Votar PSD é afundar ainda mais…

Não é muito complicado encontrar tesourinhos BRUTALMENTE deprimentes das parvoíces ditas pelos incompetentes que nos psddowngovernam há dois anos. Aliás, já antes das eleições, o Coelho candidato dizia que:

“Portugal está hoje com a maior dívida pública de que há memória”. Passos Coelho referiu ainda que “o país tem um nível de desemprego que ameaça a coesão e a justiça social” ou “”Queremos pôr Portugal a crescer, a criar riqueza e emprego.”

E, como pretendiam os ignorantes laranja atingir tais objectivos? Simples – Ir além da TROIKA. Ir além, não! Ir MUITO além da TROIKA.

Aliás, Pedro, o primeiro é seguido por um conjunto de boys que subscrevem sempre o que diz o líder e por isso, saltam de lugar em lugar, à procura do tacho mais adequado. Marco António é o exemplo mais visível – não é um trocadilho, porque o homem não tem culpa de ser mais pequeno que o Marques Mendes. [Read more…]

Cardozo nunca mais pára

Pára Abola

De facto, Jorge Jesus disse: “quando começar o primeiro, nunca mais acaba” (áudio). No entanto, na chamada para a notícia d’A Bola, a frase encontra-se reformulada e ‘acaba’ desaparece, dando lugar a ‘pára’. Sim, a ‘pára’. Pára. Com acento, claro.

A Bola adoptou o AO90? Dizem que sim e até parece que resistiram, mas silenciosamente, claro, não fosse alguém dar por ela — todavia, pelos vistos, não, não adoptou.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

O SideCarBloco

O SideCarBloco é uma estrutura cor de galheteiro, concebida para o movimento estático que possibilita a dois líderes alternarem na condução do mesmo motociclo partidário parado, preservado de tombar tal como de ir a lado algum. Ora é a coordenadora Catarina a segurar o guiador, a acelerar e a travar o já paralisado veículo paralítico, e o coordenador Semedo a descansar no carro lateral imóvel, ora o inverso. A vetusta imagem supra ilustra perfeitamente o efeito de claro dinamismo petrificado.

A vacagarra

vacagarraÉ um animal híbrido, entra a vaquinha e a cagarra e tem como habitat o Cavaquistão, residindo presentemente um exemplar nos jardins do Palácio de Belém.

Está bem, abelha…

“Poiares Maduro. Governo tem feito tudo para evitar segundo resgate”

OK, assim já se começa a perceber melhor a hipótese de um segundo resgate.
Entre o discurso e pose do tipo Calimero e a verborreia do “trabalho bem feito”, está tudo dito.

Quando pontual faz lembrar irrevogável

Tal como irrevogável foi o adjectivo escolhido por Paulo Portas para caracterizar a sua demissão, é lógico que Nuno Crato use “pontual” para classificar cada um dos vários problemas que continuam a ocorrer neste princípio de ano lectivo.

O problema de Crato não é a incompetência. Sobre Educação e escolas nada sabe e nada quer saber, do mesmo modo, afinal, que um assassino contratado não pode sentir pena das vítimas, sob pena de não conseguir assassinar, quebrando, desse modo, os compromissos assumidos.

Não é bonito encher um texto com hiperligações, mas não é possível ignorar o caos lançado sobre as escolas por um ministro que é tão sério como pontuais são os inúmeros casos que afectam a vida de alunos, pais e escolas. Há para todos os gostos: falta de professores e de funcionários, alunos sem aulas, manuais surpreendentemente desactualizados, tudo razões suficientes para que um ministro sentisse vergonha ou fosse demitido.

 Casos pontuais

Um caso pontual

Casos pontuais?

