Avaliação dos juízes: um exemplo para os professores

Quero apenas escrever sobre factos.

Hoje de manhã, dirigi-me a um tribunal de 1ª Instância, com vista a saber o que passava com um processo que se encontra parado há mais de 6 meses.

Soube que, por ser Sexta-feira, o juiz não se encontrava, pois que é normal não vir ao tribunal à Sexta-feira.

Disse então ao funcionário que voltaria lá na próxima Segunda-feira de manhã, e logo fui alertado para ir só após as 10.30, pois o juiz não chega antes dessa hora.

Ontem, foi entregue ao Presidente da Assembleia da República o relatório do Conselho Superior da Magistratura sobre  a avaliação dos juízes, onde nenhum juiz obteve a classificação de “Medíocre”.

Agora, cada um que pense o que entender por bem.

As ditaduras e a instrução

claustro mosteiro trapenses

 Para a Sra. Dra. D. Dulce de Freitas.

Este espaço de debate, tem sido usado para esclarecer os conceitos de educação e de instrução. Tema recorrente neste espaço, mas ainda não esclarecidos. Pelo que novamente os trago para debate, à luz das minas conversas com uma amiga, que eu denominava Titucha e que muito me esclareceu. 

1. Os eruditos.

A ditadura não é virtual, é a materialidade da acumulação do poder nas mãos de apenas uma pessoa que governa. A ditadura não é virtual, assume todos os poderes para mandar como entende. Para agarrar qualquer um que pense de forma diferente. Qualquer um que deseje a divisão do comando do poder.

A ditadura apoia-se, normalmente, nas armas e na proibição de pensar de todos os seres que queiram ser diferentes. Principalmente, na proibição de pensar. Os perigos para uma ditadura não são os opositores políticos: esses são assassinados. Os seus perigos são os intelectuais das ciências definidas, normalmente, como sociais.

De entre eles, qualquer um capaz de pensar de forma diferente e organizar forças para se opor ao ditador. Ditador nunca eleito pelo voto, sempre apoiado pelos interesses de proprietários de bens de produção, a sua gestão e a sua autoridade sobre a força de trabalho, gestores que os possuem e os querem libertar. O objectivo do ditador é lucrar, ganhar, triplicar o poder sobre os bens e as pessoas.

A ditadura é a cobiça dos proprietários que apertam os laços sociais, da memória e do pensamento, para lucrar sem pagar e aumentar a mais o valor já incrementado na democracia formal gerida entre proprietários de bens e proprietários de força de trabalho. Tal e qual Tomás de Aquino define, tal e qual Ludwig Feurebach, professor de Karl Marx, apela para a greve, como Aristóteles tinha já definido, como Durkheim fala mais tarde, como Wagner escreve nas suas quatro óperas, escritas entre 1848 e 1874: O Anel dos Nibelungos, como Max Weber analisa na sua obra a tirania religiosa para os diferentes grupos de fé espalhados pelo mundo no seu texto publicado em alemão em 1920 y em castelhano em 1984, a primeira edição dos seus textos escritos entre 1898 e 1905, reunidos num texto denominado Ensaios sobre sociologia da religião, que como começa com o seu afamado A ética protestante e o espírito do Capitalismo, e continua com os textos Las sectas protestantes y el espíritu del o capitalismo, publicado em 1915, assim como La ética económica de las religiones universales. Ensaios de Sociologia comparada de la religión, de 1920 Textos todos reunidos em edição Castelhana da Editorial Taurus de Madris, a partir de vários ensaios, publicados como Gesammelte Aufätze zur Religionssozociologie. [Read more…]

e agora..que fazemos? o pib no chile

Com a morte de Émile Durkheim, coube ao seu discípulo e sobrinho, Marcel Mauss, orientar a Revista Anual L’Année Sociologique, por si fundada em 1896, editada em Paris por Feliz Alkan. Por respeito ao seu desaparecido parente, quase um pai parra ele, quer por consanguinidade, quer por desenvolverem juntos o que Durkheim tinha aprendido na École Normal Superieur de Paris, Mauss deu continuidade à publicação, acrescentando-lhe um novo título: II série. A primeira série era a do seu tio, a segunda, dele. É nesta Revista, que escreve o seu famoso texto sobre reciprocidade, intitulado: Essai sur le don. Forme et raison de l’echange dans les sociétés archaïques, passando, mais tarde, a ser denominado apenas por Ensaio sobre a dádiva. E de dádiva, passa a ser designada reciprocidade, que eu analiso exaustivamente no livro editado em 2008, pela Afrontamento, para o qual remeto o leitor para maiores detalhes técnicos, científicos e históricos.

O que, de momento, me interessa é a reciprocidade. Defini-a como uma troca de bens com mais-valia, isto é, faz parte de um comércio feito sem moeda, caracterizando-se pelo intercâmbio de bens que não se têm por bens que se possuem. Nunca a pensei como uma dádiva que não espera recompensa, quase uma forma de caridade que tudo dá sem nada esperar em retorno.

Até que um dia deste ano de 2010, a 27 de Fevereiro, uma hecatombe abala o Chile e milhares de pessoas ficam sem casa e muitas outras morrem. Ainda não sabemos quantas, como relato no meu ensaio de Terramotos. Memórias Apagadas. Durante menos de um minuto, a terra tremeu na República do Chile, cidades completas ruíram, deixando as pessoas na rua, sem casas nem bens. Em sítios onde nunca antes tinha tremido, como a capital e todo o centro, desde Santiago até Temuco, 800 quilómetros de desolação, de terras abertas que engoliam seres humanos, que sumiam casas, que derrubavam paredes. Cidades inteiras ficaram sem habitações, sem ruas, sem abastecimento de água e de energia eléctrica, com os iminentes tsunamis sempre a ameaçar o que tinha ficado em pé. Histórias que todos sabemos

O problema não é voltar a mesma história. O problema é: o que fazemos agora?

