Se cá aprendessem com os americanos…

america shutdown

Há muito que o governo teria fechado portas. Mas isso de se não se gastar dinheiro que não se tenha é muito à frente.

Há vida em Marte?

Segundo a NASA, apesar da ausência de metano, é provável, David, é provável. Contudo, uma coisa é certa: não há dinheiro em Marte. Não, não há.

Os vitoriosos da treta

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Sobre a decadência dos partidos já escrevi aqui, designadamente sobre Matosinhos, caso paradigmático de estapafurdice do PS, lamentavelmente corroborada por pessoas inteligentes e que já deviam ter juízo, como Manuel Maria Carrilho, que não se importou de se sentar ao lado de um candidato sem qualidades (e com tristes projectos para a Cultura) para enfrentar quem já tinha caminho feito naquela câmara municipal – Guilherme Pinto, que acabou por ganhar como independente.

Decadência, sim, dolorosa de ver, sobretudo na visão da cegueira de quem acha que tudo pode continuar, e continuar na mesma. Acabou-se o tempo dos partidos, está chegada a hora de outra coisa:  já visível, embora ainda com as naturais ligações às máquinas partidárias (de onde viriam esses valentes se não dos partidos?) As pessoas querem votar em pessoas, e estas Autárquicas comprovaram-no.

Bem podem os aparelhos partidários protestar, punir, expulsar: os destinatários da sua acção (missão política) não querem já saber dessas revoltas que nada mais são do que a movimentação dos ratos no porão de um navio naufragado. E o Bloco de Esquerda, apesar de ser uma organização partidária recente, não se safou. [Read more…]

A especificidade e complexidade das autárquicas ou a cegueira no Bloco de Esquerda

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Consistentemente a descer nas sondagens desde Janeiro, é preciso ter uma grande lata para vir falar em dificuldades nas autárquicas, 25 anos de atraso, blábláblá.

O caso do BE é muito simples: por mais que as extingam e agrupem continua a ser uma coligação de tendências centralizada em Lisboa.  O que foi novo cresceu mas o que nasce torto nunca se endireita. E agora mingua, mirra, encolhe, numa altura em que todas as circunstâncias políticas lhe permitiam voltar a crescer.

Como já estou a ver as cenas do próximo capítulo, europeias, e é sabido como as derrotas fazem de uma organização um saco de gatos, o pior ainda está para vir. Nem quero ver.

(touradas à parte, festejei o regresso à normalidade em Salvaterra de Magos: em política não se admitem barrigas de aluguer)

Fonte do gráfico: Pedro Magalhães

Camaradas, parece que isto é azia, pá…*

Adoro, que adoro, volto a repetir: adoro, os meus camaradas que argumentam sistematicamente com ‘quem não participa activamente nas campanhas’ não percebe nada e deve estar de boquinha bem caladinha e não dizer nada de nada acerca de coisa nenhuma. É uma vergonha pá, não participar nas campanhas e isso e depois andar para aí a dizer isto e aquilo, pá. Porque eles, os ‘verdadeiros adesivos’ (ai, aderentes… adesivos… pá… coiso, pronto) é que sabem, porque colaram cartazes e tiveram de falar com as pessoas e tal durante umas semanas e pronto. Eles é que sabem tudo sobre todas as coisas, portanto, e eles é que compreendem sempre tudo muito bem, aliás, reformulo, compreendem tudo muito melhor, compreendem tudo, mesmo tudo, ponto, muito melhor e muito mais além do que o resto das pessoas que, basicamente, são estúpidas e desinteressadas e coiso. O facto de essas outras pessoas fazerem o seu trabalho de adesivos (quer dizer, aderentes… autocolantes… ai… adesivos… coiso, pronto) noutros contextos (e não, não estou a falar do facebook), que o fazem, não interessa nada. 

O facto de haver muitas maneiras de militar (ai, pá, coiso, ser adesivo, autocolante… pá, pronto, isso…) num partido, incluindo querer discutir esse mesmo partido séria e transparentemente… isso não interessa nada…

Queéqueessamerdainteressamesmo?

