Após alguma aparente recuperação da economia mundial, quando as bolsas pararam provisoriamente de cair, logo veio um relativo optimismo. Os economistas lacaios do capital já chegavam a anunciar um fim próximo para a atual crise do capitalismo mundial.
Por exemplo: no Brasil, o economista da ditadura, Delfim Neto (hoje “companheiro” de Lula, ontem, no período entre 1967 e 1974, ministro da Fazenda, e depois, entre 1979 e 1985, ministro do Planeamento), logo se manifestou profetizando a recuperação breve do capitalismo brasileiro e de todo o mundo.
Fazendo coro com o “psicologismo” económico optimista de Delfim, muitos outros economistas lacaios se manifestaram na mesma direção.
No entanto, o optimismo psicológico dos economistas lacaios do capital e aliados de ditadores não é capaz ou suficiente para transformar os factos da realidade material.
A Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa, na sexta-feira, dia 15 de maio de 2009, fechou em queda de 0,89%, terminando a semana com uma baixa total de 4.65%, interrompendo uma sequência de nove semanas de alta.
Na economia mundial, a situação não é muito diferente. Apesar de certas calmarias breves e das declarações pseudo-optimistas dos diversos economistas burgueses, nada mudou no rumo geral da barbárie capitalista que avança e avança. Palavras e prognósticos positivos não são capazes de mudar a realidade do movimento do capital a deteriorar-se e não conseguindo mais valorizar-se.
Na economia mundial, destaca-se como modelo o caso da GM. Sendo uma das maiores empresas automobilísticas do mundo, a GM anunciou o fecho de perto de 2.400 concessionárias nos Estados Unidos da América até o próximo ano de 2010. Só esse dado mostra a gravidade e profundidade da crise do sistema capitalista, hoje um sistema produtivo montado sobre rodas…
No entanto, as rodas já não conseguem girar. As múltiplas contradições de uma economia embasada, em grande parte, na irracionalidade da indústria automobilística e, mais, profundamente, no valor como sujeito, manifestam-se de maneira irreversível.
O capital cava a sua cova, pouco a pouco, como profetizou Marx. Na economia mundial, aprofundam-se os processos de compra ou fusão de empresas, tanto à escala nacional como a nível mundial. Aproxima-se a hora final!
No Brasil, por exemplo, a Perdigão e a Sadia negoceiam a unificação, que, na verdade, deve ser a expropriação da Perdigão pela Sadia, empresa beneficiada pelo governo desde que Furlan, ligado à Sadia, foi ministro de Lula. Neste caso, o Estado aparece como co-participante na “fusão”, expropriação, ou concentração de capital. Nada diferente ocorre à escala mundial: hoje, a Fiat negocia a absorção da Opel, filial alemã da GM. Múltiplos processos similares poderiam ser citados. Diversas grandes corporações estão a ser expropriadas pelas suas rivais. Esta é uma lei do sistema capitalista. Sobretudo em grandes crises, os capitalistas expropriam os próprios capitalistas e aumenta a concentração de capital. Mas, ao mesmo tempo e na mesma relação, aumenta o processo contraditório.
A expropriação dos capitalistas, pelos próprios capitalistas, só aumenta a concentração de capital e prepara uma nova expropriação, aquela realizada pela classe trabalhadora, a expropriação definitiva. Trata-se da expropriação feita pela classe trabalhadora contra aqueles que dominam os meios de produção.
Trata-se da Negação da Negação! Trata-se de negar os capitalistas negadores da vida! Trata-se de negar aqueles que poluem o mundo! Trata-se de negar aqueles que destroem a vida no planeta Terra, trata-se de negar aqueles que negam a vida, o trabalho e o amor de forma livre e libertária!
MNN – Movimento da Negação da Negação
http://www.movimentonn.org/






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