Há quem nos diga que os porcos voarão

Santana Castilho *

1. Quando, em dois de Janeiro passado, antecipei nesta coluna o descambar da situação do país, logo no fim do primeiro trimestre da execução do orçamento de 2013, não fui original. Tão-só acompanhava a voz dos que não acreditavam que algum dia os porcos voassem. Aumentou o desemprego. Cresceu o défice e a dívida. Galoparam a recessão e o sofrimento dos portugueses. E, enquanto a realidade evidencia que nenhum problema foi resolvido e todos se agravaram, há quem diga, de cara dura, que é uma questão de tempo, que sim, que os porcos voarão.

2. Crato regressou da sua viagem à volta da Terra, em 14 dias, depois de a troika ter aviado a sétima avaliação. Fez bem. Assim, a troika decidiu por ele, sem lhe perguntar se concordava com a chuva. Nada do que se passa, aliás, depreende-se das declarações do ministro à chegada, tem a ver com ele, porque, disse, “… o mundo está a mudar muito depressa …”, “… a situação política é volátil …” e, além disso, “… não há nenhum ministro que decida tudo por si…”. Querem razão mais científica e tempo mais propício para um saltinho à China, Chile e Brasil?

3. E que se passa, afinal? [Read more…]

Sexo-Emboscada

Há quem perca a cabeça só para lhe sentir o cheiro enganador. [Read more…]

O espião que voltou para o quentinho

não será excedentário?

Zona Euro, o frenético desatino

Por imperativos de ordem familiar, mas profissionais, lembro-me do relato de comportamentos de doentes mentais hospitalizados. Um dos que me ocorre é o desassossego intenso e colectivo, despoletado subitamente por um único dos internados – na altura seriam no mínimo 40, por enfermaria.

Toda aquela gente é atacada por violenta perturbação. Os incidentes fundavam-se, é evidente, em razões patológicas mentais: o grupo era, pois, atormentado a partir de um pesadelo, de alguém que gritava, gesticulava, ofendia e chegava a agredir os companheiros, incluindo os enfermeiros e outros profissionais.

Tudo isto vem a propósito das declarações de Jeroen Dijsselbloem, novo presidente do Eurogrupo, ao assegurar que ‘o modelo aplicado em Chipre de confisco de 30 a 40% de depósitos acima dos 100.000 se tornará regra para outros países com bancos em situações semelhantes’ – a D. Merkel para escaldar a polémica, e em clara defesa dos investidores alemães, valeu-se do argumento de falsa solidariedade com os contribuintes… enfim, disparates e desconchavadas justificações mal sintonizadas. [Read more…]

Clarice Falcão, uma cachopa que sabe a chocolate

Não sei de cantora que tão bem o amor trate, na minha língua.

(lista de reprodução para ouvir até ao fim ou fugir já)

Cada vez soa mais a governo à beira da demissão

O descaramento nas nomeações continua. Um claro assegurar tachos aos amigos.

Os “grandes depósitos”

A União Europeia prepara-se para arrasar Chipre com medidas ainda mais gravosas que aquelas que, há dias, indignaram todas as pessoas decentes. As fronteiras, neste caso, nem são as que separam direita e esquerda. A medida é de uma estupidez insana, qualquer que seja o volume dos depósitos atacados, por razões que, de tão óbvias, me dispenso de enumerar. Todavia, não sei se sou eu que estou a ver coisas, as manobras de comunicação passam por referir até à náusea “os grandes depósitos”, dando à canalhice uma espécie de simulacro de justiça social e tentando despertar a inveja que se recolhe, larvar, em muitos espíritos.

Estas referências aos “grandes depósitos” aparecem misturadas com as que são feitas à oligarquia russa, à lavagem de dinheiros, ao paraíso fiscal (como se o núcleo de poder de UE não estivesse cheio deles – mas são os “bons”, são do norte). E como se unifica isto tudo? Qual é o conceito de milionário com que opera a maioria dos nossos jornalistas e os tartufos políticos? São os depósitos de mais de cem mil euros. Quer dizer: as poupanças de uma vida de uma família de classe média-média (igual a metade do ordenado mensal de alguns dos nossos gestores, uma fracção do que recebem alguns CEO só por serem transferidos, uma semana de ordenado de um bom – mas não dos maiores – jogador de futebol, alguns minutos de lucro de alguns “investidores”, alguns segundos de outros e por aí fora) são consideradas riqueza ao nível dos depósitos de milhares de milhões. [Read more…]

Ó redundante Sr. Costa 2,3% ainda é curto, upa!, upa!

carlos costaCarlos Costa, governador, apresentou o Boletim Económico da Primavera do BdP, destacando a previsão de queda de – 2,3% no PIB para este ano. O ‘Público’ adita algumas informações de pormenor, mas relevantes.

