ILC Recuperar todo o tempo de serviço docente

Parabéns pela iniciativa. Concorde-se ou não com o conteúdo, o regime só tem a ganhar por o seus cidadãos participarem activamente no processo político do seu país – ou isso é conversa só para as eleições? E é uma excelente oportunidade para o Parlamento cumprir o seu papel e para o Governo mostrar que não martelou os números para fazer o habitual spin.

Vai ser giro ver como decorrerá o restante processo. Já haverá gente a fazer contas, tais como em quantos votos se poderão multiplicar as 20 mil assinaturas, mais as que vierem.

Tem graça ver a história recente repetir-se, com os mesmos truques mediáticos e com o antigo argumentário. Nada mudou, excepto os salários que ficaram mais curtos.

Um passeio em Nova Iorque

Na RTP2, hoje, um enorme bloco de propaganda política com Costa a debitar as habituais lérias enquanto passeava em Nova Iorque com o mordomo disfarçado de jornalista do Jornal 2. Não há um mínimo de decoro? É para isto que andam a pensar em aplicar a taxa da televisão aos carregadores de carros eléctricos? Ao que consta, a pré-campanha eleitoral já dura há vários dias. E até deu para pagar um painel na Times Square, mais para consumo interno do que para americano ver. Na parte final do seu monólogo transmitido pela televisão pública, o primeiro-ministro retomou o discurso passista “não há dinheiro”, devidamente condimentado com o tempo novo das reversões. Podia ter sido um pouco mais objectivo sublinhando para que é que não há dinheiro. Não há para as escolas, justiça e saúde, mas para a propaganda e para a banca não parece ser problema.

Pray for us

Bandex: Trouble

 

Donald Trump e o IV Reich

Fotografia: John Moore/Getty Images@Vox

O mundo dito democrático, e os americanos em particular, estão a condescender em demasia com o governo fascista liderado por Donald Trump. Paralelamente, a nova extrema-direita ocidental, camuflada sob vestes liberais e conservadoras, começa a sair do armário, a ganhar terreno no Velho Continente e a mobilizar-se pela segregação, aproveitando o advento do trumpismo para revelar a sua verdadeira face, racista, xenófoba, persecutória e apologista da violência. Não é preciso ir muito longe para ver isso, bastando para tal passar em algumas colunas de opinião de “jornais” como o Observador ou o Correio da Manhã, ou em blogues bem conhecidos, onde felizmente ainda escrevem autores sérios, como o Blasfémias ou o Insurgente.  [Read more…]

E também é preciso confiar no parceiro e ter o passo alinhado

Como ponto de partida, não era má ideia explicar como chegaram aos 600 milhões de euros. Se precisarem de ajuda, podem passar por aqui e por aqui.

Quanto à Direita que mandou os professores emigrarem, é enternecedor este súbito amor.

Das bancadas da direita, Margarida Mano do PSD e Ana Rita Bessa do CDS acusaram os partidos que apoiam o Governo no Parlamento (BE, PCP e Verdes) de aceitarem “serem enganados” e com isso “terem enganado os professores”. [Público]

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Marcelo Rebelo de Sousa, o Rato Mickey da Feira do Livro

Fotografia via SOL

Na Disneyland, as crianças fazem fila para tirar fotografias com o Rato Mickey. Na Feira do Livro, onde escritores a sério são votados ao abandono ou confundidos com os Gustavos Santos e as Margaridas Rebelo Pinto desta vida, fazem-se filas para tirar fotos com Marcelo. O Rato Mickey que se cuide, da próxima vez que Marcelo estiver em Paris.

Casal do ano

Os pombinhos do momento são Donald Trump, supremo líder dos EUA, e o talentoso Kim Jong-un, o grande patriota norte-coreano. O amor está no ar!

