Não sejamos é ingénuos!

Finalmente é notícia que “O gigantesco projeto internacional de infraestruturas lançado pela China “uma faixa, uma rota” pode minar os objetivos do Acordo de Paris sobre o clima“ – neste caso, constatado por uma conhecida unidade de investigação chinesa, num estudo realizado em conjunto com a consultora Vivid Economics e a fundação ClimateWorks Foundation.

“Se continuarmos por este caminho, mesmo que todos os outros países do mundo, incluindo os Estados Unidos, países europeus, China ou Índia cumpram as metas, as emissões de carbono mundiais continuarão a explodir”, aponta Simon Zadek, do centro da Tsinghua.

A China é hoje a maior emissora de gases causadores do efeito estufa, correspondendo a 30% das emissões globais.

Para Simon Zadek, Pequim deveria ter uma “política coerente” para a redução das emissões de CO2 no país e no exterior.

Ora uma “política coerente” é aquilo a que o ministro Augusto Santos Silva chamaria de ingenuidade; E também por cá, Governo e o PS fazem a maior questão de não serem ingénuos, querem-se sabidões, finórios. Portanto não desistem de promover a todo o vapor os bons negócios, como por exemplo o acordo UE-Mercosul, que vêm impulsionando como campeões. Que a Amazónia e as comunidades indígenas tenham de sucumbir aos poderosos interesses econômicos da criação de gado, do comércio ilegal de madeira e da produção de soja geneticamente manipulada, paciência, não sejamos é ingénuos!

João Paulo Correia

 

João Paulo Correia

João Paulo Correia foi na última legislatura vice-presidente da bancada parlamentar do PS e coordenador da Comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Na sua declaração de interesses, disponível no sítio do Parlamento, João Paulo Correia apresenta-se como “Gestor”, declarando possuir uma licenciatura em Organização e Gestão de Empresas. Segundo essa mesma declaração de interesses, o deputado João Paulo Correia trabalhou durante dois anos como gerente de uma sociedade chamada “Sempre à Espreita”, da qual foi sócio-gerente entre 2005 e 2007, sociedade essa que se dedicava à cobrança de créditos. À parte esta curta experiência profissional tida há mais de uma década, João Paulo Correia nunca mais exerceu qualquer actividade profissional, tendo ocupado apenas cargos políticos e sociais.

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Candeeiro de Pisa em Copenhaga

Foto: Francisco Miguel Valada.

A passadeira

Fica aqui mesmo em frente à ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, em Coimbra. É uma passadeira para peões accionada pelo habitual botão. Não é um cruzamento, portanto os automobilistas param ao semáforo vermelho – e respectivo boneco verde -, mas as cavalgaduras continuam a marcha sem problemas. Como passo lá diariamente e me apercebi, pelas numerosas transgressões,do crescimento desta segunda espécie cavalar, comecei a fazer a minha estatística. Coisa empírica e sem rigor científico, é verdade, mas o suficiente para constatar que as bestas perigosas estão em crescimento, sobretudo se, ao transgredir numa passadeira, não correrem o risco de levar com outra viatura nos delicados lombos. O resultado foi: em cada 10 situações de semáforo fechado, 5 (!) passavam sem parar – é uma média, já que à noite as coisas pioram. Perguntareis se, dada a localização dessa passagem, os condutores teriam especial atenção quando se tratava da travessia de um cego – perfeitamente identificável, por razões óbvias. Para mal do que resta da vossa confiança na espécie humana, tenho a informar que a situação piora! – os invisuais não podem testemunhar, não é?

Escrevo estas linhas pouco depois de eu próprio quase ter sido passado a ferro quando ia a meio desta travessia. E o alarve ainda se ria. Seria atropelado nos termos da lei, direis; e como tal teria – eu ou os que me sobrevivessem – direito aquela indemnização com que a lei portuguesa mostra o valor – de merda – que dá à vida humana. Dispenso, prefiro ficar por cá.

Não é raro ver aqui amigos que, indignados por razões diversas razões, fazem votos para que os que classificam como “filhos da puta” vão para este ou aquele lugar mais ou menos desagradável. Da próxima vez, não se esqueçam destas bostas de gente nos vossos votos.

Vamos cair todos

Uns, mortos. Outros, de quatro. Os que caírem de quatro terão morte eterna.