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Natureza, lucro, catástrofes

A natureza que dá lucro, causa catástrofes

Continua a ser-me difícil não desabafar sobre as catástrofes acontecidas durante estes pesados dias. Dias pesados, porque nem os sentimentos, nem o espírito nem o corpo são capazes de suportar as hecatombes ocorridas ao longo destes dias em diferentes partes do mundo. Sítios do mundo geograficamente distantes uns dos outros, unidos apenas pela parte mais pesada e difícil de suportar do ser humano, os sentimentos. Esses sentimentos ou emoções que comandam a nossa racionalidade, atributos que definem o nosso pensar e dizer, ou operação do espírito de que nascem as nossas opiniões ou juízos. Juízo ou discurso, argumento, proposição, observação dos acontecimentos que arrasam o nosso sentir ou aptidão para receber as impressões do exterior na nossa consciência íntima. [Read more…]

As catástrofes da natureza

Adão e Eva expulsos do Paraiso

Falamos de catástrofe quando acontece uma grande desgraça que atinge muitas pessoas. Normalmente e da forma que tenho escrito nestes dias, adjudico o conceito às desgraças que têm acontecido no arquipélago da Madeira, na República do Chile e em toda a Europa do Norte, ao longo deste interminável, inacabável e fustigante, inverno das nossas vidas. Estes anos de 2009 e 2010. Tenho, por engano meu, pensado a natureza como elemento geográfico esquecendo, pelo facto das desgraças que nos acontecem, que o ser humano faz parte da natureza. Ao escrever sobre o ser humano como uma entidade que procura lucro e mais-valia, esqueci-me que estes dois conceitos fazem parte do pensamento das pessoas. O lucro e a mais valia não existem como elementos da natureza. Formam parte do pensamento, do cálculo, da procura da riqueza e do bem-estar, conceitos que fazem parte do pensamento económico do ser humano. Pensamento económico que tenho definido noutros textos como o trabalho que cria um conjunto de leis que presidem à produção e distribuição das riquezas. Donde, riqueza é o resultado da acumulação de bens poupados e investidos para render moeda. [Read more…]

A Culpa é Minha, Devo Estar a Ver Muito Mal a Coisa

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OS ALUNOS DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIO REALIZAM DIA DE “LUTA NACIONAL”
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Devo começar por dizer que nada me move contra a juventude Portuguesa, e muito menos contra os estudantes em geral, e então se forem dos mais novos, tenho por eles um carinho muito especial, uma vez que dos meus filhos, um ainda está no ensino básico e outro acabou de sair do secundário. Tenho ainda dois sobrinhos no ensino secundário. Devo ainda acrescentar que entendo que todas as pessoas têm o direito a manifestarem as suas opiniões e o seu descontentamento.

Nesta primeira quinta-feira de Fevereiro, os putos de seis, sete, dez, doze, dezasseis anos etc., que frequentam as escolas básicas e secundárias de Portugal, estão em luta.

Cheios da sua (deles) razão, os miúdos e miúdas querem um estatuto de aluno “inclusivo”, seja lá o que isso quer dizer, e querem mais investimento nos estabelecimentos de ensino. Têm nesses pontos a minha total solidariedade. Se se não reivindica, o governo que nos tem desgovernado, e os que o antecederam em nada foram diferentes, nada fazem, assumindo que tudo está bem e de perfeita saúde.

Mas não se ficam por aqui, embora o devessem, pois que já seria bastante para poderem protestar e estar em luta. Os meninos e as meninas das escolas do ensino básico e do ensino secundário querem também o fim dos exames nacionais, e já agora também o desaparecimento da figura dos directores, exigindo ainda a “efectiva aplicação da educação sexual nas escolas”. Aqui, já não entendo a posição destes jovens. Fim da avaliação nacional porquê? Fim da figura da autoridade porquê? Efectiva aplicação da educação sexual nas escolas porquê? Sem avaliação e sem autoridade não se vai a lado algum, e quase não há professor algum capacitado verdadeiramente para ministrar educação sexual, pelo que a sua implementação é o que se vê e seria um total e completo desastre.

Não são pecos a pedir, nem tão pouco a reivindicar ou a exigir. Os putos pensam que sabem bem o que querem, tendo nascido já com todas estas capacidades de luta. A juventude é assim, eu sei, mas esta, só se mostra desta forma por falta de orientação, sempre necessária na formação de qualquer jovem. E os pais e encarregados de educação, de uma maneira geral, deixaram já há bastantes anos de orientar ou de o querer fazer (dá realmente muito trabalho e cerceia a liberdade de cada um), desligando-se da boa formação dos seus educandos.

E já agora, com um pouco de sarcasmo, não poderiam também, na delegação nacional de associações que promove esta luta, incluir os alunos dos infantários?

E se a gente lhes ralhasse? E umas puxadelas de orelhas, e umas sapatadas no rabo, não?

Ai se o ridículo matasse, ou aleijasse, ou se pelo menos se notasse à primeira vista!

Realmente eu devo estar a ver muito mal a coisa.

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte IV

(Parte I, II, III)

3- Avaliação

Sempre defendi que a questão central da nossa luta era a divisão na carreira (impossibilidade de chegar ao topo) e não a avaliação. Neste aspecto, o acordo resolve.
Entendo as dúvidas dos professores – que são também as minhas. Muito em particular no que diz respeito à avaliação.

