A ler. É um documento histórico, a entrevista nuno crato ao sol no mês de Setembro deste ano sem graça de 2012
Fica aqui ao alcance de todas os interessados.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A ler. É um documento histórico, a entrevista nuno crato ao sol no mês de Setembro deste ano sem graça de 2012
Fica aqui ao alcance de todas os interessados.
Um dos elementos de análise de Nuno Crato ao Jornal Sol é o número de alunos, a decrescer e, como consequência, a necessidade de diminuir o número de professores.
Uma consulta rápida às estatísticas disponíveis sobre o número de alunos matriculados na Educação Pré-Escolar e nos Ensinos Básicos e Secundário mostram que a realidade de Nuno Crato não é tão simples como o Ministro a define.
Há uma redução dos alunos inscritos de 2009 para cá, mas entre 2005 e 2011 há um saldo positivo de 275602 alunos inscritos no sistema educativo. Não nos parece que as políticas educativas de um país possam ser medidas em função do que se passa no ano x ou no ano y. Há uma evidente necessidade de procurar tendências de médio e longo prazo e é isso que tentamos fazer agora.
2005/2006: 1648134;
2006/2007:1670763;
2007/2088:1701482;
2008/2009:2056148;
2009/2010: 2014634
2010/2011: 1923736
Daniel Oliveira tem razão e apenas escreveu aquilo que muitos dizem há décadas. Este tema dos manuais escolares, está precisamente na mesma linha daqueles outros tabus anti-fascistas, como a enxurrada de “senhores doutores” ao estilo Freixial pós-1974. Manual escolar é para alguns, um sinónimo de 2ª República. Pois não devia ser.
Que venham os ditos livros únicos, definidos e produzidos pelo Ministério da Educação. Livros que possam permanecer nas escolas durante alguns anos e passem pelas mãos de vários alunos. O desperdício e os escandalosos negócios que exaurem uma imensidão de recursos – sejam eles familiares ou decorrentes da própria produção dos livros -, podem e devem ser evitados.
É claro que tudo isto seria muito interessante, desde que alguns desses manuais – os de História, por exemplo -, não passassem a ser veículos de transmissão de preciosidades dos tempos em que a minha bisavó era uma menina uns anos mais nova que o estudante Salazar : finda a 2ª República há duas gerações, nada de Trotsky, nada de Estaline e nem sequer Cunhal.
Em tempos a mais famosa Ministra da Educação deu uma entrevista em que afirmava a vitória junto do povo, apesar de ter perdido os professores.
Numa entrevista ao Jornal Sol, o ex-comentador televisivo Nuno Crato segue o mesmo caminho e entra por atalhos que o colocam do lado errado do filme:
“Está preparado para sofrer contestação de rua como a que teve Maria de Lurdes Rodrigues?
Eu acho que não. Acho que não vai acontecer. Por uma razão: eu percebo que haja grandes problemas em alguns sectores, eu percebo a situação humana em que estão muitos professores contratados – eu percebo isso. Mas também creio que existe um entendimento por parte dos professores e por parte dos directores de que nós estamos a trabalhar para melhorar a Educação em Portugal. Portanto, tenho o maior respeito pelos nossos professores e pelos nossos directores. Estamos em contacto permanente. Oiço muito directores e oiço muito professores.
Mas não lê os blogues onde eles fazem comentários ácidos à sua política?
Não, não leio os blogues. Não tenho tempo e não considero que seja uma coisa muito importante. Prefiro ouvir as pessoas cara a cara. As pessoas descarregam as suas idiossincrasias das mais diversas maneiras. Não estou preocupado com isso, estou preocupado com o trabalho dos professores e dos directores.”
Houve uma criatura que mentiu acerca do que Rui Ramos escreveu na “História de Portugal”. E, com base naquilo que Rui Ramos não escreveu, chamou-lhe “fascista” e outros insultos.
Margarida Bentes Penedo não identifica a criatura, não localiza onde lhe chamou fascista, nem especifica os restantes insultos.
Mente. São assim os defensores de Rui Ramos.
Tal como neste documentário da Nato sobre o Portugal de 1956 onde aos 13m18s Salazar até vota. A ilustração perfeita do Portugal inventado por Rui Ramos e que tantos seguidores tem. Depois de mentirem cem vezes já Salazar salvou a pátria e Manuel Loff lhe chamou fascista. Ao Rui Ramos, é claro.
Uma das obras mais importantes de Shakespeare, que segue muitas das características do teatro clássico. Das várias versões para teatro e cinema disponíveis na net, destaca-se a obra-prima de Zeffirelli, de 1968, legendada em português.
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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus
Vamos lá ver se a gente se entende:
– vai meter os contratados nos quadros ou há gente a mais?
E quanto à população, sugeria outras leituras.
Mas o que fica desta conversa do Sr. Ministro é: será que o chip está com problemas? Porque me parece que há aqui qualquer coisa que não bate certo…
“Há uma grande proximidade entre o negócio da cerveja e o da televisão.” terá declarado Alberto da Ponte, ao tentar demonstrar que é indiferente vender cerveja ou gerir um canal público de televisão. “Em primeiro lugar, ambas podem contribuir para criar barriga e ambas estupidificam as pessoas, se consumidas em excesso. Por outro lado, o comércio de cerveja, em Portugal, é um serviço público, especialmente nas festas universitárias.”
