O sobe e desce do rating e os comentários pornográficos

Já me tinham dito para não me irritar. Faz mal ao coração, informam-me. Que sim, vou fazer por isso. Por levar as coisas numa perspectiva positiva, para manter o sentido de humor, para relativizar tudo aquilo que não é a morte. Por só isso não tem remédio. Agora começo a achar que também o país não tem remédio.

fitch_portugal_rating

Por isso, admito que não sei porque é que ainda me indigno com coisas de lana caprina. É sempre assim. Analisamos tudo mediante as circuntâncias em que estamos e as conveniências do que queremos. Valorizamos quando nos interessa, desvalorizamos quando não interessa.

Até ontem, o rating da dívida portuguesa era cortado pelas famosas agências financeiras e o governo desvalorizava. O chefe do Governo e os ministros mais influentes fugiam a comentar esses cortes. Quando não havia possibilidade de fuga, juravam que não era assim tão importante.

Hoje, novo corte e o Governo valoriza! Que é fruto da crise política, que a culpa é toda da oposição, esses malvados que não mediram as consequências do chumbo do PEC IV, que levou à queda do Governo, etc e tal.

Sim, eu sei que começou a campanha e que em campanha vale-tudo-menos-tirar-olhos-e-se-calhar-nesta-até-tirar-olhos-vai-valer mas é assim que esta cambada incoerente quer que o povo tenha pachorra para os aturar?

pois…

Os meus sentimentos para Elizabeth Taylor e José Sócrates

Por casualidade, irrepetível na vida, conheci Elizabeth Taylor e Richard Burton a 4 de Agosto de 1969, dia em que tomei a liberdade de trocar a Universidade por um passeio com a minha mulher e a nossa única filha. Fomos visitar a Torre de Londres, prisão para os inimigos da coroa inglesa durante séculos, aproveitando para ver os pombos e os guardas reais. Actualmente, a Torre londrina funciona como museu, sendo o bilhete de entrada muito caro. Vários amigos acompanhavam-nos, todos de Londres. Nós vínhamos da Universidade de Edimburgo, onde trabalhava nas minhas pós graduações em Antropologia e Ciências da Educação.

Era impossível não vê-la, ria estrepitosamente, tomada pelo braço do seu marido, Richard Burton. Era de manhã, mas eles vinham de uma festa que tinha durado a noite inteira, vestidos com fraque ele, e ela com o seu famoso vestido de veludo azul, quase uma marca de fábrica. Parecia que era a sua farda, desde que interpretou em 1969, o famoso e muito atraente filme Blue Velvet ou Veludo Azul, em português. Nunca a vi repetir formas de actuar, todas eram diferentes, veja-se, por exemplo, Bruscamente no

[Read more…]

Não temos os políticos que merecemos. Temos os políticos que somos”

Sobre a demissão do Governo, a crise política, o sentimento de descrença dos portugueses em relação à economia, à política, à sociedade, à meteorologia, escrevo um destes dias. Quando me sentir capaz desse feito, equivalente praticamente a um dos doze trabalhos de Hércules. Aliás, não vejo ninguém aflito para escutar a minha opinião. Por isso, não há pressas.

Deixo apenas a frase mais certeira dos últimos tempos. Chegou-me, de mansinho, pelo Twitter de Ricardo M Santos (http://twitter.com/RicardoMSantos).

Diz ele…

Não temos os políticos que merecemos. Temos os políticos que somos.

Pimba. Nem mais, pensei. Se pensei, melhor o fiz: embrulhei a frase em papel de mata-borrão, porque não há dinheiro para melhor, fiz um laço de corda rafeira, e trouxe-vos esta frase para pensarem um bocadinho.

O que é, e o que pode fazer, um governo de gestão

Até às prováveis próximas eleições (Cavaco Silva ainda não se pronunciou) o governo de José Sócrates encontra-se em gestão.

