O frentismo dos mercados

Munch

A estratégia do medo e o papão comunista continuam na ordem do dia. Por todo o lado, PàFs e Pàfas disseminam a má nova da catástrofe que se avizinha e anunciam, com a precisão e coerência que lhes é conhecida, que o fim está perto e que os mercados serão impiedosos. Pena os mercados não quererem colaborar o que, convenhamos, é uma enorme injustiça. Anos e anos a defender a sua supremacia, a defender cortes e atropelos constitucionais, e agora que eles mais precisam deles, os sacanas mercados fazem o que melhor sabem fazer: estão-se nas tintas para tudo e para todos.

Vem isto a propósito dos dados ontem revelados que dão conta da descida dos juros das Obrigações do Tesouro, cujo prémio de risco terminou a sessão de ontem no mercado secundário em níveis anteriores aos registados antes das eleições. Que diabo! Então e a ameaça do frentismo, o perigo iminente da estalinização do país, os gulags ao virar da esquina e golpe de Estado em curso? Pobres palermas, nem a chantagem dos mercados lhes deixam fazer. Não há direito!

Imagem: O Grito, Edvard Munch

Portas ” oferece ” lugar de vice primeiro-ministro a António Costa.

foto@tvi

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A noite passada Paulo Portas deu à TVI uma memorável entrevista. Foi notório o esforço de mostrar à saciedade a sua humildade. Aliás, se existe virtude que Portas tem é sem dúvida a humildade. Os portugueses devem ter ficado deveras convencidos e até comovidos com o líder do CDS. Todos ainda nos recordamos de uma famosa entrevista que deu a uma estação de televisão na época em que ainda era jornalista e director do célebre semanário ” Independente “. Nessa entrevista ficamos com a ideia absoluta que estávamos perante um homem de uma humildade singular e uma vida dedicada ao serviço público.

Na entrevista de ontem deu mais uma exemplo de uma humildade fora do comum. Não é que Paulo Portas até nos disse que estaria disponível, para em nome da estabilidade governativa e do superior interesse público, para ceder os seu lugar de número dois do governo a António Costa. Das três uma: ou está a gozar com os portugueses ou perdeu a completa noção do ridículo ou então no seu enorme ego avança o velho sonho de ser líder no PSD.

Num governo de uma eventual coligação entre PSD, PS e CDS, que defendi que seria aquele que melhor defenderia os interesses do nosso país durante os próximos quatro anos, estes três partidos, totalizariam na Assembleia da República 193 deputados, em que o PSD teria 89 deputados, o PS ficaria com 86 deputados e o CDS com apenas 18. Estes dados traduzidos em termos percentuais corresponderiam a uma representação parlamentar de 46,11% do PSD, de 44,56% do PS, ficando o CDS com apenas 9,33% de representatividade na Assembleia da República.

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A honestidade do PSD/CDS chegou a isto

geradoresUsar para propaganda a obra do Sócrates. E ainda se vangloriar de uma infraestrutura que venderam a outro estado, o chinês.

Aritmética imbecil à moda do PàF

Patético no Observador

A captura de ecrã em cima, aparentemente retirada de uma qualquer caixa de comentários da Fox News do PàF do Observador, e que já leva um considerável número de partilhas no Facebook, é ilustrativa do nível primário e paleolítico a que desceu a propaganda desesperada do universo pafista. Temos o papão comunista, a profecia da desgraça, a tão em voga instigação do medo e chega-se mesmo ao ridículo de simular uma coligação PàF + CDU + BE para CLARIFICAR que 56,83% da população NÃO QUER os socialistas no poder ao passo que, 6 pontos percentuais abaixo, APENAS 50,87% não quer a coligação Tecnoforma + Irrevogável no poder. Notável. [Read more…]

A instabilidade financeira e a memória curta dos PàFs

O líder do CDS-PP, Paulo Portas (D), acompanhado por Ribeiro e Castro (E) à saída da Câmara Municipal do Porto depois de uma reunião com presidente, Rui Rio, inserida na campanha para as Eleições Legislativas de 2011, Porto, 25 de maio de 2011. ESTELA SILVA / LUSA

Ouvir por estes dias os gritos histéricos das claques do PàF, que profetizam o afundamento da economia portuguesa quando nem para fazer o jogo da chantagem dos mercados servem, dá-me a sensação que a amnésia colectiva é real. Será que se esqueceram todos da célebre e irrevogável demissão de Paulo Portas, quase em simultâneo com a saída de Vítor Gaspar, que nos custaram, em aproximadamente 24 horas, uma subida dos juros da dívida para 8% e perdas na bolsa no valor de 2,3 mil milhões de euros? É possível. De outra forma não engoliam palermices destas e reduziam os níveis de bazófia para mínimos condizentes com a sua actual dimensão parlamentar.

