Paula Teixeira da Cruz, a inacreditável ministra da justiça

Já foi chamada de mentirosa pelo Expresso. Insiste em falar de uns 80% de reincidência dos pedófilos, justificando-se com um estudo em que o respectivo autor já esclareceu publicamente que esse número não consta no seu trabalho.

É de lhe lembrar a recente campanha para sensibilizar os pais sobre as crianças serem vítimas de alguém da sua confiança. E não, portanto, de um estranho que possa viver na área da escola da criança, ao ponto dar a possibilidade dos pais irem à polícia exercer o seu direito à paranóia. Não, devem preocupar-se é com o círculo de relações da própria criança, onde se inclui a família e, espante-se, os próprios pais.

Depois da roda de mentirosa, era de esperar que a ministra caísse em si e saísse de mansinho. Qualquer pessoa sensata o faria. Excepto esta ministra justiceira.

“Isto foi dito e não foi desmentido”, declarou a ministra no Parlamento sobre o conteúdo do artigo de jornal. Para, logo de seguida, ser ela própria desmentida pelo deputado socialista Pita Ameixa: “Foi desmentido”.

“Está bem. Mas foi dito”, respondeu-lhe Paula Teixeira da Cruz [P]

Muito bem senhora ministra, ter-se-á ouvido das bancadas por parte do não menos inacreditável Carlos Abreu Amorim.

Alguém avise o primeiro-ministro que este é para pagar

Valor máximo da multa por atraso na entrega do IRS sobe para 15 mil euros.

Da natureza de classe

Leonidas-Bobolas
Leonidas Bobolas, um Ricardo Salgado grego do ramo da construção e dos media, cruzamento com Balsemão, portanto, recusou-se a pagar  1,8 milhões de euros ao fisco. Foi para o xilindró,  e pagou a correr umas horas depois. É a primeira vez que alguém da lista dos 50 mais ricos da Grécia é incomodado, o que diz tudo sobre as anteriores governações, e a forma como encaravam a separação de poderes.

Perante isto, como reage o verdadeiro liberal, versão séc XXI? ai jesus, é a Venezuela,  já andam a arranjar bodes expiatórios.

Um clássico, a defesa da benemérita classe que esconde o que deve na Suiça nunca engana.

A dúvida e a certeza

“Vem aí o caos e a anarquia! O Laos e a D. Maria! O ás de paus e a almotolia! Eu bem vos dizia, eu bem vos dizia. Papas à noite, fazem azia!”. Era assim que, há quase quatro décadas, falava, com non sense e com mau senso, uma personagem da peça “Portugal com P de Povo”, texto colectivo encenado pelo TEUC. Tal personagem (que caracterizava um conhecido general), como adivinham, tinha levado o chuto do poder para fora e anunciava, sem razões que se vissem, que, depois dele, seria o desastre.

Não foi. Mas ao ver a reacção do governo e a barragem (des)informativa montada pelos seus serventuários nos vários canais de televisão após a do apresentação, pelo PS, do chamado “Relatório para uma década”, lembrei-me daquela fala. Não vou aqui discutir agora os méritos ou deméritos das propostas contidas nesse texto. Todavia, e finalmente, vemos algumas das propostas que tanto se exigiam aquele partido. Elas merecem uma discussão crítica, seja qual forem as conclusões que cada um de nós retire desse debate.

Uma coisa é certa: embora se mantenham nesse conjunto de propostas eixos fundamentais que muitos de nós, desde sempre, rejeitamos, não é menos verdade que os elementos com que o PS se procura demarcar e tornar distinto do governo merecem atenção e, a serem aceites ou recusados, que o sejam por razões fundamentadas. O rol de declarações trágico-demagógicas, lembrando a retórica do poder nas “eleições” anteriores ao 25 de Abril, é absolutamente revoltante. A mentira e o disparate circulam, neste dias, com nervoso desespero. [Read more…]

Este título não é exacto

Ministra da Justiça ilibada de difamação no colapso do Citius

Mas o Ministério Público arquivou também este caso, como já tinha feito com o da sabotagem informática.

