A verdadeira falência do Estado

Dias Loureiro foi, durante anos, suspeito de ser responsável por prejuízos de milhões no banco. Reve lações de uma investigação arquivada (Sábado)  

A incapacidade de julgar e condenar a corrupção é o expoente máximo da falência de um estado. 

Henrique Medina Carreira

1931-2017

Pós de autárquicas

Que calor esteve ontem! Devia ter antecipado que cortar a erva encaniçada e tesa que deambulava pelo meu quintal não seria boa ideia. Sim, ela parecia mexer-se, como gafanhotos que saltam de poiso em poiso, mas sem sair do sítio. Talvez fosse do vento. Certo é que, a dado momento, o meu nariz resolveu fazer greve, até antes dos braços se recusarem a levantar a gadanha, e desatou em sequências de espirros, daquelas que dão em pessoas que espilraram em número certinho e arrumadinho, só para enganar os apressados que logo se saem com um “santinho”, excepto que a minha excelsa penca nunca a tais finesses se havia dado.

Foi do pó, pensei eu, enquanto trocava a ferramenta pelo trago amargo e fresco de uma loira ponto trinta e três.

Mas algo me inquietava e resolvi investigar. Peguei no meu velho amigo Dicionário Prático Ilustrado, edição actualizada e aumentada por José Lello e Edgar Lello, de 1963, e coloquei-o por baixo do monitor do meu computador por forma a que o Facebook ficasse aberto bem em frente aos meus olhos. O assunto era sério e exigia que nenhuma distracção perturbasse o trabalho científico.

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RIP

Portugal perdeu uma voz lúcida.

O legado de Manuel Queiró na CP

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Foto Ricardinho Rodrigues
Por Miguel Castro Araújo

Foi oficializada na passada sexta-feira a substituição do Conselho de Administração da CP. Entretanto, correu pelas redes sociais uma petição, supostamente em nome dos utentes e trabalhadores, para a manutenção do eng. Manuel Queiró na presidência da empresa. Pergunta-se, quais utentes?
Os do Alentejo sem comboios ou os do Oeste que passaram a ver os seus comboios suprimidos ou substituídos, quando têm sorte, por autocarros?
Os do Douro que suportam, devido a sanitários entupidos, as cada vez mais mal cheirosas automotoras “camelas”?
Os da linha de Cascais com comboios a caírem de velhos? Quais trabalhadores?
Os da CP Carga, à força privatizados e hoje a viverem tempos de grande incerteza?
Os da CP, casa mãe, que nunca foram tão poucos e nunca tiveram tão más condições materiais de trabalho, pois são eles que têm que fazer o impossível para colmatarem as avarias e falta de comboios, atrasos constantes, as bilheteiras sem condições mínimas de conforto e de equipamento informático?
Vamos lá fazer uma análise cuidada à herança deixada por Manuel Queiró nos quatro anos que presidiu aos destinos da transportadora ferroviária. Assim de memória, é-nos difícil encontrar um presidente, e a CP tem tido uma série deles muito maus, que de uma assentada só, tenha descapitalizado tanto a empresa.
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A atracção dos fatos

[Aristotle] also describes how human beings ultimately differ from other animals, specifically by their possession of reason. This difference inevitably points humans towards politics—an activity in which animals cannot engage—and Aristotle’s explanation in his political writings of why human beings are uniquely suited to, and uniquely in need of, political life.

— Edward Clayton, “Aesop, Aristotle, and Animals: The Role of Fables in Human Life

Segundo escreve Ruy de Pina, em 6 de Março de 1493, estando El-Rei em Vale do Paraíso, arribou a Lisboa Cristóvão Colombo, italiano, que vinha do descobrimento das ilhas Cipango e da Antilha, que por mandado dos reis de Castela tinha feito, trazendo consigo as primeiras amostras de gente, ouro e algumas coisas que nelas havia e foi delas intitulado Almirante.

— Manuel Fernandes Costa, “O Descobrimento da América e o Tratado de Tordesilhas

O malandro é mais alcunha que nome
Fez-se à vida para fugir da fome
Posar gingão e um cenário à maneira
Perdeu rigor, ficou sem eira, nem beira.