Foto: Estela Silva/LUSA@O Informador

«Seguir-se-á talvez aquilo que Costa repete:

não fará cair nenhum governo se não tiver alternativa para apresentar.»
[Uma análise de António Pinho Vargas]

Nem a chantagem dos mercados sabeis fazer, palermas!

Sapo

Perante a ameaça de a democracia não seguir o rumo pretendido pela nação pafista e se transformar naquilo a que as claques se referem como sendo o “frentismo” ou a “ditadura de esquerda”, o spin que desceu à terra para iluminar o caminho dos justos não podia ser mais claro, ameaçador e digno de rebelião: os mercados não vão perdoar. Ressuscite-se a Rede Bombista que isto já só lá vai com sangue e sedes do PCP a arder.

Ontem, para reforçar as instruções enviadas às caixas de ressonância, a coisa até correu bem: o PSI-20 a cair 2% (como se fosse preciso muito para que isso acontecesse) e os juros a subir há alguns dias (apesar de ontem até terem descido ligeiramente mas isso não interessa nada) só podiam significar uma coisa e o título do Expresso não deixava margem para dúvidas: “Acções descem e juros sobem com medo de um governo de esquerda”. Oh, o medo! O terror! Deus nos acuda que o PREC está de volta. Fujam todos carago! [Read more…]

Já só pode ser adiada,

«a realidade nova que, mesmo que o PS lhe falhe», faz sorrir o cronista.
[Tiago Mota Saraiva]

Idos ao ar 725 mil votos da PAF e eis que até lamber o próprio cotovelo se tornou possível

2010-01-25

Até ao dia das eleições, o programa do PS era irresponsável, traria o caos e tinha as contas mal feitas. Perante o pânico da direita, depois do golpe de mestre do PCP, eis que o impossível já é realizável. O IVA pode baixar, negociar aumento do salário mínimo e acelerar devolução da sobretaxa do IRS são medidas em cima da mesa e o plafonamento da Segurança Social deixa de ser uma vaca sagrada.

Lá se vai a credibilidade (cof, cof) do programa da PAF (existe?). E quanto não vale perder 725 mil votos, correspondendo ao segundo pior resultado de sempre da direita em Portugal – essa minoria que quer mandar na maioria.

[imagem]

 

Dedicado aos ressabiados de direita que andam por aí a estrebuchar

Fiquei por estes dias a saber, pela turba que entoa cânticos de apoio ao PàF nas redes sociais, que a possibilidade de um governo que integre CDU e BE resultaria numa ditadura de esquerda. Que se prepara um golpe de Estado. Que os mercados serão implacáveis com a heresia democrática de haver quem à esquerda do PS se perfile para encontrar soluções governativas. O apocalipse ao virar da esquina. [Read more…]

O pânico está instalado na PàF

foto@sol

foto@sol

A PàF está em pânico. É suficiente ter visto a cara com que Pedro Passos Coelho e Portas sairam da reunião com António Costa e estar atento ao nervosismo e aos comentários, nas últimas horas, que correm nas redes sociais dos indefectíveis apoiantes da coligação PSD / CDS.

Vamos falar a sério e sermos intelectualmente honestos.

Os discursos ” revanchistas ” de alguns dirigentes do PSD e CDS na noite de 4 de Outubro não ajudaram nada.

No dia seguinte Cavaco ajudou à festa ignorando os partidos com representação parlamentar falando apenas com Pedro Passos Coelho.

A partir desse momento António Costa inteligentemente, apesar de ter perdido as eleições, passou a liderar, com base no erro político do presidente da República, o processo de formação de um governo assente numa maioria parlamentar.

Infelizmente para quem, como eu, votou e confiava em Pedro Passos Coelho é esta a história dos últimos 10 dias.

Em regra as histórias têm um final feliz, mas temo que esta tenha um desfecho infeliz para Passos Coelho.

