diz o Expresso, o jornal que Passos Coelho considera necessário comprar, para saber o que se passa no país.
“Estacionamento e melhores transportes”

Comecemos por esse espaço inútil ao lado das ruas. Tanto estacionamento à espera de ser aproveitado.
Sintra e a limpeza dos caixotes do lixo na via pública

Já que vamos ter eleições autárquicas, este é o momento certo para falar de problemas locais. O que se vê na foto é uma das manchas de sujidade deixadas na via pública devido à largada da água de lavagem dos caixotes do lixo na via pública. Esta realidade no concelho de Sintra está documentada pela presença destas manchas ao lado de cada contentor do lixo e por um cheiro particularmente nauseabundo em dias mais quentes. Tem vindo a acontecer no mandato de Basílio Horta, com a permissividade da Câmara face a esta prática da empresa municipal de Sintra responsável pela recolha do lixo.
Há aqui uma questão de saúde pública e outra de ética. A primeira reside, obviamente, na contaminação dos solos e do ar com resíduos em decomposição. E a segunda decorre da dualidade de critérios a que estão sujeitos os cidadãos e o Estado, onde os primeiros já teriam o Ministério do Ambiente à perna devido a actos desta natureza.
Praia em tempo de castanhas

Nas ruas de Braga já se assam castanhas mas isso não deve impedir a junta de freguesia de São Victor de, a quatro dias de ida às urnas, levar 150 eleitores a molhar os pés no Atlântico. Campanha eleitoral com o dinheiro dos munícipes? Em Braga?? – nah…
Entretanto, tem sido impossível calar os professores no que diz respeito à falta de funcionários nas escolas do concelho de Braga.
(in Correio do Minho, 28-09-2017)
Os alemães que o aturem
Se o Kim Jong deixar as mulheres conduzir
e continuar a tratá-las como objectos sem direitos, o Ocidente também aplaude? Ou será que tal louvor se aplica apenas a ditadores produtores de petróleo?
O bando de candidatos
Eleição após eleição, tomam o espaço público de assalto e ao abrigo da lei que os próprios fizeram (claro). Espetam cartazes gigantes em todo o local, por regra privilegiado, não vá o eleitor não dar por eles. Largam lixo qb, sendo contribuintes líquidos para cidades mais feias . Vem isto, também, a propósito da camioneta que a campanha de Cristas parqueou em cima do passeio, fazendo concorrência à chico-espertice daqueles que largam a carrinha algures para anunciar caixilharias de alumínio. Foi bloqueada pela EMEL e a única coisa que acho mal é esta empresa não ser implacável com todos os que ocupam os passeios com os seus veículos.

«Um fenómeno que tem aspetos muito positivos»?
Os aspetos nunca são positivos. Efectivamente. Nunca.
Ti Celito
[Mwangolé]
Causou estranheza ler por aí nas redes sociais que alguns portugueses ficaram tristes com os assobios que o Presidente de Portugal terá ouvido na tomada de posse de João Lourenço. Só quem não conhece Angola e o povo angolano pode pensar que aquilo foi vaia. Na verdade aqueles assobios demonstram entusiasmo no aplauso. O angolano gosta do Ti Celito e tem mostrado agrado nas redes sociais pela forma descontraída e simpática que o antigo professor da Universidade Agostinho Neto se relacionou com o povo angolano. Quem dera poder dizer o mesmo dos nossos governantes e generais, quantas vezes vimos mergulhando na Ilha ou passeando na marginal junto do povo os principais dirigentes de Angola?
Os relatórios são todos iguais, mas uns são mais iguais do que os outros
Era uma vez um relatório órfão e tão franciscano que para o título lhe bastaram duas palavras. Estava destinado a alimento da criação de ácaros, tal como sucedera aos irmãos, até ter sido salvo pelas luzes da ribalta. Agora vive os seus dias de glória, sendo aclamado como sendo O Relatório e já nascem canções sobre o material nuclear roubado e por ele relatado. Eis o destino dos Eleitos, quando O Jornalista estende a mão ao que parecia primus inter pares. Poderão existir outros, mas este é O Único.