Impressiona-me observar que,  várias instituições e  os sábios líderes, apoiados por técnicos e estruturas de dimensão considerável, saiam a público para transmitir com estridência informação que já sabíamos – além da ‘troika’, Vítor Gaspar também já havia anunciado a previsão de quebra este ano de – 2,3% para o PIB.

A este  repetir de comunicação do que outro tinha comunicado chama-se redundância. No mínimo, é censurável e controverso que, de várias fontes pagas pelos contribuintes, existam diversas entidades a realizar o mesmo trabalho. O facto é ainda mais controverso, porque os líderes comunicadores, em outras ocasiões, não se fatigam de reclamar que o grande desafio a empresários e trabalhadores portugueses se centra no aumento da produtividade. [Read more…]

Quero mentiras novas

figasEm plena semana pascal, enquanto a Europa versão euro falece em Chipre e as putas dos costume defendem Markel porque ainda não tinham nascido quando os pais defendiam Hitler, anseio pelo 1º de Abril.

Marcelo Rebelo de Sousa é basicamente um mentiroso compulsivo, a política, entendida aqui como o jogo do rotatitividade do poder e dos interesses, circula-lhe nas veias a uma velocidade estonteante, e ele nem repara nisso. Por isso mesmo é o mentiroso mais bem pago em Portugal, e ninguém se escandaliza com o facto, que o coloca de resto a caminho da sua outra especialidade, a derrota eleitoral, nas próximas presidenciais.

Os máximo que as televisões portuguesas concedem em termos de pluralismo políticos (a que todas estão obrigadas) é oferecer a outro caramelo do mesmo quilate mas sempre do outro partido de alterne o mesmo tempo de antena. A comunicação social em Portugal funciona na roda livre dos negócios (olha o António Vitorino), não cumpre os seus deveres (que eu saiba nenhum partido ganhou a concessão de um canal de tv), e ninguém repara nisso.

Neste mesmo país aquele que era até há bem pouco tempo o pior dos chefes-de-governo pós-74 regressa hoje de um breve exílio. É obviamente um direito seu, e claramente uma opção sua que demonstra o que é: um carreirista irresponsavelmente ambicioso, sem escrúpulos de se exibir contra todas as evidências do efeito que vai causar. [Read more…]

Por favor, onde fica o gabinete de ajustes directos?

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Não deixa de ser interessante que, em antecipada pré-campanha para as autárquicas, comecem a ser revelados alguns pecados da actual gestão em algumas autarquias. Uns, veniais, coitadinhos; outros, cabeludos como o diabo.

Mas não deixa de ser interessante, também, a forma como o vulgo reage às notícias.

Estava eu integrado, por vizinhança, numa conversa de café, daquelas que surgem ao cair da bica (minha singela homenagem ao linguajar da capital) quase sem nos darmos conta. Está-se a falar do tempo, da bola, das pernas da Maria, e, de repente, é um refastelar de críticas à política.

Raramente os argumentos são os mais salutares, o que mais interessa à causa pública, não se cura de saber como as coisas acontecem, só que acontecem, sempre para o mesmo lado, ora dos bons (poucos) ora dos tratantes (a maioria). Mas sempre o mesmo lado político consoante a circunstância. É a circunstância que escolhe o lado, não a militância. E a suprema discussão está tantas vezes na razão inversa da importância do que se discute. [Read more…]