É começar a importar sapos que os que cá temos não vão chegar

Coligação disposta a aceitar todas as condições de Costa [Expresso]

As eleições Legislativas inauguraram um novo tempo político.

foto@publico

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Estas eleições legislativas estão a inaugurar um novo tempo político no nosso país. E foi isso que muitos ainda não perceberam ou então fazem de conta não terem percebido.

As recentes eleições na Grécia deixaram marcas e sinais importantes para os partidos radicais europeus. Estes perceberam que definitivamente não têm espaço para crescimento político na actual conjuntura política europeia.

A Unidade Popular que congregou os dissidentes do Syriza, incluindo o célebre ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, teve menos de 3% dos votos não tendo sequer representação no Parlamento Grego.

Esta foi uma lição que BE e PCP perceberam claramente. Aliás durante a campanha eleitoral deram sinais disso mesmo. António Costa percebeu também tudo isto. Talvez não tenha sido inocentemente que disse que não aprovaria o orçamento de estado da coligação PSD / CDS.

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É que o problema é exactamente esse

maria luz 5

O perfil falso a vangloriar-se do trabalho feito

Consegue a esquerda fazer chegar as suas mensagens ao mais comum dos cidadãos? Será que apenas alcança – em debates, publicações e iniciativas – circuitos e universos («reais» ou «virtuais») demasiado restritos? Com a ilusão de comunicar de forma ampla, quando na verdade não sai dos aquários em que se move, mobilizando essencialmente os «mesmos de sempre», as militâncias e os já convencidos? [Nuno Serra]

Blogs e outros meios funcionam em circuito fechado, para um público que já está informado, seja ele de esquerda ou de direita. Trocam-se argumentos mas não se convence ninguém, já que cada um tem as suas posições bem cimentadas, tenha ou não razão. Ambos os lados esperam convencer uma suposta audiência, mas têm, eles mesmos, as suas opiniões congeladas.

Há uma enorme massa populacional que não acompanha o dia a dia do país. Possivelmente, com os pacotes de TV por cabo e com a Internet a comer audiência à televisão, nem sequer segue os noticiários dos canais abertos. E quando segue, convenhamos, pouco fica a saber, pois estes optam por um formato de repetidor de mensagens dos diversos protagonistas, sem um trabalho complementar de validação da mensagem. É mais barato. E poderá haver colagem ao poder, mas será sempre ao poder estabelecido, seja de direita ou de esquerda.

Como é que se chega a esta massa? Com mensagens simples e simplificadas. A coligação fê-lo com mensagens falsas. Contou com um verdadeiro exército, composto por três vértices: [Read more…]

Portugueses escolheram Passos Coelho para Primeiro-Ministro.

Pedro-Passos-Coelho

Apoiei e votei em Pedro Passos Coelho, como a maioria dos portugueses, para Primeiro-Ministro. Felicito Pedro Passos Coelho pela vitória e cumprimento todos os outros partidos que democraticamente foram a votos valorizando estas eleições Legislativas.

Passos Coelho e a coligação ganharam as eleições, mas sem maioria absoluta, tal como aqui previ no passado dia 30 de Setembro. Agora, em condições normais o Presidente da República irá convidar, nos próximos dias, Pedro Passos Coelho para formar Governo. Aliás, António Costa, ontem no seu discurso afirmou que entendia que deveria ser o Partido mais votado a ser convidado para formar Governo demonstrando sentido de estado disponibilizando-se para dialogar com a PAF, no que diz respeito ao futuro orçamento de estado e do país, e a afastar a hipótese de formar um governo em coligação com o Bloco de Esquerda e a CDU.

As surpresas da noite eleitoral foram o resultado histórico que Catarina Martins e o BE conseguiram obter elegendo 19 deputados para a Assembleia da República, o desaparecimento político do CDS na Madeira e nos Açores, círculos onde PSD e CDS concorreram em separado, e a eleição de um deputado, pela primeira vez, pelo PAN ( Partido das Pessoas Animais e Natureza ).

Como sempre afirmei considero fundamental a continuidade da estabilidade governativa. Estou certo que Pedro Passos Coelho e António Costa estarão à altura de, neste momento, colocar os superiores interesses do país acima dos interesses partidários.

Sabem uma coisa?

Agora é que vamos ver se o corte de 600 milhões de euros nas pensões era um mito urbano ou não.