A Amazónia a arder no fogo do fascismo

A Amazónia continua a arder e o presidente Bolsonaro acusa as ONG ambientalistas de ter ateado os fogos. O mesmo Bolsonaro que colocou uma lobbista do agro-negócio na pasta da agricultura, que acabou com a fiscalização das invasões às reservas indígenas e que permitiu que o desmatamento avançasse sem freio e sem precedentes. O que levou a um aumento desenfreado da poluição para níveis recorde. Confrontado com os factos, Bolsonaro demitiu o presidente do INPE, responsável pelos estudos sobre o desmatamento da Amazónia, e colocou um fantoche seu no lugar. O mesmo aconteceu com a FUNAI. [Read more…]

Salazar, o precursor da corrupção moderna em Portugal

Fico sempre muito comovido, quando leio por aí que, no tempo do canalha fascista, Portugal era um paraíso de honestidade e boa gestão pública. Não era. Salazar é o precursor da corrupção moderna em Portugal. Foi comprado e serviu as mesmas famílias que ainda hoje compram e instrumentalizam políticos. Com a diferença que o canalha fascista reprimia a população e censurava qualquer tentativa de revelar a sua submissão aos Espíritos Santos e restantes traficantes de influências. Pena não ter apodrecido na prisão.

Descativações eleitoralistas

Ontem perdi a cabeça e vi 10 minutos do telejornal das 13h. Logo no inicio, assim de rajada, duas notícias captaram a minha atenção: uma sobre uma cerimónia qualquer que assinala o início (???) das obras na ala pediátrica do São João, outra sobre uma verba que foi “descativada” por Mário Centeno, para comprar ambulâncias. Eleitoralismo com o dinheiro e, pior, que instrumentalizam os anseios e emoções dos contribuintes. Um nojo.

É por estas e por outras, muitas outras, que espero sinceramente que o PS NÃO tenha maioria absoluta. Porque, perante a inexistência de oposição, a vitória dificilmente lhe escapará. E se a ditadura do défice foi o que foi com a Geringonça, imaginem as cativações de um PS a mandar sozinho. E as “descativações” eleitoralistas que usarão para comprar e manipular o eleitorado em 2023. Não, obrigado.

Ao cuidado do sindicato dos camionistas de materiais perigosos

Falem com o Augusto Santos Silva. Parece que as leis não são para ser interpretadas literalmente.

Suspender a democracia por 6 meses

Manuela Ferreira Leite fez a proposta há uns anos. Boris Johnson conseguiu-o ontem. Tempos e razões diferentes mas com o mesmo princípio. Levar a cabo o que alguns imaginaram, independentemente da vontade dos restantes, sem oposição nem contraditório. Há uma palavra para isto. Depois das areias assentarem, como podem pedir novamente o voto, sabendo-se que este conta quando calha? O populismo não cresce nas hortas. Mas este estrume fortalece-lhe as raízes.

Quem se mete com o PS leva!

Parece que o Ministério Público quer dissolver o sindicato dos motoristas que fez frente ao Governo.
Sobretudo com a actual PGR, a falta de independência do poder judicial face ao Executivo parece evidente.
Claro, o novo sistema remuneratório dos Magistrados, que agora até podem receber mais do que o primeiro-ministro, teria de ter contrapartidas. Aqui estão elas.
Quem se mete com o PS, leva!

A luta continua, camarada Santana

Em 2015, salvo erro, as eleições Legislativas foram disputadas por 18 partidos políticos. E tudo indica que, mais partido, menos partido, esse número se repetirá em Outubro. Destes, apenas seis têm cobertura mediática visível. São, sem surpresas, e como vem sendo habitual, os partidos com assento parlamentar.

Não me interessa discutir a justeza e equidade dos critérios editoriais da comunicação social. São o que sempre foram. E, sublinhe-se, mesmo entre os seis “privilegiados”, o fosso mediático existente entre os dois maiores e os restantes é significativo. Para não falar no domínio de absoluto de PS e PSD nas colunas de opinião dos jornais e espaços de debate televisivos. [Read more…]

Regular a banca para salvar a economia

Marisa Filipe

Elizabeth Warren, candidata presidencial e senadora democrata, quer implementar uma revolução na banca dos EUA, um plano Glass- Steagall para o século XXI. Se nunca ouviu falar deste plano, voltemos um bocadinho atrás na história.

