
Fotografia de Carlos Vaz Marques Graça Costa Pereira na inauguração da mostra de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda, do telemóvel para o Facebook.
Estado da nação
Putos de 21 e 22 anos
Nomeações destas é merda de garotada. Certa múmia dissertou uma vez sobre a boa e a má moeda. Devia ser disto que falava. Ver também este post.
Estratégias Editoriais
Eu abro uma casa de chá cor-de-rosa num aglomerado residencial com 10 mil habitantes. Conquisto a simpatia e a visita de, digamos, 10% do Bairro, que passa a frequentar o meu estabelecimento.
Um investidor olha para o meu negócio e para os meus clientes e acha que o que dá para um dá para dois. E vai daí abre uma casa de chá cor-de-rosa e assim consegue dividir os meus 10% ao meio, ficando cada um de nós com 5% dos moradores do bairro.
Se tivesse aberto um café azul iria conquistar o seu próprio público, constituído por aqueles que não gostando de casas de chá cor-de-rosa todavia apreciam cafés azuis.
Eu manteria os meus 10% e ele “criaria” um mercado novo de outros 10%. Entre ambos passaríamos a ter 4 mil clientes em vez dos 2 mil da primeira hipótese.
Assim estão as televisões e os OCS nacionais. Copiar o do lado e partilhar públicos é que é. Criar novos é muito arriscado!
Empreendedorismo no seu melhor.
Quem tem Joana Vasconcelos não precisa de photoshop

Inauguração da exposição de Joana Vasconcelos, no Palácio da Ajuda, ontem.
(Fonte: Presidência da República)
Falem mal de mim, mas falem…
A receita é antiga. Nada como uma boa polémica para vender, principalmente em tempos de crise. Aparece sempre alguém disposto a desempenhar o papel de idiota útil. As feministas moderam o isco…
Azar Nacional. Olho Velhaco. Beiço Belfo
Há tesão no ar. A tribo de conas que um dia viu a aparição Sócrates e se prostrou para sempre perante tamanho dinamismo de assaltante de Bancos já não contém os esfíncteres: ele voltou! O meu problema é como me defender da lei gravítica de postar a esse respeito. Temos excesso de comentário político nas TV, a disputa de share é renhida. Organizar a minha agenda de paciente espectador torna-se-me um desafio cruel. Entre o olho velhaco de Sócrates e o beiço belfo de Marcelo, andarei numa fona para comentar o comentador do comentador, pelos oito dias da fugaz semana.
Nunca desejei a morte de ninguém e menos ainda a de Sócrates. Juro. De resto, em casos como o dele, seria necessário morrer mil vezes por minuto para compensar imperfeitamente o impacto brutal de semelhante criatura na vida de milhões de portugueses. Sócrates foi a verdadeira praga de gafanhotos sobre a colheita verde e fresca de uma Nação tosca. Somente um pulha e miserável para não reconhecer o grau de sofrimento e devastação deixado para atrás. Também, repito, não estou, nunca estive, apostado em que deixasse de falar com os amigos, de consultar a internet, ler jornais, ver televisão, enfim, ver a merda que fez, actos e efeitos pelo quais todos os dias é justissimamente atacado, caluniado com a verdade, responsabilizado a doer e no entanto em vão por muitas das desgraças e petas perpetradas ao País a sangue frio em conluio com parte da Banca nacional sem escrúpulos. [Read more…]
Perseguição
António Borges, o economista de puro sangue lusitano
António Borges, economista de puro sangue lusitano, portuense com raízes em Alter do Chão, é figura de que os jornais se servem, ao mesmo ritmo, que a capa da ‘Playboy’ nos lança as provocações corporais das Irinas, Alines, Vanessas, Tamaras, e de outras frutas, oriundas dos quatro cantos do mundo. Há, todavia, uma diferença de tratamento . Elas variam, ao passo que o Borges é único e insubstituível.
A ideia com que fico é de, à míngua de acontecimentos para noticiar e ao excesso de espaço disponível, Borges é um daqueles que está sempre à mão e dá jeito usar a qualquer redacção e editor. Hoje, foi a vez do ‘Público’ que, entre outras qualificações, lhe chama ‘economista controverso’. Ignoro se se trata de linguagem codificada e controverso, neste caso, significa ‘cretino, descarado e bem na vida’.
Traga-se à memória este artigo, na coluna ‘É preciso topete’, de Paulo Gaião, no ‘Expresso’, criticando declarações controversas (ou cretinas), das quais damos os seguintes exemplos:
Há que estender a passadeira vermelha aos dislates do Borges, conselheiro do governo de Passos Coelho, em acumulação com a função de vendedor das jóias da coroa (TAP, Correios e Águas de Portugal). Quando tudo estiver vendido, entraremos no paraíso montados num puro sangue lusitano. Cretinos mesmo!