Maria de Lurdes construiu um modelo IMPOSSÍVEL de aplicar – só isso explica o aparecimento dos SIMPLEX’s que lhe seguiram. Pois bem, este acordo, o que garante é a continuidade do SIMPLEX, mais coisa menos coisa e isso é muito mau para as escolas, e por isso, péssimo para os alunos.
Ciclos de avaliação de dois anos é um absurdo (“pelo menos duas por ano lectivo” é uma formulação infeliz que tem de ser clarificada em sede de regulamentação). Não vamos fazer mais nada na escola e isso vai condicionar as práticas e com isso prejudicar os alunos.
A introdução de uma lógica de competição na escola também não ajuda nada, a Escola, claro. Não tenhamos dúvidas – os Professores vão competir e vão tentar ter Muito Bom e Excelente. Acontece que isso seria o mesmo que o Cristiano Ronaldo competir com o Iker Cassillas (guarda-redes do Real): precisam um do outro e o trabalho de ambos é complementar. Não faz qualquer sentido que elementos da mesma equipa tenham que competir, principalmente quando o “objecto” dessa competição é o trabalho com pessoas, neste caso com crianças e jovens.
Esta mudança conceptual nas práticas docentes vai arrebentar a curto prazo e como o António Avelãs, estou convencido que mais cedo do que tarde vamos ter que mudar este sistema de avaliação.
Ao contrário do que defendem os do costume, ele não distingue, não permite identificar os melhores e não ajuda a melhorar. Um exemplo para ilustrar: “Um colega que nas férias e fins-de-semana vai à escola tratar dos jardins, que durante um ano não deu qualquer falta, foi avaliado com BOM na assiduidade. Argumento do Director: “porque sim!”.
E há ainda uma questão central: o modelo de gestão. Reparem. No pedagógico, 13 / 14 pessoas, mais de metade são nomeadas pelo Director, que é também, à luz deste acordo o responsável principal pela avaliação.
O Paulo Guinote sugere que a formulação do acordo pode implicar a revisão do 75/2008 – porque, creio, usa a palavra eleitos. Penso, salvo melhor leitura, que isto se refere à eleição dentro do próprio pedagógico.
De qualquer modo o problema central está lá – uma só pessoa ( e reitero a opinião de que neste momento a maioria são umas bestas!) fica com o poder total sobre a vida das pessoas!
Neste aspecto o acordo é péssimo, ainda que a porta para a revisão do modelo de gestão fique aberta!
Assim, entendo porque se assinou (todos até ao topo), mas não deixo de considerar como MUITO NEGATIVA a manutenção deste modelo de avaliação que vai continuar a prejudicar os alunos porque é burocrático, sem sentido e permeável a todo o tipo de burrice, como foi possível verificar num passado recente!
Nota: tenho dúvidas se o que realmente levou as pessoas para a rua não foi a carga burocrática que a avaliação trouxe. Temo, que a manter-se o modelo, o inferno vá continuar… e a Paz longe das escolas

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte II

2- A duração das carreiras (cont. do Post I: Dimensão político-partidária)

Em Custóias, algures no fim do século passado, o meu colega Luís diz que a carreira de professor era muito curta. Chegava-se demasiado depressa (26 anos de serviço) ao topo e depois estávamos muitos anos no 10ºescalão. Se calhar ele teve razão antes do tempo.
Com a carreira de Maria de Lurdes, saltamos para mais de 30 anos, isto não considerando que o 7º escalão seria o limite porque 2/3 dos professores ficariam parados. Escrito de outro modo, 2/3 dos professores tinham o seu topo da carreira com 18 anos… mas 3 escalões abaixo do que tinham na carreira Pré-Lurdes.
Com o acordo agora alcançado, ficamos com uma carreira com 10 escalões: 9 de 4 anos e 1, o 5º, de 2 anos. A carreira, a correr “normalmente” fica com 38 anos.

Os 10 escalões da carreira docente
Muito bem a reflexão de António Avelãs (Coordenador do SPGL – o maior sindicato da FENPROF) no Circo Lusitano: [Read more…]

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte I

Declaração de interesses: Car@s leitor@s, sou membro do Conselho Nacional da FENPROF, professor efectivo numa escola à porta de casa.

O Acordo entre o ME e os Sindicatos é um momento complexo, fortemente prismático porque tem um conjunto de dimensões de tal modo diversificado que não é fácil fazer a sua análise. Vou por isso procurar, durante o fim-de-semana fazer uma análise tão exaustiva quanto me for possível. Por partes, pois claro.

1. Dimensão política e partidária.
Durante a mais dura maioria absoluta da nossa democracia, uma classe, a dos professores, levantou-se e assumiu na rua, em toda a sua plenitude, o papel de líder exclusiva da oposição. Graças aos Professores, o PS perdeu a maioria. Por isto, todos perceberam a importância que temos.
Depois das eleições surgiu o acordo PS / PSD: a estratégia do PSD poderia ter sido excelente se o acordo não parecer uma vitória do PS. Ou seja, se de ontem resultar uma vitória dos professores, ganha o PSD. Se depois da espuma, resultar uma vitória do PS, então o PSD perdeu. O PC está refém do meu camarada Mário e por isso não podem dizer nada contra o acordo. O BE, estando mais livre, também não fica comprometido… Espero que não corra a dar gás a alguns movimentos só para fazer de conta…
Neste cenário, tudo concorria para um acordo. Tudo… ou nada… [Read more…]

Mário Nogueira apresenta o acordo com o ME

Mário Nogueira

Mário Nogueira esteve agora em directo para apresentar a sua visão do acordo com o ME.

1- A primeira nota, que é a ENORME vitória dos Professores, vai para a possibilidade de todos os professores poderem ir ao topo da carreira. Até aqui, 100 mil teriam que ficar no terço inferior da carreira. Agora, todos, em 34 / 38 anos podem chegar ao topo. está longe de ser óptimo, mas é melhor do que aquilo que se tinha.
Ou seja, está definido um modelo de avaliação, exigente, formativo e que traz paz às escolas. Quem, provar que é bom, pode chegar ao topo.
2- A segunda ENORME vitória vai para o fim da divisão na carreira. Titulares, RIP!
3- Quem já está no sistema, ainda que a contrato, até no privado, não tem que fazer a prova de ingresso.
4- No próximo ano haverá concurso.
5- A avaliação não entra nos concursos!

Fica também em aberto a continuidade da negociação de diversas matérias (horário de trabalho, funcões lectivas e não lectivas, faltas, férias, direitos sindicais, etc…)

Como elementos menos positivos, MN avança:
– os ciclos de 2 anos de avaliação são demasiado curtos;
– o modelo de avaliação está demasiado perto do SIMPLEX;
– a manutenção de quotas para 2 escalões;
– o tempo de serviço (28 meses) congelado continua a ser roubado pelo Governo. isto é, não há contagem integral do tempo de serviço.
– a carreira continua demasiado longa – 34 anos – contra o que defende a UNESCO;

Mário Nogueira felicitou ainda os professores pela luta que desenvolveram.
A luta tem resultados, tem valido a pena e que por isso a LUTA vai continuar. Como sempre podem contar com a FENPROF!”

