A conferência de imprensa de Sérgio Conceição: precipitações e choradeira

Foto: DailyMail (https://bit.ly/38vmMtM)

Schwer… Est tut weh.
Pinchas Zukerman

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Anteontem, o FC Porto eliminou a Juventus e qualificou-se para os quartos-de-final da edição deste ano da Liga dos Campeões. Eliminada a Juventus e depois dos festejos, Sérgio Conceição, actual treinador do FC Porto, fez-se acompanhar por um assessor e dirigiu-se à sala de imprensa de Lo Stadium, para responder às perguntas dos jornalistas, através da plataforma Zoom. Passados 37 segundos, não havendo perguntas, o assessor e o treinador do FC Porto foram à vidinha deles, mas essa precipitação desencadeou outras precipitações.

Há cerca de cinco semanas, tive uma reunião de trabalho às 10 da manhã, via Teams. Duas horas antes da reunião, liguei o computador e este começou a actualizar-se. Fui tomar um café e arrumar uma papelada. Passados 30 minutos, regressei à máquina, mas a actualização ainda ia nos 7%. Rapidamente percebi que não iria ter aquela reunião naquele computador. Aliás, nem naquele, nem em qualquer outro, devido às restrições de circulação. Peguei no telemóvel e criei um grupo no WhatsApp, enfiando lá para dentro os colegas que participam no meu projecto. Ouvidas as instruções técnicas, instalei uma aplicação no telemóvel e, às 10 da manhã, como previsto, estávamos todos reunidos. O meu computador, lentamente, continuava entretido nas suas actualizações. Um colega fez o favor de passar os meus diapositivos e eu lá os fui explicando, enquanto me desenvencilhava com o telemóvel. Mas o mais importante de tudo foi o problema ter ficado resolvido. Podia dar outros exemplos meus e não só. Na vida a sério, convém encontrar soluções, aprender com os problemas que vão aparecendo e não perder tempo com choradeiras, como as dos meninos mimados da bola.

Ontem de manhã, [Read more…]

Liga dos Últimos: a imprensa desportiva em Portugal

O FC Porto eliminou da Liga dos Campeões o Juventus, eneacampeão italiano (9x consecutivas campeão de Itália – 2011 a 2020), e segue para os quartos-de-final da competição, estando entre as oito melhores equipas da Europa. Fundado em 1893, o clube do Norte de Portugal conta, no seu palmarés, sete títulos internacionais (duas UEFA Liga dos Campeões (1987 e 2004), duas UEFA Liga Europa (2003 e 2011), dois Campeonato do Mundo de Clubes (1987 e 2004) e uma Supertaça Europeia (1987)). O segundo clube português com mais títulos a nível internacional é o SL Benfica, com duas UEFA Liga dos Campeões conquistadas na década de 1960. A diferença, a nível internacional é, como se vê, abismal.  

No dia do jogo – ontem, portanto – a imprensa portuguesa agiu como se nem houvesse qualquer clube português na maior competição do mundo de clubes; tanto, que nenhum dos três principais jornais desportivos fez manchete com o jogo. Essa tinha um denominador comum, para Record, A Bola e O Jogo: importante, importante, era a vitória do 4º classificado da Liga Portuguesa, o Benfica, frente ao 12° classificado, o B.SAD. Isso sim, era de extrema importância para os jornais portugueses noticiarem na primeira página com pompa e circunstância. Hoje, depois da vitória do FC Porto na maior competição de clubes do mundo, todos eles se lembraram que o clube nortenho jogou. Não só verificaram que jogou (víssemos as capas do dia anterior e, desatentos, perderíamos o jogo), como passou a eliminatória e, de repente, Portugal orgulha-se. Ou talvez não. Estranho verificar que o FC Porto jogava para o mundo ver, mas que só em Portugal esse facto passava ao lado. 

Se tudo isto não bastasse para atestar o desprezo e o desrespeito (e, por que não, a isenção) com que o país trata o clube português com mais títulos internacionais e, por conseguinte, o clube português que melhor representa Portugal fora de portas, no fim do jogo, nenhum jornalista português…repito, para não haver equívoco: no fim da vitória do FC Porto frente ao eneacampeão italiano e consequente passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, nenhum jornalista português endereçou perguntas ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição. Nenhum. Jornalista. Português. Zero. Nada. Nicles. Niente.  

