Repita lá: nove por cento?!

Com o trombetismo arauteiro do costume, informaram-nos acerca de um “chorudo negócio” que Portugal assinou com espanhóis e alemães, os eternos “caçadores de proximidade”. Explorar-se-ão jazidas de gás na costa algarvia e a dita prospecção custará aos estrangeiros, a “astronómica soma” de 30.000.000 de Euros. Enfim, uma quantia tão colossal que apenas se aproxima do montante regularmente pago quando da renovação da frota automóvel do Estado.

Poderão certeiramente argumentar de que nada percebemos destes assuntos e terão toda a razão do seu lado, exceptuando na questão do número em si: 9% (nove por cento)? Digam-nos uma vez mais, queremos entender.

Seria interessante explicarem-nos o porquê da ausência da GALP num assunto que devia ser monopólio nacional. Mesmo que a tal “Europa” não goste, existem sempre maneiras para se “fazer de conta” e gerirmos melhor os nossos interesses. Neste caso e como um certo senhor dizia, “em política, o que parece, é“. E é mesmo, isto tresanda a colonialismo do mais descarado, coisa que por cá já não se via deste os tempos em que o último vizir foi chutado para além do Estreito de Gibraltar.

Que pena não termos um Xá… Este também assinaria o contrato e aguardando na gaveta, lá estaria o futuro decreto de nacionalização. Parece-vos que os ingleses e os noruegueses nos imitariam, concedendo  prospecções quase grátis no Mar do Norte?

O ditador e a chinesinha

As notícias são, sobretudo, silêncios, por muito barulhentas que sejam, porque o ruído não é mais do que a melhor maneira de não deixar ouvir o que é verdadeiramente importante.

Na Líbia, um assassino foi assassinado por uma multidão tão cheia de mortos que não soube ou não pôde ser civilizada. A História repetiu-se, como tem acontecido milhares de vezes, e mais um ditador foi reduzido a algo menos que um homem, colhendo aquilo que semeou. Os homens que o mataram foram também eles menos homens, como muitos outros antes deles, num repetição tão inesperada como frequente dos Idos de Março. O problema, como sempre, está na ilusão de que a notícia da morte de um ditador significa o fim de uma ditadura ou o princípio de uma liberdade, ideia que ocupa o discurso de todos os poderosos do mundo cuja função é falar com grande segurança do que se passa noutros países. Não estará o futuro da Líbia obscurecido pela morte de um homem, tão importante por ser homem e tão dispensável por ser um ditador? [Read more…]

O comboio não foge! Deixe o pessoal sair! (Urso!)

Campanha do Metro de Lisboa

Saber Educar

Albert Einstein

 Vivemos épocas conturbadas. Não apenas por estarmos em falência e o nosso dinheiro de empréstimos de vários sítios, juros altos, prazos curtos para devolver o concedido, sem perdão dos capitalistas que, mal passa um dia e os juros são incrementados. Como acontece com o berço da moderna e clássica civilização, a Grécia. Constantino, meu amigo e colega de Faculdade, [Read more…]

EDP, o Embuste das Barragens e do Emprego.

A EDP continua a apagar as mensagens politicamente incorrectas do seu mural fendido.

O distrito (Bragança) está transformado num estaleiro, com empreitadas em simultâneo de estradas e barragens que representam um investimento sem precedentes no Nordeste Transmontano, superior a 1500 milhões de euros, só na fase de construção.”

Mais de meio século após o início da construção das grandes barragens do rio Douro, uma parte substancial do “povo” (essa coisa) de Trás-os-Montes ainda acredita na lenga-lenga apregoada por uns senhores da Rotunda do Marquês que vem à televisão garantir que as barragens são o progresso, são o futuro, garantem muito emprego (milhares de postos!).

Então como se explica que os municípios ribeirinhos sejam os mais pobres de toda a província, quando geram, pela força das suas águas, lucros de milhões de euros a uma empresa maioritariamente privada, a quem o Estado garante, por via da Entidade Reguladora do Sector Energético, o direito de aumentar as tarifas quanto importe?

Perante tão obtusa falta de memória histórica, alguns autarcas colocam-se mesmo em bicos de pés, apregoando os benefícios das barragem.  Por exemplo, o democraticamente eleito presidente da autarquia de Alijó garante que o rio Tua, depois de sequestrado pela anunciada barragem-maravilha, vai ficar com “um espelho de água extraordinário“, o “turismo de natureza”, “um espaço museológico”, “um turismo diferente”, “a paisagem”, “quatro núcleos museológicos”.

