A Cilada

PortasA tomada de posse do Governo Passos Coelho II foi um momento de esfuziante êxtase. Paulo Portas surgiu felicíssimo, confiantíssimo, sorridentíssimo, o que enfatiza um excepcional grau supercola na coligação. Ainda bem. Ele, que era o principal santo para o peditório socialista por ruptura, demissão, divisão na coisa governamental, deixou de poder ser um alvo. Já não há uma brecha para a Oposição explorar obsessionadamente, tirando a vulnerabilidade aparente da inamovível Maria Luís Albuquerque ou o estatuto gagá de Machete, espécie de sumptuário tardio, senecta anedota num ministério esvaziado em forma de sinecura, coisa que lhe não é estranha, depois de uma vida inteira a passear estilo e boa vida.

A pergunta agora é esta: a quem e a quê se agarrará o PS, na sua mó retórica por eleições antecipadas ou por demissões forçadas?! Regressar esse PS ao comunicado demissionário de Portas, ao alarde da sua consciência, ao cansaço do adjectivo irrevogável já está gasto. Mas alguém tem paciência para essa insistência e essa merda?! Por que não se entretém o PS a conferir as suas próprias propostas apresentadas na Távola da Salvação Nacional e que o Governo Passos II engatilhará como passíveis do voto coerente favorável do mesmo PS?! Esqueçam Paulo Portas: sim, dissera que «ficar no Governo seria um acto de dissimulação», mas não é. Não é simplesmente porque o Governo já não é o mesmo. Não é materialmente o mesmo. Não é pessoalmente o mesmo. Não é retoricamente o mesmo. [Read more…]

Remodelação do Governo (5)

Paulo Portas fica com horário zero. Espero que em breve passe à mobilidade especial.

“Pires de Lima, como ele há outros”, diz Violas

Manuel Violas, accionista da Unicer

Manuel Violas, accionista da Unicer

Manuel Violas, do grupo dos principais accionistas da Unicer, intercalou escassos elogios a Pires de Lima, com algumas considerações pouco favoráveis ao novo Ministro da Economia.

Em Pedras Salgadas, começou por revelar à imprensa “ainda não saber” da saída, o que não deixa de ser uma farpa cravada com força no Pires; certamente que Violas sabia, mas preteriu a frase “o que sei foi através da imprensa”, inegavelmente mais cordial.

O comportamento do Pires, de resto, evidencia falta de civismo, podendo ser emparelhada com o conceito da ‘irrevogabilidade’ de quem é amigo de Portas desde os tempos em que frequentaram o São João de Brito, bebendo a preceito e com efeitos duradouros a educação e da falta de ética jesuíta, hoje socialmente mitigada graças à frugalidade do Papa Francisco.

Olhe-se para o par Pires e Portas, faça-se a comparação com o Papa, e mesmo um agnóstico, que é o meu caso, conclui que enquanto a vaidade e a petulância estão plasmadas nos primeiros, a sobriedade é a marca do papa argentino.

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Os amanhãs que cantam

Por fim, vamos ter um novo chefe do Governo. O líder do partido dos contribuintes, o defensor da lavoura nacional, chegou onde sempre quis: a liderança do executivo.

O facto de ser apresentado como vice-primeiro-ministro não lhe irá diminuir a autoridade. Na realidade é Paulo Portas quem manda no Governo. E com a vantagem de não ter de responder por ele em primeira instância. Haverá melhor que isto?

paulo-portas

Vai ainda coordenar com Maria Luís Albuquerque, em quem não tem confiança, as relações com a troika. Já se sabe, pois, quem vai mandar.

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Palácios

Paulo Portas  já encontrou moradia digna parao gabinete de vice-primeiro-ministro?

Caso Morales, Portas que se cale!

Paulo PortasPaulo Portas, sabemos, é o género de político teatral. Umas vezes dramatiza, comunicando a irrevogável demissão do governo a que, afinal, está irrevogavelmente colado como lapa; outras, faz incursões pela alta comédia, recorrendo a declarações filosóficas e premonitórias do tipo:

Os Governos foram inventados para governar, se não o fizerem é porque alguém governa por eles

Jornal de Notícias em 04-07-2003

Esta antecipação da intervenção de Cavaco Silva em matéria governamental é, de facto, fenómeno temporão de rara qualidade.

Todavia, há ocasiões em que Portas consome a manha e o talento em representações de ‘Teatro Burlesco’, integrado, como se sabe, na estética do grotesco. O desastroso regresso ao tema Evo Morales é o caso.

Diz o nosso revogado MNE que o Presidente Boliviano “pode ter razões de queixa”. – Pode? – pergunto eu. – Tem razões de queixa – sublinho com firmeza. Estamos perante a velha história da mulher está grávida ou não está grávida? Meias-grávidas não existem.