Marco António Costa ressuscitou, aleluia, aleluia!

jnlx270309bc Entrevista ao líder do PSD Porto Marco António Costa Bruno Simões Castanheira

Minutos depois de se conhecerem as primeiras projecções, PSD e CDS-PP apressaram-se a reagir. E depois de semanas de campanha em que foi praticamente invisível, Marco António Costa é o escolhido para falar em nome dos “sociais-democratas”. A escolha deste gestor ruinoso, acusado de gerir uma complexa rede de tráfico de influências, é ilustrativo daquilo que por aí vem. E a imunidade parlamentar vem mesmo a calhar. Eis o alpinista político ressuscitado dos mortos. Aleluia, aleluia!

Foto: Bruno Simões Castanheira@Dinheiro Vivo

Porque vou votar na Coligação

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Umas eleições deveriam ser, basicamente, a escolha de quem nos vai governar nos quatro anos seguintes. Ou seja, o juízo de valor que sustenta a decisão de um qualquer voto, definir-se-ia pelo resultado da análise de quem seria mais capaz para gerir os destinos do País. No entanto, e compreensivelmente, aquele processo mental sofre a influência de muitas outras variáveis, com uma acima das outras todas: o julgamento do Governo que esteve em funções na legislatura que termina. Legítimo e natural.

Deste modo, temos duas vertentes principais que determinam a escolha que se fará no próximo dia 4 de Outubro: quem preferimos que nos governe nos próximos 4 anos e se sancionamos o que o Governo fez nos 4 anos que agora terminam.

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Isto não é eleitoralismo, são apenas aumentos salariais na função pública a 3 dias das eleições

Eleitoralismo

Apesar da confiança absoluta grande e boa na vitória este Domingo, as tropas da coligação não perdem uma oportunidade para fazer uso da arma do eleitoralismo, colocando ao seu serviço os recursos comuns do Estado bem como a influência dos seus governantes que nas últimas semanas pararam de trabalhar para se dedicarem à campanha dos seus partidos.

Sabemos que a caça ao voto desde São Bento já começou há alguns meses. Acenaram-nos com a possibilidade de descidas de impostos e reposição de cortes, mais recentemente com a devolução da sobretaxa em função do resultado da execução fiscal, imprevisível, e agora, na recta final, surgem alguns incentivos extra com todo o habitual descaramento a que estas coisas obrigam. [Read more…]

Portugal à Frente vs Coligação PSD/CDS-PP

Uma pequena sondagem.

Mestre do corte olha para a sua matéria prima

passos velhinha

“Vamos lá ver se não me esqueci de nada”, pensa o mestre.

check Cortes na pensão da velhinha … feito
check Corte no complemento solidário da idosa… feito
check Aumento das taxas moderadoras…  feito
check Corte na comparticipação nos medicamentos… feito
check Cortes no salário do filho… feito

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As tracking polls, as sondagens, a realidade e o day after.


day_after

As tracking polls (tp) que nos tem sido” servidas ao quilo ” pela RTP e pela TVI têm levantado muita polémica. Tanta polémica que o que se tem discutido nesta campanha são estas e não o que foi feito na última legislatura, nem as ideias e propostas para o futuro do país. Estas são mesmo o ruído de fundo que faltava e interessava à coligação PSD / CDS.

As amostras das trackings polls são pequenas mas são dinâmicas, dado que em média a cada 4 dias, a amostra altera-se na sua totalidade. Os inquéritos são efectuados por chamada telefónica, em norma para a rede fixa, que dão origem muitas vezes a resultados enviesados, atendendo a que um número considerável de portugueses não possuem telefone fixo, bem como a grande maioria da população activa está automaticamente excluída dada a hora em que são efectuados a maioria dos inquéritos. Os inquéritos efectuados através de chamada telefónica produzem também elevados níveis de não resposta bem como de pessoas que recusam responder. Por algum motivo as próprias estações televisivas chamam às tracking polls estimativas eleitorais.

Entendo que as tp permitem observar tendências de subida e descida de cada partido e a evolução dos indecisos. Não são instrumento da medição de intenção de voto. Porém são indicadores que não devem ser desprezados e que a evolução dos dados devem ser seguidos com atenção. As sondagens são mais confiáveis porque têm amostras maiores e, por isso, margens de erro mais baixas, por sua vez, as tracking polls tem margens de erro mais altas, muitas vezes a rondar os 5%, consequência da própria forma como são efectuadas.

