Nuno Crato, o ministro da desunião

Tendo em conta o passado próximo, as desconfianças enunciadas pelo Paulo Guinote fazem sentido. No entanto, a atitude hoje assumida por várias entidades, exigindo ser recebidas em conjunto, teve o condão de obrigar Nuno Crato a definir-se.

Em primeiro lugar, mostrou-se manhoso, um político a sério, no sentido maquiavélico do termo, ansioso por conseguir dividir os adversários, lançando-os uns contra os outros. Depois, fez uma declaração que, parecendo explicar a sua atitude, serviu, na realidade, para manifestar o desejo de desunião: “Uma coisa são problemas salariais e falamos com os sindicatos; outra são as preocupações dos pais, e falamos com os pais; outra são as dos directores, como é o caso da organização de trabalho das escolas.”

A verdade é que, do ponto de vista de quem se preocupa com Educação, todas estas questões têm de interessar a todos. Um pai consciente deseja professores justamente remunerados; todos os professores e directores deverão ser sensíveis às preocupações dos pais; a organização de trabalho das escolas não diz respeito apenas aos dirigentes escolares, como é evidente. Note-se, entretanto, a armadilha insidiosamente estendida aos sindicatos e aos professores, reduzidos a uma gente materialista, preocupada, apenas, com o dinheirinho.

Nuno Crato definiu-se. É chegado o momento de todas as entidades e todas as pessoas ligadas à Educação fazerem o mesmo e, a propósito, não é demais lembrar que as manifestações e as vigílias são importantes, mas não são suficientes. Por isso, em minha própria representação, estarei, amanhã, às 17h, em frente à DREN.

Adenda: eu escrevi “amanhã, às 17, em frente à DREN”? Não é amanhã, é hoje. Até logo.

E que tal umas vacaciones em Portugal?

Com metade dos que ontem se manifestaram resolvia-se uma chatice adiada em Portugal, chamada desgoverno.

Solidariedade ibérica precisa-se, que o meu povo continua por acordar.

Foto Sergio Perez

Milhares nas ruas de Madrid

Polícias, bombeiros, professores, funcionários da administração central – cerca de dois mil funcionários públicos manifestam-se neste momento no centro de Madrid, contra os recortes anunciados pelo governo e a supressão do subsídio de Natal.

Depois das imagens das cargas policiais de há dias, parece que há agora elementos da UIP (Unidad de Intervención Policial) a juntar-se aos manifestantes e a cantar “lo llaman democracia y no lo es”.

Como de costume, por cá ainda não se sabe nada.

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perigosa manifestante detida em Madrid

Ao ser detida, terá dito a um polícia:

“Quando os vossos filhos vos perguntarem que fizeram por eles, respondam-lhes que me bateram.”

Hão-de cair em estrondo os altos muros

Os médicos estão em greve hoje e amanhã. Pode ler-se no Diário de Notícias que “há médicos a interromper as férias para poderem fazer greve. Um “facto inédito”, nas palavras do Sindicato Independente dos Médicos e um sinal de “quanto a revolta e o desencanto grassam entre a classe médica. Mas não é único, diz João Proença, dirigente do Sindicato Médico da Zona Sul: “clínicos mais jovens e mais antigos e até directores de serviço da cor política do Governo tencionam juntar-se à paralisação, fazendo prever uma adesão retumbante.

Também amanhã, os professores saem à rua e reúnem-se no Rossio, em Lisboa, para uma manifestação nacional: “Juntaremos nesse dia, a luta dos professores à dos médicos e, juntos, defenderemos dois pilares fundamentais da nossa Democracia e do Estado Social: a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde, afirmou Mário Nogueira. [Read more…]

Para que servem os professores?

A Educação no Portugal democrático sempre foi um edifício em mau estado. Nos últimos sete anos, os três governos PS/PSD/CDS conseguiram o milagre de fragilizar ainda mais os frágeis alicerces desse edifício, limitando-se a disfarçar o mau estado do imóvel com uns painéis publicitários e outras manobras de marketing.

A partir do ano que vem, entre mega-agrupamentos, turmas com mais alunos e a dispensa irresponsável de milhares de professores contratados, o triste edifício ameaçará a ruína absoluta.

Em sete anos de políticas ruinosas, os professores souberam fazer três manifestações gigantescas e várias greves, mas não conseguiram e continuam a não conseguir travar a destruição quotidiana da Educação. Intoxicada por anos de inveja social, alimentada pelas máquinas de comunicação partidária, a opinião pública limita-se a olhar para os professores como uma corporação preocupada apenas com os seus privilégios.