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A crise portuguesa da actualidade

O seu a seu dono: a autoria da actual crise é da direita

Bem se empenham os arautos tendenciosos, desonestos e vesgos por conveniência para engrupir a opinião pública com a desresponsabilização da direita pela crise política em que atolou o país nos últimos 15 dias.

A defesa inconsistente e estrambólica da inocência do governo de Passos e Portas, e até do presidente Cavaco, emporcalha-se por ímprobos ataques desferidos sobre quem, de área política divergente ou neutralmente, dignifica a verdade e tece legítimas críticas às ridículas peripécias da vil tríade do presidente, da maioria e do governo a que estamos submetidos.

Para reposição da verdade – e já agora para memória futura – grave-se com letras de indestrutível relevo, por ordem cronológica, quem, quando e como a crise se despoletou e desenvolveu:

A 1 de Julho de 2013

Vítor Gaspar demite-se. Insinua falta de perfil de Passos Coelho para liderar a actividade governativa, confessando responsabilidades próprias na falha dos défices de 2012 e 2013, na expansão da dívida pública, na depressão na procura interna e desvios desfavoráveis nas receitas fiscais; e, em acto de comovente penitência, Gaspar rematou: “a repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto Ministro das Finanças.”

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O fetiche de Catroga

Catroga. “Paulo Portas devia ser amarrado”

Zeca e os vampiros

Há cinquenta anos, Zeca Afonso publicava um EP intitulado “Baladas de Coimbra”. Lá estava “Os Vampiros”. Os vampiros lá estavam.

A lembrança do composipoetocantor resiste na limpidez da voz e na frontalidade do homem (e a frontalidade é só uma maneira de ser límpido).

Os vampiros continuam irrevogavelmente agarrados ao nosso pescoço. Austeridade é o nome que dão aos caninos.

Detesto a frase feita: “Isto é tão actual!” Hoje, não tenho outro remédio senão repeti-la, porque continua a haver pouca gente a comer tudo.

O vídeo é o do célebre concerto no Coliseu, em 1983. O Zeca estava muito doente e o país também não se sente muito bem.

O que se passa com Cavaco?

cavaco silvaCavaco é a expressão humana, na vida política, da maldade nacional – claro que existem outros, de outras bandas.

No activo desde há 25 anos, PM antes e depois PR, o cidadão algarvio, putativo, altivo, perverso e acossado, destaca-se também entre os mais pardos políticos nacionais da democracia.

Também é evidente que as prestações públicas, ao longo do tempo, se degradaram na qualidade do  exercício do alto cargo de que está investido. Contrariando o que tinha garantido poucos antes – o PR confessava-se muito mitigado nos poderes de intervenção na actividade governamental pela CRP –  enveredou pela contradição e comunicou ao país a deliberação própria do político prepotente, baseada claramente em difusa visão, irrigada de miopia:

  • Exigência de ‘Compromisso de Salvação Nacional’, a subscrever pelo PSD, PS e CDS – o BE e o PCP foram proscritos, sinalizando uma vez mais o PR não é, de facto, o “presidente de todos os Portugueses”, como propala;
  • Marcação de eleições antecipadas para depois de Junho de 2014, mais concretamente após o termo do PAEF firmado com a ‘troika’.

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Crise política: todos mal na fotografia

Se se tratasse de um filme de animação, Cavaco Silva puxaria o tapete e todos os líderes que assinaram o memorando com a troika se estatelariam em simultâneo. Não se tratando, todos acabam derrotados, sem apelo nem agravo.

   – Paulo Portas é, irrevogavelmente, o grande derrotado quando, minutos antes da comunicação do PR, se preparava para aparecer como o grande vencedor, capaz de reorganizar o “equilíbrio” de poderes à sua medida. Mas Cavaco puxou-lhe o tapete e o Maquiavel do Caldas desfez-se em cacos: revogou o irrevogável, engoliu a ministra das finanças, ficou com o que restava de credibilidade política evaporada e terá que dar a cara por um governo que acabara de rejeitar (Gaspar e Álvaro Santos Pereira devem estar a rir-se à gargalhada).

De uma penada, reduziu o potencial do CDS, tornou-se irrelevante na solução governativa e terá que enfrentar em breve as hostilidades e críticas no congresso do seu partido.

Sem cara para dar a cara no governo (apesar do seu proverbial jeito para o contorcionismo), prevejo que “adoecerá gravemente” na rentrée pós-estival por forma a ser substituído com pouca honra e menor glória. Se, apesar de tudo, ainda se vê como uma fénix capaz de renascer das cinzas, espera-o uma longa travessia do deserto.

