E vão três – o chimbalau na Bayer

É o terceiro caso em que um júri dos EUA pronuncia uma pesada sentença contra a Monsanto, colocando de rastos a Bayer, que há apenas uns meses a comprou por 54 mil milhões de euros.

Mais uma vez cancro, mais uma vez o herbicida Roundup e o seu funesto glifosato.

A primeira condenação em 81 milhões de dólares, a segunda em 290 milhões e agora em mais de dois mil milhões de dólares. A Bayer anunciou que irá recorrer da decisão e espera que os veredictos sejam anulados em segunda instância – o que é pouco provável; mais provável será uma redução dos valores. Seja como for, os custos dos processos são substanciais e entretanto, o seu número nos EUA disparou para 13.400, com tendência crescente. [Read more…]

Eurovisão

Em face dos resultados obtidos pelo concorrente português à Eurovisão não se vislumbra outra saída que não seja a imediata demissão, com efeitos retroactivos à vitória do excelente cantor Salvador Sobral, de sua excelência o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Como diria Ary dos Santos, “Aristóteles, visita de casa da minha Avó, não acharia estranha esta forma de estar só”. O senhor ministro, lamentavelmente, falhou. Deve ter a dignidade de o reconhecer.

Lei Aúrea e a falácia da libertação dos escravizados

Um fato que muitos, principalmente os pretos e pretas do Brasil, não caem mais é o papinho da sinhá Izabel ter libertado, de fato, escravizado algum. Assinou a Lei Áurea em 1888, no lugar do pai  Dom Pedro II,  (escravocrata declarado que se recusou a assinar o documento, pois o  considerava  um absurdo), devido a pressão exercida pelos interesses econômicos dos países envolvidos na Revolução Industrial e as sangrentas revoltas de resistência negra por todo o país.   Isabel não era abolicionista e também atendeu a pressão da elite rural que viu no documento um ganho para evitar a reforma agrária.  Deram terras improdutivas a emigrantes italianos e etc enquanto os ex-escravizados nada. Como cantou o samba enredo da Escola de Samba da Mangueira este ano “Não veio do céu nem das mãos de Isabel a liberdade”.

O soteropolitano (meu conterrâneo) Luiz Gama sim. Este abolicionista tem um passado memorável.  Como advogado, conseguiu a alforria para mais de 500 irmãos e irmãs escravizados. Viveu entre 1830-1882. Filho de mãe negra livre e pai branco, nasceu livre e foi vendido pelo pai como pagamento de dívidas de jogo. Conseguiu reconquistar, judicialmente, a sua liberdade. Ficou conhecido como “O Patrono da Abolição da Escravidão no Brasil. A ele toda nossa reverência.

 

Via Xeidiarte

Tell No One

O documentário independente pelos irmãos Tomasz e Marek Sekielski. Sobre a ICAR na Polónia.

Este documentário já conta com mais de 12 milhões de visualizações nos últimos três dias (página IMDB). O documentário foi financiado on-line. É neste momento história de destaque na imprensa polaca. O documentário apresenta várias vítimas de padres pedófilos, o que parece ser hábito.

(Em polaco, legendado em inglês, espanhol e noutros idiomas.)

Ilusões ortográficas

Tu já imaginou a decepção, homem?

Coronel Jesuíno Mendonça

Para o segundo número da revista preparou um artigo, em português não menos clássico e com argumentos irrespondíveis, no qual, baseado em fatos e sobretudo nos versos do poeta Teodoro de Castro, esmagava definitivamente as negativas do conde.

Jorge Amado

***

Ontem, 13 de Maio de 2019, lembrei-me do dia 13 de Maio de 2009.

De facto, tendo lido isto,

lembrei-me disto:

O Diário da República não nos desilude.

Efectivamente,

Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver.

***

Há que dizê-lo…


Aos indignados com a prestação do comendador Joe Berardo na A.R., relembro que a dívida contraída serviu para ajudar o governo de José Sócrates a travar uma OPA da Sonaecom à PT e fortalecer na disputa de poder pelo controlo do BCP a facção que permitiu a Santos Ferreira e Armando Vara liderarem o Banco. Tudo feito de acordo com os interesses dos donos disto tudo, em conivência com o PS. Vários ministros de então continuam hoje no governo…

Excelência da gestão privada (2)

Depois dos CTT, o aeroporto de Lisboa. Em 132, conseguiu ser o pior.