Entretanto, e voltando ao mundo real, enquanto estas inimputáveis personalidades apregoam as maravilhas das barragens (parecendo esquecer o que não-aconteceu desde os anos 50), as notícias dão conta que Trás-os-Montes continua tão pobre, tão desempregado, tão emigrado, tão espoliado como antes…

Cromos do Dia: Miguel Macedo, Paulo Campos

Vamos começar a fazer uma caderneta de cromos aqui no Aventar. Entre raros, banais e repetidos para a troca, cromos não faltam. Hoje, para início de colecção, entregamos dois cromos. O segundo parece ultrapassado mas é pura ilusão. De cada vez que o leitor vai a uma estação de correios pagar uma passagem numa Scut, por exemplo, é cromice dele. Impagável e difícil de trocar.

Miguel Macedo

Paulo Campos

TMN: cêntimo a cêntimo, enchem o papo

Isto já é um absurdo: se quero esclarecimentos, ou muito simplesmente reclamar sobre uma factura, tenho de pagar? Porquê? A TMN não tem lucros que cheguem? No limite, quanto mais errarem mais cobram em chamadas para reclamarmos.

Mas tem uma agravante, quando ligamos descobrimos que afinal são 21 cêntimos:

Isto será legal? alguém sabe a quem devo dirigir-me para apresentar queixa, ASAE? ANACOM?

 

Pornografia (11)

Melhor dizendo: prostíbulo. Lupanar, se preferirem.

Pornografia (10)

O exercício da actividade política – paga com o nosso dinheiro – não tem quer “moral, basta que seja “legal“.…

p.s.: ao preço a que estão as viagens de avião para Paris (França), troco este deputado pela Inês Medeiros

Ou há moralidade ou comem tolos

Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital

Já uma vez, a propósito dos professores, escrevi isto, que, com certeza, pode ser aplicado a muitas outras profissões, embora cada um se deva queixar do que conhece, que para falar sobre o que não se sabe já há muita gente entre os jornais e os blogues.

Um ministro é, tal como qualquer funcionário público, um servidor do Estado, mas a verdade é que o primeiro é filho e o segundo não chega a ser sequer enteado. Um professor obrigado a viver, mesmo que temporariamente, longe da sua residência, por razões profissionais, paga do seu bolso tudo, desde a gasolina até ao arrendamento de uma segunda casa. O ministro, que, mesmo não sendo milionário, ganha mais do que um professor, tem direito a um subsídio de 1400 euros, quantia superior ao ordenado de muitos professores e outros funcionários públicos.

É claro que tudo é feito dentro da legalidade, até porque os interessados dominam, também, o poder legislativo. Esta gente tão lesta a esmiuçar a fortuna que recebemos mensalmente é sempre lenta a desfazer-se de privilégios, usando a lei para cometer imoralidades e comer os tolos, ou seja, os cidadãos. É claro que irão dizer que a supressão de subsídios destes não teria efeito prático no combate ao défice, mas eu pensava – vejam lá – que cada tostão conta. Para além disso, há, ainda, outro problema: quantos casos semelhantes, entre ministérios, autarquias e regiões autónomas haverá que não conhecemos?

Rating da burrice: Moody’s, number one!

O gabinete de parasitas que dá pelo auspicioso nome de Moody’s, decidiu baixar o rating da… “República Espanhola”! Esta defunta já está enterrada há quase oitenta anos e agora chegam estes profissionais da desgraça e vai daí, “cavaquizam” o país vizinho. USA no seu já costumeiro “the bigger the better” (foul).

Assunção Cristas e a Linha do Oeste

Assunção Cristas (CDS/PP) destacou a necessidade de requalificação da linha para desenvolver o potencial turístico da região e também “animar” o porto da Figueira da Foz, com o aumento do transporte de mercadorias.
“Mais do que obras megalómanas, faz sentido ajustar o que temos e dar-lhe um novo fôlego”, defendeu a deputada, acrescentando que a modernização desta linha é uma opção mais “modesta, menos interessante para inaugurar, mas com maior impacto nas populações”.
A deputada centrista disse ainda ser “inadmissível” que um automóvel demore menos de uma hora a fazer o percurso, enquanto que o combóio precisa de duas horas e meia.

Gazeta das Caldas

Já sei: nessa altura ainda ninguém tinha descoberto o buraco (embora o BPN já fosse um caso), e não podemos viver acima das nossas possibilidades. Sucede que eu também não pedi um Plano Nacional de Barragens, nem tenho que andar a salvar bancos; mas pela Linha do Oeste assinarei o que for preciso.