Resta saber até que ponto esta visão será justa. Há pouco tempo, um amigo e colega defendia a necessidade de que os professores soubessem unir-se para protestar contra tudo aquilo que está mal na Educação e não apenas por razões relacionadas com questões corporativas.

A verdade é que podemos encontrar demasiados exemplos de pessoas mais preocupadas com a vidinha do que uma classe cuja principal preocupação deveria estar centrada na Educação: efectivos que se manifestaram em Lisboa e foram a correr entregar objectivos mínimos, sindicatos muitas vezes mais preocupados com domínio do território, professores que acatam acriticamente qualquer novidade, directores que se deixam transformar em fantoches do Ministério da Educação e muitos outros exemplos que não ficam bem na fotografia de profissionais qualificados que se deixam desqualificar todos os dias.

Os professores continuam, assim, a ser cúmplices da destruição da Escola e, portanto, indignos de uma das profissões mais nobres que se pode desempenhar. Há muito para pensar e há muito para pôr em causa, o que inclui formas e razões de luta. Enquanto isso não acontecer, os professores servem para muito pouco.

A Ternura da Extinção

Não deixo de sentir uma enorme ternura pela decorrente manifestação contra a fusão de freguesias, neste sábado à tarde, em Lisboa. Basta olhar para mim, um bairrista feroz pelo menos vinte anos da minha vida aqui por Gaia, recanto onde nasci. Por Lisboa, porém, o que se vê é a festa do protesto: desfile de diversidade, com ranchos folclóricos, associações culturais, recreativas e desportivas. Talvez nada impeça a metamorfose toponímica contra a qual lutam esses bravos portugueses no seu festivo esbracejar de náufrago: há tanto século acumulado, tanta vida, nesses lugares, lugarejos, freguesias, deliciosos pardieiros espirituais do País que o topónimo parece um absoluto. Mas os jovens e os velhos que hoje provincianizam a Capital sabem que terá valido bem a pena fazer a festa do protesto.

Identificadores para manifes

Roupinha ligeira para manifestantes e pessoal que não se manifestando leva na mesma. Ideal para a temporada primavera/verão. Modelos aprovados pela Polícia de Segurança Pública.

Roubado no Facebook ao Paulo Rodrigues

Queridos, não encolham as manifes

Diz a CGTP que ontem estiveram 300 000 em Lisboa. Sendo óbvio que no Terreiro cabem pouco mais de 120 000, também não ouvi ninguém dizer que estiveram lá todos ao mesmo tempo, e truques baixos como o do JN, que andou a publicar um vídeo feito antes de a praça encher são pura batota. Andamos a inflacionar números de manifestantes desde 75 (quem começou até foi a direita) e agora é tudo muito relativo.

Por mim estou com o espírito do Luís M. Jorge:

Para um espírito prático a fraqueza dos nossos sindicatos só tem estas soluções: ou se tornam muitos e param o país, ou se tornam muito violentos e param o país.

Servem as manifestações para alguma coisa? já ouvi patrões de patrões louvar estas iniciativas: acham eles que o pessoal faz o seu piquenique, extravasa a raiva nas palavras de ordem, e fica muito contente por serem muitos. Em parte é mais ou menos isso, razão porque fica mal à direita encolher a manife, se tivessem juízo ainda falavam em 400 000.

A manifestação eficaz juntará um destes meses os que alinham com os sindicatos com os que nunca alinharam, principalmente os desempregados. E não será em Lisboa, será pelo país fora, provavelmente mais pelo país fora, e desconfio que de norte para sul. Eficaz em número, nem precisando de ser muito violenta, embora conhecendo os hábitos da casa e o funcionamento das panelas de pressão tal seja provável. Já faltou mais, este governo tem-se esforçado por isso, e nesse dia prometo acender uma velinha a Vítor Gaspar, será merecida.

Adenda: além de ser um belo vídeo, estas imagens desmentem quem acha que o Terreiro do Paço nem sequer encheu: [Read more…]

A PSP faz a festa, lança os foguetes e recolhe as canas

(A prova de que os provocadores já tinham actuado em Outubro)

Dúvidas? Já não há.