Novos manuais de Matemática e de Português lançam caos nas escolas

Mais de mil alunos de Tavira sem aulas por falta de resposta da tutela

Maior escola básica de Palmela fechada por falta de pessoal auxiliar

Mais de 500 turmas do 1º ciclo ainda sem aulas

Escolas recorrem a plano de substituição para ocupar alunos

Escolas: “Faltam preencher 1991 horários”

Maioria das escolas sem professores está na região de Lisboa

Troykofania

A Troyka, afinal, prepara-se para ser clemente e compassiva, lenta para a ira, cheia de misericórdia para com com os inefáveis portugueses. Como? Não sabemos. Quando? Pé ante pé. Devagarinho. Veremos as faces mutáveis dos técnicos manipulando o paralelipípedo Portugal com extremo e inefável bom senso e bom gosto, como Homer Simpson uma barra de plutónio. As avaliações, a oitava e a nona, terão de seguir o seu curso exigente e inflexível porque os mercados estão a olhar: não se pode defraudar os mercados. Internamente, o desespero eleitoral acomete quase toda a gente, tendo em conta o casamento imperfeito entre o grau desigual das expectativas dos partidos e partidecos e a aritmética desproporcional das possibilidades de cada um. Vai tudo correr bem, mas à Troyka não mais convirá fatigar-nos com a imagem cilíndrica impassível que amassa um Povo já esmifrado. A desanimada passividade portuguesa é um fenómeno proverbial, mas isto só chegou aonde chegou graças à ampla bovinidade cívica. Paulo Portas está em todas. Olhos nos olhos com a Troyka, à mesa negocial. Olhos nos olhos com o seu resto de eleitorado na grande batalha autárquica. Olhos nos olhos como a secretíssima e talvez sacratíssima reforma do Estado, no Santo dos Santos, inacessível à turba e inescrutinável. Gosto dos credores assim, amiguinhos. Eles serão bons para connosco, mas não para já. Só lá para a décima avaliação. Por agora, cabe-nos fazer o que nos incumbe. Obedecer. Engolir a pílula. Estender a passadeira. Passá-la a pano.

Efectivamente, sem Hostilizar

O que jaz e subjaz denunciado neste texto faz estarrecer. Na sua globalidade, o autor parece suficientemente demolidor da sacra, seráfica e mui respeitável figura rui-rioniana para principiantes, bem-intencionados e para os outros. Chega-se ao fim e pensa-se no sepulcredo caiado da manufactura política e sobretudo no cinismo de certos ataques e acusações aos adversários ou rivais. A verdade não perdoa. A verdade nunca hostiliza. É a verdade. Mesmo nos interstícios da mentira há verdade. Mesmo no âmago do erróneo e no núcleo duro do errático há verdade. Mesmo num post imperfeito e sofista há verdade. Efectivamente.

A praxe é singular. Pode acabar.*

Image

«O que vemos é uma sucessão de humilhações consentidas – ou toleradas por quem, estando fora do seu meio, não tem coragem de dizer que não. A boçalidade atinge níveis abjectos. Os gritos alarves , a exibição de simulações forçadas de atos sexuais, o exercício engraçadinho do poder arbitrário de quem, por uns dias, não conhece qualquer limite. Tudo isso impressiona quem tenha algum amor próprio e respeito pela sua autonomia, liberdade e dignidade. Mas a questão é mais profunda do que a susceptibilidade de cada um. É o que aquilo quer dizer» (Daniel Oliveira, 19/10/2011)

É preciso dizer isto muitas vezes e não é preciso dizer muito mais que isto. A praxe é também, ou sobretudo, a reprodução de hierarquias bacocas e balofas, as mesmas hierarquias que os estudantes, tantas vezes, contestam baixinho nas salas de aula e nos órgãos das universidades. As práticas de praxe configuram rituais de passagem para lugar nenhum ou, pelo menos, não para o lugar que interessa – aquele onde aprender os elementares princípios de cidadania, de liberdade de pensamento e de expressão, de espírito criativo e crítico. Esse lugar a que, a quase todos nós portugueses, ainda nos falta chegar, fruto da história, do ‘jeitinho’, da ‘esperteza saloia’ e, no limite, da cobardia. [Read more…]