Destruída pelas administrações ferroviárias nomeadas para dividir a privatizar a velha CP a linha só vai encerrar para os passageiros, já afastados pelos horários de maluquinhos (tipo paragem de 1 hora nas Caldas da Rainha “para reabastecer” quando as máquinas saem de Lisboa com gasóleo para 700km que certamente se evapora pelo caminho) e material circulante de museu, porque os comboios de mercadorias vindos das celuloses da Figueira não são pessoas.

Nem todos os povos têm a sorte de os ditadores morrerem por causa de uma cadeira (editado)

 

Editado: no momento em que escrevi e publiquei o que vai em baixo, a notícia que circulava atribuía o fim do ditador líbio a uma morte em combate. Sabe-se agora que não foi assim.

Não gosto de turbas, tenham ou não razão. Estive no meio de uma, das que até tinham razão, e não gostei. Ninguém é perfeito, diz o esquerdista que há em mim, e não apaguei a palavra raiva, mas nem a pena de morte nem a ira das multidões são aceitáveis, pelo menos quando estamos na plena posse das nossas faculdades mentais.

O ditador líbio torturou e assassinou milhares de cidadãos. Merecia por isso mesmo um julgamento decente, e esse teria sido o pior dos castigos. Uma morte assim sabe-me a pouco. [Read more…]

Quem é que vai receber Subsídio de Férias e de Natal na Assembleia da República em 2012?

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Convenhamos

Assisto com naturalidade às confrontações de opinião acerca do actual momento do país, em que, invariavelmente, se atribui culpas aos partidos políticos que estiveram no poder. Ainda que concordando acerca de tais culpas, recordo que temos Governos eleitos democraticamente desde 1976, e que a nossa classe política é feita de portugueses: não foi importada doutro país ou continente.

Não há mais Salazares ou Caetanos para deitar as culpas: chegamos ao descalabro por mérito próprio, porque não fomos capazes de melhor. E prova de que enquanto povo não fomos capazes de fazer melhor, é a expressão numérica da dívida privada. A abstenção não fica atrás e a eleição para cargos de poder político de condenados em processos-crime, também não. [Read more…]

Pagar três vezes!

Manuela Ferreira propõe que a saúde e a educação sejam temporariamente “pagas por todos aqueles que podem pagar” e o título da notícia no Público, dizendo que “Ferreira Leite propõe fim temporário da gratuitidade na saúde e educação” dá a estocada final. Vejamos:

  • A educação não é gratuita. É paga com os nossos impostos e, cada aluno, custa a módica quantia de, aproximadamente, 8 mil dólares (Education at a Glance 2011, p. 206 e seguintes). Cerca de 5800 euros. (Já agora, por este valor, bem podiam os alunos fazerem o favor de estudar ou de irem cavar terra, caso achem a vida escolar muito dura.)
  • Sendo o sistema de impostos (supostamente) progressivo aos rendimentos auferidos, a educação já é paga por todos os que a podem pagar.
  • E quem tiver as suas razões e preferir ter os filhos numa escola privada, ainda pagará a educação uma segunda vez.

Quanto à saúde, o raciocino é o mesmo, com a agravante de o Estado negar ao utente o serviço que lhe cobra (eu e milhares de portugueses não temos médico de família). A não ser que queria perder um dia de trabalho para tentar ter uma consulta num posto médico, pago a saúde duas vezes sempre que sou obrigado a recorrer ao privado.

Ao que sei, MFL formou-se em economia, pelo que, ao propor que algumas pessoas paguem ainda mais pela educação e pela saúde e evocando estes argumentos, não o fará por falta de formação. Resta a má fé ou o disparate.

Escabroso!

Todos temos na memória, as vergonhosas imagens de Mussolini pendurado pelos pés na Pizza Loreto, naquela já distante Primavera de 1945.  Também recordamos a escandalosa farsa do “julgamento” e execução sumário dos Ceausescus, numa paródia de justiça que apenas confirmou o que se suspeitava: os camaradas do Conducator do PCR, desejavam dele se desembaraçarem,  calando uma voz mais que comprometedora. Se sabemos qual a natureza do ainda vigente regime italiano de 1946, as diferenças relativas ao que Illiescu deixou na Roménia, não serão assim tão relevantes. Máfia é o termo exacto.