Polícias secos contra polícias enxugados

“Os dois cidadãos que surgem identificados na primeira fotografia são elementos policiais pertencentes à estrutura de investigação criminal da PSP, os quais estão integrados no policiamento que foi desencadeado por ocasião das manifestações sociais de 24NOV11.A sua missão neste tipo de contexto será o de garantir que o exercício do direito de manifestação por parte dos cidadãos faz-se de forma livre, sem quaisquer perturbações de elementos estranhos às organizações que as promovem, impedindo o cometimento de ilícitos criminais, preservando a segurança de todos os intervenientes. A fotografia surge no contexto da necessidade de reposição da ordem pública por parte do Corpo de Intervenção da PSP, no qual os próprios elementos policiais acabam por ser alvos da intervenção dos seus colegas, situação esta que é frequente (ex: policiamentos de futebol).”

Direcção Nacional da PSP ao JN

Polícias muito mentirosas

O Ministério Público esclareceu esta segunda-feira que o cidadão alemão detido na [Read more…]

Contas mal contadas

Parece que o correio da manha andou a fazer contas, de cabeça e mal feitas, sobre o número de sindicalistas docentes, e resultou a coisa num número avultado que escandalizou vários idiotas inúteis a até mesmo pessoas de bem, esquecidas de que falamos da profissão com maior número de sindicalizados.

Isto foi assim: ao longo de décadas, para lá das duas federações (e suponho que ninguém vai agora defender a unicidade sindical) foram surgindo uns sindicatozinhos docentes, sem qualquer expressão, e que na verdade serviram para muito má gente fazer a vidinha. Como esses sindicatozinhos na hora negocial assinavam sempre com os governos, os governos fizeram de conta que aquilo representava alguma coisa, e tratavam-nos como sindicatos. Um regabofe. [Read more…]

O 15 de Outubro traduzido para políticos

Sabe-se que o politiquês impede a compreensão da política, que o economês esconde a economia, que o parlamentês ignora a realidade e suas consequências, que o democratês oculta a falta de democracia.

É, portanto, conveniente traduzir para políticos, sequazes e afins o que as pessoas querem verdadeiramente que eles ouçam. E é simples:

Somos o povo do mundo. O mundo é o nosso lugar. O mundo somos nós. Quem governa, governa em nosso nome. Quem governa, governa com o nosso consentimento. Tudo o que é público é nosso e só pode ser alienado com o nosso acordo. Tudo o que é nosso por nascimento, o ar, a água, a chuva, o sol, a nossa inteligência, tal como tudo o que é nosso por justiça e por conquista, os nossos direitos fundamentais, a nossa dignidade, a nossa liberdade, são nossos e vão continuar a sê-lo. A acumulação ilimitada é roubo e não a toleramos. Os recursos são finitos e queremos uma vida sustentável para os nossos descendentes. Nós somos o povo do mundo. Se vocês não falam a nossa voz, não vos queremos. Se não ouvem a nossa voz, não nos representam. Se continuarem a proceder contra nós, vamos destruir-vos.

Eles também têm medo

Após as manifestações sindicais de 1 de Outubro, apareceram ontem plantadas na comunicação social notícias de que a polícia e as secretas estão atentas aos distúrbios motins e outras barbaridades que se avizinham, sublinhando desde já a ameaça que vem das manifestações convocadas para o próximo dia 15.

A lógica é simples: nós estamos aqui para vos roubar o ordenado, em nome dos bancos, aumentar os impostos, em nome de Alberto João Jardim, privatizar tudo e mais alguma coisa, em nome da troika. Vocês fiquem muito caladinhos e quietinhos lá em casa, em nome da democracia.

No fundo trazem a consciência pesada, e também têm medo, muito medo. Sondagens como a de sábado, nas ruas do Porto e Lisboa, assustam. Na Grécia já há quem seja claro: a austeridade imposta pelo saque dos donos da Europa só se conseguirá aplicar com uma ditadura. E realmente o neo-liberalismo em democracia nunca conseguiu ir muito longe, não ficando as suas afinidades com o fascismo dos anos 30 por aqui.

Na fotografia: perigoso gang ultra-radical (note-se o uso das t-shirt´s negras, são do Black Block, só pode) fotografado por mim na manifestação de Sábado, no Porto. Espero que as polícias tomem nota. Quanto ao fotógrafo pintava a cara de preto se não estivesse já fichado.

700 manifestantes detidos em Nova Yorque

Antes que venha a conversa do anti-americanismo, venho eu com a conversa dos burros e das palas e, também, com aquela do maior cego ser o que não quer ver. A América (EUA), que andou décadas a celebrar a liberdade de expressão, a “exportar” democracia e a “ensinar” valores ao resto do mundo, parece ter-se esquecido da sua história e da sua Constituição.