Um governo nessas condições não é novidade na democracia portuguesa e permite a gestão corrente dos assuntos do país, apesar de ter poderes limitados pois, segundo a Constituição, a isso deve cingir-se estritamente (segundo o artigo 196, alínea 5, da Constituição um governo de gestão “limitar-se-á à prática dos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos”). Assim sendo, novas nomeações, aprovação de projectos ou a promulgação de leis são apenas admissíveis em casos excepcionais e absolutamente prementes. No entanto a definição de “estritamente necessários” e de “gestão dos negócios públicos” é suficientemente vaga para que possamos perder-nos relativamente aos seus limites.

Decisões que envolvam aumento de impostos, investimentos a longo prazo, cortes de prestações sociais, etc., estão excluídas da noção de gestão corrente, ainda que o Estado possa continuar a contrair dívida necessária ao seu financiamento.

A história recente dos governos de gestão portugueses mostra que [Read more…]

PS e PSD: as cabeças da hidra

PS e PSD: as cabeças da hidra

Hoje, há razões para comemorar, porque estamos perto de confirmar o óbito político do pior Primeiro-Ministro da Democracia portuguesa, o que não era um título fácil de atingir, tendo em conta que a concorrência era grande (e ser pior do que Santana Lopes era um desafio a que Sócrates não soube resistir).

Hoje, continua a não haver razões para comemorar, pois, ao que tudo indica, o PSD voltará a governar, o que constituirá uma mera alteração de siglas e uma continuidade de políticas. Depois de ter PECado em conjunto com o PS, o PSD irá a correr assinar os papéis que confirmam a união de facto, tumultuosa, é certo, mas não é o tango a dança que retrata essas relações em que o amor tem aparências de ódio? [Read more…]

Gente rasca

As atitudes são quase símbolos e espelham bem o carácter de quem as toma.

Há umas semanas, o deplorável evento da omissão do PEC 4 ao Presidente e Parlamento. Dias depois, o absurdo discurso presidencial, quase de chefia de partido. Ontem e após o início da sessão para a discussão do mesmo, outra cena caricata, quando o 1º Ministro sai do hemiciclo, numa inegável demonstração de desprezo pelo mesmo. Pouco depois, dois Ministros – os mais importantes – ausentam-se ostensivamente, deixando Manuela Ferreira Leite discursar para deputados que não podiam desconhecer aquilo que tinha para dizer. Este tipo de ordinarice tornou-se de tal forma corriqueira que passou a fazer parte integrante do sistema vigente.

É este, o gabarito democrático da gente que diz governar Portugal. É esta, a gente que tem pretensões a concitar o respeito dos comuns mortais que lhes pagam as mordomias e a proeminência muitas vezes imerecida. É este, o resultado de um longo período de ausência do autêntico parlamentarismo em Portugal, esmagado pelos cacetes e lápis azuis de Afonso Costa e Salazar. Aqui está o resultado, esta é a República Portuguesa.

Mas o caso não ficou por aqui. No mesmo dia, o Presidente que diplomatas estrangeiros dizem ser um sujeito vingativo, tira a mesquinha desforra daquilo que se passou há duas semanas. Mal o seu ainda 1º Ministro saiu de Belém, apressou-se a divulgar o pedido de demissão que aquele lhe fora apresentar e sem sequer aguardar o comunicado oficial do dito cujo. Como diz António Barreto, o espectáculo não é dos melhores.

Eles já nem disfarçam, acham alguns, enquanto outros pensam ser essa, a grosseira essência do regime. Esta gente é tralha de um enorme baú de vulgaridades e bem podia ser reciclada na Inglaterra.

 

 

[Read more…]

Curso de político

Face às Novas Oportunidades que se adivinham, nada como estar preparado. Afinal de contas a qualificação é esencial para o nosso futuro.

Um Dia Como os Outros

Um Dia Como os Outros

Nos 125 anos da ponte rodoferroviária de Valença-Tui.