Vice Sistémico e Vice Insubmisso

Moreira da Silva, Ministro do Ambiente e vice-presidente sistémico do PSD, mostra-se demasiado comportadinho para meu gosto e completamente assimilado ao politicamente correcto. Talvez tenha sido por isso que não demos por ele nos dois anos mais pesados da intervenção externa, enquanto vice-presidente do PSD em regime exclusivo. Marco António, pelo contrário, que leva a cruz de organizar a campanha autárquica do PSD, não pode dar-se ao luxo de não falar a linguagem do óbvio que todos falam: o FMI é cínico. Está no seu direito e no seu papel. O papel de um vice-presidente do PSD é o de abrir a boca e arriscar o informalismo da crítica e da polémica, ao contrário de Moreira que nunca teve nada para dizer que se ouvisse, espantalho mudo e quedo, quando, no período 2011-2013, foi mais necessário mobilizar e moralizar as tropas para dar sentido e alento à etapa mais asquerosa desta disciplina austeritária só para alguns. Marco António tem muitos defeitos, mas é insubmisso e de um Norte que não amocha. O Norte que faz falta. Para além de tudo, dispensava-se agora um Partido em conveniente e artificial polifonia, a desafinar na estratégia e na retórica.

Tempos

“Equipa britânica calcula que restem no máximo 3,25 mil milhões de anos de condições habitáveis na Terra, e no pior dos cenários, que podem agravar-se com alterações climáticas, só 1,75 mil milhões de anos.”

A degradação das condições de habitabilidade em Portugal é muito mais galopante, pois em muito menos tempo até o Governo começou a aconselhar os jovens a emigrar porque aqui não havia condições para viverem.
Por via das dúvidas, vou estar atento aos preços dos terrenos em Marte…

cAOs ortográfico 2013

AO90_ProvedoriaJustiça

Levar a carta a Cavaco

“Desempregado escreve a Cavaco a avisar que não vai pagar impostos”

Passos Coelho, já estará preparado para qualquer inciativa presidencial, com uma lista de nomes de gente que também não paga impostos e que está muito bem de vida, de modo a provar que impostos e fortuna não têm nada a ver.

Humorcrato

170913a

O fato do ano letivo

Ia debruçar-me sobre mais esta prova da grafia hipócrita por aí aplicada – e dedicar umas linhas ao “A Horſe, a Horſe, my Kingdome for a Horſe”–, quando, subitamente, me deparei com uma imagem que reflecte bem o estado da grafia actualmente adoptada no Diário da República: uma salsada com ortografia portuguesa europeia (‘selecção’), ortografia brasileira (‘fato’) e AO90 (‘setembro’ e ‘letivo’). 

DRE 1892013

Sim, está tudo a correr bem e sem problemas de maior”. “État anarchique”? De l’orthographe”? É verdade: até dizem que foi há 110 anos

Post scriptum: Sim, reparei na contracção e indiquei-a (), mas por descargo de consciência, pois nada tem a ver com o AO90 — já agora, voltando ao Shakespeare, convém sempre lembrar que ſ ≠ f.

Troyka e Tresleitura Segurista

Seguro, como sempre, está a ver mal «a enorme relutância da Troyka» em indulgenciar o PS e a sua poção mágica para o défice. Não é que a Troyka tenha sentido uma enorme relutância na flexibilização do défice português. Não. A Troyka, quer dizer, a delegação técnica dela, o que deve ter é necessariamente uma enorme relutância em sentar-se à mesa com o PS, Partido que a convocou em primeiro lugar, Partido que se comporta como se a não tivesse convocado, Partido que já não subscreve [ou diz que não subscreve] o que assinou, o que implicaria pelo menos a boa-vontade de reformar e reformular o assinado, um tal Partido-Farsa só poderia suscitar repugnância, relutância e outras palavras terminadas em ânsia, no plano interno e externo, pois torna estas missões repletas de atrito, risco e incerteza e a incerteza com credores paga-se caro. Nem carne nem peixe, tal como o seu líder, eis um Partido-Sonso de e para Tansos a merecer rejeitância agora e para sempre, amem.

