[Alexandre Carneiro]
Morreu João Semedo, alguém que eu conhecia de alguns encontros, mas que me lembro 3 ocasiões muito distintas.
A primeira foi na IX Convenção BE, onde no meio do stress e do afamado nervosismo de uma convenção, existia uma alma sorridente e que dava hi5’s nos corredores. Eu pensava como é que alguém que devia ser o mais tenso, era o mais relaxado.
A segunda foi num debate onde ele contou a historia do telefonema que o José Seguro lhe fizera, a pedir para encontrar com ele. Onde nos partilhou que “quando nós telefonamos a pedir convergência ele não atendia, agora que queria parecer mais a esquerda e estava em eleições, mandei-lhe dar uma volta”. Ri-me, mas percebi como as alianças e/ou interesses funcionam na política.
A terceira foi na festa de encerramento da campanha para as legislativas de 2015. Quando falei com ele, apenas tive uma franzir da sobrancelha e um levantar de ombros. Descobri que a voz tinha lhe falhado.
Foi uma pessoa que eu conhecia superficialmente, mas por quem tenho uma admiração na forma como ele fazia política.
Tivemos sorte em o ter, e espero que o projeto dele e do António Arnault para o Serviço Nacional de Saúde, não seja esquecido.








Há uma cómica homologia entre Passos Coelho e João Semedo do BE e quem diz Semedo, diz Catarina. Homologia não só na escala da derrota autárquica, os extremos tocam-se, mas no preço político da inexpressividade e do negativismo de uma liderança ainda que numa liderança a meias. Nada mais fatal em termos políticos. Numa análise superficial ao discurso de ambos ou deste tríptico-de-pele-e-osso, a mensagem que predomina é negativa, derrotista, formalista, passa desapontamento e não carreia esperança, não tem capacidade para insuflar ânimo. Entre ele-Passos e um cangalheiro não há diferença: a face é funérea por defeito profissional. Passos quer desempregar em larga escala no Estado. É uma necessidade. Semedo celebra ou fantasia as derrotas relativas da Direita, insulta e rebaixa a Direita, mas não tem nada de seu a celebrar, nenhuma vitória aporta à Esquerda, nenhuma esperança tem a dar, senão a secura do fim do mundo e o desalento chova ou faça sol.
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