Imagem: Dario Silva e Pedro Miranda
Edição: Pedro Miranda
Assistente: Hugo Gomes
Música: De Ushuahia a la Quiaca – Gustavo Santaolalla
Conceito: Geofotografia.pt
Agradecimentos: CP, CP CARGA, REFER
© 03.2011

Nós é que amamos. Portugal, Chile e os seus costumes

 http://www.youtube.com/watch?v=P-4cWnh-uek

Sonhava, reconheço, sonhava. Parecia-me que o Chile e Portugal, eram dois países semelhantes: debates, desencontros, divertimentos, demissões. Países em festa que parecem ser uma pantomima, como as suas relações todas cortadas, sem se entenderem entre eles, como devem ser, quando se governa: há quem diz, há quem diz que nada disse, toma-se o dito por não dito. Era um sonho, quase pesadelo, porque eram os meus países, especialmente Portugal: correcto ou incorrecto, o seu comportamento político e arte de governo, mas meu país, nos bons e maus momentos. No meu sonho, devo ter pensado que Portugal era como a Nação Mapuche que habita no Chile. O meu sonho, de um quase impossível entendimento entre partidos políticos, muito semelhantes. Faziam a festa e passavam a conta ao povo. Vou contar esse sonho, mudando o nome das hierarquias que nos governam, ao que eu vi no meu sonho. Uma metáfora…de países na sua infância… [Read more…]

Portugal Vive Um Sonho

…quentinho, húmido, doce, livre de impostos…

Portugal euro-cruxificado

Como dizem aqui no Alentejo, Sócrates está de abalada. Saiu como e quando quis. Com o pretexto de não poder aplicar o PEC IV, envergou a  pele de vítima. O objectivo era sair queixoso desta batalha, colocando o ónus da crise política sobre os adversários políticos. 

Paradoxal ou não, da ordem de trabalhos da reunião da zona euro, de hoje, foram retiradas à última hora as decisões sobre o reforço do fundo de socorro; nas quais, lembre-se, se integravam as medidas do rejeitado PEC IV. Sócrates e Teixeira dos Santos sabiam-o ou souberam-o, provavelmente, antes ou durante o debate parlamentar. É uma das hipóteses para  explicar a saída prematura do PM e as temporárias ausências de Teixeira dos Santos e Silva Pereira da sala do plenário da AR. 

Vamos a eleições. Sócrates voltará à linha da frente, na disputa com Pedro Passos Coelho. Os dois, em coligação restrita ou alargada com Portas ou isoladamente, têm possibilidades de vir a governar os portugueses. São, diz-se a torto e a direito, os homens do arco do poder – a semântica da política está em enriquecimento constante. Todavia, nos momentos históricos que vivemos, não estamos sujeitos apenas a arcos. Há  também o enorme crucifixo com que  subimos ao calvário da ‘Zona Euro’, onde os nossos eleitos apenas relatam, ouvem e obedecem. Sim, não haja ilusões; quem comanda ou comandará será sempre a Sr.ª Merkel ou outro gauleiter que a substitua. 

Penitentes por erros acumulados, estamos condenados ao PEC IV, V, VI, VII …   e não sei até quantos os comandantes da Europa do Norte venham a impor. Os nossos governantes limitar-se-ão a cumprir, com zelo e respeito, as orientações para fazer navegar um Portugal euro-cruxificado. Prometam os nossos políticos o que prometerem, assim vamos continuar. Sofrendo.

Sondagem Aventar: Quando cai o Governo?

 image

Alguns leitores do Aventar acertaram na lotaria da queda do Governo. Infelizmente não haverá prémio pois o jogo, diz-se, estava viciado.

Elizabeth Taylor (1932-2011)

Uma das actrizes que mais admiro na sétima arte. E que melhor combinou a beleza com a arte de representar.

Elizabeth Taylor, “uma rapariga do meu tempo” como o meu pai sempre se refere quando se fala dela, será para muitos a “Cleopatra” ou a “Virginia Wolf”.

Para mim, será sempre a “Gata em telhado de zinco quente”.

Ao cair do pano, um registo obrigatório no dia do seu falecimento.

Apologia de Sócrates: o discurso

Feita pelo próprio, como é costume. Pode ouvir-se aqui.

