Uma ideia da Daniela Major, a propósito de uma campanha de meninos da católica, que tive um enorme prazer em concretizar.
José Sócrates regressa a casa
Todos sabíamos que era apenas uma questão de tempo. Hoje em domiciliária, amanhã no Palácio de Belém. Foi uma novela bonita, pena ter acabado tão rápido…
No país onde a culpa morre sempre solteira
O timing para a absolvição foi perfeito: o ciclone Jorge Jesus a levantar telhados na segunda circular, a FIFA a arder – e para apimentar a coisa parece que a ex-namorada de Cristiano Ronaldo é também ex-namorada de Sepp Blatter, grande cena – PS e PSD/CDS-PP a esgrimir propaganda, e eis que no meio do caos mediático uma nova culpa se prepara para morrer solteira.
Afinal, e à semelhança de outros bons rapazes como Oliveira e Costa, Dias Loureiro ou Ricardo Salgado, também João Rendeiro e restante comitiva do BPP são inocentes relativamente às acusações de burla qualificada no caso Privado Financeiras. João Rendeiro nem sequer apareceu à leitura do acordão, estava fora do país, não era nada com ele. E se estivesse seria igual. Neste país, o banqueiro é sempre inocente e o povo é sempre sereno.
E por falar em pessoas inocentes, parece que o 44 vai ser transferido para domiciliária. Será que ainda vem a tempo das presidenciais?
Prà, prà, prà e desorientação ortográfica

© CDS-PP (http://on.fb.me/1Is6T5H)
Segundo o Sol, “João Villalobos ironiza com a infelicidade da associação ao passado”. Ora, já sabemos que “Prá frente Portugal” foi de facto uma infelicidade.
A exemplo de ‘à’ e ‘às’ ou de ‘ò’ e ‘òs’, recebem o acento grave certas formas que representam contracções de palavras inflexivas terminadas em ‘a’ com as formas articuladas ou pronominais ‘o’, ‘a’, ‘os’, ‘as’(Bases Analíticas, XXIV). Estão neste número (…) ‘prò’,‘prà‘, ‘pròs’ e ‘pràs’, contracções cujo primeiro elemento é ‘pra’, redução da preposição ‘para’
(1947: 185)
Quanto ao resto, o PSD e o CDS, nas linhas de orientação, mencionam o facto de o Governo “nunca ter abdicado de uma perspetiva prospetiva“. Ora, é urgente que abdiquem da “perspetiva prospetiva“.
Em primeiro lugar, porque “perspetiva prospetiva“, em português europeu, corresponde a *[pɨɾʃpɨˌtivɐ pɾuʃpɨˈtivɐ] , em vez de corresponder a [pɨɾʃpɛˌtivɐ pɾuʃpɛˈtivɐ].
Em segundo lugar, porque “perspetiva prospetiva“, além de ininteligível em português europeu, põe em causa a tese da “ortografia comum“, sendo igualmente incompreensível para quem estiver habituado a ler, por exemplo, o CLG em português do Brasil (2006: 247):
Em terceiro lugar, porque um dos resultados tangíveis da “perspetiva prospetiva” é a patente desorientação ortográfica nas linhas de orientação: objectivos (p. 11) e objetivos (p. 13), “participação activa” (p. 12) e “presença ativa” (p. 12) — sim, exactamente, na mesma página —, excepção (p. 10) e excecional (p. 3) e, claro, Junho (p. 13).
Recomendo o abandono da “perspetiva prospetiva“, espero que haja a tal “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas” e desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Então?!
Impressionante! Num alarde de insensibilidade política, a Assembleia da República passou ontem uma sessão plenária inteirinha sem abordar o magno problema da contratação de Jorge Jesus pelo Sporting. Pelo contrário, dedicaram-se a minudências como o desemprego, os anunciados cortes nas pensões e outros dramas sociais, que nem de longe têm a importância da comunicação de Luís Filipe Vieira ou das iniciativas de Bruno de Carvalho. É isto: a AR continua a não ter noção das prioridades!.
Valorização do kwanza rebenta a escala planetária!
