Estamos de volta. Será que o Marco António sabe disto?
Inevitável é o caralho
Amélia Santos é varredora na Câmara Municipal de Oeiras. O que ganha não chega para sobreviver, pelo que colocou um anúncio no Pingo Doce onde se oferece para fazer qualquer trabalho. A troco de comida. Vão todos para o caralho. Os que não votam, os que votam sempre na mesma merda e os que encolhem os ombros. Inevitável é o caralho. Bom dia.
Texto roubado ao Ricardo M Santos
Hoje Greve geral na Grécia
©AFP
Contra a continuação das políticas de austeridade exigidas pela troika. Mais aqui.
Sono
Está visto que o problema é mesmo o sono: a um, tira-lhe o sono e o outro, dorme pouco, mas bem! Será que dá para aguentar ou vão mudar de almofada? Ou será que é mesmo peso na consciência?
Fome na União Europeia
Gaia sempre à frente
Ninguém nos consegue parar – são 33349 que estão no mercado. De desemprego! É o concelho do país com mais desemprego! Será que este problema também se pode exportar para o outro lado do rio?
Quem tem fome dá o cão II
Não, isto não é uma resposta ao post do JJC.
Sou defensora dos animais, mas não quero que ele me morda. Para mais, como um cão raivoso. Que medo!
Este post é um acrescento. Parece que andámos em consonância de pensamentos, só que eu adormeci mais cedo e deixei o post para o dia seguinte, ou seja, hoje.
O post e o mail que me encarreguei de enviar, por volta das seis da manhã, para saber de que é que esta família necessita. Com 70 euros (!) mensais e duas crianças, presumo que necessita de tudo. [Read more…]
Quem tem fome dá o cão
família carenciada troca cão por cabaz d alimentos
“trocamos” cão por cabaz d alimentos por falta d posses pa o ter porke estamos desempregados a sobreviver com 70euros com 2miudas…nao e uma troca de coisas mas um pedido de ajuda sincero scal2@hotmail.com contacte-nos pa darmos+pormenores
O anúncio tem três meses. Esta cantiga 40 anos. E fico por aqui: a 2 de março acertamos contas, na rua.
Aviso: se me aparece aqui alguém a falar em “defesa dos animais”, “coitadinho do cãozinho”, ou algo do género, mordo. Como um cão raivoso.
Dinheiro do BANIF III
O Governo vai meter 1100 milhões de euros no BANIF. O que vão dar aos ladrões daria para pagar 5114138 meses de pensão social de velhice, isto é, daria para pagar esta pensão a 426178 pessoas durante um ano…
A luz do comboio é o que o Coelho vê da toca
Confesso que a escrita nem sempre é uma companhia fiel e de tempos a tempos o síndrome da folha em branco passa por
aqui. E foi preciso uma luz para me devolver o prazer de escrever.
Descobri ontem o significado da palavra Láparo. E percebi o que o pai do Láparo está a ver.
Se fosse um pouquinho maior e nem sequer estou a pensar no tamanho, talvez visse fome, miséria, despedimentos, empresas falidas, bancos geridos por ladrões, boys a tomarem conta de tudo o que dá lucro…
Mas é um ser vivo menor! É um simples pai de um láparo, escondido na sua toca que levantando as orelhas pensa que consegue ouvir um comboio, mas não percebe que a luz ao fundo do túnel não é a da saída, mas a do comboio que vem em sentido contrário.
Será que teremos força, quer para descarrilar este comboio da desgraça que alguém colocou no nosso caminho, quer para colocar o pai do láparo bem na frente do bicho?
O Inferno é aqui [Portugal, 2013]
Numa parede por aí, o Inferno da realidade da maioria, no momento em que o Governo de Pedro Passos Coelho resgata da falência mais um banco, em vez de cuidar das pessoas.
Uma Estalada Muito Bem Dada
A campanha “Papel por Alimentos”, lançada há um ano pelo Banco Alimentar Contra a Fome, recolheu mais de três mil toneladas de papel, que converteu em 300 mil euros em alimentos, mais prioritariamente leite, atum e azeite.
Felizmente as pessoas não se revêem nos comentários que por todo o lado escutamos ao longo do último mês.
Em 500 anos nunca houve fome?
Enquanto houver Misericórdias não há razão para haver fome em Portugal.
Manuel Lemos dixit.
É a fome senhores
Pobres crianças – reportagem de Patrícia Lucas para o programa Linha da Frente da RTP.
Uma reportagem de choque, para ir ao focinho dos que insistem em que a crise não arrasta consigo a fome e a miséria e pensam que as pessoas são números. Inclui mais um momento Jonet:
Eu penso que é mais correcto falar-se em carências alimentares, porque há que relativizar até a situação que se passa nos países mais desenvolvidos e o que se passa nos países subdesenvolvidos, como África. E, portanto, temos que relativizar e falarem carências alimentares
Citação roubada ao artigo 58
Afinal, PPC tem razão
Tenho que dar o braço o a torcer. Tantas vezes digo mal do nosso Pedro Coelho e, afinal, ele até tem razão. Vi nas notícias que cada vez mais famílias jantam juntas por não terem dinheiro para fazer refeições fora de casa.