O facto de se esbarrar constantemente em discursos dos ‘verdadeiros, dos que-sabem-mesmo-tudo-acerca-de-todas-as-coisas-porque-carregam-os-baldes-da-cola-e-tal-como-se-os-outros-nunca-os-tivessem-carregado-na-vida) que constantemente argumentam com a sua infinita sabedoria de pacotilha, de chapa 4 dos discursos já gastos, esfarrapados, em que já ninguém (pronto, ok, 5 ou 6 adesivos, dos novos e assim mesmo…) embarca… isso não interessa nada. Nem isso nem o desagradável que é para mim, por exemplo, como adesiva-aderente-autocolante-coiso-isso-pá-pronto, ter passado os últimos dois dias a tentar responder (e a conseguir mais ou menos, com alguma elevação e coiso, vá, que eu apesar de não participar activamente no carrego dos baldes de cola, não sou estúpida, nem nunca fui, ainda que possa fingir que sou, à vontade, se quiserem e se eu quiser, principalmente) a montes de gente que me pergunta: ‘oh pá, então e o teu bloco, pá, que é que vos aconteceu?’ 

Na verdade eu consigo responder-lhes, e garanto que não uso a chuva, nem a comunicação social, nem a abstenção, nem a austeridade. Mas gostava, como aderente-adesiva-militante e como alguém que faz a sua aderência como pode e sabe e quer e paga quotas, que me respondessem a mim, sinceramente, transparentemente, sem a chuva, a abstenção, a comunicação social… ou isso: ‘oh pá, então e o bloco, pá, o que é que nos aconteceu?’. E não relativamente ao último mês, mas relativamente, digamos, à última década. gostava mesmo. Talvez a minha aderência fosse maior. De certeza, camaradas, que a minha militância seria infinitamente maior. A minha e a de bastantes outros.

 

*Sou militante (aderente-adesivo-autocolante-coiso-pá-isso) do Bloco de Esquerda e disseram-me agora mesmo que o que eu tenho é azia. Desculpem lá vir para aqui descarregar a bílis e tal.

House of Turds

HouseOfTurds

Há pouco, julgava estar a folhear a publicação com a capa mais divertida da semana – excepto, talvez, a da edição de ontem do Jornal da Madeira –, quando, entretanto, me deparei com esta, que teve o condão de atrair a atenção do Language Log e de Paul Krugman. A história, em português europeu, é contada pelo Público. O senhor que faz de Kevin Spacey chama-se John Boehner. Ah! Sim, “House of Turds”. Em inglês, ‘turd’ significa isto (o UD, como sempre, vai ao osso); em português, sim, está bem, pode ser.

Ao Triunfal Bonzo Buda Costa

António CostaPassou a pastilha democrática das eleições autárquicas, com as suas ilusões e as suas esperanças. Não houve uma imensa participação cívica. Houve a mesma participação cívica baixa, ainda para menos, uma humilhante abstenção, entre emigrados, mortos e alheados: percebe-se que se há óleo lubrificador dos sufrágios ele escorre somente na engrenagem passional dos clubes-partidos da política, do seu velho ping-pong, e percebe-se que somente um refugo de dependentes e familiares das migalhas políticas se movimenta, espessa minoria que vota neles. Mesmo os falsos e semi-falsos independentes, amuados ou dissidentes do Partido que os preteriu.

Indiferente à História Recente, o Povo, mais quinhentos mil que no PSD, votou no PS. Votar PS é votar com a mesma inteligência e sentido de acerto com que Roberto, ex-guarda-redes do Sport Lisboa e Benfica, defendia a gloriosa baliza pífia aquilina. Lisboa, enfim, sorvedouro ímpar e supremo a todos os títulos, votou massivamente no Bonzo Buda Costa, alguém que anda a excitar a necessidade de excitação de todas as Esquerdas e a fazer sombra a Seguro: pela mesma razão por que se votou no Bonzo Costa não se podia votar no Bode Expiatório Menezes. É só fazer as contas. [Read more…]

Sondagens em Gaia

Os resultados das eleições em Vila Nova de Gaia fazem-me voltar à temática das sondagens.

Na página 8 do pasquim que se vendeu ao Menezes, um comentador, supostamente perito em sondagens, escreve:

“dois casos da A.M. do Porto – Gaia e Matosinhos. Em ambos os resultados eleitorais foram diferentes dos estudos. Em Gaia, o PS disparou para cima e o independente para baixo (…). A rever com atenção.

Isto, depois de ter justificado, na introdução do comentário que

“Os estudos efectuados a 5, 10, 20 ou mais dias antes das eleições são indicações ou tendências.