Retenho uma afirmação: “O país não ficou sem governo.” Finalmente, Sócrates revela clarividência: não se pode ficar sem aquilo que não se tem.

Demitiu-se

image

Título: Portugal sob pressão
Título 1º gráfico: juros da dívida pública a 10 anos
Título 2º gráfico: aumento do risco associado à dívida pública (spreads em relação às dívidas públicas a 10 anos)
Fonte: Frankfurter Allgemeine Zeitung (tradução do Google)

O discurso de Sócrates em resumo:

«Bla bla bla bla bla está tudo a correr bem bla bla bla bla o défice de 2010 não vai ser nada 10% do PIB bla bla bla bla este PEC não veio ditado pela Merkel bla bla bla bla.

Bla bla bla este PEC não precisava de ir a votação bla bla bla e não foi a votação para forçar a queda bla bla bla contem comigo para trazer mais do mesmo bla bla bla bla.

Eu quero o melhor para o País. E o País sou eu.»

Umas notas a ter em conta:

  • desde Maio 2010, o BCE já comprou cerca de 77.5 mil milhões de euros da dívida portuguesa
  • para todos os efeitos, a ajuda externa já cá está há quase um ano
  • apesar do fogo de artifício sobre o “bom” desempenho dos primeiros dois meses, afinal no fim de Março nem um tostão sobrará

Onde está a coragem de Sócrates e Teixeira dos Santos?

José Sócrates, enquanto detinha o poder, apresentou-se sempre na AR com tiques de superioridade, arrogância e, por vezes, desprezo pelos opositores. Não raro, humilhou-os e reduziu-os àquilo que entendia ser a sua insignificância, casos de Heloísa Apolónia, Francisco Louçã ou Paulo Portas. Era de esperar que um homem tão convicto e corajoso, tão impado e seguro de si mesmo, ouvisse o julgamento final sobre a sua governação. Fugiu. Desta vez fugiu mesmo, fisicamente, porque à realidade furtou-se sempre. O retrato de um homem sem respeito pelo parlamento e pelo país.

Manuela Ferreira Leite confirmou hoje o adágio que garante que a vingança se serve gelada. Enquanto falava, foi a vez da fuga de Teixeira dos Santos, que  foi perder-se algures nos Passos Perdidos. Os dois homens que detiveram mais poder no país nos últimos anos,  como se ainda fosse necessário, revelaram a sua verdadeira dimensão. Uma dimensão autista, pouco corajosa e nada digna. Para não dizer pior.

A crise

Hoje discute-se a crise da República, como agora se diz. Ontem o Presidente da República disse que foi ultrapassado pelos acontecimentos desta crise que, disse ele, começou há alguns dias. Erro. Esta é uma crise que vem de há décadas e, verdade seja dita, não é só de Portugal. É do ocidente e de Portugal ainda mais face, à sua débil economia.

Esta é a crise de um sistema económico que resolveu transferir a sua capacidade produtiva para oriente, onde a ausência de responsabilidade social compete com o elevado nível de vida ocidental. É a crise de países que decidiram abrir as fronteiras sem cuidar que a competição que aí vinha era leal. É a crise que fez a riqueza do lobby da importação e distribuição. É a crise de um ocidente que vai gastando o que amealhou em sucessivos anos de prosperidade económica, tendo sido transformado num mero mercado consumidor.

Hoje discute-se o calendário que o PS escolheu para ir de novo a votos. Em simultâneo, um número incerto de empregos nasceu a oriente, em número semelhante àquele que desapareceu no ocidente.

A fuga do primeiro-ministro

José Sócrates ouviu o ministro das finanças e fugiu ao debate. Será, certamente, mais uma abordagem ao diálogo e à abertura de negociação por parte do governo. Em contrapartida, Sócrates falará aos jornalistas às 20h, local de excelência, como se sabe, para confronto político entre as diferentes forças parlamentares e com possibilidade de contraditório face ao que for apresentado.