Em 1929, a banca de Nova Iorque desmoronou-se da noite para o dia. A especulação atingira o seu limite e a falta de regulação bancária provocou um terramoto financeiro, económico, político e social. Em poucas horas, milhares de empresas fecharam portas com bens acumulados e desvalorizados e milhões de americanos ficaram no desemprego. Perante este cenário de catástrofe, dois senadores criaram uma lei, à qual deram os seus nomes, Glass e Steagall, que separava a banca comercial da banca de investimento e que esteve em vigor, no EUA, até à era Clinton. A partir daí, a desregulação atingiu o seu apogeu nos anos 90 e não houve mão visível ou invisível que regulasse o mercado.

Os loucos anos 90 traduziram-se em capitalismo desregulado em que o lema bancário de Wall Street defendia que quanto melhor estivesse a banca, melhor estava a economia. E quanto mais a banca estivesse desregulada, melhor a economia se comportava no mercado livre. Ora, a desregulação da banca criou bolhas imobiliárias, swaps e outros créditos de risco que, quando a bolha rebentou, rebentaram a economia. E os clientes da banca comercial, avessos a créditos de riscos, e os contribuintes alheios às negociatas privadas, tiveram todos de ir salvar a banca e seus especuladores. [Read more…]

Descrevendo e prescrevendo

«Dificilmente Portugal poderia estar melhor representado na Comissão» (Cadilhe).
«As paredes da sala estão mais bem pintadas que as dos quartos» (Cunha & Cintra).

Haja quem cuide da nossa língua!

 [Alcídio Faustino]

A dado momento, um casal português que viajava comigo por terras gaulesas abre o roteiro turístico que trazia consigo. Pela terceira vez consecutiva, a mulher volta a indignar-se com o que vê e insiste:

— Mas por que raio é que nada vem em português?!

Lá vinham novamente as quatro línguas habituais: francês, inglês, espanhol e alemão.

O marido bradava ao vento, alegando que aquilo era um insulto à nossa língua, a quinta mais falada em todo o mundo.

— Ó Quim, lá estás tu! Não é a quinta, é a sexta língua com mais falantes.

— Já discutimos sobre isso. É a quinta!

— É a sexta!

— É a quinta!

Bom, a quinta ou a sexta… tanto faz. O importante aqui é perceber que a culpa não recai sobre quem fez o dito roteiro; ou a carta de sobremesas da taberna La Kahena; ou diário de bordo do paquete…

A culpa é exclusivamente NOSSA, DOS PORTUGUESES.

Portugal nunca teve políticos que olhassem a nossa língua de forma séria. Nunca houve uma política do idioma credível. Diria mais, nunca houve nenhuma. [Read more…]

Ser do contra…


Ao que parece protesta-se contra a exploração de lítio em Portugal. Na sua maioria serão os mesmos que protestaram anteriormente contra a pesquisa de petróleo ou insultaram quem ousasse sequer discutir sobre uma eventual opção nuclear. Também condenam o consumo de carne, defendem a diminuição da criação animal, o fim dos eucaliptos que alimentam as celuloses, criticam a cultura do olival. Também são contra o turismo, aviões, automóveis e indústria em geral, assim de repente não me lembro de alguma que seja do agrado desta gente, à excepção dos computadores, smartphones e gadgets tecnológicos. Ainda não consegui perceber se querem mais subsídios da U.E. ou regressar à idade da pedra.
Portugal está longe de ser um país do terceiro mundo, em que cada um faz o que quer, tem na sua legislação preocupações ambientais, mas há quem esteja sempre contra tudo o que sai da agenda que tentam impor. Depois admiram-se quando o povo se farta e elege políticos que roçam a boçalidade.

É por isso

que existe uma empresa como a Amazon…

Está na mão de cada um de nós boicotar.

António Costa e o Mercosul

Para quem ainda tinha dúvidas, com a sua declaração ao PÚBLICO de que Portugal “sempre se bateu por este acordo” e de que vai empenhar-se para que seja cumprido, com as “preocupações e objectivos” de “salvaguarda dos ecossistemas”, António Costa demonstrou cabalmente que a sua prioridade é o negócio e não o planeta, pois, como bem sabe, as referências ambientais no acordo – tal como nos outros que a UE anda a assinar como quem come uvas – são apenas palavras bonitas sem qualquer força executiva.
Que o acordo com Mercosul obriga a respeito pela “cláusula ambiental” não passa pois de areia para os olhos. A verdade é que este é mais um acordo que segue à risca o modelo de desenvolvimento destruidor que nos trouxe até aqui e que se encontra em total contradição com medidas que pretendem tornar a Europa mais sustentável.
O rei vai nu e tem língua bífida.

O cheiro a mofo

A história é simples. Já as implicações, nem por isso.