Aliás a própria legislação obriga as sondagens a cumprir determinadas obrigações legais, porém a mesma é omissa em relação às tracking polls. Logo aqui pode inferir-se que estamos perante trabalhos distintos que poderão levar, no caso das tracking polls, a estudos menos rigorosos. Esta novidade das tracking polls divulgadas diariamente pela comunicação social deveria merecer uma reflexão profunda pela parte da ERC de forma a que estes tipo de estudos de opinião estejam sujeitos no futuro a uma legislação mais apertada.

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Isto até ao dia da eleição não interessada nada

Bruxelas divulga documento que contradiz o Governo: contribuintes podem ter de pagar perdas do Novo Banco [Expresso]

Três efes

Nossa Senhora, que já nos salvou da esterqueira do Prestige (Portas dixit), foi convocada para a campanha. Mais os velhinhos, as criancinhas, e “a fé nas pessoas”, essas enternecedoras pieguinhas dispostas a dar mais uma oportunidade a quem prometeu e não cumpriu.

Conta o Expresso:

“Tem fé nos resultados?”, pergunta o repórter. Passos agarra a chance e vai ao bolso. Exibe. A cruz. A direita gosta disto.

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Sem contraditório

Opinador semanal durante a legislatura, oráculo das decisões por anunciar, participa agora nas acções de campanha, até vai arruar por Lisboa na sexta, e no sábado, dia de reflexão, lá estará no seu espaço de comentário, fresquinho e impoluto, a sós com a sua independência e objectividade. Palmas.

Eu não vi, mas parece que anda por aí

A uma boa pergunta, nem sempre se segue uma boa resposta. Ou antes, a resposta até pode ser a correcta, mas…

marcoantonio

Afinal o homem está por aqui, sempre na sombra, onde é eficaz e feliz.

Votem PaF, que é como quem diz Votem MACatrás.

Irresponsabilidade, falta de civismo e comportamentos perigosos na campanha do PàF

PaF 1

Para aqueles que não conhecem a via que surge na imagem em cima, trata-se da variante que circunda a cidade de Famalicão, uma via equiparada a auto-estrada onde se aplicam as regras previstas no código da estrada, que sobre a circulação nestas vias referem, podemos ler no site do IMTT:

PARAGEM EM AUTOESTRADA: A paragem em autoestrada é proibida por lei e sancionada com contraordenação muito grave, tal como previsto no artigo 146.º do C.E. Somente em cenários de congestionamento de tráfego ou por emergência, pode-se parar e apenas em situações imperativas devidamente justificadas.

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Dar certo, segundo Passos Coelho

dar certo segundo passos coelho

Lembrem-se disto quando os juros deixarem de ser tão baixos como actualmente. Esse dia chegará e com ele virá o 4º resgate.  Nessa altura, não sabemos que governo estará a ligar para a troika, mas foi o actual governo que deu o número de telefone. Escrito nas costas de uma factura de austeridade, sem outros resultados que não um país em pior estado do que aquele débil Portugal de 2011. Desculpem qualquercoisinha por estar a estragar a festa.

Campanha: Mercado do Livramento em Setúbal

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Imagem parte do vídeo com a PAF a passar no Mercado do Livramento em Setúbal

Particularmente cómico é a jotinha, de dedo em riste, a debitar o guião, enquanto se ouve “Ladrões! Ladrões”.

Homem agredido por PàF’s em Espinho

Pouco antes do início da arruada de ontem do PàF em Espinho, um homem que por ali estava terá alegadamente gritado “corruptos” – e convenhamos que a probabilidade de ali estarem alguns era elevada – e, segundo o repórter da CMTV no local, atirado algumas bandeiras da coligação para o chão. O que se seguiu, e que de resto surgiu nos telejornais, foram apoiantes/militantes do PSD ou do CDS-PP que agrediram de forma, vá lá, “enérgica”, o indivíduo em questão. Num dos momentos da cena, existe um PàF que segura o homem e outros dois que lhe batem em simultâneo. No final, e após a evacuação do agredido, surge uma PàF de bandeira na mão que, num momento pedagogia parola, lhe diz “você veio para aqui provocar“. E como veio provocar é merecedor de uma série de socos, pontapés e joelhadas sem que se tenha visto uma única agressão do anónimo revoltado. Cuidado: quem se mete com o PàF leva! Já dizia o Zeca Mendonça. [Read more…]