Pois aconteceu o mesmo na Líbia e as reportagens que nos chegam, são aquelas que se esperavam. Realmente, Kadhafi tudo fez para este ignominioso fim, enlouquecido pela crença na sua estrela que julgava eterna. A verdade é que os responsáveis do novo regime, logicamente  deveriam ter  impedido um epílogo destes, mostrando que os tempos são outros e que a intenção em restaurar a Constituição da independência, não é apenas um exercício de retórica. Era disso mesmo que a comunidade internacional estava (?) à espera. Pois Jalil e os seus falharam redondamente e o espectáculo que as televisões nos oferecem,  é  de facto escabroso, para não dizermos mais.  Nada de bom sairá de eventos semelhantes.

Quanto à posição portuguesa, Paulo Portas devia medir as palavras. Ninguém está a salvo num futuro pleno de incógnitas.

Viver não custa – uma homenagem ao Arquitecto Celso Costa

Para Celso Costa, Arquitecto, marido da minha amiga Maria Luiza Cortesão, que soube viver, e ensinar a viver, um militante da liberdade com os Cortesão, falecido ontem.

Sem saber como nem quando, nascemos. Nascemos sem saber o como e o porquê. De certeza, somos resultado de uma violenta paixão dos nossos adultos. Essa paixão que não permite pensar, apenas agir. Essa paixão tem um resultado, a maior parte do tempo, de dar vida. E o caminho ao Gólgota começa. [Read more…]

Esqueçam o “Não pagamos” ou o “Não posso pagar”

Uma bela receita que o Governo arranjou para 2012 foram as coimas a aplicar em caso de incumprimento face ao Estado, seja em obrigações fiscais seja em contas de hospital, etc.

Quem vai passar a abrir os processos de contra-ordenação por incumprimentos serão os Serviços de Finanças. Onde vão ter gente e meios para abrir tais processos em tudo quanto é incumprimento pecuniário face ao Estado é um mistério, mas deve fazer parte do novo paradigma – vocábulo tão em voga e que confere um reforço de validade intelectual a qualquer argumento… – “fazer mais com menos”.

Por isso, se estão com  ideias de não pagar em protesto ou se não puderem pagar, o Governo já pensou nisso no Orçamento do Estado para 2012: vai sair mais caro.

O embuste miraculoso

Eram tempos em que andava ainda pela igreja, preocupado com a salvação da alma que era preciso manter mais pura que virgem adolescente e, por isso, me acagaçava todo perante um deus punitivo que castigava sem dó e sem piedade qualquer cedência pecaminosa aos inimigos da alma nomeadamente a carne, cujas tentações era preciso conter com ladainhas, jejuns e padre-nossos a toda a hora. Tinha então por companheiro de dúvidas cristãmente metafísicas, o Lenine, já um tanto espigadote, transformado no herói da miudagem menos dada a crendices que o padreco e a cambada de catequistas marianas mais ou menos fogosas, nos enfiavam com uma catrefada de pecados como merecedores de punição eterna nas labaredas infernais. O Lenine desempenhava de vez em quando as funções de sacristão acidental, ora abanando o turíbulo na sacristia, ora levantando os paramentos do abade nos rituais da missa ou do terço ao Santíssimo Sacramento. E quando o padre repenicava mais prolongadamente um sonoro e cantado Amen, o Lenine acrescentava de forma mais ou menos audível: doins. Amen…doins. [Read more…]

Já cá canta

O novo álbum de Tom Waits, Bad to Me (obrigado S.). Primeira constatação: deste gajo vale a pena esperar 7 anos por um disco de estúdio. Se fosse menos tempo, ganhávamos todos. Tão munta bom como sempre. À primeira audição Hell Broke Luce parece ser ainda melhor do que as outras. Dia 24 chega às lojas.

You’re the head on the spear
You’re the nail on the cross
You’re the fly in my beer
You’re the key that got lost
You’re the letter from Jesus on the bathroom wall
You’re mother superior in only a bra
You’re the same kind of bad as me

Khadafi capturado em Sirke

Se entendo mal as ditaduras, menos percebo o irracional apego ao poder dos ditadores nas fases terminais de regime.

Khadafi, o ditador megalómano e assassino que “flirtou” com o ocidente e acampou com a sua guarda feminina nas maiores capitais da europa, assistiu à primavera árabe e à queda dos seus “colegas” do Egipto, Tunísia, etc.

Khadafi viu como o amigo Sarkozi, o das palmadinhas nas costas, foi o primeiro a puxar-lhe o tapete, cavalgando as mudanças na rua árabe.