Alguém com autorização para publicar no Tweeter do Partido Aliança pegou numa foto da LIFE, da União Soviética em 1967, manipulou-a e usou-a para propaganda eleitoral. Quando a marosca foi descoberta, apagaram a publicação, o que teve pouco efeito pois a borrada tem sido chapada à cara do imberbe que publicou isto – a Internet não esquece (às vezes).

Esta era a parte simples. Quanto ao resto, é um rol absurdos.

  • Violação de direitos de autor de uma foto, com a particularidade de ser feita por um partido que tem por líder alguém que já foi Secretário de Estado da Cultura;
  • Mentira descarada na mensagem política (não são portugueses retratados na foto);
  • Não reconhecimento do erro cometido e tentativa de o encobrir;
  • Nenhum nexo aparente entre obesidade e motivação para votar no partido.

A única forma desta parvoíce fazer sentido é quererem dizer que antigamente é que era bom. É isto, não é? Pois, para os saudosistas do Doutor Salazar, fica a dica: se têm saudades dele, é fácil a ele se juntarem.

Motoristas e professores

[Santana Castilho]*
  1. Independentemente de todas as considerações colaterais possíveis, é politicamente desonesto não reconhecer a greve como um instrumento essencial para o equilíbrio de forças entre trabalho e capital. Assim foi no último século. Não sei se assim será no futuro, mas sei que não foi assim nesta legislatura. Não foi só agora que o Governo deixou de ser árbitro para ser parte, no que ao diálogo social se refere: recordo os atropelos que cometeu para anular a greve dos professores, a linguagem lamentável do primeiro-ministro quando se referiu aos enfermeiros e à sua greve, a legislação laboral que aprovou sem prévia negociação com os parceiros sociais ou a chantagem que exerceu para conseguir acordos de concertação, preordenados para favorecer os patrões.
    O papel de um Governo democrático não é impedir que o direito à greve seja exercido, sob pretexto de garantir (como também deve garantir) a satisfação de necessidades fundamentais dos cidadãos. Arbitrar esta dialética é difícil mas exigível a um Governo de esquerda. Mandar tocar a corneta é mais fácil, mas apanágio do autoritarismo estatal que comummente caracteriza a direita.
    Os motoristas que transportam matérias perigosas têm 630 euros de salário-base. Com as horas extraordinárias, este valor pode duplicar. Mas, para tal, sujeitam-se a um horário semanal que ronda as 60 horas, quase o dobro do horário da função pública. O trabalho destes motoristas é crítico na cadeia de valor das petrolíferas, de lucros altíssimos, e volta a ser crítico para o funcionamento de toda a economia. Se são mal pagos em termos absolutos, quando estabelecemos a proporção entre o valor do seu trabalho e a renda do negócio para que trabalham, são miseravelmente explorados. Apesar disto, ficaram isolados contra o resto do país. [Read more…]

A resposta da Gronelândia

Se não é, podia ter sido.

PS – Patronato Socialista

Governo decreta serviços mínimos para greve na Ryanair

WTF, ou como se diz em português, que merda é esta?

Serviços mínimos? Não há mais companhias aéreas?

Dêem a maioria absoluta ao Costa se têm curiosidade em conhecer o pequeno tiranete em todo o seu esplendor. Os direitolas poderão achar que a investida se limitará a cortar nas bandeiras dos esquerdalhos. Esperem até o ronaldo das finanças vos enrabar.

Já agora, a um ritmo de uma revisão por ano do Código do Trabalho, desde 2009, isto vai parar onde? Ao ponto em que o horário de trabalho dos portugueses seja “60 horas por semana“, ou o que calhar? E isto promulgado em pleno Agosto, a meio do golpe do fura-greves e a 2 meses de eleições. Há cada coincidência.

Plastocídio

Estas imagens são de produtos vendidos num supermercado (Aldi, se bem que os restantes fazem o mesmo).

Exemplificam a irracionalidade do uso de plásticos na distribuição de alimentos. Neste caso, produtos que, pelas suas características, não precisam de embalagem são envoltos em plástico.

Encontram-se exemplos destes em todos os produtos da indústria alimentar, na qual o plástico é omnipresente – à semelhança das outras indústrias.

O capitalismo também é isto. Maximizar o lucro sem olhar a meios. No entanto, tudo tem um preço, apesar que nem sempre paga quem deve.

Motoristas de todas as substâncias perigosas, uni-vos!