I’ll be back

A guerra começa na quarta com uma entrevista. Servirá para quê? Para dizer o que ele faria no lugar de Seguro ou para assegurar que os sucessivos PEC que estava a implementar trariam um caminho diferente do de Passos Coelho? É irrelevante. Em 2008 ele podia não ter nacionalizado o BPN nem ter estoirado o dinheiro que estoirou na Parque Escolar e nas autoestradas. Fê-lo e agora tudo o que disser será mera propaganda pechisbeque.
Resta saber que PS está por trás destas manobras de preparação das eleições para Parlamento Europeu, se o Partido de Seguro, se o Partido de Sócrates. Independentemente dos jogos palacianos, os socialistas respiram de alívio: desviando a atenção do governo, o risco de irem já para o governo baixa.
Is it *hironic? Isn’t it ironic?
Em meados dos anos 90 do século passado, era frequente ouvir-se uma pergunta muito concreta de Alanis Morissette: “Isn’t it ironic?”. Apetece responder: “Sim, Alanis, é ironic, mas há quem discorde”.
Àquele que partiu
Antes do luto, saboreie-se a inteligência do homem que partiu.
Foram 95 anos doados à causa pública, como cidadão exemplar, como linguista, crítico e literato. Até como académico, que sempre se recusou a ser.
Diziam que era um homem bom, eu reconheço que foi um padrão seguro para tantos que, como eu, ainda conservam nas suas estantes a inultrapassável História da Literatura Portuguesa, de que foi coautor. Para todos aqueles que se reveem na literatura como alfobre dos saberes e da identidade de um povo.
E saúdo o idealista que nunca fez das perseguições de que foi alvo, por ter uma alma livre, um muro de lamentações.
Boa viagem, Óscar Lopes.
Mobilidade Especial via Paris
Agora já percebi! Finalmente, ufa!
Vejamos: Sócrates, que foi primeiro antes de ser engenheiro, seguiu a dica do Relvas e foi atrás de uma oportunidade lá fora, creio que em Paris. E o sucesso é total – depois de dois anos com horário zero na cidade Luz é colocado, em Mobilidade Especial, na RTP. Creio que, também neste caso, há mão do Relvas – como diz o Pacheco Pereira, é melhor ter o mal ao virar da esquina. [Read more…]
Sócrates, RTP, a Insolência e o Despudor
Não foi o cidadão hoje desempregado ou emigrado, em vias de uma rescisão amigável na Função Pública, com os subsídios decapitados ou envergonhado dos últimos capítulos de um abismo nacional anunciado por Gaspar que decidiu abominar Sócrates unilateralmente. Sócrates fez-nos o favor de mostrar o que é a corrupção moral na Governação. Foi ele que nos ensinou o que é a desonestidade. Foi ele que levou o abespinhamento à sua mais contumaz manifestação como forma estéril e estúpida de estar no Poder, fazendo da confrontação impostora e gratuita a manobra de diversão perfeita enquanto decorria o infinito abichar de comissões à pala do Poder Político, que explicam Paris e explicam o enriquecimento ilícito que a Lei não persegue.
Propaganda esmagadora e burla em doses cavalares deveriam chegar para nos foder a todos. E chegaram. Não é à toa que António Costa e Francisco Assis qualificam a despudorada contratação de Sócrates pela RTP enquanto ‘comentador político’, outro comendador do Regime Putrefacto, como algo que não parece boa ideia. É uma ideia parida por aflitos e desmiolados, só pode. [Read more…]
Tomem nota: 7 e 10 de maio são os exames
Poderá e deverá ser um excelente dia para ficar em casa!
Ao Coelho, ao Belmiro e a todos os neo-esclavagistas
Com dedicatória no verso, cujo texto por linguagem rude e perversa, mas sincera, não divulgo, ofereço este vídeo a Pedro Passos Coelho, Belmiro de Azevedo e a todos os neo-esclavagistas do mundo:
Trata-se de representação teatral, dramática e realista, de um actor norte-americano. A mensagem é universal e critica o desumano mundo em que vivemos.
O Coelho, na AR, defendeu que a redução do “salário mínimo nacional” criaria aumento do emprego. Imagine-se que uma empresa reduziria em 10% o SMN a 100 trabalhadores. Segundo a teoria do PM, no dia seguinte, aumentaria para 110 o n.º de trabalhadores. Em que obra ou modelo macroeconómico se baseia para fundamentar a tese que divulgou no parlamento. É matéria complexa, apenas ao alcance de detentores de insuperáveis saberes.
A seguir veio o Azevedo e afirmou:
Se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém, [Read more…]
Bye, Bye, Brasil?
Empatar a três golos com Israel, sofrer até ao fim e escapar à derrota por um cabelo, ficar com a qualificação para o Mundial ainda mais tremida, não é mau, é péssimo. Ficar a ver passar israelitas em direcção à baliza, jogar pouco, empenhar-se quase nada, dá nisto.
Quem tem Ronaldo (o único que puxou pela equipa) é obrigado a mais. E Ronaldo, o melhor jogador de futebol em actividade, a par de Messi, não merece ver o mundial brasileiro pela televisão.
A última ficha ainda não caíu, mas falta pouco. Bye, Bye, Brasil?
