Um concurso de professores que eterniza a injustiça, divide e corrompe

Santana Castilho *

Pouco a pouco, a Educação nacional vai-se transformando num instrumento da tendência totalitária do Governo, cujo objectivo é produzir cidadãos submissos, que cumpram o desiderato da “ausência de alternativa”. Para isso, a política que emana do Ministério da Educação e Ciência tem sido sistematicamente urdida de modo a conduzir a comunidade académica para um reduto de proletários, que apenas lutem pela sobrevivência. Tratando os professores como menores mentais, que gostaria de confinar a um enorme campo de reeducação, Nuno Crato tem-se esforçado por remover a cidadania da Escola e por vestir a todos o colete-de-forças da burocracia burlesca e do centralismo castrante. Para o homem que odeia as ciências da Educação e lhes chama “ciências ocultas” (que de facto o são por referência à ignorância que sobre elas exibe), tudo o que é anterior ao seu iluminismo é lixo não científico, que trata com a angústia persecutória própria de um teocrata que venera a econometria. [Read more…]

Governo apresenta demissão enquanto o PS está de cuecas

E esta gente, que é pouco inteligente mas esperta como um alho, já deu a conhecer a sua narrativa: esticar a corda com os juízes do Tribunal Constitucional, acusá-los de todos os falhanços da sua governação e, em última instância, apresentar a demissão por não ter condições para governar e pedir eleições antecipadas.
Com o PS em guerra interna e sem líder, este é o melhor momento. Ou muito me engano ou teremos novidades antes ainda do Verão.

O mundial da bola em indirectas

deve ser acompanhado numa paneleirice ainda por cima com título em americano, aqui. Lamento este link, mas joga o maradona, prontos.

Selecção? Exactamente: selecção

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Ontem, por breves instantes, a ortografia regressou à RTP. Os meus agradecimentos à comunidade portuguesa de Newark, nos Estados Unidos da América. Os bons exemplos devem ser seguidos e a comunidade de Newark é um óptimo exemplo. Sim, porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’, como tão bem sabemos.

Post scriptum: Por razões pessoais, estarei ausente do Aventar durante algumas semanas. Até breve e, já agora, boa sorte para a selecção. Sim, exactamente: selecção.

Pagamento em gelados?

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Subitamente, um erro – ou mais do que um, ao que parece – num cartaz da Olá, marca representada pela empresa Unilever, assumiu proporções mediáticas nas redes sociais. De tal modo, que até foi notícia de jornal. Nesta notícia, dão-nos conta da justificação da Unilever para este erro absolutamente inaceitável numa empresa com tão grande visibilidade: “Verificou-se um lapso na produção destes materiais que foram distribuídos indevidamente, facto que muito lamentamos. O Departamento de marketing da Olá já tem conhecimento desta ocorrência, pelo que as referidas peças estão já a ser retiradas”.

Acontece que o «lapso na produção destes materiais» dura há pelo menos dois anos, ou ocorreu também há dois anos, como bem o documentou aqui o meu colega aventador Ricardo. Não terá, na altura, tido estas repercussões. Talvez poucos tenham reparado, talvez poucos tenham lido o Aventar. O que é certo é que, se alguém denunciou este erro em 2012, ele não foi corrigido.

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Aclarando o acórdão do Tribunal Constitucional

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É espantoso que alguém com o nível cognitivo de um adolescente e cujos processos comportamentais se assemelham ao de uma criança tenha chegado a primeiro-ministro.
Porque um acórdão jurídico já é algo que ultrapassa em muito as suas competências básicas, sente a necessidade de uma aclaração.
Eu aclaro para V. Exª em linguagem facilmente entendível: É PARA COMEÇAR A PAGAR O MESMO QUE PAGAVAM ATÉ DEZEMBRO. O vencimento-base, a redução remuneratória, bem, é fazer as contas.
Está aclarado? Podemos passar à frente?

De quem é amigo o Tribunal Constitucional?