A diferença entre Fernando Santos e os outros

Com Scolari estaríamos neste momento a discutir porque é que André Silva, substituído por Luís Boa Morte com 40 anos, ou Rui Patrício, substituído por José Sá, não tinham sido convocados. Com Oliveira estaríamos agora a debater a última noitada nas escaldantes casas de passe de Sochi.

Ao contrário dos outros, Fernando Santos não precisa de perseguir jogadores para demonstrar que é ele que manda no balneário. Também sabe que não é levando os jogadores às meninas que conquista o seu respeito. Santos sabe que não é assim que se gere um grupo. Com Santos, os jogadores distinguem bem os momentos de descontração dos momentos em que se exige um máximo de profissionalismo. Sabe que a melhor gestão de um grupo é complexa, nem Pinochet como Scolari, nem Zezé Camarinha como Oliveira.

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Festa da Diversidade

Um programa solidário para o fim de semana, no Cais do Sodré, em Lisboa.

O proxeneta conservador

Na América alucinada de Donald Trump, as anedotas sucedem-se. E como já vale quase tudo, o proxeneta Dennis Hof garantiu ontem a nomeação republicana para as eleições intercalares no estado do Nevada. Proprietário de vários bordeis – legais no Nevada – Dennis Hof integra ainda o elenco do reality show Cathouse, que retrata o dia a dia num bordel no Nevada, e é o autor do livro “The art of Pimp”, que traduzido para português dá qualquer coisa como “A arte do Chulo”. Não admira que tenha ascendido politicamente na era da trampa.  [Read more…]

«OE2019 será negociado ao mais alto nível»

Before the nasal consonants, the vowel /ɔ/ is closer and more centralized than in other positions, i.e. it is pronounced as [ʊ] in that position.

Geert Booij

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Apesar do “mais alto nível” (em inglês, ‘geringonça’ até mantém o pê), teremos muito provavelmente mais do mesmo.

Porquê? Porque basta consultar o Diário da República.

Está tudo igual. Sem tirar nem pôr.

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Portugal, um paraíso para mafiosos e criminosos de colarinho branco

Fotografia: Paulo Sprangler/Global Imagens@Jornal de Notícias

Em 2014, Duarte Lima foi condenado a 10 anos de prisão, por crimes de burla e de branqueamento de capitais, relacionados com o BPN. Desde então, entre simpáticas prisões domiciliárias, onde pôde alegremente desfrutar dos frutos dos seus crimes, e sucessivos recursos, Duarte Lima continua, na prática, livre como um passarinho. E não é o único ladrão do bloco central nestas condições.

Portugal é um paraíso para criminosos de colarinho branco. Não admira que os vistos gold tenham feito tanto sucesso entre oligarcas chineses e russos, entre outros mafiosos.

Bordalo II

Bordalo II é o artista que faz do lixo obras de arte.

Trabalha pois para lançar o alerta sobre (a falta de) sustentabilidade desta absurda sociedade consumista. E declarou recentemente:  “Eu e o meu amigo Forest Dump temos algo a dizer acerca da ideia de explorar petróleo na costa do nosso belo Algarve”, escreveu Bordalo II. “Espero que os nossos líderes sejam inteligentes o suficiente para entender que um lucro a curto-prazo significará uma perda eterna. Portugal é um país cheio de potencial para a energia renovável, esse é o futuro.”

Houvesse mais artistas, mais „opinadores“, mais gente em geral a tomar posição e a agir. Mas não, há coisas mais chiques e agradáveis do que denunciar e combater a desapropriação que o governo insiste em realizar. Para disfarçar diz que é só para ver se há. Obrigadinha.

Lobbys e mentalidades de mãos dadas a caminho da devastação.

Uma besta é uma besta

Para justificar as novas tarifas alfandegárias para produtos canadianos, Trump precisava de alegar que a importação de aço e alumínio era uma ameaça para a segurança. E como a justificou ele?

«Trump asked, according to CNN: “Didn’t you guys burn down the White House?”»