As Gueixas de Sócrates e o seu Mulo Híbrido

gueixas de SócratesNão posso dar descanso ao tema que a tantos irrita eu aborde, não só porque tenho alívio e consolo nele, mas sobretudo porque as gueixas de Sócrates não dão descanso ao assunto. Dizem as gueixas de Sócrates que há uma reacção da Direita Portuguesa à figura patranhesca e piranhesca de José Sócrates. É falso. Há uma reacção transversal e vertical de rejeição a Sócrates. A Esquerda Portuguesa, prefigurada pela Igreja PCP, odeia Sócrates pelas políticas de Direita, pelo rapadorismo infrene dessa governação, por ter, em suma, criado todas as condições para o Pacto de Agressão, hostilizando os comunistas gratuitamente; o BE, esvaziado de bandeiras pelo hibridismo oportunista e rançoso dos gays e abortistas socratistas, odeia Sócrates por ter sido humilhado bastas vezes na caricatura em que, com Sócrates, consistiam os debates pesporrentes na Assembleia da República. Sócrates gritava mais alto. Sócrates era o mais histérico. Vencia debates após debates à conta do campeonato de decibéis. Louçã era atirado ao pó e à humilhação. Em resumo: as gueixas de Sócrates deveriam saber que todo o espectro político nacional com dois palmos de testa e um mínimo de honestidade intelectual e política abomina Sócrates por causa de Sócrates, para quem todos os fins justificavam os meios. [Read more…]

É na Terra, não é na Lua…

… que se podem ver em streaming os melhores documentários europeus sem gastar um tostão e de forma legal.

O celebrado “É na Terra, não é na Lua” de Gonçalo Tocha, filmado na ilha do Corvo, é um deles e pode ser visto aqui.

Até domingo, seis filmes que se destacaram no Festival de Cinema Documental de Lisboa vão estar disponíveis.

sal

THE RISE OF THE SALT MOUNTAINS // COMO AS SERRAS CRESCEM (Orig.)
 DIR: Maria João Soares
2010 / Portugal / 28 min

Ajustes directos à moda do Porto

Ou da inutilidade das leis em Portugal (via O País do Burro).

“Vem aí a guerra, prepara-te”

cartazobedecerchefe

«Doce inocência, tranquila ignorância… (…) É este encolher de ombros que levou o historiador Ian Kershaw a escrever que “a estrada de Auschwitz foi construída pelo ódio, mas o seu pavimento foi a indiferença.» Por Ester Mucznik, na sua crónica no Público

Mexilhões serão mexilhões

Sucursais dos bancos cipriotas em Londres não fecharam, nem impuseram limites aos levantamentos. [Púbico]

O mais perigoso dos Euro-loucos & Cia.

três loucos

Holandês louco e burro

Jeroen Dijsselbloem, holandês na figura ladeado por Lagarde e Oli Rhen, depois de aprovada a operação de resgate do Chipre, garantiu:

O programa de emergência acordado para Chipre, segunda-feira, representa um novo modelo para a resolução de problemas de bancos da Zona Euro e de outros países que possam ter de reestruturar o sector bancário…

Consiste em penalizar com o corte de 30% os depósitos de valor acima dos 100.000 euros  – estima-se que 37% dos depositantes afectados sejam russos; porém, não devem ignorar-se que, no Chipre, existem cerca de 70.000 residentes britânicos, permanentes, intermitentes ou fictícios, assim como cidadãos de outras origens – espanhóis, italianos ou mesmo portugueses.

Não é despiciendo que, entre os visados, existam muitos cidadãos cipriotas que, com poupanças de 110.000 ou 120.000 euros, por exemplo, sofrerão substanciais reduções nas poupanças, no momento em que o Chipre entrará, fatalmente, em crescente e profunda recessão. Nada garante que, nos impactos desta e das habituais medidas da ‘troika’, haja reformados que, além do confisco da poupança, venham a ser atingidos por cortes de prestações sociais – pensões, reformas e outros subsídios. [Read more…]

Paraquedas via rede

Ser natural ou habitante de uma terra não constitui condição suficiente para ser um bom autarca. Mas, conhecer o local a que se candidata, nas suas diferentes dimensões, é uma condição sine qua non para poder ser uma opção válida para os eleitores. E, sou dos que pensa que ver Gaia pelo Google Earth ou estar cá e sentir o pulsar da terra não são bem a mesma coisa.

E, hoje, com o recurso às redes sociais podemos perceber muitas coisas e à distância de um ou dois cliques conseguimos revelar aos nossos 100, 500 ou 5000 amigos o humor com que acordamos, a alegria pela vitória do nosso clube, a opinião relativamente a um assunto, o gosto por determinado relógio ou restaurante e podemos até, através de uma aplicação instalada no telemóvel, revelar o local que acabamos de visitar. Aliás, as pessoas gostam de mostrar quando estão num lugar único ou agradável, num local que lhes é querido, que tem uma importância especial ou que tem um determinado significado. Pode dizer-se que há inclusivamente uma certa sensação de realização quando fazemos o check-in em determinados locais.