Ana Malhoa é inexperiente

Aqui há uns tempos dei por mim a pensar o que teria levado o PS a apostar em Isabel Alçada para Ministra. Ainda hoje tenho alguma dificuldade em perceber.
Quando vi a capa do último “trabalho” de Ana Malhoa, percebi – “Tu podes vencer”. Percebi não porque a artista apareça com igual número de peças de vestuário, isto, se comparado com a srª Ministra, pois claro, mas porque a Artista mudou a imagem, mudou o som, mudou tudo… para que tudo fique na mesma!

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Com o lema “Tu podes vencer” a srª Ministra avança para a 5 de Outubro e na primeira casca de banana do assessor de comunicação eis que ela se manda ao tapete, coisa rara no caso da artista que se costuma, creio, mandar para cima de outras coisas.
Confuso? Nem por isso.
– “Tu podes vencer!”, disse Sócrates a Alçada. Ana Malhoa aproveitou e na véspera do último dia de negociações vem dizer que 83% dos professores foi avaliado com BOM!
São declarações infelizes que seguem o que a anterior Ministra fez, num triste dia de Outubro em que veio a público denunciar as faltas de professores. É óbvio que a culpa é do assessor – tivesse a Ana Malhoa o assessor de imagem da Isabel Alcada e tudo estaria melhor. Veja-se as mais recentes fotos da inexperiente artista de Rio Tinto.
Sim… está tudo ao contrário, mas eu sou BOM!
Sou tão bom que volto aos bons daqui a uns posts. Até já.

Que finalmente comece uma verdadeira avaliaçao de professores em 2010

Disse o Joao Paulo ha dias que um professor custa ao Estado ao longo da sua carreira 1 milhao e 300 mil euros.
Sabendo que, no ano que terminou ha dias, houve professores que estiveram de atestado durante todo o ano lectivo sem qualquer motivo e no final tiveram BOM (eu conheço um deles, porque ja andou por aqui e sei que e um pessimo professor), parece-me cada vez mais inconcebivel que os professores continuem sem ser verdadeiramente avaliados, a nao ser atraves desta fantochada que foi inventada por Maria de Lurdes Rodrigues.
Mais. Parece-me cada vez mais inconcebivel que os maus professores, depois de lhes ser dada uma segunda oportunidade, nao sejam pura e simplesmente expulsos do ensino. Os nossos alunos; nos, os colegas; e nos, os contrtibuintes, nao temos de aturar eternamente os parasitas que querem viver a custa dos outros.

Se o ME diz que é bom, então tem que chegar ao topo! SIMPLES!

Sem que os bons professores atinjam o topo da carreira NÃO HÁ ACORDO COM O M.E.

Peço, car@ leit@r, mais um segundo de atenção:
– crie agora aí, no sítio onde está sentada ou sentado, o mais delicado e apertado sistema de avaliação de professores. Ok… Eu espero… já está.
Agora avalie todos os professores.
Com o seu modelo, criado agora mesmo, 90% dos professores conseguiram provar que são bons.
Acha que todos devem progredir ou só meia dúzia…
A pergunta que se faz: para que serviu a avaliação? Que raio de motivação estamos a gerar?

O jogo do galo

O JOGO DO GALO

Com a colaboração impagável da Licenciada em Antropologia, Graça Pimentel Lemos, quem teve a paciência de fixar, mais uma vez, o texto

À Ana Maria Bénard da Costa

Uma cruz, uma argola. Até parecem símbolos. A cruz, o peso da vida, a argola, o compromisso. Mil vezes jogado pelas crianças de Vilatuxe, Vila Ruiva e Pencahue. Três sítios que vivo e visito, durante muitos e largos anos, para estudar o pensamento das crianças e o dos seus pais. A cruz, o símbolo do peso da vida, esse que o cristianismo ocidental aceita para salvar das obrigações. Esse que, transformado em verdade social e em verdade emotiva denominada fé, serve às crianças para brincar: #. Uma forma de brincar descontraída. Forma de brincar adequada à infância. Até chegarmos à vida adulta. Vida adulta que transforma essa argola, num compromisso. O compromisso com os outros, o compromisso de trabalhar, o compromisso de ser feliz, o compromisso de não se queixar. O compromisso de produzir com os dentes para descansar com as gengivas. Como diz o refrão que me foi transferido pela D. Olga Pasqua, lá, na minha Vila Ruiva, na Beira Alta. Compromisso de sermos procuradores da oferta que podemos alimentar. Com esse alimento, fazer viver os nossos e dar-lhes educação. Enquanto o jogo do galo é apenas para ganhar um amigo. Jogo de meninos, do qual as meninas são rapidamente corridas. A procura não existe. Para elas é a oferta. De nós, as servir. De sermos pai um dia, com elas. Jogo perspicaz que a pequenada feminina é suposta não poder e não saber. Coitada da que pareça ser inteligente! É logo corrida e não há rapaz que a queira para mulher: ia mandar mais ela que ele; ia compreender o mundo melhor do que ele. Ia saber. O mito tinha já imposto à humanidade ocidental na Bíblia, o que o Alcorão impôs sete séculos mais tarde: a sabedoria é do homem: cruz; a submissão, da mulher: argola. O lazer é do homem: cruz; os trabalhos infinitos, da mulher: argola; o prazer é do homem: cruz; o silêncio, da mulher, argola. O jogo do galo, por cima da galinha. Oferta e procura da memória social. O mundo mudo, fica globalizado, mas a oferta e a procura continuam como nos tempos do Renascimento, esse que levou os Borgia, os Medici, os Windsor, os Afonsos, os Cabral, os Alba e os Medinacelli, os Hohenzoller, Valois e Bourbons. Esses poucos a fazerem uma fortuna que fez circular o capital e criar um aritmético jogo do galo para dinamizar o povo #. Na sua capacidade de procura.