Só dois detalhes. Foram tropas britânicas e foi em 1814.

“The White House was burned by British troops in 1814 as part of a failed invasion of the mid-Atlantic, more than 50 years before the signing of Canada’s confederation paved the way for the founding of modern-day Canada.”

No entanto, a verdade para Trump e seus correlegionários não deve estragar uma boa história. Fica aqui esta nota também para os deslumbrados portugueses que por aí vão debitando coisas.

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Actualização: link para as citações.

A cimeira Trump-Kim

“Veja só sr. polícia, o marujo que eu empurrei borda fora sabe nadar e não se afogou. E até chamei a guarda costeira para o recolher. Salvei-o, é o que é.”

Esta rábula ilustra o que aconteceu entre Trump e o Kim. Ambos se entretiveram a quase iniciar uma guerra nuclear e agora encontraram-se para voltar ao ponto de partida em que estavam quando começaram a medir o tamanho das respectivas pilas.

A comunicação social, talvez por suspirar de alívio, confunde voltar à estaca zero com progresso. Não lhes ficava mal recordar os leitores que este tipo de tratado não foi o primeiro que os EUA estabeleceram com a Coreia do Norte e não será, seguramente, o último deles a dar em nada.

Fica a seguir uma selecção, em nada exaustiva, para ilustrar um ponto simples: este tratado de 2018 vale zero. Serviu, isso sim, para dois líderes melhorarem a péssima imagem resultante dos seus próprios actos.

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Mude de oráculos, dr. António Costa!

[Santana Castilho*]

O pão que sobra à riqueza, distribuído pela razão, matava a fome à pobreza e ainda sobrava pão.

António Aleixo

Não tenho pejo em assumir que a relação que mantenho com os problemas da minha profissão de professor ganha muitas vezes prevalências sentimentais, porque esta actividade profissional não se resume a um emprego como tantos outros. O seu exercício afirma uma identidade e expõe obrigatoriamente quem somos. Em milhares de colegas, com quem tive e tenho a honra de trabalhar, sempre vi dedicação para dar o que de melhor tinham e têm. Quando os maltratam, só posso estar, incondicionalmente, do lado deles.

1 Quando António Costa, qual discípulo de Vítor Gaspar, disse aos professores que “não há dinheiro”, fê-lo porque o Governo a que pertenceu e o seu senhor de outros tempos contraíram uma dívida, vendendo o país e a sua autonomia para enriquecimento de uns tantos, a quem ele, António Costa, não disse, nem diz: não há dinheiro! Se isto já é suficientemente escandaloso, mais escandaloso ainda é que haja quem faça coro com a narrativa, quando todos sabemos que as ajudas do Estado aos bancos somam 17,5 mil milhões de euros.

Em retórica política e ideológica, o desconstrucionismo é um método que permite substituir o significado de um texto ou de uma realidade por uma narrativa falsa, convenientemente urdida. António Costa é um exímio desconstrutivista que, apesar de já ter tropeçado muitas vezes na verdade, logo prossegue o caminho como se nada tivesse acontecido. Não me surpreende, por isso, que tenha instruído o pequeno ministro da Educação para entortar a Lei do Orçamento de Estado para 2018, a Resolução nº1/2018 da AR e o compromisso de 18 de Novembro de 2017. Quem lhe siga o jogo de cintura já viu como lida com as leis: para os adversários, aplica-as; quando são os amigos ou os seus interesses que as infringem, “melhora-as”, “aperfeiçoa-as” ou manda “interpretá-las”.

Era bom que Costa pensasse no que aconteceu a Sócrates quando os professores se cansaram, substituísse as banalidades que diz pelo estudo do problema que tem a rebentar-lhe nas mãos e mudasse de oráculos.

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Tem tudo para correr bem!