Novamente, em causa está o argumento que se usou para justificar a privatização (o privado faz melhor) e não se a gestão é pública ou privada. Os maus exemplos não escolhem lados.

[imagem]

Kramer contra Kramer

É sem surpresa que se verifica a tentativa de fazer do Comendador Joe Berardo o “bode expiatório” da gigantesca rapina de que foi – e é – objecto o povo português.

Quem tenha assistido à audição do empresário na II Comissão de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, terá ficado a pensar que de um lado estavam os representantes da República e do Estado Português, e do outro lado um milionário habilidoso procurando iludir as suas responsabilidades. Mas não foi isso que sucedeu. Na verdade, de um lado estava o Estado a fazer perguntas e do outro estava também o Estado, representado pelo senhor Comendador Joe Berardo, a responder a essas perguntas de modo juridicamente adequado. Ou seja, estava o Estado a fingir que inquiria o Estado e este a fingir que respondia.

Não é fácil, convenhamos, descobrir um caminho virtuoso neste jogo de espelhos. Mas pior é continuar a permitir a grotesca impunidade daqueles que, em nome e representação do Estado e da República, são cúmplices da rapina e da destruição do património comum, rapina e destruição que servem depois como argumento falacioso para esmagar os direitos da população que é seu dever servir.

Flor de sal

Vem para a rua

Que a vida é partilha universal

Vem para a luta

Munido de amor e flor de sal

É o tema que se segue.

Notícias do sultão do Bósforo

Claro que o sultão do Bósforo não iria conseguir suportar a ferroada que lhe provocou a vitória, em Istambul, do maior partido da oposição nas últimas eleições municipais, após 25 anos de domínio do seu Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP). “Quem ganha Istambul, ganha a Turquia”, havia ao longo dos tempos dito e repetido Recep Tayyip Erdogan, ele que, na década de 1990, também foi presidente da câmara de Istambul, a cidade onde vive um quinto da população do país.

Seguiu-se o pressionamento da comissão eleitoral, até que esta (após contagens e recontagens que não alteraram o resultado final) acabou por anular a eleição – note-se: apenas esta que não conveio ao sultão. Nas dos conselhos municipais, que ocorreram na mesma ocasião, mas lhe correram de feição, nessas já não houve irregularidades… apesar de terem sido realizadas com as mesmas pessoas e de os boletins de voto estarem todos no mesmo envelope, colocados na mesma urna. Foi assim convocada nova votação para o próximo dia 23 de Junho, altura em que muitos turcos estão de férias e não poderão votar (só se pode votar presencialmente). É uma vitória que dói fundo ao déspota, que durante a campanha eleitoral andou a fazer propaganda pelo AKP no avião presidencial; e que foi conseguida apesar de a presença do AKP nos meios de comunicação ter sido pelo menos dez vezes maior do que a dos outros partidos. [Read more…]

Bandas de garagem

O senhor Comendador Berardo parecia que estava numa barraca da queima das fitas, a servir “shots” de aguardente de arroz. Recitou o Sutra Diamante, mas ninguém percebeu. Ali ninguém percebe nada. Nem sequer foram ao Bombarral.

O maior.

Gente que sabe onde está

Golpes de teatro, golpes de rins, golpes baixos. Só faltou mesmo um golpe de estado para compor o ramalhete. Foi uma semana particularmente animada, esta, que culminou numa sexta-feira a fazer lembrar os mais delirantes absurdos dos Monty Python. Mas, ao contrário destes, sem nenhuma piada – a não ser para um muito reduzido número de protagonistas/usufrutuários das manhas da política, dos truques do mercado e dos atalhos da lei.

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Os professores não têm fundações

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Fotografia: Lusa/António Cotrim@Público

Ligas a televisão. Joe Berardo, em prime-time, a gozar com as caras de Mariana Mortágua ou Cecília Meireles, e através delas 10 milhões de caras portuguesas, mais uns milhões no estrangeiro. O senhor ali, na comissão de inquérito, como quem está no café a comentar a bola de palito na boca, a dar tanga ao país. De tal forma que conseguiu pedir ao deputado Duarte Alves que não o ofendesse: “Se é para brincar, vou-me embora”, disse. E continuou a brincadeira: “Como português, como cidadão, tentei ajudar os bancos”.