Hoje foram detidas 700 pessoas numa das manifestações que, como temos visto, os grandes grupos de media procuram ocultar.

Voltando ao tal anti-americanismo primário de que não padeço: quem ouve os discursos dos líderes americanos (internos e externos) e os compara com as suas práticas (internas e externas) acha que actos e palavras não batem certo. E não batem mesmo.

A partir do minuto 5.17 vê-se como a imprensa é “convidada” abandonar o local.

O medo

Servem as crises para o exercício do jogo do medo pisando todos os limites. Com um milhão de desempregados pode a legislação laboral regressar 50 anos atrás que ninguém se espanta, e pode mesmo afirmar-se que o objectivo de facilitar os despedimentos é criar emprego que ninguém se ri.

Mas em contrapartida eles também têm medo. Os pirómanos da economia afligem-se com as potenciais chamas nas ruas que construíram. O discurso de Passos Coelho de hoje mistura uma narrativa desse medo com um hilariante anúncio do fim da crise, que até a Drª. Leite já explicou não ter ponta por onde se lhe pegue.

Nas crises ganha quem tiver menos medo, nos momentos decisivos. Ainda é cedo para contar gasolina e agulhetas, e nem dependemos das nossas ruas, mas das avenidas europeias. É um jogo perigoso, sobretudo quando levado ao extremo, como é o caso. Verdade se diga que vaticinei a este governo uma curta duração, e também armado em tarólogo achei que acabava na rua. Dois meses depois não me parece que seja bem assim: pode acabar mais prosaicamente por via das divisões internas da própria coligação, porque começam a ter medo das ruas: ainda ninguém saiu de casa e já se chamam os bombeiros. Em Outubro conversamos.

Olha que chatice, temos de dar esta notícia

Já bem atrasado em relação aos media internacionais, escrevi aqui que em Israel também se acampa, no pretérito dia 31 do mês findado. Na altura tinha constatado, seguindo o google news, não haver uma única referência na comunicação social online portuguesa. Hoje o Público chegou lá.

Mais vale tarde do que nunca? conhecendo o poder do estado sionista de Israel, foi deliberado. O costume.

Eles saíram à rua a 20 de janeiro

Este inverno as revoluções andam pelo sul

egypte_manif_inside Sabe bem o Mediterrâneo a pedir mudança. A Europa mediterrânica está a ficar entalada entre o norte que a empurra para o sul da falência, e o seu sul, o norte de África que descobre que para mudar é preciso vir para a rua. Depois da Tunísia vem o Egipto. Há 2000 anos éramos províncias  do mesmo império.

A França já está a arder

Parece que a notícia do falecimento das greves e manifestações de rua como forma soberana de o povo dizer não aos que em seu nome governam era ligeiramente exagerada.

As jornadas de luta sucedem-se por toda a França, a violência volta às ruas, o Sarkonazi já não sabe muito bem para onde se virar, a gasolina escasseia nos postos de abastecimento, a França pode parar.

Tem muito de ironia que esta luta se trave em torno da idade de reforma e tenha já conseguido o apoio dos estudantes do secundário (ler no Spectrum: Ao lado da Igreja Notre Dame de LaCroix! No liceu já eu fazia broches…).

Conhecendo o histórico seguidismo lusitano no que às revoluções gaulesas e similares toca, resta-me esperar que os portugueses sigam o exemplo. A greve geral está oficialmente convocada. E se não vai servir para parar um orçamento de gamanço e continuidade nos lucros oferecidos a quem realmente manda, ao menos que sirva para estancar o roubo e o descarado gozo com que esta gente se governa.

A vinda do Papa não vai ter protestos

Como seria de esperar o bom senso voltou à terra e Bento XVl vai ter uma tranquila peregrinação a Portugal. As manifestações que se anunciavam de protesto renunciaram todas,  por uma simples razão. Trata-se de um Chefe de Estado soberano com quem Portugal tem relações diplomáticas ao nível de embaixadas e, não menos importante, é um símbolo religioso reconhecido por milhões de Portugueses.

E os ex-manifestantes vêm dizer que não querem ofender os milhões de católicos e que se vão ficar pelos debates.