— Paulo de Carvalho, “O Malandro

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Sabia-se que o AO90, nomeadamente nas bases IV e IX, carecia de rigor e revelava desconhecimento científico. Hoje, soubemos que o mesmo acontece com os «relatos da destruição no Convento de Cristo». Entretanto, a fogueira com cerca de 20 metros de altura continua a arder no sítio do costume. Efectivamente, no Diário da República, não se trata de qualquer «efeito cénico especial» com «estrutura piramidal tubular em aço com 8,04m de altura e 6,4m de base”. Aquilo é mesmo uma fogueira. Com cerca de 20 metros de altura. E a arder desde Janeiro de 2012.

 

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Rendas EDP/CMEC: Manuel Pinho constituído arguido

Enquanto se multiplicam os pedidos de demissão de alguns ministros deste governo, recordamos hoje um ministro que incorreu na palermice ilustrada pela foto em cima, acabando no olho da rua, despedido pelo messias do século XXI, José Sócrates. Depois de ter voltado à ribalta mediática nos últimos dias, Manuel Pinho volta a fazer manchetes, uma vez mais pelos piores motivos, ao ter sido constituído arguido no processo que investiga as rendas da EDP e a aprovação do regime remuneratório dos CMEC. [Read more…]

As escolhas acarretam consequências…

Os talibãs do pensamento em Portugal, vulgo defensores do chamado politicamente correcto, nem querem ouvir argumentos de quem ousa ter opinião divergente da carneirada maioria. Convém também perceberem, que mesmo que o amanhã cante, no presente não existem almoços grátis…

Tancos estava mesmo a pedi-las, não estava, senhor ministro?

Uma quantidade armamento militar, demasiadamente grande para ser ignorada, foi roubada, com aparente facilidade, do paiol de Tancos. Centenas de explosivos e munições, entre outros materiais que desconheço, presentes numa longa lista apresentada por um jornal espanhol que não é assinada por Sebastião Pereira, estão agora no mercado negro, à espera de comprador, seja ele um terrorista, um traficante de droga ou um mercenário a soldo. [Read more…]

Com Esopo, parto como cheguei

“Os mentirosos conseguem apenas uma coisa: é a de ninguém acreditar neles quando disserem a verdade.” (Esopo)

 

Foi esta a citação com que abri, no dia 31 de março de 2009 o meu primeiro texto no Aventar.

Naquele tempo disse ao que vinha:

“Ao que venho… Venho Aventar. Avento desde Vila Nova de Gaia. Sou professor e costumo frequentar a margem esquerda da vida, com actividade sindical intensa nos últimos dez anos.”

E, até pela citação que hoje repito, creio poder afirmar que ao longo de 1564 artigos procurei ajudar o Aventar a crescer. Hoje, vejo, com tristeza algo que não gosto. Sempre vivemos bem com as opiniões divergentes e, quer na bola com o Ricardo, quer nas lutas sindicais com o Carlos, só para citar dois exemplos, foi sempre um grande orgulho partilhar uma casa comum com quem pensa diferente de mim.

O que tenho vindo a assistir nos últimos tempos no Aventar não é coerente com a minha forma de estar. Luto diariamente para que todos possam expressar a sua opinião. Sobre Gaia, no Aventar, tem existido desde há uns tempos uma unanimidade quase primária contra o actual executivo municipal.

Discordo profundamente das opiniões que aqui tenho lido sobre o exercício municipal de Eduardo Vítor Rodrigues, o MEU presidente. E se afirmo o vocábulo MEU não é apenas no sentido partidário que ele poderia encerrar, num olhar apenas de camarada, mas MEU no sentido político mais amplo – o exercício do impossível foi feito em Vila Nova de Gaia. Qualquer português sabe como estava esta autarquia há 4 anos, após a presença de LFM.

E, em Vila Nova de Gaia, o olhar das pessoas que constituem esta comunidade é de grande carinho e reconhecimento pelo trabalho do Eduardo Vítor que conseguiu colocar as contas no verde e fazer da autarquia uma pessoa de bem.