Mesmo após a anunciada desvalorização por parte do Banco Nacional de Angola, o kwanza é provavelmente a moeda mais valiosa do planeta terra. Segundo o Diário Económico, cada kwanza vale hoje 116,8745 dólares, cerca de 104 euros. Afinal o Álvaro Sobrinho comprou o Jorge Jesus em saldos. É que segundo o conversor que costumo usar, que estará com certeza desactualizado, o salário anual do novo treinador do Sporting é afinal de 461,50 euros, isto considerando a nova taxa de conversão anunciada pelo Diário Económico, claro! Sai o homem do Benfica para ganhar abaixo do salário mínimo…
Tenham medo! É desta que eles levam o país todo.
Sobre portugueses que vivem acima das suas possibilidades
PS em situação de falência técnica. E viva o rigor socialista!
Conversas encomendadas entre um caloteiro desonesto e um maçon alucinado
Foto@Lusa/TVI24
Na foto em cima podemos encontrar um caloteiro fiscal com gosto pela mentira, um maçon que alucina com realidades sociais inexistentes e um companheiro de ambos sob investigação por ser o alegado cérebro de uma complexa rede de tráfico de influências que terá lesado o país em alguns milhões de euros, com esquemas de ajustes directos e favorecimentos variados à mistura. Os dois primeiros protagonizaram hoje, no Parlamento, um exercício de aldrabice pré-eleitoral, área em que pelo menos o primeiro é uma das maiores autoridades nacionais, ao voltar a tentar colar os seus pares socialistas aos gregos do Syriza. Isto é estúpido por vários motivos, fáceis de perceber, mas destacaria apenas o facto do Syriza ser um partido de esquerda enquanto que o PS é uma espécie de híbrido do centrão que consegue conciliar belos poemas de Manuel Alegre com o apoio envergonhado à austeridade e um programa eleitoral coordenado por um liberal.
Como funciona o futebol moderno?
Está na cara que a transferência de que se fala não corresponde minimamente à realidade financeira do Sporting. A indignação de Dias da Cunha é muito justificada, melhor do que ninguém ele sabe que aquilo é um crime. Mas mais importante que dissertar aqui sobre a distracção colectiva do momento, dos detalhes sórdidos da transferência em si, peço a atenção do leitor para o cerne do problema. Para essa nova criminalidade que invadiu o futebol europeu que usa obscuros fundos de investimento, agentes de futebol sem escrúpulos, sites de apostas e resultados combinados. Estas modernices já aterraram em Portugal há alguns anos e não se restringem aos três grandes, quase todos os clubes da Primeira Liga participam nestes esquemas manhosos. Vejam com atenção a reportagem realizada em 2013 pela France 2 está lá tudo, até exemplos em Portugal.
Lembrança
Hoje discute-se muito (agora mesmo decorre na TVI24 um debate sobre o assunto) a questão das dívidas ilegítimas (e as não menos ilegítimas cobranças) ao fisco, que apanham de surpresa e desfazem – financeira e psicologicamente – tantos cidadãos contribuintes, enredados em processos tantas vezes improcedentes. Como se fosse justo a punição preceder o julgamento. Ou, em termos mais pistoleiros, “disparar-se primeiro e perguntar-se depois”. Porém, gostaria de lembrar aqui que este dispositivo do “pagas primeiro e reclamas depois”, mesmo quando é evidente que o contribuinte tem razão, foi criação de Teixeira dos Santos, ministro cujos truques e maningâncias têm sido deveras subestimados. Só para lembrar, para que a trovoada actual não nos apague da memória as tempestades passadas.
O cliente apaixonado
O mercado do entretenimento futebolístico desconcerta qualquer pessoa que, como eu, o observe de longe. Do lado da oferta encontram-se funcionários principescamente pagos, jogadores e treinadores, que mantêm uma pura relação comercial com o seu ofício. Do lado da procura encontram-se milhões de aficcionados, os quais pensam viver uma relação afectiva com os primeiros.
O drama é inevitável. O amor não se compra — e o desporto é algo que ninguém pode fazer por nós.
