Excepção à regra…

Haja quem fale verdade sobre o tempo em que o 44 foi primeiro-ministro…

Pedido de reunião do SLB ao CA já produziu resultado…


Será que o após o jogo com o Chaves, os dirigentes do Benfica continuam indignados?

Paraísos fiscais, bancos centrais e políticos…

Ao contrário do que muitos julgam, fruto da confusão instalada no decurso da luta política, a existência de paraísos fiscais não é benéfica para a economia, porque prejudica a livre concorrência, ao não colocar em pé de igualdade as pequenas e grandes empresas. Por isso os governos, EUA e UK à cabeça as mantêm e controlam com mão de ferro. Nas ditaduras é óbvio, mas também nas democracias os governos gostam de se imiscuir na actividade económica, seja através de políticas expansionistas com o fim de iludir eleitores e conquistar votos, seja em negócios mais ou menos promíscuos, que acabam sempre favorecendo corporações ou grandes empresas instaladas, o que naturalmente procuram esconder. [Read more…]

Ein Volk, ein Reich, ein Führer!

Republican presidential candidate, businessman Donald Trump speaks during the Fox Business Network Republican presidential debate at the North Charleston Coliseum, Thursday, Jan. 14, 2016, in North Charleston, S.C. (AP Photo/Chuck Burton)

E o impensável expectável aconteceu: na conferência de imprensa de ontem na Casa Branca, alguns órgãos de comunicação social, entre eles a CNN, a BBC ou o The New York Times, foram impedidos de assistir ao briefing diário do porta-voz da Casa Branca. Claro Sean Spicer não ficou a falar para o boneco, e a imprensa amiga, como a Fox ou o site de extrema-direita Breitbart News (ia linkar o site mas não consegui, é nojento demais), onde fez carreira Steve Bannon, o Goebbels do admirável regime novo de Donald Trump, foram devidamente autorizados a assistir à dose diária de factos alternativos produzidos pelo Ministério da Verdade norte-americano. [Read more…]

Anda por aí gente que lê jornais

e descobre coisas destas. Remarkable!

Um homem depara-se com a mais recente parvoíce da JSD

e quando pensa que se vai rir, lê isto e fica com pena dos moços.

Golo da semana

Vale por tudo: pela execução técnica do remate, pela forma em como Braga manietou 6 jogadores com a sua acção e pela inteligência demonstrada por Perdigão.

A importância do plano mental no futebol

Aconteceu ontem no Artemio Franchi para mal dos pecados da equipa italiana e de Paulo Sousa, um treinador que parece estar, depois de muitos avanços e recuos por parte da direcção do clube de Firenze, mais próximo da porta de saída mais pela irregularidade nos resultados do que pelo futebol mais ou menos vistoso que a Viola pratica.
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Ligações perigosas entre governo e economia…

É tempo de recordar a opa da Sonae à PT. 

Avé Maria que tudo $erve

Sabem o que é que Jesus fez quando viu os vendedores a vender no templo? Sim, arrasou com as bancas e expulsou os vendilhões do templo. Não existindo um Jesus, onde andas tu, Autoridade Tributária?

Hiroshima

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Hoje é como que dia 6 de Agosto de 1945.

Da falência moral do PSD passista

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Quando em Novembro o secretário de Estado Mourinho Félix acusou o deputado do PSD Leitão Amaro de “profundo desconhecimento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfuncionalidade cognitiva temporária“, a bancada laranja incendiou-se em indignação e o caos instalou-se no Parlamento. Na altura como agora, continuo com algumas reservas sobre a violência de, no calor do debate, acusar um deputado de “disfuncionalidade cognitiva temporária”. Perante outros casos que vimos no passado, e podem encontrar aqui três bons exemplos, parece-me algo muito light.

Mas vamos assumir, com toda a legitimidade que lhes assiste, que o nível de virgemofendidez do PSD estava, naquele dia, muito elevado. Podemos ser condescendentes e aceitar que o deputado Leitão Amaro se sinta ofendido? Podemos sim senhor. Apesar de tudo, esperamos sempre um pouco mais de elevação dos representantes máximos dos portugueses. Assim, e pela mesma ordem de ideias, ver Maria Luís Albuquerque acusar António Costa de “ignorância e iliteracia, no mesmo dia, poderá também ser considerado um insulto. Pieguices. [Read more…]

Inaceitável e imperdoável

Ao longo dos 7 anos em que estudei na Universidade de Coimbra, duas das múltiplas virtudes que a Universidade me fez adquirir para a minha vida foi o respeito por todos os credos e a dotação de uma forma de pensar personalizada, aberta e urbana. Não tenho nada nem nunca tive nada contra as pessoas que elencaram (e ainda elencam;sei que algumas das pessoas que praticaram estes crimes ainda fazem parte da minha geração universitária) as Repúblicas e o Conselho de Repúblicas. Antes pelo contrário. Dormi em várias repúblicas da cidade ao longo de 7 anos, fui comensal de uma, tenho amigos em várias assim como participei em diversas febradas, almoços, jantares e centenários de várias. Fui até mais longe em determinadas situações, entrando directamente nas causas das Repúblicas sem nunca ter sido repúblico quando abracei a causa particular que foi aberta pela nova Lei do Arrendamento Urbano e quando tentei ajudar o pessoal do Solar dos Estudantes Açorianos a ver o seu problema de esgotos e canalizações resolvido junto da Câmara Municipal de Coimbra. [Read more…]

“Automatismo da máquina fiscal”

Mecanismo sensível cuja eficácia do funcionamento é inversamente proporcional ao montante em causa.