Até aqui, batatinhas. Mas, vejamos o que foi apontado pelas últimas sondagens divulgadas pelo JN – e já nem vou a outras que por aí foram faladas:

– Em junho, no JN: PS – 32,2%, Guilherme Aguiar – 30,7%, PSD / CDS – 22,7%;

– Em setembro, no JN: Guilherme Aguiar – 29,3%, PS – 29%, PSD / CDS – 25,1%.

Esta foi a sondagem publicada a 4 dias das eleições, sr. Comentador.

Também em Setembro, na RTP (Sondagem da Católica) – PS – 32% ; Guilherme Aguiar – 26%, PSD/CDS – 21%.

Pois bem, o Eduardo Vitor Rodrigues acaba por ganhar as eleições com 38,15%. Ou seja, na última sondagem do pasquim EVR tinha menos dez pontos. A Católica aproxima-se, mas fica longe…

O falso independente do PSD foi levado ao colo no braço esquerdo pelo pasquim, que uma vez por outra também recebia no regaço o candidato oficial. Tentou, até ao limite, mostrar que a coisa estava dividida, que todos podiam lá chegar

O PS ganha em Gaia com 38,15%, o PSD / CDS fica em segundo com 19,97% e o candidato oficioso em terceiro com 19,74%.

Isto é, o PS tem, sozinho, quase tantos votos como os outros dois juntos (diferença de 2161 votos) – era esta a proximidade prevista nas sondagens?

Não deveria a Direcção do Jornal de Notícias tirar consequências do papel que tiveram nestas eleições? Não considera a Direcção do Jornal de Notícias que a derrota em Gaia e, em especial, no Porto é também uma derrota editorial? Afinal os candidatos apoiados perderam, não?

Abstenção, brancos, nulos e representatividade

Almada, CDU: abstenção=59,5% brancos=4,6% e nulos=4,1%
Arcos de Valdevez, PSD: abstenção=49,1%, brancos=4,2% e nulos=1,8%
Aveiro, PSD/CDS: abstenção=51%, brancos=5,3% e nulos=2,8%
Braga, PSD/CDS: abstenção=40,1%, brancos=3,2% e nulos=1,8%
Bragança, PSD: abstenção=45,4%, brancos=2,7% e nulos=2,4%
Calheta (Madeira), PSD: abstenção=47%, brancos=0,8% e nulos=3,2%
Castelo Branco, PS: abstenção=49,3%, brancos=4,2% e nulos=3,1%
Chaves, PSD: abstenção=46,2%, brancos=3,7% e nulos=2,9%
Coimbra, PS: abstenção=50,6%, brancos=5,4% e nulos=2,8%
Elvas, PS: abstenção=52%, brancos=2,9% e nulos=2,4%
Évora, CDU: abstenção=50,3%, brancos=3,8% e nulos=2,3%
Faro, PSD/CDS: abstenção=56,3% brancos=5,6% e nulos=3,4%
Fundão, PSD: abstenção=45%, brancos=4,9% e nulos=2,7%
Guarda, PSD/CDS: abstenção=40,5%, brancos=3,6% e nulos=4,6%
Ílhavo, PSD: abstenção=59,9%, brancos=6,7% e nulos=3,7%
Leiria, PS: abstenção=50,2%, brancos=8,4% e nulos=5,1%
Lisboa, PS: abstenção=54,9%, brancos=4% e nulos=2,9%
Mafra, PSD: abstenção=50,3%, brancos=6,6% e nulos=3,9%
Moimenta da Beira, PS: abstenção=45%, brancos=4,3% e nulos=2,7%
Montijo, PS: abstenção=60%, brancos=5% e nulos=3,2%
Olhão, PS: abstenção=58,4%, brancos=5,4% e nulos=2,8%
Ponta Delgada, PSD: abstenção=54,1%, brancos=2,1% e nulos=1,2%
Porto, Indep. R.Moreira: abstenção=47,4%, brancos=2,5% e nulos=1,9%
Santarém, PSD: abstenção=48%, brancos=4,8% e nulos=3%
Setúbal, CDU: abstenção=61,3%, brancos=4,6% e nulos=3,2%
Viana do Castelo, PS: abstenção=46,7%, brancos=5,1% e nulos=2,8%
Vila Real, PS: abstenção=40,8%, brancos=2,5% e nulos=2,1%
Viseu, PSD: abstenção=52%, brancos=5,4% e nulos=4%
Fonte da amostra: Público