Dado que perguntar não ofende

Se Assunção Cristas for eleita para a Câmara Municipal de Lisboa, demitir-se-á do cargo de deputada e irá ocupar o lugar na CML? Ou tudo se resume a uma fantochada?
Pedro Passos Coelho perdeu completamente a noção

Fotografia: Lusa@Dinheiro Vivo
Como diz a sabedoria popular, é cada tiro, cada melro. Primeiro foi a fase do Calimero e da negação da democracia representativa. O resultado foi uma fuga para a direita e o início de uma sucessão de quedas em todos os estudos de opinião, que se continua a agravar até hoje.
Depois vieram as profecias da desgraça, com sanções, resgates e ritmos venezuelanos à mistura. Porém, à medida que os números o começaram a tramar, o discurso inverteu-se e afinal era tudo herança dele, apesar de ter passado meses a afirmar que a Geringonça tinha destruído a tal herança e que vinha aí a grande catástrofe. Uma anedota completa. De Calimero passa a ser alvo de chacota, para além de se transformar na melhor coisa que poderia ter acontecido a António Costa: uma oposição fraca, liderada por um líder que não passa uma semana sem meter os pés pelas mãos. [Read more…]
Está registado, sr. Rui Ramos

É tudo uma inventona. E quem discorda sofre de politicamentecorrectivite – que se internem.
Da série “é preciso comprar o Expresso para saber o que se passa no país”

O desfecho das eleições alemãs está em destaque na edição online do Expresso e ocupa o topo da página web. Entre as várias peças, citações e considerações, há um nome que se destaca: Pedro Passos Coelho. O líder da oposição está preocupado com a extrema-direita alemã mas, assegura, o que se passa no domínio da chanceler nada tem a ver com a situação portuguesa. Até porque, pelo menos por enquanto, nada mais por cá há do que um partido fascista sem expressão eleitoral e um outro, outrora moderado, que apoia um candidato que foi acusado de roubar o discurso da extrema-direita. Um candidato xenófobo com sonhos molhados sobre penas de morte e castrações químicas. Pelo que importa dar destaque à preocupação de Passos Coelho com a ascensão da extrema-direita, não vá essa esquerdalhada injusta e ingrata querer ligar o homem a gente dessa. Ainda bem que temos o Expresso para saber o que se passa no país.
A mentira eleitoral de Carlos Carreiras
foi desmentida pela própria Nestle. Não há contrato assinado nem a certeza que o investimento anunciado pela multinacional suíça seja feito no concelho de Cascais. Mas pode ser que renda alguns votos.
Jornalismo de referência
“O Expresso nunca disse que este relatório era oficial nem que era final.” – Pedro Santos Guerreiro sobre a notícia que levou o líder da oposição dizer que é preciso ler o Expresso para saber o que se passa no país.

Na mesma linha, também se pode ler o Aventar para saber o se diz nesse relatório.


E relatório diz:
RELATÓRIO TANCOS
Desaparecimento de armamento militar
Julho (?) de 2017
Parece que não tem autor. É possível que tenha páginas impressas por baixo da capa.
Já que aqui estamos, ó Pedro Santos Guerreiro, e os Panama Papers? Já houve tempo para cruzar os dados e sabermos quem são esses jornalistas avençados? E os cables da Wikikeaks?
Onde é que estavas em 1983?
Onde é que estavas em 1983, é a questão que se pode colocar quando a conversa se inclinar para o lado apocalíptico.

No dia 26 de Setembro de 1983, Stanislav Petrov estava no lugar certo à hora certa. Tivesse sido outro e talvez não estivéssemos aqui. Nesse dia, um satélite espião soviético confundiu um reflexo solar em nuvens de elevada altitude com a assinatura térmica de seis mísseis a serem lançados a partir dos EUA. De acordo com o procedimento militar soviético, Petrov devia ter avisado a cadeia de comando, a qual, possivelmente, teria lançado todos os mísseis soviéticos como retaliação.
“Tinha todos os dados [a sugerirem que estava a decorrer um ataque com mísseis]. Se eu tivesse enviado o meu relatório à cadeia de comando, ninguém teria dito uma palavra contra ele “, disse Petrov numa entrevista à BBC, em 2013. “Apenas tinha que me dirigir ao telefone para ligar directamente aos comandantes de topo, mas não me conseguia mexer. Sentia-me como estando sentado numa frigideira quente”. [Read more…]
Uma nuvem suástica que paira sobre Berlim