Three Times Troykated

A Troyka mata? Mata. O PS, quando é Governo, também mata, esfola e enterra, coisa que só se sente especialmente quando esse partido é exonerado de funções mediante o plebiscito eleitoral e vai embora, resultado normalmente extraído a ferros, custoso e ranhoso. Depois de terem falido o País, desejam continuar a mandar e-mails. Nós, Portugueses, por alguma razão especial que Mário Soares explicaria, fomos defumados, deFMIados, ‘troykados’ em 1977, 1983 e agora em 2011 pela mão de Governos PS. É uma vergonha? É. Mas natural. Tão natural e mortífera como o próprio PS.

A corja ou os dados viciados

dados
Como era de esperar, o pindérico boicote televisivo à cobertura jornalística da campanha eleitoral autárquica mostra, desde já, os seus fins. Ouvi hoje – custou, mas ouvi – os comentários com que o sr. Santos Silva polui o “éter” semanalmente e nos quais perorou abundante e disparatadamente sobre a situação dos diversos partidos e as suas – dele – expectativas quanto às eleições.

Confesso que estava curioso com os termos em que seria feita a despedida por parte do entrevistador, já que começara, oficialmente, a campanha. Um sorridente e cúmplice “até para a semana” desfez as dúvidas: os comentadores profissionais – inclusiva e principalmente os dirigentes partidários em actividade ou em pousio – continuarão em plena actividade. Poderão os candidatos – só me lembro de António Costa – ser substituídos por artista semelhante, mas nada mudará senão o facto de não haver, sequer, uma sombra de contraditório, já que foi decretado o silêncio jornalístico. [Read more…]

A troika

mata.

Esclarecimento

joao ferreira
Exmos Srs. Jornalistas, comentadores televisivos, publicistas em geral:

Venho, por este meio, informar-vos de um facto que, certamente por estardes ocupados com problemas de mais alto estado, não vos mereceu ainda atenção: é que a CDU tem um (excelente, digo eu) candidato à Câmara de Lisboa! Assim – e tenho a certeza de que esta noticia vos deixará cheios de júbilo e entusiasmo noticioso – os candidatos àquela autarquia não se resumem, como perece deduzir-se pela forma como tendes coberto a campanha eleitoral, ao verborreico António Costa (uma espécie de D.Sebastião do PS, vá lá saber-se porquê e canonizado por vós como vencedor-esmagador antes de o ser e isso sabemos porquê) e ao excitado Fernando Seara ( uma espécie de não sei quê, que aparece não sei porquê). [Read more…]

RTP em mau Português

rtp_ptNum só pedaço de texto, a RTP conseguiu juntar erros ortográficos, gralhas, e palavras acordizadas que no fundo também são erros ortográficos. Vergonha.

Quem vê caras

Pode parecer bizarro, mas acho que já vi esta cara noutro corpo e não era peixe

Se Albuquerque Deve Ser Demitida…

Carlos Costa Pina deverá ser o quê?! Empalado em praça pública? Enrabado por um gorila furioso e careca como o Tony Carreira, há anos em jejum sexual símio? Metido num colete de forças? Atirado para a jaula de Vale e Azevedo e esquecido como o Zé Maria do 1.º BigBrother? O quê? Os swap são uma matéria muito delicada e uma péssima arma de arremesso político. Os ex-incumbentes 2005-2011 não se livram do escândalo efectivo com o engendramento artificioso de mais escândalo e alijamento de responsabilidades. Parece-me óbvio que a Oposição, magistralmente liderada pelo pífio Seguro, secundada pelo sidecar alternante Semedo-Catarina e secundada pela retórica choradinho-clerical de Jerónimo, não tem soluções nem alternativas para oferecer ao País. Só tem vozes de fanfarra do tipo Pedro e o Lobo. Só tem pedidos de demissão. Calma. Primeiro a 8.ª e a 9.ª avaliações bem sucedidas, coisas sérias. Só depois a pequena barganha politiqueira; só depois o pequeno marralhar bonzinho de Seguro, fantasista aterrorizado pelos inimigos internos; só depois a pequena sanha desesperadora e dual de Semedo-Catarina; só depois a Pequena Coreia enfeitada a camaradas de Jerónimo. Mas só depois.

Centros de estágio nas escolas

A EB23 Santa Marinha não tem, a EB de Canidelo também não…

E a lista poderia continuar. São escolas, em Vila Nova de Gaia, que não têm pavilhão para a prática da Educação Física.