Olhando para os actos que passo a passo vão sendo tomados e para o discurso oficial, é notório que o governo anseia cair. Se não, porque havia de ter hoje apresentado de forma apressada o que poderia apresentar daqui a um mês? A resposta prende-se, naturalmente, com o facto de não haver boa execução orçamental alguma, como tem a propaganda governamental apregoado. Basta notar que o «superavit de mais de 800 milhões nas contas públicas anunciado pelo Governo há seis dias vai ser completamente anulado em Março, mês em que o défice vai ser de quase três mil milhões» (TSF).

O governo deseja eleições porque daqui a semanas a realidade cairá em cima dos portugueses. O que está em causa é apenas a velha máxima de não se poder enganar todos durante muito tempo.

A criança dita incapacitada – Portugal nestes dias com um PM demissionário

Para minha amiga Ana Paula Vieira da Silva, que inspirou a ideia deste texto.

Escultura de Amitaba, da Dinastia Tang, encontrada nas grutas de Longmen, na Índia.

É-me impossível não criar uma metáfora entre a criança dita incapacitada e a nossa Pátria. Todos amamos esse berço, onde nascemos o fomos adoptados. O problema é que nosso venerado país e os seus sucessivos governos, parece uma criança incapacitada. Se entres as crianças há apenas as ditas incapacitadas, porquê Ana Paula e Eu, por intermediação da Magister Elsa Figueiredo e o Doutor José Manuel Cravo Filipe, obtiveram os seus pós graus no que hoje se denomina criança especial; por outras palavras temos observado que as pessoas adultas parecem ser incapacitadas para governar, criar leis convenientes para o desenvolvimento do país e o seu crescimento económico e financeiro.

 
[Read more…]

Sugestão musical do dia

Corra bem ou mal para uns e para outros, o certo é que esta música se vai colocar que nem uma luva a alguém.

PORQUE ONTEM JÁ ERA TARDE

Este governo é mentiroso
mentiu aos Portugueses quando prometeu que iria governar e governar foi das poucas coisas que não fez;
mentiu aos seus Parceiros quando assinou acordos que, pior que não ter cumprido, já sabia de antemão que não iria cumprir;
mentiu ao Mundo quando anunciou números que sabia não serem verdadeiros.

Este governo é prepotente
o, ainda, Primeiro Ministro, petulante e insolentemente, nunca quis entender que o eleitorado não lhe deu uma maioria absoluta;
o, ainda, Primeiro Ministro tratou os seus Parceiros parlamentares com desdém e desprezo;
o, ainda, Primeiro Ministro, casmurro e caprichoso, nunca quis perceber que o caminho que escolheu estava, claramente, errado.

Este governo é incompetente
este governo nunca efectuou qualquer reforma nas estruturas administrativas, económicas e sociais que permitisse ao nosso País evoluir e enfrentar os presentes desafios em condições de equidade com o resto do Mundo;
este governo absteve-se de governar e, em substituição, limitou-se a pedir dinheiro emprestado e a roubar os Portugueses;
este governo teve um único desígnio que foi a sua própria sobrevivência, esquecendo-se dos Portugueses e de Portugal;
este governo orientou toda a sua actividade em função de operações de propaganda;
este governo nunca assumiu qualquer responsabilidade por nada, mas culpou todos os outros por tudo.

Por tudo isto e porque a continuidade deste governo só hipoteca o nosso futuro, espero que hoje seja, realmente o DIA.

Metamorfose mediática em 6 anos

É hoje!

Avancei há apenas algumas semanas, a propósito da rejeição da desastrada moção de censura apresentada pelo B.E., que Sócrates iria durar provavelmente até Abril. Confesso que me enganei, felizmente acaba hoje o seu consulado, o pesadelo no entanto continuará, é de esperar para os próximos 2 meses uma sucessiva nomeação de boys and girls para todo o tipo de cargos no Estado. Basta ficarem atentos às próximas edições do Diário da República, mas hoje é um dia para celebrar, o fim da era Sócrates. Desconheço qual será o futuro, mas o presente não deixa saudades!

saber

dizem por aí que o saber nunca é demais

Parte de um livro meu em edição….