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Está no senso comum, alimentado pelos aflitos, por um lado, e pelo governo, por outro, a ideia de que o TC é o paladino do povo contra os abusos do governo, o aliado dos oprimidos. A guerra obscena e politicamente perigosa que os nossos governantes desencadearam contra este órgão jurisdicional parece dar razão a esta impressão. Ora, o Tribunal Constitucional não tem de ser amigo de ninguém; tem de ser justo – justo de justiça, não de justeza.

Por mim, bastava-me que o TC avaliasse com a isenção e objectividade possíveis as questões que lhe submetem. Penso que ninguém espera que ele se transforme num negativo do governo e invada as áreas de competência de outros órgãos de soberania, como proclama o governo, dantes com a sobriedade de quem bebeu meia garrafa e, agora, com a boçalidade de quem bebeu a caixa inteira. O que, bem vistas as coisas, acrescenta a este governo mais um atributo a juntar a todos (negativos) os que já mereceu: a ingratidão. [Read more…]

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A menina do papá e o filho da mãe

José Xavier Ezequiel

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A rapaziada de esquerda entrou em pânico com os resultados eleitorais das Europeias no Reino (dito) Unido e ‘na’ França.

O que sucedeu no ‘reyno de sua majestade’ não interessa para nada. No que diz respeito à questão Europeia, quero eu dizer. Qual lady Godiva, sempre esteve com um pé no estribo e o outro arreado. Só o facto de não ter aderido ao Euro, diz tudo. No fundo, nada de novo. Já Churchill afirmava — “Nós estamos com eles, mas não somos como eles”.

No entanto, o que se passa em França conta. E muito. Já que mais não seja porque, juntamente com a Alemanha, foi um dos dois grandes países fundadores da hoje União Europeia. Se ainda se lembram, durante décadas falava-se do eixo Paris-Bona. Agora, infelizmente, resta o eixo Berlim-Berlim. [Read more…]

Ai!

Os vários canais de televisão estão embevecidos com estas histórias de princesas e princeses. Ai que magnânimo e sábio que foi o rei! Ai que jovem tão aprumado e educado que é Filipe! Ai a anorexia de Letícia! Ai que bondoso foi o príncipe que casou com uma plebeia! Ai o partido socialista espanhol que é republicano mas jurou defender para sempre a monarquia! Ai que os malandros dos republicanos, que não percebem nada disto e não sabem nada de amores românticos, andam na rua a exigir um referendo! Aiii!!

Rotina

Depois dos crápulas nacionais, chegou a vez dos gangsters internacionais se pronunciarem sobre o acórdão do Tribunal Constitucional. Lá está o boneco de corda Barroso a falar de alto como se lhe tivessem enfiado uma vassoura no cu, logo seguido pelo psicopata Olli Rehn com as suas ameaças veladas. Arrebitado, o jornalista cita não sei quê do Financial Times. Liga depois para a bolsa para a desastrosa notícia da subida dos juros da dívida mas, azar dos diabos, eles já tinham baixado outra vez. Surgem mais insinuações sobre impostos e cortes em pensões e subsídios. É a extática felicidade da canalhada.

Testículos

Escrevendo disparates, há quem não tenha coragem para pedir o mesmo que os republicanos espanhóis: um referendo para mudar a nossa constituição.  Mudem de povo.

Onde para o socialismo? Para onde vai o PS?

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© Pedro Armestre/AFP (http://bit.ly/1hR4b82)

Hoje, antes da notícia do dia, li o artigo Onde pára o socialismo, e para onde vai o PS?, de Elísio Estanque.

Elísio Estanque escreve “exceção” (sim, com aspas). Elísio Estanque escreve atual. Elísio Estanque escreve atualização. Elísio Estanque escreve projeto. Elísio Estanque escreve espetáculo. Elísio Estanque escreve direção. Elísio Estanque escreve ruturas. Elísio Estanque escreve efetiva. Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque escreve pára? Sim, Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque adopta o Acordo Ortográfico de 1990? Elísio Estanque escreve pára. Elísio Estanque escreve “onde para o Socialismo”? Não. Elísio Estanque escreve “onde para a ousadia”? Também não. Elísio Estanque escreve “onde para a social-democracia”? Ver respostas anteriores.