A greve não é um direito consagrado pela lei? Os trabalhadores não têm o direito de lutar por melhores condições de trabalho? Os motoristas não são trabalhadores de pleno direito?
Então ide foder-vos todos: [Read more…]

Verão

O Trump do Samba

Imagem: ARD  – Plante soja comigo

Há uns dias, num dos melhores programas humorísticos do primeiro canal de televisão alemã (humor, no mínimo, de calibre RAP), Bolsonaro recebeu as honras que merece:

“Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, o desmatamento cresceu significativamente e pode continuar aumentando a longo prazo”, diz uma voz em off, após aparecer uma foto do líder brasileiro como um “bobo da corte do agronegócio”, segurando uma garrafa de pesticida.

O apresentador destaca ainda que o presidente “não se importa nem um pouco” com a suspensão de verbas para projetos ambientais anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente alemão no fim de semana. “Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok? Lá tá precisando muito mais do que aqui”, afirmou Bolsonaro ao reagir com desprezo ao congelamento dos repasses.

Ehring também fala sobre o acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul, chamando o pacto de um “romance destrutivo”. Atrás dele aparece uma fotomontagem retratando o presidente e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, como uma dançarina sentada em seus braços.

“Bolsonaro ainda demitiu o chefe do próprio instituto que registrou o desmatamento na floresta tropical”, ressalta o comediante, referindo-se à demissão de Ricardo Galvão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “E também nomeou a principal lobista da indústria agropecuária como ministra da Agricultura”, complementa.

Resta apenas dizer que a conivência da UE com todo este despautério é vergonhosa. Mas os eurinhos à vista para as indústrias automóvel e química são irresistíveis.

E você? Ainda tinha dúvidas sobre André Ventura?

av

via Expresso

Num artigo de opinião que é um rasgado elogio a Matteo Salvini, André Ventura mostra-nos, caso não tenhamos reparado, quem é, quem são as suas referências e ao que vem. Um estado mínimo e autoritário, propaganda populista, demagoga e desonesta, menos impostos para os mais ricos e desrespeito pelas instituições democráticas. Em linha não só com Salvini, mas também com Bolsonaro, Trump ou Orbán. O tal plano B das brigadas neoliberais. [Read more…]

A perífrase na toponímia, doença infantil do turismo pimba

Todos os conhecemos e aprendemos muitos deles na escola primária. Alguns até foram criados por gente respeitável, que jamais imaginou o destino que aguardava as suas criações. Assim, para referir uma cidade ou lugar, produzem, esperando que todos (nos) reconheçamos nestas flores descritivas as cidades em causa, as mais bizarras designações. Perífrases toponímicas, acho-as eu. Vejamos:
Não basta a Coimbra ser simplesmente Coimbra, ele tem de ser a Lusa Atenas ou, mais posidoniamente, A Cidade dos Doutores. Aveiro, a que não faltam méritos, não escapa à cómica designação de Veneza de Portugal. Lisboa é a Cidade de Ulisses, coisa que espantaria o pobre Homero se cá regressasse. Évora, Cidade Museu. Aguentem-se. Vila do Conde, dada a caganças aristocráticas, tem o posto de Princesa do Ave. Braga – mais clerical – conforma-se em ser a Cidade dos Arcebispos.
E, no entanto, tais terras tinham nomes simpáticos e perfeitamente adequados. Breves e inconfundíveis. Que não enganavam ninguém. E mais: têm méritos mais que suficientes para merecer uma honesta visita.
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Um paradoxo

Os motoristas de matérias perigosas estão obrigados por lei a possuir uma carta de qualificação de motorista (CQM), certificado de aptidão para motorista (CAM), certificado de ADR e precisam de fazer diversas formações.

Que se saiba os motoristas das Forças Armadas requisitados pelo Governo não cumprem estes requisitos. Está o Governo a colocar os portugueses em perigo ou são estes requisitos desnecessários?

Negociações entre quem?

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) não esteve presente na reunião que decorreu no ministério, mas fez chegar uma proposta para o Governo discutir com o sindicato, segundo Pedro Nuno Santos. [Expresso]

A ANTRAM não esteve presente. Apenas participou o sindicato e o delegado do patronato, perdão, o Governo.

Negociar significa discutir os pontos em desacordo para se encontrar uma solução que sirva ambas as partes. Que legitimidade tem Pedro Nuno Santos para negociar em nome da ANTRAM? Este episódio não passou de uma cortina de fundo para alimentar um enredo onde este sindicato não aceitou, quando os outros aceitaram.