X O O
O X O
O O X

1. Oferta e procura.

Uma lei económica feita e trabalhada pelos adultos. A partir da acumulação das riquezas pilhadas nos mundos pensados e designados como exóticos. Adultos que começam por usar crianças no seu jogo de oferta, da fabricação da oferta, da fabricação de bens para vender, como na Madeira, na Casa Pia e os Bispos de Boston. Bens que têm um preço, cruz, que cai por cima dos que procuram: argola. Os que procuram, querem trabalho, argola, os que oferecem, querem lucros, cruz. Cruz que atravessa, que cruza pelo pentagrama do jogo: # e o percorre da esquerda para a direita, e vice-versa, conforme o historial das crises económicas, como a de hoje, como a dos anos 20 do Século XX. Deitando as argolas para sítios que os que procuram, as consigam desenhar. A cruz é para o rico, um carregamento do seu orgulho e bondade. Da sua santidade na vida, da sua bênção no céu, feita já na terra, demonstrada já na terra. Como Max Weber soube analisar em comunhão com católicos e luteranos, a Sul do rio Elba. Um fazer crescer uma divindade, criada pela mente do mortal ser humano, sobreviver e tornar a viver outra vez. Impostos e morte, verdade certa, sem fugida nem escapatória. Impostos, cruz, para a fugida dos proprietários do lucro. Imposto, argola, perante o qual o trabalhador não tem escapatória. Cruz e argola jamais explicadas à criançada que começa logo a saber da utilidade do jogo do galo. Confronto com um outro que deve ser submetido. Um jogo mais difícil que o xadrez: não tem cálculo, tem aventura. Não tem matemática, tem aritmética puxada pela rapidez de quem começa primeiro e para quem sabe o canto até onde ir a seguir, para se defender: argola. Procura da melhor habilitação para oferecer o melhor trabalho: argola. Oferta baixa se o proprietário do lucro observa muitos habilitados no mesmo saber: cruz. Ratio feito parte do jogo do galo na economia. Donde, a economia é um jogo do galo que a criançada apreende cedo na vida e acaba por não poder aplicar mais tarde, na época da sua vida adulta: argola. Quando é preciso saber doutoral, como gosto de referir, para manipular os desapoquentados do mundo. Uma economia que está baseada nas quotas de importações e exportações, no jogo da bolsa tipo Wall Street: cruz. Jogo do galo entre Representantes ou Deputados da Assembleia: cruz, e votantes que vão às urnas para tentar organizar um plano que lhes é conveniente: cruz e argola. Cruz e argola que mudam através do tempo, conforme as vantagens para criar mais-valia, ou essa falta de lucro, que a cidadania quer obter. Cruz, para atirar às pensões da massa de idosos que precisam do dinheiro como bem, argola que enche as urnas dos oferendes de mais dinheiro: dinheiro em investimento, dinheiro em fábricas nacionais, dinheiro em acções para controlar a cruz do galo que calha suportá-la. # Passa a ser uma forma de se entrar pelos entendimentos do que há, pelos entendimentos do que convém fazer. E tanto é o jogo do galo que se pratica na infância, que acaba por ser uma aritmética, não uma matemática, apreendida logo em criança, mas necessariamente esquecida em adulto, e assim não perder o salário por saber ganhar. Excepto, no ordenado da Conta Ordenado dos bancos da União Europeia: argola, a mais oferta, maior criação de procura por meio da fabricação de mais dinheiro entregue a juros para determinar o preço da moeda: cruz. Alta, muito alta, cada vez mais alta. Juro, o preço do dinheiro que Wall Street sabe definir e a União Europeia e os seus aliados determinam com pactos de exportações, quotas atribuídas a cada país pela presidência da União Europeia de países definidos como mercado: cruz, os bens que se podem comprar, e os que estão doentes por lei: argola, ou os bens que se podem vender porque não há lei que proíba a sua oferta: cruz. Oferta de bebés proveta, venda de óvulos e esperma aos biólogos ou aos sabedores de genética: cruz. Cruz e argola espalhadas de forma incerta pelos largos da vida, insuportáveis permanentes mudanças entre épocas cronológicas. O #, acaba por ser um instrumento de aprendizagem fabuloso do real social, da memória social. Essa habilidade que tenho observado nas crianças e que converti em ensaio na minha vida adulta: uma cruz é um jogador a ganhar, uma argola é um jogador em risco, o pentagrama do desenho do jogo, a teia da vida conjuntural pela qual se debruça a realidade. Conforme o saibam fazer os jogadores. Todos eles, hoje em dia, ricos em dinheiro e pobres em bens. Parte deles, ricos em bens investidos e pobres no entendimento do ioga da elevação da alma, da calma e serenidade perante a vida, da capacidade de entender o ideal oposto a todos os asiáticos: esse dos cristãos ocidentais onde o pobre vive eternamente: sempre e quando tenha fome, sempre e quando não tenha posses, sempre e quando não saiba exibir a sua arrogância, necessária como ela é para suportar a cruz com cara de sofrimento e pedir perdão à História. Perdão conveniente para os direitos humanos que fazem parte das guerras uma aventura de Armada Invencível, que perdera cruz e argola na pretensa invasão inglesa. Armada Invencível de direitos humanos com furos como os de Pinochet ou Miloseviç, perdão fora do contexto conjuntural necessário para entender a passagem da vida. Que a Cúria do Vaticano não soube entender, contextualizada como tem estado pela necessidade de ser uma voz que vai à Palestina, que vai a Jerusalém, que colabora para fazer do mundo uma sociedade teísta, indo ao Monte Sinai para ver a rocha dos Dez Mandamentos cuidada pelos ortodoxos do Monte Carmelo que nem foram cumprimentar a fragilidade do Pontífice Católico, determinado como estava pela arrogância de dois mil anos de reclamada sabedoria, esquecendo que esses dois mil anos são também dos ortodoxos, dos muçulmanos, dos anglicanos, dos presbiterianos. Dois mil mitológicos anos, cruz e argola que, de facto, são mil e trezentos, conforme os historiadores e paleontólogos souberam, em Cambridge, entender como o debate entre Paulo e Santiago fez/produziu uma doutrina de abafamento para submeter pessoas ao trabalho não remunerado, pago com o corpo para salvar a alma e ganhar uma vida calma, depois da morte. Cruz e argola. Conjunturas esquecidas.