Ao contrário do que eu constantemente digo, este senhor é um visionário. Ele sabe bem o que faz. Com a sua sábia acção, junta as famílias em torno da mesa de jantar. Não percebi se se tratava da mesa da sala ou da mesa da cozinha. [Read more…]
Os nossos velhos passam fome

Embora tivesse consciênca de que isto acontece, sei que há idosos que já não compram medicamentos porque não os podem pagar e não se alimentam convenientemente porque não encontram forma de se sustentar, a realidade parece mais cruelmente real quando me atinge de frente. Há dias disse-me alguém, uma médica que trabalha num hospital, que são cada vez mais os casos de idosos que aparecem nas urgências com uma maleita que mais não é do que FOME. Aparecem, queixam-se de uma qualquer dor, de um qualquer achaque e, quando esta médica lhes pergunta se comeram, a resposta é um não. Ou um encolher de ombros, um baixar dos olhos envergonhados. Logo ali se percebe que aqueles pessoas vão ao hospital na esperança de lá poderem comer qualquer coisa. Alguns insistem mesmo em ser internados. [Read more…]
Helena Matos já resolveu o problema da fome
Maria Antonieta instava o povo a comer brioches, já que lhe faltava o pão. Há uma diferença entre a antiga rainha de França e Helena Matos: a primeira terá sentido compaixão do povo. A semelhança está no facto de que ambas tinham a cabeça decepada em vida e ninguém as avisou.
Como muitos opinantes decapitados, Helena Matos, diante das notícias sobre a miséria ou sobre a fome, escolhe sempre escapulir-se às causas, pondo a culpa da miséria nos miseráveis e vendo os subnutridos como gente que optou por ter fome. Não deverá faltar muito para que venha a chamar anorécticos aos meninos que exibem despudoradamente os ventres inchados nos países africanos em que os pais obrigam os filhos a não comer.
Se havia crianças a passar fome, antes da actual crise, isso devia-se, segundo a decerto socióloga Helena Matos, à irresponsabilidade de uma geração inteira de pais “que já as alimentavam mal mas que antes da crise tinham dinheiro para tomar o pequeno-almoço no café ou comprar uns donuts e quejandos sem qualquer interesse alimentar mas que faziam as vezes de pequeno-almoço.” Mais estúpido do que negar a existência de pais irresponsáveis é fazer de conta que a fome não existia e que não havia pais que tinham e têm dificuldades em comprar comida para os filhos. Infelizmente, as notícias – que costumam ficar aquém da realidade – dão conta de muitas crianças com fome: na maior parte dos casos, isso acontece porque, muito provavelmente, há uma manada de pais que se dedicam a pastar donuts.
Sempre enojada com a simples existência de instituições estatais, Helena preconiza que, a haver problemas de fome, a ajuda se faça de modo a que o pequeno-almoço em falta seja levado a casa das crianças, o que, do ponto de vista logístico, é um achado. A ilustre senhora , diante da possibilidade de as crianças poderem ser ajudadas nas escolas públicas (expressão que a leva a agarrar o terço com mais força), deve orar, recolhida: “Deus nos livre de o Estado ajudar quem tem dificuldades ou que fulmine qualquer intervenção que possa servir para compensar ou corrigir as disfunções familiares.”
Crianças doentes de fome
Nos hospitais, por causa da crise, vindas da esfomeada “instituição familiar”, Helena Matos.
Alguns até tinham o descaramento de ter emprego
Educação: as prioridades do Governo
Com o ano lectivo a chegar ao fim do primeiro terço, Nuno Crato quer proceder à criação de mais mega-agrupamentos, o que implica alterações na organização e na gestão dos estabelecimentos de ensino que forem sujeitos a essas medidas.
Nuno Crato, com a desfaçatez dos insensíveis, terá declarado que isso não provocará “perturbação no funcionamento” das escolas.
Concorde-se ou não com a criação dos mega-agrupamentos, a verdade é que as escolas têm um ritmo próprio e a preparação de um ano lectivo deve fazer-se com a maior antecedência possível, para bem de toda a comunidade educativa. A alteração profunda que implica a criação destes novos agrupamentos deveria obrigar à sua preparação com cerca de um ano de antecedência, o que não tem acontecido.
Por maioria de razão, é completamente absurdo proceder a alterações deste calibre, enquanto está a decorrer um ano lectivo. É evidente que Nuno Crato não ignora nada disto, mas já se percebeu que a Educação não faz parte das suas preocupações.
Entretanto, há cada vez mais notícias de crianças que passam fome, o que não impede o governo de continuar a fazer cortes, também sob a forma da criação de mega-agrupamentos. No fundo, é uma questão de coerência: um governo que não se preocupa sequer com a simples sobrevivência das pessoas não poderia ter a Educação ou a Saúde como prioridades.











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