E, de repente, as tréguas acabaram. Com Steve Jobs, o seu general e guru, em casa, a tratar um problema hormonal, a Apple distraiu-se. Ficou à sombra do sucesso do iPhone, iPod e companhia e não deu pela mudança de estratégia da Microsoft.
A companhia de Redmond teve um ano de 2008 para esquecer. O sistema operativo Vista, lançado em 2007 mas com os olhos colocados em 2008, foi um fracasso de vendas, com particular expressão no mercado empresarial, precisamente aquele onde a empresa mais aposta. No início deste ano, a multinacional agora liderada por Steve Balmer fez o seu primeiro despedimento em massa, enviando cinco mil pessoas para casa.
Longe de um qualquer abismo, mas perto de mais um desastre, a Microsoft fez o que tinha de fazer: partir ao ataque. O alvo estava, há muito, definido: a Apple. A estratégia não foi inovadora mas foi agressiva. A Microsoft criou o “Laptop Hunter”, uma campanha publicitária diferente dos habituais spots promocionais. A empresa colocou diversas pessoas a fazer uma “caça ao portátil”, denunciando os equipamentos da marca da maça como demasiado caros e apontando os utilizadores de Mac como elitistas que compram gadgets como uma afirmação de estilo. A campanha fez-se – e ainda se faz – com diversas intervenientes na busca. Ao que revelam os resultados, a estratégia está a ser bem sucedida.
De tal forma que a Apple teve de reagir, lançando spots publicitários que defendem os Mac como produtos estáveis e isentos de vírus. Quase todos os anos, a Apple lança uma nova versão do seu sistema operativo, mantendo uma estratégia comercial simples: alguns melhoramentos, aplicações integradas que cobrem diversas áreas e preços acessíveis, motivando os clientes a actualizarem os seus sistemas.
Já a Microsoft usa e abusa de uma política comercial demasiado agressiva, mesmo, ou sobretudo, para quem tem 88 por cento do mercado dos sistemas operativos. Assumindo, ainda que indirectamente, o fracasso do Vista, alvo de inúmeras críticas pela pobreza técnica, a Microsoft está a tentar emendar os erros com o Windows 7. O novo sistema foi recebido de forma positiva, como um renascimento. Uma espécie de prolongamento do XP e após um intervalo chamado Vista.
Na realidade, o 7 é o sistema operativo mais escrutinado, porque, desta vez, a empresa soube ouvir o mercado de forma séria. No entanto, não é possível deixar de olhar para esta proposta como uma grande actualização do Vista, uma espécie de “service pack plus”, enfim, o emendar dos erros cometidos. Uma circunstância que veio criar uma expectativa quanto aos preços de venda que a Microsoft aplicará no próximo ano, depois de terminar a fase experimental. Os primeiros sinais não são positivos. Há notícias, com base em fontes não oficiais, que indicam ser propósito de Balmer e companhia cobrar mais pelo 7 do que cobrou pelo Vista. A confirmar-se, os clientes vão pagar duas vezes um sistema operativo.
Com 1 por cento mundial do mercado de sistemas operativos, mas com grande estabilidade, reunindo já inúmeras aplicações de qualidade, diversas versões com capacidade para agradar a todos e actualmente com grande facilidade de utilização, o Linux começa a aparecer-me cada vez mais atraente. E não só a mim.
P.S. Depois de um primeiro anúncio lançado há meses no Japão, a Google, a actual grande potencia mundial, colocou o mesmo anúncio nas televisões dos EUA. O spot promove o Chrome, o navegador de internet que a empresa lançou em Setembro passado. Hoje, não chega a 1 por cento de utilizadores em todo o mundo. Posso estar enganado mas dentro de um ano deve chegar aos 5 por cento. Isto é muito e é importante.






Defensa de la alegría Defender la alegría como una trinchera defenderla del escándalo y la rutina de la miseria y los miserables de las ausencias transitorias y las definitivas defender la alegría como un principio defenderla del pasmo y las pesadillas de los neutrales y de los neutrones de las dulces infamias y los graves diagnósticos defender la alegría como una bandera defenderla del rayo y la melancolía de los ingenuos y de los canallas de la retórica y los paros cardiacos de las endemias y las academias defender la alegría como un destino defenderla del fuego y de los bomberos de los suicidas y los homicidas de las vacaciones y del agobio de la obligación de estar alegres defender la alegría como una certeza defenderla del óxido y la roña de la famosa pátina del tiempo del relente y del oportunismo de los proxenetas de la risa defender la alegría como un derecho defenderla de dios y del invierno de las mayúsculas y de la muerte de los apellidos y las lástimas del azar y también de la alegría.





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