Autárquicas em Matosinhos – uma história triste

manualmesasDesde os 18 anos – já lá vão 12 – que faço parte das mesas de voto da Freguesia de Leça da Palmeira. Neste ano, fruto da condição de candidato à União de Freguesias de Matosinhos-Leça da Palmeira, para onde fui eleito, não pude fazer parte dos membros das assembleias de voto, embora tenha passado o dia na Escola Secundária da Boa Nova, com passagem pela Augusto Gomes, em Matosinhos. Mas foi em Leça da Palmeira que presenciei acontecimentos inacreditáveis, a poucos meses do 40.º aniversário da democracia. O resto foi chegando ao conhecimento da candidatura da CDU durante o dia. [Read more…]

Treinos

300913a

Uma história simples

supernova kepler

Era uma vez um político que queria ser eleito, tendo-o conseguido prometendo mundos e fundos, os quais trouxeram votos de quem não se importou em saber se os fundos existiam para os prometidos mundos.

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Atendimento a Cliente MEO*

*metáfora?

Lar de Concentração

À atenção das polícias e da CNE, pois não quero crer nem num Lar de Concentração em Portugal nem na indústria do Voto Idoso, guiado pela mão, não de Jesus, mas de uma espécie de caciquismo esperto e avançado, movendo-se na coacção e na violência. Não quero crer, mas infelizmente a realidade pode superar a mais sórdida ficção.

Humor negro

José Maria Ricciardi é o banqueiro do ano.

Prova de Teimosia

O que prova que Passos Coelho é cegamente teimoso na sua obsessão de continuar a governar, não é o seu discurso patético após a derrota eleitoral, os sinais de que as suas receitas falharam, ou a observação de que o país está a ruir à sua volta. Não. O que o mostra broncamente teimoso é o facto de continuar a resistir à tentação de desfazer a cara de Paulo Portas à bofetada. Depois de tudo o que o pulha do vice lhe fez, o dia de ontem e o respectivo discurso paulista devia ser a última gota. Não foi. Isto não é teimosia. É patologia

Ainda há heróis

Parabéns Rui Costa.

Cratilinárias

CatilináriasRecentemente, Passos Coelho, licenciado em Economia, descobriu que as pessoas, por ganharem menos, gastam menos. Já Vilaça, personagem de Os Maias, comentava a formatura de Carlos, dizendo a si mesmo: “Grande coisa, ter um curso!” Grande coisa Passos Coelho ser economista, que, mais tarde ou mais cedo, chega quase a perceber o que se passa com os cidadãos. [Read more…]

a paixão, a vergonha, a culpa…

eu tinha 18 anos quando participei a sério, apaixonadamente, cheia de entusiasmo numa campanha partidária. a colar cartazes, a distribuir panfletos na rua e a falar com as pessoas, a vender autocolantes… o cavaco ganhou as eleições. e eu passei a noite inteira a chorar, numa sala escura da sede das palmeiras. mas a chorar a sério, com a mesma paixão e entusiasmo com que participei na campanha. de vez em quando entravam camaradas para me consolar naquela sala, mas o meu desânimo foi tão grande com aquele resultado que nunca mais me esqueci nem da sala, nem dos camaradas que me consolaram. isto foi há 28 anos. e eu nunca mais me esqueci daquela noite. duvido que me venha a esquecer daquela noite e da miúda que então era. e da sede das palmeiras e dos meus camaradas do psr.

ontem não chorei. apesar de ainda ser, de muitas maneiras, a mesma miúda chorona. não chorei. mas pensei que, se calhar, àquela hora havia outros putos que participaram apaixonada e entusiasticamente numa campanha pela primeira vez, a chorar. e se calhar houve outros camaradas que os consolaram. a mim, servir-me-ia de consolo hoje, apesar de não ter chorado ontem, que alguém me dissesse que estes resultados foram uma derrota e que é preciso repensar o que andamos a fazer nos últimos anos. que alguém me dissesse das más escolhas, da falta de critérios sérios na escolha de candidatos, na falta de criatividade em quase toda a parte no modo de chegar às pessoas, das associações à direita que se fizeram, por exemplo, na única ‘vitória’ que se obteve numa coligação que (me) envergonha.