X O O
O X O
O O X

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Professores – A Isabel alçada a ministra…

É claro, para mim, que há um certo número de questões, que servem para ganhar espaço de manobra, tão esdrúxulas são. Até porque não acredito que a visão que nos é transmitida do processo de avaliação seja a que esgota o assunto no que diz respeito à gestão da escola e à obtenção de melhores resultados.

Todos sabemos, que tanto os sindicalistas como os burocratas do ministério, há muíto que deram umas voltas (turísticas e pedagógicas) pela Europa e viram implementados processos de avaliação no quadro mais vasto da “Gestão por objectivos”.

Enquanto interessar às partes, transmitir esta ideia que o que se trata é dividir professores, ter inimigos a quem apontar por levantarem barreiras à governação e, aos sindicatos, que são uns “insensatos” defensores da classe, isto não anda. Como não anda na Justiça, para não ter que dar outro exemplo, que podemos desfilar uns atrás dos outros.

O exemplo que o João dá, é tão óbvio, que só por sí mostra que a avaliação não pode ser o que nos andam a vender. Como é tambem esdrúxulo, colocar professores a “assistir” a aulas para dar notas a colegas, ou passar pela escola um “inspector” que assiste a aulas para classificar professores.

Ora, como já aqui disse dezenas de vezes, ninguem conhece melhor o trabalho de cada um que os seus colegas, sejam eles da equipa da cadeira, do Conselho Pedagógico, ou de outro orgão Director da Escola.

O que leio nos jornais, as grandes divergências, sublinhadas pelos sindicalistas, já não são mais do que despojos que cada um carregará o melhor que puder sem ter que perder a face. Agora já se fala que ” a fixação de vagas não está clarificada,” o que quer dizer que agora é só saber o “como”, o “documento do ME é ambíguo” o que quer dizer que é só “limar arestas”, que “é fundamental que o documento sofra alterações” o que quer dizer são alterações e não mais do que isso…

Estas negociações são uma parte de um todo e o que resultar delas, têm que “encaixar” em outros resultados de outras negociações que por sua vez…

Ninguem acredita quando nos toca à porta, mas a verdade, nua e crua, é que a festa acabou!

Proposta do ME para acordo com os sindicatos

Em formato pdf no site do SPN.

Professores e Ministério: não há fretes para ninguém

Parece que hoje é o dia P. P de proposta! Correcção pós-publicação: no site do SPN já podemos ler a última proposta do ME.
A luta dos professores é pela dignidade das suas carreiras, mas é também algo muito mais amplo do que isso. Por um lado trata-se de mostrar a toda a população que nem um governo maioritário consegue vergar a maioria do povo e, prova, também por isso, a todos os poderes e respectivos pretendentes que não é possível fazer tudo, ainda que às vezes pareça.
Depois das eleições, o PSD avança com as duas mãos para uma espécie de acordo com o PS, o que até nem foi mau para resolver um problema que estava criado – o da avaliação dos dois últimos anos. E desde então as reuniões entre os sindicatos e os novos donos da 5 de Outubro foram-se sucedendo.
O Bloco central de interesses, PS e PSD colocaram as suas máquinas no terreno – o PS pelo lado do governo e em alguns movimentos de opinião unipessoais. O PSD através da FNE.
Acontece que as propostas do ME não são melhores que as de Maria da Lurdes – e se os problemas, antes, eram as opções políticas, não é por mudar de personagem que o enredo muda. Isto é, a “Santa” pode passar de Lurdes a Isabel, mas o pecado continua lá. E por isso só posso aplaudir, como se de um golo do Saviola se tratasse, as declarações de Mário Nogueira ao Rádio Clube.

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Erros primários…Sra. Ministra

Erros primários e grosseiros com desastrosas e irremediáveis consequências

 A Senhora ministra da Saúde parece-nos boa pessoa e uma pessoa bem intencionada. O mesmo não diremos da sua capacidade para realizar o que quer que seja de marcante e de transformador. Em primeiro lugar, porque não nos parece ser pessoa de garra, sendo mais evidente, para nós, que apenas preenche o lugar na máquina PS. Máquina demolidora e destruidora de tudo o que de positivo fomos conquistando, a passo de caracol, no campo da Economia, da Educação, da Saúde e da moral.

 A Senhora ministra da Saúde está preocupada com a saída dos profissionais de saúde do sistema público para o privado, afirmando que vai trabalhar para aumentar o ânimo e a motivação dos funcionários do Serviço Nacional de Saúde. “Preocupa-me um pouco a saída, principalmente porque há uma fatia de profissionais de grande experiência que estão a sair, profissionais que se formaram dentro do sistema público, que são os responsáveis pelos bons desempenhos e que são também os formadores dos mais jovens”.

 Até daria vontade de rir, se a situação não fosse de amargura. A Senhora ministra preocupa-se um pouco, com o mais grave problema da assistência médica em Portugal, ou seja a destruição do Serviço Nacional de Saúde, por ironia, desenvolvido nos tempos mais sérios do PS. [Read more…]

Professores – o bom senso ajuda

Terminado o folclore, parece que Sindicatos e ME “caíram no real”. Deitados para o caixote do lixo, argumentos patéticos, de um e outro lado, a avaliação vai ser feita aos professores como já é feita há mais de trinta anos, nas mais diversas actividades, como um poderoso instrumento de gestão, e não só de “discriminação positiva” como alguns quiseram fazer crer.

A avaliação poderá apontar para que todos os professores com “muito bom” e “excelente” tenham assegurada a ascenção ao topo da carreira, mantendo as vagas para quem obtenha “bom”. Haverá tambem vagas para os 3º, 5º e 7º níveis.

Acresce que a carreira, com entrada no nível mais elevado, corresponderá a 34 anos de trabalho.