O anúncio do arquivamento do inquérito foi feito pela ministra na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias onde a governante está a ser ouvida esta quarta-feira. Paula Teixeira da Cruz leu extractos do despacho de arquivamento, segundo o qual a ministra “não particularizou, no seu despacho, indivíduos ou sujeitos, nem formulou juízos de valor”. Pelo contrário, “perseguiu o exigível esclarecimento dos factos e actuou com consciência”. A ministra aproveitou também para se queixar das notícias sobre os problemas que que afectaram o Citius por considerar que estas atingiram o seu bom nome.  [P]

Corrijam-me se estou errado mas arquivar é diferente de ilibar. Para ser exacto, o título da notícia poderia ser “Ministério Público arquivou queixa de difamação contra a Ministra da Justiça”.

Só uma dúvida, como é que é mesmo a hierarquia do Ministério Público?

Liberland, o embrião do éden neoliberal

Liberland

Como se cria um novo país? Não faço a mínima ideia. Mas o senhor Vit Jedlicka sabe e encontrou a solução perfeita para os tempos conturbados que vivemos: decidiu criar o seu próprio país.

À procura de reconhecimento oficial entre os seus pares europeus, a Republica Livre de Liberland estende-se ao longo de 7km2 de um pedaço de terra que aparentemente ninguém reclama, na margem ocidental do Danúbio, entalado entre as fronteiras da Croácia e da Sérvia. Já tem Constituição, escudo, bandeira e hino. Só lhe falta mesmo existir.

[Read more…]

Contos para crianças VI: o milagre económico português

Juros da dívida grega disparam e arrastam juros portugueses consigo. Irlanda praticamente imune ao contágio.

Contos para crianças V: os cofres cheios

Divida pública aumenta 9 mil milhões em dois meses” (via Diário Económico).

São apenas pretos

No episódio 5 do documentário A Guerra de Joaquim Furtado (aquele onde se clarifica a natureza racista e esclavagista do colonialismo português) um enfermeiro moçambicano narra o seu diálogo com um superior hierárquico, a quem questionava por uma sua colega com muito menos habilitações do que ele ganhar o dobro:

– Tens dúvida de que és preto?

– Isso não tenho dúvida

– É isso, ela é branca, ganha mais do que tu, que és preto.

Há por lá mais exemplos do mesmo. Enquanto por estes dias editava o documentário de forma a poder utilizá-lo nas minhas aulas de História, apareciam-me mentalmente no monitor as imagens dos que atravessam o deserto e o Mediterrâneo, e por ali morrem. Vítimas das guerras que homens brancos foram inventar a Sul, vítimas de nem parte da globalização os deixarem ser, vítimas da natureza humana, que tem aquela pretensão, os do costume dirão estúpida, de quererem alimentar-se, vestir-se, habitar, viver. Os do costume explicam: têm dúvidas de que são pretos? E para que não as haja em sacos negros os embalarão.

Leituras

vaselina-pacu
Ando a ler o relatório dos economistas liberais para o PASOK, perdão, para o PS. Uma suavidade.

Dez orçamentos de estado

A grande tese do governo quanto à estratégia do PS ontem apresentada resume-se a dizer que o PS provocará o desequilíbrio das contas públicas.

Isto é uma falácia,  pois o governo não equilibrou as contas públicas. Reduziu alguma coisa no défice à conta de enormes aumentos de impostos, do descontrolo na dívida e de um aumento brutal do desemprego. 

Quanto às ideias do PS, é de recordar que António Costa afirmou há tempos que se se pensasse como o governo, acabar-se-ia a agir como o governo. Ao insistirem no tema TSU e numa versão light da austeridade torna-se claro que foram incapazes de pensar fora da caixa e, pela lógica do próprio, acabarão a agir como este governo.

Ainda pior, do ponto de vista político, o PS deu um enorme tiro no pé. Confirmou a pretensa pertinência de Passos Coelho em ter voltado ao tema TSU e, ao apresentar uma versão moderada da estratégia do PSD, acabou a validar a acção governativa destes 4 anos, deixando espaço para nos interrogarmos se este prometido ligeiro alívio da austeridade só existe por se estar na oposição. Por fim, para quem tem afirmado prometer o que possa cumprir, basearam o  cenário num contexto macroeconómico  que nunca atingimos. Muito credível, sem dúvida.