Esta derrota não fragiliza nem derrota o governo*. continuamos na mesma, basicamente no que diz respeito ao essencial. não foi vitória nenhuma contra a troika, nem contra o memorando, nem contra a austeridade. em que país vivem os meus camaradas? deve ser noutro muito diverso do meu. 

eu não sou ninguém, nem sequer me sinto ‘aderente’, pelo menos não seguramente do mesmo modo apaixonado que há 28 anos. mas eu ando a dizer isto (não só no facebook, ou na blogosfera, antes que me venham acusar de o fazer apenas neste contexto, como já antes fizeram) há bastante tempo.

um partido que culpa a chuva, a abstenção ou a comunicação social pelo seu desastre político, não é o mesmo de há 28 anos. é outro. muito diferente. que reage aos desastres como se a culpa fosse dos outros. que não parece ter já capacidade de reflectir sobre si mesmo. enquanto for assim, enquanto continuarmos a por a arrogância e a defesa cega das nossas posições, que evidentemente não resultam, continuaremos sempre a ser outro partido. um partido em que ninguém vota. e olhem, camaradas, aderentes, militantes apaixonados ou não: a culpa não foi da chuva, nem da abstenção, nem da comunicação social, nem da troika, nem da austeridade. foi nossa. 

*derrota da direita foi brutal, dizem os meus camaradas. já eu, que tenho juízo,  não digo o mesmo.

Sobre o que separa José Rodrigues dos Santos

da literatura. Clara Ferreira Alves leu o romance “inspirado” na vida de Calouste Gulbenkian e chama os bois pelos nomes.

Os contratempos da hipocrisia

Ontem, a versão sincera. Hoje, no rescaldo, a versão hipócrita. Como querem à força toda adoptar o inaplicável, vêem-se obrigados a recorrer à cirurgia plástica. Contudo, quando o operador é inábil, o insucesso está garantido. Porque os factores de risco existem. Pois. Esqueceram-se dos factores. Sim. Ide lá buscar o bisturi. Bem-vindos ao mundo da aplicação do AO90.

RR 3092013

Gaia:YES, we WIN!

euevrConfesso que não são muitas as palavras que os dedos conseguem construir no teclado, não sei é se o problema é dos dedos ou do teclado. Há quem diga que é do cansaço.

Vivi ontem uma das noites mais felizes da minha vida.

Terei sido um dos que mais escreveu sobre Vila Nova de Gaia (a minha terra) nesta coisa a que alguns chamam blogosfera. Terei sido do primeiros (o único?) a mostrar o que era a gestão de Luís Filipe Menezes. Assumi o meu anti-Menezismo quase primário. Exagerado é certo, porque algo de bom estava feito. Mas, caramba, foram 16 anos! Recordo três exemplos:

falei do dinheiro entregue ao Centro de Estágio de uma equipa profissional de futebol;

– o desemprego em Gaia

– sobre o Marco António. [Read more…]

47,36%

abstiveram-se de votar (resultados ainda provisórios).

Ganhar e perder

Post escrito a 9 de setembro.

Autárquicas – Manual de Boas Práticas à Borla:

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Uma eleição autárquica não se ganha contratando duas, três, ou mais empresas de comunicação ao mesmo tempo;

Uma eleição autárquica não se ganha por se conseguir meter duas, três, dez ou vinte notícias nos jornais e outras tantas nas televisões;

Uma eleição autárquica não se ganha fazendo sondagens marteladas e delas dar conhecimento a todo o mundo e arredores;

Uma eleição autárquica não se ganha com camiões gigantescos, porcos a esmo e concertos às dúzias;

Uma eleição autárquica não se ganha em campeonatos de quem mete mais outdoors por m2;

E sabem o porquê de afirmar tudo isto?

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Gajos que são eleitos

O voto do povo de Leça elegeu  o Ricardo Santos

ricardo  santos

jovem, comuna, sexy, escreve no Aventar.

Parabéns Ricardo.

Na noite das eleições autárquicas, a versão sincera

Sim, já sabíamos: apesar de, há três anos, três meses e três dias, aquilo ter sido anunciado, no dia-a-dia, o que realmente acontece é istodirecta, colectiva, factores, direcçãoMaio ruptura. Se quiserem  *direta, *coletiva, *fatores, *direção, *maio e *rutura, terão de esperar pela outra versão, a hipócrita. Exactamente.

A queda dos dinossauros

Ou como a chico-espertíce não compensou.

Não resisto

Na mesma noite, arrumar com o Menezes e com o Carlos Abreu Amorim, nem nos meus melhores sonhos!

Porto

Em terceiro? Fantástico!