Elísio Estanque, onde pára o Acordo Ortográfico?

Post scriptum: Juan Carlos não abdicou. Juan Carlos anunciou que pretendia abdicar.

Quadrinhas da época ao jeito popular

santos populares

Aqui estou pelos santinhos
A versejar a preceito
As musas dão-me beijinhos
P’ra que faça obra de jeito

Estão murchos, os manjericos
Que os ares andam pesados
Andam contentes os ricos
E os pobres andam lixados

Mas até os Santos notam
Que se há muitos que dão luta
Há muitos outros que votam
Naqueles filhos da p****

Este governo é um colosso!
Está- se a cagar p’ro povinho
O Paulo a cagar fininho
O Pedro cagando grosso
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Cavaco recebeu a selecção e respectiva comitiva

Forneceu almoço e tudo. Os jogadores resistiram e parecem estar bem.

Juan Carlos não abdica daquilo para que não foi eleito

franco juan carlos

Não há regime mais abjecto que o monárquico. Defender a entrega da chefia do estado a alguém apenas porque é filho de outro alguém, que por sua vez ali estaria por vontade divina, é em tudo contrário aos mais elementares princípios de uma civilização moderna.

Claro que umas monarquias, como a norte-coreana, são ainda mais repugnantes que outras, e é verdade que sob a tutela de um rei pode existir alguma liberdade e democracia, mas estarão sempre incompletas, falta-lhes o elementar princípio de que todos os homens nascem livres e iguais, em direitos e deveres.

O que se passa hoje na nossa vizinhança, onde um nacionalismo doentio tem como símbolo máximo da sua unidade um rei que jurou fidelidade a um assassino, Juan Carlos, o Bourbon herdeiro de um regime fundado por golpistas criminosos que derrubaram uma República referendada, “abdica” em favor de quem não vai a votos, mas é seu filho. Uma monarquia esbanjadora nos gastos, baseada numa montagem mediática chamada 23F, tenta a sua continuação. Há que referendá-la, por muito que isso custe aos vendedores de revistas cor-de-rosa.

Sim, Carolina

Na semana passada a Sílvia Caneco trouxe no i esta arrepiante história daquilo em que nos estamos a tornar, enquanto sociedade. Primeiro revoltei-me, depois angustiei-me, e depois fui tentanto digerir aquilo, enquanto olhava para o meu filho, da idade da Carolina. Só um pouco mais  novo que os rapazes que lhe fizeram aquilo. Apanhei-o à porta da escola e olhei para lá. Vi as raparigas todas a saírem para a rua, tão cheias de graça e de vida. Foi nesse dia que recebi uma mensagem Mãe que Capotou, a perguntar o que poderíamos fazer. Foi também quando a Sónia Morais Santos partilhou a ideia que nascera em modo quadripolar. E foi o que me fez voltar ao Aventar, para vos dizer que é preciso devolver a vida à Carolina e aos pais dela. Depois soube que está tudo a encaminhar-se. Indignem-se, por favor, mas reajam. O mínimo que podemos fazer por nós e pelas nossas Carolinas é isso. Não permitir que voltem a pintar-lhe lagartos na saia.Dúvidas e dádivas podem ir bater ao e-mail quadripolaridades@hotmail.com

Ou de como a blogosfera continua a ser uma âncora, no meio desta tempestade.

 

Retrato de um mundo de desigualdade extrema

Raoul Vaneigem

«Como pudemos chegar a esta fúria económica que remete o planeta para a avidez financeira, não tolerando rasto de vida que não mereça ser sacrificado no altar do lucro, pilhando os recursos humanos, animais, vegetais e minerais, com uma raiva lucrativa que é a própria essência do niilismo e do terrorismo?