   – Passos Coelho sai quase tão ferido como Portas. [Read more…]

Mais uma PPP desastrosa para o país

Estamos a assistir ao vivo e a cores a mais uma PPP desastrosa para o país. A diferença está que, desta vez, não se trata de uma “Parceria Público-Privada”, mas antes de uma “Perrice de Paulo Portas”. O governante terá achado por bem ameaçar sair com o mesmo estrondo de quem sai, para reforçar o seu poder no Governo. Não o demoveu o interesse do país nem a actual conjunctura. Nada disso o fez parar no seu anúncio de saída irrevogável. O país aguenta: uma dolorosa queda na Bolsa, a subida dos juros e a histeria dos mercados. O país aguenta. O povo aguenta. Nem que seja com um segundo resgaste. Ou um terceiro. Ou mesmo um quarto. Não importa. Paulo Portas bateu-se por mais poder e parece que está a conseguir os seus intentos, ainda que sobre o pouco em que o país sobrevive.

No cu dos outros é pimenta

cjornadap

Já fiz uma bandeira da Indonésia, em papel. Queimei-a sobre a A1, no primeiro directo radiofónico português  feito a partir de um balão de ar quente, porque achámos, na RUC, ser uma oportunidade para sermos solidários com Timor, contra a ditadura indonésia.

Queimam-se bandeiras contra governos, não ardem contra os povos. Fosse boliviano, e ontem também tinha inventado uma bandeira portuguesa, lançando-lhe as chamas que merecem os que abrem o cu ao governo dos Estados Unidos da América, ou de outra potência estrangeira qualquer. O nosso, e não o seu.

Quem finge não perceber isto chama-se Paulo Portas e está a esta hora metendo a cabeça entre as pernas, perante o nosso parlamento, demonstrando não passar, irrevogavelmente, de um mentiroso compulsivo a caminho de voltar a S. Bento de lambreta, haja eleições entretanto. Teria a certeza absoluta disso não fosse a liberdade de imprensa o poder e propriedade dos que lhe telefonaram a semana passada, transformando acabou no matrimónio que vem já a seguir

O Verão Quente de Passos e Portas

Gonçalo Dias Figueiredo

A continuidade das altas temperaturas que se têm sentido no país não acompanha o passo do termómetro político nacional. Na verdade, o comunicado conjunto de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, ao que tudo indica, virá por um ponto final no “Verão Quente” que se sentiu na coligação ao longo destes últimos dias. A questão da crise política continuará a ser debatida na comunicação social pelos que se dizem os especialistas na matéria. A especulação em torno do que virá o Presidente da República dizer sobre o assunto ainda fará correr mais tinta mas, na minha opinião, o assunto está arrumado: o Governo continua e está lá para o remanescente da legislatura.
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Portas é irrefutavelmente estável

imagesCAF3DRUQJosé Luís Arnaut afirmou que Paulo Portas é uma garantia de estabilidade. Ao princípio, podemos estranhar que se possa fazer uma afirmação destas acerca de um homem que considerou que o seu pedido de demissão era irrevogável, para, poucos dias depois, revogar o mesmo pedido. No fundo, Portas, discípulo de Vinícius, acredita que um pedido de demissão é eterno enquanto dura.

Não devemos ser injustos com Arnaut. A verdade é que o moço de recados do PSD tomou Portas como seu mestre: assim, o líder do CDS é estável no mesmo sentido em que irrevogável era o seu pedido de demissão. A fontes mais próximas, Arnaut terá mesmo declarado que Portas é “tão estável como qualquer bipolar.”

Composição do governo

“A ASAE detectou vestígios de PSD no governo.” – RT @kamponez

Diz sempre nunca

O descaramento faz o resto.

Fé nos burros

fe-nos-burros

Há uma exposição fotográfica no Parque Monsanto de Lisboa a qual, por momentos, julguei que fosse propaganda política como as habituais “vote em mim”. Mas não, é mesmo sobre os quadrúpedes da espécie asinina e nada tem a ver com estes que nos governam. E se eles, contrariamente aos asnos, têm sido burros! Basta observar as metas com que se comprometeram e onde chegaram: [Read more…]

Governo de salvação internacional

Muitos têm sido os que procuraram identificar os culpados locais dos estranhos acontecimentos que têm marcado a actualidade política nos últimos dias em Portugal. Mas o que esta dita “crise política” e o seu desfecho revelam é o domínio dos interesses extra-nacionais e a afirmação, em todo o seu esplendor, de uma realidade que a maioria tem sub-avaliado, naquela negação de quem fecha os olhos para não ver o que contudo será verdadeiramente  irrevogável, e a que apenas factores exteriores, ou uma não-expectável posição radicalíssima de um outro Governo (que não vai existir antes de 2015, creio) poderiam fazer inflectir: a perda de soberania, até agora enunciada como uma espécie de ameaça abstracta, é agora uma realidade horrorosa e corporizou-se no rigoroso momento em que, perante o pasmo da generalidade dos democratas, emerge um Governo de salvação internacional, chefiado por Cavaco Silva. E o próximo alvo que visa é… a reforma do Estado, eufemismo para machadada-final e definitiva nas responsabilidades sociais do Estado.