Alucinado, convicto de ser um semi-deus adorado por um povo que, afinal, o odiava, Khadafi pensou esmagar esta revolta como fizera com tantas: a ferro, fogo, sangue e longos discursos dirigidos às massas pelo “a(r)mado” líder. Enganou-se e viu o seu regime destruído, o país em escombros, o seu livro verde espezinhado, milhares de mortos – incluindo parte do seu próprio clã, assim como vários dos seus filhos.

Se houver vontade de democracia, sujeitar-se-á a um humilhante (para quem, como ele, aparenta delírios de personalidade) julgamento que o reduzirá a uma caricatura da caricatura que Khadafi já era. Demasiados mortos depois.

ADENDA: As notícias, à hora a que escrevo, são ainda incertas e pouco claras. Algumas dão-no como ferido e detido, mas notícias posteriores, ainda não confirmadas, afirmam que Khadafi foi morto.

O habitante 7 mil milhões nasce este mês

O habitante 7 mil milhões chegará lá para o final deste mês. Se atendermos a que apenas em 1800 (há cerca de duzentos anos) foi atingido o número de mil milhões de habitantes no planeta, estamos perante um crescimento assombroso e não sustentável.

Não imagino como se resolverá este problema, já que as hipóteses mais óbvias, como a diminuição da assistência médica ou das políticas de salubridade estão absolutamente fora de questão. Soluções administrativas à chinesa são incompatíveis com sociedades democráticas. Genocídios “purificadores” são inaceitáveis. Algumas teorias afirmam que apenas uma maior redistribuição da riqueza planetária, acompanhada de esclarecimento e informação, poderá diminuir esta tendência, uma vez que países mais ricos têm, regra geral, menores taxas de natalidade.

Basta, no entanto, olhar para a actual situação europeia (ou dos EUA) para perceber que essa redistribuição dificilmente se fará em tempos próximos.

Certezas, só uma: o bebé sete mil milhões vai nascer num planeta a rebentar pelas costuras, num momento em que milhões de pessoas ascendem à condição de consumidores em larga escala nos países ditos emergentes. Uma mistura perigosa, para não dizer explosiva.

Crescimento da população mundial
População Ano Tempo para o próximo bilhão (em anos)
1 bilhão 1802 126
2 bilhões 1928 33
3 bilhões 1961 13
4 bilhões 1974 13
5 bilhões 1987 12
6 bilhões 1999 11
7 bilhões* 2011 15
8 bilhões* 2026 24
9 bilhões* 2050 20
10 bilhões* 2070 26
11 bilhões* 2096 não calculado

Que tal usar headphones para ouvir música, não seja besta!

Campanha do Metro de Lisboa

Será este Orçamento uma machadada final nos Ferraris em Portugal?

Para mim, será um regresso às carroças. É que foi tal o esforço do governo em cortar na despesa que,  em boa lógica, não irá ser possível deparar com novos ferraris e outros “príncipes” de quatro rodas, das nossas estradas. A não ser que o orçamento se tenha camuflado de falácias manhosas de forma a tudo ficar como dantes, quartel general em Abrantes.

Como há um novo governo a esforçar-se por ter pose de Estado, somos levados na onda da sua pretensa virgindade política, e pensar que o rumo vai mesmo ser outro, e para melhor.

Mas a malta anda escaldada. E embora nos esforcemos por tentar ver em Passos Coelho, e seu governo, gente bem intencionada, não os vimos cursar deontologia, e a dúvida ficará sempre no ar.

Mas isso seria o menos, caso os srs do governo não fossem daqui a nada, como é muito provável que vão, comprar o último modelo BM, e mudar do T3, onde moram há anos, para “o T5”, sito, algures, num condomínio fechado, desenhado por Siza Vieira.

Cunha Ribeiro

A verdade sobre o orçamento geral do estado e a “ajuda” internacional

Sobre o Futebol Clube do Porto

Tenho a dizer, por muito que isso vá custar à minha Académica, apenas isto:

Pedro Emanuel

Sim Pinto da Costa, também te enganas.

Pornografia (9)

“Barragem em betão, do tipo abóbada de dupla curvatura, com 108 m de altura máxima”

 fonte EDP

O que tem a UNESCO a dizer a isto? O que tem a Secretaria da Cultura de Portugal a dizer a isto? O que tem o Ministério da Justiça a dizer a isto?

Pornografia (8)

Entretanto, a EDP continua a apagar do seu mural as dúvidas e as perguntas incómodas de cidadãos indignados.

Pornografia (7)

Entretanto, a EDP continua a apagar do seu mural as dúvidas e as perguntas incómodas de cidadãos indignados.