O poder do dinheiro e o dinheiro do poder sempre foram inseparáveis. A loucura do dinheiro e do poder desenfreado caminham lado a lado, fustigados pela avidez ascética e pelos prazeres reduzidos aos dejectos da carência afectiva. No seu rasto, o dinheiro sempre atraiu o sangue, a corrupção, a violência. Os privilégios exorbitantes que lhes são doravante consentidos, acrescentam o ridículo ao odioso.

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O Dr. Coelho resolve

coelho amputa

O governo que viola sistematicamente a lei e que continua impune afirma: “O Tribunal Constitucional (TC), com a sua decisão, insiste em querer arrastar o país para o passado e eu julgo que os portugueses estão interessados em ver o país progredir e andar para a frente”. Quando é que o Estado de direito terminou sem que tivéssemos dado conta?

Dia da Criança

dia da crianca

o mendigo basilius

o mendigo basilius

António Costa: um acto de coragem

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© Luís Barra (bit.ly/RTvDek)

Através do Expresso, ficámos a saber que José Sócrates considera um acto (exactamente: um acto) de coragem a disponibilidade manifestada por António Costa. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990? Não, nem pensar. Há esperança? Claro que há. Enquanto houver acto, há esperança.

Sons do Aventar – Arcade Fire no RiR

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O António de Almeida, aqui no Aventar, escreveu que nunca foi ao Rock in Rio por não apreciar o conceito. Compreendo-o. Ontem, por causa dos Arcade Fire, fui pela primeira vez ao RiR. Andei anos a resistir. Até gosto do conceito “festivais” (Paredes de Coura e o Primavera são muito bons) e apenas não conhecia o RiR. Aquilo é uma espécie de “Disneyland Paris”.

Francamente, o RiR é totalmente diferente. Ontem fiquei na dúvida: ou o RiR não é para os Arcade Fire ou será que os Arcade Fire não são para o RiR? Independentemente da velha “guerra de números” destas coisas (a organização diz que eram mais de 47 mil almas a assistir, valor que só se for com IVA e já na taxa esperada para os próximos tempos pós TC, 25%), a verdade é que foram bem menos que nos outros dias, a acreditar nos tais números. Sinceramente, os Arcade Fire são uma banda para um “Primavera Sounds” ou “Paredes de Coura” e não para um festival como este. São públicos muito distintos e tirando os “ferrinhos” da banda, o resto da malta não é apreciadora do estilo nem tão pouco da forma.

O concerto foi bom. Não tanto, na minha opinião, como afirma Vítor Belanciano. Foi bom, ponto. Não foi excepcional. E o som não estava grande espingarda, sobretudo mais atrás (o vento não ajudou). Depois de umas horas passadas sobre o espectáculo, sou levado a concluir que os Arcade Fire não são para o RiR. No fundo, pelo que me apercebi, uma parte importante também não vai ao RiR pela música e não o escrevo como uma crítica negativa. Faz parte da filosofia da coisa. Não é por eu gostar mais do “Parque Warner” que vou afirmar que o “Disneyland Paris” é mau. São diferentes.

Por isso, contas feitas, soube a pouco para quem gosta destes fantásticos canadianos.

Estratégia de sobrevivência política

Não se percebe bem, se é que existe, a estratégia de António José Seguro. Por um lado pede eleições antecipadas, várias vezes tem desafiado o primeiro ministro a demitir-se para ouvir os portugueses, na passada sexta-feira votou uma moção de censura na A.R. que se aprovada implicaria a queda do executivo. Por outro, desafiado, recusa ouvir os militantes do próprio partido, refugiando-se numa legitimidade estatutária, que embora exista, não é menos legítima que a do governo continuar em funções até às próximas legislativas. Como referi aqui, a vitória escassa do PS não fazia prever a tempestade que se levantou, mas o líder da oposição revelou-se completamente incapaz de gerir a crise interna, num primeiro momento entrincheirando-se no aparelho do partido, depois disparando em todas as direcções. Por princípio sou favorável à proposta para redução para 180 deputados e introdução de círculos uninominais. Mas como isso se aplica? Será para eleger à primeira volta ou será necessária uma segunda? Serão permitidas candidaturas independentes nos círculos uninominais? [Read more…]