Por isso, podemos com relativa facilidade perceber por onde andaram, por exemplo, os candidatos a uma autarquia  – claro que podemos ver isto como uma espécie de big brother, mas a exposição pública tem destas coisas, que é como quem diz, quem anda à chuva molha-se. E, sabemos também, que isto está longe de ser uma ferramenta exaustiva – digamos que é uma amostra de mercado… [Read more…]

Portugal Tem Cu Mentol

mentolComo já dei a entender, ter de comentar as prestações comentaristas de José Sócrates tira-me o sono e retira-me minutos de paz: o azar completo da Nação, o Anti-Toque de Midas, isto é, o Dom da Merdificação Político-Económica do País concentrados num só Maluco vazaram já tarde para Paris. A pouco e pouco, esperava eu, conquistaríamos o nosso sossego. De vez em quando, faz falta o vazio higiénico da estridência estéril na Política, o zero de tensão artificial no ar, umas férias à crispação pela crispação. O silêncio excessivo de Passos [um silêncio sem programa e sem mensagem que valha a pena] é o oito comparado com a sobre-exposição mediática com que Sócrates e os seus fabricavam paleio-camuflagem vinte e quatro por vinte e quatro horas, os sete dias da semana.

Preferia não voltar a sentir desapontamento e incómodo no confronto pessoal com essa indústria de entretenimento e prestidigitação políticas, com o olho gordo em todos os negócios e comissões que a Política comporta para bichas de rabiar e oportunistas daquela cepa. Assim, voltarei à chatice de contrariar Sócrates comentador, simbionte desta magna frustração e raiva portuguesas, provocador gratuito de milhões de mansos. [Read more…]

Estes economistas já vêem Portugal fora do euro e dizem como vai ser

No jornal I.

Sair do Euro e ficar na Europa é possível?

Há uns dias, a propósito da situação em Chipre, escrevi:

sou, desde sempre um internacionalista a quem agrada, MUITO, uma Europa das Pessoas e por isso quero ser parte de uma solução que junte povos e pessoas e não uma saída que nos separe a todos – não concordo com a proposta do PCP. Penso, no entanto que começa a valer a pena olhar para dois casos: a Islândia e a Argentina – algures ali no meio estará a saída para Portugal, não?

Hoje, ao ler no público sobre a aposta chinesa em África ocorreu-me que a existência da Europa, como projeto político interessa a pouca gente, não?

De fora, Americanos, Chineses e Russos não têm qualquer interesse numa Europa forte, até porque, às fatias, podem vir buscar a parte deles – os Americanos na Irlanda, os Russos em Chipre e nos países do Báltico, os Chineses em Portugal (EDP). Fará esta leitura algum sentido?

Isto é, há claramente uma pressão externa que força a destruição da UE e só assim é possível entender esta crise dominó que vai derrubando um a um.

Mas e internamente? Há interesse, fundamentalmente da Alemanha, em manter o Euro? E a Europa?

Confesso que não consigo ver uma saída para Portugal fora do EURO, mas dentro da Europa. E que consequências terá para nós o regresso ao Escudo?

PC e BE estão já a fazer caminho nesta reflexão – será que o PS poderá ir por aqui na construção de uma alternativa real à TROIKA?

Nota: alguém sabe explicar qual é o problema dos russos terem o dinheiro nos bancos de Chipre?

Governo já temos

pessoas para abate

 

Fábrica de Carnes em Santarém recruta trabalhadores para abate de animais.

O Grande Orientado

Lixo Político e HumanoFaça-se-lhe justiça: o Absoluto Desavergonhado sempre se orientou. Orientou-se, fodendo-nos o Presente e o Futuro, pois uma coisa seguia paralelamente à outra. Luxo. Barriga. Lábia de fajuto.  [Read more…]

The Dark Side of the Moon

Fez hoje 40 anos que saíu, eu apanhei-o mais tarde, numa das esquinas da minha vida

dodo…dede….

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O pequeno Chipre e as imensas trevas do ‘euro’

Houve 1,2 milhões de Austríacos que prestaram serviço durante a guerra nas unidades alemãs. Os Austríacos estavam sobre-representados nas SS e nas administrações dos campos de concentração. A vida pública e alta cultura austríacas estavam cheias de simpatizantes do nazismo. Por exemplo, 45 dos 117 membros da Orquestra Filarmónica de Viena eram nazis (enquanto a Filarmónica de Berlim tinha apenas 8 membros do Partido Nazi em 110 músicos).