Quem segue para a frente com a iniciativa são a gente jovem do Facebook que vão distribuir 25 000 preservativos, mas fora das vistas do Papa e da comitiva, em Lisboa e no Porto, nos acessos aos locais das cerimónias religiosas.

Mas isto é muito curioso, enquanto a vinda do Papa, representante da religião no seio da qual todos crescemos levanta uma celeuma de todo o tamanho, os véus e as burkas e os minaretes na Suiça, símbolos de uma religião que pouco nos diz, até por ignorância, são acolhidos de braços abertos.

Um dia vou perceber!

Faltam 435 dias para o fim do Mundo

Eu já tinha ouvido falar de uma que queimou o soutien nos idos de setenta. Ao longo destes anos já me habituei a ver queimar a bandeira dos Estados Unidos e de Israel com o devido esmero, nas inúmeras manifestações nos diferentes países do eixo do mal (e não, não estou a falar do programa da Sic Notícias). Agora, ver um enfermeiro a queimar a sua bata numa manif é uma estreia. Só não sei se ria ou se chore. É que o ridículo mata… Nos tempos da outra senhora que se divertia, qual pirómana, a queimar soutiens, o Povo gritava nas ruas: “Os ricos que paguem a crise”. Como diz essa grande referência intelectual portuguesa: “acho bem!”.

Agora, algo completamente diferente mas que me permite manter o rumo neste post, uma vez que se pode enquadrar entre a senhora pirómana e a referência intelectual e, sobretudo, tirar do sério os aventadores professores, mais que muitos, que por aqui circulam:

Se o aluno chumba o ano, a culpa é do professor; se o aluno desiste de estudar, a culpa também é do professor; e se o aluno falta às aulas, a culpa é outra vez do professor. O sucesso escolar de uma criança está sempre nas mãos do professor. Nem as origens socioeconómicas nem o contexto familiar servem de justificação – a culpa é sempre da escola, que não soube encontrar as estratégias certas para ensinar os seus alunos.
Esta é a convicção de Paul Pastorek.

Pois é, com toda a cagança, segundo o i, o Braga continua a liderar. É com cagança e com toda a pujança. Não nego, está um título do caraças! Realmente o Braga continua com “ela toda”….olha, olha, o meu Word diz que “caraças” é “locução própria do nível de língua informal, pondere o emprego de uma expressão alternativa”! Olha-me este Word todo ele cheio de cagança, deve ser de Braga! Sem pujança ficou o Carvalhal. Ele há dias assim. Já o meu Porto, com a devida cagança própria dos maiores do Mundo (e somos, carago!) foi buscar Kléber, o Gladiador. Vai ser um massacre!!! Ele fez falta no túnel, tinha sido uma mortandade, tipo a que aconteceu junto de Paredes da Beira, no seu conhecido Vale dos Mil, onde os cristãos mataram mais de mil mouros numa só noite…

Assim se caminha rumo ao fim do Mundo. Bom fim-de-semana.

Parabéns Professores SEM MEDO

Boa noite,

saudade é a palavra que me ocorre hoje.

O que fizemos não foi uma coisa qualquer – foi MUITO GRANDE, ENORME mesmo!

Demorou muito, tudo parecia impossível, mas o tempo parece que nos quer dar alguma razão.

Não faço ideia o que vai acontecer – não tenho ainda qualquer informação sobre o que aí vem… há uma coisa que sei:

quem não entregou objectivos não vai ser prejudicado. Como SEMPRE foi dito pela FENPROF!

Quem quis ser avaliado vai ficar com uma rolha de cortiça porque não vai servir para nada.

Podem ler isso no comunicado que o ME hoje fez chegar às escolas: http://aventadores.wpcomstaging.com/958580.html

Continuo a pensar que a questão central é o estatuto, mas isso veremos a curto prazo o que vai acontecer.

Agora, o que quero mesmo é recordar a NOSSA FORÇA!

– a manifestação de Outubro de 2006: http://serprof.blogspot.com/2006/10/um-oceano-de-esperana-corre-em_07.html

– a greve de Outubro de 2006 – http://serprof.blogspot.com/2006/10/em-greve-era-uma-vez-uma-professora-na.html

– a manifestação de 8 de Março de 2008: http://serprof.blogspot.com/2008/03/um-sonho-de-uma-vida.html

– a manifestação de 8 de Novembro de 2008:http://www.spn.pt/?aba=27&cat=118&doc=2282&mid=115

– a manifestação de 30 de Maio: http://www.spn.pt/?aba=27&cat=9&doc=2491&mid=115