Depois de terminar o seu mandato na RTP, e desejando dar novos usos à experiência de acabar com serviços públicos, Alberto da Ponte já terá manifestado o desejo de ser ministro da Educação, porque, segundo diz, a cerveja e a escola, no fundo, despertam-lhe a mesma vontade de engolir tudo de uma só vez.
Pânico sem limites. – BCE anuncia programa de compra de dívida soberana.
Num dia a Procuradora, em entrevista a um jornal, fez uma confissão: “eu sou de esquerda”. Dali a poucos dias, fazia o seu número na chamada “universidade de verão” do PSD, que é onde os jotinhas acumulam créditos para um dia pedirem equivalências às lusófonas, obtendo licenciaturas Pepe-Rápido, segundo o egrégio modelo Relvas.
Fico sem saber se a Procuradora pertence à esquerda de quem entra ou de quem sai.
Tomada de imparável verve, animada por uma jotinha que queria Sócrates preso por ter dinheiro para viver em Paris, a Procuradora, naquele seu discurso errático, foi dando os amens ao ódio cego dos jotinhas. Tão cego que nunca repararam nos teres e haveres do Valentim Loureiro, do Oliveira e Costa, do Isaltino,do Dias Loureiro, do genro daquele senhor que está a fazer de rei em Belém e outras ínclitas figuras da social democracia à portuguesa.
Lançada em órbita, a Procuradora proclamou:”Digo olhos nos olhos:o nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”. Dei comigo a pensar, já que a senhora vê sem óculos e parece esperta: Julieta dos Espíritos convertida ao Padre Américo. Não há rapazes maus. É o nacional porreirismo em todo o seu esplendor. [Read more…]
Não me pronunciarei sobre a polémica Manuel Loff/Rui Ramos. Ainda não li a História de Portugal de Rui Ramos, Bernardo de Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro.
Apenas assinalo, com satisfação, que o grande Steven Weinberg começa a fazer escola em Portugal. Pode ser que a doutrina pegue.
Finalmente, Fernando Rosas, quando me criticar, tente criticar-me por causa daquilo que eu escrevi e penso, não por causa daquilo que lhe dava jeito que eu escrevesse ou pensasse
Rui Ramos, no Público de hoje, p. 47.
Sim, ter sido ministro de Salazar e acabar democrata é raro, mas possível.
Porque será que alguém oculta um cargo que exerceu no seu curriculum vitæ?
Há escritores, esses bons amigos, que nos abrem portas ou retiram pedras para o lado para vermos a luz, como o australiano Morris West (1916-1999), um dos romancistas “mais populares” do século XX:
Sempre me interroguei sobre Lázaro. Transpusera os portões da morte. Quereria regressar à vida? Agradeceu a Jesus Cristo por o trazer de volta? Que tipo de homem foi depois? Como foi que o mundo o viu? (Uma Visão Sublime, 1996)
(Ressureição de Lázaro, Rembrandt, 1630/31 )
Transcreve-se aqui um artigo de São José Almeida no Público que pode clarificar algumas coisas sobre a “polémica” do momento. Coloco aspas porque um dos lados nem um argumento utiliza: rodeado de gente das mais variadas profissões que não a de historiador do séc. XX, o contra-ataque não passa disso mesmo na forma mais baixa: Manuel Loff é acusado de ter escrito o que não escreveu. Transcrevo o artigo integralmente pela simples razão de que o Público se esquece dos seus próprios arquivos, e da pertinência de colocar online (já para não falar em republicar na edição em papel) aquilo que sem dúvida é seu. Ora nem esta edição do jornal (31-05-2010) está à venda, nem no séc. XXI faz sentido ir a uma hemeroteca procurá-lo.
Rui Ramos lamenta que em Portugal a História seja vista “a preto e branco, ou esquerda ou direita”. E que se conviva mal com diferentes interpretações do passado. Mas outros historiadores vêem na mais recente História de Portugal, coordenada por este autor, um discurso que desculpabiliza o Estado Novo e diaboliza a I República. Há mesmo quem fale em “legitimação” do regime de Salazar. E quem acuse esta História de ignorar a violência daqueles anos.
Foto: La OpiniónQuando Miguel Hernández, que haveria de morrer, aos 31 anos, numa prisão franquista, escreveu “Andaluces de Jaén”, elevou a símbolo de um povo esses homens e mulheres, “aceituneros altivos”, cujas vidas eram uma sucessão de trabalhos e penas para não mais do que um pouco de pão e um humilde abrigo.
Na Espanha dos “señoritos”, que o romancista Miguel Delibes retratou impiedosamente, os camponeses estavam à total mercê dos seus senhores, e se a um señorito, numa tarde de calor entediante, lhe apetecesse espancar um camponês, ou toureá-lo, ou cuspir-lhe no rosto, ou esbofeteá-lo perante os seus filhos e netos, nada nem ninguém o impediriam.