Compreendidos os conceitos que teimosamente aqui ando a pregar, porque é este “o estado da arte”, e que sindicalistas e funcionários do ME conhecem muito bem, e que são a) objectivos discutidos e aceites por todos; b) mensuráveis; c) com consequências na carreira; d) com envolvimento dos pares, a avaliação não é um “bicho” para fazer mal a ninguem, pelo contrário, é um instrumento de gestão que permite alavancar o trabalho da escola, a partir do trabalho individual orientado, segundo objectivos escolhidos e aceites por todos.

Cheguei a ter em cima da minha secretária, durante um ano, 700 fichas de avaliação, todas excelentes, que me recusava a assinar.

Uma palhaçada!

Professores – avaliar como ? por quem ?

Daqui

Pretendendo que o anterior texto tenha mostrado que a avaliação é muito mais que uma classificação, que é um instrumento poderoso de gestão para alavancar a “performance” global das organizações, gostaria de abordar uma forma de implementação nas escolas.

Não podemos esquecer os principios, sem os quais, a avaliação não trará resultados : a) objectivos claros b) negociados e aceites por todos c) mensuráveis, d)com consequências na carreira e no vencimento, sem os quais não se consegue a coesão de grupo, o esforço na mesma direcção, e o entendimento claro do que o todo espera da acção individual.

Estamos numa Região Escolar que tem um conjunto de escolas com problemas comuns e problemas específicos. O ME tem uma visão global nacional e determina com cada uma das Direcções Regionais o que espera de cada uma delas, atento o ambiente social e económico, o historial e as diferenças e complementaridades em cada escola de cada região. [Read more…]

Avaliação não é carreira

Luís, estamos de acordo. É isso mesmo.
Avaliação é um instrumento para melhorar as organizações e não para punir.
É isso que há anos os professores têm vindo a dizer nas ruas.
Quem associa avaliação a carreira, é Sócrates, não somos nós.
Mas, já agora, devolvo uma pergunta:
– na escola, avaliar pode ser feito por quem? Como? E com que consequências?

Professores – afinal o que é a avaliação ?

Muito se discute sobre a avaliação, no caso dos professores, técnica de gestão que é há muito aplicada nas mais variadas actividades. Pelo que se lê, parece que a avaliação é alguma coisa que cai aos trambulhões de lá de cima, de geração expôntanea e que tem, como objectivo, lixar as pessoas a quem se aplica. Nada de mais errado!

A avaliação é, antes de mais, uma técnica de gestão que tem como finalidade fazer que todos conheçam os objectivos a que se propõe a organização, quais são os caminhos escolhidos, as metas, as prioridades, enfim, fazer que todos remem na mesma direcção.

Todas as organizações têm objectivos, podem é ser formais, conhecidos de todos, discutidos e aceites por todos, mensuráveis e valorizáveis, ou pelo contrário, informais, sabe-se vagamente o que devemos fazer, resulta de conversas avulsas, depende da maior ou menor capacidade e interesse dos seus agentes, mas não se conhece nem a direcção nem o ritmo, nem as prioridades. [Read more…]

Professores – desde que cheguem todos ao topo…

…aceitamos tudo e toda e qualquer avaliação porque depois na prática, a teoria é outra ( como dizia alguem ). Não aceitar que haja um número limitado de vagas nos níveis superiores é abrir a porta a que todos cheguem lá acima. E, estando aberta essa porta, como se impede, ou como se explica que a seguir não se encontrem as soluções para que todos tenham excelente e muito bom?

Mário “alucinado” está convencido que a sua lógica é muito elaborada e que poucos a percebem. Dá dois passos à rectaguarda para obter o que verdadeiramente está em jogo. E o que está em jogo é que o PCP tenha a influência junto dos professores que sucessivas eleições lhe negam.

Negociar pressupõe boa fé, encontrar uma solução boa que sirva a todos. Ora a posição dos sindicatos é de quem não se move um milímetro,  ainda por cima, numa pretenção que é injusta para os professores que merecem chegar ao topo. E mais, para os professores que merecem o reconhecimento da nação e dos seus pares, por serem melhores, por terem mérito!

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Professores – é preciso estar de boa fé

O que está por trás de toda esta luta dos professores, para além, da quota mensal dos sindicatos, é a ideia que são especiais de corrida. Eu, por mim concedo, que se estivéssemos numa sociedade perfeita os professores deviam ser os mais bem pagas profissionais, ou dos mais bem pagos. A educação de crianças e adolescentes  tem influência para toda a vida dos próprios e da sociedade.

 

A conceder estes direitos a sociedade teria que exigir deveres e é aqui que a "porca torce o rabo". Os professores não querem, ou melhor dizendo, os sindicatos não querem. Até aqui, quizeram convencer-nos que todos os profissionais podiam ser avaliados menos eles e as escolas. E porquê? Porque o universo de alunos e o ambiente geral em que labutam, são de tal ordem dispersos e exigentes que não seria possível uma avaliação de mérito, minimamente justa.

 

Perante a evidência que esse argumento é tão pobre que a sociedade não está disposta a aceitar (  o velho ditado, cada um sabe de si e Deus de todos) agarraram-se a um erro burro que a ex-ministra cometeu, o de dividir a carreira entre "titulares" e os outros. Foi um pretexto para recuarem sem perder a face. Mas voltam à carga.

 

Até aqui todos os professores chegavam ao topo da carreira. E agora? Agora tambem! Basta cumprirem um determinado número de anos numa dada categoria e ter "positiva" na avaliação" ( aplauso, já falam em mérito!) e não querem " constrangimentos administrativos" ! E o que são estes constrangimentos ? Não há fixação de vagas nos 3º, 5º e 7º escalão nem exame de ingresso na profissão.

 

E quando já estão no 8º escalão, ganham 3 364 euros que é alguma coisa como  673 contos /mensaisx 14 :12 = 710 contos/ mês. Isto num país onde se sabe quanto ganham a maioria dos trabalhadores. Reparem que não estou a dizer que é muito para profissionais de alto gabarito, com resultados após resultados avaliados e que chegam ao topo ou perto disso. Não, o que contesto é que mais uma vez, apesar daquela coisa da avaliação,( mesmo que medíocre) todos podem chegar ao topo e ganhar como tal!

 

Mais uma vez. Num hospital todos os médicos chegam a chefes de serviço e a directores? Numa empresa, todos chegam a chefes de serviço e a directores? Na função pública chegam todos a chefes de serviço e a directores?