Ainda quanto à TSU, o PS diz que compensará a quebra de receitas através de reformas menores a pagar no futuro. Tal como Passos Coelho, António Costa, parece não perceber que a Segurança Social não é um sistema onde se tenha uma conta corrente. A quebra de receitas terá consequências no presente e coloca em risco o seu futuro.

Quanto ao resto, registei que a educação é um sub-capítulo da economia, o que, em si mesmo, já é um programa político. Curiosamente, não encontrei nenhum capítulo sobre o Serviço Nacional de Saúde, este mesmo que está actualmente em pré-falência.

A agenda da década socialista consiste, sobretudo, na gestão financeira do país. Se não era para apresentar uma visão estratégica para o país, mais valia terem apresentado dez esboços de orçamento de estado.

O humorista do Tejo anda com piadas novas

O piadista João Miguel Tavares, aquele a quem no Governo Sombra cumpre o papel de soltar uma larachas para animar a conversa quando vai mais séria, anda numa estafada campanha contra os que nas universidades não cumprem as suas premissas ideológicas. É uma doença velha da nossa direita, agora impedida de resolver o assunto à Salazar, quando por exemplo Sílvio Lima foi corrido da docência universitária porque lhe deu para arrasar a mediocridade científica do amigo Cerejeira. Encanitam-se porque se faz em Portugal investigação nas ciências sociais e humanas sem a objectividade positivista de um Ramos ou de uma Bonifácio, malta que à força de estudar o séc. XIX acha que as humanidades estagnaram ali, que nestas coisas os ingleses é que sabem.

Ora conta-nos hoje o Tavares ter trocado o doutoramento académico pelo jornalismo, pela família a sustentar, pela casa e pelo carro, que isso de ser bolseiro implica sacrifícios, já sabíamos. O jornalismo esperava pelo João Miguel, e nele singrou. Não é para todos. Quando em 2008 era director-adjunto da Time Out, uma publicação portuguesa embora não pareça, e precisava de mão-de-obra sem casa, sem carro e sem família, saiu este anúncio:

Procura-se Jornalista Estagiário

Se és jovem, sabes a diferença entre “à” e “há”, és lavadinho e conheces Lisboa como a palma da tua mão, junta-te a nós! A Time Out Lisboa procura estagiários que não se importem de trabalhar de borla durante 3 meses, mas num ambiente muito agradável (e onde nem sequer se pede que nos vão buscar café).

Como bolseiros de doutoramento talvez trabalhassem na mesma os três meses usando as poupanças, mas sempre contribuíam para aquela coisa que nem lhe passa pela cabeça ser fundamental num país: a investigação científica. Terminaram por viver o mesmo sacrifício trabalhando numa publicação pateta, mas tenho a certeza que se fartaram de rir com as piadas da tágide do humor luso.

Portugueses falidos que resgatam bancos

Passos e Salgado

Tal como quando se nacionalizou o banco do regime cavaquista, também por altura da intervenção do Estado no BES nos foi dito que pouco ou nada havia a temer e que os interesses dos cidadãos, tal como as suas carteiras, estavam salvaguardados. Claro que, diz a nossa experiência colectiva recente, as palavras que saem do aparelho vocal dos responsáveis políticos tendem a valer cada vez menos. E enquanto a factura do BPN parece não ter fim, a factura do BES é ainda uma incógnita que ameaça transformar-se num prolongado sorvedouro de recursos públicos, sem que as perspectivas de que algum dia alguém venha a ser responsabilizado pelo sucedido sejam particularmente animadoras.

[Read more…]

A Grécia fora do euro:

Está quase!

grexit_01

A segurança ortográfica

É de admirar, portanto, que na moção aprovada pelo fórum-colóquio Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao ‘Acordo Ortográfico’ de 1990, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 14 de abril [sic] p. p. […], se considere que a nova ortografia traz «total insegurança ortográfica»

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 20 de Abril de 2015

dre 20 de Abril de 2015

“Ninguém para o TGV japonês”,

escrevem. E acrescentam: “E isto é apenas mais um teste”. Sim, mais um teste à lógica da base IX do Acordo Ortográfico de 1990.