A FIFA entregou a organização do Mundial de 2026 à candidatura conjunta do México, EUA e Canadá, o que é uma excelente notícia, porque tem tudo para correr bem. Pelo menos a julgar pelo estado das relações entre os três países, com especial destaque para esse portento da diplomacia em que se transformou a América de Trump.

Por falar em trogloditas, será que Donald Trump termina o muro que os mexicanos vão pagar, a tempo do Mundial que vão organizar em conjunto com o Canadá do “desonesto e fraco” Trudeau? Ou será preciso chamar o “talentoso” Kim Jong para meter ordem na casa?

 

1_5373 mundos

CAPÍTULO II
O Jardim

Sobre as origens de Josef Knecht não se sabe nada.
Herman Hesse, O Jogo das Contas de Vidro

 

DEUS, clemente e misericordioso, cujo Nome é Santo, não me deixa mentir. No dia vinte e dois de Setembro de mil seiscentos e dezasseis, à mesma hora em que na cidade de Estrasburgo se conhecia a primeira edição das Bodas Alquímicas de Christian Rosenkreutz, uma brisa morna e um canto de Poupa abriram o céu do Jichang Yuan, o belo jardim de Wuxi, onde há mais de quatro mil e quinhentos anos o Imperador Amarelo plantou uma árvore infinita.

Dizia-se que quem comesse o seu fruto não conheceria a morte.

Mocenigo Alba vagueou durante alguns minutos entre os lagos de nenúfares, enquanto esperava por um homem que desconhecia e com o qual marcara este encontro havia mais de cento e oitenta anos.

Um esgoto a céu aberto chamado Fox News

Um tipo queixa-se da CMTV, do Observador e da imprensa portuguesa em geral, mas estes tipos da Fox News são malta que, ideologicamente, está ao nível dos dementes do Daesh. Façam o favor de se rirem, enquanto isto não dá para o torto.

Singapura

Rui Bebiano/Facebook

O título deste post parece o de um thriller, mas refiro-me, é claro, ao lugar da cimeira EUA-Coreia do Norte sobre desnuclearização. O dispositivo cénico é medonho e pesado, mais concebido para amedrontar que para pacificar. Os resultados serão coincidentes: uma floresta de enganos que servirá a ambos os líderes para limpar um pouco da má imagem internacional que oferecem, enquanto realinham peões na sua pequena guerra fria. A generalidade dos média colabora no logro ao espalhar uma equívoca mensagem de esperança e de mudança a propósito do acontecimento. A ocorrer, ela será mais aparente que real e traduzirá mais um equilíbrio da força bruta militar que a construção de um ambiente de colaboração e entendimento no interesse dos povos da região. Não é preciso ser-se adivinho para escrever isto.

Foto: Saul Loeb/AFP

 

Meanwhile, in Singapore

Eu digo sim (Tu dizes não)

Continuando a divulgação, desta vez com o tema “Eu digo sim (Tu dizes não)”.

We’ll always have plastic!

Dizem os especialistas que, lá para 2050, teremos mais plástico do que peixes no mar. Trata-se de uma das várias consequências das opções desse simpático grupo de crianças inconsequentes que dá pelo nome de Humanidade, especialista em futebol, redes sociais e reality shows parolos, mas globalmente incapaz de, por exemplo, separar o lixo que produz, como o macaco Gervásio por cá tentou ensinar, sem grande sucesso, já lá vão quase 20 anos. Sem grandes surpresas, o slogan “Se o Gervásio consegue, tu também conseguirás” continua ensombrado pelo “inconseguimento“. [Read more…]