Bem sei que há carreiras, como na Justiça, onde foi constituído um feudo que tudo consegue e que na política há outro, e que há muitas injustiças neste pobre país, mas não é a seguir os maus exemplos que endireitamos isto.

 

A avaliação além de objectiva, participada e justa, TEM que ter consequências na carreira dos professores, entre os excelentes e os muito bons, entre os bons e os suficientes…

 

A pirâmide dos recursos humanos é isso mesmo, estreita em cima e vai alargando para baixo.

 

É preciso estar de boa fé!

 

 

 

 

Chamar a isto um governo é boa vontade…

Diz o Publico :

 

A Jornalista Ângela Silva resumiu bem a situação ao comentar na Rádio Renascença "Assistimos atónitos a um governo que decidiu desmentir-se a si próprio. A avaliação dos professores era para manter, mas já caiu. As taxas moderadoras não podiam acabar nos internamentos e cirurgias, mas já acabaram.O enriquecimento ílicito não podia ser crime, mas afinal vai ser…Chamar a isto um governo é boa vontade"

 

Aventado a Francisco Sarsfield Cabral

Sindicatos co-governam o Ministério da Educação

Desde a sua nomeação que Isabel Alçada tem tratado daquilo que em Portugal se convencionou designar como educação, a saber o problema das carreiras dos professores do ensino público.

Na Assembleia da República os deputados têm tratado igualmente da educação que naturalmente versa  a mesma temática da progressão dos docentes do ensino público.

E o próprio país quando fala de educação já sabe que se vai falar da avaliação dos professores.

Não arranjo melhor exemplo para o estado de alienação a que o excesso de Estado nos conduziu: os funcionários tornaram-se a razão de ser e o centro das atenções do próprio ministério. Os ministros sucedem-se e a sua sorte, ou mais habitualmente a sua desgraça, é ditada pela relação que estabelecem com os mesmos funcionários. Dos alunos ninguém fala e do ensino muito menos. Até quando durará isto?

 

Aventado ao Blasfémias e à Helena Matos

A avaliação dos professores: Tudo bem explicadinho

Há uns anos atrás um tal de Lemos veio dizer que os professores eram uns incompetentes que todos os anos davam milhares de faltas.

Para alguém que se diz perdeu o mandato por faltas é uma frase completamente errada para estabelecer a comunicação com alguém.

Esse erro não está a ser cometido pela actual equipa e por isso parece que estamos numa nova era.

O ponto de situação:

– ME sempre disse que a avaliação começava com a entrega de objectivos;

– Nós, professores, sempre dissemos que não – só a auto-avaliação iniciava o processo.

Com esta divergência tinhamos uma consequência:

–  Maria de Lurdes e seus amiguinhos nas Direcções das escolas afirmavam que sem objectivos não haverá avaliação. Com esta afirmação muitos tiveram medo e foram a correr entregar os objectivos.

– Um erro, dizem os professores sem medo – só na auto-avaliação…

 

Com esta trapalhada temos cerca de 48 mil professores avaliados (números do Primeiro-Ministro). Os outros 102 mil não entregaram objectivos, logo não seriam avaliados…

 

Mas, pensando no que ia acontecer no parlamento, eis que a Srª Ministra envia (4ª feira) uma nota para as escolas:

– vamos concluir o 1º ciclo de avaliação (2007/08 e 2008/09) e TODOS, tenham entregue ou não objectivos. Exactamente o contrário do que tinha sido assumido pela equipa anterior.

– parar o arranque para o 2ºciclo de avaliação (2009/10 e 2010/11).

 

Ora, no Parlamento uns queriam suspenser outros nem por isso… na prática o que realmente aconteceu foi a suspensão.

E eu, como mais de 100 mil, que nada fizemos fomos avaliados com BOM! Foi este o milagre avaliativo do Governo Alberto… Desculpem, do governo Sócrates.

Avalição suspensa

O Parlamento resolveu um problema!

Agora venha a negociação!

150-48=?

Diz o Governo, usando os oportunistas, que 48 mil docentes já concluiram ou estão a concluir o seu processo de avaliação.

Dando isso como verdadeiro, pergunto: então um governo maioritário consegue produzir um modelo tão fantástico que numa legislatura inteirinha só consegue avaliar menos de um terço dos Professores?

Tem a palavra o Dalby, esse exemplo de profissionalismo docente que, todos sabemos, não colocou os pés numa única!

NEM UMA sequer, Manifestação de Professores!

 

Parabéns Professores SEM MEDO

Boa noite,

saudade é a palavra que me ocorre hoje.

O que fizemos não foi uma coisa qualquer – foi MUITO GRANDE, ENORME mesmo!

Demorou muito, tudo parecia impossível, mas o tempo parece que nos quer dar alguma razão.

Não faço ideia o que vai acontecer – não tenho ainda qualquer informação sobre o que aí vem… há uma coisa que sei:

quem não entregou objectivos não vai ser prejudicado. Como SEMPRE foi dito pela FENPROF!

Quem quis ser avaliado vai ficar com uma rolha de cortiça porque não vai servir para nada.

Podem ler isso no comunicado que o ME hoje fez chegar às escolas: http://aventar.eu/958580.html

Continuo a pensar que a questão central é o estatuto, mas isso veremos a curto prazo o que vai acontecer.

Agora, o que quero mesmo é recordar a NOSSA FORÇA!

– a manifestação de Outubro de 2006: http://serprof.blogspot.com/2006/10/um-oceano-de-esperana-corre-em_07.html

– a greve de Outubro de 2006 – http://serprof.blogspot.com/2006/10/em-greve-era-uma-vez-uma-professora-na.html

– a manifestação de 8 de Março de 2008: http://serprof.blogspot.com/2008/03/um-sonho-de-uma-vida.html

– a manifestação de 8 de Novembro de 2008:http://www.spn.pt/?aba=27&cat=118&doc=2282&mid=115

– a manifestação de 30 de Maio: http://www.spn.pt/?aba=27&cat=9&doc=2491&mid=115