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O Polígrafo, o sítio do costume e o contato escondido com rabo de fora

Pai, agora eu decolei, guardei meu celular, já tô no ar, mas não me desliguei

Gabriel, o Pensador

E se eu partir o telemóvel
Eu só parto aquilo que é meu

Conan Osíris

***

O Polígrafo volta a desiludir-nos, o Polígrafo continua a decepcionar-nos. Apesar de avisado, insiste em prevaricar:

Como sabemos, desde Janeiro de 2012, é muito mais fácil encontrar um contato no Diário da República do que um gato no meio de corujas.

Descobriram o gato? Sim? Não? Então, experimentem agora encontrar o contato:

Exactamente. Muito bem. De facto, está ali:

Na senda da decepção ortográfica do Polígrafo, procuremos agora o p do grafema (dígrafo) <ep> de decepção, no Diário da Assembleia da República (sexta-feira, 15 de Junho de 2018, I Série, N.º 94):

Encontraram? Não? Nem eu.

Então, experimentem agora [Read more…]

Apelo: Ajudem o Presidente a descongelar

O homem que fala a propósito de nada e de tudo, que ligou para programas de televisão para fazer conversa cor-de-rosa e que até do estrangeiro mandou recados para o rectângulo, passou a semana da “crise” inventada por Costa sem dar sinais de vida.

Só pode ter congelado.

Pede-se, com urgência, que o BE, PCP, Verdes, PSD e CDS apresentem um projecto-lei de descongelamento do Marcelo. É possível que leve o voto contra do PS e que o PSD-CDS repitam a pirueta de inversão de voto, mas faça-no mesmo assim. E que não seja o Centeno a fazer a fazer as contas do descongelamento. O Ronaldo das finanças não é, ao que parece, grande coisa em aritmética.

O país precisa de um abraço.

Obrigado.

Dêem a maioria absoluta a António Costa…

A Banca diminuiu balcões e funcionários em todo o país porque toda a gente pagava com Multibanco.
Agora que cobram pelo levantamento ao balcão em dinheiro, também querem passar a cobrar a quem levanta através de Multibanco. Ao mesmo tempo que já cobram aos comerciantes pelas transacções feitas por Multibanco.
Tudo isto enquanto conseguem lucros gigantescos num negócio feito com o dinheiro dos outros. Outros esses que pagam para que o seu dinheiro esteja seguro e que são cobrados por tudo e mais alguma coisa. Outros esses que pagam ainda, através dos seus impostos, quando as coisas correm mal.
O negócio da Banca é um negócio cujo risco é de 0%. É fácil gerir assim um negócio. Os lucros são só seus, os prejuízos são sempre dos outros.
Não há dinheiro para ninguém, mesmo quando são despesas que nem sequer mexem com a actual legislatura. Mas para meter no cu dos banqueiros, 400, 500, 600 milhões por anos – todos os anos – dá sempre para acomodar.
Eram menos 400 milhões para os professores. E quantos milhões são, todos os anos e de forma permanente, para as rendas e subsídios e benefícios fiscais aos grandes grupos económicos?
Com os políticos que temos, vai continuar a ser assim. Mas com a maioria absoluta de um partido corrupto como é o PS, vai ser pior ainda.
Dêem a maioria absoluta a António Costa, dêem…

A santa aliança entre Banca e políticos…

Esta semana, uma vez mais os principais banqueiros do rectângulo pretenderam cobrar comissões por transações nas ATM, história reciclada que nada tem de novo, a pretensão é antiga, mas que permitirá ao governo de esquerda, todo modernaço, dizer que não, defendendo o povo e fazendo frente aos tubarões da alta finança. O embuste do costume para enganar papalvos, como é timbre da equipa de mestres da ilusão que governa o país. Há favores por pagar e todos os banqueiros sabem quanto e quando têm de pagar a quem os auxilia sempre que estendem a mão. [Read more…]

Mais depressa se apanha um Centeno que um coxo

Professores. Recuperação integral do tempo de serviço custa menos um terço do anunciado por Centeno

A ausência de surpresa

Banqueiros defendem multibanco pago em Portugal

António Ramalho, do Novo Banco, considerou ainda que “20 euros” não são “caros” por um cartão “que faz um conjunto de funções notável”

(…) “Aqui em Portugal temos custos de contexto interessantes, não se paga taxas nas ATM (caixas multibanco automáticas) e isso tem custos para o banco, tal como o MB Way tem custos para o banco”, afirmou Pedro Castro e Almeida, na altura.