Os dias que correm…
De repente toda a actualidade perdeu importância. Ninguém ligou ao programa eleitoral da maioria, as propostas do PS ficaram esquecidas, os restantes partidos bem podem agora berrar que não aparecem nos noticiários, porque os portugueses têm assuntos bem mais urgentes para prestarem atenção. Não estou a falar da privatização da TAP, do aumento do salário dos juízes ou do eventual Grexit, porque isso são assuntos que não interessam rigorosamente para nada na vida dos portugueses…
Importa saber qual será o salário de Jorge Jesus em Alvalade e se consegue levar com ele Maxi Pereira em final de contrato. Por sua vez como irá responder Luís Filipe Vieira? Manterá a intenção de reduzir custos ou conseguirá servir a vingança ao rival, contratando Nani ao Manchester United, numa eventual contrapartida da venda de N. Gaitan para Inglaterra? Que aquisições irá fazer Bruno de Carvalho e qual o futuro da Academia de Alcochete? Sabendo-se à partida que J.J. não aposta em jogadores da formação. E como reagirá o dragão a Norte? Noutros tempos Pinto da Costa já teria alguma na manga… [Read more…]
Obter ‘reações’

@Lusa (http://bit.ly/1Gltq3J)
Aparentemente, o Observador tentou “obter reações“.
Reações?
Claro: «mas não foi possível chegar à fala com qualquer deles».
Experimentem “obter reacções”. Efectivamente, reacções.
Sim, reacções: r-e-a-c-ç-õ-e-s.
Mais um esforço.
FNE e FENPROF

Portugal tem um carácter profundamente bolorento e, o ódio do senso comum aos sindicatos, é uma das marcas desse material genético, que o ditador nos deixou. Qualquer conversa de café, rapidamente nos leva ao facto dos sindicatos serem sempre do contra, de nunca estarem de acordo com nada, de só pensarem nos seus sócios. E, nem é preciso, pensar no BES ou no BPN para explicar a diferença de carácter entre um Manuel Carvalho da Silva, um verdadeiro líder e qualquer dos ladrões Banqueiros que nos roubou. Mas, a culpa continua a ser dos sindicatos.
Poderia até fazer uma pergunta – qual foi o direito dos trabalhadores que foi conseguido sem a luta dos trabalhadores? Horário de trabalho? Férias?Etc…
Será que parte desta marca impressiva resulta do papel que os sindicatos da UGT têm tido, sempre disponíveis para dar a mão ao poder? [Read more…]
Senhor dos passos
Numa pomposa e um tanto apatetada discursata, Passos Coelho atamancou umas bacoradas que pretendem ser as linhas mestras do seu programa eleitoral.
É-me indiferente o que diga. O 1º ministro não é só um homem de direita a propor políticas de direita. É mesmo má pessoa, incapaz de empatia ou sensibilidade social e, como bem sabemos, um mentiroso compulsivo.
Diga o que disser, espere-se sempre que faça o pior.
A Educação perdeu o estatuto de um direito e ganhou o estatuto de uma mercadoria
Santana Castilho *
Não conseguiremos, sós, à revelia da Europa em que nos integramos, particularmente sem cumplicidade política estabelecida com os países cujos problemas se assemelham aos nossos, mudar a maior parte das variáveis que condicionam a nossa vida futura. Mas podemos mudar a Educação. Se queremos mudar Portugal, temos que dar atenção à Educação e alterar-lhe o rumo. Cada vez instruímos mais (e em sentido errado) e educamos menos. Em nome de uma economia sem humanidade, construímos autómatos e roubamos a infância às nossas crianças. Em período de pré campanha, o que se vê (ou não se vê) é desolador.