Madame Ivone
A voz está sempre colocada acima do seu ponto natural. E isso contribui para que tudo o que ela diz soe a mentira. Se Madame Ivone nos assegura que dormiu esplendidamente nessa noite, quase podemos vê-la a dar voltas na cama e a tactear no escuro, para não acordar o marido, a embalagem dos calmantes. Se Madame Ivone conta as magníficas férias que passou em Fortaleza, sabemos que as odiou. Se nos diz que simpatiza tanto connosco, não temos dúvidas de que nos detesta e nos critica a cada oportunidade.
Madame Ivone tem orgulho na sua família superficialmente feliz e no seu apartamento numa zona cara da cidade. Tem orgulho nos vizinhos: administradores de empresas, professores universitários, engenheiros. Tem orgulho nos seus olhos cor-de-mel, ainda muito sedutores, e nos cabelos que toca constantemente, assegurando-se que estão bem colocados.
Na sua visão do mundo, existe gente trabalhadora e gente que não quer fazer pela vida, e se é certo que não trabalhou mais de dois ou três anos, na empresa da família, nem por isso se imagina parte dos que não querem fazer nada pela vida. Tem medo de negros e de ciganos, de romenos, estrangeiros em geral. Não consegue entender como nos atrevemos a andar sós pelas ruas, à noite, naquela nossa zona. Odeia a vulgaridade, o palavrão, a promiscuidade, o desvio. Acredita fervorosamente na implacável ordem do mundo: família, classes, costumes, permanência. [Read more…]
Tristes!
O PS votou contra a moção a pedir a demissão do governo mas, num golpe palaciano, vai apresentar uma moção de censura que, já se sabe, será chumbada.
Portistas candidatos independentes
Será que o Miguel Guedes também se vai apresentar a eleições? É que ouvi dizer que os portistas da televisão, a norte e a sul do rio, se vão candidatar como independentes nas autárquicas.
O meu IMI foi para pagar isto?
Já se tinha falado de candidaturas a líder partidário pagas por autarquias, agora ficamos a saber que se calhar o meu IMI ajudou a pagar pareceres aos amigos. E assim se faz política que, aqui por Gaia, já não dá para aguentar!
Agora, como gosto muito da cidade do Porto, gostaria muito de não exportar para o outro lado do rio as más práticas dos últimos anos. Mas, isso ficará nas mãos dos eleitores do Porto ou dos tribunais.
Dúvida
Será que o PS se vai abster violentamente na sua própria moção de censura ao governo?
Fecha uma escola pública em Coimbra

Os professores do Agrupamento de Escolas Coimbra Centro foram ontem informados do encerramento da EB 2,3 Silva Gaio. Ao que parece a câmara, proprietária do terreno onde se encontra a escola, vê o assunto com bons olhos (a entrega do edifício à Universidade para ali instalar a Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física é há muito falada).
Não tenho grandes dúvidas de que este Agrupamento (completamente absurdo e sem qualquer ligação geográfica entre as escolas que o compõem) é uma espécie de comissão liquidatária de escolas, o encerramento da Secundária Jaime Cortesão, colocando no mercado um apetecível espaço no centro da cidade.
Como também me parece óbvio que a rede escolar da margem esquerda de Mondego, que vos deixo na imagem, sofre as consequências de conter o Colégio de S. Martinho, que tem contrato de associação com o Ministério da Educação. Enfim, mais umas dezenas de professores para o desemprego.
TV à portuguesa: a política comentada por políticos
Concluo que, na ilustração da imagem, de mútuas acusações, a razão é capaz de estar mais do lado da ‘televisão’, quando acusa: “Telespectador idiota…”.
Se olharmos as grelhas de programações, desde o boçal Fernando Mendes aos meninos dos ‘Morangos Sem Açúcar’, dificilmente se inferirá que a “Televisão é Burra” – errará episodicamente aqui ou ali, mas “burra” de todo não é.
No comentário político, por exemplo, as TV’s nacionais ocupam um lugar de destaque de originalidade mundial. Do Marcelo ao Mendes, do Assis ao Ramalho, do Bernardino à Odete, do Fazenda à Drago, todos os partidos com assento parlamentar têm tido lugar cativo, no dito pequeno écran, a horas de consideráveis audiências.
Nenhum dos canais – há estações com vários – poderá negar a participação no pérfido jogo de colocar os cidadãos, ao pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar, a saborearem o comentário político feito por políticos – a minha vizinha do 3.º esquerdo confessou-me há tempos que jamais conseguiria dormir tranquila de Domingo para 2.ª Feira, se não saboreasse os comentários do Prof. Marcelo e as provocações, risos e sorrisos da Judite. Ao Domingo ficou mesmo dispensada de tomar ‘Xanax”. [Read more…]
Maria de Lurdes Rodrigues: in memoriam
José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues são, para mim, dois cadáveres políticos. O problema é que Portugal é o reino dos mortos-vivos, em que zombies destes se alimentam do cérebro dos portugueses. Ora, sem cérebro é natural que não haja memória ou conhecimentos. [Read more…]










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