O que seria feito e dito se outro clube português carimbasse esta passagem a mais uma eliminatória da competição que todos querem jogar? Quantas manchetes de jornais se encheriam para fazer parar o país? Quantos dias se falaria do assunto, até à exaustão, carregando em ombros jogadores, equipa técnica e presidente? Quantos louvores se ofereceriam aos Deuses e a Jesus? Pergunto: quantos? É típico. Um país que, desportivamente, vive a invejar um clube regional, pequeno na sua expressão face ao poder Capital, e que, historicamente, se habitou a enviar manguitos, na forma de vitórias inequívocas, do Porto para Lisboa e para o resto do território nacional. Somos pequenos demais para o nosso próprio país e grandes demais para o resto do mundo do futebol. Somos Porto.

FOTO: VALERIO PENNICINO

Adoro o cheiro a napalm logo pela manhã

“E eu que pensava que a riqueza reside na nossa enorme diversidade. E eu que pensava que todos contam e são iguais. Sou uma utópica, que, provavelmente, nada sabe sobre o que é ser lusitana” – Hermana Cruz, jornalista.

Melhor que ninguém, uma jornalista do Porto sabe bem o que custa esta espécie de insularidade para todos os profissionais, dos mais diversos ramos, em que se vive fora da “capital do império”. Seja no Porto, em Braga, Vila Real, Coimbra, Aveiro ou Viseu. Sem esquecer Faro, Évora ou Beja, só para citar alguns exemplos. Ontem, tomou como exemplo o Porto, o FC Porto. Volto a citar Hermana Cruz: “Nacionalismo assim, carregado de preconceito regionalista e clubístico, mostra-me o que é ser portuguesa”. Mas o futebol é apenas a ponta do icebergue de um país que, hoje, não passa de um arremedo. E o FC Porto é apenas uma vírgula em toda esta história. 

Vamos ao exemplo de ontem em que o FC Porto levou de vencida a Juventus de Cristiano Ronaldo. Por partes.

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O Benfica é uma lição:

«Juventus aprendeu lição com o Benfica».

Waldschmidt fala alemão

«Waldschmidt só fala inglês, não percebe o que eu digo nos treinos».

Auriol Dongmo, Pedro Pichardo e Patrícia Mamona: três medalhas de ouro contra a arianização do orgulho nacional

Os racistas, como não gostam da diversidade do que é “ser português”, podem bem ir-se da sua terra. Estas medalhas não são de todos, são de todos os que não querem expulsar ninguém com base na sua cor de pele ou terra natal. Estas medalhas são de Portugal com tudo o que Portugal é, menos daqueles que insistem em voltar às cavernas onde Portugal era apenas filho de si próprio. Parabéns Auriol Dongmo, Pedro Pichardo e Patrícia Mamona! Parabéns Portugal!

Mathieu Van der Poel não é humano

À partida para a Strade Bianche, a primeira grande prova de um dia do calendário velocipédico internacional, já poderíamos predizer com um altíssimo grau de certeza que a prova seria discutida pelo denominado trio do cyclocrosse (composto por Mathieu Van Der Poel, Wout Van Aert e Thomas Pidcock) e pelo campeão do mundo de ciclismo de estrada em título Julian Alaphillippe, não obstante o gap ao nível de preparação desportiva apresentado pelo último em relação aos três primeiros, que sucede naturalmente, do facto destes se apresentarem em melhores condições devido ao facto de estarem em constante preparação desde o passado mês de Novembro no sentido de prepararem a sua participação na temporada de cyclocross, temporada que ocorre normalmente nos meses de paragem do ciclismo de estrada. Dos 3 citados, Van der Poel e Van Aert protagonizaram de resto incríveis duelos na terra quer na prova de Taça do Mundo disputada em Namur, quer nos campeonatos do mundo disputados em Oostend.

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Diálogo fictício, com recurso ao imperfeito, entre dois treinadores de futebol

SC: 11 contra 11, levavas cinco ou seis.
CC: Levava? Porquê? Já não levo?
SC: Não.
Fim

Alfredo Quintana (1988-2011)

Em memória do menino de Havana que veio para Portugal cumprir o desiderato de ser o melhor do mundo, e que nosso país, pátria que já era a sua de coração, se tornou grande e nos tornou grandes. Um gigante do desporto português. Uma força viva da natureza, com uma capacidade de trabalho, com uma entrega e com uma paixão abismal pela sua profissão. O nosso desporto ficou mais pobre. Adeus Alfredo. Obrigado por tudo!