1. A acusação é grave e não pode passar sem que o ministro da Educação e Ciência se pronuncie sobre a matéria. De forma clara e rápida. Um grupo de cidadãos, mães e pais, afirmam em documento, que tornaram público, que uma organização, a Associação Junior Achievement Portugal, sucursal de congénere norte-americana, anda a “doutrinar crianças desde o 1º ano de escolaridade a … ver a família como unidade de consumo e produção, naturalmente dependente de empresas privadas … inculcando a obsessão pelo sucesso assente na lógica da competição”. Tudo se passa em tempo normal de aulas, sob responsabilidade de voluntários estranhos às escolas mas com a conivência das autoridades, designadamente autarquias locais, e sem qualquer tipo de consulta aos pais e, muito menos, a sua autorização. No documento em análise, os pais referem haver uma recomendação expressa para que os formadores voluntários sejam recrutados no meio empresarial e as crianças se venham a identificar “com a figura do voluntário no final da formação”. O programa, afirmam, “está orientado de uma forma que, cremos, exerce uma violência simbólica sobre crianças e adolescentes, escondendo por detrás de uma ou outra informação ética superficial uma manipulação de consciências no sentido de identificar o ser humano da sociedade contemporânea como exclusivamente orientado para o mercado, o consumo e o lucro, sem que a interacção com outros seres humanos sirva outro fim que não esse. Competição, individualismo, afirmação individual, ambição pessoal e agressividade são os valores que se promovem”. [Read more…]
Déjá vu…
Durante algum tempo foi o meu voto de refúgio, desde que me zanguei com o PSD quando o cherne prometeu e não cumpriu um choque fiscal. Pelo meio também votei uma vez no 44… Mas já não é! Passei a abstencionista…
Também foi o único partido em cuja jota militei nos idos tempos da minha juventude, ao tempo o partido era liderado por Adriano Moreira e Lucas Pires. A minha militância não durou 6 meses. Não tenho feitio para militar em partidos, gosto de pensar pela minha cabeça. Mas sempre conheço um bocadinho do partido e seus militantes, sei como pensam… [Read more…]
Duas ou três coisas.
Estando algo cansado, eventualmente por causa de ter sido obrigado a escrever o meu primeiro texto com o AO90 (para coisas do estado, para quem mais poderia ser?), parecendo que não escrever “objectivo” para a seguir apagar 5 letras e voltar a escrever 4 ainda cansa, mais na pachorra e na quebra de raciocínio na escrita do que devido às pancadinhas de amor na tecla delete, e quem diz “objectivo” diz mais uma catrefada de inúteis alterações porque sim, fui então espairecer-me um pouco pelo Facebook, poderia ser no Observador, já que os fait divers são equivalentes mas levar com quilates de propaganda direitola não cai bem depois de jantar e então acabei nisto e é melhor parar por aqui, indo ao que interessa.
O Blatter demitiu-se e já alguém o meteu a segurar um papel a dizer piadas.

A contra-colonização angolana soma e segue
Democracia suspensa no CDS-PP?
Que Paulo Portas possui um ascendente sobre o partido que lidera, já ninguém tem dúvidas. Liderou, abandonou a liderança e quando quis regressar o partido recebeu-o de braços abertos. Compreende-se: na história recente do “partido do táxi”, Paulo Portas rimou quase sempre com poder. Governou com Durão, transitou para o executivo hereditário de Santana Lopes e voltou à ribalta como Ministro dos Negócios Estrangeiros de Passos Coelho, a quem aplicou o truque da demissão irrevogável, emergindo como vice-primeiro-ministro do governo que em breve cessa funções. Pelo caminho ficou associado a inúmeros escândalos centristas, do caso Portucale aos submarinos, passando pelo estranho e mal explicado caso Jacinto Leite Capelo Rego. Sobreviveu a tudo e continua aí para as curvas.
Congresso milionário da ANMP
Segundo o blogue Má Despesa pública, a Associação Nacional de Municípios Portugueses gastou cerca de 100 mil euros numa reunião de dois dias, no luxuoso Tróia Design Hotel. E vivam o rigor e a responsabilidade! Haja cofres cheios!
O quarto milagre de Fátima: desceu o desemprego
Hoje foi dia de propaganda do IEFP. Apareceram uns números com “estimativas” do número de empregados em Portugal e tudo (sendo estas cálculos baseados em sondagens, sempre gostava de conhecer a amostra e a margem, de erro).
A malta do costume despeja aquilo com a inutilidade de quem diz ao desempregado e seus familiares que como ele se recorda ainda ontem pegou ao serviço. A chatice é que os desempregados ainda votam.
Voltando à realidade: este anúncio de um estágio pago por todos nós para alguém ir vender santinhos em Fátima, das 9h às 20h (e vais com sorte, por aqueles lados a vida nocturna é muito sossegada), é uma excelente amostra do emprego criado por este governo. Ou de como o governo subsidia o empreendedorismo, enquanto corta nas prestações sociais.
Constrastes
Já tínhamos um candidato a PR que se destaca como homem de cultura. Agora temos Rui Rio.


















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