Eu, professora, me confesso

[Paula Coelho Pais*]
Venho para a escola como num transe. Dormi mal pela enésima vez desde há meses. Estou a passar uma fase menos positiva em termos de saúde, com muitos altos e baixos, mais baixos do que altos. E não consigo alhear-me do que se passa à minha volta.
Já não tenho vinte anos. Com efeito os sessenta aproximam-se a passos largos e portanto, como se diz habitualmente, “já não vou para nova”.
No meu local de trabalho, esta é uma realidade que se avoluma. Muitos, tantos dos professores que conheço e que conhecem quem eu conheço, também andam por estas idades. Há mesmo escolas em que a média etária está acima dos sessenta. O desgaste é notório e agrava-se, de modo galopante, a cada novo ano.
Estamos naquele tempo da vida em que seria justo beneficiarmos de alguma serenidade, de algum reconhecimento até, de respeito e consideração. Aliás, a todos, todos sem exceção, de qualquer faixa etária e de qualquer profissão é devido este conjunto de atenções. Diria apenas que, com o passar do tempo, eles se avolumam na necessidade e na premência.
Mas essa não é a realidade. Existe no ar uma ameaça velada, um ataque permanente contra os professores. Como um monstro que vive num lodo, do qual se alimenta e que, a espaços, ressurge em toda a força, ávido de presas, esganado de fomes e de raivas.

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Avaliação dos professores

[José António Fundo*]

Há, no meio educativo e das ciências da educação, muito conhecimento e trabalho sobre a avaliação educativa. Sobre a avaliação do processo de educar, da eficácia do trabalho realizado mediante os objetivos. Há metodologia, princípios, práticas estudadas.
Agora perguntem-me porque é que a avaliação dos professores, promovida de modo populista pelos políticos, ignora todo este conhecimento que existe sobre o assunto?
Porque insiste avaliar os professores como se fossem funcionários de um call center?
É fácil responder. A avaliação em vigor visa três objetivos:
1- Reduzir custos com os professores ao mesmo tempo em que se lhes exige mais trabalho (sobretudo paralelo às suas funções).
2- Dividir os professores e colocá-los em competição para que percam o mais possível a noção de classe e sejam incapazes de estar unidos em qualquer tipo de reivindicação.
3- Colocar a população contra os professores, considerando-os preguiçosos e incompetentes, entendê-los como despesa excessiva e prejudicial do estado.
Não é eficaz a avaliação em vigor, porque não se centra na qualidade do trabalho docente ou da educação mas antes na estratificação dos professores, no acentuar do seu medo e subserviência a tarefas administrativas. [Read more…]

G7

O Plástico

A insustentabilidade à vista e os tomates nos olhos

Toda a gente sabe que andamos a teimar num sistema de crescimento insustentável e destruidor.

Toda a gente sabe, mas (quase) toda a gente faz de conta que não. Aos que, há décadas, andam a alertar para os limites do planeta e a demonstrar os estragos feitos, aplica-se-lhes o carimbo de profetas da desgraça, paranóicos.

A reacção dos decisores aos profusos sintomas da destruição acontece de má vontade, ao relanti, a fingir e só depois de muito estrago – até irreversível (exemplo de fingimento aqui).

Os problemas são gritantes a nível mundial (exemplo aqui).

E, por norma, os custos das externalidades negativas são transferidos para a comunidade, esvaziando e contrariando o princípio do causador- pagador.

Demos uma olhadela à Alemanha, país considerado um caso de sucesso do sistema prevalecente e que gosta de arvorar em bem comportado também em termos ambientais. E, aqui chegados, vejamos apenas dois exemplos: [Read more…]

10 de Junho

Como é triste, a trincheira onde jazem os restos do passismo

Fotografia: Mário Cruz/Lusa@Renascença

Aparentemente, existem vários sociais-democratas incomodados com o facto de Rui Rio procurar entendimentos com António Costa, em áreas como os fundos comunitários, a descentralização ou a Saúde, acusando a nova liderança do PSD de se encostar em demasia ao governo. Para estes, a negociação política e a convergência, em áreas fundamentais para a sociedade portuguesa, são motivo de preocupação, pois, como todos sabemos, o apocalipse tende a dar o ar da sua graça quando os partidos políticos com assento parlamentar chegam a consensos. E viveram orgulhosamente sós para sempre!