Nada que se compare com os dias de hoje, dirão, mas quando vejo a marcha dos jornaleiros – os trabalhadores agrícolas sem terras, que trabalham a troco de uma remuneração diária, e que ganham em média 6 a 7 euros por hora de trabalho – ocorre-me que não há muita diferença entre os azeitoneiros altivos de Miguel Hernández e estes homens e mulheres que avançam pela estrada que une Utrera a Sevilha, onde o sol queima mais do que em qualquer outra terra de Espanha, que fazem ondear bandeiras da Andaluzia, da República e do Che, e vão tomando, sem violência e por poucos minutos, sucursais de bancos, gritando, de cada vez que avistam uma: “Aquí está la cueva de Ali Babá”. [Read more…]
“Nem as estradas salvaram Portugal da queda no índice de competitividade.
País desceu quatro lugares, para a 49.ª posição, no Índice Global de Competitividade e está “perigosamente
na cauda do pelotão” face à Irlanda, Chile e República Checa, consideradas economias similares.
Entre 144 países analisados pelo Fórum Económico Mundial, Portugal é o quarto com as melhores estradas.” (hoje no Público).
Portugal perde competitividade mas é o País das Estradas (e do Futebol)!
Admito, caro leitor, que começa a ser um exagero esta coisa dos concursos de Professores. Mas é tão estranho o momento, que só os dedos nas teclas permitem alguma paz.
No dia 31 o Ministério colocou uns milhares de professores. Sabemos agora que cerca de 1500 estão mal colocados! Há escolas com professores a dobrar, docentes colocados em escolas a centenas de quilómetros da que seria a sua justa colocação e até há um professor aposentado colocado em Braga.
Há de tudo, como na farmácia.
Para ajudar à festa, o MEC resolveu obrigar algumas escolas a desenvolverem um concurso interno (ofertas de escola) para os lugares ainda em falta – a confusão estalou, cresceu e agora chegou a indicação do MEC: tudo suspenso até ordens em contrário.
Já não chegava a vergonha que foi o tratamento aos docentes dos quadros durante o verão.
Já não era suficiente os mais de quarenta mil desempregados.
Ainda era preciso isto!
O que diria o comentador Nuno Crato no Plano Inclinado?
Filme realizado em 2004 por Michael Radford, com Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes. Baseado numa obra de William Shakespeare, serve sobretudo como contextualização da época em estudo.
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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 - Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.2. - Os novos valores europeus
Nos concursos de Professores, são tantos os erros e as confusões que o MEC acaba de enviar para as escolas uma informação dando nota da suspensão das ofertas de escola. Mais informações em breve.
Um artigo sobre uma discussão que me passou ao lado mas que trago aqui pela caracterização feita quanto à forma de debate que volta e meia se encontra. É nesses debates onde se vê, ou melhor, onde não se vê, a capacidade de discordar mas reconhecendo o direito de opinião diferente que se revela quem é democrata de palavra vã ou de actos realmente praticados. É nessas trocas de picardias onde se cai ou não na tentativa de descredibilizar o adversário pelo insulto que se constata estar ou não perante um simples censor. É em se procurar simular ter o apoio de uma multidão recorrendo aos conhecidos truques da navegação anónima que facilmente se identifica o troll.
A seguir, “Órfãos da guerra civil”, Pedro Lomba, Público, 4 Setembro 2012
A Cidade do Futebol já não me surpreende.
“Vários clubes aumentaram os gastos no mercado de transferências.
Em tempo de crise, o futebol continua sem apertar o cinto.”
Que comentários há a fazer?
Anda o ZÉ-Povinho a apertar o cinto e a lutar pela sobrevivência… Podemos engolir isto facilmente?
E não se faz nada…
Um dos meus amigos no tempo de liceu era toureiro amador. Ensinou-me a gostar dos toiros. Curiosamente, quando comecei a namorar com a minha mulher, influenciado pela família, aprendi a gostar do toureio a cavalo. Sempre que posso vou ver uma tourada. Por conveniência vou ao Campo Pequeno [Lisboa]. Não tanto quanto desejaria. (…)
Foi militante da JSD e continua ligado aos ideais do partido tal como foi concebido por Francisco Sá Carneiro. (…)
A crise está a afectar uma pequena parte da população portuguesa muito rica que investiu mal e que agora está a sofrer pesadas menos valias. É consequência de ser empresário. E está a afectar também uma parte significativa da população que está a cair no desemprego. Esses sofrem mais. Quem tem a sorte de manter o emprego tem já a gasolina mais barata e a possibilidade de se ver reduzida a mensalidade do empréstimo à habitação.
Alberto da Ponte, novo homem forte da RTP, em entrevista a O Mirante
É fabuloso ver os jovens a expressarem-se desta forma, simplesmente lindo, reparem no respeito pelo outro. Não imagino quantos génios sairão desta escola tão fabulosa. Temos de proteger e estimular estes jovens. </sarcasmo>
nem a Cândida Almeida incompetente. É tudo debaixo de água.
Este país é um colosso,
está tudo grosso, está tudo grosso.
Fazes falta, Ivone Silva.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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