Mas, isso é um detalhe porque há outros valores em cima da mesa. Há orçamentos para a construção de um pavilhão numa freguesia cá do burgo que é inferior a um milhão de euros, quando uma Associação tem que gastar quase mil euros por mês no aluguer de um espaço. Aliás, há já freguesias onde a Escola utiliza o pavilhão “público” existente lá ao lado. Assim, os 16 milhões gastos no apoio a uma empresa poderiam ser usados para construir espaços de qualidade em cada freguesia, não?

O que seria melhor para a população?

Nota: poderia escrever o mesmo ou pior sobre o Seixal, mas isso é do outro lado do rio…

«Volta, Gaspar!»

E depois do adeus? Depois de Gaspar, depois da crise de Julho, após a intermitência irra vogal de Portas, nada ficou como dantes, especialmente nos juros da dívida pública nas várias maturidades e na esperança de um regresso do Estado Português à normalidade do financiamento em mercado, na data estipulada. Porquê?

Por causa do peso pluma dos actores que sucederam a Gaspar nos dossiês que este detinha: Gaspar era um bloco inamovível sem consideração pelo flato da política e a sua agenda. Portas e Albuquerque, do ponto de vista das marionetas que controlam a volubilidade subjectiva do dinheiro mundial, são o regresso da velha jangada rançosa do Regime movida a gás metano político, com bússula política e leme escaqueirado político. Albuquerque e Portas querem passar por bonzinhos e sensíveis ao lastro que se dependura nos partidos e mostrar a peitaça rebelde na mesa negocial troykaniana.

À calamidade de actualmente a 10 anos, as taxas de juro permanecerem próximas dos 7,508% de 3 de Julho e a cinco anos a taxa andar a acima de 7%, subjaz simplesmente o desaparecimento do peso técnico e da fiabilidade técnica de Gaspar. Ainda hoje interpreto como auto-ironia as asserções da sua carta: «Falhei!» O que falhou foi a sua capacidade de persuasão, por falta de moral e perda de prestígio interno como vidente e previdente macroeconómico, para o que deveria ter sido feito aquando da 7.ª avaliação e está agora previsto para o OE2014. O que falhou foi o devido respaldo dentro do Governo para anunciar e fazer então o que fatalmente se anuncia agora no domínio das Pensões, por exemplo.

A guerra com os mercados ganha-se sem mariquices nem escrúpulos. Ganha-se com a linguagem dos mercados que é selvática, crua, insensível. Não gostamos, mas não há outra: dura debita sed debita.

Liberdade de escolha

escolha1

Citações do Presidente Seara:

fernando seara

1)”O que é que falta em Lisboa? De que mais carece Lisboa? (…pausa solene…): afectos! E afectos cristãos, católicos!”

2) (sobre e para João Soares que o acusou de ter “três parafusos a menos”) “Por moi, tu viens de charrette!“.

3) “A política é passageira, o Benfica é para sempre! A politica é passageira, o Benfica é para sempre, ouviu? Para mim, o Benfica nunca perde! Só que às vezes não ganha.”

Falhanço total

Nada sobrou do que fora planeado. Défice sem controlo, estado por reformar, desemprego galopante, crescimento económico em queda,  acentuada perda de competitividade, necessidade de um segundo empréstimo, sociedade muito mais desigual e agora juros proibitivos. Esta governação é um completo falhanço.

A questão dos juros e  do acesso aos agiotas, perdão,  aos mercados, era a razão apontada para Cavaco não demitir este governo que, claramente, procura operar na ilegalidade, que não está a cumprir o programa eleitoral e que é manifestamente incompetente – o mais incompetente dos governos que já tivemos.

Já nem esta desculpa sobra. Só uma múmia permanecerá inactiva, sem demitir esta cabeça oca,  adequada à boa ressonância de um tenor mas inútil para governar. Só a incapacidade de decidir e o medo do que a História dele relatará o impedirão passar ao acto.