Fotografia: Bernd Settnik/DPA@Berliner Morgenpost
Com as urnas fechadas e os votos contados, as conclusões a retirar destas legislativas alemãs parecem-me muito óbvias: a CDU/CSU de Angela Merkel sofre uma queda aparatosa, dos 45,3% de 2013 para 33%, o SPD de Martin Schulz obtém o pior resultado de sempre, ficando-se pelos 20,5%, após os 29,4% de 2013, e o grande vencedor do acto eleitoral é o partido de extrema-direita AfD, que nas eleições de 2013 não conseguiu eleger um único deputado e que agora consegue uma votação de 12,6% e 94 dos 709 assentos disponíveis no Bundestag. [Read more…]
O agente José
Este livro tem duas partes. A primeira é tentar perceber por que houve atitudes, ao nível da política, que aparentemente tiveram uma justificação. Mas que depois, quando começamos a tentar perceber, constatamos que as peças não encaixam. Por exemplo, a “demissão irrevogável” de Paulo Portas, em julho de 2013, um dia depois de Vítor Gaspar ter pedido a demissão, quando no Governo já todos sabiam desde 2012 que o ministro das Finanças pretendia sair. Portas demite-se na sequência de um braço de ferro com Passos Coelho, que não estava completamente explicado na minha cabeça, porque Paulo Portas nunca apresentava políticas alternativas para subsituir aquelas que não queria permitir. Ele não aceitava as medidas de Passos e Vitor Gaspar, mas também não apresentava alternativas. E mais tarde, no final de 2014, princípio de 2015, ao falar com vários protagonistas do que foi a resolução do BES e dos acontecimentos políticos anteriores e posteriores, houve muita informação que me foi dada mas que na altura guardei porque não quis interferir direta ou indiretamente no processo eleitoral que viria a decorrer no final de 2015. Achei que algumas pessoas poderiam interpretar isso como uma tentativa de influenciar a discussão política num determinado sentido. Não quis correr esse risco e guardei a informação até hoje [José Gomes Ferreira em entrevista ao Jornal Económico]
José Gomes Ferreira não quis influenciar a discussão política num determinado sentido. A saber, no sentido da coligação PSD/CDS perder as eleições. Quando um jornalista opta por guardar informação para si deixa de o ser, tornando-se num agente político.
E porquê escolher este momento específico? A restante entrevista deixa pistas para a motivação. Por um lado aponta todos os dedos a Paulo Portas. Ele terá sido, na visão de Gomes Ferreira, um actor em conluio com Ricardo Salgado. Baseia-se numa fonte, que lhe explicou tudo, para chegar a tais conclusões. Por outro lado, deixa um conjunto especulações, que a partir de certo ponto são dadas como certas, sobre Costa e Marcelo, caso tivessem estado no poder em 2013, poderem ter optado por uma solução para o BES que seria prejudicial aos contribuintes (como se a solução escolhida não o fosse). Chega, mesmo, a entrar em teorias da conspiração quanto à saída de António José Seguro da liderança do PS. E, por fim, faz a defesa em toda a linha de Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque.
Se for para entrar em especulações, à la José Gomes Ferreira, podemos pensar que este livro só seria para publicar mais perto das próximas eleições legislativas, mas, dado o mau momento que Passos Coelho passa, teve que ser antecipado. É o mínimo que se pode pensar de quem tenha tido informações relevantes, segundo o próprio, ou não tivesse delas feito um livro, e tenha optado por as sonegar quando eram relevantes para o momento político.
Fascismo, nojo…
Num país que pretende liderar a construção europeia, presidido por alguém que se diz liberal.
As autárquicas e a poder do porco no espeto