Os Truques e o Digital

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Nos últimos meses e graças ao Aventar descobri a página “Os truques da imprensa portuguesa” no facebook. A página está muito bem feita e nota-se que é alimentada por gente do meio, conhecedora da matéria. Na minha opinião, as chefias dos diversos meios de comunicação social deviam estar menos preocupados em desacreditar a página e bem mais atentos às denúncias que a mesma faz, procurando corrigir os constantes erros.

É que todos ou quase todos os dias temos exemplos de mau jornalismo. Um jornalismo que está, a médio prazo, a prejudicar seriamente a credibilidade dos meios de comunicação. Reparem nos exemplos mais recentes: Afirmações do Papa Francisco truncadas; a história dos jovens “nem-nem” que vão receber um subsídio mensal; a história da Rua da Bica como a mais bonita do mundo; etc. etc. etc.

Como é costume em Portugal, em vez de se preocuparem com a mensagem preferem tentar matar o mensageiro. E depois acontece uma coisa muito simples, no meu caso, agora sempre que vejo uma notícia no digital fico de pé atrás e já começo a nem clicar para ler por achar que deve ser mais uma notícia falsa.

 

Aguarda-se…

A douta opinião dos que passam o tempo incomodados com a Holanda, Irlanda ou Luxemburgo…

Fuga de capitais, offshores e mentiras…

Muito se tem escrito e falado nos últimos dias sobre este episódio da saída de 10 mil milhões de Euros para contas em offshore. A maioria dos que falam ou comentam, sabem que o facto em si nada tem de extraordinário e muito menos por si só representa qualquer ilegalidade. Qualquer cidadão ou empresa pode depositar o seu dinheiro onde bem entender. E fica sujeito à tributação sobre o resultado dessas aplicações, sejam juros ou mais-valias. Por exemplo um particular paga 28% sobre o lucro obtido em depósito, se for empresa paga 21%. [Read more…]

O patrão e o operário

Aguilhadas : Publicação mensal de critica á arte, á politica e aos costumes, n.º 2, Julho 1903

Aguilhadas : Publicação mensal de critica á arte, á politica e aos costumes, n.º 2, Julho 1903


A propósito das greves operárias no Porto em Julho de 1903.

Só se deixa enganar quem quer…

Há muito que já deveria ter ido

Pode-se tirar o PSD do socialismo, difícil é tirar o socialismo do PSD…

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jsd

Será este o futuro do PSD? Não fora a assinatura na comunicação da sua organização de juventude e poderia ter sido levado a pensar tratar-se de propaganda do BE, ou no mínimo da ala mais radical do PS. [Read more…]

E o tal modelo leninista?

“Eu não quero falar sobre assuntos desta governação” – Cavaco Silva. E a devida explicação sobre o “tal modelo leninista” que este governo quer implementar? 

Afinal vai haver um 2º volume

“Se a saúde me permitir, eu vou escrever um 2º volume” – Cavaco Silva. Ficámos a saber que o primeiro foi escrito em parte em Belém. Será que o 2º será relativo aos temas que Cavaco deixou por escrever?

No futebol, infelizmente é assim

O Leicester despediu Claudio Ranieri. Infelizmente é assim: no futebol, os bestiais rapidamente passam a bestas. A ver vamos se o “quase” despromovido que passou a campeão não passará em breve novamente à condição de despromovido.

Grau zero no Parlamento

Soez foram os convites a emigrarem; as bocas à “peste grisalha”; o viverem acima das possibilidades; os sucessivos orçamentos inconstitucionais. Indigno é o exemplo que um deputado e líder de um partido dá no Parlamento. Porque a acusação é justa. É inaceitável que a fuga aos impostos seja um instrumento daqueles que têm maiores capacidades, obrigando os restantes a pagar os impostos que eles deixam de pagar. Não saber não é, nem nunca foi, desculpa. Há obrigações. E este é mais um caso a ilustrar a incompetência que foi a anterior governação.

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Porto!

porto

Autor: Thomas Pesquet. Obrigado, Público.

Observador

observador

Pedro Pereira Neto

Percebe-se que o Observador está em maus lençóis quando o seu ‘publisher’ (mais um exercício da parolice que considera elevar a si própria recorrendo a um termo noutro idioma) escreve artigos que, claramente, só procuram gerar cliques e distracção de factos relevantes. Não se deixem cair no logro: o lixo não precisa de ser manuseado para ser reconhecido enquanto tal.