Tá tudo a bater no Paulo Portas?

Distraídos. O chefe daquilo a que chamam governo ainda se chama Pedro  Passos Coelho.

passos coelho jovem

Portas vai, portas vem

portas vai vem

Isto precisava era de um Pinochet!

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Egyptians would be lucky if their new ruling generals turn out to be in the mold of Chile’s Augusto Pinochet, who took power amid chaos but hired free-market reformers and midwifed a transition to democracy. If General Sisi merely tries to restore the old Mubarak order, he will eventually suffer Mr. Morsi’s fate.

in “After the coup in Cairo”

Este é o discurso habitual dos que governam o mundo: preocupam-se muito com os mercados e nada com as pessoas, reduzidas a cordeiros sacrificiais que servem para bulir e nem sequer para balir. Que Pinochet tenha sido responsável por torturar, matar e silenciar pessoas não tem importância nenhuma, face aos mercados, esse novo Deus castigador do Velho Testamento. [Read more…]

O Chamado Coitus Ininterruptus

O deputado João Almeida explica.

Nevoeiro de verão

Paulo Portas pode ter muitos defeitos, mas não é burro. E, por isso, tenho alguma dificuldade em entender o passo em fogfalso dado pelo cobrinha mor do cenário político luso. Mas, ao ouvir Manuela Ferreira Leite na TSF o nevoeiro começa a desaparecer.

Começa a ficar mais claro que o PSD percebeu que não há mais caminho para trilhar e que o segundo resgate é tão certinho como dois e dois serem cinco nas previsões do Gaspar.

Comparando o estado actual da nossa economia e das nossas finanças, com o que existia no momento da entrada deste governo podemos facilmente perceber que estamos pior em todas as dimensões: pior economia, mais desemprego, mais défice e maior dívida. [Read more…]

Paulinho, arrecua filho, arrecua

O anúncio à nação será esta tarde. Diz-se por aí que, a pedido de alguém, Portas recuará até colo da governação a sancionar por Cavaco.  O cargo, dizem, será de vice-primeiro ministro. A tomada de posse merece estreia de fato, camisa e gravata do Rosa & Teixeira.

“Bilderberg: As minhas perguntas a Balsemão e a sua resposta”

balsemaoPerguntas InOfensivas

Por Marisa Moura

“Ontem enviei perguntas, por e-mail, a Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa (canais televisivos SIC, semanário Expresso, revistas Visão, Exame, Caras, etc.), fundador do Partido PPD – Popular Democrático (actual PSD – Partido Social Democrata), ex primeiro-ministro de Portugal, e um membro da comissão de direcção das reuniões Bilderberg, encabeçada pelo presidente do grupo financeiro dos seguros Axa e cujo chairman é o quase centenário David Rockefeller.

Copio abaixo o e-mail que enviei a Balsemão e a nota sobre a resposta que recebi:

Dr.  Balsemão,

Sou freelancer desde que saí do Grupo Impresa em 2010 e é nessa qualidade que lhe dirijo as questões que seguem abaixo, sobre a crise política do momento, o grupo Impresa e o clube de Bilderberg, às quais agradeço que responda logo que lhe seja possível, nas próximas semanas. [Read more…]

Fumo branco, onde andas?

Entretanto, enquanto o interesse do partido comanda, sai negro fumo de um país em combustão.

A última pulhice ministerial de Paulo Portas

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Algumas das colónias do Estados Unidos na Europa obrigaram o presidente da Bolívia a ficar parado num aeroporto austríaco. Chama-se a isto comprar uma guerra com a América do Sul, e pior do que isso, demonstrar uma completa submissão ao Tio Sam, que nem os ingleses no seu pior têm por hábito.

Terá sido este o legado final de Paulo Portas à diplomacia portuguesa, talvez em retaliação por ter sido visto a fazer o que criticou a Sócrates, tipo vender Magalhães precisamente a sul-americanos.

Esta gente anda tão distraída que nem reparou que o Sul deixou de ser o quintal do império do seu Norte, e que isto vai ter consequências, muito para lá da expulsão de diplomatas (que nem será o nosso caso, não temos embaixador na Bolívia).

Quem manda?

Passos! Passos! Passos! Portas fica, de acordo com o CM.

Os putos

Os últimos dias devem ter sido os mais surreais de que há memória na história política portuguesa. De um lado, um primeiro-ministro morto, do outro um ministro de Estado suicida e um Presidente da República que. Sim, que. Ninguém consegue perceber muito bem o que vai na cabeça daquele senhor para não ter ainda demitido o governo e convocado eleições antecipadas. O que move esta gente? Bem, vamos por partes. [Read more…]