Quando Pepe diz: «É inacreditável o Pizzi

acabar o jogo», não há um jornalista que responda: «o Pizzi não acabou o jogo, senhor Pepe, o Pizzi foi substituído ao minuto 77»?

Águia ganha. Pára o susto.

Exactamente, é possível. E repete-se.

O grande Vítor Oliveira partiu

Mais ainda do que a morte de Maradona, que sempre foi exímio a rebentar com a sua saúde, ou de Reinaldo Teles, apanhado nas malhas impiedosas da covid-19, encontrando-se em estado grave e ligado a um ventilador desde final de Outubro, choca-me a morte repentina do grande Vítor Oliveira, treinador que tanto deu ao futebol português, especialista na subida de equipas do segundo escalão para a Primeira Liga, e que passou pelo clube da minha terra, o CD Trofense. Hoje foi fazer a sua caminhada matinal, sentiu-se mal e já nada houve a fazer. Tinha apenas 67 anos e deixa um vazio no futebol português que não mais será preenchido, pelas características únicas de um jogador-treinador que passou por duas dezenas de clubes e que ficará para a história como o Rei das Subidas. Respeito pelo percurso inigualável e paz à sua alma.

Descubra as diferenças entre

isto:

e aquilo:

Recordemos este belíssimo golo do Jonas

Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP/Getty Images (https://bit.ly/3mclR6E)

«Jonas aqueceu a noite do Benfica» (Público, 16/2/2016)

«Benfica derrota Zenit e está nos quartos da Champions» (RTP, 9/3/2016)

«Sou portista, não me interessa até onde o Benfica pode chegar»
André Villas-Boas (9/3/2016)

«Se vir o Benfica na final de uma prova europeia, quero que perca» André Villas-Boas (11/9/2020)

O FC Porto é notícia por ter deixado de ser o actual campeão europeu de Sub-19?

Não! O FC Porto deixou de ser o actual campeão europeu de Sub-19, mas é notícia porque o Benfica não conseguiu ser campeão europeu de Sub-19. Quando o Benfica falir, o FC Porto perderá a razão de existir.

Rui Gomes da Silva lança o quê?

If collectors who don’t play guitars didn’t buy them, their value would be based on what players feel they’re worth. But when the people who would really use them don’t get the chance, it’s a real shame.
John Frusciante

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A situação é grave e os responsáveis, depois de terem ignorado os avisos, encolhem agora os ombros perante o desastre.

Depois dos contatos de ontem e do reto de hoje, de facto, não há condições.

Vou de férias.

Até breve.

Actualização (16h56 de Bruxelas): O reto já tem pê.  E o abruto também. Mas o que causa os retos e os abrutos mantém-se. Não vamos lá com cirurgia estética.

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Ide festejar para as Antas, sff

Agradecia aos adeptos do FC Porto que, durante os festejos, se afastassem das imediações da Ponte Luiz I. A minha gata não suporta nem foguetes nem buzinadelas e dormiu muito mal durante esta noite (foi a minha Mãe que disse). Muito obrigado.

Nuno Santos tentou fazer uma recepção

Levantávamos a cabeça e tínhamos jogadores a voar por todo o lado
Aimar, o Poeta

Eddie, I spilled some coffee in the kitchen. I’m sorry. I’m apologizing now.
Chris Cornell

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Ao contrário do que se depreende das deturpações feitas pelo jornal A Bola, o futebolista Nuno Santos não se referiu nem a receção, nem a janeiro. Aquilo que este magnífico jogador, campeão pelo FC Porto e pelo maravilhoso Benfica, escreveu há dias na sua conta do Instagram foi o seguinte:

Grafias impecáveis: não há reparos a fazer. Nuno Santos, segundo sei, não pratica profissionalmente o acto de escrever. Nuno Santos ganha a vida a dar pontapés e cabeçadas numa bola. Mesmo assim, como se viu, escreve bem.