Depois do afastamento pré-eleitoral

Miguel Albuquerque expõe toda a sua admiração e vassalagem a Alberto João Jardim. Na Madeira, o regime será sempre o regime.

A distribuição de panelas no IV Reich

Existem 149 cargos de gestão de topo na UE, cerca de 1/6 (23) são ocupados por alemães. Os restantes 126 que se dividam entre os outros 27 países que constituem o império. E não se queixem, dá quase 5 lugares para cada um.

Contos para crianças IV: estabilidade no sector privado

Insolvências de empresas voltam a aumentar no primeiro trimestre” (via Diário Económico)

Parece que a Alemanha precisa de mais emigrantes

Governo quer mais vagas para cursos superiores de engenharia, ciência e informática

Desmembrar a Segurança Social para dar negócio às IPSS

Primeiro foi a descapitalização da Segurança Social via pagamentos de indemnizações por despedimento e subsídios se desemprego, consequência da escolha política da austeridade como rumo – ir além da troika. Houve a tentativa de a descapitalizar ainda mais gravemente com o abandonado projecto da revisão da TSU. Passos Coelho já veio dizer que retomará este projecto como bandeira do seu programa eleitoral, afirmando que o fará para aumentar o emprego. Note-se que, para desmontar a agenda escondida de desmantelamento da Segurança Social, o mesmo argumento poderia ter sido usado quanto a qualquer outra taxa ou imposto mas não foi. Na saúde já veio um secretário das IPSS, perdão, de estado dizer que as IPSS podem complementar a rede de camas hospitalares. A colocação de desempregados que a Segurança Social faz também passou a ser feita por uns amigos do privado, pago pelo orçamento de estado, claro. Agora são as amas a passar da Segurança Social para as IPSS

Cavaco é conivente, por inacção, com o desmembramento da Segurança Social. E o PS, mais o seu estado social de encher a boca, onde é que andou nestes quatro anos? Vamos continuar a assistir à destruição do estado sem oposição?

Agora venham daí os arautos do estado mais leve e que não cria emprego e etc.

Os nossos amigos da Fosun estão em todas

REN, Tranquilidade, Espírito Santo Saúde e, quem sabe, o Novo Banco, e ainda têm tempo para ir ali comprar o Cirque du Soleil. Eles andem aí!

Esta coisa é para levar a sério?

Barroso gostaria de ter visto plano de resgate menos exigente“. Já que lhe deu para cinismo,  sai também uma declaração sobre o Iraque?

esguichos de estupidez

mamar

Ontem esta notícia indignou-me, como imagino que tenha indignado todas as pessoas que tenham um cérebro e que conheçam minimamente o que podem fazer com ele. Tipo pensar. Tipo conhecerem os seus direitos (e deveres), entre os quais, os direitos e deveres das mulheres que amamentam e os direitos e deveres dos pais (mulheres e homens) relativamente à aleitação dos seus filhos.

Eu ajudo um bocadinho, recorrendo à notícia que antes mencionei:

«A dispensa para amamentação é um direito previsto no Código de Trabalho. O artigo 47.º prevê que a mãe que amamenta o filho tem direito a dispensa de trabalho para o efeito durante o tempo que durar a amamentação. No primeiros 12 meses, mesmo que não haja amamentação, qualquer um dos pais pode usufruir de dispensa de trabalho para aleitação até o filho perfazer um ano.

A dispensa diária é gozada em dois períodos distintos com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador. Está previsto que constitui contra-ordenação grave a violação do disposto neste artigo.

[Read more…]

PME que contratem desempregados vão receber 80% do salário [*]

Lembram-se do tal governo que queria menos estado e que a recuperação estava a ser tão fantástica que o emprego estava a baixar a pique?