O regresso do maior vampiro deste país

A propósito. No dia em que o maior vampiro deste país regressará ao grande ecrã para ser entrevistado às 21 horas pela mão do Vítor Gonçalves. Mais uma vez anda o nosso rico dinheiro, que tanto nos custou a ganhar, a ser jogado janela fora pela RTP para ouvir os mexericos, as insinuações baratas e a subjectividade indevida e imoral de um canalha que viveu uma vida inteira a alimentar-se do sangue e do suor dos portugueses. Serviço público? A pergunta é de retórica. Todos conhecemos minimamente a agenda da besta, os propósitos e os objectivos que ele visa alcançar, a constante necessidade de se reafirmar e a incapacidade de se manter fora das esferas de controlo. Um vampiro a sério não deixa de querer chupar até ao dia da sua morte.

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Sou o meu próprio Comité Central

zeca-afonso

Excertos da entrevista de José Afonso ao jornal «Sete» de 22 de Abril de 1980

Sobre a regularidade de publicação de discos:
«Houve só uma época, logo após o 25 de Abril, em que como sabes não tínhamos mãos a medir, e em que isso aconteceu. Foi uma fase de expectativa, em que eu reflecti sobre o que devia fazer, se deveria ir para o ensino, se a minha função de cantante se justificava no novo processo que estávamos a viver. Pus mesmo a hipótese de me afastar, porque cantores de origem populares seriam vozes muito mais representativas do que as nossas e o processo nos iria ultrapassar. O certo é que fui extraordinariamente solicitado, eu e os meus colegas, de tal maneira que fiquei completamente «nas lonas».»

Sobre a imagem de radicalismo que transmitiu na fase pós-25 de Abril:
«Isso foi uma fase que se desculpa, que quanto a mim é um reflexo do próprio processo, apareceram coisas diferentes porque apareceram realidades diferentes e um público também, pelo menos em superfície e em quantidade, diferente. Dantes eu cantava para Assembleias Populares, mas muito mais restritas. No final do fascismo era-me mesmo já praticamente impossível cantar em público e nos dois últimos anos eu vivia quase só entregue a uma tarefa de propaganda e de agitação, difundia livros e panfletos, de apoio aos presos políticos, etc.»

Sobre a censura nos últimos tempos do Marcelismo:
«Sim, e no final acabei por ser preso [depois de fazer uma sessão num pinhal para tentar escapar à Polícia]. Com o 25 de Abril surgiu uma oportunidade enorme para chegarmos às fábricas, aos locais de trabalho, ir às aldeias onde havia comissões de moradores que estavam a fazer o seu caminho público, o seu fontanário, etc.. Participei muito directamente nesse processo, eu e outros cantores que tiveram uma actividade incrível nesse aspecto.»

Sobre as discordâncias em relação ao PCP 

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Zeca Afonso

E já são 30 anos sem o  Zeca Afonso .   Fazes-nos falta.

 

A Petrecha – Estórias de gentes do Douro

Maria Manuela Santos de Almeida Ferreira dos Santos*

Chamam-lhe Petrecha talvez devido à sua cor escura, a que o lixo dá uma tonalidade ainda mais acentuada. Ela própria se deve ter esquecido que a madrinha a baptizou de Amélia.
Andrajosa, arrasta pela mão a filha que nasceu da sua miséria.
As duas pedem pelas portas da aldeia o pão nosso de cada dia.
Toda a gente lhe dá num ou noutro dia. São tolas, diz o povo – mas não fazem mal a ninguém.
A Petrecha era filha do coveiro. A mãe morrera quando ela nasceu e o pai vivia com a caridade dos outros e o vinho que comprava quando enterrava os mortos.
Lá passava ele com a filha embrulhada em trapos num braço e a pá no outro. Enquanto abria as covas, deitava-a na campa de mármore mais chique e cantava para ela adormecer.
O cemitério era o domínio de ambos e ali entendiam-se.
O tempo rodou e o coveiro morreu.
Amélia Petrecha, quase indiferente, ajudou a tapá lo.
Quando lhe nasceu aquela filha, repetiu com ela as passadas que tivera. Não conhecia outras.
Ensinou a contar primeiro as cruzes e depois os tostões. No forno do muro do cemitério, guardam a roupa linda que lhes dá a gente rica! Não a usam. Não é delas. É para os amigos do cemitério.
Mas o que mais encanta a pequena Carolina são os retratos. Conhece-os todos. Dos senhores e das senhoras, que para ela têm vida. Já quase mulher, fica triste e amuada no dia dos fiéis, em que toda a gente invade os seus domínios.
Um dia, um senhor com uma máquina fotográfica achou original o quadro de mãe e filha e bate uma foto.
Passado algum tempo, oferece-lha. Ficam admiradas, sorriem, viram e reviram a fotografia.  [Read more…]