Queira lembrar o leitor, que denomino tempo à cronologia. Esse, que era delineado enquanto expunha saber. Pense o leitor, que talvez Jack Goody (1973,1976), bem como os seus mestres Meyer Fortes (1938 e 1970) e Evans Pritchard (1962) – todos eles mestres meus também, tenham tido razão ao correlacionar o tempo e a estrutura dos grupos sociais, entre os quais, o doméstico. Como debato em outro texto

[Read more…]

A Partir de 1,100 Euros

Os interessados devem contactar o dono.

O risco de bancarrota nacional

Tanta pró-actividade propagandeada para a nova magistratura; afinal…

Cavaco também está à rasca

 Bancarrota nacional é o óleo endémico-infeccioso com que, no discurso e comentário políticos, se vem ungindo a vida dos portugueses. O cidadão comum, constrangido por problema colectivo sem precedentes há décadas, sente o garrote da ameaça às mais simples condições de vida.

Chegámos, pois, onde chegámos, pela mão de homens, como Cavaco, que, sem  pudor, reclamam hoje a produção de bens transaccionáveis, por eles próprios dizimada. Guterres, a seguir, não ficou atrás, Barroso ajudou Portas a comprar uns submarinos e evadiu-se. Finalmente, temos tido Sócrates, homem sem perfil de estadista ou sequer de cidadão credível.

Por dever democrático, e dado o momento que vivemos, os políticos de partidos que nos governam há 30 anos deveriam declarar, sem subterfúgios, que uma  provável bancarrota fará implodir os sistemas de prestações sociais e salários do Estado, de remunerações do sector privado, da actividade empresarial e ameaçar as  poupanças de muitas famílias, aforradas nos bancos. Isto, para citar apenas um subconjunto de graves incidências.

[Read more…]

Apedrejamento do autocarro do Benfica: a culpa é do ministro

A super-lua foi há uns dias, mas parece que os efeitos só hoje chegaram a Portugal.

Depois de Sócrates ter inventado mais um triunfo e de Cavaco ter vindo dizer que já desistiu de ser PR (pelo menos com este governo), o F.C. do Porto vem comunicar que condena o ataque ao autocarro do Benfica, mas não muito. E enquanto a polícia procura os responsáveis, o FCP diz que não é preciso porque a culpa é… do ministro.

Grande país, cada cavadela, cada minhoca! Será que os anelídeos se podem exportar?

Portugal está melhor que os portugueses

José Sócrates, o eminente químico português, descobriu que Portugal e os portugueses são, afinal, elementos independentes na tabela periódica, sendo, portanto, possível que o empobrecimento dos segundos não afecte a riqueza do primeiro. Deste modo, Sócrates deu origem a um profundo corte epistemológico, contrariando os dados, hoje considerados obsoletos, que levavam a conclusões erradas como a que afirmava que, por exemplo, a operação química denominada “corte salarial” daria origem a uma reacção que, antigamente, era designada “recessão”.

Entretanto, ao contrário do que sucedeu com o urânio enriquecido, as instâncias internacionais não vivem preocupadas com o português empobrecido, considerado um resíduo facilmente reciclável, graças à facilidade com que pode ser transformado em adubo de relva para campos de golfe.

Como todos os visionários que têm razão antes de tempo, o ilustre cientista corre o risco de ser expulso do laboratório onde tem trabalhado nos últimos seis anos. Sócrates já confessou que, neste momento, se sente muito identificado com a figura também injustiçada de Galileu e declarou ao Aventar: “Ó pá, e, no entanto, isto move-se, pá!”

A magistratura activa de Cavaco Silva

O Presidente da República pronunciou-se finalmente sobre a actual crise política. Para dizer o quê? Para dizer que foi tudo tão rápido – aconteceu logo nas primeiras horas e até, pasme-se, nos primeiros dias – que já não tem nada para dizer.

Ainda bem que esta é a magistratura activa. Se fosse a outra nem tinha chegado a aperceber-se de que existe uma crise.