Todavia, ao lerem estes disparates, escritos por quem é pago para escrever e transcrever,

os leitores do jornal A Bola ficarão a julgar que o jogador Nuno Santos trata o portuguez lingua escripta como ele é tratado no jornal A Bola: ao pontapé e à cabeçada (o Estebes diria “à cabeçada e ao pontapé”). Já sabemos que A Bola preferiu comer e calar, em vez de colaborar no desenvolvimento de uma sociedade livre e moderna. Mas nós não temos culpa das altamente duvidosas opções cívicas da direcção do jornal A Bola. Além disso, esta mania de andarem por aí a deturpar a óptima grafia dos outros, francamente, é inadmissível. Obviamente, Nuno Santos está à espera de um pedido formal de desculpas do jornal A Bola.

Nótula: Um grande abraço ao excelente leitor do costume.

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No jornal A Bola, escreve-se à bruta

EVH. Now, we had an eleven-point deal and three points went to Ted, our producer.
DLR. Ted still makes more money than I do on those first two records.
EVH. Oh yeah, he makes more than all of us.
AVH. But he’s still Ted.
— VH (2012)

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Ia aproveitar o serão para escrever umas notas sobre este diálogo entre Steve Jones e Kim Thayil:

Steve Jones. … and we’re here with Kim /feɪl/ — am I saying that right?
Kim Thayil. Yeah, pretty much.
Steve Jones. OK. How would you say it?
Kim Thayil. /θʌɪl/.
Steve Jones./fʌɪl/!
Kim Thayil. /θʌɪl/.
Steve Jones. Like a file [fʌɪl].
Kim Thayil. No. Thayil rhymes with ‘smile’, I suppose. TH. I’m sure my family pronounces it incorrectly, I’m sure there is a traditional Indian pronunciation.

Todavia, as minhas voltas foram trocadas pelo jornal que gosta de resistir em silêncio e ceder, em vez de viver plenamente uma vida democrática.

Efectivamente, em vez de me debruçar sobre o interessantíssimo TH-fronting, vi-me obrigado a perder tempo com um título escrito à bruta.

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O FC Porto não é o clube da cidade do Porto

O FC Porto é o Porto, quer queiram quer não!
— Pôncio Monteiro (1940-2010), 7 de Março de 2002

O FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade.
— Rui Moreira, 12 de Maio de 2018

… e quem tiver amor à cidade não pode deixar de ter ao FC Porto.
— Pinto da Costa, 31 de Maio de 2020

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Como muito bem escreve Ana Gomes, «Rui Moreira e acompanhantes na lista do Conselho Superior do FCP não se enxergam». Efectivamente, depois do blá-blá-blá (“o azul não tem qualquer conotação clubística“) e da afronta (“o FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade“), só faltava mesmo a Rui Moreira a rampa de lançamento no conforto da estrutura do FC Porto e uma inadmissível espargata entre o comando dos destinos da cidade do Porto e a ambição de ser presidente do FC Porto. Com a rampa de lançamento montada, é claro, veio a anunciada passagem de testemunho. Tudo isto é, obviamente, ridículo e, pior, esta promiscuidade política/futebol é inaceitável.

O FC Porto é um clube da cidade do Porto e merece da parte de Rui Moreira exactamente o mesmo respeito, carinho e interesse que merecem todos os outros clubes onde se pratica futebol na cidade do Porto. Clubes como o Boavista, o Pasteleira, o Salgueiros, o Bom Pastor, o FC Foz, o Académico, o Ramaldense, o Desportivo de Portugal, o S. Vítor ou o Sport Clube do Porto merecem tanto respeito como o FC Porto. O Porto não tem clube de futebol. A Associação de Futebol do Porto tem uma selecção e é muito boa. Mas o Porto, como tereis ainda agora lido, não tem clube de futebol. Dois dos melhores futebolistas portugueses de sempre (o Humberto Coelho e o João Vieira Pinto) são portuenses, nunca jogaram no FC Porto, não são portistas e foram ídolos do Glorioso. Sou portuense, sou benfiquista ferrenho e até sou sócio do Benfica, mas Rui Moreira e Pinto da Costa, garanto-vos, não gostam mais do Porto do que eu. Convém que haja menos propaganda e menos mistura de assuntos sérios (a gestão da cidade e as condições de vida de quem mora e trabalha nessa cidade) com futebolices, vaidades pessoais e rampas de lançamento.