Tony Judt em ‘Pós-Guerra – História da Europa desde 1945’, página 77

Esta citação, destinada em especial aos mal-informados ou mal-intencionados, serve para demonstrar que a sintonia e a concertação entre Austríacos e Alemães têm constituído, de facto, um fenómeno da História desde há muito – o próprio Thomas Mann, alemão e Nobel da Literatura, faz referência a essa cumplicidade em ‘A Montanha Mágica’.

Consequentemente, e na voracidade com que os actuais líderes Alemães e Austríacos estão empenhados em alimentar a turbulência da UE e da Zona Euro, a partir da descapitalização e necessidades de financiamento da banca cipriota, não é surpreendente a seguinte revelação do ‘Expresso’:

Marcando já terreno, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirma  no “Welt am Sonntag” que “não será chantageado por Chipre”. Entretanto, também,  Ewald Nowotny, o, o governador do Banco Central da Áustria, repetiu, na edição de  fim de semana do jornal “Oesterreich”, o argumento da chanceler alemã Ângela  Merkel que o “modelo de negócio” de Chipre é insustentável. [Read more…]

Notícias do PIB

PIB

Leica

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Leica é a máquina que queremos ter quando formos grandes, embora a maioria de nós não o consiga. Leica é a máquina que todas as outras máquinas querem ser quando forem grandes, embora nenhuma consiga. Há quem pense que é um luxo, mas, fora alguns exemplares criados para coleccionadores desvairados, as Leicas são caras – muito caras, ai, ai – porque são incrivelmente boas, porque estão à beira do que é humanamente possível fazer de melhor nestes domínios.

Sempre foi assim. Há quarenta anos, um administrador da marca, admirando filigranas minhotas, teve a intuição de que a gente que fazia aquelas peças delicadas e magnificas seria a ideal para fazer os seus complexíssimos sistemas ópticos e máquinas fotográficas. E assim acontece desde então. Nas mãos dos melhores fotógrafos do mundo estão Leicas feitas em Portugal. A marca, contra as expectativas reinantes, acaba de inaugurar mais uma fábrica em Vila Nova de Famalicão, num investimento de dezenas de milhões de euros apostando, mais uma vez, em mão de obra de qualidade. Nos tempos que correm, esta é uma boa notícia. E lembra-nos que certos anti- germanismos generalizantes que andam por aí deviam pensar melhor. Os preconceitos nunca acertam.

Leixões e Ribeirense a caminho da final

Está aí a segunda volta da fase final do Campeonato Nacional de Voleibol Feminino.volei2

O Ribeirense (Açores) está no primeiro lugar e das três equipas do grande Porto que procuram um lugar na final, o Leixões aparece com maiores possibilidades de lá chegar.

Hoje, domingo, joga-se o segundo jogo da 4ª jornada dupla – ficarão a faltar 4 jogos a cada equipa – no Castêlo da Maia, às 15h, a equipa da casa recebe o Leixões. Nos Açores o Gueifães tenta manter-se na corrida.

Para as próximas semanas teremos a visita das Açoreanas a Matosinhos e os jogos do Leixões, também em casa com o Gueifães. Claro que também teremos os jogos, sempre em dose dupla por fim-de-semana: Castêlo / Gueifães e Castêlo / Ribeirense.

Combate ao abandono escolar por Daniel Sampaio

A redução do abandono escolar é uma conquista, mas não pode fazer esquecer a realidade do insucesso, da indisciplina e das dificuldades emocionais que, infelizmente, caracterizam o quotidiano de muitas crianças e jovens das nossas escolas. Por isso, não pode estar certa a ideia de dispensar, por exemplo, cem professores, muito menos a de mandar para o desemprego dezenas de milhares. A não ser que se deseje ficar mesmo sem professores.

Na Revista do Público de hoje, um artigo de Daniel Sampaio que vale a pena ler.

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Desculpe, foi você quem pediu para ficar de cócoras?

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Ponto prévio: nunca despi um(a) polícia nem o(a) pus de cócoras. Desconheço, por isso, que pena teria de cumprir se o fizesse.

Outro ponto prévio: já andei pendurado em eléctricos. Felizmente, não nas Mercês, por isso, nunca nenhum(a) polícia me despiu ou pôs de cócoras. Desafio, aliás, qualquer dos meus pares a jurar que nunca andou pendurado em eléctricos, ou, pelo menos, não teve essa tentação, que não concretizou por medo, apenas… [Read more…]