Para quem não assistiu

Nunca fui ao Rock in Rio. Não aprecio o conceito. Mas se estivesse em Lisboa hoje, muito provavelmente teria aberto uma excepção, para assistir a uma das minhas bandas preferidas, Arcade Fire. Fica aqui um vídeo com uma pequena amostra das capacidades desta fabulosa banda canadiana.

homenagem a varela pècurto

varela pècurto

Vigarista

Depois dos pequenos partidos crescerem nas europeias, Seguro quer só 180 deputados. E que tal demitir o povo e nomear outro?

A festa joga-se em Valongo, mas pode fazer-se no Porto

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Dois clubes do Grande Porto respondem hoje à noite à grande interrogação de toda a época de hóquei em patins: o campeão nacional vai ser o FC Porto ou a AD Valongo?

Na voz dos capitães, vai ser um grande jogo. O do FC Porto pode vencer a prova pela 14.ª vez; o de Valongo gostaria de acordar amanhã e ler em “O Jogo”, que o entrevistou, que a sua equipa foi a vencedora, campeã nacional pela primeira vez.

Ver a equipa verde-negra nesta luta pelo título, na última jornada, faz-me rebobinar a fita para outros tempos e para uma realidade diferente, o tempo em que os valonguenses jogavam num rinque, no jardim da vila, a Praça Machado Santos, mesmo ao lado da estrada nacional e atravessavam-na já equipados de patins e tudo, porque o rinque não tinha balneários.

Sem bancadas, com a assistência apoiada na vedação, aglutinada dentro de uma trincheira de oleado, montada para que as pessoas não entrassem directamente e pudessem ser vendidos bilhetes, à chuva e ao sol, como Deus mandasse. [Read more…]

Era fatal

Não adianta fazer platónicos votos para que o PS trate em paz dos seus problemas, deste modo fazendo contrato: nós deixamos o PS em paz e o PS deixa-nos em paz a nós. Nada a fazer.

Tal como aqui se prognosticava desde a fala de António Costa na Quadratura, o programa ia ser fazer a cantada à esquerda para casar com a direita. E digo cantada porque toda esta retórica é e será oca de ideias e propostas concretas de entendimento e recheada dos truques habituais, com uma nota só, como o samba: convencer o pagode de que não há alianças à esquerda porque a esquerda “radical” não quer comprometer-se. Soares, ontem, até lembrava os “bons tempos” – que lata! – de Álvaro Cunhal em que foi possível a unidade (referia-se às presidenciais, em que ele, Soares, enfrentava na 2ª volta um recente – posteriormente reciclado – delfim do regime deposto). [Read more…]

Passos Coelho e Cavaco Silva, os maiores inimigos da Constituição Portuguesa

O primeiro-ministro, comprova-se mais uma vez, é o inimigo n.º 1 da Constituição portuguesa. A mesma que jurou respeitar, mas que tem desrespeitado constantemente. O presidente da república também, pois para ele tudo estava bem com o Orçamento proposto pelo Executivo.
Governar assim é fácil. O Tribunal Constitucional até pode ter chumbado as medidas, mas a verdade é que já passaram 5 meses em 2014 e que o que roubaram aos Funcionários Públicos e aos reformados já ninguém devolve.
Mesmo que saiba o que vai acontecer, o Governo sabe também que pelo menos uns meses de redução salarial consegue garantir sempre. Aconteceu assim agora, aconteceu assim também com os subsídios subtraídos e nunca devolvidos.
Sem ilusões, é esperar pelos próximos ataques dos inimigos da Constituição.