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Óptimas notícias:

Alemanha pede tecto salarial no futebol europeu.

Pelo adiamento das eleições para a Direcção do FC Porto

As eleições para a Direcção do FC Porto estão marcadas para o dia 18 de Abril. Precisamente nesse fim-de-semana, o FC Porto desloca-se a Paços de Ferreira e o Benfica à Madeira. Faltarão então 5 jornadas para o fim do Campeonato.
A questão nunca se pôs nos últimos 38 anos por razões óbvias, mas nesta época – e doravante – deixa de fazer sentido realizar eleições na fase mais crucial. Temos um título para ganhar, nunca sonhámos estar tão perto e todos somos poucos para chegar lá.
Não interessa aqui em quem votará cada um de nós (a minha opinião é conhecida).
Jorge Nuno Pinto da Costa ganhará seja contra quem for e seja qual for o resultado do Campeonato, por isso a questão é outra.
O que interessa aqui é não criar ruído à volta da equipa de futebol. Nesta época, por maioria de razão, mas também nas que se seguirão.
Deixem-nos ser campeões e depois façam as eleições. No fim de Maio. No início de Junho. Mas sempre depois dos Aliados.

Marega e os porcos

A capa do Inimigo Público, da autoria do genial Nuno Saraiva, é todo um tratado à grunharia que caracteriza os estádios de futebol neste país. Não reflecte o comportamento de todos os adeptos, não é um exclusivo do Afonso Henriques, mas é uma constante. Grande Marega, que teve a coragem de virar as costas aos porcos e sair.

João Rafael Koehler, candidato a Presidente do FC Porto


Ao fim de mais de 30 anos, aparece finalmente um candidato a Presidente do FC Porto.
Chama-se João Rafael Koehler, é empresário e um grande portista.
Se vai conseguir vencer Jorge Nuno Pinto da Costa? Não, não vai. Mas vem trazer um vento de democracia a um clube jovem, moderno, virado para o futuro. Mas cuja Direcção, anquilosada, decrépita, parou no tempo há muito, muito tempo.
Bem-vindo, João Rafael!

«Oficial: data de fecho do mercado de verão volta a mudar em Inglaterra»

Nada se sabe ainda sobre os mercados de verei, verás, verá, veremos e vereis. Exactamente.

Duas notícias: uma péssima e uma óptima

A péssima é que Jardel pára. A óptima é que, apesar dos boatos, o jornal A Bola não adopta o AO90.

Coação sobre tudo e todos?

Coação? Ah! Acto ou efeito de coar. OK.

O Directivo e o Colectivo

Não é *Diretivo, jornal A Bola: é Directivo. Como o *Coletivo, jornal A Bola, é Colectivo. Mais respeito, sff.

GIGO e AO90: imagens da rentrée

Some meta-analysts have opted to only include published or so-called high-quality research, citing what is known in the meta-analysis literature as the garbage in, garbage out (GIGO) validity threat (e.g., Truscott, 2007).
Plonsky & Oswald

Let’s put it this way: if successful, a CL approach may serve as a high-speed train to Word City, but its terminus is in a suburb. That’s okay, as long as one realises it’s still a bit of a stroll downtown, where the real action is.
Frank Boers

That’s right! Cristiano Ronaldo. He’s that new kid … uh… from Benfica… (Porto…?)
Ian Astbury

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Ontem, vi um resumo do PSG-Real Madrid e lembrei-me, imagine-se, de uma recente menção ao fato de Zidane, feita pelo jornal A Bola. Efectivamente, no momento em que experimentava sistemas diferentes, Zidane envergava um fato, de acordo com as palavras grafadas nessa ilha ortográfica do Dr. Moreau, nesse maravilhoso espaço de resistência silenciosa cercado por liberdade de expressão:

Aliás, a foto que ilustra o texto mostra Zidane (como Monti, há uns anos) de fato:

Quanto ao sítio do costume…

Ora bem, portanto, vejamos:

Tudo na mesma. OK. Siga.

Nótula: Agradeço a Manuel Monteiro o envio deste engomadíssimo fato de Zidane.

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Ferro sonha com a selecção do Brasil

«Seleção é um sonho, mas quero consolidar-me no Benfica». Efectivamente, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.