Na minha área de trabalho, a Educação, o que foi feito nestes quatro anos é absolutamente singular e marcará, por muitos anos, esta área. Não tenho disso qualquer dúvida.

Mas, repito, opiniões divergentes, são condição base do exercício da democracia.

No entanto, creio que estamos a passar uma linha que não poderia ter sido cruzada. [Read more…]

Mais do mesmo

Foi um raio! Não foi um raio! Vão mas para o raio que os parta!

Suponhamos

Vamos imaginar (um “suponhamos”) que as aspas foram para a calinada.

Actualização:
O autor complementou a sua nota com este texto:

PS: mandaram-me uma mensagem privada a chamar a atenção que estaria um erro ali no verbo supor. Não está. Se eu quisesse ‘suponhamos’ teria escrito ‘suponhamos’ – mas eu queria “suponha-mos” (e as aspas estão ali a fazer alguma coisa). Se nunca ouviram ninguém a pronunciar “suponha-mos” quando queria pronunciar “suponhamos” então parabéns, vivem na bolha certa.

Por acaso, está lá um erro, sim senhor, mesmo que intencional. Como estamos sempre a aprender, acabo de descobrir que o meu ouvido é demasiado duro para distinguir  “suponha-mos” de  “suponhamos”.

Educação, municipalização, privatização, corrupção

A municipalização da educação é mais um meio utilizado por este governo, num processo iniciado anteriormente, para desresponsabilizar o Estado numa área estratégica em que deveria ter um peso muito forte, livre das pressões do lucro ou das ingerências dos caciques autárquicos.

Durante muitos anos, os senhores do mundo têm andado a propagar a ideia de que tudo o que é estatal é mau e inimigo da liberdade individual e, sobretudo, da liberdade dos mercados, essa entidade sumamente boa e sem mácula que, deixada em paz, trará, imagine-se!, os amanhãs que cantam, quando, na realidade, a busca descontrolada do lucro é mais de meio caminho andado para o desrespeito pelos direitos individuais e pelo bem comum.

Num país em que os autarcas condenados por corrupção são incensados e os professores são, também por culpa própria, constantemente vilipendiados, a municipalização da educação é uma realidade cada vez mais próxima, mesmo que se saiba que isso implicará mais uma machadada na autonomia das escolas, expressão esvaziada por ser tão repetida e nada praticada. [Read more…]

Where’s Wally?

Assaltado o paiol de Tancos. Caso muito grave. Onde anda o Comandante Supremo das Forças Armadas? (é o que diz o ponto 1).

Ficava-lhe bem dar o exemplo, Marquês Pereira Coutinho

Andava eu a ler sobre calotes ao BES, hoje Novo Banco, a propósito desta interessante posta do Ricardo. Vou por ali abaixo, Luís Filipe Vieira, José de Mello, Joe Berardo, Vasco Pereira Coutinho…Vasco Pereira Coutinho? O nome diz-me qualquer coisa, mas acho que existem vários e são todos bem-sucedidos. Qual será este?  [Read more…]

O desespero político explicado às crianças

Foto via Sapo24

Estava a Geringonça à rasca com o incêndio de Pedrógão Grande, e eis que surge Passos Coelho to the rescue! A levar Portugal a sério como só ele sabe, aventou suicídios e fontes credíveis, mas afinal era tudo barrete. Nem D. Sebastião de El Mundo lhe valeu. Seguiu-se mais um episódio deprimente para o primeiro-ministro no exílio, que insiste em sujeitar-se a coisas destas, e que lhe valeu duras críticas de diferentes quadrantes. Deixo-vos com Miguel Sousa Tavares, esse perigoso comunista, e o caminho para a “tragédia eleitoral autárquica” de Pedro Passos Coelho.

Video roubado a Uma Página Numa Rede Social, sob ameaça de suicídio

muito abstracto para as pessoas

um livre à Ronaldo, mesmo ao ângulo, do João Ramos de Almeida@Ladrões de Bicicletas