E no entanto, a questão é mesmo esta. Dimitir estes que nos enterram para dar lugar aos anteriores que abriram a cova? O meu país está num beco sem saída e ocorre-me que é altura daqueles que têm vivido de costas para a política tomarem as rédeas do seu próprio destino.

Poema em Linha Recurva

só crashNunca conheci, na imprensa,  nas rádios, nas TV,
quem tivesse ousado declarar merdífero e impróprio
para consumo-comentário o comentador Sócrates.
Todos os meus co-bloggers têm sido esquecediços de tudo quanto lhe respeita.
E eu, tantas vezes obcecado por ele,
tão lindo a dizer coisas com embrulho mariquesco-gay na RTP,
eu, tantas vezes insistente em que ele cheira mal e não tem vergonha nem se enxerga,
a não ser o penteado artificialmente grisalho ao espelho, lindo,
eu, tantas vezes fetichista com ele nu-nádegas por seviciar com ramos de rosas rubras,
eu tantas vezes tresandescamente repetitivo contra ele,
indesculpavelmente o mesmo acerca dele,
eu, que tantas vezes não tenho tido paciência
para escrever sobre outra merda qualquer senão sobre ele,
eu, que tantas vezes tenho sido obtuso, direitolas, elitista, nortista,
que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das sinceridades orgânicas e viscerais,
que tenho sido prolixo, exaustivo, monótono e pesporrente,
que por isso mesmo tenho sofrido enxovalhos, escarros, mil dislikes e engolido,
que quando não tenho engolido, tenho sido mais ridículo ainda com palavrões e palavronas;
eu, que tenho sido cómico às turistas de hostel e às melgas iliteratas,
eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos colegas de ócio e vítimas da dívida,
eu, que tenho feito vergonhas vocabulares sem me arrepender,
poupado dinheiro como um salazarento sem me indulgenciar sequer com uma cerveja,
eu, que, quando a hora dos socos surgiu, me tenho inchado de peito
para dentro da possibilidade de calçar socos e abandonar sandálias;
eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
dos grandes desprezos e grandes condescendências cínicas e invejosas,
eu verifico que não tenho par nisto tudo neste merdi-mundo da bloga.

Toda a gente que eu penso que conheço e que posta como eu
nunca teve uma sanha ridícula anti-Sócrates, nunca postou enxovalhos a Sócrates,
nunca lhe radiografou o recurvo carácter
nem o imaginou paliativamente num cárcere húmido, com cheiro a mijo,
nunca foi senão rei – todos eles reis – na grande bloga abstinente
e incapaz de hostilizar o Poli-Indecente Político por antonomásia
e por execrável excelência…

Quem me dera ouvir de alguém blogger a voz humana no youtube
que confessasse não uma tendência anti-Sócrates,
mas uma equidistância anti-Sócrates e semi-pró-Passos;
que emitisse, não um post arrasador sobre um Crato,
mas um post atoleimado e sanguinolento anti-Sócrates!
Não, são todos a Suprema Condescendência e o Absoluto Olvido,
se os leio e postam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi teimoso
militante anti-maçónicos,
anti-jacobinos, anti-ateus, anti-mafiosos socialistas no grande antro do Rato?
Ó reis, meus irmãos, arre, estou farto de puritanos e beatos laicos!
Onde é que há gente na bloga? Então sou só eu que é obcecado e insistente
vigiando um caramelo que abraçou Portugal com as pernas
e ainda aspira a repetir a inglória proeza
constringindo-o-serpente como Presidente da República?

Poderão os leitores não os terem lido,
podem ter sido encornados pela sintaxe – mas bloggers anti-Sócrates nunca!

E eu, que tenho sido obcecado pela matéria socratesiana sem ter sido distraído,
como posso eu postar como os meus iguais sem recalcitrar nesta relíquia culposa
que ousa comentar lá, onde é imperdoavelmente culpado?
Eu, que tenho sido anti-Sócrates, literalmente anti-Sócrates,
anti-Sócrates no sentido milimétrico e atrevido da anti-socratice.

A abertura do ano lectivo correu bem

Na RTP, claro. A abertura do ano lectivo, no Telejornal de hoje. Exactamente: do ano lectivo.

RTP ano lectivo 1692013