Fotografia@Expresso
Eis, em todo o seu esplendor, a problemática do porco no espeto como argumento eleitoral. Chama gente, mas depois a gente não arreda de ao pé dele. Quando vão começar os discursos, uma voz no altifalante pede às pessoas para que se cheguem à frente, para perto do palco montado num camião TIR, mas as pessoas fazem orelhas moucas. São muitos mais os que estão a comer à sombra ou à espera de comida ao sol do que os que fazem o esforço de ficar a engolir discursos.
O caso pede medidas extremas e elas são tomadas: ouve-se ordem para que, “durante os discursos”, pare o serviço de sandes. É um daqueles momentos em que se percebe como uma coisinha de nada pode causar a revolta do povo.
“Então, e a gente não come?”; “Nem pense nisso!”; “Estou aqui há uma hora e param de servir?”. Uns protestam que “isto não tem jeito nenhum”, outro, mais exaltado, ameaça “escaqueirar isto” e só se acalma quando alguém promete “resolver isto”. O facto é que quem estava na fila para “a sande” na fila ficou, porque, como explicava uma senhora com uma bandeira a fazer de lenço na cabeça, “se eu sair daqui vêm outros e eu perco a vez”. Há livros de teoria dos jogos sobre isto.
Filipe Santos Costa, Expresso
Jamaica ou GroKo?
Primeiros resultados das eleições na Alemanha

Extrema direita com ca. 13% no parlamento (vindos sobretudo do leste (ex-RDA)), partido de Merkel com o pior resultado desde 1949, SPD de rastos, Linke e Verdes na mesma e os (neo-)Liberais regressam ao parlamento.
Isto dá vontade de emigrar.
O Expresso e o relatório-fantasma de Tancos

Na edição impressa desta semana, o Expresso lança a polémica que promete marcar a narrativa da máquina de propaganda da direita nos próximos dias, com uma manchete onde se pode ler que “Relatório das secretas sobre Tancos arrasa ministro e militares”.
Tem início um incêndio nas redes sociais. Spin masters da direita a carburar a todo o gás. O Gorjão a ter orgasmos múltiplos. Pedro Passos Coelho, indignado, a cuspir nos pratos onde come desde 2011 e a questionar quem ainda o ouve – e o Expresso até lhe fez o frete de lhe dar destaque durante toda a tarde de ontem na edição online – se é preciso comprar o Expresso para saber o que se passa no país. [Read more…]
A poda
António Figueiredo e Silva
(Carta aberta à “PESTE GRISALHA”)
“A nossa pátria está contaminada pela já conhecida peste grisalha.”
Carlos Peixoto
Advogado e Deputado do PSD
(In: Jornal I)
É… a tão almejada campanha eleitoral avizinha-se, sendo por isso a época da poda – da poda, disse eu; não subentendam por isso, qualquer tipo de impropério ocasionado por imperfeição interpretativa – às vezes a idade não perdoa – que vos possa aflorar erradamente ao pensamento.
Eu não vos dizia?! Não sei se recordam!? Como eu perdoo mas não esqueço, faço questão de vos lembrar da carga psicológica negativa que a frase acima exposta teve, a somar ao peso da nossa idade afectada pela implacável velhice; do corpo, porque do cérebro, salvo algumas excepções, ainda supera a de muitos miúdos que andam p’raí com a cabeça cheia de brilhantina e nada mais, e keffiyeh enrodilhado ao pescoço de garnizo, a mandar uns manientos bitaites armados em doutos, mas que na realidade não passam de imprestáveis acéfalos.
Pois bem caros compinchas, digníssimos elementos do nosso clube da velhada, a tal época da esfrança está a chegar e não podemos de forma alguma, mercê da nossa experiência, deixar de dar umas tesouradas no nosso pomar, por causa dos ramos que nada produzem, e “desladroá-lo” – o que não presta corta-se ou esgaça-se – uma vez que as árvores não conseguem fazê-lo por si sós. [Read more…]
Em cada esquina um José Gomes Ferreira

Pedro Passos Coelho está indignado, coitado. A censura soviética que grassa asfixia a democracia e coiso e tal. Só era escusado ser tão ingrato para com jornais como o Sol, o i e o Correio da Manhã, que tanto têm lutado pela causa passista. Mas a luta continua e o revolucionário líder do PSD não baixará os braços.
Já agora, que jornal temos que comprar para saber o que se passa com o caso Miguel Macedo?
Animais nos restaurantes?

Anda por aí muita discussão por causa de animais nos restaurantes, vivos, entenda-se.
Nos pubs de Inglaterra, a discussão é de outro teor. Cheers…!






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