Qual é o valor que os banqueiros poupam em funcionários e em instalações porque os seus clientes vão ao Multibanco e usam a banca online? Não será por acaso que o número de agências tem vindo a fechar. [Read more…]

GAIA, a fraude política das “contas no verde”

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Em meados do passado mês de Março houve polémica estridente por causa de uma informação da Comissão Nacional de Eleições sobre propaganda proibida em período pré-eleitoral. No centro dessa polémica, liderando as críticas à CNE, esteve a Câmara de Gaia, cujo presidente se queixou de uma alegada “lei da rolha” que o impedia de apresentar “as melhores contas” de sempre do Município. Dizia então o autarca que estava “a dias de apresentar as melhores contas de sempre da Câmara de Gaia. Vou ser impedido de apresentar as melhores contas porque a CNE não me deixa dizer “melhores contas”? A democracia não é prestação de contas? A CNE está a beneficiar quem prevarica”.

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Mais festa no Aventar: Pedro Correia ganha o prémio UCCLA

No ano em que o Aventar festeja 10 anos de vida, o nosso A. Pedro Correia desengavetou os seus escritos, concorreu ao prémio UCCLA e ganhou. Nada que nos surpreenda, mas que nos deixa naturalmente orgulhosos.

Praças é o título do livro. Será apresentado na Feira do Livro de Lisboa e será vendido nas livrarias FNAC e com o jornal Público.

Deixo mais abaixo a opinião de quem pôde e soube ler estes escritos. É o Pedro Medina Ribeiro, também escritor e que, ainda há pouco, nos deu a honra de um texto comemorativo dos 10 anos cá de casa. Tomai e lede:

Há um par de anos li um grande livro. Ao prazer que retirei da leitura acrescentaram-se outros prazeres.
Em primeiro lugar, tinha sido escrito por um amigo e senti um orgulho enorme naquele amigo que escrevia tão bem.
Em segundo lugar, era prosa inédita. Não é muito bonito dizer isto, mas senti uma ponta de vaidade por ser detentor de conhecimento privilegiado: eu era das poucas pessoas que sabia que, um dia, aquelas folhas viriam a ser publicadas e lidas com o entusiasmo que merecem.
O A. Pedro Correia anunciou ontem que este seu livro ganhou, entre quase oito centenas de manuscritos, o prémio União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa.
E eu fico muito feliz.

Ao contrário do que escreve a TVI,

Rui Correia não disse que “a distração [diʃtɾɐˈsɐ̃ũ̯] faz parte da aprendizagem“. Disse [diʃtɾaˈsɐ̃ũ̯] (4:38), portanto: “distracção”. Efectivamente.

Os homens de poder

Quis, certo dia, um homem de poder explicar-me sucintamente a sua visão sobre o mundo, a qual determinava tudo o que ele fazia. Disse-me assim:
– Eu gosto de ver o Porto ganhar aos 95 minutos de jogo, com um penálti inventado.

A confissão não pedia resposta. Era uma espécie de lição gratuita do presumido mestre em “petas e lérias” ao ingénuo aprendiz que se lhe apresentava em inferioridade.

Sou do Porto. Mas não sou do mesmo Porto daquele homem de poder. Sou do Porto que ele ajudou a matar. Do Porto que ganha porque é melhor. Do Porto que perde porque não soube mais.
Aquele homem de poder simboliza a derrota do que é mais valioso na humanidade. Simboliza a traição ao esforço de superação, à determinação inquebrantável dos que acreditam poder criar força das suas fraquezas, dos que enfrentam os obstáculos transmutando o medo em energia vital, dos que não se submetem ao destino que qualquer falso deus lhes quis impôr.

