosa das verborreias não conseguirá negar).

As projecções integradas no final do documento do FMI, quebra de – 0,6% do PIB da Zona Euro em 2013, são bastante elucidativas dos topetes cantados na alvorada europeia.

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FMI, conclusão do artigo IV de 2013 da Consulta sobre Políticas de Zona Euro – Tradução para português do Comunicado de Imprensa n.º 13/275 de 25-07-2013

A comunicação social portuguesa ignorou, com é hábito, o Comunicado de Imprensa indicado em título do FMI, relativo a conclusões sobre ‘Políticas da Zona Euro’. Das excepções, refira-se o ‘Jornal de Negócios’, que publicou uma notícia sob o título: “FMI alerta para “elevado risco de estagnação” na periferia do euro”. Louve-se o mérito.

O documento em causa, embora focado na Zona Euro, tem nítidas conexões com o actual e os próximos momentos da política portuguesa; em especial, em incidências com o OGE 2014 em que constarão os cortes avultados nas chamadas reformas estruturais ou, dito em linguagem do governo, a reforma do Estado – os 4,7 mil milhões de euros.

No ‘Aventar’, o mediatismo não é obsessão; mas sim, relatos e notícias que possam influenciar – quase sempre negativamente, diga-se – a vida dos portugueses e o paradigma da doentia ‘consolidação orçamental’, no curto e médio prazo, castradora do crescimento e promotora do desemprego e outras consequências desastrosas para muitos milhares de famílias.

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FMI, o centro astrológico de Lagarde & Cia.

A astróloga Lagarde

A astróloga Lagarde

 O ‘Público’ divulgou a notícia ‘Zona euro aumenta pessimismo do FMI para a economia mundial’. Discordo. O título deveria ser ‘A predição do FMI é de pessimismo para a economia mundial e Zona Euro’.

A nuance de sintaxe não é irrelevante. No primeiro caso, está subjacente o princípio, errado, de que o FMI faz previsões rigorosas, a despeito de modificadas de semanas após semanas. A metodologia é obviamente falsa!

O organismo comandado por Lagarde, transformado em centro de astrologia, o que faz é anunciar mutáveis e inconsequentes predições, coisa bem diferente de previsões sustentadas em modelos matemáticos consistentes – os erros sistemáticos, denunciados pelas próprias chefias do citado FMI, constituem prova eloquente da falta de credibilidade de prever da instituição.

O que distingue a previsão da predição? A primeira corresponde a um estudo sério que permite antever resultados, dentro de desvios aceitáveis. A predição é um acto de astrólogos. Tem a pretensão de adivinhação por feitiço – faz-me lembrar as ciganas feiticeiras que, há anos, vagueavam pelo Parque Eduardo VII, aqui em Lisboa, a ler a sina, conjecturando venturas e desventuras desenhadas na palma da mão.

Tomemos, pois, em consideração quais são as principais predições da Madame Christine Lagarde e sua equipa para a economia mundial e Zona Euro:

  • A economia mundial registará um crescimento de 3,1% em vez dos 3,3% da predição de há três meses (Abril/2013).
  • Para a Zona Euro, a recessão será de – 0,6% em vez de -0,4% vaticinados antes.
  • A Espanha registará em 2013 uma contracção de 1,7%, passando ao estado de estagnação em 2014 que contrasta com a profecia anterior de crescimento de + 0,7% do PIB.
  • Os países emergentes, Brasil, China e Rússia, não escapam à queda em 2013, bem como a novas reduções em 2014.

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Hoje somos todos professores!

A radicalização das posições começa no Governo e na sua obediência ao programa de cortes a eito do FMI. E Nuno Crato, professor, prestou-se a esse lamentável papel de timoneiro da luta contra a Escola pública – pois é disso que esta greve trata. Marioneta, aparentemente incapaz de perceber o que verdadeiramente está em causa (Pacheco Pereira, historiador das resistências, explica com clareza o que se passa), Crato já perdeu: a greve dos professores (greve a todo o serviço, note-se) está a ser muito participada.

Sétima Revisão da Troika: documentos traduzidos para português

Introdução

AVISO: Este trabalho ainda não foi revisto. Penso no entanto que é importante este material estar o mais cedo possível disponível para discussão. Agradeço que deixem um comentário caso encontrem gralhas ou omissões.

Esta é a tradução dos documentos publicados pelo FMI no dia 12 de Junho (PDF). Como é normal, tanto para este governo como para o anterior, a tradução destes documentos para português parece não ser considerada urgente. A menos que, naturalmente, haja alguma pressão dos meios de comunicação social. A página do governo onde se encontram os documentos das sucessivas revisões da Troika contém traduções para os memorandos relevantes, infelizmente essas traduções costumam aparecer três a cinco meses depois de serem publicados os originais, ou seja quando já não são necessários, quando são irrelevantes.

Assim, mais uma vez, a tradução destes documentos recai sobre os ombros dos próprios cidadãos. Estes documentos são talvez mais importantes que o próprio Orçamento de Estado dado que são eles que, em última análise, ditam as políticas, estabelecem os objectivos e, de uma forma geral, norteiam a acção dos governos.

Do comunicado à imprensa do FMI, podemos ler: [Read more…]