Arranca hoje o programa de estágios Reativar. O governo vai pagar pelo menos 65% do valor do estágio às pequenas e médias empresas que contratarem desempregados com mais de 31 anos. A ideia será reduzir o desemprego de longa duração. Mas nem todos acreditam na eficácia da medida que mantém remunerações baixas e os estágios só duram seis meses [**]. [TVI]

Ora, é o mesmo governo que aumenta o papel do estado na economia [***].

Aqui está, em todo o seu esplendor, a explicação da surpresa.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou hoje [07-08-2013] “surpreendente a forma como a taxa de desemprego se reduziu”, pedindo, no entanto, “cautela” na avaliação destes dados, uma vez que é necessário “expurgá-los do efeito da sazonalidade”. [DN]

[Read more…]

Da bondade dos desconhecidos


Quando comecei a subir a rua, o Vítor ainda não era o Vítor, mas um homem em queda. Eu ia apressada, muito apressada, e ao longe vi um corpo que se deixava abater. Poucas coisas impressionam mais do que o corpo de um homem caído no chão. Quando cheguei ao pé dele perguntei-lhe, reconheço que foi uma idiotice, se estava a sentir-se mal. Toquei-lhe no ombro, insisti, e ele abriu os olhos. Era difícil adivinhar-lhe a idade, cinquenta, sessenta anos, cabelo cortado muito rente. Balbuciava. Aproximei-me para perceber o que dizia e ouvi, distintamente: “Quero morrer.”

Foi nesse momento que apareceu outro homem, vinha a correr, ajoelhou-se logo junto ao corpo do homem deitado no chão, e começou a perguntar-lhe coisas simples, sorridente e com voz tranquila, como se levasse a vida toda a socorrer gente caída. Ouviu as mesmas palavras que me tinham sido ditas. Recordou ao homem cujo nome ainda não sabíamos que não há dificuldade na vida da qual não se possa fazer um degrau para um dia melhor. O seu discurso era comovedor, não porque parecesse capaz de fazer grande diferença àquele a quem se dirigia (e quem sabe? talvez fizesse), mas sobretudo porque era vibrante de esperança e fé nos outros. [Read more…]

Marco António Costa alveja o pé e o chefe

MAC

Foto: Fernando Veludo@Público

Houve um tempo em que Marco António Costa (MAC) era o nº 2 de Luís Filipe Menezes na CM de Gaia, um tempo em que a gestão camarária do PSD enterrou a autarquia em dívidas, quais socialistas a gastar acima das suas possibilidades. Desse tempo ficam as memórias de esquemas mil, e um nome salta à vista: Webrand, a empresa de comunicação no epicentro daquela a que a revista Visão chamou “A Face Oculta do PSD“, e que envolve não apenas Menezes e MAC mas também a referida empresa, o suspeito secretário de Estado Agostinho Branquinho, a NTM e a Gaianima.

[Read more…]

Sobre o milagre do emprego III

Portugal vai entrar na próxima década sem conseguir recuperar sequer metade dos postos de trabalho que foram destruídos durante o programa de ajustamento” (via Diário Económico)

Contos para crianças III: que se lixem as eleições

Arranca hoje mais uma acção de campanha da coligação PSD/CDS-PP com os olhos postos nas Legislativas. Não admira que as sondagens favoreçam o regime.

Um cavalo de Tróia chamado TTIP

trojan

Foto: Björn Kietzmann@Demotix

Passaram em branco na imprensa nacional as manifestações que se realizaram ontem em 22 países europeus contra o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (Transatlantic Trade and Investiment Partnership – TTIP). Apenas o jornal comunista Avante e o bloquista Esquerda.net fizeram referência à ocorrência.

A Euronews refere cerca de 200 manifestações um pouco por toda a Alemanha, com milhares nas ruas de Berlim, Estugarda, Frankfurt ou Munique, mas também em Bruxelas, Viena, Madrid ou Helsínquia. Refere também uma sondagem feita na Alemanha pelo YouGov que revela que 43% dos inquiridos acredita que o TTIP terá um impacto negativo no país contra 26% que vêm o acordo como um avanço positivo.

[Read more…]