Aquele homem de poder é um símbolo da batota e da fraqueza. Na verdade, ele não é do Porto. Ele é de quem ganha.
Lembrei-me dele por causa desta história dos professores e do golpe palaciano urdido pelo primeiro-ministro.

Livro dos Fariseus

Disponível a partir de hoje em formato e-book, na Amazon, o Livro dos Fariseus, de Alburneo, foi escrito no ano 2000, o tal ano do qual o mundo não passaria. E não passou.

Um verdadeiro artista


Cada povo tem os governantes que merece. Portugal é governado por um farsante que promete uma coisa e faz o contrário.

Manifesto – Pela Verdade dos Factos

[Blogues de Educação]

Como Professores, membros da comunidade educativa e autores de diversos espaços de discussão sobre educação, temos opiniões livres e diversificadas.

Porém, não podemos ficar indiferentes quando está a ser orquestrada uma tão vil e manipuladora campanha de intoxicação da opinião pública, atacando os professores com base em falsidades.

Tais falsidades, proferidas sem o devido contraditório, por membros do Governo e comentadores, deveriam ser desmontadas com factos e não cobertas ou reforçadas pelo silêncio da comunicação social, que deveria estar mais bem preparada para que a opinião pública fosse informada e não sujeita a manobras de propaganda.

Serve este manifesto para repor a verdade dos factos:

  • O Governo, pelo Ministério da Educação, a 18 de novembro de 2017, assinou um acordo com os sindicatos de professores, onde se comprometeu a recuperar todo o tempo de serviço. É, por isso, falso que essa intenção seja uma conspiração da oposição ou resulte de uma ilusão criada pelos sindicatos de professores.
  • A recuperação total do tempo de serviço também foi proposta pelo PS. O PS, em dezembro de 2017, recomendou a total recuperação do tempo de serviço, conforme se pode verificar no diário da república (Resolução da Assembleia da República n.º 1/2018). É, por isso, falso que o PS nunca apoiou a recuperação integral do tempo de serviço congelado.

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Efeito do congelamento das carreiras, usando como exemplo a carreira docente

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Este diagrama ilustra o efeito do congelamento das carreiras profissionais do Estado. Dada a correlação entre a idade e o escalão profissional, os topos das carreiras ficaram com menos profissionais devido à aposentação dos seus profissionais e por causa da ausência de promoções. [Read more…]

A outra crise

Há crises e crises.

Fila da sopa.
Porto, Praça do Município.
5 de Maio de 2019. 20h33.

A crise

Houve unanimidade entre os “comentadores” de direita, incluindo aqueles que falam pelo Presidente da República, em “dar a vitória” a António Costa e em tecer ao líder do PS os mais rasgados elogios nesta triste pantomina de fim de semana.

É curioso.

O princípio da igualdade como treta

O modo como a luta dos professores é comentada por uma mole de gente muito, pouco ou nada encartada merece algumas notas, mesmo se a distinção entre os vários tipos é difícil, tal é a ignorância, tantos são os preconceitos: no fundo, o que separa os encartados dos outros é o facto de que os primeiros são pagos para serem igualmente ignorantes.

Manuel Carvalho, o director do Público, regozijava-se, há pouco, na pele de comentador televisivo, com os recuos do PSD e do CDS no âmbito da recuperação do tempo de serviço dos professores. E regozijava-se porque a aceitação das reivindicações dos professores criaria desigualdades relativamente a outros trabalhadores, mesmo dentro da Função Pública.

Outros, diplomados em redes sociais, tão licenciados como Sócrates ou Relvas, acusam os professores de só se preocuparem com os problemas da sua própria classe, reclamando aquilo a que outros não têm direito, insensíveis diante dos dramas alheios. Esta reacção (porque não podemos chamar-lhe pensamento) estende-se a qualquer classe profissional que, de algum modo, proteste ou faça greve.

Vou confidenciar-vos algo da minha vida privada: já sofri várias entorses no mesmo pé. Peço antecipadamente perdão pelo meu egoísmo, pela minha insensibilidade, mas, naqueles momentos, estava tão concentrado na minha dor que não conseguia pensar, por exemplo, numa pessoa que tivesse partido as duas pernas. Mais: confesso que não pensava sequer em pensar. [Read more…]

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